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quinta-feira, 4 de junho de 2020

- Toca da Onça

Toca da Onça 
Várias versões.

A rua Henrique Reif era conhecida como Toca da Onça. Segundo relato de antigos moradores, conta-se que por volta de 1953, Alfredo Kath, Eugênio Klein, Ernesto Schoenau e David Bolch saíram, num domingo, para caçar uma fera que estava matando os animais domésticos e, somente na segunda-feira, os cachorros encontraram a toca da onça, onde por volta das 4 horas da tarde, conseguiram matar a onça no morro do abacaxi. O animal foi levado em seguida para o G. E.  Olímpico onde foi rematado o couro.
Antes Bairro Fortaleza, atualmente chamado de bairro Nova Esperança.
Em Blumenau há uma localidade conhecida por Toca da Onça logo após ao
anteriormente existente paredão de pedras na curva à margem esquerda do Itajaí Açu, defronte ao bairro Boa Vista, (Morro da Banana-antigas terras de Carl Rischbieter- o cervejeiro) o qual nos primórdios, antes de desbastado, quando descia abrupto até a beira do rio, obstava a comunicação por terra - não sendo via carroçável, nem mesmo permitindo a passagem de bestas - entre a Itoupava Norte e a Ponta Aguda. Recebeu, a dita pedreira, o nome de Fortaleza topônimo que com o passar dos anos foi transferido, qual metástase, para a região significativamente mais ao norte e que atualmente designa, impropriamente, a nova região por Bairro da Fortaleza. Portanto o dito local Toca da Onça, situava-se pouco a montante da antiga Fortaleza (como já dito, na atualidade designam local muito a jusante) , ou seja nas redondezas da localização da fábrica da coca-cola e 2º distrito policial. Entretanto o topônimo Toca da Onça é há longa data empregado e, malgrado nossas pesquisas, não conseguimos descobrir, com precisão, sua origem e talvez alguém ainda possa esclarecer a razão desta denominação. Sem embargo, e considerando que não se conseguiu localizar a transcrição, tentaremos passar, de memória, um antigo caso de caçada à onça que parece consta de alguma das muitas e interessantes reportagens de autoria do Sr. Harry Zuege. Constaria que, no distante passado, o colono Sr. Spernau vinha percebendo, seguidamente, o desaparecimento de galinhas no seu curral. Teria resolvido acabar com o bichano e para tanto armou-se de espingarda supondo que o causador fosse um gato do mato, ou no máximo, uma jaguatirica, tendo antes preparado artifícios que denunciassem a presença de animal no galinheiro e, pela madrugada, percebeu os sinais denunciadores da presença estranha no local.
Desacompanhado, dirigiu-se ao rancho e deu com uma enorme onça (esses felinos costumam pesar mais de cem quilos) na sua frente e, afobado, disparou a arma, mesmo que não provida de tiro suficientemente potente. A onça ferida fugiu, entretanto, dia seguinte teriam conseguido localizá-la com cachorros e dado cabo do animal. Na história o que mais chamou a atenção foram as localizações. Ora, pela descrição o local da casa de Spernau deveria ser nas imediações da atual rua Mal. Rondon, na Itoupava Norte, entretanto por volta de 1975, havia um Sr. Spernau, nome aliás pouco comum, que residia no exato prédio que presentemente (1995) abriga o 2º distrito policial, bem no início da dita Toca da Onça. E como esse Sr. Spernau, na época em que lemos o artigo indagamos relativamente a precessão de seus antepassados como residentes na Toca da Onça, informando-o do motivo de nossa curiosidade, entretanto, o indagado informou-nos desconhecer a historia, dizendo ainda que seus pais o precederam residindo naquele lugar, deixando-nos em dúvida para liquidar de vez a charada . Teria essa onça uma enorme legítima pintada fêmea de 90 kg, medindo dois metros e meio da cabeça à ponta da cauda, foi morta, por dez homens que deflagraram mais de 25 tiros, exatamente naquele local (Toca da Onça) e a acreditaram como fugida de algum circo. lhe deram um tiro com uma espingardinha 32 que a pôs tonta - chumbaram-na com os pica-paus, e foi necessário aplicar-lhe o tiro de misericórdia. A partir de então o topônimo vingou e passou a ser empregada a expressão Toca da Onça para denominar aquela localidade.
Texto Niels Deeke
Vejam o Vídeo da TV NSC
Leiam:

domingo, 5 de abril de 2020

- Curiosidades sobre o Amazonas

Bandeira do Amazonas de 1920 e 1952
1) O clube Alvi Celeste - ou anilado como era conhecido o Amazonas, fundado (oficialmente em 19 de setembro de 1919) por empregados da Empresa Industrial Garcia, já praticavam o futebol desde o início do século 20 (1909), era o time proletário do bairro Garcia.
23 BI - Traves do Amazonas estão ali desde 1974
Teve como primeiro estádio por alguns meses, onde hoje é o 23 BI (as traves quando do encerramento do Clube, foi para o Batalhão). Depois se transferiu para as proximidades da Rua Ipiranga (conhecida como Rua Mirador), por quase cinco anos, posteriormente por alguns meses, na rua Progresso próximo a Artex, onde existiu Bar do Barth e depois Bar e Comércio conhecido como Bar do Iko.
E, finalmente, em 1926, mudou-se para o definitivo local, próximo a Empresa Garcia, até ser aterrado pela Artex, em 1974. O último jogo no estádio foi dia 26 de maio de 1974. Amazonas 3x1 Tupi.
O nome da praça de esportes Amazonense, se chamava Estádio da Empresa Industrial Garcia, o mais belo de Santa Catarina até então.
O Clube era conhecido como o Time Anilado do Garcia ou Alvi Anil e  Alviceleste.
2) Conta a história que a camisa tinha as cores azul anil e branca. Como (se "comprava" ou adquiria-se) no máximo 2 uniformes por ano, confeccionados na Cia. Hering, e tecido algodão, quando lavadas, até a metade do ano Alvi Anil, depois no segundo semestre, era chamado de Alviceleste, devido desbotar.
3) Durante a segunda guerra, todos os clubes do Brasil que tinham nome de estados, cidades, ou alguma semelhança com o nazismo e fascismo tiveram que mudar de nome, e o Amazonas durante um período, chamou-se Aimoré. Depois, a partir de 02 de junho de 1952, passou a denominar-se tão somente Amazona Esporte Clube O cartório não aceitava mais Amazonas), retirando-se a letra (S) Pouca gente sabe disso, pois na realidade continuou até o seu fim definitivo, em janeiro de 1975, com o nome original.
 4) Por Volta de 1957, o time aspirante do Amazonas, se preparando para mais um jogo do campeonato, fica postado junto ao gramado e diante de sua torcida para uma famosa foto.
Foto batida no estádio do Amazonas no Bairro Garcia: da (E) para (D) em pé : Nino, (Bidico o menino), Amálio de Souza,, Lino Cestari e Célio, Chimbica e Massagista Valmor T. Victorino.
Agachados: Diretor Sylvio de Oliveira, Hércilio Machado, Curuca, João Massaneiro, Boião e Nelinho Reinert.
O time devidamente perfilado, eis que um jogador que não aparece na foto. O jogador conhecido como Costinha, correu ao banheiro após uma “diarreia”. Notem na foto que o local está vago e aos fundos aproveitando a deixa, aparece o menino Bidico.
5) A história registra (jornais da época) grandes goleadas aplicadas durante os anos de 1919 a 1944, vejam alguns resultados : 6x1 no Caxias de Joinville, 7x3 no Brusquense (Carlos Renaux, 9x0 no Paysandu, 5x1 no Marcílio Dias, chegando na ocasião a desafiar a Seleção Catarinense e derrotando-a pelo escore de 4x2.
aplicou pesadíssimas goleadas em adversários de categoria, como ocorreu em 18 de dezembro de 1938. Na tarde daquele dia, no seu belo estádio formando o onze anilado com Henrique; José Pera; Chiquito; Ada; Bóia; e Wehmuth; Alfredinho; Nena Poli; Leopoldo Cirilo; Olimpio e Seiler, o Amazonas aplicou uma terrível goleada no Brasil (Palmeiras-BEC) 9 x 1 foi o placar com gols de Bóia 2, Alfredinho 2, Nena Poli 2, Leopoldo Cirilo, Olimpio e Seiler 1 cada. Também nesse ano aconteceu a maior goleada imposta pelo Amazonas ao Blumenauense (Olímpico) 6 x 2 foi o placar.
6) Em 1939, o Grêmio Esportivo Olímpico promoveu um torneio no dia 09 e 10 de abril para a inauguração de seu estádio. O Amazonas sagrou-se campeão do 1º torneio disputado neste estádio.
- Em 1958 o Amazonas vence com facilidade a liga de amador, o placar mais elástico foi 11x0 no Floresta de Pomerode com quatro gols de Filipinho e vence também o torneio inicio no estádio da baixada.
- No dia 1º de setembro de 1961, o Amazonas perde por 1x0 na prorrogação para o Olímpico, com o estádio lotado a torcida Amazonense divide as arquibancadas com o rival. O Amazonas jogava melhor mais sofre o gol e perde o título, o empate daria o título ao clube Alviceleste.
Com o gol de Oriô, morre ao lado, onde estávamos na arquibancada, um torcedor fanático do Olímpico, (meu pai e eu estávamos presentes).
- Em 1962 o Amazonas é campeão na baixada (Estádio do Olímpico) do torneio inicio da LBF.
7) "Dizem os mais idosos, que jogou por aqui algumas partidas, o jogador Patesko, jogador do Botafogo do R.J., que também jogou na Seleção Brasileira”.
Como esquecer os gols de bicicleta do Filipinho, e aquele gol de calcanhar que o Dico fez contra o Palmeiras, as arrancadas fulminantes do Meyer, que quase sempre se transformava em gols, o Célinho, Dulfes artilheiros natos, Nilson (Bigo – maior artilheiro da história do clube) era zagueiro, fazia tantos gols que foi jogar de centro avante assim como tantos outros artilheiros que passaram pelo Amazonas.
8) Da vida futebolística Amazonense, alguns momentos ainda a registrar; em 23 de julho de 1939, o torneio que o Brasil (Palmeiras-Bec) realizou para comemorar o 20º aniversário de fundação, o Amazonas teve o prazer de ganhar o 50º troféu de sua existência até aquele momento, vencendo o torneio.
9) Certa vez por volta de 1957, após uma vitória de 2x1 sobre o seu arquirrival do bairro, o já extinto time do Progresso, os jogadores do Amazonas vieram a pé do campo do Progresso (hoje Canto do Rio), cantando a seguinte marchinha :
Passa pra lá; Passa pra cá;
 Arreda do caminho que o Amazonas quer passar; 
Nosso goleiro é um destemido; Os nossos beques de real valor; 
Alfaria vai chutando pra frente; 
E a nossa linha vai marcando gol.
Conta o Sr. Mauro Malheiros, do tempo em que atuava pelo Amazonas.
10) Já nos últimos dias de Amazonas 1974, quando da fusão com a Associação Artex, em um jogo decisivo do campeonato do Sesi, o Amazonas/Associação Artex venceu o Moveis Cimo de Rio Negrinho no Estádio do Guarani da Itoupava Norte e se tornou campeão Estadual Sesiano.
Neste jogo tudo previamente combinado, Wilson Siegel (Nene) atleta, e Adalberto Beto Day, levam a bola do jogo como recordação. Após o término do jogo, o juiz põe a bola em baixo de seu braço, e Siegel vai por trás, e com um leve toque consegue tomar posse da bola e jogá-la por cima do alambrado para mim que a levo direto ao ônibus. Essa bola (marca Drible)  foi a festa no campinho “12” onde jogávamos aos sábados a tarde  e aos domingos pela manhã.
11) O último jogo do Amazonas em seu magnifico estádio foi dia 26 de maio de 1974, Amazonas 3x1 Tupi, com 2 gols de Nilson Siegel (Bigo) e 1 de Tarcisio. Neste dia derradeiro, histórico e triste, a equipe que atuou pela última vez em seu estádio foram: Os últimos jogadores a pisar o gramado do majestoso estádio da Empresa Industrial Garcia, foram: Gaspar, Girão, Eloi, Luiz Pereira o Nena, e Adir, Nelsinho e Cavaco, Werninha (depois Poroca), Nilson (Bigo), Tarcisio e Ademir.
12A última conquista do Amazonas
A conquista derradeira com o nome de Amazonas foi em 1974, na Taça Governador Colombo Machado Salles, também disputado pelo União, Marcilio Dias, Carlos Renaux, Tupi e Humaitá. A campanha do Amazonas, que treinava na atual associação Artex, antigo pasto do Sr. Bernardo Rulenski, se desenvolveu em maus e bons momentos, culminando com a conquista a 14 de julho 1974, ao vencer o Humaitá, por 5x1 no estádio do Palmeiras. Só o avante Nilson (Bigo) fez quatro gols, que serviu para compensar a tristeza pela perda do seu estádio, o outro foi de Tigi (José Egidio de Borba).
Neste jogo derradeiro o Amazonas formou com Gaspar, Girão,Luiz Pereira (Nena), Vilmar e Assunção, Cavaco e Nelsinho, Werninha, Nilson (Bigo) Tarcisio torres e Ademir. Também atuaram Deusdith, Eloi, Adir, e Tigi.
Para saber a história leiam:
Texto e fotos Adalberto Day Cientista social e pesquisador da história.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

- Ponte 25 de Julho

  

Ponte 25 de Julho 
Como o fim da (Alameda Duque de Caxias) , tem a Rua  (mais conhecida como Palmeiras), o seu término na ponte sobre o ribeirão Fresco, (Pastor Brücke - Ponte do Pastor- atual Ponte 25 de Julho´ inaugurada em 25.7.1937 pelo prefeito Alberto Stein. Ponte sobre o ribeirão Fresco. No passado conhecida por Pastor Brücke´, isto é, a Ponte do Pastor´, pois logo adiante situava-se a casa do pastor evangélico) ponto em que a via passa a chamar-se rua Amazonas a partir de 1919.
Esta ponte, cuja construção foi símbolo do desenvolvimento para a época em que foi construída, recebeu esta denominação no ato de sua inauguração, em 25 de julho de 1937, pelo então Prefeito Alberto Stein. Porém, a homenagem somente passou a vigorar oficialmente por meio da Lei Municipal 8.492/2017, proposta por iniciativa da Fundação Cultural e sancionada pelo prefeito Napoleão Bernardes. A homenagem objetivou manter o registro histórico desta obra, batizada em referencia ao Dia da Imigração Alemã no Brasil. Atualmente, de sua estrutura original, resta firme somente sua cabeceira direita, como resquício da história, junto a uma das áreas mais urbanizadas de Blumenau.
Administração 2013/2020
Projeto “Resgatando Nossa História!”                                               
Blumenau, outubro de 2017   
Fotos e texto Adalberto Day.                   

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

- Noite Feliz

Recebi do meu amigo José Geraldo Reis Pfau que recebeu de seu irmão Luiz Henrique Reis Pfau. Uma  história que envolve Blumenau.
Presépio que passou de gerações em gerações e desde 1976 está conosco (Dalva e Adalberto Day)

Olha que interessante este episódio da tradução da música Noite Feliz.

Se for verdade pode dar uma bela história.
Leia até o final da história da criação da música o comentário sobre a tradução para o português.

OBERNDORF, pequena aldeia austríaca à beira do rio Salzbach, região de Salzburg, véspera do Natal de 1818.
O padre Joseph Mohr estava desesperado porque o órgão da capela havia quebrado. A cantata de Natal seria um fiasco. Logo no primeiro Natal naquela paróquia. Pediu orientação a Deus e se lembrou que dois anos antes havia escrito um poema simples, também na véspera de Natal, após uma caminhada pelos bosques das montanhas da região. 
Encontrou o manuscrito do poema em uma gaveta da sacristia. Correu para a casa de um professor e músico humilde, chamado Franz Gruber e lhe perguntou se poderia musicar sua letra para que todos a pudessem cantar logo mais à noite, na missa do Galo.
Franz olhou e disse que sim, porque a letra era simples e permitiria uma melodia fácil. Mas teria de ser tocada no violão porque não haveria tempo para algo mais elaborado. Não era um problema porque não havia órgão disponível.
O padre Mohr agradeceu e correu de volta para terminar de organizar os detalhes da missa.
À noite, Franz Gruber chegou na capela com o violão e reuniu o coral para ensinar o hino improvisado. Que música era, afinal?
Stille Nacht (noite silenciosa, no original alemão) traduzida para o português como Noite Feliz.
Naquela noite de Natal de 1818, os participantes da missa da capela de Oberndorf cantaram maravilhados aquele hino tão singelo e profundo que viria a se tornar a canção natalina mais conhecida do mundo, sendo hoje cantada em mais de 50 idiomas.

Blumenau - Coral Mil Vozes

Como ela se espalhou?

Semanas depois, o técnico que veio consertar o órgão ouviu a história e pediu para tocar a música.
Ficou impressionado com a riqueza melódica da composição que decidiu difundi-la por todas as igrejas por onde passava, até que chegou aos ouvidos do rei Friedrich Wilhelm IV da Prússia, a Nova Iorque em 1838 e difundida de forma ativa também pela emigração alemã que era corrente naquela época.
Esta é a história do hino natalino Noite Feliz. O que começou como um momento de pânico e perspectiva de um fiasco, terminou como um eterno presente de Natal para toda a Humanidade em forma de música. 
Feliz Natal a todos.

Lojas HM - Natal Hermes Macedo em Blumenau década de 1970.
A versão brasileira foi escrita por um padre franciscano alemão frei Pedro Sinzig por volta de 1912.
O curioso e que nesta mesma época este mesmo frade trabalhou em Blumenau e foi professor do Colégio Santo Antônio hoje Bom Jesus.
Então há grandes chances desta letra em português ter sido pelo menos pensada, aqui em Blumenau.

Clique e ouça a musica: Música Noite Feliz

Luiz Henrique Reis Pfau/José Geraldo Reis Pfau
Fotos Adalberto Day/José Geraldo Pfau (Zé Pfau)

terça-feira, 5 de novembro de 2019

- E.I. Garcia. 1001 utilidades.

"1001" Utilidades.
A empresa pioneira no ramo têxtil de Blumenau.
Fazia de tudo, pioneira em quase tudo. Trouxe o Progresso para todo Grande Garcia e Blumenau.
Acervo: antigamente em Blumenau 
 
Mesma foto que possuo original - e notem ainda não existia a Artex a esquerda.

Transcrição com correção ortográfica:
Empresa Industrial Garcia – Blumenau Santa Catarina
Escritório e Fábrica: GARCIA
End. Telegrama: GARCIA
Caixa Postal N.22
Fiação, Tecelagem, Serraria, Marcenaria, Fundição e Oficinas Mecânicas
Assadeiras de Ferro fundido, Arados reversíveis EIG, Buzinas para carros, Bancos para Jardins, Chapas para fogão com quadro e de qualquer modelo e com radiador para instalação de água quente e fria, Cruzes de ferro para tumulo, Forjas quadradas, Moendas de cana (diversos tipos),  Maquinas para ferragem, grandes e pequenos Moinhos de fubá, adaptáveis ao descasques de café, Marquesas para vitrines, Pesos para balanças, Panelas de ferro, Rodízios para cama, Bombas centrifugas e outras quaisquer maquinas.
Sinos de bronze, de qualidade insuperável – Polimento durável
PEÇAM ORÇAMENTOS
Fundição da E.I.Garcia em 1944

Aspectos Históricos   
                 Em 1860, com a chegada do imigrante alemão Johann Heinrich Grevsmuhl nascido em (12 de novembro de 1804 – provavelmente falecido nos primeiros meses de 1883, abordo de um navio que o conduzia para tratamento de saúde na Alemanha), o Vale do Garcia tomava novo impulso.
Não satisfeito com os trabalhos agrícolas, passara a explorar a madeira da região, constituindo uma serraria, e com o represamento do Ribeirão Garcia, pode instalar uma atafona movida a força da roda d' água, (energia elétrica veio em definitivo para o bairro somente  por volta de 1914) que ficava próximo as duas Empresas Garcia e Artex.
            Os compensadores progressos do empreendimento levaram-no a associar-se com dois vizinhos, que conheciam a técnica da tecelagem, para a organização de uma fábrica. Nascia naquela região, a semente da indústria têxtil por volta de 1868, solidificando-se mais tarde com o nome de Empresa Industrial Garcia.
Em decorrência desta atividade têxtil, a região passaria por uma série de transformações, sendo uma delas o surgimento do lavrador-operário. A divisão da propriedade e o esgotamento das mesmas, provocadas pela falta de espaço para a “Rotação das Terras, dificultavam a opção do plantio, que não dependia exclusivamente do agricultor”.
            Outro aspecto que merece destaque é o fato do imigrante alemão ao chegar à nova terra, trazer na sua bagagem cultural, usos e costumes de seu país de origem.
           
            Dentro desta visão, o constante processo de desenvolvimento econômico, e consequentemente populacional, começa a abranger o Garcia. A industrialização abria espaços para novos empregos e muitos migrantes vindos de outras cidades buscam o "ELDORADO" de uma vida melhor. O espaço ocupado por estas pessoas: urbano e rural; providos ou não de recursos; e o próprio descaso dos órgãos municipais aos longos dos anos, passava a gerar problemas sociais devido à falta de infraestrutura da cidade para acompanhar o desenvolvimento crescente das últimas décadas.

A Pioneira
A primeira indústria que se instalou no bairro e mais antiga de Blumenau, foi a Ex-Empresa Industrial Garcia em 1868, na Rua Amazonas nº 4906 - fundada por Johann Heinrich Grevsmuhl (que possuía em suas terras que depois foram vendidas para Garcia e Artex, uma roça de aipim com um moinho para fubá e engenho de serra) August Sandner, Johann Gauche,( Confirmado no Documentário da CIA. Hering por ocasião de seu centenário  em 1980) associaram-se com um tecelão, conhecido como Lipmann (já possuía teares desde 1865) que ajudou a montar alguns teares e deram impulso na primeira indústria têxtil de Blumenau, com o nome de “Johann Henirich Grevsmuhl & Cia.” Este era o nome da pequenina tecelagem -. A partir de então, a tecelagem passa às mãos de Gustav Hermann Roeder hábil tecelão ajudou a montar a empresa, mas ficou somente até 1878 quando retornou para Alemanha.
. Em 1883 passou a denominar-se “Tecelagem de Tecidos Roeder”,. Em  1906 “Probst & Sachtleben”.

Em 1913 a Empresa foi transformada em Sociedade Anônima, adotando a denominação “Empresa Industrial Garcia  & Probst”. Fabrica de Fiação e Tecelagem – Tinturaria – Fundição – Serraria – Olaria - -Oficina Mecânica – Marcenaria - Ferraria.
A empresa colocou o nome de Garcia em homenagem a primeira família a residir no bairro conhecido como gente do Garcia. A ex E.I.Garcia já foi também conhecida  pela fabricação de maquinário agrícola e de sinos para Igrejas. Otto Huber técnico austríaco trouxe idéias não só para a tecelagem, mas também foi responsável pela implantação do prédio com três pavimentos.

Em janeiro de 1918  verificou-se a nova alteração no nome da firma  com a retirada do seu maior acionista JÚLIO PROBST. Na constituição da nova sociedade, verificou-se a entrada de capitais de Curitiba Grupo Hauer (permanecendo até o final da Empresa), passando definitivamente a denominar-se “Empresa Industrial Garcia S/A”.
 Em 15 de fevereiro 1974, a E.I.Garcia, incorporou-se a Fábrica de Artefatos Têxteis  - Artex. A incorporação teve cunho político através do governo federal, que investia nas duas empresas, a Artex dirigida pela família Zadrozny e a Garcia controlada por dirigentes do Estado do Paraná, grupo Hauer, que controlava a empresa que pertencia a um grupo canadense. O processo de incorporação teve início no dia 15 de fevereiro de 1973.
Empresa centenária em 1968

Texto Adalberto Day e com colaboração de José Geraldo Reis Pfau.

terça-feira, 1 de outubro de 2019

- A História do Rio Itajaí-Açu

A história do Rio Itajaí-Açu

 A maior bacia hidrográfica de Santa Catarina
O nome "Itajaí-Açu" é de origem tupi e foi adotado pelos índios que ocuparam a Praia de Cabeçudas, no município de Itajaí, estando ligado à formação de pedra conhecida atualmente como Bico do Papagaio. Na sua forma original, esta formação assemelhava-se à cabeça de uma ave, o jaó. Por este motivo, a palavra Itajaí-Açú significa: ita = pedra; jaí = o pássaro, a ave; açu = grande . Ou seja: rio grande do jaó de pedra.
Alternativamente, o nome "Itajaí-Açu" pode significar "grande rio repleto de pedras", através da junção dos termos tupis itá ("pedra"), îá ("repleção"), 'y("rio") e gûasu (" grande").[1]
São 53 municípios do Vale do Itajaí, Norte e Grande Florianópolis
Da rocha de onde brota em três nascentes de água cristalina, descendo em corredeira para se encontrar com outros rios e ribeirões e encorpando-se até formar um gigante, o rio Itajaí-Açu desperta nas pessoas encanto e medo. 

Em toda a sua longa e sinuosa caminhada, o rio carrega muitas histórias. Histórias de gente que veio navegando em barco improvisado de muito longe e, há muito tempo, para desbravar e povoar o Vale do Itajaí, numa mistura de povos, hábitos e costumes que influenciaram a formação de uma identidade cultural própria. 

História de gente que nasceu à beira do rio, banhou-se em suas águas, constituiu família e de perto do majestoso nunca arredou pé. Gente que viu o Itajaí-Açu se transformar e transformar a paisagem do Vale. Gente que viu o rio ser manchado de tinta, carregar lixo doméstico, engolir suas próprias margens, arrancar árvores, invadir lavouras, ruas, casas, indústrias e comércios. Gente que viu o Itajaí-Açu interromper vidas e sonhos. 

Gente que ergueu prósperos empreendimentos às margens do rio ou simplesmente usou das suas águas para fertilizar o solo. Hoje, são cerca de 1 milhão de pessoas (20% da população catarinense) vivendo na maior bacia hidrográfica de Santa Catarina, com 15 mil km². Mas, afinal, qual o limite dessa bacia? A pergunta é oportuna, pois o mundo também discute, com mais ênfase, soluções para a escassez de água, que ocorre em algumas regiões do Planeta e agora no Sudeste do Brasil. 

O Jornal Metas mergulhou na Bacia do Itajaí e dela emergiu com bons exemplos, projetos e avanços tecnológicos que podem garantir a preservação de toda essa riqueza natural. Ações simples, como a do casal Wigold Schaffer e Miriam Prochnow, proprietários da Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), na cidade de Atalanta, no Alto Vale. Na contramão das boas iniciativas, fica claro que as agressões à Bacia do Itajaí continuam. É bem verdade que o despejo de lixo doméstico e industrial diminuiu, porém, as escavações aumentaram, arrastando uma quantidade enorme de sedimentos para dentro dos rios e ribeirões. Essa é a nova ameaça que precisa ser combatida pelos órgãos de fiscalização.  Aliás, o poder público, maior interessado, é o que menos faz para conservar os recursos hídricos e todo o rico ecossistema existente na Bacia do Itajaí. 
Faltam recursos, prioridades e boa vontade. Mesmo diante da pressão da sociedade e do Ministério Público, as iniciativas de reduzir o despejo de esgoto doméstico no Itajaí-Açu e seus afluentes não passam de boas intenções. A ameaça também vem de cima. Toda vez que chove forte, o Vale do Itajaí entra em estado de alerta e soluções são lembradas para o recorrente problema das enchentes. 

E elas se tornaram cada vez mais trágicas à medida que áreas verdes são invadidas e devastadas. Precisamos de soluções urgentes para reverter esse cenário assustador, porém, a lentidão das decisões e dos trabalhos tornam as coisas mais difíceis.

Estamos, portanto, diante de enormes desafios na gestão dos recursos hídricos da Bacia do Itajaí, mas acreditamos que tudo começa por uma mudança de atitude da sociedade. São as pessoas que farão a diferença para que o Vale das Águas continue a ser uma terra de oportunidades e de prosperidade.

O que é a bacia?
A Bacia Hidrográfica do Itajaí está em uma área de 15 mil km², correspondente a 16,14% do território catarinense, onde estão assentados 53 municípios de três regiões: Vale do Itajaí, Norte e Grande Florianópolis. É a maior bacia de Santa Catarina e o Rio Itajaí-Açu é de maior curso d’água, com extensão de mais de 300 quilômetros desde suas nascentes até a foz, nos municípios de Itajaí e Navegantes. São cerca de 1 milhão de habitantes vivendo nessas regiões, incluindo duas importantes cidades no contexto econômico - Blumenau e Itajaí. O PIB - Produto Interno Bruto - do Vale é o maior de Santa Catarina, assim como o colégio eleitoral. 
Os principais rios da bacia são: Itajaí-Açu, do Oeste, do Sul, do Norte (Rio Hercílio), Itajaí-Mirim, Benedito e Luís Alves. Já a nascente mais distante da foz é a do Rio Hercílio (Itajaí do Norte), localizada no município de Papanduva, no Norte do Estado. Pelo rio, são 334 quilômetros de distância até a foz.
Uma bacia hidrográfica é todo um território cujas águas são drenadas para rios que irão desembocar em um mar ou em outro rio maior. A área é delimitada por uma linha imaginária chamada de “Divisor de Águas”, que são pontos altos que dividem o escoamento das águas, entre um rio e outro. A Bacia do Itajaí é formada por sete grande sub-bacias onde são sete grandes rios e seus afluentes. 

O Itajaí-Açu inicia no encontro dos rios Itajaí do Sul e Itajaí do Oeste, para depois se juntar ao Itajaí-Mirim há oito quilômetros do mar, passando a ser chamado apenas de Itajaí.

 Principais rios:
- Itajaí-Açu. Nasce em Rio do Sul, no encontro do Itajaí do Sul e Itajaí do Norte. Foz em Itajaí no encontro com Itajaí Mirim.

- Itajaí-Mirim. Nascente mais distante em Vidal Ramos. Foz em Itajaí no encontro com o Itajaí-Açu.

- Itajaí do Norte. Nascente mais distante em Papanduva. Foz no Itajaí-Açu em Ibirama.

- Itajaí do Oeste. Nascente mais distante em Rio do Campo. Foz no encontro com o Itajaí do Sul em Rio do Sul.
- Itajaí do Sul. Nascente mais distante em Alfredo Wagner. Foz no encontro com o Itajaí do Oeste em Rio do Sul.
- Benedito. Nascente mais distante em Doutor Pedrinho. Foz no Itajaí-Açu em Indaial.
- Luís Alves. Nascente mais distante em Luís Alves. Foz no Itajaí-Açu em Ilhota.

Jornal Metas, o SEU JORNAL
Com circulação desde 18 de março de 2000, o Jornal Metas, da cidade de Gaspar, no Médio Vale do Itajaí, nasceu da visão de dois empresários que acreditaram na pluralidade da informação. Em junho de 2002, a publicação passou para as mãos de José Roberto Deschamps, que trouxe a sua experiência comercial e visão empreendedora na área da comunicação. Desde então, investimentos na qualidade editorial e gráfica, com profissionais capacitados, e em tecnologia têm feito do Jornal Metas um dos mais conceituados veículos de comunicação impressa do interior de Santa Catarina. Em novembro de 2006, o Jornal Metas passou a ser bissemanal – quartas-feiras e sábados, o que deu um dinamismo ainda maior na busca e publicação da notícia.
Por conta da visão empreendedora de seu diretor e do compromisso das equipes com a informação, o Jornal Metas ocupa hoje o topo do ranking de veículo de comunicação impressa mais premiado do interior do Estado. Por seis anos consecutivos – 2010 a 2015 – o veículo venceu o mais concorrido prêmio de jornalismo de Santa Catarina: o Troféu Pena de Ouro, organizado pela Adjori - Associação dos Jornais do Interior de Santa Catarina. O site do Jornal Metas é também tricampeão do Prêmio Adjori/SC de Novas Mídias. Em 2014, o Jornal Metas também foi vencedor do Prêmio Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores. As premiações conferidas ao Jornal Metas não só comprovam o caminho do sucesso trilhado, mas também revela a capacidade de uma equipe de se reinventar a cada dia, para levar o melhor jornalismo aos seus leitores, pois o Metas é verdadeiramente O SEU JORNAL 

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

- Olimpíco 100 anos de História.

No dia 16 de agosto de 2019 recebi em nossa residência as 13:30 horas , a Camisa "100 Anos" do Clube Grená - Grêmio Esportivo Olímpico de Blumenau. Foram confeccionadas apenas 100 camisas. A honra foi me concedida pelo atual presidente do Clube Grená Braulino Pontes, que já foi Goleiro do Fluminense RJ, Blumenau Esporte Clube entre outros clubes. 
 
História: 
O Olímpico foi fundado em 14 de agosto de 1919, e desativou seu futebol profissional em 1970. Este foi o palco que viu por duas vezes a única equipe de futebol de Blumenau ser campeã do Estado, em 1949 e 1964.



Neste belo estádio e com um gramado invejável, atuaram grandes jogadores do futebol brasileiro: Pelé, Garrincha, Zito, Barbosa, Belini, Paulinho de Almeida, Sabará,Teixeirinha e tantos outros. Clubes como : Santos, Flamengo,Vasco da Gama, Botafogo, Fluminense, Grêmio....
Hino do Olímpico: Autor do Hino Márcio Volkmann/Edson da Silva
Forte és, alvi-grená
Por tua história, teu valor
Pela camisa reluzente
Pelo grito do torcedor
Estribilho
Olímpico, Olímpico,
O teu verbo é vencer
Olímpico, Olímpico
És a razão do meu viver
A baixada das conquistas
Na Alameda das vitórias
Fez surgir esse gigante
Uma paixão de muitas glórias
(repete o estribilho)
Para quem quiser ouvir,
Com orgulho vou cantar
É grená meu coração
Para sempre vou te amar.
(repete o estribilho)

Antiga arquibancada do G.E. Olímpico Arquivo: Evelin Koterba
Pelé e Garrincha jogaram no t\pete verde da Baixada. Pelé jogou pelo Santos contra o Olímpico de Blumenau no dia 30 de agosto de 1961. O placar foi 8 a 0, com cinco gols marcados pelo rei. Já Garrincha, "o anjo das pernas tortas", atuou no Estádio da Baixada com a camisa do Olímpico no dia 30 de agosto de 1969. O adversário foi o Caxias de Joinville. Torneio chamado "Vera Fischer" homenagem a então eleita Miss Brasil de 1969 - moradora do bairro Velha em Blumenau.
O Olímpico não foi só forte no futebol, mas também no amadorismo. A história de Waldemar Thiago de Souza confunde-se com a do atletismo catarinense. Nascido em 1926 , na localidade de Espinheiro (Ilhota), veio para Blumenau ainda jovem. Durante décadas foi o quase que imbatível atleta fundista de 5 mil e 10 mil metros. Representou Santa Catarina pelo Brasil, levando o nome de Blumenau além-fronteiras na década de 40 Ele representa todo o sucesso do Clube Grená no atletismo, como a família Belz , Paulo Zimmer, Mara Furmann e tantos outros.
Para saber mais acesse : - “O Foot-Ball Club Blumenauense”.
Arquivo de Adalberto Day

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