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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

- Repensando o Turismo

Crônica do renomado escritor, jornalista e colunista, Carlos Braga Mueller, que hoje nos relata sobre turismo em Santa Catarina.

REPENSANDO O TURISMO




Por Carlos Braga Mueller






Santa Catarina tornou-se, nas últimas décadas, uma referência em turismo nacional, coisa, aliás, que incomoda muita gente da área, especialmente de outras regiões do país.

As belezas naturais da Ilha Capital tem atraído não só turistas de lazer, mas também eventos como congressos e convenções, o chamado turismo de negócios.

Blumenau também tem presença garantida neste mapa turístico, não só nas temporadas específicas, principalmente na da Oktoberfest, mas durante o ano inteiro, quando o turismo de negócios é bastante forte.
Para sedimentar esta escolha pela cidade teuto-brasileira, contribuem as cervejarias artesanais de toda a região, que podem ser visitadas, além da proximidade da cidade mais alemã do Brasil, Pomerode, sem falar da topografia característica da cidade, entre montanhas e o rio.
Parque das Nascentes e Morro Spitzkopf
Quem faz um passeio pelas praias de Floripa, ou pelo verdejante Vale do Jordão, na zona sul de Blumenau, onde ficam o Parque das Nascentes e o do Spitzkopf, jamais esquecerá os cenários.
Camboriú 1962 e 1970 - Foto Rubens Heusi
No litoral, entre tantos apreciados balneários, se sobressai Balneário Camboriú, que lá por volta de 1960, 70, sem imaginar o prestigio que um dia teria, se auto intitulava, modestamente, como a "Copacabana do Sul", lembram ?
Camboriú 2010
Pois é. Tudo isso mostra a potencialidade das riquezas naturais e culturais do nosso Estado; assim a possibilidade de se aumentar o leque das atrações é imenso.
E é isto que assusta grupos econômicos poderosos, que teimam em investir na região norte-nordeste, ali implantando empreendimentos arquimilionários para abrigar turistas, ávidos por praias, belezas naturais e sol, muito sol.
A imprensa, sempre atenta, acaba mostrando o que vai bem e o que vai mal.
O jornal "A Folha de São Paulo", estampou na capa da sua edição dominical de 23/01/2011, uma foto da praia central de Balneário Camboriú tomada pela sombra dos prédios já às 3 horas da tarde. Aos banhistas resta um pequeno espaço de sol na areia, entre uma construção e outra, conta - e mostra - o jornal. É verdade; negar, não dá. A especulação imobiliária, que começou a sombrear a praia desde a construção dos primeiros "arranha-céus" Imperador e Imperatriz, prossegue sem parar, agora com espigões de até 44 andares.
Qualquer dia, não tenham dúvida, a sombra chega à famosa Ilha das Cabras, cartão postal de Camboriú.
Fala-se em aumentar a faixa de areia...
Já em Blumenau, uma turismóloga, visitante, criticou de forma veemente o estado em que se encontra o "Centro Histórico de Blumenau", em depoimento publicado recentemente no jornal de maior circulação do Vale do Itajaí.
A turista e turismóloga destacou a situação em que está o terreno que abrigou durante décadas o Estádio Aderbal Ramos da Silva, prestes a ser fatiado em imóveis e via pública; o espigão inacabado do Clube Náutico América; enfim, abriu-se contra o que classificou como o descaso de Blumenau, que não estaria preservando seu patrimônio cultural como deveria.
Mas é ali, no antigo Boulevard das Palmeiras, hoje Alameda Duque de Caxias, que se situam a Biblioteca Pública, o Arquivo Histórico, o Museu da Família Colonial.
E logo ao lado, no começo da Rua 15, ficam o Museu da Cerveja, a Fundação Cultural e o Mausoléu Dr. Blumenau. São estes monumentos e atrações que enchem as vistas dos turistas. Claro, não se justifica o emperramento dos casos citados pela visitante.
E, para mostrar que mesmo com tudo que possa existir de ruim para o turista, nosso Estado é muito bom, o mesmo jornal paulista, na mesma edição acima citada, em reportagem feita com a super model Alexandra Ambrósio, ouviu desta que, para fugir do mundo, ela passa suas férias na Praia Brava, a da Ilha de Santa Catarina, onde comprou um apartamento quando tinha 17 anos. E olha que já está chegando aos 30.
Contra fatos, não há argumentos.
Crônica: Carlos Braga Mueller/Jornalista e escritor
Arquivo: Adalberto Day

7 comentários:

Osmar Hinkeldey disse...

Caro Adalberto,

mais um texto do brilhante Braga Müller.
A surpresa foi Balneário Camboriú de 1962 e 2010. Que diferença! Quanto desenvolvimento em 40 e poucos anos! Na década de 60 Balneário Camboriú foi a praia da minha infância.
Hoje tenho a impressão que o Balneário de Gravatá em Navegantes segue o mesmo ritmo de desenvolvimento. É apenas uma questão de tempo.
Abraço

Carlos disse...

crp_hist @adalbertoday fomos copiados e melhorados. Hoje restaurante fecha as 13:30.quem sente fome depois disto. Só no Lanche. Entre outras coisas.

Antunes Severo disse...

É verdade.
Renovar é preciso.
Abraço do
Antunes Severo
www.carosouvintes.org.br
easevero@carosouvintes.org.br

Djalma disse...

Bom dia. Que me desculpem os que acham o contrario, mas Blumenau esta muinto longe de ser uma cidade turística. Vejamos: Não só de hoteis vive uma boa industria turistica. Temos recantos naturais lindissimos, pessimamente explorados por sinal. Quem conhece, conhece e pronto. Mas quem não conhece..........retaurantes que fecham nos finais de ano.......e não venham me falar que abrem porque não abrem.Ja cheguei a almoçar em um dia 26 de dezembro la em Pomerode.........simplismente porque aqui fecham antes do Natal e reabrem em Janeiro.............não é Vasto Verde..........Não estou falando de Restaurante Internacional, to falando de lugares em que se come bem e paga-se pouco.É disto que o turista precisa. Lojas abertas, restaurantes abertos. Dai o dinheiro vem.Ou sera que eles desembarcam de um Cruzeiro la em Porto Belo e vem fzer o que por aqui? vem e batem com o nariz na porta. E o CDL insiste em dizer o contrario.Não adianta sermos eficases por 300 dias por ano. Um ano tem 360 dias.

Fernando Pasold disse...

Além da necessidade de se pensar em uma "Cidade Turística", é preciso pensar em uma "Sociedade Turística", isto é, cidadãos preparados (mesmo aquele que não vive do turísmo) para receber o visitante, ou no mínimo, mostrar educação.

Em visita a Gramado (cidade turística) entramos por engano contra-mão em uma rua e fomos gentilmente orientados a fazer a correção por um cidadão que passava com sua moto.

Entrar em contra-mão em Blumenau, com placa de fora da cidade.. ai de mim...

Maria C. Sada disse...

Obrigada por me facilitar a entrada no seu blog, que conforme já lhe disse, percorre o mundo.
As matérias são ótimas parabéns,por nos dar oportunidade de tomarmos conhecimento, de lermos assuntos atuais e que nos dizem respeito.
Parabéns e Carlos Braga Mueller é um autoridade também neste assunto.
Para mim ele deveria ainda estar comandando a Vila Germânica o Sr. não acha?
Carinhosamente M. Cecilia

Cao Zone disse...

Prezados/as, uma grande diferença entre a recepção turística praticada em grandes centros e o local em Blumenau, diz respeito às festividades que aqui são atreladas ao calendário, em Orlando na Flórida, USA, todo santo dia, uma vez pela manhã, duas à tarde e uma à noite é dia de índio, uma composição de trem Maria Fumaça é atacada por índios em pleno centro folclórico da cidade. Num evento com mais de 100 atores. Uma Oktoberfest deveria ser pensada como um evento permanente não apenas sazonal. Na Lapônia, Finlândia, toda noite é noite de Natal. Abraços. Cao

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