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segunda-feira, 4 de julho de 2011

- Tangará e as Irmãs Pera

Mais uma participação exclusiva e especial do renomado escritor, jornalista e colunista, Carlos Braga Mueller, que hoje nos relata sobre Antonio Henrique Pera "Tangará" que fez sucesso no rádio em Blumenau. Irmão do não menos famoso José Henrique Pera - técnico  mais famoso do futebol de Blumenau nas décadas entre os anos 1940 até 1960, dos clubes Amazonas, Olímpico e Palmeiras. Ambos José e Antonio, irmão do Manoel Pera "Maneca" também treinador do Olímpico.
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Antônio Henrique Pera, Nascido em  no dia 12 de junho/1913 e falecido em 1985.
 Por Carlos Braga Mueller
O Tangará é uma grata recordação na minha vida do Rádio nos anos 50.
Ele e suas filhas Marina e Silvia formavam o trio "Tangará e as Irmãs Pera".
HISTÓRIAS QUE O RÁDIO CONTA:
TANGARÁ E AS IRMÃS PERA 
PRC4 - Rádio Clube anos 60
Nos anos 50 do Século passado, o rádio era o mais formidável meio de comunicação no Brasil.
As emissoras de ondas curtas alcançavam todo o território brasileiro e apresentavam noticiários, rádionovelas, programas de auditório ao vivo com cantores de sucesso. E foi assim que as rádios das cidades do interior começaram, também, a fazer programações idênticas.
A PRC-4 Rádio Clube de Blumenau montou um elenco de radio novelas. reforçou a programação esportiva, implantou um noticiário que ficou na história, "O Repórter Catarinense", e  lançou uma programação de auditório.
Como o espaço do auditório da PRC-4 naqueles anos era pequeno, tinha apenas 80 poltronas e um palco apertado, o jeito foi realizar o programa em locais maiores.
Como o Cine Busch ficava a apenas uma quadra dos estúdios da PRC-4, foi  estendida uma linha direta até lá e aos domingos pela manhã acontecia o programa "Big Show Dominical".
Auditório da PRC4 Rádio Clube
Ali,  o público divertia-se aplaudindo os artistas locais: Daura Maria, Dalmo Juarez, Vitório Pfiffer, Salomão Eichner, Tangará e as Irmãs Pera eram apenas alguns dos astros que brilhavam nas manhãs de domingo.
Tangará, nome artístico de Antônio Henrique Pera, formava um trio sertanejo com suas duas filhas, Marina e Silvia: Tangará e as Irmãs Pera !
Como o número de seus apreciadores era grande, a PRC-4 abriu espaço para que o Trio se apresentasse todos os dias em um programa exclusivo.
Foi assim que por volta de 1956 entrou no ar o programa "Manhã Sertaneja", que era apresentado pelo radialista Antônio Pera.
Ele se incumbia de ler os textos da propaganda e cantava ao vivo com suas filhas.
- Na foto,  Tangará no centro ao lado de Louro e Lourinho uma dupla sertaneja da época no Studio da antiga PRC4 Rádio Clube de Blumenau.
O programa ia ao ar das 6 da manhã até às 7 horas, de segundas às sextas-feiras.
Tempos depois, quando foi fundada a Rádio Clube de Indaial, isto por volta de 1959, o trio começou um programa também naquela emissora.
Era uma tarefa de Hércules para aqueles tempos; O programa terminava às 7 horas  em Blumenau. E já às 8 horas Tangará e as filhas estavam em Indaial, ao vivo, para mais uma hora no ar.
É que na época o trajeto entre Blumenau e Indaial levava uma hora, pela estrada velha, que passava por Salto Weissbach e Warnow.
Tangará havia comprado um "Ford bigode 1928", com aquelas capotas antigas, e era nessa condução que ele enfrentava todo dia a estrada de barro,  para fazer os programas na rádio de Indaial. 
Muitas vezes, como locutor da PRC-4,  eu tive oportunidade de acompanhar o Tangará e as Irmãs Pera em shows que eles faziam pelo interior.
Me lembro de que uma vez, à noite, fomos a um parque de diversões no Garcia. Naqueles tempos os parques tinham um pequeno palco onde eram apresentados esquetes cômicos e cantores, principalmente duplas sertanejas.
De outra feita o show foi no Cine Mogk de Gaspar.
No decorrer dos anos 60 o trio foi desfeito, acho que Marina e Silvia casaram e abandonaram a vida artística. Tangará já deve ter morrido há tempo.
- Foto: Tangará com  seu Ford A conversível m dos 1º carros em Blumenau
Tangará  e Zone Cassiano, que . foi um dos pioneiros na comunicação (propaganda) com serviço de auto falante - inclusive veículos do serviço de auto falante -
Antônio Pera era um ilustre garciense. Por isto, se alguém do bairro do Garcia puder complementar esta história bonita do rádio blumenauense, que foi vivenciada graças ao Tangará e as Irmãs Pera, ou que saiba de mais algum fato da vida dos componentes deste trio, deixo a sugestão: mandem estas informações para o blog do Beto Day, para que se possa resgatar valores culturais do nosso município.   
Texto: Carlos Braga Mueller/arquivo de Carlos Braga Mueller/John Pereira (foto do Braga) Arquivo de Amarildo Pera/Adalberto Day

11 comentários:

Valter Hiebert disse...

Adalberto, parabéns por mais um belo relato do Carlos Braga Mueller.
Era exatamente assim como ele descreveu. Recordo-me da elegância (traje social completo) do cantor romantico Victório Phiffer quando aos domingos pela manhã ele pegava o ônibus do Garcia e ia para a cidade cantar na Rádio Clube, era no mesmo horário que nós iámos a pé para a Escola Dominical da "Schwester Martha". O Victório Phiffer era conferente na coopeativa da EIG.
A foto onde aparecem dois Ford A foi tirada na frente da casa/açougue do "Capitão".
Na parte em alvenaria era o açougue e o sobrado em madeira era a residência do mesmo.
Ao lado do açougue tinha um terreno baldio onde era o ponto final da linha de ônibus do Garcia e logo ao lado era o armazém do Sr. Malheiros. Do lado oposto era a esquina da rua Belo Horizonte, onde ficava o armazém/loja/sorveteria/bar do Phiffer.

Sobre a família Pera eu sei que a filha mais velha do Sr. José Pera, a Irone, reside no inicio da rodovia que acessa ao parque Beto Carreiro.
Ela ou seus filhos, que residem em Bluemanu, devem saber muito mais do Tangara e da irmãs Pera, que, conforme relata o Mueller, eram muito famosas em várias cidades da região.
O traje artístico do Tangara era sempre aquele que aparece na foto.

A música que eles cantavam era a "caipira" mesmo, que não tem nada a ver com o chamado "sertanejo" de hoje.
Abração para voce e parabéns para o Carlos Braga Mueller por relembrar e registrar mais um belo momento de nossa cultura regional.

Valter Hiebert

Amarildo disse...

Olá amigo.
Bom dia
Fiquei contente em ver sua reportagem sobre o Tanga, meu pai. Vou levantar mais dados para ajudar a completar esta matéria. Ano de falecimento 1985, mas vou levantar mais dados e lhe envio.
Amarildo Pera

Osmar Hinkeldey disse...

Boa tarde Adalberto

Que interessantes estas histórias !
Não conheci a família Pera pessoalmente, mas o meu irmão me disse que lembra de José Henrique Pera que trabalhou na Empresa Industrial Garcia como motorista.
Da matéria do Braga Müller lembro apenas de Vitório Pfiffer (citado na matéria) que trabalhava na Cooperativa da EIG e eu ao buscar as compras para minha mãe, ele fazia a conferência antes da entrega.
Abraço

Anônimo disse...

Eu só conheci o Tangará e as irmãs Pera através do rádio - muito anos mais tarde fui conhecer o seu Taíco Pera, funcionário do BESC, que era da família, e que faleceu prematuramente, marido da minha grande amiga Maria de Lourdes Durieux Pera (sobrinha do Frei Odorico Durieux).Mas as fotos que vi, da rádio por fora e do auditório - ah! como me lembro bem! Era muito pequena, com menos de 4 anos, quando fui lá num domingo de manhã, e vi cantar um moço chamado Dalmo Soarêz. Era tão pequena, mas jamais esqueci! Alguém me dá notícia de Dalmo Soarêz?
Urda Alice Klueger

Antunes Severo disse...

bela matéria do Carlos.
estamos publicando chamada.
abraço.

Valdir Appel disse...

Muito bom mestre Carlos. Adoro estas histórias. O post anterior do Beto, mostrando as frases, os slogans de uma época são hilárias. E criatividade não faltava.
Abraços

André disse...

andremrozkowskiAndré Mrozkowski@
@adalbertoday Gostei muito das aventuras do Tangará e seu Ford Bigode,relatadas pelo Carlos Braga Mueller (gincaneiro,a propósito). Bom day!

Amarildo Pera disse...

Ola amigo, que legal , parabens amigo Day, conversei com Marina Pera Minha irmão que ainda é viva e ela ficou de me passar mais informações daquela epoca. .

Prof. Wieland Lickfeld disse...

Parabéns ao Braga Müller por mais esta valiosa contribuição. Grande abraço aos dois!

nezeli pera disse...

oi sou nezeli pera a filha mais nova de antonio henrique pera que ja é falecido...........nossa gostei muito dassa documentario e vou postar algumas fotos que tenho do meu pai antonio henrique pera com marina pera e silvia pera minhas irmas...

Juliana disse...

Ola, sou neta do Jose Pera. Nao conheci meu avo. E pouco sei sobre ele. Estou descobrindo muito lendo seus blog. Gostaria muito de pedir, se possivel, que me enviasse fotos dele. Gostaria de conhece-lo melhor.
Segue meu email:
julianabattistella@hotmail.com

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