“A Educação é a base de tudo, e a Cultura a base da Educação”

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terça-feira, 17 de dezembro de 2019

- Noite Feliz

Recebi do meu amigo José Geraldo Reis Pfau que recebeu de seu irmão Luiz Henrique Reis Pfau. Uma  história que envolve Blumenau.
Presépio que passou de gerações em gerações e desde 1976 está conosco (Dalva e Adalberto Day)

Olha que interessante este episódio da tradução da música Noite Feliz.

Se for verdade pode dar uma bela história.
Leia até o final da história da criação da música o comentário sobre a tradução para o português.

OBERNDORF, pequena aldeia austríaca à beira do rio Salzbach, região de Salzburg, véspera do Natal de 1818.
O padre Joseph Mohr estava desesperado porque o órgão da capela havia quebrado. A cantata de Natal seria um fiasco. Logo no primeiro Natal naquela paróquia. Pediu orientação a Deus e se lembrou que dois anos antes havia escrito um poema simples, também na véspera de Natal, após uma caminhada pelos bosques das montanhas da região. 
Encontrou o manuscrito do poema em uma gaveta da sacristia. Correu para a casa de um professor e músico humilde, chamado Franz Gruber e lhe perguntou se poderia musicar sua letra para que todos a pudessem cantar logo mais à noite, na missa do Galo.
Franz olhou e disse que sim, porque a letra era simples e permitiria uma melodia fácil. Mas teria de ser tocada no violão porque não haveria tempo para algo mais elaborado. Não era um problema porque não havia órgão disponível.
O padre Mohr agradeceu e correu de volta para terminar de organizar os detalhes da missa.
À noite, Franz Gruber chegou na capela com o violão e reuniu o coral para ensinar o hino improvisado. Que música era, afinal?
Stille Nacht (noite silenciosa, no original alemão) traduzida para o português como Noite Feliz.
Naquela noite de Natal de 1818, os participantes da missa da capela de Oberndorf cantaram maravilhados aquele hino tão singelo e profundo que viria a se tornar a canção natalina mais conhecida do mundo, sendo hoje cantada em mais de 50 idiomas.

Blumenau - Coral Mil Vozes

Como ela se espalhou?

Semanas depois, o técnico que veio consertar o órgão ouviu a história e pediu para tocar a música.
Ficou impressionado com a riqueza melódica da composição que decidiu difundi-la por todas as igrejas por onde passava, até que chegou aos ouvidos do rei Friedrich Wilhelm IV da Prússia, a Nova Iorque em 1838 e difundida de forma ativa também pela emigração alemã que era corrente naquela época.
Esta é a história do hino natalino Noite Feliz. O que começou como um momento de pânico e perspectiva de um fiasco, terminou como um eterno presente de Natal para toda a Humanidade em forma de música. 
Feliz Natal a todos.

Lojas HM - Natal Hermes Macedo em Blumenau década de 1970.
A versão brasileira foi escrita por um padre franciscano alemão frei Pedro Sinzig por volta de 1912.
O curioso e que nesta mesma época este mesmo frade trabalhou em Blumenau e foi professor do Colégio Santo Antônio hoje Bom Jesus.
Então há grandes chances desta letra em português ter sido pelo menos pensada, aqui em Blumenau.

Clique e ouça a musica: Música Noite Feliz

Luiz Henrique Reis Pfau/José Geraldo Reis Pfau
Fotos Adalberto Day/José Geraldo Pfau (Zé Pfau)

terça-feira, 5 de novembro de 2019

- E.I. Garcia. 1001 utilidades.

"1001" Utilidades.
A empresa pioneira no ramo têxtil de Blumenau.
Fazia de tudo, pioneira em quase tudo. Trouxe o Progresso para todo Grande Garcia e Blumenau.
Acervo: antigamente em Blumenau 
 
Mesma foto que possuo original - e notem ainda não existia a Artex a esquerda.

Transcrição com correção ortográfica:
Empresa Industrial Garcia – Blumenau Santa Catarina
Escritório e Fábrica: GARCIA
End. Telegrama: GARCIA
Caixa Postal N.22
Fiação, Tecelagem, Serraria, Marcenaria, Fundição e Oficinas Mecânicas
Assadeiras de Ferro fundido, Arados reversíveis EIG, Buzinas para carros, Bancos para Jardins, Chapas para fogão com quadro e de qualquer modelo e com radiador para instalação de água quente e fria, Cruzes de ferro para tumulo, Forjas quadradas, Moendas de cana (diversos tipos),  Maquinas para ferragem, grandes e pequenos Moinhos de fubá, adaptáveis ao descasques de café, Marquesas para vitrines, Pesos para balanças, Panelas de ferro, Rodízios para cama, Bombas centrifugas e outras quaisquer maquinas.
Sinos de bronze, de qualidade insuperável – Polimento durável
PEÇAM ORÇAMENTOS
Fundição da E.I.Garcia em 1944

Aspectos Históricos   
                 Em 1860, com a chegada do imigrante alemão Johann Heinrich Grevsmuhl nascido em (12 de novembro de 1804 – provavelmente falecido nos primeiros meses de 1883, abordo de um navio que o conduzia para tratamento de saúde na Alemanha), o Vale do Garcia tomava novo impulso.
Não satisfeito com os trabalhos agrícolas, passara a explorar a madeira da região, constituindo uma serraria, e com o represamento do Ribeirão Garcia, pode instalar uma atafona movida a força da roda d' água, (energia elétrica veio em definitivo para o bairro somente  por volta de 1914) que ficava próximo as duas Empresas Garcia e Artex.
            Os compensadores progressos do empreendimento levaram-no a associar-se com dois vizinhos, que conheciam a técnica da tecelagem, para a organização de uma fábrica. Nascia naquela região, a semente da indústria têxtil por volta de 1868, solidificando-se mais tarde com o nome de Empresa Industrial Garcia.
Em decorrência desta atividade têxtil, a região passaria por uma série de transformações, sendo uma delas o surgimento do lavrador-operário. A divisão da propriedade e o esgotamento das mesmas, provocadas pela falta de espaço para a “Rotação das Terras, dificultavam a opção do plantio, que não dependia exclusivamente do agricultor”.
            Outro aspecto que merece destaque é o fato do imigrante alemão ao chegar à nova terra, trazer na sua bagagem cultural, usos e costumes de seu país de origem.
           
            Dentro desta visão, o constante processo de desenvolvimento econômico, e consequentemente populacional, começa a abranger o Garcia. A industrialização abria espaços para novos empregos e muitos migrantes vindos de outras cidades buscam o "ELDORADO" de uma vida melhor. O espaço ocupado por estas pessoas: urbano e rural; providos ou não de recursos; e o próprio descaso dos órgãos municipais aos longos dos anos, passava a gerar problemas sociais devido à falta de infraestrutura da cidade para acompanhar o desenvolvimento crescente das últimas décadas.

A Pioneira
A primeira indústria que se instalou no bairro e mais antiga de Blumenau, foi a Ex-Empresa Industrial Garcia em 1868, na Rua Amazonas nº 4906 - fundada por Johann Heinrich Grevsmuhl (que possuía em suas terras que depois foram vendidas para Garcia e Artex, uma roça de aipim com um moinho para fubá e engenho de serra) August Sandner, Johann Gauche,( Confirmado no Documentário da CIA. Hering por ocasião de seu centenário  em 1980) associaram-se com um tecelão, conhecido como Lipmann (já possuía teares desde 1865) que ajudou a montar alguns teares e deram impulso na primeira indústria têxtil de Blumenau, com o nome de “Johann Henirich Grevsmuhl & Cia.” Este era o nome da pequenina tecelagem -. A partir de então, a tecelagem passa às mãos de Gustav Hermann Roeder hábil tecelão ajudou a montar a empresa, mas ficou somente até 1878 quando retornou para Alemanha.
. Em 1883 passou a denominar-se “Tecelagem de Tecidos Roeder”,. Em  1906 “Probst & Sachtleben”.

Em 1913 a Empresa foi transformada em Sociedade Anônima, adotando a denominação “Empresa Industrial Garcia  & Probst”. Fabrica de Fiação e Tecelagem – Tinturaria – Fundição – Serraria – Olaria - -Oficina Mecânica – Marcenaria - Ferraria.
A empresa colocou o nome de Garcia em homenagem a primeira família a residir no bairro conhecido como gente do Garcia. A ex E.I.Garcia já foi também conhecida  pela fabricação de maquinário agrícola e de sinos para Igrejas. Otto Huber técnico austríaco trouxe idéias não só para a tecelagem, mas também foi responsável pela implantação do prédio com três pavimentos.

Em janeiro de 1918  verificou-se a nova alteração no nome da firma  com a retirada do seu maior acionista JÚLIO PROBST. Na constituição da nova sociedade, verificou-se a entrada de capitais de Curitiba Grupo Hauer (permanecendo até o final da Empresa), passando definitivamente a denominar-se “Empresa Industrial Garcia S/A”.
 Em 15 de fevereiro 1974, a E.I.Garcia, incorporou-se a Fábrica de Artefatos Têxteis  - Artex. A incorporação teve cunho político através do governo federal, que investia nas duas empresas, a Artex dirigida pela família Zadrozny e a Garcia controlada por dirigentes do Estado do Paraná, grupo Hauer, que controlava a empresa que pertencia a um grupo canadense. O processo de incorporação teve início no dia 15 de fevereiro de 1973.
Empresa centenária em 1968

Texto Adalberto Day e com colaboração de José Geraldo Reis Pfau.

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

- Olimpíco 100 anos de História.

No dia 16 de agosto de 2019 recebi em nossa residência as 13:30 horas , a Camisa "100 Anos" do Clube Grená - Grêmio Esportivo Olímpico de Blumenau. Foram confeccionadas apenas 100 camisas. A honra foi me concedida pelo atual presidente do Clube Grená Braulino Pontes, que já foi Goleiro do Fluminense RJ, Figueirense, Blumenau Esporte Clube entre outros clubes. 
 
História: 
O Olímpico foi fundado em 14 de agosto de 1919, e desativou seu futebol profissional em 1970. Este foi o palco que viu por duas vezes a única equipe de futebol de Blumenau ser campeã do Estado, em 1949 e 1964.
Neste belo estádio e com um gramado invejável, atuaram grandes jogadores do futebol brasileiro: Pelé, Garrincha, Zito, Barbosa, Belini, Paulinho de Almeida, Sabará, Teixeirinha e tantos outros. Clubes como : Santos, Flamengo, Vasco da Gama, Botafogo, Fluminense, Grêmio....
Hino do Olímpico: Autor do Hino Márcio Volkmann/Edson da Silva
Forte és, alvi-grená
Por tua história, teu valor
Pela camisa reluzente
Pelo grito do torcedor
Estribilho
Olímpico, Olímpico,
O teu verbo é vencer
Olímpico, Olímpico
És a razão do meu viver
A baixada das conquistas
Na Alameda das vitórias
Fez surgir esse gigante
Uma paixão de muitas glórias
(repete o estribilho)
Para quem quiser ouvir,
Com orgulho vou cantar
É grená meu coração
Para sempre vou te amar.
(repete o estribilho)
Antiga arquibancada do G.E. Olímpico Arquivo: Evelin Koterba
Pelé e Garrincha jogaram no tapete verde da Baixada. Pelé jogou pelo Santos contra o Olímpico de Blumenau no dia 30 de agosto de 1961. O placar foi 8 a 0, com cinco gols marcados pelo rei. Já Garrincha, "o anjo das pernas tortas", atuou no Estádio da Baixada com a camisa do Olímpico no dia 30 de agosto de 1969. O adversário foi o Caxias de Joinville. Torneio chamado "Vera Fischer" homenagem a então eleita Miss Brasil de 1969 - moradora do bairro Velha em Blumenau.
O Olímpico não foi só forte no futebol, mas também no amadorismo. A história de Waldemar Thiago de Souza confunde-se com a do atletismo catarinense. Nascido em 1926 , na localidade de Espinheiro (Ilhota), veio para Blumenau ainda jovem. Durante décadas foi o quase que imbatível atleta fundista de 5 mil e 10 mil metros. Representou Santa Catarina pelo Brasil, levando o nome de Blumenau além-fronteiras na década de 40 Ele representa todo o sucesso do Clube Grená no atletismo, como a família Belz , Paulo Zimmer, Mara Furmann e tantos outros.
Vídeo dos 3 gols de Rodrigues na final de 1964 - Narração Alvaro Correia e Edemar Annuseck
Para saber mais acesse : - “O Foot-Ball Club Blumenauense”.
Arquivo de Adalberto Day

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

- TV em SC !

TV EM SANTA CATARINA !
Por :Carlos Braga Mueller (foto) (Jornalista e ex-apresentador da TV Coligadas)
O pioneirismo em comunicações na cidade de Blumenau começou com a instalação da primeira estação de rádio no Estado: a PRC-4 Rádio Clube de Blumenau, nos anos trinta do século passado. Decorridos mais trinta e poucos anos, outro pioneirismo: a inauguração oficial, em 1º de setembro de 1969, do Canal 3 -  TV Coligadas de Santa Catarina, primeira emissora de televisão catarinense a emitir sinais locais para uma plateia que até então só recebia imagens de canais paranaenses ou gaúchos. A TV Coligadas passou por muitas mãos desde que foi inaugurada, mudou de nome, hoje é a NSC-TV Blumenau. Mas naquele longínquo sessenta e nove, quando o rock e a bossa nova faziam sucesso, foi a iniciativa de três ousados blumenauenses que proporcionou o surgimento da TV Coligadas: Caetano Deeke de Figueiredo, que na época era empresário do ramo de cinemas; Wilson de Freitas Melro; um dos proprietários da rede de emissoras de rádio conhecida como "emissoras coligadas de Santa Catarina", e Flávio Rosa, também sócio dessa rede. Logo veio juntar-se a eles Flávio de Almeida Coelho.
Tal ação era resultado de um trabalho hercúleo: a equipe para irradiar essas imagens tinha que enfrentar a tortuosa subida do Morro do Cachorro, onde o transmissor já estava instalado, e dali, numa pequena construção que abrigava os equipamentos, faziam a transmissão.
A imagem criada por Beto Fausel no final dos anos 60 mostra o logotipo da TV Coligadas, canal 3, de Blumenau. 
Mas em 1º de setembro de 1969 o estúdio instalado na Rua Getúlio Vargas, nº 32, no centro de Blumenau, tinha sido dotado de tudo o que uma emissora precisava; a programação havia sido contratada com uma rede que tinha apenas cinco anos de vida e havia sido batizada de Rede Globo; a equipe de apresentadores e técnicos estava afiada, depois de treinar durante trinta dias sem parar. Os noticiários e programas de variedades eram apresentados por gente nossa.

terça-feira, 14 de maio de 2019

- Vou-me embora pro passado

Vou-me embora pro passado
No passado, presente ou futuro sempre minha amada cidade de Blumenau
Passado e presente ou futuro  é agora, neste instante. Você é que determina o tempo.
Lá sou amigo de dr. Blumenau! do Fritz Muller! Dos Hering!  do Grevsmuhl! dos Hering!
Lá tinha a maior e primeira empresa Têxtil de Blumenau a Empresa Industrial Garcia do ramo Têxtil.
Lá tem coisas "daqui, ó!" tem o Trem Macuca, os Vapores Progresso, Lourenço e Blumenau.
Tem os Clubes Amazonas, Blumenauense/Olímpico, Brasil/Palmeiras/BEC. Bom Retiro, Vasto Verde, Progresso, Canto do Rio, Horizonte e Guarani. Têm até o Campinho do 12, ou Morro, lá Tem as Festas Juninas produzidas pelo José Henrique Pera.
Lá tem a "Ponte Preta" no Kroba e o Majestoso Hotel Holetz.
Lá tem o Tapume do Ribeirão Garcia no Beco Tallmann.
Tem clubes de Caça e Tiro e o bairro da  Velha onde nasceu Vera Fischer e a FAMOSC
Lá tem Gibis Roy Rogers, Buc Jones; Rock Lane, Dóris Day.
Vou-me embora pro passado.
Vou-me embora pro passado porque lá, é outro astral
Lá tem carros Vemaguet; Jeep Willes, Maverick; tem Gordine, tem Buick; tem Candango e tem Rural.
Lá dançarei Twist; Hully-Gully, Iê-iê-iê
Lá é uma brasa mora!
Lá ouço O “Pick-up da frigideira”, ,antigamente era assim, Marcha do Esporte
Só você vendo pra crê. Assistirei Rim Tin Tin; Ou mesmo Jinne é um Gênio. o Túnel do Tempo, Vestirei calças de Nycron ; Faroeste ou Durabem; Tecidos sanforizados Tergal, Percal e Banlon; Verei lances de anágua; Combinação, califon.
Escutarei Al Di Lá; Dominiqui Niqui Niqui
Me fartarei de Grapette nas farras dos piqueniques.
Vou-me embora pro passado
No passado tem Moleque Saci, Jerônimo, aquele Herói do Sertão.
Tem Coronel Ludgero com Otrope em discussão. Tem Mazzaropi e Tonico e Tinoco.
Tem passeio de Lambreta, de Vespa, de Berlineta; Marinete e Lotação.
Quando toca Pata Pata; cantam a versão musical; "Tá Com a Pulga na Cueca"
E dançam a música sapeca; Ô Papa Hum Mau Mau.
Tem a turma prafrentex; cantando Banho de Lua.
Tem bundeira e piniqueira dando sopa pela rua
Vou-me embora pro passado
Que o passado é bom demais!
Lá tem meninas "quebrando" ao cruzar com um rapaz, elas cheiram a Pó de Arroz, da Cashemere Bouquet; Coty ou Royal Briar; colocam Rouge e Laquê, english Lavanda Atkinsons; ou Helena Rubinstein; Saem de saia plissada; ou de vestido Tubinho; com jeitinho encabulado; flertando bem de fininho.
E lá no cinema Busch, Blumenau, Mogk, Garcia, Atlas, se vê broto a namorar de mão dada com o guri, com vestido de organdi, com gola de tafetá. Tem também o Sr. Russo pra consertar nosso rádio a pilha Sharp e Mitsubishi.
Os homens lá do passado só andam tudo tinindo de linho Diagonal; camisas Lunfor, a tal!
Sapato Clark de cromo ou Passo-Doble esportivo ou Fox do bico fino.

De camisas Volta ao Mundo.
Caneta Sheafers no bolso; ou Parker 51.
Só cheirando a Áqua Velva; a sabonete Gessy; ou Lifebouy, Eucalol e junto com o espelhinho Pente Pantera, Carioca, ou Flamengo e uma trunfinha no quengo cintilante como o sol.

Tem Alvarenga e Ranchinho; tem Jararaca e Ratinho aprontando a gozação, Tonico e Tinoco
Tem Long-Play da Mocambo mas Rosenblit é o bom
Tem Albertinho Limonta ;tem também Mamãe Dolores, Marcelino Pão e Vinho
Tem Bat Masterson, tem Lesse,Túnel do Tempo, tem Zorro, Tarzan, não se vê tantos horrores.
Lá no passado tem corso, lança perfume Rodouro, Geladeira Kelvinator
Tem rádio com olho mágico, ABC a voz de ouro.
Se ouve o programa do Zé Betio, Carlos Galhardo, Orlando Silva, Francisco Alves, Nelson Gonçalves, Dolores Duran,
 em Audições Musicais, Piano ao cair da tarde
Cancioneiro de Sucesso, tem também Repórter Esso com notícias atuais.
Tem petisqueiro e bufê junto à mesa de jantar, o picolé do "Mirelo" tem o Tapume, O Menino Santo (o povo era enganado) .... Tinha a História do caso Waldemar Fachner, nunca solucionado, será porquê ... o assassinato ocorreu em 21 novembro 1967 no bairro Progresso Blumenau 
 Tem bisqüit e bibelô, tem louça de toda cor, Bule de ágata, alguidar
Se brinca de cabra cega, de drama, de garrafão Camoniboi, balinheira
De rolimã na ladeira, de rasteira e de pinhão.
Lá, também tem radiola de madeira e baquelita
Lá se faz caligrafia pra modelar a escrita

Lá se joga pião na rua, brinca-se de "Papai-mamãe" de médico , Bolinha de gude, de bilboquê 
Lá tem cada prima que oh!
Se estuda a tabuada de Teobaldo Miranda ou na Cartilha do Povo
Lendo Vovô Viu o Ovo, e a palmatória é quem manda.
Tem na revista O Cruzeiro a beleza feminina e Revista do Esporte
Tem misse botando banca com seu maiô de elanca o famoso Catalina
Tem cigarros Yolanda, Continental e Astória
Tem o Conga Sete Vidas, tem brilhantina Glostora
Tem Chacrinha e as chacretes.
Tem o programa do Jota Silvestre, Silvio Santos, Flávio Cavalcanti
Se ouve radialistas esportivos, Valdir Amaral, Jorge Curi, Doalcei Bueno de Camargo, Rudolfo Sestrem, Jeser Josi, Tesoura Jr., Amauri Pereira, Luciano Silva.
Escovas Tek, Frisante. Relógio Eterna Matic com 24 rubis pontual a toda hora
Se ouve página sonora na voz de Ângela Maria.
"— Será que sou feia?
— Não é não senhor!
— Então eu sou linda?
— Você é um amor!..."
Quando não querem a paquera Mulheres falam: "Passando, que é pra não enganchar!"
"Achou ruim dê um jeitim!"
"Pise na flor e amasse!"
E AI e POFE! e quizila mas o homem não cochila passa o pano com o olhar
Se ela toma Postafen que é pra bunda aumentar, Ele empina o polegar faz sinal de "tudo X" e sai dizendo "Ô Maré!
Todo boy, mancando o pé insistindo em conquistar.
No passado tem remédio pra quando se precisar.
Lá tem Doutor de família que tem prazer de curar
Lá tem Água Rubinat, Mel Poejo e Asmapan, Bromil e Capivarol, Arnica, Phimatosan, Regulador Xavier
Tem Saúde da Mulher
Tem Aguardente Alemã
Tem também Capiloton
Pentid e Terebentina
Xarope de Limão Brabo, e o capilé
Pílulas de Vida do Dr. Ross
Tem também aqui pra nós uma tal Robusterina a saúde feminina.
Vou-me embora pro passado
Pra não viver sufocado
Pra não morrer poluído
Pra não morar enjaulado
Lá não se vê violência
Nem droga nem tanto mal
Não se vê tanto barulho
Nem asfalto nem entulho
No passado é outro astral

Se eu tiver qualquer saudade escreverei pro presente, e quando eu estiver cansado da jornada, do batente, terei uma cama Patente, daquelas do selo azul, num quarto calmo e seguro onde lá descansarei.
Lá no passado "nóis" era chique, tinha Império (monarquia, D.João VI que fugiu de Portugal, tinha os filhos D. Pedro I (que proclamou a nossa Independência, será?, tinha o filho dele D.Pedro II (que mais parece nas fotos pai do D. Pedro I) tinha a princesa Isabel que libertou os escravos ...
Lá sou amigo do rei Pelé, do Zico, do Roberto Dinamite, do prefeito e do governador
Sou até meio parente do ditador Getúlio Vargas, e muitos acham que foi o presidente dos pobres, que fez muita coisa, ficou quase 19 anos ... alguma coisa ele fez, também o Brasil estava 200 anos atrasado ...
Lá no passado conversei com o "Lula" que disse que iria melhorar o país, "ledo engano"
Lá tem as Torres Gêmeas
Lá, tem muito mais futuro

No presente e futuro "Latinha"
Vou-me embora pro passado
Texto baseado em Jessier Quirino é paraibano de Campina Grande, arquiteto por profissão, poeta por vocação. É o autor dos livros "Paisagem de Interior", "A Miudinha", "O Chapéu Mau e O Lobinho Vermelho" "Agruras da Lata D'Água", "Prosa Morena - acompanha um CD com gravações de alguns poemas", "Política de Pé de Muro" e "A Folha de Boldo - Notícias de Cachaceiros", além de cordéis, causos, musicas e outros escritos. 
Imagens Adalberto Day

quarta-feira, 3 de abril de 2019

- Barracão dos imigrantes

OS PRIMEIROS TEMPOS em Blumenau
José Ferreira da Silva 
Reprodução
Pelos relatórios deixados pelo Dr. Hermann Blumenau podemos, hoje, fazer urna ideia, mais ou menos exata, de corno foi formado o povoado que ele fundara às margens do Garcia e do Velha e certas particularidades da vida da Colônia que, de outra forma, se teriam perdido para a posteridade. Mas houve, também, visitantes e colonos que escreveram muita coisa interessante a respeito dos primeiros anos de Blumenau. Nesse particular, algumas cartas de colonos a amigos seus, na Alemanha, e a parentes são muito preciosas. Felizmente, muita coisa ainda nos ficou a esse respeito. Em 1903, um antigo colono de Blumenau publicou num Calendário, escrito em alemão e editado em Joinville, urnas memórias muito pitorescas a respeito das impressões que lhe ficaram da sua chegada à nascente povoado do Dr. Blumenau. Convém traduzir uns trechos dessas memórias. Esse colono, cujo nome, entretanto, não consta do escrito, chegou a Blumenau em 1856, juntamente com outros imigrantes, que formavam um pequeno grupo, e os quais eram tratados, pelos que já aqui se achavam estabelecidos, de "alemães novos". Eram todos bem pobres, corno era a grande maioria dos imigrantes que para cá veio, mas agricultores ativos e trabalhadores. Era verão, bem próximo do Natal, quando eles chegaram à chamada "Stadtplatz", que quer dizer local da cidade, que nada mais era do que a sede da Colônia.
Reprodução
E o colono acrescenta ironizando: "0 local, sem dúvida, estava ali à vista, mas a cidade, onde estava?" E continua: "Desta nada se via. Havia urna única construção a que se poderia dar o nome de casa. Nela estava instalado o único negócio do lugar, ou melhor, de toda a Colônia e também o escritório do Diretor da Colônia. As outras moradias não eram mais que miseráveis choupanas, algumas ainda abertas, cobertas de palha. Algumas dessas edificações, legitimamente brasileiras, estavam ocupadas por urna companhia de soldados que ali se encontravam corno guardas de proteção contra eventuais assaltos dos bugres. Mas a sua principal ocupação consistia em caçar e pescar e, quanto ao mais, eles ficavam afastados dos imigrados o mais possível. Para o povoado mesmo eles eram realmente urna proteção que não era para se desprezar, mas os colonos do interior, mais distantes da sede, esses teriam que se proteger por si mesmos. Onde hoje se erguem prédios majestosos, havia, então, só mato, árvores ao lado de árvores, a floresta virgem. Nesta, os macacos e muitos outros animais se amontoavam, apesar dos muitos caçadores que havia. Não muito longe da foz do Garcia no Itajaí, ficava a casa mais importante para nós, recém-vindos: o barracão dos imigrantes". Antes de irmos adiante com a descrição desse barracão, precisamos dar alguns esclarecimentos para a melhor compreensão da narrativa do nosso colono. A única casa da povoação que merecia mesmo esse nome e onde o autor diz que estava instalado o escritório do Dr. Blumenau, fora a primeira casa de alvenaria construída em Blumenau e ficava ao lado do atual prédio da Biblioteca Pública. Era urna casa de dois andares, construída, em 1852, por Guilherme Friedenreich, que viera dois anos antes, com os 17 imigrantes, fundadores de Blumenau. Nessa casa, realmente, o Dr. Blumenau alugara dois quartos: Um para o seu escritório e outro para uma venda que fornecia aos colonos gêneros de primeira necessidade e outras mercadorias. O barracão de imigrantes ficava, mais ou menos, onde hoje está (esteve) a estátua do Dr. Blumenau, no começo da rua das Palmeiras.
 

Na Alameda Duque de Caxias (permanência de 32 anos - de 1967 a 1999)
Foto - Arquivo H. José Ferreira da Silva
Vamos ver como o nosso colono-escritor descreve esse barracão: "0 aspecto dele não era muito convidativo. Tanto no exterior, como no interior, a sua aparência era das mais lamentáveis. Era cumprido e estreito e dividido em muitos compartilhamentos que parecia mais currais de ovelhas que outra coisa. naturalmente, havia sido construído só de palmitos e a cobertura era de folhas de palmeira. As paredes eram de pau-a-pique e haviam sido uma vez cobertas de barro. Mas como, de tempos em tempos, o Garcia transbordava, provocando enchentes que atingiam o barracão, o barro havia caído e jazia, misturado com lama, no chão, dentro e fora do barracão. Janelas e gateiras tinham sido julgadas desnecessárias e a porta ainda não havia sido colocada na abertura a qual, assim, fornecia uma farta ventilação para o interior. O soalho era de terra batida, que haviam esquecido de aplainar. E, para completar o quadro, uma junta de bois havia feito do Barracão seu quartel general e os quais, de quando em quando, inundavam de um para outro compartilhamento, deixando em cada um deles evidentes e legítimos sinais de sua ocupação. A pobre construção fora demolida "Casa de Recepção de Imigrantes" e as respectivas divisões eram chamadas quartos. Os imigrantes recém-chegados, por felicidade, não haviam ainda esquecido os trabalhos que haviam passado a bordo do navio que os trouxera e por isso ocupavam o barracão sem reclamar. Somente alguns, que, na Alemanha, tinham visto melhores dias, estavam a resmungar coisas que, certamente, não eram lá muito lisonjeiras. Mas, de que poderia servir agora? Agora era tocar para diante e levar tudo pelo melhor, com paciência e alegria. E, realmente, as coisas se sucederam de maneira melhor do que a esperada. Uns ajudavam os outros a suportarem e a se acostumarem à nova pátria e ao novo lar e, em pouco tempo, também o Barracão se tornara habitável e suportável. Realmente, para nós, que tivemos que ocupar o barracão de imigrantes, foi aquele, o pior tempo que passamos. Não havia ajuda pecuniária por parte do governo; a maioria era paupérrima e alguns até estavam carregados de dívidas quando aqui chegaram e trabalho renumerado era bem raro. Ainda por cima tínhamos que suportar um calor medonho e prolongado, os insetos de que a gente não sabia como se livrar, a mudança de alimentação, os inconvenientes da aclimatação etc. Muitos também sentiam saudades. Mas, o remédio era fazer tudo por acostumar-se. Para alguns a coisa foi fácil. Mas outros, só a duras penas, com muitas lágrimas e suspiros podiam esquecer a velha Pátria distante que nunca mais veriam. Realmente, é duro destacar-se da terra em que se nasceu e onde se passou a mocidade." Eis como o nosso colono-escritor viu e sentiu os primeiros anos de Blumenau. E, como ele, todos os que para cá vieram, tiveram os seus dias de tristezas e sofrimentos até que pudessem contemplar,
felizes, a grandeza da nossa terra e também fruir do bem-estar de nossa gente.
Para saber mais sobre a história de Blumenau acesse:
Revista Blumenau em Cadernos – Julho de 1968 Páginas 122,123.

segunda-feira, 25 de março de 2019

- Kindergarten

Kindergarten 
Em uma cidade perto da sua
Fico muito honrado em ser um dos personagens nestes dois livros, juntamente com a Professora, historiadora e amiga Sueli Petry, assim como Jaime Batista da Silva. outro grande amigo. Uma bela história de Ficção e Romanceada, embora o conteúdo seja aquilo que a memória do autor gravou em seu subconsciente. 
Lançamento de livros da série Kindergarten (Jardim das crianças) - Autor: Júlio César Rodrigues 
Maria Marta, Júlio, Dalva, Adalberto, Valdir Petry, Marco
O Projeto
Um conjunto de histórias, dividido em 2 romances, que aborda com sensibilidade o tema profundo do aborto. De uma forma artística, o autor utiliza da crença de Santo Agostinho, sobre o Limbo, para criar uma grande história que tem como fundo a Bela Blumenau, esta magnífica cidade do Vale do Itajaí, conhecida em todo o Brasil por suas tradições germânicas. Desta forma, vem mostrar aos leitores uma outra realidade, além de nosso cotidiano comum, e assim expõe o mundo fantástico de Kindergarten, o Jardim das crianças (das crianças esquecidas pelo mundo).
Esta obra quer salvar muitas vidas inocentes - as crianças abortadas, esquecidas. Mas também quer salvar a vida daqueles que cometem tal violência. A vitória de Deus é que todos sejam salvos, pois não veio condenar o mundo, mas salvá-lo.
Os livros 
A saga "Kindergarten" conta atualmente com dois livros publicados, mas o autor não quer parar por aí. Tem ainda muitos projetos para enriquecer e aumentar esta série. 
 O primeiro livro, "Kindergarten - em uma cidade perto da sua", mostra uma realidade invertida. Ele mostra que cada cidade no mundo tem uma cidade irmã, numa outra realidade, onde vivem as crianças que não foram recebidas em nosso mundo. Numa visão concedida pelos céus, o próprio autor percorre sua cidade, sendo conduzido por um portal ao incrível mundo de Kindergarten, recebendo as revelações feitas pelos Anjos e participando de incríveis aventuras com as crianças. Ao longo da narrativa, vai descortinando uma Blumenau semelhante a verdadeira Blumenau, mas muito mais fantástica, brilhante como um cristal, habitada somente pelas crianças e seus anjos protetores. A aventura vai culminar numa grande batalha pela vida, a batalha contra a Floresta do Caos, uma região sombria e desabitada, localizada onde em nossa realidade existe o parque do Spitzkopf
No segundo volume - "Kindergarten 2 - agora em sua cidade", a revelação se torna mais profunda, e a visão não mostra outro mundo, e sim, nossa própria realidade, com os elementos que não vemos, os elementos do mundo espiritual, uma realidade aumentada. São grandes batalhas entre Anjos e demônios, entre a Luz e a escuridão. O grande Arcanjo Miguel lidera os Anjos em grandes batalhas contra a escuridão. Nesta narrativa o autor mostra sua própria cidade sendo destruída, tragada pelo violência, mas que terá seu valor reconhecido por Deus. Neste volume, o leitor irá conhecer os Guardiões da História, incríveis seres espirituais, que são associados com três personalidades do mundo real de Blumenau: Adalberto Day, Sueli Petry e Jaime Batista da Silva, que são os Guardiões reais da História. 
Assim como os guardiões reais, os personagens inspirados neles defendem os valores da brava gente do Vale do Itajaí. O leitor ainda se encantará com os jovens protagonistas, Paula e Bebeto, o Guerreiro e a Luz da cidade, que enfrentam as forças demoníacas, liderando os habitantes, junto com os Guardiões da História.
 O escritor  
Jaime Batista da Silva - Professora Sueli Petry - Adalberto Day e Júlio César Rodrigues
Júlio César Rodrigues, o oitavo filho de Rosa Viana e José Rodrigues, nascido e criado em Blumenau, uma linda e encantadora cidade no interior de Santa Catarina. Profissional da área de Tecnologia, mas que realiza em "Kindergarten" um antigo sonho de escrever, de transformar seu amor em letras. Seus irmão poetas, José Roberto e Tânia Sílvia, são sua inspiração neste projeto e a luta pela vida dos mais indefesos é seu grande objetivo. Júlio César é cristão engajado, catequista na bela Paróquia de Cristo Rei, onde atua na catequese de adultos e também no grupo de casais MI (Movimento de Irmãos).

Quem publica 
A Editora Biblioteca 24 Horas tem a missão de dar ao autor, conhecido ou não, a oportunidade de publicar sua obra através de livro impresso e digital. Nesta editora, o autor é um parceiro e os direitos autorais permanecem com ele.
Possui processo digital de atendimento e impressão, o que permite total controle da obra pelo autor, bem como a possibilidade de correções e atualizações rápidas no corpo da obra.

Onde encontrar os livros 
Com o próprio autor, pelo telefone 99922-3117 (Ele irá até você)
Na Cafeteria Especial temos exemplares à venda.
Também no portal da Amazon Brasil, na internet.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

- Decreto Oficial do Reino do Garcia

Tivemos o prazer e a honra de receber parte da comitiva do reino do Garcia, no dia 12 de fevereiro de 2019. E queremos deixar registrado este momento único para as futuras gerações.
Jean, Tiago Junkes, Beto Day, Raul Nascimento
Decreto Oficial 
Sargento Junkes, primeiro ministro  do Reino do Garcia no uso da atribuição que lhe confere o art.  art.84, caput, inciso I, da Constituição, e tendo em vista o disposto no art. 2°, §4º, da lei n° 10.609, de 20 de dezembro de 2002, e no art. 37 do Decreto-Lei n° 200, de 25 de fevereiro de 1967, resolve: 
             NOMEAR
             O ilustríssimo senhor, cientista social, professor, pesquisador Adalberto Day para exercer o cargo de Ministro da Cultura do Reino do Garcia. E:
             AGRADECER
               Por todo conhecimento compartilhado, amor e dedicação por nossa história, suas pessoas, histórias e preservação de acervo único.
Reino do Garcia, 12 de Fevereiro de 2019.
Tiago Junkes, Beto Day, com o Boné e a camisa do Reino do Garcia. e a cerveja do Reino do Garcia - Detalhe a primeira cervejaria de Blumenau foi no Garcia.
Beto com os presentes recebidos de Tiago Junkes, Diploma, Boné, Camisa. Eu lhe presentei com todos os jornais "O GARCIA" uma relíquia para um breve Museu. 
Para saber mais acesse:
Meu bairro querido. Para saber mais sobre o bairro e outros dados, (vale a pena a leitura amigos) acessem:
Facebook de Tiago Junkes Sargento Junkes, primeiro ministro do Reino do Garcia:

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