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segunda-feira, 30 de maio de 2011

- Desastre Aéreo em Blumenau

Histórias de nosso Cotidiano


Participação do Jornalista/escritor e colunista o renomado Carlos Braga Mueller. Hoje nos relata sobre o terrível acidente aéreo na cidade de Blumenau em 1957.
Por Carlos Braga Mueller

Desastre Aéreo abala a cidade - 1957.
No dia 24 de outubro de 1957 a comunidade de Blumenau assistiu a uma grave tragédia: um avião do Aero Clube local caiu quase no centro da cidade, matando seus 2 ocupantes.
Alwir Koehler era bancário e piloto. Norberto Serpa, um dos comerciantes mais conhecidos dos blumenauenses, possuía o Bar e Restaurante Avenida, que funcionava no térreo do Hotel Holetz, fazendo frente para a Alameda Rio Branco.
Os dois foram a Montevidéu, Uruguai, participar de uma revoada festiva e na volta, 24 de outubro de 1957, um domingo, ao sobrevoar Blumenau, Alwir resolveu dar um vôo rasante sobre sua casa, que ficava no final da Alameda Rio Branco.
Saudava, assim, a esposa e os filhos que o aguardavam.
Uma manobra infeliz fez com que o aparelho perdesse a estabilidade e despencasse, caindo sobre a mata nos fundos da Maternidade Elsbeth Khoeler, hoje um ancionato, na Rua Pastor Stutzer.
É claro que não só a família de Alwir como os moradores próximos, chocados, viram o avião cair.
Para chegar ao local do acidente foi preciso abrir uma picada pois a mata era densa e ainda virgem. Depois de muito sacrifício lá chegaram os primeiros socorros, mas de nada adiantaram. O avião estava com sua parte dianteira enterrada no solo, pela violência do choque, e os dois haviam morrido na hora.
Na época eu era bastante jovem, trabalhava na PRC-4 Rádio Clube e fui até o local. Aquela cena, do avião espatifado, ficou para sempre na minha lembrança. Também conhecia as duas vítimas: Serpa do Bar Avenida estava sempre no balcão do seu bar. Alwir se não me engano atuava no antigo Banco Inco (Banco Indústria e Comércio de Santa Catarina).
Esta intimidade dos dois com Blumenau deixou a população bastante traumatizada e durante muito tempo a tragédia esteve presente no dia a dia dos blumenauenses. Esquecer, ninguém esqueceu. Prova disso é que ainda hoje o fato é notícia !
http://www.aeroclubedeblumenau.com.br/art4.php
Arquivo John Pereira/Adalberto Day

11 comentários:

Osmar Hinkeldey disse...

Bom dia Adalberto

Este fato eu desconhecia. E fico triste que isso tenha acontecido.
Mas foi bom publicar esta matéria no teu blog. De uma tragédia a lembrança nunca é agradável, ainda mais com a agravante de duas mortes.
Mesmo com todo avanço tecnológico, parece que não estamos isentos de tragédias no ar, a exemplo do acidente com o avião da Air France.
Abraço

Olímpio Moritz disse...

Adalberto.
Ainda me lembro desse acidente. Na época eu tinha 14 anos e fui lá verificar pessoalmente e vi o avião com o bico enterrado. Este episódio não me sai da memória.
Um forte abraço
Olímpio

Anônimo disse...

Adalberto:
Pela data, eu tinha 3 anos de idade (que é o que eu imaginava que teria), mas me lembro do acidente. O Serpa era amigo do meu pai, e muito se falou a respeito na minha casa, que se situava à Rua Antônio Zendron. Lembro, inclusive, do cheiro que havia nas mãos da minha mãe, que estava fazendo comida, quando contou o fato para nós.
Há uma professora de História em Blumenau que, quando ensina História de Blumenau para as suas crianças, fá-las pesquisar tal fato em jornais e depois leva as crianças ao cemitério, onde estão enterrado(s) o(s) falecidos daquela ocasião. Ela trabalha na escola da Toca da Onça, e ficou pasma, um dia, quando eu disse que me lembrava do acidente.
Grande abraço,
Urda Alice Klueger

Anônimo disse...

Adalberto me lembro de um acidente de avião,mas não sei se era esse,mas é bom saber que no passado fatos que hoje acontece em todo pais, ja aconteceu em nossa cidade.Nesta data eu tinha 8 anos de idade e me lembro de um avião ter caido no morro,que ficava na rua hermann huscher,não sei se era esse acidente. abraço

Antunes Severo disse...

Olá,
com esses detalhes é que se percebe a importância do registro dos acontecimentos.
Parabéns.
Abraço também para o Carlos.
Antunes Severo

Anônimo disse...

Beto
Uma vez , faz muitos anos eu passei lá no cemitério da Rua São José e alguém comentou e mostrou um túmulo que acho seria de um desses pilotos. Na época pelo que entendi, o aviazinho ali no túmulo teria sido feito com os destroços do avião que caiu.
Seria interessante ver a veracidade do fato para ilustar.
abraços
Fernando
Campinas SP

Vindo dos Pampas disse...

Olá Adalberto.
VOCÊ ACREDITA EM MILAGRES ???
MAS EXISTE... SIM ...
EXISTE????!!!!
CONFIRA!!!!
Veja no

http://vindodospampas.blogspot.com/
O MILAGRE DO CORCEL AMARELO

Valdir Salvador disse...

Caro amigo Adalberto, voce foi felis nesta reportagem , pois realmente marcou muito na vida de Blumenau, principalmente nos amigos da vitima pois eram muitos podes crer,eu na epoca foi o meu primeiro emprego no comercio de Blumenau, pois estava completando meus quatorze anos, e fui servir de auxiliar de garçon,mas se bem me lembro amigo Braga Muiller, Restaurante Avenida famoso na epoca, ficava no porão e não no terreo,como foi dito desculpe se estou errado pois ja se passaram tanto tempo ja faz 53 anos, agora tem que ser um abraço dulo pois sa~pa o amigo Adalberto e o grande Braga Muiller ficam com Deus . Valdir Salvador

Prof. Wieland Lickfeld disse...

Muito interessante, Adalberto, este post do Braga Müller. Tragédias, em maior ou menor grau, fazem parte da história da todos os lugares e não poderia ser diferente aqui. O que quer que tenha havido neste caso e que culminou com a queda do avião, serve de alerta para todos nós, pois todos somos, de alguma forma, pilotos das escolhas que fazemos. Grande abraço, Wieland Lickfeld

Clovis disse...

Com certeza essa tragédia enlutou a comunidade blumenauense, principalmente porque naquela época a aviação estava envolvida por uma áurea romântica, e os pilotos eram considerados como verdadeiros heróis.

Luis Augusto Bayer Gomes disse...

Nessa época eu tinha 9 anos e estava jogando futebol num campinho existente no terreno de meu pai, que se situava entre a nossa casa à rua mauricio xavier e o inicio da rua natal, quando eu e meus amigos (O nosso time era o Estrela solitária com a estrela do botafogo na camisa) vimos o teco teco sobrevoando o campinho e indo ate o fim da rua natal ,onde morava o sr. Alwin Koheler, e vimos quando o avião fez a curva para a direita e estolou, não conseguindo ganhar altura e vindo bater no morro. No mesmo momento corremos morro acima e mato adentro em direção ao local da queda , pois viviamos naqueles morros caçando e construindo cabanas e conheciamos bem as picadas. Fomos uns dos primeiros a chegar no local e ver a tragédia. Por muito tempo guardei em casa pedaços da fuselagem do teco teco.

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