“A Educação é a base de tudo, e a Cultura a base da Educação”

Seja bem-vindo (a) e faça uma boa pesquisa.

sábado, 1 de outubro de 2022

- Oktoberfest em Blumenau

- 2018 Oktober-IngoFest

A 35ª Edição da Oktoberfest foi realizada de  03/10/2018 à 21/10/2018 , no Parque Vila Germânica em Blumenau.
Fomos no último dia (21/10/18) na 35ª Edição da Oktoberfest prestigiar a festa e bandas, (de cara encontramos com o Luciano Carlos e outros amigos) mas em especial o meu amigo o fotógrafo e jornalista Ingo Penz da  Banda Choppmotorrad
Na oportunidade ao me avistar no meio da multidão, ele me acessou com as duas mãos , apontou em seguida  o dedo indicador em minha direção, pronunciou meu nome. Ingo Penz nasceu em Jaraguá do Sul, mas morador e garciense de coração das barrancas do Garcia. Assim dirigiu-se a mim, direto das “Barrancas do Garcia” Adalberto Day, completou Ingo em pleno palco.
Um pouco antes dessa foto ele acessou para mim e apontou o dedo.
A Banda maravilhosa da Choppmotorrad.
Detalhe do Ingo me fotografando
592.291 mil pessoas passaram pelos pavilhões da Vila Germânica nestes 19 dias.
Quero aqui ressaltar em nome de Ricardo Stodieck outro grande amigo e presidente da Vila Germânica, pela qualidade e organização da Festa sem maiores transtornos. Em nome dele, agradecer todos os que participaram ao seu lado e por algum motivo se sintam inseridos neste contexto. 
Pude também participar de uma entrevista na NSC TV Jornal do almoço em três dias  seguidos contando histórias sobre o evento. Na oportunidade ao lado do sempre Prefeito Dalto dos Reis e o nosso Norberto Mette com seu incansável trabalho junto a organização do complexo Vila Germânica.  
Como dizia o saudoso Horácio "E Viva a Vida"
A tristeza do Ingo junto a barranca do Ribeirão Garcia , após o falecimento dia 24 de março de 2007 de seu amigo Horácio. 
E a festa e desfile da Choppmotorrad.
Para saber mais sobre Ingo Penz acesse:
História da Oktoberfest:

- River Plate

Foto divulgação
Depoimento dado pelo cientista espacial e astrônomo professor ¹José Manoel Luís da Silva (Zezito), nascido em Pirassununga, São Paulo em 26 outubro 1933. Foi um dos 22 cientistas brasileiros que integraram a equipe da NASA durante o projeto Apollo, que levou os astronautas a pousar na lua no dia 20 de julho de 1969 com a Apolo 11.

Sua família veio residir em Blumenau – bairro do Garcia em abril 1939, seu pai Manoel Luís da Silva era militar (Sargento músico) e foi para a reforma como Major (foi um dos precursores do 32BC estabelecido em 29 de abril de 1939 no bairro Garcia) ano e mês que veio prestar serviços no então 32BC - 23 RI (BI). Moravam em casa alugada do Sr. Johann Magnus Iten (11/07/1882 – 01/09/1956), na Rua Amazonas n. 4.191 (foto) onde nasceu a filha mais jovem Maria da Penha nascida em 17 de fevereiro de 1941, parto efetuado pela Schwester Martha Kunzmann , casa que depois foi adquirida pela família Hinkeldey em 1945, e eles foram morar na parte de trás da residência em uma casa de madeira até 1952. A casa em que morou a família Hinkeldey ainda existe, tombada pelo patrimônio histórico de Blumenau. 

River Plate do bairro Garcia, formado por jovens garotos que atuaram entre Janeiro1948/Janeiro1952. Criado pelo hoje Coronel da reserva José Manoel da Silva conhecido como Zezito (reside em Curitiba há muitos anos e Garciense de coração) me ligou algumas vezes contando detalhes do time e da vida cotidiana quando moravam no Garcia. O nome foi também escolhido por ele, por duas paixões, torcedor fanático do Club Atlético River Plate da Argentina (melhor Clube da América do Sul da época) e torcedor fanático pelo  Vasco da Gama do Rio de Janeiro ambos utilizam a faixa em diagonal. Também atuou seis partidas amistosas no Club Athlético Paranaense como meio campista e lateral esquerdo. Foi cadete da Academia Militar das Agulhas Negras - AMAN -. Abandonou a carreira de jogador para seguir a carreira militar.
Cadete José Manoel Luis da Silva (Zezito) – AMAN / 1958 

O time foi formado por grandes craques que atuaram em diversas equipes de Blumenau.

A base do time: Guy, Nilson Bitencourt, Zezito, Ivo Mass, Nilson Greuel, Nino, Jali, Ipiranga, Osmar Galm (Marinho), Valmor Seiler, Felipinho. Faziam parte do elenco também, Eurico e Gaspar.

Foto divulgação (idêntica ao River Plate do Garcia
Estádio do Amazonas (década 1950)
Atuavam no estádio do Amazonas de propriedade da Empresa Industrial Garcia. As cores do uniforme eram na cor Branca com distintivo uma estrela solitária (idêntica ao Botafogo F.R.).

Alguns clubes que eles enfrentaram nesta época:

Torino do Centro; São Paulo do Garcia; Bom Retiro; Nacional do bairro Glória.

Alguns nomes que jogaram com sucesso em outras equipes:

- Zezito, meio campista no Juvenil Palmeiras de Blumenau entre 1949/1951, e Club Atlhético Paranaense.

- Ivo Mass, lateral direito, Juvenil do Palmeiras, no Amazonas Esporte Clube entre 1953/1961 quando faleceu em um acidente automobilístico.

- Nilson Greuel, Bicampeão pelo G.E. Olímpico do campeonato estadual de futebol de 1964 (faleceu 17 de julho de 2021 aos 86 anos).

- Ipiranga, jogou no Progresso e no G.E. Olímpico, jogador fantástico. Também jogou basquetebol no clube Ipiranga, onde surgiu seu apelido.

- Valmor Seiler, segundo o senhor José M.L. da Silva, foi um dos melhores jogadores que viu atuar, depois de Pelé e Garrincha. Faleceu jovem com 18 ou 19 anos       eletrocutado.

- Felipinho, ponta esquerda extraordinário, que atuou no Amazonas final dos anos de 1954 até 1962. Habilidoso, ligeiro e fazia gols de “Bicicleta”.

- Marinho jogou no Guarani.

Os artilheiros eram: Nilson Greuel, Felipinho, Ipiranga, Valmor Seiler.

Segundo José M.L. da Silva (Zézito), jogaram 47 partidas contabilizando 47 vitórias, a maioria com goleadas. 

Fotos do arquivo de Zezito:

Torneio de basquete - quadra G.E. Olímpico

   O Ipiranga foi o campeão. Final: Ipiranga 34 x 26 Grêmio Estudantil Blumenauense. Zezito foi o cestinha da partida. Da esquerda para a direita: em pé , Staimbak, Néfe, Werner Greul. Agachados: Vila , Zezito e Evaldo.

7 de setembro 1951 – Gaspar.- C. A. Tupi  4 x 1 Palmeiras   ( juvenis). Duas semanas depois a revanche em Blumenau na Rua das Palmeiras , com atuação primorosa do Zezito , elogiado pelos jornais da época , o Palmeiras venceu por 3 x 2. Jogadores do Palmeiras com a camisa branca , da esquerda para a direita, Hercílio ( de gorro ), Zezito, Jali (de costas ) e Carlinhos.  

    Palmeiras 3 x 3 Beira-Mar - clube de jogadores adultos da praia da Armação, Novembro 1951, estádio do Palmeiras, que na ocasião havia recebido um Circo para espetáculos noturnos, Da esquerda para a direita : em pé – Bob, Jali , Gordinho , não recordo , Zipf , Darci , Zezito , Baumgarten , Hercílio , não recordo ; agachados : Itinho ( excelente goleiro  titular ), Ivo Maas , Marinho , Horst, Luizinho , não recordo e Carlinhos,

¹Coronel José Manoel Luís da Silva

Graduado pela Universidade Federal do Paraná, em física e matemática.

Depois que foi para a reserva, trabalhou em astronomia e observação, no Observatório Nacional do RJ – entre 1968/1972, pela NASA – E.U.A., onde estagiou em algumas oportunidades. Ainda presta relevantes trabalhos para a NASA, com suas observações. Diretor do Observatório e Planetário do OACEP e Presidente do CACEP.

Fonte; Coronel José Manoel Luís da Silva; arquivo José Manoel Luís da Silva; Adalberto Day 

- Covid 19 no mundo/Brasil e em Blumenau - história da gripe espanhola

Corona Vírus  -  2020/21/22 – Atualizado dia  01/Outubro/2022

Mortes no mundo        :  Mais de   6,544,194

Mortes no Brasil          :  Mais de      685.978

Mortes em SC              :  Mais de        22.403

Mortes em Blumenau :  Mais de             801

Mais de 35 milhões de brasileiros pegaram a Covid-19.

 História

Desde o início de fevereiro 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a chamar oficialmente a doença causada pelo novo coronavírus de Covid-19. COVID significa Corona Vírus Disease (Doença do Corona vírus), enquanto “19” se refere a 2019, quando os primeiros casos em Wuhan, na China, foram divulgados publicamente pelo governo chinês no final de dezembro. A denominação é importante para evitar casos de xenofobia e preconceito, além de confusões com outras doenças. SARS-CoV-2 (do inglês Severe Acute Respiratory Syndrome Coronavírus 2) ou síndrome respiratória aguda grave do coronavírus 2. 

Adalberto Day

No Brasil  as politicas partidárias, ideológicas e governantes, tomaram atitudes inicialmente inadequadas e com "maus" exemplos, prevaricaram!. O futuro dirá e cobrará o elevado número de mortes, por falta de planejamento, e ação. A República Federativa do Brasil da América do Sul (2020/21), foi inicialmente um dos piores exemplos para o mundo.  Foram "Negaciionistas" no enfrentamento da pandemia. Milhares de vidas (mortes) poderiam ter sido evitadas se as autoridades tivessem atitudes corretas desde fevereiro de 2020, quando ainda não havia nenhum óbito  de cidadão brasileiro. Pressionados (governantes) o Brasil começou a tomar atitudes tardias, após mais de 300 mil mortes, em março de 2021.

CPI da Pandemia: O Senador Omar Aziz - PSD-AM, foi escolhido como Presidente; o Senador Randolfe Rodrigues -Rede-PE como vice e o Senador Renan Calheiros - MDB-AL, como relator.

A CPI foi criada em 13 de abril de 2021, oficialmente instalada no Senado Federal em 27 de abril de 2021  e prorrogada por mais três meses em 14 de julho de 2021. O Ministro da Saúde Marcelo Queiroga pegou (diagnosticado na ONU) Covid-19 em 22 setembro/2021

Dia 18 outubro/2021  houve uma audiência pública (CPI) com familiares das vitimas da Covid-19, onde discorreram suas dores com as perdas Dia 19 outubro/2021 a CPI ouviu depoimento de Elton da Silva Chaves, integrante do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). 

O relatório foi apresentado e lido pelo relator Senador Renan Calheiros no dia 20 outubro/2021.  

Dia 26 de outubro/2021 foi realizada a votação do  (votos a favor 0704 votos contra) relatório final da CPI. Foram indiciadas 80 pessoas. Em 27 outubro/2021 foi entregue o relatório à (PGR) Procuradoria Geral da República.

**********************************************************************

O Primeiro Óbito em Blumenau foi no dia 05 de maio de 2020, as 07:40 nome Vanesa Neuber Salm, 34 anos, Bairro da Velha internada desde 07 de Abril de 2020 no Hospital Santa Isabel. Servidora pública da secretária Municipal de Promoção da Saúde, atuava como técnica de enfermagem no CAPSsigla CAPS significa Centro de Atenção Psicossocial, é um espaço de referência no tratamento de pessoas que sofrem de transtornos mentais.

O segundo óbito foi a senhora Norma Blasius, 79 anos, faleceu no dia 07 de maio de 2020. Moradora do bairro Val Paraiso/Garcia e internada desde o dia 03 de abril de 2020, no Hospital Santa Catarina.

*******************************************************************

Pandemia da Gripe espanhola em Blumenau 1918/1919

História

Adalberto Day

Em Blumenau não existe registro de mortes, só de infectados. Em Florianópolis foram algumas mortes. A Gripe espanhola saiu dos EUA e quem pagou o pato foram os espanhóis. 1918/1919 a duração da vacina levou mais de 10 anos para sua eficácia, porém até hoje tomamos a vacina Influenza. No mundo mais de 50 milhões de mortes. No Brasil mais de 35.000 mil mortes.

Aquela pessoa que faleceu um ano depois, não foi diagnosticado como vítima da gripe espanhola, pegou sim, mas deixa dúvidas.

Augusto Ittner

Fonte Jornal de Santa Catarina

Gripe Espanhola em Blumenau: em 1918, falta de leitos preocupou o Hospital Santa Isabel 

Há poucos relatos sobre a pandemia do século passado na cidade, mas textos publicados no Blumenau em Cadernos mostram como foi o tratamento da doença no município e indicam semelhanças com os dias atuais 

22/04/2020 - 07h19 - Atualizada em: 22/04/2020 - 17h34

NSC – Total Jornal de Santa Catarina.

Por Augusto Ittner
Hospital Santa Isabel no fim da década de 1910, quando ocorreu a pandemia da gripe espanhola. 
Relatos que foram publicados no Blumenau em Cadernos mostram como a cidade lidou com a gripe espanhola há mais de 100 anos. Embora a doença tenha matado cerca de 35 mil pessoas no Brasil, há poucos documentos que indicam como blumenauenses, autoridades de saúde e políticos da região superaram a pandemia. 

​Nos textos que foram publicados em edições do ano 2008, há algumas curiosidades históricas que chamam a atenção: a primeira delas é o fato de o Hospital Santa Isabel (foto) ter se preocupado com o número de pacientes infectados em Blumenau em relação à capacidade da unidade. Havia em 1918, segundo o relato, temor quanto a um possível colapso no sistema de saúde — que já era precário.

"Com o aparecimento da (gripe) espanhola, o hospital (Santa Isabel) teve grandes dificuldades, pois não havia leitos suficientes", diz o texto.

Para amenizar o impacto da falta de vagas no HSI, o Dr. Ernesto Sappelt — um dos nomes mais importantes da medicina em Blumenau — utilizou ácido acetilsalicílico (hoje conhecido pelo nome comercial: Aspirina) para tratar as pessoas com sintomas da gripe espanhola. Ele ia de casa em casa para oferecer o medicamento aos doentes.

"Junto com o suadouro (um dos tratamentos para doenças na época), (os pacientes) tomavam duas Aspirinas que o Dr. Sappelt distribuía gratuitamente. Os resultados foram muito benéficos e o número de vítimas fatais foi negligível (aquilo que pode ser desconsiderado)", afirma o relato.

Não há números de infectados em Blumenau, mas conforme o material, originalmente publicado como Crônica do Hospital Santa Isabel, o surto no município "foi violento". Um dos pacientes que teve a gripe, segundo o Blumenau em Cadernos, foi Carl Wahle, o livreiro e professor de história, alemão e grego do Colégio Santo Antônio.

Dr. Sappelt visitava pessoas doentes durante todos os dias. Isso o fez ser infectado com a gripe espanhola, de acordo com o documento, doença que iria matá-lo um ano depois, ainda em meio à pandemia, em 8 de outubro de 1919.

"Depois de ter salvado praticamente todos os seus pacientes, o Dr. Sappelt, apesar de ele mesmo ter contraído a gripe, continuou a cuidar de seus pacientes. Ele não teve a mesma sorte, pois veio a falecer". O relato continua, e afirma: "no tratamento desta gripe, muita gente tomou conhecimento pela primeira vez da Aspirina".

Com a falta de leitos no Hospital Santa Isabel, ainda segundo o documento, as farmácias se transformaram "em verdadeiras clínicas para a classe pobre" em Blumenau. Dr. João Medeiros, farmacêutico conhecido na cidade, atendia até 15 pessoas com sintomas de gripe espanhola por dia, e praticamente todos eram tratados com Aspirina.

Para a historiadora e Diretora do Patrimônio Histórico de Blumenau, Sueli Petry, esses relatos ajudam a diminuir a escassez de informações sobre como foi a pandemia do século passado em Blumenau e no Vale do Itajaí.

— A imprensa da época não relatava nada sobre a gripe espanhola. O que a gente tem é a descrição de um personagem que foi acometido pela doença, que é o Carl Wahle. Ele escreveu muitas memórias, que foram publicadas no Blumenau em Cadernos, o que nos ajuda um pouco a ver como foi aquela pandemia por aqui. E o que chama mais a atenção é o fato de termos muitas semelhanças com os dias atuais — destaca a historiadora.

Colaboração e pesquisa: Professora e diretora do arquivo histórico de Blumenau ,Sueli Petry

quarta-feira, 7 de setembro de 2022

- ACAPRENA

 


ACAPRENA – Associação Catarinense de Preservação da Natureza

 

Lauro Eduardo Bacca

 

Também na área ambiental Blumenau é pioneira em Santa Catarina. A ACAPRENA é a ONG ambientalista mais antiga do Estado e uma das mais antigas do país, fundada que foi junto à FURB, em Blumenau, em 05 de maio de 1973, antes mesmo da existência dos órgãos governamentais de meio ambiente. Foi numa época do grande avanço mundial na questão ambiental, suscitado pela Primeira Conferência da ONU sobre Meio ambiente e Desenvolvimento Humano, acontecida em Estocolmo, capital da Suécia. De tão importante, a data do início dessa histórica reunião, 5 de junho, passou a ser considerado Dia Mundial do Meio Ambiente.

Quando da fundação da Acaprena, havia pouco mais de 10 entidades não governamentais ambientalistas ou conservacionistas no Brasil, entre elas a conhecida AGAPAN em Porto Alegre, a pioneira ADEFLOFA, depois ADEMA em São Paulo e a FBCN - Fundação Brasileira para a Conservação da Natureza no Rio de Janeiro. Também na questão ambiental a sociedade saiu na frente dos órgãos governamentais federal e estadual, respectivamente criados apenas em outubro de 1973 e julho de 1975.

A história da ACAPRENA começou em dezembro de 1972, quando, estudante de História Natural da FURB, tive a oportunidade de ciceronear o Dr. Paulo Nogueira-Neto, numa viagem de estudos que o mesmo fez ao Vale do Itajaí com seus alunos de Mestrado da Universidade de São Paulo. Na Reserva Indígena em José Boiteux, quis o destino que, por falta de espaço em duas canoas usadas para acessar umas colméias de abelhas indígenas rio Platê acima, ficamos, Dr. Paulo e eu, aguardando sentados na margem, junto à sua foz no rio Itajaí do Norte onde, por bem mais de uma hora, tivemos uma muito proveitosa conversa, quando soube que ele dirigia a ADEFLOFA - Associação de Defesa da Flora e da Fauna, fundada por ele e alguns colagas em São Paulo, em meados da década de 1950. Manifestei então desejo de me filiar à ADEFLOFA e o Dr. Paulo, que depois foi ministro de Meio Ambiente de quatro presidentes da República, respondeu-me que seria melhor eu mesmo fundar nossa própria associação.

Esse conselho não me convenceu, não me julgava em condições de fazer semelhante coisa. No mês seguinte, janeiro, porém, recebi pelos Correios um envelope contendo uma cópia dos estatutos da ADEFLOFA, um cheque do Dr. Paulo e uma carta, dizendo que aquele dinheiro era para auxiliar nas despesas iniciais de fundação de nossa associação. Assim surgiu a ACAPRENA, em 05 de maio de 1973, graças a esse inesperado apoio e decisiva participação de colegas, a maioria estudantes do curso de História Natural da FURB com participação de dois professores. A primeira diretoria ficou assim constituída:

Lauro Eduardo Bacca – presidente,

Prof. Alceu Natal Longo – Vice-presidente,

Nélcio Lindner – Secretário,

Profa. Marlene Lauterjung – 2ª. Secretária,

Nicanor Poffo - 1º Tesoureiro e

Nívia da Silva – 2ª. Tesoureira.

O primeiro Conselho Consultivo foi composto por Erica Heidemann, Jaime Tomelin, Leila Denise Longo, Marisa Elsa Demarchi e Vitório Felsky.

A ACAPRENA, desde sua fundação, ainda que sem qualquer vínculo institucional, teve espaço para a sede e apoio logístico da FURB de Blumenau. Com total independência, participou ativamente de muitas das grandes discussões ambientais no País, em Santa Catarina e, principalmente, em Blumenau. Foi modelo para outras associações criadas no estado que continuam, algumas com grande eficácia, a luta pela conservação dos ambientes naturais e pelo desenvolvimento sustentável.

A Árvore-símbolo (imbuia, Ocotea porosa) e a flor-símbolo de Santa Catarina (a orquídea Laelia purpurata), assim como o próprio órgão ambiental do Estado – FATMA, atual IMA e do município de Blumenau – AEMA, atual SEMMAS, foram fruto de proposições da ACAPRENA, já no início de sua existência.

A entidade também abraçou causas históricas, como, no âmbito estadual,  as campanhas contra o absurdo projeto de dessalinização do complexo lagunar da região de Laguna, o que iria inviabilizar o sustento pela pesca do camarão, à época, de quase 11 mil famílias. No âmbito nacional lutou contra a caça às Baleias que ainda acontecia no Brasil. Para essa última mobilização nacional, a Acaprena contribuiu com um expressivo abaixo-assinado de quase 12.000 assinaturas colhidas no Estado, número bem expressivo, considerando uma época em que não existiam abaixo-assinados pela internet.

A Associação foi também co-fundadora da FEEC – Federação de Entidades Ecologistas Catarinenses. Desenvolveu trabalhos de Educação Ambiental, organizou cursos sobre diversos temas ambientais e, ao longo dos anos, sempre procurou estar alerta aos problemas, denunciando-os e cobrando providências das autoridades e, também, sempre que possível, executando, promovendo palestras, os originais “Tribunais Ecológicos” em estabelecimentos de ensino, plantio de árvores, formando algumas parcerias e colaborando com outras entidades.

Destaque-se ainda a precoce atuação da Acaprena na área jurídica, a partir dos anos 1980, resultando em importantes conquistas para a melhoria do meio ambiente e da qualidade de vida dos cidadãos. Fruto de uma das ações jurídicas da Acaprena, ocorreu em Blumenau o primeiro caso de aplicação de recursos do Fundo Estadual de Reconstituição de Bens Lesados.

No curso de sua história, a Acaprena raramente assumiu posturas mais agressivas ou radicais. Uma exceção foi a campanha contra o projeto de instalação em Blumenau de uma usina de gaseificação de carvão mineral, a qual incluiu uma grande passeata de protesto realizada no início dos anos 1980, que fechou metade da rua Sete de Setembro, uma das mais importantes vias do centro da cidade.

Uma das muitas atividades bem-sucedidas e que merece destaque ao longo da existência da Acaprena, têm sido as inúmeras excursões ou expedições a vários locais de interesse ambiental ou de preservação brasileiros, um projeto exitoso, que já atingiu milhares de participantes, seguindo o princípio de que é necessário conhecer para amar e preservar. Essa atividade tem despertado razoável interesse entre pessoas de todas as idades e resultado na formação espontânea de várias novas lideranças ambientais na região e no estado.

No que diz respeito à divulgação, a Acaprena produziu várias publicações, algumas específicas, outras periódicas. Entre estas últimas, ressalte-se o “Informativo da Acaprena” e a revista semi-artesanal “Consciência”, que foi publicada por muitos anos seguidos, além do informativo “A Semente”, com periodicidade trimestral e de boa qualidade gráfica, em parceria com empresa local. Entre as muitas manifestações através da imprensa merece destaque a pioneira página “Meio Ambiente”, mantida durante algum tempo, aos domingos, no Jornal de Santa Catarina de Blumenau. Mais que material próprio produzido, a Acaprena reconhece na imprensa catarinense um inestimável papel na divulgação de assuntos ambientais, fundamental para a formação da consciência ecológica dos cidadãos.

Foi ainda a Acaprena que pioneiramente começou a chamar a atenção para a importância da preservação da Serra do Itajaí, que resultou, passados mais de 20 anos de lutas, alegrias e dissabores, na criação, pelo Ministério do Meio Ambiente, do Parque Nacional da Serra do Itajaí, com mais de 57 mil hectares, finalmente efetivado graças à intervenção decisiva do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica e do apoio de várias ONGs ambientalistas de Santa Catarina e de outros estados. Apesar de todas as dificuldades, hoje sabemos que esse Parque Nacional, uma vez implementado, tem potencial de ser um dos 5 ou 6 mais visitados do Brasil, gerando milhares de empregos e oportunidades de renda para as comunidades e municípios de seu entorno.

A entidade tem-se dedicado também profissionalmente a projetos de pesquisa do ambiente natural, com financiamentos governamentais ou privados, com destaque ao projeto de elaboração e execução do Plano de Manejo do Parque Nacional da Serra do Itajaí, o que permitiu ser esse Parque um dos mais ágeis do país em ter seu Plano de Manejo aprovado.

Ao longo de quase meio século de história, cabe destacar a diversidade de formação dos dirigentes da Acaprena. Em que pese um certo predomínio de Biólogos, também advogados, médico, dentista, administrador de empresa, cientista social, médico-veterinário e arquiteto constam entre os dirigentes da Acaprena, repetindo, na diversidade das formações de seus dirigentes, a biodiversidade que tanto vem defendendo nesse quase meio século de existência. Cada um dedicou-se de forma absolutamente voluntária na direção da Acaprena, vários deles mantendo-se permanentes colaboradores da entidade até hoje.

Passados 49 anos, revisando alguns arquivos, o alerta enviado por carta por um associado de Joinville, no início da existência da Acaprena, em 1973, permite que se tenha uma noção de como era o contexto ambiental naqueles tempos: “as motosserras estão chegando, temos que nos defender!

- x – x – x – x – x –

Fonte: Bacca, L. E. Meio ambiente em Blumenau: da Pré-História à História. Blumenau em Cadernos, Edição Especial 50 anos, Tomo XLVIII, nov/dez 2007. p. 19-56.

Em 2023 a Acaprena irá completar 50 anos. Apesar de ser a entidade ambiental mais antiga deSanta Catarina, e de ter atuado em diversas frentes desde 1973, a entidade nunca teve sua história publicada em livro. 

Sendo assim, lançamos uma campanha para arrecadar fundos para custear a publicação do Livro “Acaprena 50 anos”. Contribuições podem ser feitas em:

https://www.vakinha.com.br/vaquinha/livro-acaprena-50-anos

ou pela chave PIX: 2927295@vakinha.com.br

 

 

sexta-feira, 2 de setembro de 2022

- Gincana Cidade de Blumenau: equipes campeãs

 
30ª GCB : Será realizada em sua fase final, dias 10 e 11 de setembro/2022
29ª GCB : Não foi realizada devido a Covid-19
28ª GCB : Não foi realizada devido a Covid-19
27ª GCB   Fase final realizada dias 07 e 08 de setembro de 2019.
Parabéns a todos os amigos Gincaneiros e seus autores, administradores e organizadores. Abaixo lista de todos os campeões:
A cada ano que passa, tanto gincaneiros como a comunidade se interessam mais e com mais qualidade. A aceitação e credibilidade pela comunidade, a cada ano aumenta, sendo este uma conquista para a manutenção de nossa cultura, tradição e história. 
Recebi com muito orgulho o titulo de "Padrinho dos Gincaneiros".
ObservaçãoNão poderá ter embate no primeiro lugar geral da gincana. O critério de desempate será o maior número de provas cumpridas. 
Todos os campeões da GCB - Gincana Cidade De Blumenau
1993 -  1ª GCB    = Ecossistemas
1994 -  2ª GCB    = Ecossistema
1995 -  3ª GCB    = Ecossistema
1996 -  4ª GCB    = Duna
1997 -  5ª GCB    = Ecossistema
1998 -  6ª GCB    = Capitão Caverna
1999 -  7ª GCB    = Capitão Caverna
2000 -  8ª GCB    = Capitão Caverna
2001 -  9ª GCB    = Capitão Caverna
2002 - 10ª GCB   = Aranha
2003 - 11º GCB   = Ecossistema
2004 - 12ª GCB   = Snipers                                    
2005 - 13ª GCB   = Capitão Caverna   
2006 - 14ª GCB   = Arromba                             
2007 - 15ª GCB   = Garra                    
2008 - 16ª GCB   =   Amigos  do Barney                     
2009 - 17ª GCB   =  Amigos  do Barney       
2010 - 18ª GCB  =  Amigos  do Barney      
2011 - 19ª GCB   =  Capitão Caverna
2012 - 20ª GCB  =  Safari
2013 - 21ª GCB  = Capitão Caverna
2014 - 22ª GCB  = Arromba
2015 - 23ª GCB  = Arromba
2016 - 24ª GCB  = Amigos do Barney e Safari. *Obs.:
2017 - 25ª GCB = Arromba
2018 - 26ª GCB = Safari 
2019 - 27ª GCB = Arromba
2020 - Não houve devido a pandemia do Covid-19 
2021 - Não foi realizado novamente devido a pandemia do Covid-19
2022 - 28ª GCB =  Arromba
2023 - 
* Obs.: Por haver problemas na contagem das avaliações das provas pelos jurados, as duas equipes se uniram e decidiram proclamar-se campeãs. 
História:
No ano de 1993, A Gincana foi organizada pela Assessoria para assuntos da Juventude da Prefeitura de Blumenau (em comemoração ao aniversário do município), pois naquela época ainda não existia a Liga de Gincaneiros. Na ocasião os irmãos Nico e  Fabrício Wolff  que era o Assessor, que coordenou o evento com a ajuda do Cláudio  (Caco) Peixer  e o Vinícios
Todos eles participaram da primeira edição.
No primeiro ano, foram 366, em seis equipes participantes. 
Atualmente totalizam cerca de 2000 pessoas participando no evento. É importante salientar que boa parte das equipes se mantêm estruturadas o ano inteiro, participando de diversas outras atividades beneficentes.
Apesar de o evento ainda ser apoiado pela Assessoria da Juventude, hoje em dia é organizado pela Liga Blumenauense dos Gincaneiros, composta por 1 integrante de cada equipe, presidida pelo Gincaneiro Gilson da Motta Soares (Falecido em 25 08 2021). A criação da LIGA foi um importante passo na consolidação da gincana, que passou a contar com administração independente para garantir estabilidade e continuidade da gincana.
Precedem a gincana às provas com objetivos filantrópicos. Toneladas de alimentos já foram arrecadadas ao decorrer da gincana, além de brinquedos, livros, produtos de higiene, agasalhos e cobertores. Todo ano os gincaneiros participam maciçamente do Pedágio da APAE, cobrindo diversos pontos de arrecadação e contribuem com o hemocentro através da prova de doação de sangue.
Já no final de semana do evento, acontecem as mais esperadas provas, compostas por charadas inteligentes que envolvem variedades, conhecimentos gerais, cultura e principalmente a história da cidade.
Do outro lado das equipes está a Comissão de Provas, coordenada desde 1997 (salvo em duas edições) por André Mrozkowski, responsável pela elaboração e execução das tarefas. A CP vem cumprindo com êxito sua tarefa de fazer desta uma gincana diferenciada, com aspecto distinto das convencionais. As provas que acontecem neste evento se diferem da concepção tradicional de gincana. São provas muito mais complexas, em que as equipes têm que desvendar enredos, geralmente policiais ou de terror, através de interpretação de pistas distribuídas por toda a cidade.
Dentre estas provas, se destaca a prova da madrugada (a mais esperada), que tem duração até as 05 da manhã. Criptografia e sustos rolam a noite toda, inclusive em cenários que são preparados especificamente para esta prova, como sítios ou casas abandonadas, aumentando o suspense. E, por incrível que pareça, muita gente gosta destes sustos.
Por suas peculiaridades, a gincana de Blumenau acabou virando referencial e modelo para diversas gincanas do Brasil, que buscam suporte em nosso evento.
Primeira Diretoria - Presidente - Humberto José de Paiva / Vice - Rodrigo Cirino / Primeira Secretária - Dominique Pires Ibbotson / Primeiro Tesoureiro - Rafael Coutinho dos Santos.
*********
Meus agradecimentos a todos os gincaneiros, pelo carinho. Também agradeço toda diretoria  pela confiança em nosso trabalho e a toda equipe #GCBlu2016
Arquivo: Liga Gincaneiros/Adalberto Day   

quinta-feira, 1 de setembro de 2022

- Parabéns Blumenau e sua gente

Parabéns Blumenau pela passagem do seu Aniversário
Povo ordeiro, trabalhador, pujante - nos remete a uma cidade cheia de orgulho, de esplendor de bela natureza e de um povo que se orgulha de sua cidade.
Parabéns, Blumenau!
- Mas esta data nem sempre foi considerada como data de sua fundação. Dr. Hermann Bruno Otto Blumenau, fundador da cidade, considerava a data de 28 de agosto de 1852 como data de fundação de nossa cidade. Tanto é que em 28 de agosto de 1877 foi comemorado o 25º aniversário da cidade
História
Dr. Blumenau partiu do porto de Hamburgo em 30 de março de 1846 com destino ao Brasil, viajando a bordo do veleiro “Johannes”. O primeiro contato com o Brasil foi no Rio Grande do Sul, quando chegou em 19 de junho do mesmo ano. Conheceu várias colônias alemãs daquela Província para posteriormente visitar Santa Catarina. A viagem de reconhecimento e exploração do grande rio Itajaí foi realizada no ano de 1848, acompanhado do comerciante Ferdinand Hackradt, guiados pelo conhecedor da região o canoeiro Ângelo Dias. Após o reconhecimento e encantados com o local, compraram terras para a formação de uma colônia na região.
- Feita a solicitação do pedido de concessão de terras junto à Província, Dr. Blumenau entrou em entendimento com as autoridades alemãs para dar continuidade ao plano colonizador. No Rio de Janeiro apresentou projetos de colonização ao Governo Imperial. Retornou à Alemanha (1849) para trazer os primeiros colonos. Retorna ao Brasil-Blumenau em março. Apesar das dificuldades, em 2 de setembro de 1850, chegaram os primeiros 17 pioneiros. Era o início de um empreendimento particular. Em 1860, devido a dificuldades financeiras, a administração da Colônia Blumenau passou a ser responsabilidade do Governo Imperial. Blumenau cresceu e se emancipou, em 1880. Dr. Blumenau casou aos 48 anos com Bertha Repsold na Alemanha. Deste casamento resultaram quatro filhos: Pedro Hermann, Cristina, Gertrudes e Otto, que faleceu meses após o nascimento.
Dr. Blumenau nasceu a 26 de dezembro de 1819, no ducado de Braunschweig (Alemanha). Após viver trinta e quatro anos em Blumenau, seu fundador partiu em definitivo para a Alemanha, veio a falecer em 30 de outubro de 1899, aos 79 anos de idade. Em 1974, seus restos mortais foram transferidos da Alemanha para Blumenau, estando depositados no Mausoléu, erguido em sua homenagem.
- Blumenau foi fundada em 02 de setembro de 1850 pelo Dr. Hermann Bruno Otto Blumenau - O poder público adotou esta data a partir de 02 de setembro de 1900, por ser a data em que chegaram os primeiros 17 imigrantes. Até então a data considerada de fundação era 28 de agosto de 1852, data em que Dr. Blumenau entregou os primeiros lotes na Região Sul (Garcia) em Blumenau.
- A região de Blumenau era habitada por índios Kaigangs, Xoklengs e Botocudos, e mesmo antes da fundação da Colônia Blumenau, já havia famílias estabelecidas na região de Belchior, à margem do ribeirão Garcia e margem esquerda do Rio Itajaí-açu.
- Inicialmente o centro da cidade era onde hoje se localiza a Avenida Duque de Caxias (Rua das Palmeiras), arquivo histórico José Ferreira da Silva, a Biblioteca Pública Municipal Dr. Fritz Mueller e o museu da Família Colonial.
- A primeira Rua em Blumenau surgiu em 1852, com o nome de Palmenalle , onde foi construído o primeiro hotel, de alvenaria. Num dos quartos o Dr. Blumenau instalou a direção da Colônia. - A Rua Palmenalle mudou seu nome para Boulevard Wendeburg em 3 de fevereiro de 1883, depois para alameda Dr. Blumenau e em 8 de abril de 1939, para alameda Duque de Caxias através do Decreto-Lei nº. 68 de 18 de agosto 1942, na administração de Afonso Rabe. O Decreto-Lei nº. 1.202, que se referia sobre a nacionalização dos nomes de ruas, determinava que as ruas com nomes estrangeiros fossem alterados e colocados nomes nacionais. A povoação compreendia o início do Garcia, e parte da rua XV de Novembro.
- Muitos outros imigrantes atravessavam o Oceano Atlântico em veleiros de companhias particulares. E assim foi crescendo o número de agricultores, povoadores e cultivadores dos lotes, medidos e demarcados ao longo dos rios e ribeirões que banhavam o território da concessão. No princípio, a Colônia era de propriedade do fundador, Dr. Blumenau.
-Em 1860 o Governo Imperial encampou o empreendimento e Dr. Blumenau foi mantido na direção até a elevação da colônia. E a Lei nº 860, de 04 de fevereiro de 1880, à categoria de Município.Em poucos anos, Dr. Blumenau, dotado de grande energia e tenacidade, fez da colônia um dos maiores empreendimentos colonizadores da América do Sul, criando um importante centro agrícola e industrial influente na economia do país. Entretanto, em outubro de 1880, uma grande enchente causou sérios prejuízos à população e à administração pública, com a destruição de pontes e estradas. Com isso, a instalação do Município só foi possível em 10 de janeiro de 1883, quando assumiu o exercício a Câmara Municipal eleita no ano anterior. Depois disso o município recebeu o título de Comarca (1886) e finalmente, em 1928, passou à categoria de Cidade.
Quando Dr. Blumenau, esteve aqui pela primeira vez em janeiro de 1848, associou-se a um comerciante de nome Ferdinand Hackradt , e rumou ao Itajaí , onde Agostinho Alves Ramos emprestou embarcações , alimentos e um guia para explorações .Quando chegaram, encontraram famílias, com residências fixas, como os Haendchen, os Klocher os Deschamps, Klock, Schneider , Theiss, Kerbach, Peter Wagner, Peter Lukas, que vieram a partir de 1837 provenientes de São Pedro de Alcântara e outros que foram os percussores da colonização de Gaspar (Belchior e Pocinho) . Os dois últimos tinham grandes culturas e engenhos de açúcar no local “Capim Volta”, um conhecido bairro de Blumenau, hoje City Figueiras. Essas famílias deram suporte e sustentação a Dr. Blumenau, em seu tão sonhado empreendimento. Todas as famílias citadas deixaram descendentes por toda região do Vale do Itajaí, alguns deles casaram com imigrantes alemães que vieram após 1850. Quem os trouxe foi um caboclo forte e prudente, que foi recomendado como de inteira confiança, chamado Ângelo Dias, que prestou grandes trabalhos aos dois empreendedores. Todos esses nomes mencionados não vieram com Dr. Blumenau, que veio no intuito de organizar uma colônia, até então eram apenas famílias isoladas. Mas não devemos esquecê-las, pois tiveram sua importância dentro de um contexto histórico para o desenvolvimento de nossa cidade. O próprio Ferdinand Hackradt ficou na região próximo ao centro da cidade, enquanto Dr. Blumenau retorna à Alemanha e após conseguir convencer 17 imigrantes através de seu sobrinho Reinhold Gaertner a vir ao novo continente, chegam à foz do Ribeirão da Velha em 02 de setembro de 1850. Dr. Blumenau já se encontrava em Blumenau quando os 17 primeiros imigrantes chegaram. 
Observação: Na realidade os 17 primeiros imigrantes chegaram em Desterro (Florianópolis) nessa data. Em Blumenau a primeira família a chegar foram os FRIEDENREICH no dia 09 de setembro, os outros vieram aos poucos e até a pé. Mas definiu-se em 1900 que a data seria 02 de Setembro de 1850.

OS PRIMEIROS 17 IMIGRANTES
Observação: Adendo de Wieland Lickfeld 
O Friedenreich, que consta como sendo da Prússia, era de Hettstadt.
O Hoffmann, que também consta como sendo da Prússia, era de Osterfeld.
O Kellner, que aparece como sendo de Braunschweig, era de Barbecke.
O Pfaffendorf, também relacionado como da Prússia, era de Klein Endersdorf.
O Riemer também é citado como sendo da Prússia, e era de Osterfeld.
O Ritscher aparece como sendo de Hannover e era de Lauterberg. 
O Sallenthien pelo jeito era da Branschweig mesmo.
- REINOLDO GARTNER: com 26 anos de idade, solteiro, natural de Brunsvique, sobrinho, pelo lado materno, do Dr. Blumenau;
- FRANCISCO SALLENTHIEN, com 24 anos, solteiro, lavrador, também natural de Brunsvique;
- PAUL KELLNER; 23 anos, solteiro, lavrador,igualmente de Brunsvique;
- JÚLIO RITSCHER, 22 anos, solteiro, agrimensor, natural de Hannover;
- GUILHERME FRIEDENREICH, com 27 anos de idade, alveitar, natural da Prússia, casado com;
- MINNA FRIEDENREICH, 24 anos de idade, possuindo o casal os seguintes filhos;
- CLARA, com 2 anos de idade;
- ALMA, com 9 meses;
- DANIEL PFAFFENDORFF, 26 anos de idade, solteiro, carpinteiro, natural da Saxônia;
- FREDERICO GEIER, 27 anos de idade, solteiro, marceneiro, natural de Holstein;
- FREDERICO RIEMER, 46 anos de idade, solteiro, charuteiro, natural da Prússia;
- ERICH HOFFMANN, 22 anos de idade, ferreiro, funileiro, também da Prússia;
- ANDRÉ KOLMANN, 52 anos de idade, ferreiro, igualmente da Prússia, acompanhado da esposa;
- JOANNA KOLMANN, 44 anos de idade, e das filhas;
- MARIA, 20 anos de idade, solteira;
- CRISTINA, 17 anos, também solteira, e
- ANDRÉ BOETTSCHER, com 22 anos de idade, solteiro, ferreiro, natural da Prússia.
_____________________
Fonte: Arquivo Histórico José Ferreira da Silva / Museu da Família Colonial SEPLAN / - José Geraldo Reis Pfau/Wieland Lickfeld. /Dalva e Adalberto Day
Para saber mais a história de Blumenau Acesse:
Blumenau e sua História com mais de 500 links sobre Blumenau:
Verdades Mitos sobre Blumenau
Arquivo de Adalberto Day Cientista Social e pesquisador da história.
Blumenau e sua História.
Vejam curiosidades sobre a cidade de Blumenau

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...