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sexta-feira, 30 de abril de 2010

- Aluna do Grupo Escolar São José

 A imagem de 1962 mostra a escritora Urda Alice Klueger, então aluna do Grupo Escolar São José – atual E.E.B. Governador Celso Ramos, Bairro Glória. O educandário foi fundado em 14 de fevereiro de 1929, com o nome de Escola Paroquial São José. Era comum na época todos terem uma foto exibida como recordação. Desde 1991 o diretor-geral é João Albino Gonçalves (Foto: Arquivo de Adalberto Day)
Publicado no Jornal de Santa Catarina –28/04/10, coluna ALMANAQUE DO VALE do jornalista Sérgio Antonello
Arquivo de Adalberto Day

Histórico

- A Escola de Educação Básica Governador Celso Ramos foi fundada em 14 de fevereiro de 1929, com o nome de Escola Paroquial São José (servia de Capela pela comunidade – com sede inicialmente na Rua Belo Horizonte, em propriedades da família de Carlos Loos).
- A primeira comissão para a construção da escola e a igreja era formada por Henrique Heiden, Carlos Loos, Roepcke, Gustavo Weinrich. Compraram o terreno da família Schatz (antes o terreno era da família Sasse). Todos com exceção de José Schatz doaram o terreno, que chegou a estar em mãos da professora Júlia Strzalkowska, . Antes dessa negociação do terreno, cogitou-se a construção de um cinema e de um hotel” (depoimento do sr. Nicolau Schtaz em 2002).
O primeiro Presidente da escola foi Paulo Schatz, vice-presidente Carlos Loos e o primeiro secretário Nicolau Schatz.
Quem sugeriu o nome da igreja e ajudou a fundá-la foi o frei Beda Koch, já na segunda comissão presidida pelo Sr. Rafael Rosini.
- Em meados de 1951, a Escola já contava com mais de 500 alunos.
- Em 1953, uma nova comissão em prol da ampliação da Escola foi formada, e comandada pelo Frei Raul Bunn.
Com o apoio da comunidade a escola foi ampliada, atendendo assim as necessidades da crescente demanda de alunos. Em 1954, a Escola São José, comemorava sua festa jubilar de 25 anos de fundação, bem como a festa de Dona Júlia, agora Diretora da Escola.
Em 1957, a direção da Escola Paroquial foi confiada às Irmãs da Providência. Nesse ano, a Escola Particular foi transformada em Grupo Escolar São José, por decreto assinado pelo Governador Jorge Lacerda.
A direção da escola continuou sob a responsabilidade das irmãs, funcionando desde o Jardim de Infância até a 5ª série, do antigo Curso Primário.
Em 1960, o novo prédio foi oficialmente inaugurado pelo Governador Jorge Lacerda, que assinou convênio com a escola, decretando que as professoras seriam remuneradas pelo Estado.
No ano de 1966,pelo Decreto Nº 3823, de 21 de janeiro, foi criado o Ginásio Normal Governador Celso Ramos, funcionando somente no período noturno em salas cedidas pelo Colégio São José e tendo como diretora a Professora Dóris Terezinha Sanceverino.
Em 1969, o Ginásio passou a funcionar em prédio anexo ao Colégio São José, com 12 salas de aula, além de salas destinadas à secretaria, à direção e aos professores.
No dia 31 de março de 1971, com a implantação do novo Plano Estadual de Educação, a escola foi transformada em Escola Básica Governador Celso Ramos. Em 1974, houve a fusão do Grupo Escolar São José com a Escola Básica Governador Celso Ramos.
Já em 1976, com 2225 alunos, houve a implantação do 2º Grau e a escola passou a denominar-se Conjunto Educacional Governador Celso Ramos. A partir daí, passou a contar com mais duas direções: além do Diretor Geral, um responsável pelo 1º Grau e outro pelo 2º Grau.
Em 1979, as instalações foram ampliadas e realizou-se a cobertura do pátio interno. O Conjunto Educacional Celso Ramos, uma das maiores escolas de Santa Catarina, contava até então com 2300 alunos atendidos em três turnos, desde o Pré - Escolar até 2º Grau.
Com a saída da direção do Reverendo Padre Vertolino José Silveira, assume a professora Terezinha Warmeling, que em 1983 passa o cargo para a Professora Carla Laemmle Campos.
Em 1985, a Associação de Pais e Professores, que era administrada pelo CAP (Conselho de Administração Paroquial), decreta sua autonomia e constitui sua diretoria.
Em 1990, por eleição interna entre os funcionários, assume a direção a Professora Vanilda Anacleto Bittencourt até dezembro do mesmo ano.
Em 1991, eleito com 70% dos votos, o Professor João Albino Gonçalves assume a direção do estabelecimento escolar.
No ano de 1999, no dia 20 de novembro, após amplo resgate da história do Conjunto Educacional Celso Ramos, desenvolvido por todos os segmentos da comunidade escolar, foi comemorado o aniversário de 70 anos de fundação da escola.
No ano de 2000 passa a denominar-se Escola de Educação Básica Governador Celso Ramos e a atender a 2100 alunos de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino.
Em novembro de 2008, a escola foi atingida por um deslizamento de terra, sendo que muitas dependências do andar térreo foram danificadas. A partir desse evento catastrófico, o prédio que a abriga foi submetido a uma reforma geral, custeada com recursos oriundos da parceria entre os governos federal e estadual.
Essas terras onde estão o colégio foram adquiridas da família Schatz , pela comunidade de todos os credos, mas por indução do Frei Raul Bunn, a comissão comandada pelo Sr. Rudolfo Papst passou a emprestar o nome da Igreja que iria assegurar a propriedade da comunidade em nome da comunidade. Lamentávelmente em agosto de 2002, o Bispo diocesano da catedral São Paulo Apostolo de Blumenau através da MITRA, vendeu ao governo do Estado o Colégio que foi construído pela comunidade sem distinção religiosa. Um ato que revoltou toda uma comunidade, de uma atitude prepotente, e sem fundamentação histórica. A comunidade no geral não foi consultada, apenas alguns lideres que não aceitaram a venda, gerando discussões em Rádio e Jornais.
Quero aqui relatar que no direito judicial a venda do educandário foi efetuada dentro da legalidade, porém nem tudo que é legal é moral e ético, e foi isso que foi ignorado.
Quando falamos que foi a comunidade que construiu, foram de todos os credos, inclusive os céticos, maçons, espíritas e ateus, o que eles queriam era uma escola.
- Esse colégio foi o esforço de toda uma comunidade, ainda quando a Rua da Glória era conhecido com o nome de Spectife (palavra de origem alemã que quer dizer terra gordurosa ou lamacenta – barro vermelho) e foi nessas terras lamacentas que a comunidade do grande Garcia independente de credo, política, e pessoas representativas do bairro, como o Sr. Rudolfo Papst, Orlando de Oliveira, Francisco de Oliveira, João Heiden, José Klein Jr., Júlio Corsini, Antonio Tillmann, Dr. Nelson Salles de Oliveira, José de Oliveira, Oswaldo Malheiros , posteriormente Frei João Maria e o Padre Virtulino que introduziu o segundo grau e tantos outros que poderíamos nominar, levantaram tijolos por tijolos deste grande Educandário.
Adalberto Day Cientista social e pesquisador da história

Um comentário:

guiomar. disse...

Muito boa a matéria.Eu acompanhei de 1965 a 1974 .
Tenho saudades da época que era Escola São José , tempo muito bom.
Obrigada por nos proporcionar belas lembranças.

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