“A Educação é a base de tudo, e a Cultura a base da Educação”

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sábado, 1 de maio de 2021

- Covid 19 em Blumenau e história da gripe espanhola

Corona Vírus 2020/21 – Atualizado dia 09/maio/2021

Mortes no mundo        :  Mais de   3.283.422

Mortes no Brasil          :  Mais de     421.484

Mortes em SC              :  Mais de        14.033

Mortes em Blumenau :  Mais de             496

 História

Desde o início de fevereiro 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a chamar oficialmente a doença causada pelo novo coronavírus de Covid-19. COVID significa Corona Vírus Disease (Doença do Coronavírus), enquanto “19” se refere a 2019, quando os primeiros casos em Wuhan, na China, foram divulgados publicamente pelo governo chinês no final de dezembro. A denominação é importante para evitar casos de xenofobia e preconceito, além de confusões com outras doenças. SARS-CoV-2 (do inglês Severe Acute Respiratory Syndrome Coronavírus 2) ou síndrome respiratória aguda grave do coronavírus 2. 

No Brasil como sempre acontece, a politica partidária, ideológicas e governantes sem  respeito algum com a população, tomaram atitudes totalmente trágicas com seus "MAUS" exemplos. O futuro dirá e cobrará o elevado número de mortes, por falta de planejamento e ignorância politica. Os Estados Unidos da América do Norte e a República Federativa do Brasil da América do Sul, foram os piores exemplos para o mundo. Ambos "Negaciionistas". Milhares de vidas (mortes) poderiam ter sido evitadas se as autoridades tomassem atitudes corretas, desde fevereiro de 2020, quando ainda não havia falecido nenhum cidadão brasileiro. Pressionados (governantes) o Brasil começou a tomar algumas atitudes tardias, após mais de 300 mil mortes, em março de 2021.

Primeiro Óbito em Blumenau foi no dia 05 de maio de 2020, as 07:40 nome Vanesa Neuber Salm, 34 anos, Bairro da Velha internada desde 07 de Abril de 2020. Servidora pública da secretária Municipal de Promoção da Saúde, atuava como técnica de enfermagem no CAPS. Internada desde 07 de abril de 2020, no Hospital Santa Isabel.

O segundo óbito foi a senhora Norma Blasius, 79 anos, faleceu no dia 07 de maio de 2020. Moradora do bairro Val Paraiso/Garcia e internada desde o dia 03 de abril de 2020, no Hospital Santa Catarina.

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Pandemia da Gripe espanhola em Blumenau 1918/1919

História

Adalberto Day

Em Blumenau não existe registro de mortes, só de infectados. Em Florianópolis foram algumas mortes. A Gripe espanhola saiu dos EUA e quem pagou o pato foram os espanhóis. 1918/1919 a duração da vacina levou mais de 10 anos para sua eficácia, porém até hoje tomamos a vacina Influenza. Foram em todo mundo mais de 50 milhões de mortes. No Brasil mais de 35.000 mil mortes.

Aquela pessoa que faleceu um ano depois, não foi diagnosticado como vítima da gripe espanhola, pegou sim, mas deixa dúvidas.

Augusto Ittner

Fonte Jornal de Santa Catarina

Gripe Espanhola em Blumenau: em 1918, falta de leitos preocupou o Hospital Santa Isabel 

Há poucos relatos sobre a pandemia do século passado na cidade, mas textos publicados no Blumenau em Cadernos mostram como foi o tratamento da doença no município e indicam semelhanças com os dias atuais 

22/04/2020 - 07h19 - Atualizada em: 22/04/2020 - 17h34

NSC – Total Jornal de Santa Catarina.

Por Augusto Ittner
Hospital Santa Isabel no fim da década de 1910, quando ocorreu a pandemia da gripe espanhola. 
Relatos que foram publicados no Blumenau em Cadernos mostram como a cidade lidou com a gripe espanhola há mais de 100 anos. Embora a doença tenha matado cerca de 35 mil pessoas no Brasil, há poucos documentos que indicam como blumenauenses, autoridades de saúde e políticos da região superaram a pandemia. 

​Nos textos que foram publicados em edições do ano 2008, há algumas curiosidades históricas que chamam a atenção: a primeira delas é o fato de o Hospital Santa Isabel (foto) ter se preocupado com o número de pacientes infectados em Blumenau em relação à capacidade da unidade. Havia em 1918, segundo o relato, temor quanto a um possível colapso no sistema de saúde — que já era precário.

"Com o aparecimento da (gripe) espanhola, o hospital (Santa Isabel) teve grandes dificuldades, pois não havia leitos suficientes", diz o texto.

Para amenizar o impacto da falta de vagas no HSI, o Dr. Ernesto Sappelt — um dos nomes mais importantes da medicina em Blumenau — utilizou ácido acetilsalicílico (hoje conhecido pelo nome comercial: Aspirina) para tratar as pessoas com sintomas da gripe espanhola. Ele ia de casa em casa para oferecer o medicamento aos doentes.

"Junto com o suadouro (um dos tratamentos para doenças na época), (os pacientes) tomavam duas Aspirinas que o Dr. Sappelt distribuía gratuitamente. Os resultados foram muito benéficos e o número de vítimas fatais foi negligível (aquilo que pode ser desconsiderado)", afirma o relato.

Não há números de infectados em Blumenau, mas conforme o material, originalmente publicado como Crônica do Hospital Santa Isabel, o surto no município "foi violento". Um dos pacientes que teve a gripe, segundo o Blumenau em Cadernos, foi Carl Wahle, o livreiro e professor de história, alemão e grego do Colégio Santo Antônio.

Dr. Sappelt visitava pessoas doentes durante todos os dias. Isso o fez ser infectado com a gripe espanhola, de acordo com o documento, doença que iria matá-lo um ano depois, ainda em meio à pandemia, em 8 de outubro de 1919.

"Depois de ter salvado praticamente todos os seus pacientes, o Dr. Sappelt, apesar de ele mesmo ter contraído a gripe, continuou a cuidar de seus pacientes. Ele não teve a mesma sorte, pois veio a falecer". O relato continua, e afirma: "no tratamento desta gripe, muita gente tomou conhecimento pela primeira vez da Aspirina".

Com a falta de leitos no Hospital Santa Isabel, ainda segundo o documento, as farmácias se transformaram "em verdadeiras clínicas para a classe pobre" em Blumenau. Dr. João Medeiros, farmacêutico conhecido na cidade, atendia até 15 pessoas com sintomas de gripe espanhola por dia, e praticamente todos eram tratados com Aspirina.

Para a historiadora e Diretora do Patrimônio Histórico de Blumenau, Sueli Petry, esses relatos ajudam a diminuir a escassez de informações sobre como foi a pandemia do século passado em Blumenau e no Vale do Itajaí.

— A imprensa da época não relatava nada sobre a gripe espanhola. O que a gente tem é a descrição de um personagem que foi acometido pela doença, que é o Carl Wahle. Ele escreveu muitas memórias, que foram publicadas no Blumenau em Cadernos, o que nos ajuda um pouco a ver como foi aquela pandemia por aqui. E o que chama mais a atenção é o fato de termos muitas semelhanças com os dias atuais — destaca a historiadora.

Colaboração e pesquisa: Professora e diretora do arquivo histórico de Blumenau ,Sueli Petry

sábado, 24 de abril de 2021

- Narração dos Gols de Olímpico 3x1 Inter de Lages

Narração dos gols da final do campeonato estadual de futebol de SC de 1964 - jogo final foi dia 25/04/1965 - Apresentação Álvaro Correia e narração dos gols Edemar Annuseck - Histórico. Grêmio Esportivo Olímpico Bicampeão estadual 1949/1964 3x1 Internacional de Lages 
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terça-feira, 13 de abril de 2021

- Palavra Aberta TVAL

Adalberto Day - Curiosidades sobre a história de Blumenau Setembro de 2013 Palavra Aberta TVAL de Florianópolis - Enrevista concedida a Jornalista e apresentadora Isabela Althoff. Uma das mais belas e importante entrevista que concedi, após ter passado por um severo câncer na base do crânio. 

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segunda-feira, 5 de abril de 2021

- A Venda da E.E.B. Celso Ramos

A VERDADE!
A Venda do EEB Governador Celso Ramos em 2002 pela MITRA de Blumenau. Foi o maior escândalo da época em Blumenau. O Vídeo é de abril de 2002 - Jornalista Danilo Gomes na então Rádio Nereu Ramos. Nunca foi esclarecido e prestado conta.. Postado em 25 de junho de 2019 por Adalberto Day e produzido por Djalma Fontanela da Silva Filho.
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sexta-feira, 19 de março de 2021

- ACAERT 40 anos de História

 40 ANOS DA ACAERT E A MEMÓRIA DE QUEM VIVEU A HISTÓRIA

 Por Carlos Braga Mueller/Jornalista e Escritor

Braga Mueller
A ACAERT – Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão está completando 40 anos de existência. A ACAERT foi fundada em Lages, no dia 22 de novembro de 1980, e seu estatuto foi aprovado no 1º Congresso Catarinense de Radiodifusão realizado naquela cidade.
E uma das formas encontradas para marcar a data foi a edição de um livro contando muitas histórias que foram vivenciadas, e narradas, pelos profissionais do rádio e da televisão de Santa Catarina.

Foi assim que surgiu o livro “A Memória de Quem Viveu a História”, escrito por Carlos Stegemann, prefaciado por Silvano Silva, atual presidente da Acaert, diretor regional do Grupo ND TV no Estado.

A parte introdutória do livro, “Acaert, 40 anos na estrada”, de autoria de Marco Aurélio Gomes, mostra quão importante foi a presença de Blumenau no panorama das comunicações do Estado.

Lá está

A imagem criada por Beto Fausel no final dos anos 60 mostra o logotipo da TV Coligadas, canal 3, de Blumenau. 

“Na época do surgimento das primeiras entidades representativas da radiodifusão brasileira, a TV ainda engatinhava em Santa Catarina. O esforço era para instalar repetidoras das emissoras de Porto Alegre e Curitiba. Tudo mudou com a inauguração em setembro de 1969 da TV Coligadas, Canal 3, de Blumenau, que começou a produzir programação local. Aliás, a cidade também foi berço da primeira emissora de rádio no estado, a PRC-4 Clube, instalada em 1932.

Nos anos 70 a TV Coligadas reinou absoluta, chegando a cobrir quase dois terços dos municípios catarinenses, graças a uma rede de repetidoras instalada nas regiões.”

COMO SURGIU A ACAERT

 “A Associação Catarinense das Emissoras de Rádio e Televisão – Acaert tem origem na Associação dos Profissionais de Rádio e Televisão de Santa Catarina – Apert, criada em 1973 por um grupo de radiodifusores formado por: Euclides Simões de Almeida, Ramiro Gregório da Silva, Carlos Jofre do Amaral, Osny Gonçalves, Flávio Rosa, monsenhor Agenor Marques, padre Virgilio Tambosi, padre Névio Capeleti, Acy Cabral Teve, Antônio Luvesa e Darci Lopes” conta Marco Aurélio Gomes.

Podemos divisar nessa relação o nome de Flávio Rosa, blumenauense, um dos diretores da PRC-4 Radio Clube de Blumenau e, mais tarde, um dos fundadores da TV Coligadas de Santa Catarina.

 

O LIVRO

São tantos os acontecimentos enfocados no livro que seria difícil comentar todos neste espaço.

O autor, Carlos Stegemann concorda que a obra é um caleidoscópio do cotidiano de vários profissionais que fizeram e prosseguem produzindo o “rascunho da história.”

Vamos nos ater aqui a alguns fatos históricos envolvendo Blumenau e o Vale do Itajaí: 

100 anos da Cia. Hering e o pioneiro Telejornal Malhas Hering

 

Na página 31 do livro o enfoque é para a comemoração, em 1980, do centenário da tradicional empresa blumenauense.

A matéria faz referência ao patrocínio da Hering do primeiro informativo da televisão catarinense, o “Telejornal Malhas Hering”, que era transmitido pela TV Coligadas desde sua fundação, em 1969, e que me deu a oportunidade de ser o primeiro apresentador de um noticiário de uma TV catarinense. O programa era dirigido pelo abalizado jornalista Nestor Fedrizzi, com vasta experiência em vários periódicos, entre eles  a edição gaúcha do jornal “Última Hora” de Samuel Wainer.

Um pouco da minha vida está ali estampado,  fruto de uma entrevista que Carlos Stegemann fez comigo. Inclusive consta o fato de eu ter também participado, durante vários anos, do quadro de locutores da PRC-4, em uma época que ela era a única emissora de rádio em Blumenau.

A enchente de 1983

Stegemann foi buscar com a repórter e apresentadora de TV Gisela Belz informações da cobertura da enchente pela RBS-TV Blumenau (sucessora da TV Coligadas) da qual ela participou em 1983.

Gisela foi enfática: “Antes de tudo, foi preciso entender o caráter de urgência, o quanto era uma situação excepcional. Todos foram surpreendidos.”

A repórter recorda da equipe que a acompanhou nesse trabalho jornalístico:

“Os cinegrafistas eram Lair e Odir, eu e a Miriam Roza na reportagem e o chefe era José Reinoldo Rosenbrock, muito experiente, que acompanhava as informações do serviço de meteorologia sobre a subida do rio Itajaí-Açú.”

Gisela Belz conta também que as fitas de vídeo eram levadas de mão em mão até a emissora.

 1984 - Nasce a Oktoberfest 

Para esquecer um pouco as agruras provocadas pelas cheias de 1983 e 1984, os blumenauenses criaram a Oktoberfest.

O livro conta que “um cartaz com a ilustração do Vovô Chopão (trabalho imortal do publicitário Luiz Cé) convidava para a 1ª. edição, de 05 a 14 de outubro, que viria a ter 102 mil visitantes (metade da população da cidade) e o consumo de 100 mil litros de chope.” E complementa: “Inspirada no homônimo evento de Munique, a festa ultrapassou os limites do entretenimento e se tornou um eixo gerador de emprego e renda.”

Para escrever esta história, o autor do livro conversou com a radialista Elza Aparecida, que vivenciou as primeiras edições da festa e que até hoje dedica-se a cobertura das tradições germânicas apresentando o programa Blumenfest na Rádio Clube de Blumenau, a antiga PRC-4.

2008 – A grande cheia no Vale do Itajaí

 “As enchentes de 1983/84 ficaram como referência das maiores destas tragédias, mas nada superou o desastre de novembro de 2008, não só pela abrangência territorial, como, em especial, pelo número de mortos, desaparecidos e desabrigados”, relembra Stegemann.

E destaca a cobertura dessa tragédia, da qual José Reinoldo Rosenbrock participou.

Os fatos relacionados neste livro são aqueles que marcaram a história de Blumenau. Mas dezenas de outros são contados nas 179 páginas da obra “A Memória de Quem Viveu a História”.

São fatos que relatam não só momentos de desastres e tragédias, mas também de eventos felizes e que merecem ser relembrados.

E importante: cada história tem o depoimento de um repórter de rádio ou televisão que o vivenciou e o transmitiu para os ouvintes e telespectadores.

Para os interessados, o livro está disponível em edição digital no site da Acaert.

Carlos Braga Mueller/escritor e jornalista; fotos Carlos Braga Mueller e Adalberto Day

domingo, 14 de março de 2021

- Lindolf Bell "O Poeta"

Morte do Poeta em dezembro de 1998 abriu uma lacuna na cultura blumenauense.

O Dono das palavras mágicas

“O som do poema é essencial” defendia o poeta Lindolf Bell. Conhecimento de causa ele tinha para enaltecer as poesias. Recitadas por sua mãe Amália, na infância em Timbó, sua cidade natal, acabaram moldando os sentidos do artista.

Assim como o som do bandôneon tocado pelo seu pai, Theodor, cujos acordes ouvia atentamente na infância. A arte, o conjunto de palavras dispostas de forma bela, como os sons, como as tintas de um quadro, era o que encantava poeta.

Como ele, não houve nenhum poeta foi tão importante para a Cultura de Blumenau. “ Ele era o crítico oficial da cidade”., lembra o então diretor da Fundação Cultural de Blumenau, Vilson do Nascimento. Com a criação da Galeria Açu-Açu, no início dos anos 70, Bell se tornou o principal propulsor das artes de Blumenau e da região.


 Lindolf Bell declamando em praça pública

A comemoração dos seus 60 anos, completados em 2 de novembro de 1998, poderia servir como uma homenagem à sua vida, e aos seus ideais. Enfim Bell faria uma grande festa, esquecendo o retiro individual que, na maioria das vezes, acompanhava suas bodas. Os presentes que queria receber não eram caros, mas espalhafatosos: cada um de seus convidados devia levar livros, que seriam doados ao Acervo da Biblioteca Pública municipal de Timbó. A intenção era difundir a leitura entre os jovens de sua comunidade natal, incutir o prazer e o valor da palavra escrita para a vida. Era sua forma de sanar a dificuldade pela qual ele próprio passara cinco, seis décadas atrás, quando as poucas condições da família, lembrava não lhe deixavam ler algo além da “Bíblia e do calendário de farmácia”.

 Lindolf Bell com a família Elke, Pedro, Rafaela e Eduardo

Mas no dia 5 de dezembro, às vésperas da grande comemoração, o disparado e ansioso coração de Bell , ainda acabrunhado com os preparativos para a festa, começa a brincar com a saúde do poeta, as 9h. Segue-se um tormento de cinco dias, que acaba levando sua vida. O diagnóstico é uma dissecção aguda na aorta.
Para a cultura de Blumenau, devastação semelhante só com a morte da ex-mulher de Lindolf Bell, Elke Hering, quatro anos antes. Desde jovem o escritor já insistia em vôos mais altos, no entanto, chegaram após servir a Policia do Exercito (PE), em 1958 no Rio de Janeiro, quando o poeta começa a tomar vulto.
Antes mesmo de deixar a PE, começa a frequentar a faculdade de Ciencias Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em 60, de volta a Timbó, começa a ter grande reconhecimento no ambiente literário.
Lindolf Bell - Galeria Açu-Açu
O ambiente tenso de 1964parece não te abatido o jovem poeta, Nesse ano,Bell publica Ciclos e inicia o movimento de Catequese Poética, recitando poemas na Boate ELA, Cravo e Canela, em São Paulo. Faz vários recitais em teatros, universidades, escolas e clubes de São Paulo e Rio de Janeiro, onde também se apresentam Álvaro Alves de Faria, Carlos Soulé do Amaral e Roberta Bicellei. Entre 1965 e 1968, a Catequese Poética toma vulto. O Poeta e os outros integrantes do movimento viajam por todo o país, sensibilizando o universo artístico e estudantil. Sai também a Antologia da Catequese Poética. De volta ao Vale do Itajaí, e já unido a Elke Hering, se fixou em Blumenau. Junto com Péricles e Arminda Prade, o casal criou a Galeria Açu-Açu, em 1970. Pouco depois, Bell publica As Annamarias, considerada por Carlos Drummond de Andrade “a mais importante obra lírico-amorosa em língua portuguesa dos últimos quinze anos”. Nas próximas três décadas, seguem-se obras vigorosas, o apoio a arte e permanecem os ideais.
Porém nem tudo que escreveu e fez em vida preenche o abismo deixado pela sua morte.
Suplemento do Jornal de Santa Catarina, sábado 2/setembro/2000 Volume 3 – Personagens, lugares e construções.
Foto: Arquivo Histórico José Ferreira da Silva/Adalberto Day

segunda-feira, 8 de março de 2021

- Dia Internacional da Mulher

Foto; reprodução
Nossa homenagem as nossas belas mulheres em seu dia internacional, comemorado no 08/março. Na verdade, a mulher não precisa de um dia específico, de uma data pré-estabelecida, o seu dia, são todos os dias, pois estão vivas e são inteligentes, atuantes independentemente de dia, na verdade, nunca têm folga!
Um homem inteligente falando sobre as mulheres:
Alberto Wellisch Levi
'O desrespeito à natureza tem afetado a sobrevivência de vários seres e entre os mais ameaçados está a fêmea da espécie humana. Tenho apenas um exemplar em casa, que mantenho com muito zelo e dedicação, mas na verdade acredito que é ela quem me mantém. Portanto, por uma questão de auto-sobrevivência, lanço a campanha 'Salvem as Mulheres!' Tomem aqui os meus parcos conhecimentos em fisiologia da feminilidade a fim de que preservemos os raros e preciosos exemplares que ainda restam: Habitat Mulher não pode ser mantida em cativeiro. Se for engaiolada, fugirá ou morrerá por dentro. Não há corrente que as prenda e as que se submetem à jaula perdem o seu DNA. Você jamais terá a posse de uma mulher, o que vai prendê-la a você é uma linha frágil que precisa ser reforçada diariamente.
Alimentação correta:
Ninguém vive de vento. Mulher vive de carinho. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem, sim, e se ela não receber de você vai pegar de outro. Beijos matinais e um 'eu te amo' no café da manhã as mantém viçosas e perfumadas durante todo o dia. Um abraço diário é como a água para as samambaias. Não a deixe desidratar. Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato especial. Flores também fazem parte de seu cardápio - mulher que não recebe flores murcha rapidamente e adquire traços masculinos como rispidez e brutalidade.
Respeite a natureza:
Você não suporta TPM? Case-se com um homem. Mulheres menstruam, choram por nada, gostam de falar do próprio dia, discutir a relação? Se quiser viver com uma mulher, prepare-se para isso. Não tolha a sua vaidade É da mulher hidratar as mechas, pintar as unhas, passar batom, gastar o dia inteiro no salão de beleza, colecionar brincos, comprar sapatos, ficar horas escolhendo roupas no shopping. Só não incentive muito estes últimos pontos ou você criará um monstro consumista.
Cérebro feminino não é um mito:
Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do cérebro feminino. Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas realmente o aposentaram!). Então, agüente mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objeto de decoração. Se você se cansou de colecionar bibelôs, tente se relacionar com uma mulher. Algumas vão lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você. Não fuja dessas, aprenda com elas e cresça. E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com os homens, a inteligência não funciona como repelente para as mulheres.
Não confunda as subespécies
Mãe é a mulher que amamentou você e o ajudou a se transformar em adulto. Amante é a mulher que o transforma diariamente em homem. Cada uma tem o seu período de atuação e determinado grau de influência ao longo de sua vida.
Não faça sombra sobre ela:
Se você quiser ser um grande homem tenha uma mulher ao seu lado, nunca atrás. Assim, quando ela brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ela estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda. (tem gente que já sentiu isso na pele). Aceite: mulheres também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar. O homem sábio alimenta os potenciais da parceira e os utiliza para motivar os próprios. Ele sabe que, preservando e cultivando a mulher, ele estará salvando a si mesmo. '
História do 8 de março
No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.
A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. 129 mulheres morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.
Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).
Objetivo da Data:
Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.
Conquistas das Mulheres Brasileiras:
Podemos dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo.
Marcos das Conquistas das Mulheres na História:
• 1788 - o político e filósofo francês Condorcet reivindica direitos de participação política, emprego e educação para as mulheres.
• 1840 - Lucrécia Mott luta pela igualdade de direitos para mulheres e negros dos Estados Unidos.
• 1859 - surge na Rússia, na cidade de São Petersburgo, um movimento de luta pelos direitos das mulheres.
• 1862 - durante as eleições municipais, as mulheres podem votar pela primeira vez na Suécia.
• 1865 - na Alemanha, Louise Otto, cria a Associação Geral das Mulheres Alemãs.
• 1866 - No Reino Unido, o economista John S. Mill escreve exigindo o direito de voto para as mulheres inglesas
• 1869 - é criada nos Estados Unidos a Associação Nacional para o Sufrágio das Mulheres
• 1870 - Na França, as mulheres passam a ter acesso aos cursos de Medicina.
• 1874 - criada no Japão a primeira escola normal para moças
• 1878 - criada na Rússia uma Universidade Feminina
• 1901 - o deputado francês René Viviani defende o direito de voto das mulheres
Arquivo de Adalberto Day/colaboração Vivien Alcântara/fotos reprodução

segunda-feira, 1 de março de 2021

- Adalberto Day - Entrevista TVL - Com Vilmar Minozo

Nossa Gente com Vilmar Minozo - TVL 28 08  2013

Quem abrir pelo Celular ir mais abaixo onde está escrito em Azu Página Inicial: Clicar em Visualizar versão para Web, e você poderá assistir o vídeo.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

- Blumenau: Verdades e Mitos!

Alguns mitos e verdades de nossa cidade de Blumenau. Ou também omissão de fatos e dados que sua gente precisa saber. 
01 - Antes da fundação da cidade de Blumenau já existia moradores na região.
Verdade. Existiam indígenas, conhecidos como bugres, carijós, Xokleng, Guaranis e outros, que habitavam a região de Blumenau há pelo menos 8000 anos.  Quando dr. Blumenau aportou por aqui em 1848  encontrou famílias, com residências fixas, como os Haendchen, os Klocher os Deschamps, Klock, Schneider , Theiss, Kerbach, Peter Wagner, Peter Lukas, que vieram a partir de 1846 provenientes de São Pedro de Alcântara e outros que foram os precursores da colonização de Gaspar (Belchior e Pocinho) . 
Na foto, Senhora Renate S. Jensen, hoje Sra. Renate Sybille  Odebrecht, com 15 anos, estagiária do Curso de Economia Doméstica do Hospital Santa Catarina.
Consta que os jerivazeiros foram substituídos porque os seus coquinhos caíam no chão e atraíam larvas (taturanas). De fato, me lembro de que às vezes havia “ilhas” de bichas caminhando pela alameda e as pessoas tinham que dar a volta em torno das mesmas para passar (eu ia buscar o correio para as Schwestern conta senhora Renate). 
02 - Dr. Blumenau mandou plantar as primeiras palmeiras da Avenida Duque de Caxias (Rua das Palmeiras) em 1876.
Verdade, porém eram palmeiras Jerivás, e foram substituídas a partir de 1950 por palmeiras Reais e Imperiais. Nenhuma das que ali estão foram plantadas por ele. 
03 - Dr. Blumenau teria chegado em 1850 junto com os 17 primeiros colonizadores com o Vapor Blumenau (que se encontra na prainha).
Lenda. Este vapor começou a navegar em Blumenau a partir de 1895 e nesta data dr. Blumenau já havia retornado à Alemanha (em 1884)  sem conhecer a embarcação.
04 - A primeira data oficial de fundação de Blumenau foi 28 de agosto de 1852.
Verdade. Essa foi a data que prevaleceu até o ano de 1899, quando a câmara de vereadores aprovou a mudança para 02 de setembro de 1850, data esta da suposta chegada dos 17 primeiros imigrantes. A mudança ocorre a partir de 1900 quando o é comemorado o cinquentenário da cidade. 
Casa em que dr. Blumenau morou em Blumenau na Alameda Duque de Caxias - destruída pela enchente de 1880.
Em 1877 houve festejos em comemoração a passagem do 25º aniversário de fundação da cidade com a presença do dr. Blumenau por todo centro histórico. O desfile parou em frente a casa de dr. Blumenau e o “acordaram” bem cedo para participar da festa com muitas homenagens a ele e colonos.
05 - Os 17 primeiros imigrantes chegaram em Blumenau no dia 02 de setembro de 1850 a bordo do Vapor Blumenau.
Simbólico. Os 17 imigrantes quando aqui chegaram dr. Blumenau já estava na região e não vieram com o Vapor Blumenau, pois ele ainda não havia sido construído. Chegaram nessa data provavelmente em Desterro (Florianópolis), vieram em datas diferentes, alguns em embarcações pequenas e outros vieram até a pé, em datas diferentes. 
06 - A Companhia Hering foi a primeira indústria têxtil de Blumenau fundada em 1880. 
EIG em 1885
A semente, da primeira indústria têxtil de Blumenau foi fundada a partir de 1860 com a chegada de Johann Henirich Grevsmuhl a região do Garcia. Em 1868 com o nome de “Johann Henirich Grevsmuhl & Cia.” Este era o nome da pequenina tecelagem - Nascia naquela região do Garcia, a semente da indústria têxtil, solidificando-se mais tarde com o nome de Empresa Industrial Garcia. E assim foi implantada na região a semente da Indústria Têxtil em Blumenau. Em 15 de fevereiro de 1974 foi incorporada a empresa Artex atual Coteminas. A Gloriosa Cia. Hering é a indústria Têxtil que permanece por mais tempo com o mesmo nome e origem.
07 - Morro do Aipim “Frohsinn” o mais verdadeiro ponto histórico de Blumenau
Verdade. Foi um dos poucos locais que não foi repassado ao governo federal (Império) por dr. Blumenau, e que seu desejo seria para construção de um museu de colonização no local.
O local pertenceu ao fundador da cidade, dr. Blumenau, e foi doado ao município pelo seu filho Pedro em 23 de outubro de 1909, quando o visitou, segundo o Dr. Carlos Fouquet cita no Livro do Centenário, em companhia de sua irmã Christine, representando a família. A doação foi formalizada em 1911.
08 - Túneis para “Hitler” escapar? Se esconder quando viesse “morar” em Blumenau.
Mito As galerias são pluviais e fluviais, construídas desordenadamente sem planejamento e infraestrutura, juntando-se ao longo da colonização e crescimento urbano da cidade.
09 - Existem galerias (túneis) em Blumenau.
Verdade. Existem por toda cidade. No centro são conhecidas várias, uma das mais antigas (anterior a posse de “Hitler” na Alemanha) localiza-se em propriedades do Colégio Pedro II, era para conservar alimentos. A localizada no atual Castelo da Havan foi construída para as pequenas embarcações depositarem mercadorias para a antiga Casa de Comércio Altenburg. Esse processo facilitava a entrega das mercadorias, assim possibilitando melhor acesso e sem o perigo de ao subir a barranca do rio (Beira Rio), escorregarem e em consequência a perda da mercadoria junto ao rio. E tantas outras existentes, até por baixo da Antiga Empresa Industrial Garcia (onde hoje é a Coteminas) existem duas, uma delas feita em armação de tijolos.
Bandeira do Amazonas de 1920
10 - O Clube mais antigo de Blumenau registrado foi o Brasil (Palmeiras, BEC).
Verdade, porém há de se fazer uma ressalva: o Brasil (Palmeiras, BEC) foi registrado no dia 19 de julho de 1919, o Blumenauense (Olímpico) em 14 de agosto de 1919, e por último o Amazonas Esporte Clube em 19 de setembro de 1919. Isso ocorreu, pois o dono do cartório chamou para ser registrado primeiro o seu clube Brasil (Palmeiras, BEC), depois o Blumenauense (Olímpico) e o Amazonas. Notem todos no mesmo ano e em seguida. Anteriormente o futebol era praticado somente por equipes formadas pelos jovens do “Turnverein Blumenau – Sociedade de Ginástica (1873-1942)” e operários da Empresa Industrial Garcia, depois Amazonas Esporte Clube pelo menos desde 1910. Os jogos eram realizados nos finais de semana, próximo ao hotel Holetz, atual Grande Hotel. Nos fundos existia um pasto próximo onde foi maternidade, Hotel, restaurante Cavalinho Branco,  Casa do Comércio ..
Medeiros
11 - A primeira rádio de Blumenau e Santa Catarina foi fundada por João Medeiros Jr. A partir de 1929 na Empresa Industrial Garcia.
Verdade. João Medeiros, diretor da EIG até 1940, começou os preparativos da primeira Rádio em Santa Catarina, a Rádio Cultura, logo depois PRC4 Rádio Clube de Blumenau em 1929 tocando músicas animando os trabalhadores e depois foi aprimorando. Inclusive ele mesmo foi o primeiro amadoristicamente a transmitir um jogo de futebol no estádio do Amazonas. A data considerada oficial de fundação da Rádio Clube, é 19 de março de 1932 já na antiga travessa Aimoré hoje rua Capitão Euclides de Castro. Medeiros também foi o fundador do radioamadorismo em Santa Catarina. A primeira locutora foi Atalá Branco desde a fundação.
12 - Fachada do Teatro Carlos Gomes, desenho do quepe de “Hitler”.
Lenda. Mas as lendas urbanas perseguem até hoje o Teatro.
Primeira delas: a fachada seria uma réplica do quepe militar de Hitler. Não há como negar. Basta olhar para se ter esta impressão. O quepe do Fuehrer, ou seja, lá de que general for, pode sim ter inspirado qualquer arquiteto, sem que tivesse havido conotação política no projeto. 
Conversando com um cidadão, cujo avô trabalhou nas obras do Teatro Carlos Gomes, ele me disse que o avô contava que de vez em quando arquitetos vinham da Alemanha acompanhar a construção. Teria isto algum significado político? Ou seria apenas um intercâmbio técnico-cultural?
As lendas diziam também que o prédio seria a Sede do 3º Reich na América Latina, se Hitler ganhasse a guerra!
Hitler perdeu. Ficou a lenda! Conta Carlos Braga Mueller.
Bell
13 - A frase “Menor que meu sonho não posso ser “Lindolf Bell, muito citada por ele cabe uma reflexão.
A frase “Menor que meu sonho não posso ser” de Lindolf Bell (1938-1998) nascido em Timbó/SC., segundo algumas pessoas originalmente de Fernando Pessoa (1888-1935) poeta e escritor português, nascido em Lisboa “O Homem é do tamanho do seu sonho”
O professor Gervásio Tessaleno Luz possui toda obra de Fernando Pessoa e não encontrou a frase. Podendo a frase apenas ser comparada a de Fernando Pessoa, mas originalmente de Lindolf Bell .
(Contribuíram também na pesquisa Maria Lígia Luz Narciso e Wieland Lickfeld.
 14 - O poeta Lindolf Bell nasceu em Blumenau.
Lenda. O poeta Lindolf Bell era blumenauense de coração e “adoção” mas natural da vizinha cidade de Timbó.
15 - A primeira emissora de Televisão de Santa Catarina foi fundada em Blumenau.
Verdade. a primeira emissora de televisão do Estado, inaugurada no dia 1º de setembro de 1969 em Blumenau com o nome de TV Coligadas canal 3. 
16 - A primeira corporação de Bombeiros em Blumenau existiu na antiga Empresa Industrial Garcia.
Verdade. desde 1929 a EIG mantinha sua valorosa corporação de bombeiros, destaque de combates a sinistros: em 1958 da antiga prefeitura de Blumenau e em 26/12/1964 do grande incêndio na empresa vizinha a Garcia, a empresa Artex. Foi anterior a implantação da corporação de bombeiros de Blumenau, que iniciou suas atividades a partir de 13 de agosto de 1958.
17 - Theóphilo Bernardo Zadrozny um dos fundadores da Artex nasceu em Brusque?
Theóphilo Bernardo Zadrozny nasceu na cidade de Lodtz (Polônia) em 24 de maio de 1890 e faleceu em Blumenau, em  08 de fevereiro 1961. 
18 - O primeiro prédio construído em Blumenau acima de 10 pavimentos foi o “Grande Hotel Blumenau”
Verdade. foi inaugurado em 16 de dezembro de 1962.
19 - Pelé e Garrincha jogaram em Blumenau.
Verdade. Pelé jogou no dia 30 de agosto de 1961, fez 5 gols na goleada contra o Olímpico por 8x0, com a camisa do Santos. Já Garrincha jogou em Blumenau com a camisa do Grêmio Esportivo Olímpico no dia 30 de agosto de 1969, contra o Caxias de Joinville, placar 0x0. Obs.: Um dos gols de Pelé teria sido anotado pelo jogador Formiga, porém na súmula foi atribuído ao Rei do Futebol.
Arquivo/Suelita Beiler/Antigamente em Blumenau
20 - O rei Roberto Carlos ainda pouco conhecido cantou na sede do Grêmio Esportivo Olímpico.
Verdade. Roberto Carlos se apresentando no Estádio do G.E. Olímpico em frente as arquibancadas em 1965  - Concedendo autógrafos na pista e sede do clube.
No ano de 1965,  seu prestigio ainda não era tão grande, ele veio cantar no Estádio do Grêmio Esportivo Olímpico– na baixada em Blumenau. No final do show, ficou em pé junto à calçada aguardando uma condução (táxi) para leva-lo ao Hotel,
“Quem conta essa história é Paulo Guilherme Pfauque na época tinha o programa jovem de maior audiência na cidade através da Rádio Alvorada (emissora de seu pai (Osmar Pfau naquele ano) O show acabou e o Paulo Guilherme ficou na calçada da Alameda Rio Branco conversando com o Roberto Carlos.
Naquele ano Roberto Carlos foi contratado pelo empresário Samuel August, blumenauense, para show comemorativo ao dia das mães. Era o dia 9 de maio 1965, e o “Rei”estava apenas com uma guitarra, sem banda. O Calhambeque era sua música mais conhecida. Esta foi a primeira vez que o “rei” ainda não tão consagrado passou pela nossa cidade.

21 - Blumenau no início da colônia possuía quase 11mil Km² (10.610Km²), fazendo divisa com Lages.
Verdade, Blumenau foi ao longo dos anos perdendo sua extensão territorial formando-se dezenas de municípios ao seu redor. Todas essas cidades ao entorno tem vínculos históricos com dr. Blumenau. Atualmente o município possui 519,8 Km².
22 - O Naturalista Fritz Müller amigo de Charles Darwin, morou no Garcia.
Verdade. quando Müller comprou os primeiros lotes na região Sul de Blumenau, margem direita do ribeirão Garcia, a partir do dia 28 de agosto de 1852 , morou por 2 anos no Garcia (1852 - 1854), depois (1854) se transferiu para a margem esquerda do Itajaí Açú, depois margem direita (1856) transferiu-se para Desterro, vindo de volta para Blumenau em 1867, aí sim, indo morar na rua Itajaí, onde permaneceu por 30 anos até cair doente e vir a falecer.
23 - Carlos Braga Mueller foi o primeiro apresentador de telejornal de Santa Catarina na TV Coligadas Canal 3 de Blumenau.
Verdade. Braga foi o primeiro apresentador do telejornal Hering na TV Coligadas Canal 3. No rádio muitas vezes Braga Mueller utilizava a alcunha de Charles Neto.
24 - A Empresa de ônibus Auto Viação Catarinense Ltda, é a mais antiga empresa de transporte de passageiros no Brasil. Um marco no transporte coletivo do Brasil.
Verdade. Fundada em Blumenau no dia 13 de abril de 1928 por Theodor Darius imigrante alemão, João Hahn, imigrante Húngaro, e Adolfo Hass brasileiro, com o nome de “Empreza Auto Viação Hahn, Hass & Darius”, embrião da atual Auto Viação Catarinense. A Viagem inaugural foi entre Blumenau/Florianópolis. A sede permaneceu até o ano de 2001 em Blumenau, quando então é transferida para Florianópolis.
25 - Existiu um cemitério atrás Fundos) da Catedral São Paulo Apóstolo de Blumenau.
Verdade. existiu durante décadas cemitério no local na parte final da catedral. Anteriormente existia outra igreja São Paulo Apóstolo na frente da Catedral, demolida em 1956. Os restos mortais foram transferidos na década de 1930 para o então cemitério São José na rua São José. A elevação onde se encontra a catedral, vinha desde a rua 7 de Setembro, rasgava a  rua XV quase até a metade.
26 – Os restos mortais do Naturalista Fritz Muller estão enterrados no cemitério da Paróquia Evangélica Luterana de Blumenau situada no início da Rua Amazonas.
Verdade. Johann Friedrich Theodor Müller, que  nasceu na aldeia de Windschholzhausen, na Alemanha, em 31 de março de 1822. “Fritz Müller”  . Fritz Müller Chegou a Blumenau em 22 de agosto de 1852, (SC). Em 1856 partiu para Desterro (hoje Florianópolis (SC)) por imposição do Dr. Blumenau que estava descontente com o comportamento “antirreligioso” de Fritz Müller que começava a influenciar os demais colonos. Manteve grande amizade com Charles Darwin que o chamou “Príncipe dos Observadores”. ( se dizia ateu), assim também de outras importantes personalidades da história de Blumenau. Naturalizou-se cidadão brasileiro em 09 de agosto de 1856, Fritz Müller faleceu em Blumenau em 21 de maio de 1897, aos 75 anos.
27 - A Escola Nº 1 é a escola mais antiga de Blumenau.
Lenda. A Escola Nº 1, ao contrário que muita gente pensa, não foi a primeira escola de Blumenau. As primeiras Escolas em Blumenau. Apesar de toda dificuldade dos colonizadores, Blumenau também foi berço de um grande número de educandários. Já nas primeiras levas de colonos a chegar a colônia, aparece também o primeiro professor da cidade. 
No dia 3 de junho de 1852 desembarca Fernando Ostermann,
26 anos. Além da área central, duas tardes por semana ministrava aulas também à população ribeirinha. A educação dos colonos era uma das prioridades do fundador.
Em 1862, ficou pronta a casa d’escola, a primeira escola do município. O espaço foi criado pelo pastor Oswald Hesse na colina onde atualmente está a Igreja Evangélica-Luterana. Sua primeira turma de alunos contava com 38 integrantes. Dois anos mais tarde, fez-se mais uma escola, em separado, especialmente dedicada ao aprendizado das meninas. Foi erguida no local onde mais tarde foi instalada a agência dos Correios, na Alameda Rio Branco. Então, as duas eram as únicas escolas públicas na zona de colonização.
Porém, a escola conhecida como a nº1 de Blumenau se localiza na Itoupava Central. O nome (nº1) vem do fato da região ter sido dividida em lotes, nos quais eram construídos os prédios de interesse da comunidade. O número 1 foi destinado à escola, o 2 à igreja, o 3 ao cemitério e assim por diante.
A antiga escola Santo Antônio de 1877, atual Bom Jesus é a mais antiga em atividade
28 – Dr. Blumenau era maçom e fundou uma loja maçônica de Blumenau.
VerdadeA LOJA MAÇÔNICA “ZUR FRIEDENSPALME”K.PROBER:
Em 1870 (registros oficiais 1885), quando Blumenau era ainda uma pequena povoação, foi fundada uma loja maçônica e o seu fundador foi o Dr. Blumenau.
29 -  A Empresa de Transportes Coletivo Nossa Senhora da Glória iniciou suas atividades no bairro Garcia. 
       Foto: Everaldo Vedes
Verdade. A Empresa de transporte coletivo Nossa Senhora da Glória sito (foi)  como sede na Rua 2 de Setembro 3673, no Bairro Itoupava Norte, iniciou suas atividades no Bairro Garcia em Blumenau, em 15/07/1962, quando seus fundadores Srs. Luiz Sackl, Francisco Sackl Netto , Waldemar Sackl e Luiz Sackl Junior, mediante uma transação comercial com os proprietários da Empresa Ulrich, assumiram as linhas Garcia-Blumenau.
A partir de 1962, a família Sackel inicia suas atividades na Rua Amazonas nº 1857 com um micro, cinco ônibus, tendo como primeiro trajeto do Bairro Garcia e Glória, até o centro, no antigo colégio Luiz Delfino – depois Fórum, próximo a atual prefeitura. A empresa tinha como garagem e instalações em frente à subida do antigo Goth – Colégio Comendador Arno Zadrozny na Rua Amazonas nº 1857.Os primeiros motoristas e cobradores eram os próprios donos Luiz, Waldemar, Francisco, Adolfo Sackl, mas os primeiros contratados foram Carlos Soares (Calinho) e Ivo. O nome Glória surgiu de um encontro no restaurante do Sr. José Silvino na Rua da Glória, além da família Sackl, o Frei João e outros moradores da comunidade estavam presentes, e então foi sugerido o atual nome da empresa em homenagem a Igreja Nossa Senhora da Glória  que seria também uma espécie de padroeira.
30 - Na década de 1930 existiu um programa de rádio com noticiais nazistas e desfiles em apoio ao nazismo  pela cidade de Blumenau.
Verdade. Não era proibida a transmissão do programa do partido nazista, mesmo porque Brasil e Alemanha naquele tempo tinham excelentes relações diplomáticas. Também foram feitos vários desfiles em apoio ao Nazismo.
Mas em 18 de abril de 1938, com a decretação do “Estado Novo”, o presidente Getúlio Vargas proibiu aos estrangeiros atividades politicas no país. Por isso, o governo brasileiro tomou providências em relação ao programa em língua alemã da PRC4 Rádio Clube de Blumenau.
31 - Em 1970 cogitou-se mudar o nome do Bairro da Velha? 
Verdade. Houve um movimento para mudar o nome do bairro de Velha para Vera. Seria uma homenagem a então Miss Blumenau, SC e do Brasil Vera Fischer eleita em 1969.
32 - O Grande Garcia possui uma área de mais de 1/4 do território de Blumenau?
Verdade. Possui uma área total Urbana (27,60 Km²  mais a Rural uns 132 Km²) próximo 160 Km² mais de 1/4 do município de Blumenau. 
33 - O Ribeirão Garcia é o maior de Blumenau em volume e extensão de Blumenau?
Verdade: Possui mais ou menos 42 km de extensão conforme dados da literatura, 41,9 km conforme medidas pessoais do Biólogo e Ecólogo Lauro Eduardo Bacca. Mas pode ter um pouco mais, pois os mapas nunca conseguem detalhar todas as curvas e pequenos meandros do rio segundo o Ecólogo.
34 - O Bairro Progresso é o maior da cidade de Blumenau em área territorial?
Sim, e assim deveria ser explicado em sala de aula. Área Urbana 9,7 Km² + 132 Km² área rural = 141 Km². Mais de 1/5 do tamanho do território de Blumenau que é de 519,8 Km², e isso é fato e ponto final! 
35 - É verdade que os restos mortais de dr. Blumenau e família estão  no Mausoléu dr. Blumenau?
Sim. Mas em partes. Na Alemanha existe ainda o túmulo e evidentemente como era enterrado no barro, alguma coisa permaneceu por lá. Há os que garantem que foi um acordo, pois alemães valorizam e muita a história de dr. Blumenau. Se mantém sigilo por aqui para evitar especulações. 

Mausoléu dr. Blumenau, em Blumenau onde estão os restos mortais da família de dr. Blumenau desde 1974.
Cemitério Hauptfriedhof Braunschweig (em português Cemitério principal de Braunschweig) na Alemanha onde  Dr. Blumenau e família foram enterrados.
36 - Peter Wagner um dos pioneiros
Johann Peter Wagner. Filho de Georg Wagner e Anne Marie Kurz, pioneiros no Capim Volta - O Assentamento colonial de Peter Wagner, no Capim Volta deu-se em 1846, portanto precedeu o Dr. Blumenau na região. JOHANN PETER WAGNER, nascido a 24.5.1818 em Byrbach, Saarbrücken, Alemanha, e falecido a 23.11.1901 em Blumenau, o qual em companhia de seus pais, integrou, em 1829, a primeira leva dos pioneiros fundadores da colônia de São Pedro de Alcântara, a primeira colônia fundada por alemães em Santa Catarina. Wagner . Peter Wagner : proprietário do escravo Camillo de 40 anos de idade, adquirido por escritura pública em 1882.
Transcrição do texto da escritura : In Blau Cadernos tomo I nº 09 p. 162e 163. Em 28.9.1883 Peter Wagner deu a liberdade à sua escrava de nome Perpétua.
Pedro ( Peter) Wagner, em cuja casa habitavam: 05 pessoas do sexo masculino e 06 pessoas do sexo feminino. 02 com idades superiores a vinte anos; 04 com idades entre 10 e 20 anos; 04 com idades entre 01 e 10 anos; 01 com idade até um ano. Dois casados. 09 viúvos ou solteiros, todos os onze evangélicos. Teve por esposa, do primeiro, casamento Agnes Haendchen (1819-1862), esta também pertencente ao grupo pioneiro em São Pedro de Alcântara e na região do Capim Volta.
Capim Volta : Região assim denominada em virtude do Capim de Cheiro que ladeava, intensamente, ambas as margens da 􀂳estrada de terra que seguia de Blumenau à Gaspar. A antiga estrada, até o ano de 1954, não seguia em linha reta defronte ao atual Clube de Caça e Tiro Blumenauense, mas sim contornava aquele promontório, ou seja seccionava a atual rua São Bento, num ponto a meia distância entre o leito atual da via e o rio Itajaí Açu. Ao viajar-se em 1950 para Itajaí, podia-se observar, da estrada, as relativamente próximas instalações do Haras do Sr. Adolfo Schmalz, que posteriormente foram verdades pela filha Ainda Rabe- casada com o Dr. Afonso Rabe. Justamente lá
estabeleceu-se em 1846 o pioneiro Peter Wagner. Apesar da estrada, então, naquele ponto, conter uma grande e alongada curva ou seja uma volta o nome Capim Volta, não tem fulcro na dita curva. O Capim de Cheiro foi especialmente plantado, entre a valeta de escoamento das águas pluviais e o leito da rua, objetivando proteger, parcialmente, a depressão do canal do depósito que o macadame despejado para conservação da rua, inexoravelmente drenaria para a calha da valeta. Tratava de uma solução muito prática para conservar vias sem pavimentação que possuíssem grande movimento de veículos trafegando a velocidades razoáveis. 
Imagem - Comerciante e Cineasta Willy Sievert
37 - A Maternidade Johannastift e a Maternidade Elsbeth Koehler eram a mesma?
Mito, que prevalece até os dias atuais. Não eram a mesma e nem transferida O nome dessa onde foi o Cavalinho Branco, era M a t e r n i d a d e J o h a n n a s t i tf f - comunidade evangélica inaugurou no dia 30 de setembro de 1923, a Maternidade Johannastift, na Alameda Rio Branco, 165. encerrou as atividades em 1951. Edificada pelas senhoras evangélicas de Blumenau e administrada pela ordem das irmãs caritativas evangélicas. Ambas eram da SESB - filiada à Ordem Auxiliadora de Senhoras (OASE) e ainda os prédios as pertencem. Recebeu o nome de “Johannastift” em homenagem à senhora Johanna Hering que havia doado o terreno. A fundação da Maternidade Elsbeth Koehler deu-se a 16/9/1951, estabelecida na Rua Pastor Stutzer nº 319, uma rua transversal da Avenida Rio Branco a direita no final da rua. foi desde 27/4/1982 em definitiva transformada em Ancionato. 

Acervo de Adalberto Day/cientista social e pesquisador da história.
Colaboração de Carlos Braga Mueller/Jornalista e escritor. 

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