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terça-feira, 26 de janeiro de 2021

- A História do Rio Itajaí-Açu

A história do Rio Itajaí-Açu

 A maior bacia hidrográfica de Santa Catarina
O nome "Itajaí-Açu" é de origem tupi e foi adotado pelos índios que ocuparam a Praia de Cabeçudas, no município de Itajaí, estando ligado à formação de pedra conhecida atualmente como Bico do Papagaio. Na sua forma original, esta formação assemelhava-se à cabeça de uma ave, o jaó. Por este motivo, a palavra Itajaí-Açú significa: ita = pedra; jaí = o pássaro, a ave; açu = grande . Ou seja: rio grande do jaó de pedra.
Alternativamente, o nome "Itajaí-Açu" pode significar "grande rio repleto de pedras", através da junção dos termos tupis itá ("pedra"), îá ("repleção"), 'y("rio") e gûasu (" grande").[1]
São 53 municípios do Vale do Itajaí, Norte e Grande Florianópolis
Da rocha de onde brota em três nascentes de água cristalina, descendo em corredeira para se encontrar com outros rios e ribeirões e encorpando-se até formar um gigante, o rio Itajaí-Açu desperta nas pessoas encanto e medo. 

Em toda a sua longa e sinuosa caminhada, o rio carrega muitas histórias. Histórias de gente que veio navegando em barco improvisado de muito longe e, há muito tempo, para desbravar e povoar o Vale do Itajaí, numa mistura de povos, hábitos e costumes que influenciaram a formação de uma identidade cultural própria. 

História de gente que nasceu à beira do rio, banhou-se em suas águas, constituiu família e de perto do majestoso nunca arredou pé. Gente que viu o Itajaí-Açu se transformar e transformar a paisagem do Vale. Gente que viu o rio ser manchado de tinta, carregar lixo doméstico, engolir suas próprias margens, arrancar árvores, invadir lavouras, ruas, casas, indústrias e comércios. Gente que viu o Itajaí-Açu interromper vidas e sonhos. 

Gente que ergueu prósperos empreendimentos às margens do rio ou simplesmente usou das suas águas para fertilizar o solo. Hoje, são cerca de 1 milhão de pessoas (20% da população catarinense) vivendo na maior bacia hidrográfica de Santa Catarina, com 15 mil km². Mas, afinal, qual o limite dessa bacia? A pergunta é oportuna, pois o mundo também discute, com mais ênfase, soluções para a escassez de água, que ocorre em algumas regiões do Planeta e agora no Sudeste do Brasil. 

O Jornal Metas mergulhou na Bacia do Itajaí e dela emergiu com bons exemplos, projetos e avanços tecnológicos que podem garantir a preservação de toda essa riqueza natural. Ações simples, como a do casal Wigold Schaffer e Miriam Prochnow, proprietários da Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), na cidade de Atalanta, no Alto Vale. Na contramão das boas iniciativas, fica claro que as agressões à Bacia do Itajaí continuam. É bem verdade que o despejo de lixo doméstico e industrial diminuiu, porém, as escavações aumentaram, arrastando uma quantidade enorme de sedimentos para dentro dos rios e ribeirões. Essa é a nova ameaça que precisa ser combatida pelos órgãos de fiscalização.  Aliás, o poder público, maior interessado, é o que menos faz para conservar os recursos hídricos e todo o rico ecossistema existente na Bacia do Itajaí. 
Faltam recursos, prioridades e boa vontade. Mesmo diante da pressão da sociedade e do Ministério Público, as iniciativas de reduzir o despejo de esgoto doméstico no Itajaí-Açu e seus afluentes não passam de boas intenções. A ameaça também vem de cima. Toda vez que chove forte, o Vale do Itajaí entra em estado de alerta e soluções são lembradas para o recorrente problema das enchentes. 

E elas se tornaram cada vez mais trágicas à medida que áreas verdes são invadidas e devastadas. Precisamos de soluções urgentes para reverter esse cenário assustador, porém, a lentidão das decisões e dos trabalhos tornam as coisas mais difíceis.

Estamos, portanto, diante de enormes desafios na gestão dos recursos hídricos da Bacia do Itajaí, mas acreditamos que tudo começa por uma mudança de atitude da sociedade. São as pessoas que farão a diferença para que o Vale das Águas continue a ser uma terra de oportunidades e de prosperidade.

O que é a bacia?
A Bacia Hidrográfica do Itajaí está em uma área de 15 mil km², correspondente a 16,14% do território catarinense, onde estão assentados 53 municípios de três regiões: Vale do Itajaí, Norte e Grande Florianópolis. É a maior bacia de Santa Catarina e o Rio Itajaí-Açu é de maior curso d’água, com extensão de mais de 300 quilômetros desde suas nascentes até a foz, nos municípios de Itajaí e Navegantes. São cerca de 1 milhão de habitantes vivendo nessas regiões, incluindo duas importantes cidades no contexto econômico - Blumenau e Itajaí. O PIB - Produto Interno Bruto - do Vale é o maior de Santa Catarina, assim como o colégio eleitoral. 
Os principais rios da bacia são: Itajaí-Açu, do Oeste, do Sul, do Norte (Rio Hercílio), Itajaí-Mirim, Benedito e Luís Alves. Já a nascente mais distante da foz é a do Rio Hercílio (Itajaí do Norte), localizada no município de Papanduva, no Norte do Estado. Pelo rio, são 334 quilômetros de distância até a foz.
Uma bacia hidrográfica é todo um território cujas águas são drenadas para rios que irão desembocar em um mar ou em outro rio maior. A área é delimitada por uma linha imaginária chamada de “Divisor de Águas”, que são pontos altos que dividem o escoamento das águas, entre um rio e outro. A Bacia do Itajaí é formada por sete grande sub-bacias onde são sete grandes rios e seus afluentes. 

O Itajaí-Açu inicia no encontro dos rios Itajaí do Sul e Itajaí do Oeste, para depois se juntar ao Itajaí-Mirim há oito quilômetros do mar, passando a ser chamado apenas de Itajaí.

 Principais rios:
- Itajaí-Açu. Nasce em Rio do Sul, no encontro do Itajaí do Sul e Itajaí do Norte. Foz em Itajaí no encontro com Itajaí Mirim.

- Itajaí-Mirim. Nascente mais distante em Vidal Ramos. Foz em Itajaí no encontro com o Itajaí-Açu.

- Itajaí do Norte. Nascente mais distante em Papanduva. Foz no Itajaí-Açu em Ibirama.

- Itajaí do Oeste. Nascente mais distante em Rio do Campo. Foz no encontro com o Itajaí do Sul em Rio do Sul.
- Itajaí do Sul. Nascente mais distante em Alfredo Wagner. Foz no encontro com o Itajaí do Oeste em Rio do Sul.
- Benedito. Nascente mais distante em Doutor Pedrinho. Foz no Itajaí-Açu em Indaial.
- Luís Alves. Nascente mais distante em Luís Alves. Foz no Itajaí-Açu em Ilhota.

Jornal Metas, o SEU JORNAL
Com circulação desde 18 de março de 2000, o Jornal Metas, da cidade de Gaspar, no Médio Vale do Itajaí, nasceu da visão de dois empresários que acreditaram na pluralidade da informação. Em junho de 2002, a publicação passou para as mãos de José Roberto Deschamps, que trouxe a sua experiência comercial e visão empreendedora na área da comunicação. Desde então, investimentos na qualidade editorial e gráfica, com profissionais capacitados, e em tecnologia têm feito do Jornal Metas um dos mais conceituados veículos de comunicação impressa do interior de Santa Catarina. Em novembro de 2006, o Jornal Metas passou a ser bissemanal – quartas-feiras e sábados, o que deu um dinamismo ainda maior na busca e publicação da notícia.
Por conta da visão empreendedora de seu diretor e do compromisso das equipes com a informação, o Jornal Metas ocupa hoje o topo do ranking de veículo de comunicação impressa mais premiado do interior do Estado. Por seis anos consecutivos – 2010 a 2015 – o veículo venceu o mais concorrido prêmio de jornalismo de Santa Catarina: o Troféu Pena de Ouro, organizado pela Adjori - Associação dos Jornais do Interior de Santa Catarina. O site do Jornal Metas é também tricampeão do Prêmio Adjori/SC de Novas Mídias. Em 2014, o Jornal Metas também foi vencedor do Prêmio Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores. As premiações conferidas ao Jornal Metas não só comprovam o caminho do sucesso trilhado, mas também revela a capacidade de uma equipe de se reinventar a cada dia, para levar o melhor jornalismo aos seus leitores, pois o Metas é verdadeiramente O SEU JORNAL 

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Enchente em Blumenau - ALERTABLU

 

Para acessar o ALERTABLU e saber o nível do Rio Itajaí Açu no momento, acesse:

Enchente em Blumenau 

Cotas de enchentes por Rua em Blumenau

Para saber mais sobre enchentes e enxurradas em Blumenau. acesse os links abaixo:

A enchente de 1880

A enchente de 1911

A enchente de 1983
Enchentes de 1983 e 1984 em Blumenau 

Tragédia Anunciada

Enchentes. enxurradas ...

Enxurrada de 31 de Outubro de 1961


Relação dos picos de enchentes registrados em Blumenau desde sua fundação:                    

ANO

DATA

COTA metros

1852

29/10

16.30

1855

20/11

13.30

1862

00/11

09.00

1864

17/09

10.00

1868

27/11

13.30

1869

21/10

11.00

1870

11/10

10.00

1880

23/09

17.10

1888

00/01

12.80

1891

18/06

13.80

1898

01/05

12.80

1898

25/12

11.30

1900

02/10

12.80

1911

02/10

16.90

1911

29/10

09.86

1923

20/06

09.00

1925

14/05

10.30

1926

14/01

09.50

1927

09/10

12.30

1928

31/05

08.20

1928

18/06

11.76

1928

15/08

10.82

1928

17/09

10.30

1931

02/05

11.05

1931

14/09

11.25

1931

18/09

11.53

1932

25/05

09.75

1933

04/10

11.85

1935

24/09

11.65

1936

06/08

10.40

1939

27/11

11.45

1943

03/08

10.50

1946

02/02

09.45

1948

17/05

11.85

1950

17/10

09.45

1953

01/11

09.65

1954

08/05

09.56

1954

22/11

12.53

1955

20/05

10.61

1957

20/07

09.28

1957

02/08

10.60

1957

18/08

13.07

1957

16/09

09.44

1961

12/09

10.35

1961

30/09

09.63

1961

01/11

12.49

1962

09/09

08.94

1962

21/09

09.29

1963

29/09

09.67

1966

13/02

10.07

1967

18/02

10.50

1969

06/04

10.14

1971

09/06

10.35

1972

17/08

10.70

1972

29/08

11.35

1973

25/06

11.30

1973

03/07

09.00

1973

22/07

09.30

1973

28/07

09.35

1973

29/08

12.35

1975

04/10

12.63

1975

13/12

08.50

1976

15/05

08.30

1976

29/05

10.85

1977

18/08

09.15

1978

26/12

11.50

1979

10/05

09.45

1979

09/10

10.45

1980

31/07

08.40

1980

22/12

13.27

1982

15/11

08.65

1983

04/03

10.60

1983

20/05

12.52

1983

09/07

15.34

1983

24/09

11.75

1984

07/08

15.46

1990

21/07

08.82

1992

29/05

12.80

1992

01/07

10.62

1997

01/02

09.44

1998

28/04

08.24

1999

03/07

08.26

2001

01/10

11.02

2008

23/11

11.52

2009

06/10

08.17

2010

26/04

08.46

2011

31/08

08.50

2011

08/09

11.60

2011

09/09

12,60 e 12,80 (Ceops),

2013

22/09

10,47

2013

23/09

10,51

2014

09/06

10,18

2014

29/06

08,13

2015

22/10

10,00

2015

23/10

10,03

2017

01/06

08,71

2017

06/06

08,52

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Adalberto Day cientista social e pesquisador da história em Blumenau.

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