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quinta-feira, 6 de agosto de 2020

- Dalva e Adalberto Day na TV Galega

Dalva e Adalberto Day na Galega em fevereiro de 2012 -  Entrevista programa Galega na Sociedade, na casa de Dalva e Adalberto Day - Regina B. de Almeida

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

- O Menino caiu na privada

 O Menino caiu na privada! 

Curiosidades do Reino do Garcia
Por Sérgio Cunha

Quando eu era criança, kkk, agora já me lembro daquele personagem da Escolinha do Prof. Raimundo, que dizia: “Quando eu era criança lá em Barbacena”, pois bem. Quando eu era criança lá no Reino do Garcia, nós morávamos na casa da minha avó, na Vila, próximo da Igreja Nossa Senhora da Gloria.

A casa da minha avó, como tantas outras da Vila, foram construídas pela Empresa Industrial Garcia e alugadas para as famílias de funcionários da empresa, por sinal, um aluguel bem modesto. Conforme já disse o nosso amigo e professor Adalberto Day, foram construídas mais de 200 casas desse modelo no bairro.

As casas eram simples, mas boas, com tamanho médio, a maioria delas, de dois pisos. Somente no piso superior, tinha quatro quartos. No início quando construíram as casas, o banheirinho foi construído separado do corpo da casa, como pode-se ver na foto abaixo.

Mais tarde, em uma segunda oportunidade, foi construída mais uma parte atrás das casas e nessa nova área foi incluído o banheirinho ao corpo da casa.

Esse banheirinho que se vê na foto, era dividido em duas partes. Uma parte servia para se tomar banho, onde as pessoas colocavam uma bacia grande, enchiam com água morna e se banhavam. Chuveiro, naquela época, (1945/1960), no nosso bairro, não existia. Então se esquentava a água no fogão a lenha.

A outra parte era o WC. Na verdade, essa sigla WC a gente não conhecia. Viemos a conhecer anos mais tarde. Se conhecia mesmo, pelo nome de “privada”, “patente”, mas, mais comum era dizer “casinha”. Às vezes uma pessoa procurava outra e então perguntava: Onde está o fulano? Alguém responderia: “O fulano está na casinha”.

Para construir a “casinha”, os pedreiros faziam um buraco no chão, rebocavam as paredes desse buraco com cimento e areia e depois alisavam bem esse reboco, que ficava assemelhando-se a uma cerâmica. Esse buraco em seguida era ligado através de uma manilha à fossa e ao sumidouro. Essa “casinha” tinha uns 80 centímetros de largura e de profundidade. A área de banhar-se, era um pouquinho maior.

Acima do buraco, os pedreiros colocavam tabuas para formar o assento que tinha no centro, um buraco de uns 25 centímetros, onde a pessoa sentava e aí......soltava a água, ou o “barro”. Após realizada toda a operação, jogava-se bastante água com um balde, tentando deixar o mais limpo possível. Porém, sempre alguns vestígios ficavam.

Pode-se observar na foto, que atrás de cada casa, havia o banheiro. Entre o banheiro de uma casa e de outra, existia um corredor de 1 metro de largura, por onde passava a tubulação de esgoto que, com certeza corria para o córrego da Vila e esse, corria para o ribeirão Garcia.

Um desses dias de 1956, a minha tia foi visitar suas cunhadas, a vó, etc...e levou meu primo que tinha na época uns 3 anos. Eu tinha então 5 anos. Elas, como de praxe, sentaram-se, e enquanto tomavam um cafezinho, já estavam tentando atualizar as “lives” . Eu e o primo aproveitamos então para brincar. Corríamos pra lá e pra cá, tanto dentro como fora de casa.

Lá pelas tantas, o primo disse que precisava ir na privada. Como ele era bem pequeno, eu disse a ele que poderia ensiná-lo a usar a privada, pois com todos os meus “anos de experiência”, estava mais do que apto a ajuda-lo. E lá fomos nós.

Eu disse a ele: Óh, a gente coloca um pé no lado do buraco e o outro pé, no outro lado. E ai manda ver. Ele subiu no assento e assim fez. Mas eu vi que o seu pé direito ficou muito afastado do buraco. Eu disse então: Não é assim! O teu pé ficou muito longe. Tem que ser mais perto, senão você fica todo torto. Ele deu aquele embalozinho para a esquerda, tentando levantar o pé direito e eu peguei no tornozelo dele para ajudar a colocar no lugar certo.

Porém, tudo aconteceu tão depressa, que enquanto ele levantava o pé, eu empurrava esse pé para colocar mais próximo do buraco. O problema é que o pé, passou da beirada, e já estava, portanto, na direção do buraco. E, aí, desceu. Desceu o pé, e o menino atrás. Totalmente dentro do buraco.

Saaannto Deus! Aí foi aquele gritêdo, aquele berreiro. O menino se assustou com a queda e também por estar em um lugar onde ninguém gostaria de estar. As mães e tias imediatamente correram para acudir, assustadas e também perplexas de como pôde acontecer aquela situação.

Retiraram o menino de lá, tentando acalmá-lo, pois chorava desesperado e providenciaram logo um bom banho visando eliminar possíveis contaminações, ao mesmo tempo que faziam aquele “inquérito” para entender como tudo foi acontecer. Acontecem sustos que marcam a memória da gente. Felizmente todos se salvaram. Uuuffaa!

Sérgio Cunha – 30/07/2020

As fotos das latrinas são somente ilustrativas. 

terça-feira, 28 de julho de 2020

- Um Rosto por dia

Adalberto - 64 anos em Junho 2017
Adalberto Day, 67 anos (em 2020), nasceu em Blumenau. A mãe era costureira e o pai, tecelão e bombeiro. Ambos trabalhavam na Empresa Industrial Garcia e a família vivia na Rua Almirante Saldanha da Gama, bairro Glória, numa das casas populares destinadas a funcionários da indústria. Beto, como é conhecido, tem uma irmã mais velha e um irmão mais novo. Estudou na Escola São José, atual Celso Ramos, no Pedro II e no Colégio Vale do Itajaí. 
Rua Almirante Saldanha da Gama
Inicio da Rua da Glória - 
Fez o curso técnico em Contabilidade e se formou em Ciência Sociais na Universidade Regional de Blumenau (Furb) em duas cadeiras: Bacharel e Licenciatura. 
A infância foi “extremamente rica e maravilhosa”. Quando não estava na escola, vivia entre os pés de goiaba e pitanga, pescando ou jogando futebol e pião na rua. Na adolescência e juventude jogava futebol, basquete e vôlei e ajudava nos serviços domésticos, como serrar e cortar lenha, capinava, além de cuidar das galinhas que eles criavam. Conheceu a futura esposa em uma festinha e se casou aos 23 anos. 
O casal foi morar na Rua Progresso, onde ficou por oito anos, e hoje está na Rua Julio Heiden há mais de três décadas (se mudaram para próximo ao Complexo Vila Germânica em novembro de 2017). Eles tiveram duas filhas e estão juntos desde 1973 . O primeiro emprego ele conquistou aos 15 anos na mesma empresa onde trabalharam o pai e a mãe. Começou como auxiliar de depósito, foi para o faturamento e depois para o departamento pessoal. Foram 25 anos na Empresa Garcia, que depois foi incorporado pela Artex. 
Atuou como professor nas escolas Pedro II, no Canto do Rio, e Padre José Maurício. Também dava palestras motivacionais e como pesquisador da história e trabalhou na empresa de um amigo que lidava com peças de carros. Mesmo com tantas atividades, Adalberto é mais reconhecido pelas pesquisas que faz desde os sete anos de idade sobre a história do bairro Garcia e de Blumenau. Começou com a curiosidade sobre a origem dos nomes das localidades e se aprofundou lendo, conversando e reunindo um acervo de fotos, documentos e objetos históricos. Acervo que em breve deve ser colocado ao alcance do público (Na EEB Celso Ramos) . Também mantém um blog onde publica os resultados das pesquisas que ainda faz. Tudo com o apoio e a colaboração da esposa. Apesar de um câncer que superou recentemente, ele quer viver muitos anos e se sente motivado porque está convicto de que ainda tem muito a fazer.

Texto PUBLICADO POR PANCHO - Jornalista NSC

Data da entrevista: 1º de junho de 2017

Ouça abaixo um pouco da voz de Adalberto
Colaboração: Djalma Fontanella da Silva/Fotos acervo de Dalva e Adalberto Day

domingo, 12 de julho de 2020

- Rodolfo Rosumeck

  – Adendo: Adalberto Day
Rodolfo Rosumeck morou em frente do Estádio do Amazonas, e depois nos anos de 1965 foi nosso vizinho na Rua Almirante Saldanha da Gama. 
Participou da Guarnição de Corpo de Bombeiros da Empresa Industrial Garcia.
Adalberto e Nicassio
Seu filho Adalberto, também foi um grande goleiro campeão pelo Amazonas em 1955/56/57. Depois foi jogar no Carlos Renaux, treinou antes no Santos e outras equipes, voltou em 1963 para o Palmeiras de Blumenau.
Uma das equipes de futebol que mais brilharam nos anos 1930, no cenário estadual, e, em especial, no Vale do Itajaí, foi, sem dúvida, a do Amazonas Esporte Clube, cujos Jogadores, em sua maioria, eram operários pertencentes à Empresa Industrial Garcia. O Amazonas Esporte Clube possuía uma equipe homogênea, integrada por aplaudidos valores, entre os quais destacavam-se Chiquito, Edgar, Meni Kielwagen, Nena Poli,Leopoldo Cirilo, Ewaldo e Pedro Tensini, Boia, Ata Karsten, Amadeu, José Pera, Marcos Moritz, além de outros. Mas, uma das principais, senão a principal figura do afamado onze amazonense, foi, naquela época, o valente, elástico e aplaudido goleiro Rodolfo Rosumeck. 
Suas atuações, no reduto final da aprimorada equipe amazonense, tornaram-se, ao longo dos anos em que ele defendeu aquela meta, conhecidíssimas em todo o Estado de Santa Catarina. Rodolfo Rosumeck era, sem sombra de dúvida, motivo de tranquilidade e confiança dos homens que guarneciam a zaga e a linha média do Amazonas. Ele orientava seus. companheiros e sabia colocar-se, sempre na linha de arremessos dos adversários, tornando-se assim, muito difícil de ser vazado seu reduto. Hoje, passados tantos anos daquelas soberbas atuações do Amazonas, ainda nos lembramos bem da figura atlética e técnica de Rodolfo Rosumeck. Ele iniciou-se no futebol, defendendo as cores do Tamandaré, de Ibirama, cidade onde nasceu a 03 de fevereiro de 1911. Aos 17 anos, já como goleiro consagrado em Ibirama por suas magníficas atuações no Tamandaré, Rodolfo mudou-se para Blumenau, ingressando, no dia 14 de novembro de 1928, como operário aprendiz de tecelão, na Empresa Industrial Garcia, começando seu primeiro dia de serviço às 13,30 horas, ou seja, no segundo turno que terminava às 1.0 horas da noite. Foi aí que Rodolfo conheceu a equipe do Amazonas. Como era ainda desconhecido, não teve oportunidade imediata de ingressar na equipe, mesmo porque era muito jovem. Assim, começou a jogar na equipe do Guarani, que possuía seu campo nas proximidades de onde hoje acha-se o quartel do .. 23° . B. I. Depois, jogou no Bom Retiro. Nesses dois anos de atuações naquelas equipes, Rodolfo mostrou sua grande versatilidade como goleiro, projetando-se sobremaneira no conceito dos torcedores em geral. 
Foi então que o conduziram para a equipe do Amazonas, numa quase imposição do Diretor da Empresa Industrial Garcia, o sr. João Medeiros, o qual, para Rodolfo foi um dos seus melhores amigos, de saudosa memória. A partir de então, Rodolfo tornou-se o titular absoluto do arco amazonense. começando uma carreira esportiva verdadeiramente vibrante, rodeado sempre pelo Arquivo Histórico José Fereira da Silva - Blumenau - SC por seus inúmeros admiradores e amigos. Agora já um completo tecelão, administrando a produção de dois teares "Jacquard", Rodolfo sentia-se muito feliz. Treinava. com assíduo e, nos fins de semana, estava sempre na melhor forma para defender o arco daquela famosa esquadra que, nos anos 30 a 40, deixou saudades. Ele cita, ainda, além dos jogadores já mencionados, os nomes de Noventa e de Amadeu, que- compunham a forte equipe amazonense. Aos 26 anos de idade, profissional tecelão capacitado e goleiro consagrado, Rodolfo passou a viver outra vida. Casou-se com Irma Westphal, nascida dia 23 de setembro de 1915. O casamento ocorreu no dia 17 de abril de 1937. Desta união, nasceram dois filhos: Adalberto e Marlene. E dos dois filhos, resultaram cinco netos, sendo um de Marlene e 4 de Adalberto. E deste. lhes foi proporcionada a felicidade de nascerem, de seus filhos, 6 bisnetos. Rodolfo Rosumeck lembra com gratidão de vários diretores que passaram pela Empresa, enquanto trabalhava na mesma. Cita, além do sr. João Medeiros, seu grande amigo a quem muito admirava e estimava, o sr. Ernesto Stodieck Jr., Max Pagel, Felix Bauer, Curt Prayon e Rolf Ehlke.
Para todos, tem uma palavra de carinho e respeito. Não culpa nenhum dos diretores pelo desgosto que teve. Quando aposentado, permaneceu trabalhando como contramestre durante mais três anos _ Queria continuar ainda muitos anos a trabalhar, mas o dispensaram, com o argumento de que ele deveria usufruir de sua aposentadoria. Ele diz que, em certas ocasiões, virava dia e noite, para garantir a produção necessária à empresa. Trabalhava até 3 ou 4 horas da madrugada, ia em casa tomar café e retornava logo após, trabalhando durante todo o dia. Trabalhava porquê gostava de trabalhar, assim como gostava de jogar. Ainda referindo-se ao futebol, Rodolfo diz que considerava como o mais completo goleiro de todos os tempos, o então goleiro do Blumenauense, (atual Olímpico), Kuenich, que mais tarde foi ecônomo do C.N. América e, posteriormente, do Centro Cultural 25 de Julho, já falecido e e saudosa memória. Diz ainda que a maior vitória do Amazonas aconteceu sobre o Recreativo Brasil Esporte Clube, hoje Palmeiras, por 13 a O. Na partida seguinte, de revanche, houve empate e resultou numa briga enorme em que saíram muitos feridos. Referindo-se à seus anos de solteiro, Rodolfo conta-nos um fato ocorrido num salão existente no Vorstadt, denominado Salão Bretzki . Diz ele que estava participando das danças e a festa era animada, com muitas moças e muitos rapazes divertindo-se. Lá pelas tantas, o "tempo fechou", armando-se uma briga enorme entre dois grupos de rapazes. Rodolfo diz que a briga foi devido a uma jovem ter-se negado a dançar com alguém. Ele, que nada tinha a ver com a história, também foi ferido a faca. Diz que nunca viu tanta faca sendo exibida pelos, briguentos. Naqueles tempos, não havia um serviço de ônibus regular do bairro Garcia para a cidade. Existia um motorista conhecido por Zep, que possuía um Ford-Balão ano 1927 e que servia de táxi. Havia também um ônibus do sr. Bohem, que fazia transportes esporádicos à cidade e vice-versa, mas que não havia horários predeterminados. Neste ônibus, Rodolfo nunca pagou passagem, e possuía carta-branca, pois Bohem era assíduo torcedor do Amazonas. Existia também um carro de mola de propriedade do sr. Gustavo Buerger e que fazia corridas, como táxi, do Garcia para o centro. No bairro Progresso, também havia um carro de mola, lá pelo Jordão e que servia a população local. Rodolfo lembra, ainda, como curiosidade da época, O ano em que José Pera (1935), participou do desfile carnavalesco na cidade, enfiado num carrinho de quatro rodas, no qual só ele cabia, usando uma toca na cabeça e mamadeira na boca, puxado por um burrinho, recebendo muitos aplausos do povo que lotava os passeios da rua 15 de Novembro.
Como acontecimento trágico, Rodolfo lembra uma terrível enxurrada ocasionada por um forte temporal, nas proximidades dos anos 1940, quando conseguiu salvar de morte certa o então jovem jogador Augusto de Souza, (mais tarde conhecido como " o velho Augusto", grande jogador do Palmeiras) e Chico Manco, Rodolfo atirou-se às águas e conseguiu retirar delas primeiro o Augusto e depois o Chico.
 Retornando as suas memórias do tempo da Empresa Industrial Garcia, Rodolfo diz que uma de suas grandes alegrias, foi ver reconhecida sua dedicação profissional, ao ser promovido a contramestre no dia 10 de abril de 1951 (como diz ele, parece mentira, mas é verdade), mostrando-nos sua carteira profissional devidamente anotada. Nos dias de hoje (Janeiro de 1996), Rodolfo vive ao lado de sua amada companheira Irma, em sua residência no bairro Bela Vista, Vorstadt (ambos já falecidos adendo junho 2020). Vive de belas dações, consciência tranquila do dever cumprido, tanto como esportista, como profissional tecelão e especialmente como pai, avô e bisavô, cercado do carinho de todos estes seus descendentes.
José Gonçalves diretor do Arquivo Histórico e Cultura em 1996.
Dados relatados na Revista Blumenau em Cadernos Tomo XXXVII – Fevereiro 1996 página,50, 51.
Fotos de Adalberto Day.

sábado, 27 de junho de 2020

- Hospital Santa Catarina - 100 anos

HOSPITAL SANTA CATARINA – 100 ANOS
Wieland Lickfeld – Instituto Histórico de Blumenau

            
 Ilustração década de 1920 – Acervo AHJFS
Embora a existência de locais destinados ao cuidado de doentes remonte à Antiguidade, sua expansão está relacionada à prática da virtude cristã da hospitalidade e do amor ao próximo. Serviram, portanto, de modelo aos hospitais modernos, muitos deles ainda hoje ligados a entidades religiosas, os antigos monastérios, que ofereciam refúgio a viajantes e doentes pobres.
Ao fundar, em 1850, o núcleo colonial da então Província de Santa Catarina que 30 anos mais tarde se tornaria o município de Blumenau, o Dr. Hermann Bruno Otto Blumenau priorizou duas questões relacionadas ao bem-estar dos imigrantes evangélicos que acreditaram em seu projeto: o cuidado com sua saúde e com sua assistência espiritual.
Da assistência espiritual, nos primeiros dois anos, tratou ele mesmo, dirigindo cultos improvisados no galpão de recepção de imigrantes. Com a chegada do professor Ferdinand Ostermann, em 1852, este passou a dirigir os cultos. Rudolph Oswald Hesse, o primeiro pastor evangélico da Colônia, chegou em julho de 1857, e o primeiro culto que realizou, em 09 de agosto daquele ano, marca a data da fundação da Comunidade Evangélica em Blumenau. Com a chegada de imigrantes católicos, também a sua assistência espiritual entrou para a pauta da direção da Colônia.
A assistência médica em Blumenau teve início com Carl Wilhelm Friedenreich, pertencente ao grupo pioneiro imigrado em 1850. Era veterinário prático com formação e experiência em cirurgias, e seu perfil fez com que se tornasse o primeiro parteiro da Colônia e o primeiro a fazer as vezes de médico junto aos seus moradores. Mais tarde, em situações de vacância médica, Friedenreich seguiu prestando serviços médicos na Colônia.
Em 1852 imigrou o Dr. Fritz Müller, que se tornaria um dos naturalistas mais notáveis do século 19. Concluiu também o curso de Medicina, mas, por negar-se a prestar um juramento de teor religioso, não recebeu o diploma. Embora não tenha praticado a Medicina em caráter regular, é certo que atendeu a chamados em que sua expertise se fez necessária.
O primeiro médico de Blumenau foi o Dr. Bernhard Knoblauch, imigrado em 1858. Ele viu nascer, em 1870, o rústico galpão de madeira que abrigou a primeira casa de saúde da Colônia, a célula mater no futuro Hospital Santo Antônio. O ranho ruiu em 1874, por não ter resistido à fúria de um temporal, e um novo hospital, erguido na técnica enxaimel, foi inaugurado em 1876. Até a emancipação da Colônia, em 1880, somente efetivada em 1883, o Dr. Knoblauch foi sucedido pelos seguintes médicos: Dr. Carl Tobias Rechsteiner, Dr. Claus Friedrich Jebe e Dr. Charles Francis Vallotton.
As mudanças ocorridas no âmbito administrativo com a emancipação da Colônia atingiram também o antigo hospital, que passou a ser dirigido pela Sociedade de Mútua Assistência em Enfermidades. Fruto de uma inciativa de plano de saúde surgida em 1860, a entidade permaneceu à frente do hospital até 1916, quando teve início o seu processo de municipalização, encerrado em 1924. Trabalharam no hospital neste período, em caráter regular ou eventual, entre possíveis outros, os seguintes médicos: Dr. José Bonifácio Cunha, Dr. Hugo Gensch, Dr. Franz Kübel e Dr. Christian Johnsen. Sob a administração do município, o hospital recebeu novo impulso pelo incansável trabalho do Dr. Afonso Rabe. Em 1948 recebeu seu nome atual: Hospital Santo Antônio.
Atualmente Blumenau conta, além do Hospital Santo Antônio, com três outros hospitais gerais: Hospital Santa Isabel, inaugurado em 1909 pelas Irmãs da Divina Providência; Hospital Santa Catarina, inaugurado em 1920 pela Associação de Comunidades Evangélicas de Santa Catarina; e Hospital Misericórdia, sem vínculo confessional, inaugurado em 1923. E existem hospitais especializados, como o Hospital Dia do Pulmão, Hospital de Olhos, etc.
Hoje, 27 de junho de 2020, comemora-se o centenário da inauguração do Hospital Santa Catarina de Blumenau. Indiretamente, encontraremos sua origem numa associação denominada “Conferência Pastoral Evangélica de Santa Catarina’, fundada em 1893. A entidade foi legalizada com estatutos próprios somente em 1907 e uma de suas finalidades consistia na organização de uma associação sinodal que abrigasse as diversas comunidades evangélicas existentes. Uma reunião preliminar com este objetivo foi realizada em Blumenau em 1909.
De acordo com uma das quatro teses aceitas como base para a futura entidade, a Associação de Comunidades precisa ter condições de assumir tarefas caritativas que cabem aos cristãos, como criar asilos para idosos, orfanatos e outros. Um importante passo para atender a esta premissa fora dado em 1907, com a fundação, com o objetivo de prestar auxílio a parturientes e recém nascidos, da Sociedade Evangélica de Senhoras de Blumenau. A iniciativa partiu de Mildred Burrow, esposa do Pr. Walther Mummelthey, que fora enfermeira da Cruz Vermelha. A entidade forneceu, em 1909, as duas primeiras diaconisas enfermeiras ao Hospital Municipal.
Passados outros dois anos, foi constituída em Blumenau, em 1911, a Associação de Comunidades Evangélicas de Santa Catarina, tendo como presidente o Pr. Walter Mummelthey, em Blumenau desde 1906. Foi ele um dos responsáveis pela visão diaconal da entidade, cujas quatro primeiras iniciativas prioritárias, de um total de cinco, preconizavam: 1. Criar um hospital evangélico que se torne um lar para os membros que necessitam de tratamento médico; 2. Criar um lar para idosos abandonados; 3. Estudar a possibilidade de criar uma instituição para pessoas com deficiências físicas e mentais que não têm parentes ou foram abandonadas; 4. Convocar diaconisas da Alemanha para prestar serviços diaconais nas instituições e fundar grupos de senhoras evangélicas nas comunidades. Eram objetivos ambiciosos, que exigiriam muito trabalho e investimentos.
A Comunidade Evangélica em Blumenau havia adquirido em 1914 o terreno em que anteriormente funcionou uma escola pública masculina, para nele edificar um asilo para idosos. Em 1915, durante assembleia ordinária da Associação de Comunidades Evangélicas de Santa Catarina, sugeriu o Pr. Mummelthey que se construísse em Blumenau um hospital evangélico com dependências anexas para abrigar um asilo para idosos e uma residência para diaconisas que trabalhassem no hospital e na assistência social à comunidade. Uma união de esforços levou à definição da localização do hospital: a Comunidade Evangélica em Blumenau repassou o seu terreno a preço de custo à Associação das Comunidades Evangélicas de Santa Catarina, permitindo a ela tomar as providências necessárias ao início da obra. Para o projeto foram contratados os serviços do arquiteto Albert Weitnauer e uma comissão foi eleita para a execução da obra. Era composta pelos senhores Alwin Schrader, Max Hering, José Deeke, Otto Rohkohl, G. Arthur Koehler, além do Pr. Walter Mummelthey. Coube a eles a tarefa de obter os recursos e fiscalizar a obra.
Em 1916, em plena Primeira Guerra Mundial, a pedra fundamental do hospital com asilo foi lançada. No entanto, já em 1917, com a entrada do Brasil no conflito, as obras avançaram lentamente, e sofreram uma paralização temporária em 1918, com a morte inesperada do arquiteto Weitnauer, e por falta de recursos. Cogitou-se, diante da situação, suspender a obra para retomá-la em data indefinida, mas a comissão, com o firme propósito de cumprir a missão que assumira, com ânimo renovado, retomou os trabalhos. Foi auxiliada pela doação de metade do valor da venda dos bens de Otto Schoenichen, falecido em Rio do Sul em 1918, que expressou em testamento o seu desejo de que seus bens fossem destinados à construção de um hospital evangélico em Blumenau e outro em Rio do Sul.
 Fachada na década de 1920 – Acervo AHJFS 
      Muitos foram os obstáculos, sobretudo financeiros, vencidos com muito sacrifício, para que em 27/06/1920, com 35 leitos – em 1922 já eram 46 – o Hospital Santa Catarina de Blumenau pudesse ser inaugurado. Todavia, não foi mantido o asilo para idosos no projeto. Este objetivo seria alcançado mais tarde, com a construção do Asilo Recanto do Sossego, no município de Braço do Trombudo. A construção original era composta de duas alas, com leitos distribuídos em duas salas, uma masculina e outra feminina, e em quartos de primeira e segunda classe, com uma e duas camas, respectivamente. À frente dos quartos privados existiam duas espaçosas varandas.
 Apartamento – Acervo AHJFS 
Após a inauguração, a comissão de construção foi dissolvida e eleito um conselho diretor, composto pelos senhores Max Hering, presidente; Alwin Schrader, tesoureiro; José Deeke, Victor Gärtner e Pr. Neumann, vogais. Como médico-chefe foi contratado o Dr. Christian Johnsen, que anteriormente trabalhou no Hospital Municipal, e o serviço de enfermagem, assim como a administração interna, ficaram sob responsabilidade da Irmã Gertrud Vogt, que viera a Blumenau em 1913, enviada pela Casa Matriz de Diaconisas de Wittenberg a pedido da Sociedade Evangélica de Senhoras de Blumenau. A Casa Matriz de Diaconisas de Wittenberg forneceu o corpo de enfermagem do hospital nos primeiros 15 anos de sua existência.
Conselho curador na década 1920 – Acervo AHJFS
        A partir de 1936 o Hospital Santa Catarina de Blumenau recebeu diversas obras de ampliação e modernização, resultado de um processo de adaptação a necessidades dos pacientes, de adequação a exigências legais, de acompanhamento da evolução tecnológica e dos modelos de gestão. É um processo contínuo, de respeito ao ser humano, que norteia sua missão, de cuidar das pessoas, promovendo saúde com segurança, empatia e eficiência, e tem como resultado a sua visão, de ser reconhecido por prover uma experiência diferenciada no cuidado da saúde.
 Imagem aérea – Acervo HSC       
 Hoje, ao completar 100 anos de existência, o Hospital Santa Catarina de Blumenau conta como uma área construída superior a 21 mil m2. Sua moderna estrutura abriga 152 leitos de internação, sendo 20 leitos de CTI Adulto, 10 leitos de UTI Neonatal e Pediátrica e 18 leitos de Clínica de Saúde Mental, além de seis salas cirúrgicas e 15 suítes. O hospital conta com cerca de 1000 colaboradores, dos quais 40% correspondem à equipe de enfermagem, e 400 médicos de 46 especialidades compõe seu Corpo Clínico. Mensalmente são realizados, em média, 3500 atendimentos no Pronto-Atendimento, e 750 internações. O número mensal de cirurgias é de aprox. 600.

Fontes:
BALSINI, AFONSO. Obras assistenciais. In: Centenário de Blumenau 1850 – 1950. Blumenau: Edição da Comissão dos Festejos, 1950.
KILIAN, FREDERICO. Hospital Santa Catarina. In: 1º Centenário da Comunidade Evangélica de Blumenau: 1857 – 9 de agosto – 1957. Blumenau, Tipografia e Livraria Blumenauense, 1957.
KORMANN, EDITH. “Hospital Santo Antônio” (Krankenunterstützungsverein). Blumenau em Cadernos, Blumenau, tomo XXVII, n. 5, p. 142-146, mai. 1986.
PISKE, MEINRAD (Org.). Centenário Sociedade Evangélica de Senhoras de Blumenau: 1907-2007. Blumenau: Editora Otto Kuhr, 2007.
SILVA, JOSÉ FERREIRA DA. História de Blumenau. 2ª ed. Blumenau: Fundação “Casa Dr. Blumenau”. 1988.
WEINGÄRTNER, NELSO. Associação de Comunidades: 100 anos em 2011. Não publicado, 2000. 

quinta-feira, 4 de junho de 2020

- Toca da Onça

Toca da Onça 
Várias versões.

A rua Henrique Reif era conhecida como Toca da Onça. Segundo relato de antigos moradores, conta-se que por volta de 1953, Alfredo Kath, Eugênio Klein, Ernesto Schoenau e David Bolch saíram, num domingo, para caçar uma fera que estava matando os animais domésticos e, somente na segunda-feira, os cachorros encontraram a toca da onça, onde por volta das 4 horas da tarde, conseguiram matar a onça no morro do abacaxi. O animal foi levado em seguida para o G. E.  Olímpico onde foi rematado o couro.
Antes Bairro Fortaleza, atualmente chamado de bairro Nova Esperança.
Em Blumenau há uma localidade conhecida por Toca da Onça logo após ao
anteriormente existente paredão de pedras na curva à margem esquerda do Itajaí Açu, defronte ao bairro Boa Vista, (Morro da Banana-antigas terras de Carl Rischbieter- o cervejeiro) o qual nos primórdios, antes de desbastado, quando descia abrupto até a beira do rio, obstava a comunicação por terra - não sendo via carroçável, nem mesmo permitindo a passagem de bestas - entre a Itoupava Norte e a Ponta Aguda. Recebeu, a dita pedreira, o nome de Fortaleza topônimo que com o passar dos anos foi transferido, qual metástase, para a região significativamente mais ao norte e que atualmente designa, impropriamente, a nova região por Bairro da Fortaleza. Portanto o dito local Toca da Onça, situava-se pouco a montante da antiga Fortaleza (como já dito, na atualidade designam local muito a jusante) , ou seja nas redondezas da localização da fábrica da coca-cola e 2º distrito policial. Entretanto o topônimo Toca da Onça é há longa data empregado e, malgrado nossas pesquisas, não conseguimos descobrir, com precisão, sua origem e talvez alguém ainda possa esclarecer a razão desta denominação. Sem embargo, e considerando que não se conseguiu localizar a transcrição, tentaremos passar, de memória, um antigo caso de caçada à onça que parece consta de alguma das muitas e interessantes reportagens de autoria do Sr. Harry Zuege. Constaria que, no distante passado, o colono Sr. Spernau vinha percebendo, seguidamente, o desaparecimento de galinhas no seu curral. Teria resolvido acabar com o bichano e para tanto armou-se de espingarda supondo que o causador fosse um gato do mato, ou no máximo, uma jaguatirica, tendo antes preparado artifícios que denunciassem a presença de animal no galinheiro e, pela madrugada, percebeu os sinais denunciadores da presença estranha no local.
Desacompanhado, dirigiu-se ao rancho e deu com uma enorme onça (esses felinos costumam pesar mais de cem quilos) na sua frente e, afobado, disparou a arma, mesmo que não provida de tiro suficientemente potente. A onça ferida fugiu, entretanto, dia seguinte teriam conseguido localizá-la com cachorros e dado cabo do animal. Na história o que mais chamou a atenção foram as localizações. Ora, pela descrição o local da casa de Spernau deveria ser nas imediações da atual rua Mal. Rondon, na Itoupava Norte, entretanto por volta de 1975, havia um Sr. Spernau, nome aliás pouco comum, que residia no exato prédio que presentemente (1995) abriga o 2º distrito policial, bem no início da dita Toca da Onça. E como esse Sr. Spernau, na época em que lemos o artigo indagamos relativamente a precessão de seus antepassados como residentes na Toca da Onça, informando-o do motivo de nossa curiosidade, entretanto, o indagado informou-nos desconhecer a historia, dizendo ainda que seus pais o precederam residindo naquele lugar, deixando-nos em dúvida para liquidar de vez a charada . Teria essa onça uma enorme legítima pintada fêmea de 90 kg, medindo dois metros e meio da cabeça à ponta da cauda, foi morta, por dez homens que deflagraram mais de 25 tiros, exatamente naquele local (Toca da Onça) e a acreditaram como fugida de algum circo. lhe deram um tiro com uma espingardinha 32 que a pôs tonta - chumbaram-na com os pica-paus, e foi necessário aplicar-lhe o tiro de misericórdia. A partir de então o topônimo vingou e passou a ser empregada a expressão Toca da Onça para denominar aquela localidade.
Texto Niels Deeke
Vejam o Vídeo da TV NSC
Leiam:

domingo, 5 de abril de 2020

- Curiosidades sobre o Amazonas

Bandeira do Amazonas de 1920 e 1952
1) O clube Alvi Celeste - ou anilado como era conhecido o Amazonas, fundado (oficialmente em 19 de setembro de 1919) por empregados da Empresa Industrial Garcia, já praticavam o futebol desde o início do século 20 (1909), era o time proletário do bairro Garcia.
23 BI - Traves do Amazonas estão ali desde 1974
Teve como primeiro estádio por alguns meses, onde hoje é o 23 BI (as traves quando do encerramento do Clube, foi para o Batalhão). Depois se transferiu para as proximidades da Rua Ipiranga (conhecida como Rua Mirador), por quase cinco anos, posteriormente por alguns meses, na rua Progresso próximo a Artex, onde existiu Bar do Barth e depois Bar e Comércio conhecido como Bar do Iko.
E, finalmente, em 1926, mudou-se para o definitivo local, próximo a Empresa Garcia, até ser aterrado pela Artex, em 1974. O último jogo no estádio foi dia 26 de maio de 1974. Amazonas 3x1 Tupi.
O nome da praça de esportes Amazonense, se chamava Estádio da Empresa Industrial Garcia, o mais belo de Santa Catarina até então.
O Clube era conhecido como o Time Anilado do Garcia ou Alvi Anil e  Alviceleste.
2) Conta a história que a camisa tinha as cores azul anil e branca. Como (se "comprava" ou adquiria-se) no máximo 2 uniformes por ano, confeccionados na Cia. Hering, e tecido algodão, quando lavadas, até a metade do ano Alvi Anil, depois no segundo semestre, era chamado de Alviceleste, devido desbotar.
3) Durante a segunda guerra, todos os clubes do Brasil que tinham nome de estados, cidades, ou alguma semelhança com o nazismo e fascismo tiveram que mudar de nome, e o Amazonas durante um período, chamou-se Aimoré. Depois, a partir de 02 de junho de 1952, passou a denominar-se tão somente Amazona Esporte Clube O cartório não aceitava mais Amazonas), retirando-se a letra (S) Pouca gente sabe disso, pois na realidade continuou até o seu fim definitivo, em janeiro de 1975, com o nome original.
 4) Por Volta de 1957, o time aspirante do Amazonas, se preparando para mais um jogo do campeonato, fica postado junto ao gramado e diante de sua torcida para uma famosa foto.
Foto batida no estádio do Amazonas no Bairro Garcia: da (E) para (D) em pé : Nino, (Bidico o menino), Amálio de Souza,, Lino Cestari e Célio, Chimbica e Massagista Valmor T. Victorino.
Agachados: Diretor Sylvio de Oliveira, Hércilio Machado, Curuca, João Massaneiro, Boião e Nelinho Reinert.
O time devidamente perfilado, eis que um jogador que não aparece na foto. O jogador conhecido como Costinha, correu ao banheiro após uma “diarreia”. Notem na foto que o local está vago e aos fundos aproveitando a deixa, aparece o menino Bidico.
5) A história registra (jornais da época) grandes goleadas aplicadas durante os anos de 1919 a 1944, vejam alguns resultados : 6x1 no Caxias de Joinville, 7x3 no Brusquense (Carlos Renaux, 9x0 no Paysandu, 5x1 no Marcílio Dias, chegando na ocasião a desafiar a Seleção Catarinense e derrotando-a pelo escore de 4x2.
aplicou pesadíssimas goleadas em adversários de categoria, como ocorreu em 18 de dezembro de 1938. Na tarde daquele dia, no seu belo estádio formando o onze anilado com Henrique; José Pera; Chiquito; Ada; Bóia; e Wehmuth; Alfredinho; Nena Poli; Leopoldo Cirilo; Olimpio e Seiler, o Amazonas aplicou uma terrível goleada no Brasil (Palmeiras-BEC) 9 x 1 foi o placar com gols de Bóia 2, Alfredinho 2, Nena Poli 2, Leopoldo Cirilo, Olimpio e Seiler 1 cada. Também nesse ano aconteceu a maior goleada imposta pelo Amazonas ao Blumenauense (Olímpico) 6 x 2 foi o placar.
6) Em 1939, o Grêmio Esportivo Olímpico promoveu um torneio no dia 09 e 10 de abril para a inauguração de seu estádio. O Amazonas sagrou-se campeão do 1º torneio disputado neste estádio.
- Em 1958 o Amazonas vence com facilidade a liga de amador, o placar mais elástico foi 11x0 no Floresta de Pomerode com quatro gols de Filipinho e vence também o torneio inicio no estádio da baixada.
- No dia 1º de setembro de 1961, o Amazonas perde por 1x0 na prorrogação para o Olímpico, com o estádio lotado a torcida Amazonense divide as arquibancadas com o rival. O Amazonas jogava melhor mais sofre o gol e perde o título, o empate daria o título ao clube Alviceleste.
Com o gol de Oriô, morre ao lado, onde estávamos na arquibancada, um torcedor fanático do Olímpico, (meu pai e eu estávamos presentes).
- Em 1962 o Amazonas é campeão na baixada (Estádio do Olímpico) do torneio inicio da LBF.
7) "Dizem os mais idosos, que jogou por aqui algumas partidas, o jogador Patesko, jogador do Botafogo do R.J., que também jogou na Seleção Brasileira”.
Como esquecer os gols de bicicleta do Filipinho, e aquele gol de calcanhar que o Dico fez contra o Palmeiras, as arrancadas fulminantes do Meyer, que quase sempre se transformava em gols, o Célinho, Dulfes artilheiros natos, Nilson (Bigo – maior artilheiro da história do clube) era zagueiro, fazia tantos gols que foi jogar de centro avante assim como tantos outros artilheiros que passaram pelo Amazonas.
8) Da vida futebolística Amazonense, alguns momentos ainda a registrar; em 23 de julho de 1939, o torneio que o Brasil (Palmeiras-Bec) realizou para comemorar o 20º aniversário de fundação, o Amazonas teve o prazer de ganhar o 50º troféu de sua existência até aquele momento, vencendo o torneio.
9) Certa vez por volta de 1957, após uma vitória de 2x1 sobre o seu arquirrival do bairro, o já extinto time do Progresso, os jogadores do Amazonas vieram a pé do campo do Progresso (hoje Canto do Rio), cantando a seguinte marchinha :
Passa pra lá; Passa pra cá;
 Arreda do caminho que o Amazonas quer passar; 
Nosso goleiro é um destemido; Os nossos beques de real valor; 
Alfaria vai chutando pra frente; 
E a nossa linha vai marcando gol.
Conta o Sr. Mauro Malheiros, do tempo em que atuava pelo Amazonas.
10) Já nos últimos dias de Amazonas 1974, quando da fusão com a Associação Artex, em um jogo decisivo do campeonato do Sesi, o Amazonas/Associação Artex venceu o Moveis Cimo de Rio Negrinho no Estádio do Guarani da Itoupava Norte e se tornou campeão Estadual Sesiano.
Neste jogo tudo previamente combinado, Wilson Siegel (Nene) atleta, e Adalberto Beto Day, levam a bola do jogo como recordação. Após o término do jogo, o juiz põe a bola em baixo de seu braço, e Siegel vai por trás, e com um leve toque consegue tomar posse da bola e jogá-la por cima do alambrado para mim que a levo direto ao ônibus. Essa bola (marca Drible)  foi a festa no campinho “12” onde jogávamos aos sábados a tarde  e aos domingos pela manhã.
11) O último jogo do Amazonas em seu magnifico estádio foi dia 26 de maio de 1974, Amazonas 3x1 Tupi, com 2 gols de Nilson Siegel (Bigo) e 1 de Tarcisio. Neste dia derradeiro, histórico e triste, a equipe que atuou pela última vez em seu estádio foram: Os últimos jogadores a pisar o gramado do majestoso estádio da Empresa Industrial Garcia, foram: Gaspar, Girão, Eloi, Luiz Pereira o Nena, e Adir, Nelsinho e Cavaco, Werninha (depois Poroca), Nilson (Bigo), Tarcisio e Ademir.
12A última conquista do Amazonas
A conquista derradeira com o nome de Amazonas foi em 1974, na Taça Governador Colombo Machado Salles, também disputado pelo União, Marcilio Dias, Carlos Renaux, Tupi e Humaitá. A campanha do Amazonas, que treinava na atual associação Artex, antigo pasto do Sr. Bernardo Rulenski, se desenvolveu em maus e bons momentos, culminando com a conquista a 14 de julho 1974, ao vencer o Humaitá, por 5x1 no estádio do Palmeiras. Só o avante Nilson (Bigo) fez quatro gols, que serviu para compensar a tristeza pela perda do seu estádio, o outro foi de Tigi (José Egidio de Borba).
Neste jogo derradeiro o Amazonas formou com Gaspar, Girão,Luiz Pereira (Nena), Vilmar e Assunção, Cavaco e Nelsinho, Werninha, Nilson (Bigo) Tarcisio torres e Ademir. Também atuaram Deusdith, Eloi, Adir, e Tigi.
Para saber a história leiam:
Texto e fotos Adalberto Day Cientista social e pesquisador da história.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

- Ponte 25 de Julho

  

Ponte 25 de Julho 
Como o fim da (Alameda Duque de Caxias) , tem a Rua  (mais conhecida como Palmeiras), o seu término na ponte sobre o ribeirão Fresco, (Pastor Brücke - Ponte do Pastor- atual Ponte 25 de Julho´ inaugurada em 25.7.1937 pelo prefeito Alberto Stein. Ponte sobre o ribeirão Fresco. No passado conhecida por Pastor Brücke´, isto é, a Ponte do Pastor´, pois logo adiante situava-se a casa do pastor evangélico) ponto em que a via passa a chamar-se rua Amazonas a partir de 1919.
Esta ponte, cuja construção foi símbolo do desenvolvimento para a época em que foi construída, recebeu esta denominação no ato de sua inauguração, em 25 de julho de 1937, pelo então Prefeito Alberto Stein. Porém, a homenagem somente passou a vigorar oficialmente por meio da Lei Municipal 8.492/2017, proposta por iniciativa da Fundação Cultural e sancionada pelo prefeito Napoleão Bernardes. A homenagem objetivou manter o registro histórico desta obra, batizada em referencia ao Dia da Imigração Alemã no Brasil. Atualmente, de sua estrutura original, resta firme somente sua cabeceira direita, como resquício da história, junto a uma das áreas mais urbanizadas de Blumenau.
Administração 2013/2020
Projeto “Resgatando Nossa História!”                                               
Blumenau, outubro de 2017   
Fotos e texto Adalberto Day.                   

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