“A Educação é a base de tudo, e a Cultura a base da Educação”

Seja bem-vindo (a) e faça uma boa pesquisa.

domingo, 10 de outubro de 2021

- Gratidão e reconhecimento

"Gratidão e reconhecimento"
Abro meu coração 💓 ao meu trabalho de pesquisas e agradecer os resultados alcançados, abaixo transcritos. Muita #Gratidão!

Em primeiro lugar agradecer a Deus pela minha memória, onde reviro os meus guardados do passado e reproduzo, a família esposa e filhas pelo apoio e construção deste enorme trabalho da História de Blumenau, aos meus pais Augusta e Nicolao Day, minha avó Ana Deschamps, esses que foram meus primeiros professores. Também a toda comunidade que de maneira geral repassaram seus conhecimentos os quais utilizei.

Blog criado em 21/07/2007 para saber mais clique Aqui

Adalberto Beto Day "BLUGARCIENSE"
Cientista Social e pesquisador da história em Blumenau. Professor e 25 anos de experiências em RH – Recursos Humanos. 

  1. Blogger: mais de 3.000.000 milhões de acessos as postagens;
  2. Postagens no Blog: mais de 1100, quase 10 mil comentários;
  3. Facebook: fotos e vídeos. com milhares de visualizações;
  4. Mostras em toda a cidade: foram algumas dezenas entre 1993 até 2019;
  5. Jornal de SC (NSC) e outros em diversas cidades de SC, Brasil e Alemanha; mais de 750 inserções das quais 525 no Jornal de Santa Catarina; 
  6. Acompanhamentos e participações em diversos trabalhos desde graduação, pós graduação, mestrado e doutorado;
  7. Livros e Revistas: mais de 120 citações. Prefácio e textos;
  8. Palestras motivacionais, sobre a história de Blumenau: mais de 100;
  9. Moção, Homenagens, placas inclusive do Governo Estadual: mais de 20;
  10. Trabalhos comunitários mais de 50: Destaque, abertura e pavimentação das Ruas Emilio Tallmann, Júlio Heiden, e transversais, obra de orgulho e com citação do nome AGG – Schwester Marta que foi aprovado na comissão e câmara de vereadores que já havia aprovado o nome de Vereador Mauricio Pacheco, e conseguimos reverter;
  11.  Algumas pessoas que contribuíram para meu conhecimento e possuem destaques em Blumenau e no mundo, para sucesso em meu trabalho principalmente no Blog. ReferenciasProfessora e historiadora Sueli Maria Vanzuita Petry; Jornalista/escritor, Carlos Braga Mueller; Memorialista Niels Deeke; Biólogo Lauro Eduardo Bacca; Memorialista, pesquisador. Wieland Lickfeld; Dom Bertrand Orleães e Bragança - bisneto da Princesa Isabel; escritor, pesquisador e cinéfilo Gilberto Gerlach; Publicitário, José Geraldo Reis Pfau; Pesquisador, Diretor das empresas EIG e Cremer, vice prefeito, Alfredo Iten; diretor da EIG e DICATESA, Ernesto Stodieck Jr.; memorialista e estudioso Werner Henrique Tonjes; Rubens Heusi; Coronel da NASA projeto Apollo Prof. José Manoel Luís da Silva Diretor do OACEP e Presidente do CACEP; Comunicador Antunes Severo; escritor  Flávio Monteiro de Mattos é carioca de nascimento e blumenauense por opção; o médico, escritor, apresentador e ex-Secretário de Saúde de Blumenau, Luiz Eduardo Caminha; Dr. Cezar Zillig, Neurologista em Blumenau; Ex jogadores Zico e Roberto Dinamite. Professora e Escritora Urda Alice Klueger; Valter Hiebert Empresas Artex, Empresa Industrial Garcia, Cia Hering, Coteminas.

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

- Covid 19 em Blumenau e história da gripe espanhola

Corona Vírus 2020/21 – Atualizado dia 24/Outubro/2021

Mortes no mundo        :  Mais de   4.938.251

Mortes no Brasil          :  Mais de      605.569

Mortes em SC              :  Mais de        19.570

Mortes em Blumenau :  Mais de             659

 História

Desde o início de fevereiro 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a chamar oficialmente a doença causada pelo novo coronavírus de Covid-19. COVID significa Corona Vírus Disease (Doença do Corona vírus), enquanto “19” se refere a 2019, quando os primeiros casos em Wuhan, na China, foram divulgados publicamente pelo governo chinês no final de dezembro. A denominação é importante para evitar casos de xenofobia e preconceito, além de confusões com outras doenças. SARS-CoV-2 (do inglês Severe Acute Respiratory Syndrome Coronavírus 2) ou síndrome respiratória aguda grave do coronavírus 2. 

Adalberto Day

No Brasil  as politicas partidárias, ideológicas e governantes, tomaram atitudes inicialmente inadequadas e com "maus" exemplos, prevaricaram!. O futuro dirá e cobrará o elevado número de mortes, por falta de planejamento, e ação. A República Federativa do Brasil da América do Sul (2020/21), foi inicialmente um dos piores exemplos para o mundo.  Foram "Negaciionistas" no enfrentamento da pandemia. Milhares de vidas (mortes) poderiam ter sido evitadas se as autoridades tivessem atitudes corretas desde fevereiro de 2020, quando ainda não havia nenhum óbito  de cidadão brasileiro. Pressionados (governantes) o Brasil começou a tomar atitudes tardias, após mais de 300 mil mortes, em março de 2021.

CPI da Pandemia

Foi criada em 13 de abril de 2021, oficialmente instalada no Senado Federal em 27 de abril de 2021  e prorrogada por mais três meses em 14 de julho de 2021. O Ministro da Saúde Marcelo Queiroga pegou (diagnosticado na ONU) Covid-19 em 22 setembro/21. 

Dia 18 outubro 2021  houve uma audiência pública (CPI) com familiares das vitimas da Covid-19, onde discorreram suas dores com as perdas Dia 19 10 21 a CPI ouviu depoimento de Elton da Silva Chaves, integrante do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). 

O relatório foi apresentado e lido pelo relator Senador Renan Calheiros dia 20 10 21. O relatório final das investigações, foi entregue às autoridades dia 21 de outubro/2021

O senador Omar Aziz (PSD-AM) foi escolhido como presidente, Randolfe Rodrigues  como vice e Renan Calheiros (MDB-AM) como relator.

**********************************************************************

Primeiro Óbito em Blumenau foi no dia 05 de maio de 2020, as 07:40 nome Vanesa Neuber Salm, 34 anos, Bairro da Velha internada desde 07 de Abril de 2020. Servidora pública da secretária Municipal de Promoção da Saúde, atuava como técnica de enfermagem no CAPS. Internada desde 07 de abril de 2020, no Hospital Santa Isabel.

O segundo óbito foi a senhora Norma Blasius, 79 anos, faleceu no dia 07 de maio de 2020. Moradora do bairro Val Paraiso/Garcia e internada desde o dia 03 de abril de 2020, no Hospital Santa Catarina.

*******************************************************************

Pandemia da Gripe espanhola em Blumenau 1918/1919

História

Adalberto Day

Em Blumenau não existe registro de mortes, só de infectados. Em Florianópolis foram algumas mortes. A Gripe espanhola saiu dos EUA e quem pagou o pato foram os espanhóis. 1918/1919 a duração da vacina levou mais de 10 anos para sua eficácia, porém até hoje tomamos a vacina Influenza. No mundo mais de 50 milhões de mortes. No Brasil mais de 35.000 mil mortes.

Aquela pessoa que faleceu um ano depois, não foi diagnosticado como vítima da gripe espanhola, pegou sim, mas deixa dúvidas.

Augusto Ittner

Fonte Jornal de Santa Catarina

Gripe Espanhola em Blumenau: em 1918, falta de leitos preocupou o Hospital Santa Isabel 

Há poucos relatos sobre a pandemia do século passado na cidade, mas textos publicados no Blumenau em Cadernos mostram como foi o tratamento da doença no município e indicam semelhanças com os dias atuais 

22/04/2020 - 07h19 - Atualizada em: 22/04/2020 - 17h34

NSC – Total Jornal de Santa Catarina.

Por Augusto Ittner
Hospital Santa Isabel no fim da década de 1910, quando ocorreu a pandemia da gripe espanhola. 
Relatos que foram publicados no Blumenau em Cadernos mostram como a cidade lidou com a gripe espanhola há mais de 100 anos. Embora a doença tenha matado cerca de 35 mil pessoas no Brasil, há poucos documentos que indicam como blumenauenses, autoridades de saúde e políticos da região superaram a pandemia. 

​Nos textos que foram publicados em edições do ano 2008, há algumas curiosidades históricas que chamam a atenção: a primeira delas é o fato de o Hospital Santa Isabel (foto) ter se preocupado com o número de pacientes infectados em Blumenau em relação à capacidade da unidade. Havia em 1918, segundo o relato, temor quanto a um possível colapso no sistema de saúde — que já era precário.

"Com o aparecimento da (gripe) espanhola, o hospital (Santa Isabel) teve grandes dificuldades, pois não havia leitos suficientes", diz o texto.

Para amenizar o impacto da falta de vagas no HSI, o Dr. Ernesto Sappelt — um dos nomes mais importantes da medicina em Blumenau — utilizou ácido acetilsalicílico (hoje conhecido pelo nome comercial: Aspirina) para tratar as pessoas com sintomas da gripe espanhola. Ele ia de casa em casa para oferecer o medicamento aos doentes.

"Junto com o suadouro (um dos tratamentos para doenças na época), (os pacientes) tomavam duas Aspirinas que o Dr. Sappelt distribuía gratuitamente. Os resultados foram muito benéficos e o número de vítimas fatais foi negligível (aquilo que pode ser desconsiderado)", afirma o relato.

Não há números de infectados em Blumenau, mas conforme o material, originalmente publicado como Crônica do Hospital Santa Isabel, o surto no município "foi violento". Um dos pacientes que teve a gripe, segundo o Blumenau em Cadernos, foi Carl Wahle, o livreiro e professor de história, alemão e grego do Colégio Santo Antônio.

Dr. Sappelt visitava pessoas doentes durante todos os dias. Isso o fez ser infectado com a gripe espanhola, de acordo com o documento, doença que iria matá-lo um ano depois, ainda em meio à pandemia, em 8 de outubro de 1919.

"Depois de ter salvado praticamente todos os seus pacientes, o Dr. Sappelt, apesar de ele mesmo ter contraído a gripe, continuou a cuidar de seus pacientes. Ele não teve a mesma sorte, pois veio a falecer". O relato continua, e afirma: "no tratamento desta gripe, muita gente tomou conhecimento pela primeira vez da Aspirina".

Com a falta de leitos no Hospital Santa Isabel, ainda segundo o documento, as farmácias se transformaram "em verdadeiras clínicas para a classe pobre" em Blumenau. Dr. João Medeiros, farmacêutico conhecido na cidade, atendia até 15 pessoas com sintomas de gripe espanhola por dia, e praticamente todos eram tratados com Aspirina.

Para a historiadora e Diretora do Patrimônio Histórico de Blumenau, Sueli Petry, esses relatos ajudam a diminuir a escassez de informações sobre como foi a pandemia do século passado em Blumenau e no Vale do Itajaí.

— A imprensa da época não relatava nada sobre a gripe espanhola. O que a gente tem é a descrição de um personagem que foi acometido pela doença, que é o Carl Wahle. Ele escreveu muitas memórias, que foram publicadas no Blumenau em Cadernos, o que nos ajuda um pouco a ver como foi aquela pandemia por aqui. E o que chama mais a atenção é o fato de termos muitas semelhanças com os dias atuais — destaca a historiadora.

Colaboração e pesquisa: Professora e diretora do arquivo histórico de Blumenau ,Sueli Petry

- Morro do Cachorro

Niels e Adalberto
Depoimento (2010) do memorialista e amigo Niels Deeke ((Nascido 20/agosto/1937 faleceu em 16/novembro/2013 aos 76 anos– Filho de Hercílio Deeke, prefeito em Blumenau gestões - 1951/1955 e 1961/1966 - e  esposa Joana Jensen Deeke (falecida em 15/09/2020 aos 74 anos).
Pois é Adalberto.... com o teu precioso Blog, consegues trazer à baila questões históricas as vezes mal compreendidas pelos blumenauenses, e, ainda menos entendidas por alguns ¨aves de arribação¨ - os que para cá transmigraram na esperança de aqui encontrarem o ¨Eldorado¨ de suas existências.

Tenho para mim que um dos requisitos basilares para a profunda compreensão das antecedências históricas e o correto entendimento da plena contextura de uma específica região, importa na observação coeva (temporânea) aos episódios determinantes da construção dos fatos, motivos que os provocaram e consequências. Ressalvadas, por evidente, interpretações canhestras, capciosas ou aleivosas, as quais, infelizmente, ocorrem aos borbotões. A evidência do que afirmo pode ser comprovada como verdadeira, quando. um pesquisador que se preze, ao visar o relato um acontecimento histórico do qual não foi coparticipe, recorre aos préstimos de alguma ¨ testemunha ocular¨ do fato, ou de fonte insofismavelmente fidedigna.

História não se faz, não se cria, consigna-se o fato.   

Bem.... na questão de confrontações territoriais, é necessário primeiro definir a correta acepção dos termos, conforme. a seguir:

Limite é o termo que define a separação entre os municípios

Divisa :  serve para define a separação entre dois estados federados.

Fronteira :  estabelece a separação Países  ( soberanos).

A questão dos limites intermunicipais de Blumenau não é simples de relatar, comentá-los implicaria em longo trabalho, com mais de mil páginas, mesmo que seja condensado o assunto.

Houve, e suponho que ainda há, no anedotário popular diversos ¨contos folclóricos¨ mencionando as infinitas esdrúxulas maneiras de como estabeleceram nossos limites em Blumenau. Verdadeiras piadas que fariam desabar de riso o mais sisudo ouvinte ou leitor.

Foto divulgação
Quanto ao Morro do Cachorro, tal denominação oficial como topônimo não foi aceita pelo IBGE, quando procederam o registro dos limites do Município. Não me recordo o ano em que tal aconteceu, porém lembro-me muito bem de ter discutido com meu saudoso Pai – o velho Hercílio Deeke, também, este assunto da não aceitação da denominação Morro do Cachorro pelo IBGE, isto pelo menos até os anos 1955 e depois em 1960/61 a situação perdurou e não imagino se persiste ainda hoje.

Para fins estatísticos o promontório era então dito MORRO CAROLINA , - Morro do Cachorro era denominação popular, e  tida pelo IBGE ,como também  pelos geógrafos  barnabés, como  ¨jocosa¨ .

Ciente estou de que na atualidade o Morro Carolina é designativo de uma elevação mediana existente ao sopé do dito Morro do Cachorro, elevação que é atravessada pela ¨Estrada Carolina, esta estrada municipal que   ao atingir a elevação máxima, passa a percorrer território do município de Gaspar. Conheci razoavelmente e região, porquanto o avô de minha mulher, FRITZ PASOLD (-I –F1N1: Fritz Pasold, nascido em 07/5/1886. e falecido em 19/12/1944 em Itoupava Central. Foi agricultor e pecuarista em Morro Carolina. Casado com Frieda Beck nascida a 01/01/1890 e falecida a 04/6/1931) foi o morador no ponto culminante no Morro Carolina, e a parte leste de seu terreno, integrou o posterior emancipado município de Gaspar.  Era, porém, como dito, um Morro geminado ao do Cachorro, e existente em seu sopé, melhor dizendo um estágio (degrau) do Morro do   Cachorro.

Ademais todo o frontal sul, oeste e noroeste e o platô do cume do Morro do Cachorro foi até 1972, propriedade particular escriturada de meu sogro Wolfgang Jensen. A antiga TV Coligadas que no topo do Morro do Cachorro instalou suas antenas e repetidoras, ainda em 1972 ou 73, agraciou meu sogro pela cessão do terreno com concorrida churrascada – mais de 400 comensais deslocaram-se até lá.

As ádvenas arribadas na nossa querida Blumenau e que hoje (2010) pontificam como saberetes de ideologias, conspurcando nosso Templo da Saber - A Furb - deveriam registrar a iconoclastia praticada por alguns políticos - aqui mandatários – mas forasteiros provenientes de outras plagas - que de Blumenau entendiam bulhufas,–valha-me Deus........por tanta inépcia........

Estrada Carolina  :  O nome desta estrada foi na década de 1970 cancelado, passando aquela antiga via a ser denominada  “rua  Wilhlem Knaesel” -Cep.89.063-180, com início á rua Gustavo Zimmernann nº 7.731.Certamente a substituição teve motivação política, quando o burgomestre desejou  cativar prosélitos  na  família do  novo homenageado. Na década de 1980/90 a denominação “Estrada Carolina”  ressurge, popularmente,  para os lados do Belchior, já no município de Gaspar, como designação para o acesso, via Fidelis,  alcançando as cascatas  naturais  e “campings” de lazer  dentre os quais um foi denominado “Cascata Carolina”, que homenageia, evocando,  Carolina Kay Jensen, esposa do pioneiro fundador da Cia. Jensen Agricultura Ind. e Com  :LR II F 1 :   RUDOLF WILHELM HARRO JENS JENSEN, (LR II.F1) nascido a 22/6/1846  (Domingo), em Woehrden ( no continente fronteiro à ilha de Pellworm), Süderdithmarschen, Schleswig –Holstein setentrional, Frísia do Norte,” Nordfriesland”,  a sudoeste da Dinamarca e falecido, aos 53 anos incompletos, a 23.3.1899 em Itoupava Central, Blumenau.

Sintetizando: Morro do Cachorro – como denominação oficial do topônimo não existia, mas sim o Morro Carolina, com elevação de 857 m de altitude.

Em todos os seus Relatórios dos Negócios Administrativos do Município de Blumenau, referentes aos diversos exercícios em que esteve à testa da Municipalidade, Hercílio Deeke, sempre registrou as seguintes

Limites para o Município de Blumenau :

I – Com o Município de Massaranduba: Começa no ponto em que o divisor de águas entre os rio Putanga e Jaraguá encontra a linha que une as cabeceiras dos rios Aurora e Itoupava-Rega ; continua pelo divisor das águas dos rios Itoupava-Rega e Humberto até a nascente do ribeirão Treze de Maio ; por este abaixo  até a sua foz no rio Massaranduba  ;daí por uma linha seca  até a nascente do 3º Braço, afluente do Braço do Oeste; continua pelo divisor de águas da Carolina.  

II - Com o Município de Gaspar :  Começa no ponto mais alto do Morro Carolina; segue pelo divisor de águas entre os afluentes dos rios Itoupava e  Luis Alves e pelo que fica entre os rios Fortaleza  e Belchior  até o seu extremo sul; desse ponto, segue por uma linha seca  até a foz do ribeirão Elesbão. Por este acima, até a sua nascente; daí, continua pelo divisor de águas entre os afluentes dos rios Garcia  e Gaspar Grande, até encontrar o divisor de aguas entre os afluentes dos rios Itajaí Açu e Itajaí Mirim, conhecido pelo nome de Serra do Itajaí. 

III- Com o Município de Indaial  :  ........... 

IV – Com o Município de Pomerode:.....................

Se agora os apedeutas interpretam MORRO DA CAROLINA como sendo outro que NÃO o MORRO DO CACHORRO, é problema dos que desconhecem os fatos.

Enfim o atual Morro do Cachorro está entranhado com cerca de mais 50% de seu território no município de Blumenau. Todo o visual que tem do Morro, com Ponto de Fuga a partir do centro de Blumenau, da Itoupava-Seca ou da Itoupava-Central, pertence a Blumenau.

Muito mais, aliás imensamente mais eu teria para comentar, mas creio ter satisfeito algo da indagação.

Cá estanco para não esbordar – limites, divisas ou fronteiras do razoável.

Com forte abraço,

Niels

----------------

Fim da msg.

Para saber sobre Niels Deeke Acesse:

https://adalbertoday.blogspot.com/2011/01/o-dia-em-que-visitamos-o-dr-niels-deeke.html

 

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

- A Escola da Vida

MINHA VIDA PROFISSIONAL
ADALBERTO DAY
CIENTISTA SOCIAL, PESQUISADOR E PROFESSOR.
Faço um breve relato da minha infância e parte da vida profissional.
Aprendi desde criança com meus pais e avós a ter bons hábitos, trabalhos caseiros, bons costumes. Uma verdadeira lição de vida! Muitos ao lerem esta crônica sentir-se-ão inseridos no contexto.    
Hoje olho para trás e vejo que os problemas eram na verdade, os degraus para me levar à vitória. Então concluo que minhas sequelas, são os troféus de minha vitória.
Garcia                   Artex                            Souza Cruz
Revista Manchete de Outubro de 1966 -  Colaboração Guenter Georg

           1968-1992
Fui criado e educado aprendendo a obedecer, respeitar, e servir.
Este era o ambiente familiar em toda comunidade que era cooperativa, prestativa, e em sua maioria trabalhava nas Indústrias do bairro Garcia, a Empresa Industrial Garcia, Artex, e Souza Cruz. Meus bisavós vieram da Alemanha, tanto do lado paterno (Day) como materno (Deschamps), e estabeleceram-se  inicialmente em Brusque e Gaspar respectivamente. Porém as origens dos meus antepassados são Ingleses (com pezinho na Irlanda) e Franceses. 
          Um jovem ao ingressar em uma empresa deveria ter todas as qualidades citadas, de preferência deveriam ser “alienados nos processos políticos, religiosos, e da realidade do mundo”. Criava-se a mentalidade de servos e quem fosse despedido ou recebesse carta branca (nome dado a quem fosse demitido), era considerado pela comunidade mau caráter, elemento "vagabundo", pessoa por vezes não grata. Saber que um cidadão perdeu seu emprego era coisa de “outro mundo”.
     Imbuído deste espírito ou princípios “básicos de qualificação”?, ingressei em 05/07/1968 na Empresa Industrial Garcia, no setor de expedição, faturamento, vendas e a partir de 1971 em recursos humanos. Foram anos de plena ditadura militar, inclusive os ex presidentes Castello Branco, Ernesto Geisel, Figueiredo, Ministro Delfim Netto, visitaram o bairro Garcia/Progresso
           Para muitos uma fase de crescimento tecnológico e de nação perante o mundo. Para outros uma fase negra da história do Brasil. Cabe a cada cidadão analisar sem ranços políticos. Minha concepção ditadura existiu antes e pós-militares, a tal ditadura “Branca”. Muitos não sabem usar a democracia achando ser anarquia e assim o caos social se estabelece.
Assistencialismo
Tínhamos assistência médica e odontológica, creche, cursos de alfabetização e um excelente centro de treinamento, a melhor praça esportiva até o final da década de 60 (Séc. XX) do estado de Santa Catarina, o Amazonas Esporte Clube.
Nesta praça esportiva eram realizados vários tipos de modalidades esportivas, atletismo, basquete, vôlei, ciclismo, futebol e outros. Também eram realizadas anualmente festas, como comemoração do dia do trabalhador com diversas atrações e sorteio de bicicletas e outros prêmios tanto para funcionários como também seus filhos, festa junina, e festa natalina sempre com presentes a todos empregados e filhos.
Boa parte dos colaboradores moravam em casas produzidas pelos próprios funcionários da marcenaria, com toda infraestrutura, coleta de lixo feito pela Empresa Industrial Garcia e saneamento básico, pagando um aluguel simbólico (centavos). Depois estas casas (a partir de 1966) foram vendidas a preços razoáveis aos empregados que então começaram uma nova fase de reformas pinturas e até os primeiros comércios começam a aparecer, como a loja Prosdócimo em 1967 na casa do Sr. Edelui Massaneiro, e Calçados Hass em 1971 na residência do Sr. José de Oliveira. Também existia a cooperativa dos empregados, onde os funcionários podiam comprar, e ser descontado em seu próprio holerite (envelope de pagamento).
Os empregados recebiam 2 kg de retalhos por “Zero Faltas” assiduidade ao trabalho.  Nas calamidades as duas empresas Artex e Garcia sempre foram muito prestativas aos seus colaboradores, exemplo foram a enchentes de 1983/84 e várias  enxurradas no Grande Garcia.
O tempo passa ... última volta do ponteiro
          O tempo passava e percebia que os fatos mencionados não eram bem assim, o próprio sistema organizacional divergia de ideias melhores para o bom desenvolvimento interno nas empresas. Constatei que nem sempre aqueles que conseguiam uma posição melhor profissionalmente eram os mais capazes, os mais qualificados ou inteligentes, mas sim em muitos casos os pelegos e alienados da vida cotidiana e que viviam prejudicando os colegas  e atropelando seu semelhante que se destacava, como também algumas famílias de nomes conhecidas da região que tinham seus "privilégios".
Eram realizados avaliações de cargos, muitas vezes por pessoas despreparadas e anualmente, quando deveria ser diariamente. Nessas avaliações nem sempre prevalecia a verdade, pois o avaliador com receio de perder o seu cargo, fazia uma avaliação duvidosa.
Nos testes de promoções vários concorriam, mas nem sempre o melhor era promovido, já existia o "candidato preferencial", apenas dava-se oportunidade aos demais para que o mesmo “participasse”, e pensasse que era inferior ao “vencedor ”.
Como trabalhava em Recursos Humanos, tinha acesso a esse tipo de informações, não sendo surpresa para muitos funcionários que desconfiavam e comentavam essa prática enganosa.
          Procurava sempre colaborar com meus “superiores” e colegas de trabalho, na expectativa de conseguir melhores posições profissionais. Principalmente a partir da incorporação da Empresa Industrial Garcia a Artex em fevereiro de 1974, exercia uma posição intermediária entre a chefia e colegas de trabalho, era o “coringa” que ensinava e substituía todos inclusive a chefia, e como trabalho principal Orientador Ocupacional.
          Em algum momento fui considerado líder negativo, por ter pensamentos sociais diferentes do empregador, e que não “vestia a camisa” (se não vestia é por que não me davam para vesti-la) claro que isso não é verdade, pois em 25 anos de empresa, muito colaborei e fui correto com meus superiores. Os anos iam se passando e cada vez mais me decepcionando, mas com esperanças.
Fusão Artex/Garcia em 1974
Fusão: o começo do fim
Acompanhei a fusão das duas empresas Artex e Garcia.
Na Empresa Industrial Garcia, o Sr. Ernesto Stodieck Jr. Que trabalhou de 1940 até 1967, teve uma liderança e conseguiu um grande impulso para o desenvolvimento não só da empresa como também da comunidade (anteriormente João Medeiros Jr. foi um grande diretor da EIG.  fundador da PRC 4 Rádio Clube de Blumenau e Radioamadorismo em Santa Catarina). Stodieck colaborou  na construção da Igreja Nossa Senhora da Glória e do Grupo Escolar São José (atual Celso Ramos) na Rua da Glória, como também a construção em maior escala a partir de 1941 de novas casas populares (ultrapassando a 240 unidades), tal como foi Gustav Roeder, e o os pioneiros desta grande organização Johann Henrich Gresvmuhl, Johann Gauche e August Sandner. O Suíço Otto Huber, foi um dos grandes colaboradores da EIG, Foi dele a modernidade em edifícios com três pavimentos que trouxe da Europa e  pôde implantar na empresa e cobrir com telhados as instalações. Sim de telhados tradicionais, já que desde a fundação em 1868 até 1926, para economizar energia elétrica, os telhados da empresa eram de vidros resistentes. 
    Na Artex com a fusão boa parte dos  empregados da Empresa Industrial Garcia, passaram por “humilhações” com poucas perspectivas de sucesso profissional, muitos foram demitidos ou solicitaram desligamento. Fizeram questão de aterrar para sempre o magnifico estádio do Amazonas (a partir de Abril de 1974), e acabar com o clube em janeiro de 1975.
       Além dos pioneiros Otto Huber que trabalhou por mais de 30 anos na Empresa Industrial Garcia, Theóphilo B. Zadrozny (nascido na Polônia e não Brusque como muitos pensam)  e Max Rudolf Wuesch que também trabalhou na E.I Garcia por 20 anos, a família Zadrozny (Arno, Carlos Curt, Júlio, Norberto Ingo) souberam erguer a maior industria têxtil da América latina. 
Arno Zadrozny estava sendo preparado para substituir seu pai Theóphilo no comando da organização, porém faleceu prematuramente no dia 26 de dezembro de 1965 aos 45 anos. Com isso seu irmão Carlos Curt Zadrozny foi o preparado para assumir.
Mas quando chamaram diretores técnicos para administrar a empresa, e com a implantação do sistema rodízio a partir de 1984, a empresa começou sua fase de declínio no cenário nacional e mundial. Na época o sistema rodízio foi implantado para aumentar a produção e a criação de novos empregos, era visto como uma boa alternativa para o momento difícil que passava o setor econômico nacional. Deveria ser temporário, mas não foi. Ao contrário que os diretores da empresa pensavam, nunca fui contra o sistema, mas avaliava a situação como caótica para a organização. Muitos empregados se revoltaram, igreja e comunidade em geral.   Boa parte dos empregados insatisfeitos solicitaram demissão da empresa. No mês de dezembro de 1986, 110 empregados qualificados solicitaram demissão e em janeiro de 1987 mais 107 fizeram o mesmo. Um número recorde em nossa cidade de Blumenau e Santa Catarina. Imagine uma empresa perder 217 funcionários em sua maioria altamente qualificados, o “baque” que isso proporcionou. Vários desses cidadãos que solicitaram a demissão ou se estabeleceram por conta própria com enorme sucesso, ou ingressaram em outras empresas, que os receberam de braços abertos pela experiência profissional. Infelizmente neste período a Artex teve dificuldades de contratar bons profissionais que não queriam trabalhar na organização.

“O empregado que não faltasse o mês todo recebia uma compensação financeira e até alimentícia, 15% a mais em seu contra cheque, se faltasse um dia sem justificativa 5% e se as faltas ultrapassem dois dias, não recebia nenhum beneficio”.
Outros que permaneceram foram cumpridores de seus deveres, mas sempre no aguardo de uma solução conciliatória entre as partes. No entanto boa parcela dos colaboradores agiu com desprezo para com a empresa, não produzindo com boa qualidade, danificando materiais, faltas em excesso, causando sérios prejuízos à corporação. Em 1986 (cinquentenário da empresa) foi construído uma piscina semiolímpica e um grande complexo esportivo, para lazer dos empregados, mas nada desses benefícios foram suficientes para amenizar o descontentamento de quem trabalhava nesse sistema. Mesmo assim os problemas de qualidade e assiduidade continuaram. Na intenção de “forçar” o empregado a aceitar, o assistencialismo foi enorme, em datas comemorativas exemplo dia das mães das mulheres, eram oferecidas nas igrejas (Nossa Senhora da Glória, Santa Isabel e Santo Antônio) rosas a cada mãe ou mulher. Mas não era isso que cada família queria, para elas o dia “Sagrado de domingo” deveria ser mantido. E assim também pelo Natal, Páscoa e outros.
Associação Artex
Toda esta situação fez com que a Artex, declinasse ainda mais no cenário nacional e mundial, na sua posição de maior empresa da América Latina no ramo Têxtil.
A Greve
“Em 12 de março de 1989, deflagrou-se uma grande greve dos trabalhadores têxteis, culminando com uma passeata do centro até a empresa Artex, quando então, os trabalhadores não só da Artex, mas de todas as indústrias, solicitaram o término do sistema rodízio, como também melhores salários.”.  
Esta greve perdurou até dia 19 de março, quando houve um esfriamento (Continuou mais dois dias) justamente em um dia que houve um jogo importante entre Blumenau e Figueirense, os grevistas em boa parte foram assistir o jogo.
Trabalhadores  em plena rua Amazonas em massa dirigindo-se para frente dos portões da Artex - Foto:  CHARLES SCHWANKE
É bom salientar que nesta época, o Presidente do Sindicato Têxtil Osmar Zimmermann, tinha recém assumido a presidência em fevereiro de 1989, e diante de tamanha multidão mais de 10 mil em frente ao sindicato, não restou alternativa a não ser dar apoio à greve em assembleia realizada na oportunidade. Também na época os salários eram melhores que nos anos 90 e no inicio dos anos 2000, o motivo principal foi salários baixos em algumas empresas, e devido ao sistema rodízio. Os empregados retornaram ao trabalho e receberam menos de reposição salarial que o oferecido ou previsto pelos empresários.
Plebiscito
Com a greve, a Artex, permitiu que o sindicato realizasse um plebiscito para saber da continuidade ou não do sistema rodízio. Este plebiscito teve como resultado, o fim do sistema, já que a maioria dos empregados votou contrario a continuidade.   
 Na realidade sou sabedor que a empresa iria acabar com o sistema rodizio e o plebiscito foi o estopim, amenizando o impacto dos comentários as demissões necessárias com a desativação do sistema.
Consequência
Mais de 450 empregados perderam o emprego, durante os meses de março e abril de 1989, (no final de 1988, com a desativação da Fiação FIGA e FIBLU, mais de 800 empregados foram desligados da corporação) trazendo grande prejuízo não só à empresa, mas deles próprios e de toda a comunidade. Em 14 de outubro de 1990 houve uma grande enxurrada em todo o Garcia, que também atingiu violentamente o parque fabril da Artex, causando enormes prejuízos onde balançou com a estrutura econômica da empresa.
     Em setembro de 1994 a família Zadrozny perde o controle acionário da empresa, que  é vendida para o grupo GP Investimentos (Garantia Partners- sócios do Banco Garantia), lavrado em ata em 28 de abril de 1995, desaparecendo o nome Fabrica de Artefatos Têxteis S/A .ARTEX – para então somente ARTEX S/A . Em 01 de junho de 2000, a empresa é novamente vendida desta vez ao Grupo Coteminas - e doravante a empresa passou a possuir uma nova razão social passando a denominar-se Toália S/A - Indústria Têxtil . - Filial da Empresa Toália de João Pessoa – Paraíba, mas ainda com participação do grupo Garantia. A ex empresa Artex S/A muda de razão social para atender interesses próprios e de seus acionistas, com o nome de Kualá S/A em junho de 2000. E finalmente em 09 novembro de 2001, o grupo Garantia, sai do controle acionário, e a empresa adota o nome de COTEMINAS – Companhia de Tecidos Norte de Minas. E finalmente em 06 de janeiro de 2006, COTEMINAS S/A.
Este é um pequeno relato de alguém que colaborou, tinha raízes, pois morava próximo a empresa (60 metros), atualmente como cientista social e pesquisador da história, preservo a história do bairro e das duas empresas, por carinho, gratidão e necessidade de um resgate histórico do grande Garcia, pois a empresa desativou todo acervo magnífico que possuía. Posso dizer que sinto orgulho de ter trabalhado nestas duas empresas que foram uma grande Escola da Vida e me projetar como cidadão.
          Por divergências de opiniões e pensamentos, preferi negociar meu desligamento em 03/12/1992, sem mágoas  a organização (por mais que aqui possa transparecer - lembrando sempre que sou pesquisador e cientista social) por isso preservo um acervo particular de um resgate histórico que começou, por volta de 1960, podendo dizer com orgulho que essas duas empresas, foram à alavanca para o progresso não só do bairro como também de Blumenau.
          1993 - dias atuais
Então fui lecionar, encontrei pessoas que me apoiaram, direção, comunidade, alunos, fui muito  bem recebido, apesar do descaso das autoridades com o ensino. Adorei ser professor de História, Filosofia, Geografia, Sociologia no ensino médio e fundamental, um cargo digno. Sinto muito orgulho de ainda ser chamado de “Professor”.
Trabalhei com palestras de Motivação Profissional e elaborando planilhas e apostilas para vários palestrantes ... Bons tempos.
Hoje aposentado profiro palestras (a partir de 2012 com problemas sérios de saúde, comecei a diminuir minhas atividades) sobre história de Blumenau e em especial do Grande Garcia, em Universidades, entidades de ensino em geral, 23 BI, turismo, empresas. A própria empresa que me demitiu, me contratou para palestras, mostras e outros, mostrando o reconhecimento do trabalho que desenvolvia.
Trabalho com pesquisas, dou entrevistas em rádios, TVs, participo de trabalhos desde graduação até doutorado/mestrado, escrevo para diversos livros e revistas, como também jornais. Já participei de vários vídeos, seriados e outros. 

Blumenau, Janeiro de 1993 – com inserções em 2001 , 2003 e alguns adendos em 2014 , 2015 e 2019.
Atenciosamente
Adalberto Day/Cientista social e pesquisador da história.
Arquivo de Dalva e Adalberto Day 

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

- Canal YouTube de Adalberto Day


Clique no link abaixo e escolha algum tema que desejar de alguns de meus vídeos publicados em meu Canal do YouTube

Adalberto Day - YouTube

- Doutor Alfredo Hoess

Doutor Alfredo Hoess
Adendo do Prof. José Manoel Luís da Silva Diretor do OACEP e Presidente do CACEP

Doutor Hoess o anjo que Deus enviou a Blumenau 

Era uma noite quente. Madrugada a dentro, a viatura do 32 BC estacionou em frente à nossa residência à Rua Amazonas. Meus pais, minha irmã e eu rumamos para o Hospital Santa Isabel.

Minha irmã Mabel (conhecida como Belinha) com apenas quatro anos, agonizava com pneumonia. Dr. Hoess a salvou, milagrosamente, estávamos na parte final do ano de 1940.

No início de 1941 o segundo tenente Nilo Floriano Peixoto, neto do Marechal de Ferro, ministrava uma instrução ao seu pelotão sobre granadas. Por obra do destino a trave de uma delas quebrou liberando a espoleta. “Deitem-se todos ¨, gritou o jovem oficial que correu e fê-la explodir em seu peito. Levado quase sem vida ao Hospital Santa Isabel, foi salvo pelas milagrosas mãos do anjo Dr. Höess, que substituiu o intestino do oficial pelas tripas de um carneiro.

Em 1955, já capitão da Polícia do Exército no Rio de Janeiro, lembrava com emoção do milagre que o devolveu para a vida. Consta que o então general Nilo Floriano Peixoto, já aposentado, voltou a Blumenau discretamente, e visitou o túmulo do Anjo Doutor Höess, ali chorando copiosamente. 

Um breve relato de sua vida e de seu legado:

O doutor Alfredo Hoess nasceu em Mergenhofen, na Áustria, em 29 de abril de 1892. Iniciou os estudos universitários de medicina na Universidade Imperial de Viena em 1911. Teve que interromper durante a 1° Guerra Mundial de 1914/1918, quando foi convocado para o serviço sanitário do Exército austríaco, como oficial médico no Regimento Imperial Tirolez. Após a guerra, Dr. Hoess voltou à sua pátria, onde continuou os estudos universitários em medicina geral, dedicando-se, porém, mais ao ramo de cirurgia. Em 1919, Hoess colou grau na Universidade de Viena e ingressou como médico assistente no Hospital de Linz na Áustria. Em fins de 1921, resolveu atender a um chamado e veio para o Brasil. Aqui chegou em 8 de dezembro de 1921, fixando residência na Vila Itoupava e iniciou os trabalhos no ex-distrito de Massaranduba, estabelecendo-se na povoação da Itoupava Rega. Juntamente com o farmacêutico e vereador Max Haufe, Max Wulf, Henrique Feldmann, Emílio Manke, Ervin Manzke, Frederico Kilian entre outros, contribuiu na construção da Sociedade Hospitalar de Massaranduba que recebeu o nome de Hospital Misericórdia de Massaranduba, administrado pelo Dr. Hoess. Trabalhou durante uma década naquele local com extrema competência, o que em 1930 chamou a atenção da Irmã Aluisianis que o convidou para trabalhar no Hospital Santa Isabel, de Blumenau. Aposentou-se no ano de 1951. A Câmara Municipal, reconhecendo os seus méritos, concedeu-lhe, pela Lei N° 911 de 7 de novembro de 1959 o título de cidadão blumenauense. Faleceu em Blumenau no dia 4 de outubro de 1965. 

terça-feira, 24 de agosto de 2021

- Gincana Cidade de Blumenau: equipes campeãs

 
29ª GCB : Não foi realizada devido a Covid-19
28ª GCB : Não foi realizada devido a Covid-19
27ª GCB   Fase final realizada dias 07 e 08 de setembro de 2019.
Parabéns a todos os amigos Gincaneiros e seus autores, administradores e organizadores. Abaixo lista de todos os campeões:
A cada ano que passa, tanto gincaneiros como a comunidade se interessam mais e com mais qualidade. A aceitação e credibilidade pela comunidade, a cada ano aumenta, sendo este uma conquista para a manutenção de nossa cultura, tradição e história. 
Recebi com muito orgulho o titulo de "Padrinho dos Gincaneiros".
ObservaçãoNão poderá ter embate no primeiro lugar geral da gincana. O critério de desempate será o maior número de provas cumpridas. 
Todos os campeões da GCB - Gincana Cidade De Blumenau
1993 -  1ª GCB    = Ecossistemas
1994 -  2ª GCB    = Ecossistema
1995 -  3ª GCB    = Ecossistema
1996 -  4ª GCB    = Duna
1997 -  5ª GCB    = Ecossistema
1998 -  6ª GCB    = Capitão Caverna
1999 -  7ª GCB    = Capitão Caverna
2000 -  8ª GCB    = Capitão Caverna
2001 -  9ª GCB    = Capitão Caverna
2002 - 10ª GCB   = Aranha
2003 - 11º GCB   = Ecossistema
2004 - 12ª GCB   = Snipers                                    
2005 - 13ª GCB   = Capitão Caverna   
2006 - 14ª GCB   = Arromba                             
2007 - 15ª GCB   = Garra                    
2008 - 16ª GCB   =   Amigos  do Barney                     
2009 - 17ª GCB   =  Amigos  do Barney       
2010 - 18ª GCB  =  Amigos  do Barney      
2011 - 19ª GCB   =  Capitão Caverna
2012 - 20ª GCB  =  Safari
2013 - 21ª GCB  = Capitão Caverna
2014 - 22ª GCB  = Arromba
2015 - 23ª GCB  = Arromba
2016 - 24ª GCB  = Amigos do Barney e Safari. *Obs.:
2017 - 25ª GCB = Arromba
2018 - 26ª GCB = Safari 
2019 - 27ª GCB = Arromba
2020 - 28ª GCB = Não houve devido a pandemia do Covid-19
2021 - 29º GCB = Não foi realizado novamente devido a pandemia do Covid-19
2022 -
* Obs.: Por haver problemas na contagem das avaliações das provas pelos jurados, as duas equipes se uniram e decidiram proclamar-se campeãs. 
História:
No ano de 1993, A Gincana foi organizada pela Assessoria para assuntos da Juventude da Prefeitura de Blumenau (em comemoração ao aniversário do município), pois naquela época ainda não existia a Liga de Gincaneiros. Na ocasião os irmãos Nico e  Fabrício Wolff  que era o Assessor, que coordenou o evento com a ajuda do Cláudio  (Caco) Peixer  e o Vinícios
Todos eles participaram da primeira edição.
No primeiro ano, foram 366, em seis equipes participantes. 
Atualmente totalizam cerca de 2000 pessoas participando no evento. É importante salientar que boa parte das equipes se mantêm estruturadas o ano inteiro, participando de diversas outras atividades beneficentes.
Apesar de o evento ainda ser apoiado pela Assessoria da Juventude, hoje em dia é organizado pela Liga Blumenauense dos Gincaneiros, composta por 1 integrante de cada equipe, presidida pelo Gincaneiro Gilson da Motta Soares (Falecido em 25 08 2021). A criação da LIGA foi um importante passo na consolidação da gincana, que passou a contar com administração independente para garantir estabilidade e continuidade da gincana.
Precedem a gincana às provas com objetivos filantrópicos. Toneladas de alimentos já foram arrecadadas ao decorrer da gincana, além de brinquedos, livros, produtos de higiene, agasalhos e cobertores. Todo ano os gincaneiros participam maciçamente do Pedágio da APAE, cobrindo diversos pontos de arrecadação e contribuem com o hemocentro através da prova de doação de sangue.
Já no final de semana do evento, acontecem as mais esperadas provas, compostas por charadas inteligentes que envolvem variedades, conhecimentos gerais, cultura e principalmente a história da cidade.
Do outro lado das equipes está a Comissão de Provas, coordenada desde 1997 (salvo em duas edições) por André Mrozkowski, responsável pela elaboração e execução das tarefas. A CP vem cumprindo com êxito sua tarefa de fazer desta uma gincana diferenciada, com aspecto distinto das convencionais. As provas que acontecem neste evento se diferem da concepção tradicional de gincana. São provas muito mais complexas, em que as equipes têm que desvendar enredos, geralmente policiais ou de terror, através de interpretação de pistas distribuídas por toda a cidade.
Dentre estas provas, se destaca a prova da madrugada (a mais esperada), que tem duração até as 05 da manhã. Criptografia e sustos rolam a noite toda, inclusive em cenários que são preparados especificamente para esta prova, como sítios ou casas abandonadas, aumentando o suspense. E, por incrível que pareça, muita gente gosta destes sustos.
Por suas peculiaridades, a gincana de Blumenau acabou virando referencial e modelo para diversas gincanas do Brasil, que buscam suporte em nosso evento.
Primeira Diretoria - Presidente - Humberto José de Paiva / Vice - Rodrigo Cirino / Primeira Secretária - Dominique Pires Ibbotson / Primeiro Tesoureiro - Rafael Coutinho dos Santos.
*********
Meus agradecimentos a todos os gincaneiros, pelo carinho. Também agradeço toda diretoria  pela confiança em nosso trabalho e a toda equipe #GCBlu2016
Arquivo: Liga Gincaneiros/Adalberto Day   

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...