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terça-feira, 13 de outubro de 2009

- Bom dia Blumenau, cidade que eu amo!


Mais uma participação exclusiva e especial do renomado escritor, jornalista e colunista, Carlos Braga Mueller, que hoje nos relata sobre o tempo em que bicicleta tinha placa.


Por Carlos Braga Mueller
Durante mais de 10 anos mantive no rádio uma crônica diária de cinco minutos com o título de "Bom Dia Blumenau, Cidade que eu Amo".
Agora, aproveitando o espaço deste importante blog histórico, vou arriscar-me a redigir algumas linhas em forma de crônica, de vez em quando, falando sobre a minha querida Blumenau.

Empresa Industrial Garcia e sua Garagem de bicicletas

Funcionários da Artex em Frente a antiga cooperativa da Artex (estacioamento atual), que ficava na subida onde hoje é o AGG.
BICICLETA TINHA PLACA!


Nestas crônicas, que durante mais de 10 anos foram ao ar sob este título pela Rádio Blumenau, e que agora são acolhidas pelo Adalberto Day neste seu blog, estarei falando, de vez em quando, das coisas (boas e más) da nossa terra.

Vocês sabiam que antigamente as bicicletas em Blumenau tinham placa? As “bikes” de então eram obrigadas a manter cadastro na Delegacia de Polícia, que arrecadava um imposto anual chamado IVTP – Imposto de Veículos e Transporte Público.
O ciclista pagava o IVTP e recebia um recibo, que tinha no verso uma “Declaração” de venda para ser preenchida pelo proprietário, caso vendesse a bicicleta. Tal qual o endosso de hoje em dia dos veículos automotores (nada se cria, tudo se copia).
Remexendo no meu arquivo de família, encontrei esta preciosidade: o Registro de Bicicleta nº 836, com as seguintes características:
Proprietário: Octávia Braga
Marca: Wander
Cor: preta
Nº do chassis: 1155152
Data de emissão do Registro, passado pela Delegacia Regional de Polícia de Blumenau: 23 de março de 1950.
Octávia Braga era minha tia e madrinha de batismo. Foi professora em várias escolas de Blumenau nas décadas de 30 e 40, inclusive no Garcia.
Ia para o serviço de bicicleta. Quando se aposentou foi morar na Praia Alegre, em Penha. Um antigo sonho que não durou muito, porque morreu em julho de 1953, pouco tempo depois de aposentar-se.
Hoje, seu nome está perpetuado em uma rua situada no bairro do Garcia. A Rua Professora Octávia Braga recebeu esta denominação através da lei 2.121, de 05 de dezembro de 1975, sancionada pelo Prefeito Felix Christiano Theiss. A proposição partiu do então vereador pelo bairro do Garcia, Álvaro Correa, que havia sido seu aluno.
Esta via pública inicia na Rua Olinda e termina na Rua Ascurra, possuindo 145 metros de comprimento.
Coisas para relembrar, desta querida Blumenau, cidade que eu amo.
Arquivo de Carlos Braga Mueller e Adalberto Day .

Um comentário:

valdir salvador disse...

Muito bem lembrado este comentario, pois faz muita gente relembrar o passado quem não fez uso de uma bicicleta, e o detalhe da placa surgiu especialmente para eviatr o roubo que era grande a partir de uma época.a parate mais significativa da bicicleta era a sineta para que? pARA DAR O ALARME NA RUA QUE EU ESTAVA PASSANDO E MINHA NAMORADA VIR PARA VARANDA DA CASA QUANDO EU VOLTAVA LA ESTAVA ELA TODA SORRIDENTE, E ABANAVA DISFARÇADAMENTE PARA QUE SEUS PAIS NÃO PERCEBECEM , e de tarde la ia eu de bicicleta buscar leite na casa da velha dora assim eles a chamavam, é muita cooisa para falar de bicicleta mas eu ainda completo que tenho mais de 30 antigas para vender e compro para reformar parabens pela lembrança Salvador.gr ,

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