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terça-feira, 17 de dezembro de 2019

- Noite Feliz

Recebi do meu amigo José Geraldo Reis Pfau que recebeu de seu irmão Luiz Henrique Reis Pfau. Uma  história que envolve Blumenau.
Presépio que passou de gerações em gerações e desde 1976 está conosco (Dalva e Adalberto Day)

Olha que interessante este episódio da tradução da música Noite Feliz.

Se for verdade pode dar uma bela história.
Leia até o final da história da criação da música o comentário sobre a tradução para o português.

OBERNDORF, pequena aldeia austríaca à beira do rio Salzbach, região de Salzburg, véspera do Natal de 1818.
O padre Joseph Mohr estava desesperado porque o órgão da capela havia quebrado. A cantata de Natal seria um fiasco. Logo no primeiro Natal naquela paróquia. Pediu orientação a Deus e se lembrou que dois anos antes havia escrito um poema simples, também na véspera de Natal, após uma caminhada pelos bosques das montanhas da região. 
Encontrou o manuscrito do poema em uma gaveta da sacristia. Correu para a casa de um professor e músico humilde, chamado Franz Gruber e lhe perguntou se poderia musicar sua letra para que todos a pudessem cantar logo mais à noite, na missa do Galo.
Franz olhou e disse que sim, porque a letra era simples e permitiria uma melodia fácil. Mas teria de ser tocada no violão porque não haveria tempo para algo mais elaborado. Não era um problema porque não havia órgão disponível.
O padre Mohr agradeceu e correu de volta para terminar de organizar os detalhes da missa.
À noite, Franz Gruber chegou na capela com o violão e reuniu o coral para ensinar o hino improvisado. Que música era, afinal?
Stille Nacht (noite silenciosa, no original alemão) traduzida para o português como Noite Feliz.
Naquela noite de Natal de 1818, os participantes da missa da capela de Oberndorf cantaram maravilhados aquele hino tão singelo e profundo que viria a se tornar a canção natalina mais conhecida do mundo, sendo hoje cantada em mais de 50 idiomas.

Blumenau - Coral Mil Vozes

Como ela se espalhou?

Semanas depois, o técnico que veio consertar o órgão ouviu a história e pediu para tocar a música.
Ficou impressionado com a riqueza melódica da composição que decidiu difundi-la por todas as igrejas por onde passava, até que chegou aos ouvidos do rei Friedrich Wilhelm IV da Prússia, a Nova Iorque em 1838 e difundida de forma ativa também pela emigração alemã que era corrente naquela época.
Esta é a história do hino natalino Noite Feliz. O que começou como um momento de pânico e perspectiva de um fiasco, terminou como um eterno presente de Natal para toda a Humanidade em forma de música. 
Feliz Natal a todos.

Lojas HM - Natal Hermes Macedo em Blumenau década de 1970.
A versão brasileira foi escrita por um padre franciscano alemão frei Pedro Sinzig por volta de 1912.
O curioso e que nesta mesma época este mesmo frade trabalhou em Blumenau e foi professor do Colégio Santo Antônio hoje Bom Jesus.
Então há grandes chances desta letra em português ter sido pelo menos pensada, aqui em Blumenau.

Clique e ouça a musica: Música Noite Feliz

Luiz Henrique Reis Pfau/José Geraldo Reis Pfau
Fotos Adalberto Day/José Geraldo Pfau (Zé Pfau)

terça-feira, 5 de novembro de 2019

- E.I. Garcia. 1001 utilidades.

"1001" Utilidades.
A empresa pioneira no ramo têxtil de Blumenau.
Fazia de tudo, pioneira em quase tudo. Trouxe o Progresso para todo Grande Garcia e Blumenau.
Acervo: antigamente em Blumenau 
 
Mesma foto que possuo original - e notem ainda não existia a Artex a esquerda.

Transcrição com correção ortográfica:
Empresa Industrial Garcia – Blumenau Santa Catarina
Escritório e Fábrica: GARCIA
End. Telegrama: GARCIA
Caixa Postal N.22
Fiação, Tecelagem, Serraria, Marcenaria, Fundição e Oficinas Mecânicas
Assadeiras de Ferro fundido, Arados reversíveis EIG, Buzinas para carros, Bancos para Jardins, Chapas para fogão com quadro e de qualquer modelo e com radiador para instalação de água quente e fria, Cruzes de ferro para tumulo, Forjas quadradas, Moendas de cana (diversos tipos),  Maquinas para ferragem, grandes e pequenos Moinhos de fubá, adaptáveis ao descasques de café, Marquesas para vitrines, Pesos para balanças, Panelas de ferro, Rodízios para cama, Bombas centrifugas e outras quaisquer maquinas.
Sinos de bronze, de qualidade insuperável – Polimento durável
PEÇAM ORÇAMENTOS
Fundição da E.I.Garcia em 1944

Aspectos Históricos   
                 Em 1860, com a chegada do imigrante alemão Johann Heinrich Grevsmuhl nascido em (12 de novembro de 1804 – provavelmente falecido nos primeiros meses de 1883, abordo de um navio que o conduzia para tratamento de saúde na Alemanha), o Vale do Garcia tomava novo impulso.
Não satisfeito com os trabalhos agrícolas, passara a explorar a madeira da região, constituindo uma serraria, e com o represamento do Ribeirão Garcia, pode instalar uma atafona movida a força da roda d' água, (energia elétrica veio em definitivo para o bairro somente  por volta de 1914) que ficava próximo as duas Empresas Garcia e Artex.
            Os compensadores progressos do empreendimento levaram-no a associar-se com dois vizinhos, que conheciam a técnica da tecelagem, para a organização de uma fábrica. Nascia naquela região, a semente da indústria têxtil por volta de 1868, solidificando-se mais tarde com o nome de Empresa Industrial Garcia.
Em decorrência desta atividade têxtil, a região passaria por uma série de transformações, sendo uma delas o surgimento do lavrador-operário. A divisão da propriedade e o esgotamento das mesmas, provocadas pela falta de espaço para a “Rotação das Terras, dificultavam a opção do plantio, que não dependia exclusivamente do agricultor”.
            Outro aspecto que merece destaque é o fato do imigrante alemão ao chegar à nova terra, trazer na sua bagagem cultural, usos e costumes de seu país de origem.
           
            Dentro desta visão, o constante processo de desenvolvimento econômico, e consequentemente populacional, começa a abranger o Garcia. A industrialização abria espaços para novos empregos e muitos migrantes vindos de outras cidades buscam o "ELDORADO" de uma vida melhor. O espaço ocupado por estas pessoas: urbano e rural; providos ou não de recursos; e o próprio descaso dos órgãos municipais aos longos dos anos, passava a gerar problemas sociais devido à falta de infraestrutura da cidade para acompanhar o desenvolvimento crescente das últimas décadas.

A Pioneira
A primeira indústria que se instalou no bairro e mais antiga de Blumenau, foi a Ex-Empresa Industrial Garcia em 1868, na Rua Amazonas nº 4906 - fundada por Johann Heinrich Grevsmuhl (que possuía em suas terras que depois foram vendidas para Garcia e Artex, uma roça de aipim com um moinho para fubá e engenho de serra) August Sandner, Johann Gauche,( Confirmado no Documentário da CIA. Hering por ocasião de seu centenário  em 1980) associaram-se com um tecelão, conhecido como Lipmann (já possuía teares desde 1865) que ajudou a montar alguns teares e deram impulso na primeira indústria têxtil de Blumenau, com o nome de “Johann Henirich Grevsmuhl & Cia.” Este era o nome da pequenina tecelagem -. A partir de então, a tecelagem passa às mãos de Gustav Hermann Roeder hábil tecelão ajudou a montar a empresa, mas ficou somente até 1878 quando retornou para Alemanha.
. Em 1883 passou a denominar-se “Tecelagem de Tecidos Roeder”,. Em  1906 “Probst & Sachtleben”.

Em 1913 a Empresa foi transformada em Sociedade Anônima, adotando a denominação “Empresa Industrial Garcia  & Probst”. Fabrica de Fiação e Tecelagem – Tinturaria – Fundição – Serraria – Olaria - -Oficina Mecânica – Marcenaria - Ferraria.
A empresa colocou o nome de Garcia em homenagem a primeira família a residir no bairro conhecido como gente do Garcia. A ex E.I.Garcia já foi também conhecida  pela fabricação de maquinário agrícola e de sinos para Igrejas. Otto Huber técnico austríaco trouxe idéias não só para a tecelagem, mas também foi responsável pela implantação do prédio com três pavimentos.

Em janeiro de 1918  verificou-se a nova alteração no nome da firma  com a retirada do seu maior acionista JÚLIO PROBST. Na constituição da nova sociedade, verificou-se a entrada de capitais de Curitiba Grupo Hauer (permanecendo até o final da Empresa), passando definitivamente a denominar-se “Empresa Industrial Garcia S/A”.
 Em 15 de fevereiro 1974, a E.I.Garcia, incorporou-se a Fábrica de Artefatos Têxteis  - Artex. A incorporação teve cunho político através do governo federal, que investia nas duas empresas, a Artex dirigida pela família Zadrozny e a Garcia controlada por dirigentes do Estado do Paraná, grupo Hauer, que controlava a empresa que pertencia a um grupo canadense. O processo de incorporação teve início no dia 15 de fevereiro de 1973.
Empresa centenária em 1968

Texto Adalberto Day e com colaboração de José Geraldo Reis Pfau.

terça-feira, 1 de outubro de 2019

- A História do Rio Itajaí-Açu

A história do Rio Itajaí-Açu

 A maior bacia hidrográfica de Santa Catarina
O nome "Itajaí-Açu" é de origem tupi e foi adotado pelos índios que ocuparam a Praia de Cabeçudas, no município de Itajaí, estando ligado à formação de pedra conhecida atualmente como Bico do Papagaio. Na sua forma original, esta formação assemelhava-se à cabeça de uma ave, o jaó. Por este motivo, a palavra Itajaí-Açú significa: ita = pedra; jaí = o pássaro, a ave; açu = grande . Ou seja: rio grande do jaó de pedra.
Alternativamente, o nome "Itajaí-Açu" pode significar "grande rio repleto de pedras", através da junção dos termos tupis itá ("pedra"), îá ("repleção"), 'y("rio") e gûasu (" grande").[1]
São 53 municípios do Vale do Itajaí, Norte e Grande Florianópolis
Da rocha de onde brota em três nascentes de água cristalina, descendo em corredeira para se encontrar com outros rios e ribeirões e encorpando-se até formar um gigante, o rio Itajaí-Açu desperta nas pessoas encanto e medo. 

Em toda a sua longa e sinuosa caminhada, o rio carrega muitas histórias. Histórias de gente que veio navegando em barco improvisado de muito longe e, há muito tempo, para desbravar e povoar o Vale do Itajaí, numa mistura de povos, hábitos e costumes que influenciaram a formação de uma identidade cultural própria. 

História de gente que nasceu à beira do rio, banhou-se em suas águas, constituiu família e de perto do majestoso nunca arredou pé. Gente que viu o Itajaí-Açu se transformar e transformar a paisagem do Vale. Gente que viu o rio ser manchado de tinta, carregar lixo doméstico, engolir suas próprias margens, arrancar árvores, invadir lavouras, ruas, casas, indústrias e comércios. Gente que viu o Itajaí-Açu interromper vidas e sonhos. 

Gente que ergueu prósperos empreendimentos às margens do rio ou simplesmente usou das suas águas para fertilizar o solo. Hoje, são cerca de 1 milhão de pessoas (20% da população catarinense) vivendo na maior bacia hidrográfica de Santa Catarina, com 15 mil km². Mas, afinal, qual o limite dessa bacia? A pergunta é oportuna, pois o mundo também discute, com mais ênfase, soluções para a escassez de água, que ocorre em algumas regiões do Planeta e agora no Sudeste do Brasil. 

O Jornal Metas mergulhou na Bacia do Itajaí e dela emergiu com bons exemplos, projetos e avanços tecnológicos que podem garantir a preservação de toda essa riqueza natural. Ações simples, como a do casal Wigold Schaffer e Miriam Prochnow, proprietários da Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), na cidade de Atalanta, no Alto Vale. Na contramão das boas iniciativas, fica claro que as agressões à Bacia do Itajaí continuam. É bem verdade que o despejo de lixo doméstico e industrial diminuiu, porém, as escavações aumentaram, arrastando uma quantidade enorme de sedimentos para dentro dos rios e ribeirões. Essa é a nova ameaça que precisa ser combatida pelos órgãos de fiscalização.  Aliás, o poder público, maior interessado, é o que menos faz para conservar os recursos hídricos e todo o rico ecossistema existente na Bacia do Itajaí. 
Faltam recursos, prioridades e boa vontade. Mesmo diante da pressão da sociedade e do Ministério Público, as iniciativas de reduzir o despejo de esgoto doméstico no Itajaí-Açu e seus afluentes não passam de boas intenções. A ameaça também vem de cima. Toda vez que chove forte, o Vale do Itajaí entra em estado de alerta e soluções são lembradas para o recorrente problema das enchentes. 

E elas se tornaram cada vez mais trágicas à medida que áreas verdes são invadidas e devastadas. Precisamos de soluções urgentes para reverter esse cenário assustador, porém, a lentidão das decisões e dos trabalhos tornam as coisas mais difíceis.

Estamos, portanto, diante de enormes desafios na gestão dos recursos hídricos da Bacia do Itajaí, mas acreditamos que tudo começa por uma mudança de atitude da sociedade. São as pessoas que farão a diferença para que o Vale das Águas continue a ser uma terra de oportunidades e de prosperidade.

O que é a bacia?
A Bacia Hidrográfica do Itajaí está em uma área de 15 mil km², correspondente a 16,14% do território catarinense, onde estão assentados 53 municípios de três regiões: Vale do Itajaí, Norte e Grande Florianópolis. É a maior bacia de Santa Catarina e o Rio Itajaí-Açu é de maior curso d’água, com extensão de mais de 300 quilômetros desde suas nascentes até a foz, nos municípios de Itajaí e Navegantes. São cerca de 1 milhão de habitantes vivendo nessas regiões, incluindo duas importantes cidades no contexto econômico - Blumenau e Itajaí. O PIB - Produto Interno Bruto - do Vale é o maior de Santa Catarina, assim como o colégio eleitoral. 
Os principais rios da bacia são: Itajaí-Açu, do Oeste, do Sul, do Norte (Rio Hercílio), Itajaí-Mirim, Benedito e Luís Alves. Já a nascente mais distante da foz é a do Rio Hercílio (Itajaí do Norte), localizada no município de Papanduva, no Norte do Estado. Pelo rio, são 334 quilômetros de distância até a foz.
Uma bacia hidrográfica é todo um território cujas águas são drenadas para rios que irão desembocar em um mar ou em outro rio maior. A área é delimitada por uma linha imaginária chamada de “Divisor de Águas”, que são pontos altos que dividem o escoamento das águas, entre um rio e outro. A Bacia do Itajaí é formada por sete grande sub-bacias onde são sete grandes rios e seus afluentes. 

O Itajaí-Açu inicia no encontro dos rios Itajaí do Sul e Itajaí do Oeste, para depois se juntar ao Itajaí-Mirim há oito quilômetros do mar, passando a ser chamado apenas de Itajaí.

 Principais rios:
- Itajaí-Açu. Nasce em Rio do Sul, no encontro do Itajaí do Sul e Itajaí do Norte. Foz em Itajaí no encontro com Itajaí Mirim.

- Itajaí-Mirim. Nascente mais distante em Vidal Ramos. Foz em Itajaí no encontro com o Itajaí-Açu.

- Itajaí do Norte. Nascente mais distante em Papanduva. Foz no Itajaí-Açu em Ibirama.

- Itajaí do Oeste. Nascente mais distante em Rio do Campo. Foz no encontro com o Itajaí do Sul em Rio do Sul.
- Itajaí do Sul. Nascente mais distante em Alfredo Wagner. Foz no encontro com o Itajaí do Oeste em Rio do Sul.
- Benedito. Nascente mais distante em Doutor Pedrinho. Foz no Itajaí-Açu em Indaial.
- Luís Alves. Nascente mais distante em Luís Alves. Foz no Itajaí-Açu em Ilhota.

Jornal Metas, o SEU JORNAL
Com circulação desde 18 de março de 2000, o Jornal Metas, da cidade de Gaspar, no Médio Vale do Itajaí, nasceu da visão de dois empresários que acreditaram na pluralidade da informação. Em junho de 2002, a publicação passou para as mãos de José Roberto Deschamps, que trouxe a sua experiência comercial e visão empreendedora na área da comunicação. Desde então, investimentos na qualidade editorial e gráfica, com profissionais capacitados, e em tecnologia têm feito do Jornal Metas um dos mais conceituados veículos de comunicação impressa do interior de Santa Catarina. Em novembro de 2006, o Jornal Metas passou a ser bissemanal – quartas-feiras e sábados, o que deu um dinamismo ainda maior na busca e publicação da notícia.
Por conta da visão empreendedora de seu diretor e do compromisso das equipes com a informação, o Jornal Metas ocupa hoje o topo do ranking de veículo de comunicação impressa mais premiado do interior do Estado. Por seis anos consecutivos – 2010 a 2015 – o veículo venceu o mais concorrido prêmio de jornalismo de Santa Catarina: o Troféu Pena de Ouro, organizado pela Adjori - Associação dos Jornais do Interior de Santa Catarina. O site do Jornal Metas é também tricampeão do Prêmio Adjori/SC de Novas Mídias. Em 2014, o Jornal Metas também foi vencedor do Prêmio Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores. As premiações conferidas ao Jornal Metas não só comprovam o caminho do sucesso trilhado, mas também revela a capacidade de uma equipe de se reinventar a cada dia, para levar o melhor jornalismo aos seus leitores, pois o Metas é verdadeiramente O SEU JORNAL 

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

- Olimpíco 100 anos de História.

No dia 16 de agosto de 2019 recebi em nossa residência as 13:30 horas , a Camisa "100 Anos" do Clube Grená - Grêmio Esportivo Olímpico de Blumenau. Foram confeccionadas apenas 100 camisas. A honra foi me concedida pelo atual presidente do Clube Grená Braulino Pontes, que já foi Goleiro do Fluminense RJ, Blumenau Esporte Clube entre outros clubes. 
 
História: 
O Olímpico foi fundado em 14 de agosto de 1919, e desativou seu futebol profissional em 1970. Este foi o palco que viu por duas vezes a única equipe de futebol de Blumenau ser campeã do Estado, em 1949 e 1964.



Neste belo estádio e com um gramado invejável, atuaram grandes jogadores do futebol brasileiro: Pelé, Garrincha, Zito, Barbosa, Belini, Paulinho de Almeida, Sabará,Teixeirinha e tantos outros. Clubes como : Santos, Flamengo,Vasco da Gama, Botafogo, Fluminense, Grêmio....
Hino do Olímpico: Autor do Hino Márcio Volkmann/Edson da Silva
Forte és, alvi-grená
Por tua história, teu valor
Pela camisa reluzente
Pelo grito do torcedor
Estribilho
Olímpico, Olímpico,
O teu verbo é vencer
Olímpico, Olímpico
És a razão do meu viver
A baixada das conquistas
Na Alameda das vitórias
Fez surgir esse gigante
Uma paixão de muitas glórias
(repete o estribilho)
Para quem quiser ouvir,
Com orgulho vou cantar
É grená meu coração
Para sempre vou te amar.
(repete o estribilho)

Antiga arquibancada do G.E. Olímpico Arquivo: Evelin Koterba
Pelé e Garrincha jogaram no t\pete verde da Baixada. Pelé jogou pelo Santos contra o Olímpico de Blumenau no dia 30 de agosto de 1961. O placar foi 8 a 0, com cinco gols marcados pelo rei. Já Garrincha, "o anjo das pernas tortas", atuou no Estádio da Baixada com a camisa do Olímpico no dia 30 de agosto de 1969. O adversário foi o Caxias de Joinville. Torneio chamado "Vera Fischer" homenagem a então eleita Miss Brasil de 1969 - moradora do bairro Velha em Blumenau.
O Olímpico não foi só forte no futebol, mas também no amadorismo. A história de Waldemar Thiago de Souza confunde-se com a do atletismo catarinense. Nascido em 1926 , na localidade de Espinheiro (Ilhota), veio para Blumenau ainda jovem. Durante décadas foi o quase que imbatível atleta fundista de 5 mil e 10 mil metros. Representou Santa Catarina pelo Brasil, levando o nome de Blumenau além-fronteiras na década de 40 Ele representa todo o sucesso do Clube Grená no atletismo, como a família Belz , Paulo Zimmer, Mara Furmann e tantos outros.
Para saber mais acesse : - “O Foot-Ball Club Blumenauense”.
Arquivo de Adalberto Day

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

- TV em SC completa 50 anos!

TV EM SANTA CATARINA COMPLETA 50 ANOS !
Por :Carlos Braga Mueller (foto) (Jornalista e ex-apresentador da TV Coligadas)
O pioneirismo em comunicações na cidade de Blumenau começou com a instalação da primeira estação de rádio no Estado: a PRC-4 Rádio Clube de Blumenau, nos anos trinta do século passado. Decorridos mais trinta e poucos anos, outro pioneirismo: a inauguração oficial, em 1º de setembro de 1969, do Canal 3 -  TV Coligadas de Santa Catarina, primeira emissora de televisão catarinense a emitir sinais locais para uma plateia que até então só recebia imagens de canais paranaenses ou gaúchos. A TV Coligadas passou por muitas mãos desde que foi inaugurada, mudou de nome, hoje é a NSC-TV Blumenau. Mas naquele longínquo sessenta e nove, quando o rock e a bossa nova faziam sucesso, foi a iniciativa de três ousados blumenauenses que proporcionou o surgimento da TV Coligadas: Caetano Deeke de Figueiredo, que na época era empresário do ramo de cinemas; Wilson de Freitas Melro; um dos proprietários da rede de emissoras de rádio conhecida como "emissoras coligadas de Santa Catarina", e Flávio Rosa, também sócio dessa rede. Logo veio juntar-se a eles Flávio de Almeida Coelho.
Tal ação era resultado de um trabalho hercúleo: a equipe para irradiar essas imagens tinha que enfrentar a tortuosa subida do Morro do Cachorro, onde o transmissor já estava instalado, e dali, numa pequena construção que abrigava os equipamentos, faziam a transmissão.
A imagem criada por Beto Fausel no final dos anos 60 mostra o logotipo da TV Coligadas, canal 3, de Blumenau. 
Mas em 1º de setembro de 1969 o estúdio instalado na Rua Getúlio Vargas, nº 32, no centro de Blumenau, tinha sido dotado de tudo o que uma emissora precisava; a programação havia sido contratada com uma rede que tinha apenas cinco anos de vida e havia sido batizada de Rede Globo; a equipe de apresentadores e técnicos estava afiada, depois de treinar durante trinta dias sem parar. Os noticiários e programas de variedades eram apresentados por gente nossa.
Os catarinenses puderam conhecer também os primeiros (e difíceis) anos da Globo, assistindo novelas e programas humorísticos que ficaram na história. Um ano depois, com a interligação de Blumenau à Embratel, outro pioneirismo: imagens diárias e ao vivo do Jornal Nacional.
Algumas curiosidades: a NSC TV Blumenau continua no mesmo endereço em que a Coligadas iniciou suas transmissões; a TV Coligadas foi a quinta emissora afiliada da então novata Rede Globo; as transmissões pouco a pouco foram se estendendo a todo o território catarinense através de mais de 100 repetidoras, e a TV foi considerada a "emissora da integração catarinense" porque era sintonizada desde o litoral até o extremo oeste; e um slogan que marcou na época foi a imagem desenhada de uma menina, que ficou conhecida como "a menina dos seus olhos".
Os mais velhos lembram, mas tudo ficou na saudade.

Nos meses que antecederam a inauguração, imagens podiam ser sintonizadas de vez em quando no canal 3, quando a emissora apresentava alguns "slides"  e na voz do saudoso locutor Carlos Xavier anunciava que estava no ar em caráter experimental.
Telejornal Garcia
Durante as experiências, o apresentador Jose Schreiber (foto) redigia a noticia do Repórter Garcia quando sua pauta vai ao chão, o câmera, ainda inexperiente e achando o abaixar do jornalista normal, seguiu-o e revelou muito mais do que se sabia, o apresentador de terno na parte superior usava um esportivo short e havaianas abaixo das câmeras
Telejornal Malhas Hering
O telejornal era apresentado por Carlos Braga Mueller, que tinha como acompanhantes José Reinoldo Rosembrock e Jesser Jossi nos esportes.
Arquivos: Carlos Braga Mueller/Adalberto Day/André Bonomini/Divulgação.  
Para saber mais sobre a TV – Coligadas Canal 3, acesse:
TV Coligadas:Pioneirismo e Aventuras

sexta-feira, 7 de junho de 2019

- Nicolao Day

Um ser humano do bem!
Foto de novembro 1994
Nascido na cidade de Brusque. na localidade (bairro) Bateas, em 25 de Abril de 1930, filho de Carlos e Izabel Day que tiveram 9 filhos:
Letra de Nicolao Day
José (faleceu com menos de 1 ano), Alberto, José, Olga, Hedvig,, Oscar, Nicolao, Catarina e Maria.
Nicolao Day em 1942 em Brusque com a cachorra "Diana"
Veio para Blumenau em 1948. Por uns tempos morou na Rua Emilio Tallmann, então Beco Tallmann. Logo em seguida foi morar em uma transversal da Rua Belo Horizonte (conhecida à época como rua do Pfiffer), residência de seu amado irmão Alberto Day, até casar em fevereiro de 1951, indo residir na Rua Almirante Saldanha da Gama – então bairro Garcia (Glória) onde permaneceu até seu falecimento em 08 de setembro de 1995.
No RJ na Aeronáutica
Certificado de Reservista: na cidade do Rio de Janeiro de 12 de novembro de 1948 até 13 de fevereiro de 1950.  Unidade onde serviu Quartel General da 3ª Zona Aérea
Augusta e Nicolao Day 1951

Casou-se em 21 de fevereiro de 1951 na Igreja Nossa Senhora da Glória, com Augusta Deschamps (Barz) Day (nascida em 09/10/1929 e falecida em 09/03/2017).
Tiveram 3 filhos: Dóris Day casada Seubert, Adalberto Day e João Carlos Day.
Antes de vir para Blumenau trabalhou nas empresas:
Indústria Têxtil Buettner S/A – 09/07/1945 até 22/09/1945. Função de passador de fios.
Indústria Têxteis Carlos Renaux S/A – 10/01/1946 até 26/06/1946. Servente de Fiação.
 
EIG - 1967 - e antiga Praça Getúlio Vargas
Lançadeira utilizada na Sala 16
Em Blumenau trabalhou na Empresa Industrial Garcia depois incorporada pela Artex em 15 de fevereiro de 1974 – Período 09/03/1948 até 28/12/1980. Funções: Auxiliar de Tecelão, Tecelão, Mecânico, Ajudante de Contramestre e por final Contramestre, a tão conhecida Sala 16 - Tecelagem.
 1965 - Bombeiros EIG
A Empresa Industrial Garcia mantinha uma equipe de bombeiros considerada uma das melhores de Blumenau, que prestaram relevantes serviços à comunidade não só do Grande Garcia, mas de toda Blumenau. Essa equipe de corpo de bombeiros era formada por funcionários da empresa, e que também residiam próximo as casas da própria empresa. O bombeiro era avisado pela sirene que tocava várias vezes e bem forte e, como moravam próximo a empresa, conseguiam ouvir até uma distância de 3 Km. O período de atuação dessa guarnição de bombeiros da Empresa Industrial Garcia, foi anterior a implantação da corporação de bombeiros de Blumenau, que iniciou suas atividades a partir de 13 de agosto de 1958.
Muito organizada, a corporação de Bombeiros da E.I. Garcia atuou de 1929 a 1974, quando da incorporação pela Artex S/A, sendo esta a mais antiga organização de corpo de bombeiros de Blumenau, e não como consta no Livro “ACIB 100 anos construindo Blumenau” ao dar referências a antiga Fábrica de Gaitas Alfredo Hering como sendo a pioneira. Eu tinha muito orgulho de ter o meu pai, Nicolao Day (primeiro em pé no FORD, de braços cruzados), como um dos bombeiros voluntários da empresa, atividade muito importante para a sociedade.
Entre os sinistros que acompanhei e ainda me lembro, foi o da antiga Prefeitura de Blumenau em novembro de 1958, da vizinha empresa Artex em 26 de dezembro de 1964 e outras casas de toda região do Garcia e Blumenau.
 26 dias Nicolao faleceu
Como já descrito, desde seu casamento em 1951, morou na Rua Almirante Saldanha da Gama – a primeira transversal a direita da Rua da Glória em casas populares produzidas pelos próprios funcionários da Empresa Industrial Garcia. Em 1967 a EIG vende as casas aos seus colaboradores. Todas eram equipadas com saneamento básico e água encanada, com coleta de lixo duas vezes por semana.
Casas populares da EIG - e onde morou Nicolao e família
A nova e definitiva casa 
Em 1987 incentivado pelos filhos, constrói a casa de seus sonhos. Dizia ele, “sinto-me rico em ter essa casa”. Na realidade dizia isso pois teve uma infância pobre, mas digna, a casa tinha 89 m².
Considerado amigo, conselheiro dos empregados, correto, honesto e amigo da comunidade. Criativo, incentivador, colaborador. Lembro-me que meu pai sempre com sua bicicleta (quando falamos dele todos lembram dele pedalando), visitava seus amigos. Poderia citar muitos, mas prefiro não o fazê-lo pois não saberia mais o nome de todos.
Um dos grandes orgulhos que eu nutria por ele, foi que com todos que conversei, falaram sempre bem a seu respeito. Comigo foi meu pai herói, que educava com poucas palavras, atitudes, exemplos e com olhar.
Sempre procurava ensinar com muita educação sem proferir algum tipo de palavra de baixo calão.
Era muito revoltado com a situação das desigualdades sociais no Brasil.

Divertimento tinha poucos, era pacato, gostava de pescar, caçar (na época era “cultura”? deixou de praticar logo que foi proibido), adorava filmes de faroeste, músicas sertanejas, ouvir noticiários. Assistir jogos do Amazonas Esporte Clube. Comigo jogou muito futebol em um pequeno gramado, e as vezes dentro de casa mesmo.
Adorava os netos (as). Era amoroso e afetivo.
Adorava uma boa feijoada, saladas, aipim, churrasco, torresmo, linguiça, morcilha, amendoim, pão caseiro que assava, goiabas, pitangas. Araçás.
Faleceu de câncer nos intestinos aos 65 anos.

Futebol
Em 1949/50 ao assistir um jogo no estádio Vasco da Gama, mais conhecido como São Januário, apaixonou-se pelo Clube de Regatas Vasco da Gama, então Bicampeão Carioca e melhor time do Brasil, além de ter o maior estádio.
Time base do Vasco: Barbosa, Augusto, Laerte, Eli, Danilo e Jorge; Alfredo, Tesourinha, Ipojucan, Ademir Meneses, Maneca, Dejair, Chico.
Em Blumenau torcia pelo Amazonas Esporte Clube de Tillmann, Nino, Ziza, Jepe, Malheirinho, Meyer, Arlindo Eing, Dico, Boião, Rizada, Oscarito, Nicassio, Bigo,
Também gostava do G.E. Olímpico de Nicolau, Mauro, Paraná, Honório, Joca, Rodrigues, Quatorze ...

Em 1948 meu pai Nicolao Day (1930-1995) veio procurar emprego na Empresa Industrial Garcia (1948 até 1951 - neste período foi acolhido pelo seu irmão Alberto.  Fato este e outros meu pai nutria um carinho especial pelo irmão e em sua homenagem colocou meu nome de AdAlberto Day
Texto , pesquisas, fotos de Adalberto Day
História de seu irmão Alberto:

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