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quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

- Meu bairro querido

 
O Vale do Garcia
*Adalberto Day
Levarei saudades de ti, mas nunca te esquecerei, muito menos te abandonarei. O bairro que aprendi a AMAR e fui AMADO (e odiado? por 1/2 dúzia que me fortaleceram). As nossas casas todas com belas histórias, em particular na Rua Júlio Heiden, no Progresso por mais tempo ... a última ...veio as lagrimas, uma vida inteira. Adeus! Ficam as saudades, as fotos, as recordações os milhares de amigos.
Me senti incomodado e nos retiramos. Dia 08 setembro/1995 minha referência principal partiu e em 09 de março/2017 a luz que me iluminou que me deu vida, amor, carinho foi juntar-se a ele na vida divina e espiritual. 

Quanto ingênuo eu fui. Precisei chegar à terceira idade para saber que não conseguimos ser amigos de todos, embora me esforçasse para que assim fosse. Então cheguei a conclusão que esses desafetos nos fortalecem! 

Fatores diversos fizeram com que deixássemos este lugar tão encantador. Após viver aqui desde que nasci por anos, dos quais 23 anos e 2 meses e 1 dia  na Rua Almirante Saldanha da Gama - Glória, 8 anos, 2  meses 17 dias  na Rua Catarina Abreu Coelho - Progresso, 33 anos , 2 meses e 22 dias  na Rua Júlio Heiden - Progresso.

Nossa ex casa por mais de 33 anos na Rua Júlio,228 - Progresso
Minha História
Nasci no entroncamento entre os bairros Final do Garcia, início do Progresso e Glória, na antiga Praça Getúlio Vargas. Trabalhei em RH durante 25 anos nas empresas Garcia e Artex, fui professor (minha eterna gratidão aos alunos e comunidade), palestrante e expositor. Recebi Moção da Câmara Municipal de Blumenau pelos trabalhos comunitários e históricos, diversos títulos entre eles; O Guardião da História de Blumenau, O Cuidador da História de Blumenau, Personalidade de Santa Catarina, diversas Honra ao Mérito, e da Assembleia Legislativa de SC, uma menção honrosa pelos trabalhos prestados a comunidade e aos Gincaneiros, cargo de Ministro da Cultura do Reino do Garcia.
Todos meus queridos amigos se sintam inseridos!
Belas recordações da infância no Clube 12 e do Clube Amazonas, da Escola São José, da maravilha dos Natais em família - do São Nicolau, do bombeiro, meu amigo e querido pai. do tapume, das primas, das goiabeiras e pitangueiras, do pé de laranja, de lima, das pescarias e das peraltices. Da ponte Preta, do Kroba,  do Spitzkopf, das Minas de Prata. ...das brincadeiras, das festas do dia do trabalhador e das festas juninas das empresas Garcia e Artex, da cuca da Oma Ana, do tear ao barulho das lançadeiras...Tec...tec...tec...tec, da sirene para alertar a entrada dos colaboradores da E.I. Garcia, das pescarias, das piavas e carás, do churrasco das igrejas de todo bairro, do Cine Garcia, dos estabelecimentos comerciais, das entidades sociais e do jornal “O GARCIA”. Dos trabalhos comunitários, Salve Schwester Martha” O Anjo Branco”, nossa dedicada e voluntária freira que no século passado contribuiu ativamente de forma filantrópica e humanitária, para com a saúde física e espiritual da população deste Bairro. A Irmã Martha Elisabetha Kunzman, trabalhou no Garcia de 1936?/37 até 1961, 
Saudades da vila, das casas da comunidade, da troca de gibis, jogar bilboquê, Kilica (Bolinha de gude). pião no meio da rua, banhar-se em um ribeirão sem poluição, da Churrascaria do Zé Silvino, da Igreja Nossa Senhora da Glória, das freiras do Grupo escolar São José.
....do Recanto Refugio, e Silvestre, do Rancho do Wily, dos rádios vendidos pelo senhor “Russo” David Hiebert.
Para os moradores, era o local da “Gente do Garcia”. (nome Garcia devido a famílias vindas do Rio Garcia da cidade de Camboriú em 1846, hoje Rio Camboriú).
Como portal de entrada do distrito e de acesso a toda região do Vale do Garcia, a Rua Amazonas, com mais de 5 km é sua principal avenida - detém hoje um vasto e variado comércio e indústrias. Foi conhecido primeiro por estrada geral do Garcia até 1919 e depois a ser a Rua Amazonas dos nossos dias correntes. Devido a esses fatores é comparada a um município.
O Vale do Garcia, possui uma característica de um grande condomínio, talvez por isso ser tão charmoso, encantador e cheio de belas histórias. Foi local a possuir a primeira comunidade organizada em Blumenau, desde 1846, anterior a fundação da cidade. Sempre quem chega ao local, seja por qualquer motivo, se faz necessário seu retorno devido o acesso ser praticamente inexistente para outras localidades . E é essa diferenciação com outros bairros, que representa tanto para a nossa comunidade.
Nele morou Fritz Muller naturalista amigo de Darwin, Sr. Heinrich Krohberger primeiro Eng. de Dr. Blumenau, José Henrique Flores Filho o primeiro (considerado) prefeito de Blumenau, foi o primeiro superintendente municipal de Blumenau 10/01/1883 a 07/01/1887, também residiu por aqui, e assim tantas autoridades e cidadãos importantes.
O Vale do Garcia foi pioneiro na Indústria Têxtil, na Radiodifusão, na corporação de Bombeiros, na Energia Elétrica, na confecção de casas populares, no time de futebol, primeiro e oficial estádio. Segundo o ecólogo Lauro Eduardo Bacca, o Vale do Garcia possui uma área total Urbana (27,60 Km² mais a Rural uns 132 Km²) próximo 160Km² mais de 1/5 do município.
- O Bairro Garcia
Recebeu esta denominação oficial através da lei nº 717, de 28 de abril de 1956, pelo Prefeito Frederico Guilherme Busch Jr.. Até 1956 toda região do Grande Garcia era somente um bairro.
 
História:
Grande Garcia
Depois dividiu-se em mais cinco bairros:
- O Bairro Vila Formosa  O caminho paralelo à margem esquerda do ribeirão Garcia já constava no mapa da colônia Blumenau de 1864, existindo também a demarcação de alguns lotes coloniais. Este caminho atualmente é conhecido por Rua Hermann Huscher. Esta denominação foi dada em homenagem a um grande proprietário de terras no Bairro Vila Formosa, que inaugurou um curtume no dia 7 de janeiro de 1898.
- O Bairro Progresso .O nome Progresso originou-se após as implantações das empresas; Industrial Garcia e Artex – os moradores “diziam quando eram indagados onde residiam, que moravam onde o Progresso estava chegando” referindo-se as industrias. A Rua Progresso tem essa denominação desde 28 de agosto de 1952 – Decreto Lei nº 364 conforme artigo 2º. Antes era conhecido como Alto Garcia ou Garcia Alto e distrito do Jordão. E quem morava onde hoje é a Rua Rui Barbosa dizia que morava no “Krohberger ” ou Krohbergerbach “bach ribeirão”, ou ainda somente “Kroba”, devido a primeira família a morar na região Sr. Heinrich Krohberger, que chegou por aqui por volta de 1858 e falecido em 22 de abril de 1914 que possuía uma grande propriedade era engenheiro, agrimensor prestou serviço em vários governos inclusive com Dr. Blumenau, projetou as primeiras e maiores obras de vulto do município , entre os principais estão a construção das pontes do Garcia e do Salto, igrejas católicas e evangélicas. Obs: o bairro #Progresso é o maior da cidade de #Blumenau com 9,7 Km² área Urbana + 132 Km² área Rural = + de 141 Km² que significa + de 1/5 do território de Blumenau que possui 519,2 Km². E mais o maior ribeirão o Garcia com mais de 41 Km de extensão e isso não nos ensinam nas escolas. 
- O Bairro Glória foi oficialmente criado através da lei nº 03, de 04 de fevereiro de 1938, Pelo prefeito José Ferreira da Silva, o bairro foi oficializado pelo Prefeito Frederico Guilherme Busch Jr. Através da lei nº 717, de 28 de abril de 1956. .O nome Glória foi colocado em homenagem a um antigo clube musical chamado Glória que existia desde 1920, antes era conhecido com o nome de Specktiefe (palavra de origem alemã que quer dizer caminho lamacento ou gorduroso, lama vermelha).
- O Bairro Valparaiso deve-se o nome ao Loteamento conjunto Valparaiso dado em homenagem a uma cidade chilena. Antônio Zendron havia comprado o lote de João Gebin, em 1920, onde no local havia uma plantação de abacaxi na vertente da direita e mandioca na vertente da esquerda do ribeirão. Com o desmembramento o caminho da roça se tornou a Rua Antônio Zendron, que recebeu a denominação oficial em 28 de agosto de 1952. O bairro ainda é mais conhecido como ZENDRON do que por Valparaiso.
- O Bairro Ribeirão Fresco  No mapa de 1864 já constava o nome de Ribeirão Fresco, antes conhecido como Kuhler Grund – solo Fresco, denominação usada pelos primeiros imigrantes. Observação: o bairro preferiu não participar do Distrito do Garcia, mas é parte integrante do Grande Garcia.
Observação todos os seis bairros foram criados através da lei nº 717 de 28 de abril de 1956, na administração do Prefeito Guilherme Frederico Busch.Jr.
Hoje com o coração partido, contra minha vontade (me senti incomodado e me retirei), mas necessário, nos mudamos para um novo e belo bairro – Vila Nova, no dia 23 de novembro/2017.Entregamos nossa bela Casa ao novo morador no dia 25 de novembro/2017.
Local onde viemos morar e com muita mais paz e harmonia 
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Mas nem eu mesmo acredito ou entendo, porém como disse o amigo Publicitário Zé Geraldo Pfau: "você se tornou um cidadão da cidade"
http://goo.gl/SurDQ9
Fonte: Acervo particular da Família de Dalva e Adalberto Day
*Adalberto Day cientista social e pesquisador da história. 

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

- Papagaio (a) Chica

CHICA
Oi,Chica! 
A história de nosso personagem começa dia 03 de janeiro de 1999, quando o amigo Lauro Werner nos traz de presente um Papagaio (a) chamada “CHICA”. Não estávamos em casa (eu e minha esposa)  nossa filha recebeu por nós.
O presente foi pela nossa amizade e pelo nosso envolvimento em resolver o problema com o som na Associação Artex  após as 22 horas nos finais de semana, que perturbava por demais nossa comunidade ordeira e trabalhadeira.
Com a ajuda de amigos como Júlio Pitz, Álvaro Luiz dos Santos, Promotor Cezar João Cim, Gilson F. Casas, Associação de Moradores Metajuha -Associação de Moradores das Ruas Emilio Tallmann, Júlio Heiden e Arredores da Associação Artex, então presidente Nivaldo Martins Vieira, Hilário Boos In memorian) e mais presidente da Associação Artex, direção da Coteminas, resolvemos a situação.

Quanto ao Papagaio (a) (nunca tivemos certeza do sexo), veio do Mato Grosso em 26 de setembro de 1996 totalmente depenado, portanto recém nascido, por isso concluímos que tenha nascido em final de julho inicio de agosto de 1996. Nesta data também foi registrado.
Depois de alguns anos recebeu uma nova e mais espaçosa gaiola. Cuidamos muito da Chica durante estes anos que ficou conosco. Era a alegria da criançada e de quem nos visitava. Chegou por aqui falando algumas palavras entre elas: Paco, Chica, Atirei o Pau no Gato e assoviava muito. Durante pouco tempo acrescentou novas palavras e esqueceu Paco. As novas palavras foram: OI, Vem cá vem, Tossir, latir, dar gargalhadas, miar, chamar Beto, Dalva, assoviar o carinhoso, olha que coisa mais gostosa ....Oi Chica, chorava quando apagávamos as luzes.
Sua gaiola ficava sempre aberta, porém não saia de jeito nenhum. Quando eu forçava a saída, logo retornava a seu cantinho que fez dele seu domínio marcando território. Claro que o correto de seu espaço nem chegou a conhecer devido ter sido ”arrancada” provavelmente do ninho de seu habitat natural. Mas quero ressaltar que não compactuo com este tipo de atitude, e quando recebi o meu amigo explicou que ficou com pena que a ave fragilizada viesse a morrer e comprou.
Alguns diziam que não era um papagaio verdadeiro, pois não chamava palavrões, jamais ensinamos.
Era muita “braba (o)” com outras pessoas, comigo era mais simpático (a) e ao meio dia me chamava; “Betooooo” sinal que tinha que levar alguma comida.
Quando o ecólogo Lauro Bacca vinha me visitar eu o (a) escondia em um pequeno lavabo , rs rs rs.
Comia de tudo, sementes como abóbora girassol, amendoins, milho, frutas, e várias comidas caseiras como pão, macarrão, batatas. Adorava atrapalhar algumas entrevistas que concedíamos aos órgãos radiofônicos ou televisionados.
A cada mudança da plumagem guardávamos suas belas penas que eram transformadas em brincos que correram o mundo.
Em suas cores predominavam o verde e amarelo, mas tinha também plumagem azul e  vermelho.
Kiko
Chica tinha um amiguinho para compartilhar suas “bagunças” era uma Calopsita chamado Kiko que também arrastava umas palavras e assoviava muito. Sua gaiola permanecia sempre aberta. Durante o dia dava uma voltas pela gaiola e uma vez por dia vinha me visitar ao lado de nosso computador, sempre andando pelo chão.
CHICA foi embora após estar conosco 18 anos 09 meses e 20 dias ... Saudades! E vejam reencontrou seu irmão Louro e estão se dando muito bem.
Arquivo e texto de Adalberto Day

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