“A Educação é a base de tudo, e a Cultura a base da Educação”

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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

- O Crime da Mala!

Blumenau,9 maio de 1955.
O CRIME DA MALA em Blumenau
A população desta cidade continua vivamente impressionada com o “Crime da Mala”, praticado pelo dentista Emílio Martins¹ contra Nemo Pacher. O fato já foi divulgado pela imprensa, com todos os detalhes.
Concluiu o relatório policial que houve premeditação no crime de latrocínio. O dentista atraiu a vitima  ao seu consultório para roubá-la. Com uma “chave Inglesa” vibrou violentas pancadas instantaneamente. A seguir colocou o cadáver dentro de uma mala (com o objetivo de ocultar o crime) em que iria, com toda a certeza, enterrá-la com o seu conteúdo macabro, em algum terreno baldio. Quando, porém, pretendia colocar o cadáver de Pacher na mala, um vizinho, Osny Borges, que ouvira os gritos da vitima, e que mora no pavimento superior ao consultório dentário, foi ver o que estava sucedendo. A porta do consultório não estava fechada a chave. Osny colocou a mão na maçaneta e abriu a porta. Foi, então, que presenciou o quadro horroroso.
Imediatamente abandonou o local e avisou a Polícia, que prendeu o bárbaro assassino, que confessou friamente o seu hediondo crime. (M).
Enviado por  André Mrozkowski  jornal A NAÇÃO, edição de 3 de maio de 1955
CONDENADO Á REVELIA
BLUMENAU, 19. O Tribunal de Júri condenou, à revelia, o dentista Emílio Martins, a 25 anos de prisão. Como se recorda, Emílio, em maio do corrente ano, atraiu ao seu gabinete dentário o cidadão Nemo Pacher, que sabia possuir a quantia de 145 mil cruzeiros, assassinando-o e roubando aquela importância. O dentista foi preso e recolhido à cadeia pública de onde, dois meses após, fugiu, sendo, por isso, julgado à revelia. (M)
O Crime aconteceu na edificação da Rua João Pessoa, esquina com rua Mafra. O Assassino foi capturado tentando fugir pelo beco Tijucas (hoje Rua Tijucas), próximo ao local do crime.

¹ Emilio Martins foi condenado e cumpria pena na penitenciária em Florianópolis.   
MRoeck Röck O CRIME DA MALA EM BLUMENAU.
(Correio da Manhã - Rio de Janeiro - Terça Feira - 10 de maio de 1955. pag 20/30.
MRoeck Röck Correio da Manhã - Rio de Janeiro - Domingo -20 de Novembro de 1955 pg. 10/114.
"CONDENADO À REVELIA"

Grupo Antigamente em Blumenau enviado por José Geraldo Reis Pfau.
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Adendo:
Kiko Pacher
Na visão dos netos de Nemo Pacher, como no meu caso, partilho: Muito se conversava com os familiares e os detalhes do crime eram relatados. Meu nonno (Nemo Pacher) era um empresário no ramo madeireiro e engenho de arroz, muito conhecido na região do Vale do Itajaí. Um dos robs preferidos do meu avô era as corridas de cavalos da época, onde conheceu Emílio Martins, o autor do crime. Com o tempo, tornaram-se amigos. No dia do crime, Nemo Pacher, meu avô, foi até Blumenau pela manhã buscar um caminhão da empresa que estava em manutenção, contudo, ao chegar na oficina, não estava pronto. Tendo em vista que o reparo do caminhão não estava finalizado, resolveu visitar seu pseudo amigo, dentista Emílio Martins e aproveitar para fazer a manutenção de seus dentes de ouro. Ocorre que na mesma ocasião, meu avô precisava sacar dinheiro junto ao Banco Rural de Blumenau para pagar os colonos fornecedores de arroz. Antes de ir ao referido banco, meu avô foi até o edifício Fisher (local do crime) visitar o dentista em questão, Emilio, como suposto bom amigo, ofereceu-se para acompanhar Nemo até o banco para sacar o referido dinheiro, posteriormente, retornariam para realizar a consulta. E assim foi, após o saque, meu avô e Emílio tomaram uma cerveja no bar do Borges, próximo ao consultório, sucessivamente, foram até o consultório realizar a consulta. Sentado na cadeira clínica, com a mala com dinheiro ao lado, Emílio Martins, por trás, golpeou meu avô fortemente na cabeça com uma chave inglesa, Nemo, desnorteado, não teve muita reação, sucessivamente, Emílio passou a desferir uma série de facadas em meu avô, que veio a falecer no local. Não bastando, furou os olhos do meu avô com a faca, além de cortar as juntas do corpo para tentar colocar dentro de uma outra mala (maior). No entanto, o assassino era desprovido de perícia, os ferimentos causados ao meu avô fizeram com que muito sangue fosse derramado não só no consultório, mas pelo prédio todo, escorrendo pelas escadas e esquina da rua. Desconfiados, a população do local (incluindo crianças) questionou o que estava ocorrendo, até porque, escutaram gritos no prédio anteriormente (decorrentes da violência contra meu avô). Emílio, sem muita argumentação, afirmou que um paciente teve uma hemorragia, e é claro, ninguém acreditou, momento em que a polícia foi acionada. Percebendo a a movimentação, Emílio Martins subtraiu o dinheiro de Nemo, e embrenhou-se dentro da mata, atrás do edifício, no entanto, o assassino foi encontrado e capturado horas depois pela polícia, além do dinheiro ser recuperado. Depois de detido, Emílio foi transferido para a penitenciária de Florianópolis, onde faleceu depois de muitos anos. No dia do crime, a perícia criminal da época registrou toda a cena do crime e a imprensa local deu a repercução de praxe, abalando a região. O corpo de Nemo foi transferido para a cidade de Rodeio 12, até seu engenho de arroz, onde foi velado. Minha Nonna, Mariota, esposa de Nemo e os demais familiares não podiam acreditar no ocorrido, ocasionando as diversas consequências familiares relatadas pelo meu filho anteriormente.
Adendo 2:
Após fugir da cadeia de Blumenau em 1955 ficando preso poucos meses o Emilio Martins foi preso 5 anos depois em 1960 na cidade de Curitiba.
O processo original da condenação dele foi perdido num incêndio do Fórum de Blumenau. Por sorte tinha uma cópia anexada na Vara de família na ação de desquite feita pela esposa.
Apos em 1960 ser transferido para Florianópolis, ficou lá até morrer em 21 de abril de 1968.
De fato o tumulo em Indaial tem a serpente, símbolo da odontologia. 

domingo, 5 de fevereiro de 2023

- Bandeira Nazista em SC ?

Esclarecimento sobre a bandeira alemã em Santa Catarina
Mais um importante Texto para pesquisas sobre a bandeira Nazista , enviado por Rafael José Nogueira. 
          Tem circulado uma imagem (imagem A) na internet referenciada de duas maneiras erradas: “Bandeira Nazista hasteada ao lado da bandeira Brasileira na sede do governo de Santa Catarina. Itajaí - SC – 1934”. Ora é fácil de saber que a sede neste ano já era em Florianópolis e não em Itajaí. Em outras legendas aparece o seguinte: “Sede distrital do Governo de Santa Catarina em 1934 (Arquivo Histórico de Blumenau) ”. Não diz qual é a cidade que seria a suposta sede distrital. Não achei até agora nenhuma informação sobre tal sede. Mesmo que fosse Blumenau ou Itajaí não faz sentido. Por que as duas cidades eram redutos da família Konder inimigos da família Ramos que estavam em ascensão e no comando do governo catarinense. Não acredito que deixariam essas cidades serem as supostas sedes distritais. Dariam um jeito de fazer que Lages ou alguma cidade próxima fosse a sede onde eram seus currais eleitorais.

            Reparem que na imagem A que é sempre identificada de forma errada temos a seguinte descrição “Arquivo histórico de Blumenau”. Mais que uma palavra de identificação a frase nos lembra os “sinais” destacada por Ginzburg. Para Ginzburg se a realidade se mostra nebulosa “existem zonas privilegiadas – sinais, indícios – que permitem decifrá-la” (GINZBURG, 1989, p. 177). A frase parece simples, mas olhando com mais profundidade, percebe-se a estratégia do falsificador da imagem. Pois, usar nome “Arquivo histórico de Blumenau” pode ser empregado como um nome genérico. Quem identificou a imagem com esse nome sequer sabe que o arquivo de Blumenau chama-se Arquivo Prof. José Ferreira da Silva. Até um carimbo aparece na imagem para tentar dar uma maior veracidade a mentira. A maior parte do carimbo está ilegível. Me parece que a única parte mais legível está escrito “Santa Catarina”.

            Pesquisei a origem da imagem e por meio de dois colegas historiadores do Rio Grande do Sul e descobri com mais algumas pesquisas simples na internet que na verdade a foto correta (imagem B) pertenceu a Exposição Farroupilha em Porto Alegre realizada em 1935 por conta do centenário da Revolução Farroupilha. Mas por que está escrito Santa Catarina no prédio? Correto. É que cada estado tinha seu galpão no evento. Na imagem correta (imagem B) também temos uma legenda com letras brancas muito comum em fotos antigas que parece ter sido tirado da imagem errada (imagem A) por meio de edição. Nem mesmo o tal carimbo existe. Na imagem C não vemos novamente o carimbo.

IMAGEM A: Provavelmente falsa e referenciada de dois modos incorretos: “Sede distrital do Governo de Santa Catarina em 1934 (Arquivo Histórico de Blumenau) e Bandeira Nazista hasteada ao lado da bandeira Brasileira na sede do governo de Santa Catarina. Itajaí - SC – 1934”

 Fonte: Sites e páginas da internet. 

IMAGEM B: Imagem também provavelmente falsa, da exposição Farroupilha de 1935 em Porto Alegre.

Fonte: https://www.flickr.com/photos_user.gne?path=fotosantigasrs&nsid=&page=403&details=1

    IMAGEM C: Pavilhão de Santa Catarina na Semana Farroupilha de 1935.

Fonte: http://lealevalerosa.blogspot.com.br/2010/05/centenario-da-revolucao-farroupilha.html

            Continuando foi encontrada a foto original do Pavilhão de Santa Catarina na Exposição Farroupilha de 1935 no Estado do Rio Grande do Sul onde não aparece de fato nenhuma “bandeira nazista” ou algo similar.

Na imagem publicada no jornal “República” temos três bandeiras, a saber: a primeira bandeira mais abaixo é do Estado do Rio Grande do Sul; a segunda mais acima no meio trata-se bandeira do Brasil e a última no alto em destaque é antiga bandeira de Santa Catarina, que representou o Estado de 15 de agosto de 1895 e 10 de novembro de 1937.

Essa bandeira tinha faixas brancas e vermelhas na posição horizontal. No meio havia um losango verde com estrelas amarelas no seu interior.

Existe um verbete no Wikipédia explicando a história das bandeiras de Santa Catarina.

Podendo ser lido o verbete na íntegra para um melhor entendimento no link, a seguir: https://pt.wikipedia.org/wiki/Bandeira_de_Santa_Catarina

Na imagem publicada no jornal “República” temos três bandeiras, a saber: a primeira bandeira mais abaixo é do Estado do Rio Grande do Sul; a segunda mais acima no meio trata-se bandeira do Brasil e a última no alto em destaque é antiga bandeira de Santa Catarina, que representou o Estado de 15 de agosto de 1895 e 10 de novembro de 1937.

Essa bandeira tinha faixas brancas e vermelhas na posição horizontal. No meio havia um losango verde com estrelas amarelas no seu interior.

Existe um verbete no Wikipédia explicando a história das bandeiras de Santa Catarina.

Podendo ser visto no link, a seguir:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Bandeira_de_Santa_Catarina

A foto foi publicada no jornal "República" de 22 de outubro de 1935 na capa. O link para acessar a edição na integra na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional é esse abaixo: http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=711497x&pesq=%22Pavilh%C3%A3o%20de%20Santa%20Catarina%22&pasta=ano%20193&hf=memoria.bn.br&pagfis=42730 

IMAGEM D: Pavilhão de Santa Catarina já construído e finalizado na Exposição Farroupilha em outubro de 1935. Foi sinalizado na imagem a identificação das bandeiras para ajudar na identificação.

Fonte: Jornal “República” de 22 de outubro de 1935 (Capa).

 A Alemanha foi convidada e não compareceu ao evento.

Resumindo, não houve nenhuma “bandeira nazista” ou alemã ou algo próximo a isso no pavilhão de Santa Catarina, na Exposição Farroupilha de 1935.

 

O Estado catarinense foi convidado a demonstrar sua cultura no evento e assim o fez.

            Ademais, se restou alguma dúvida sobre a foto realmente ser referente a Exposição Farroupilha de 1935, existem vários trabalhos acadêmicos sobre o evento, mostrando iconografias do pavilhão de Santa Catarina. Deixo dois para quem quiser ler mais sobre: “Um passeio pelo Parque Farroupilha e pela Exposição do Centenário” da pesquisadora Marlise Maria Giovanaz e “Do Palácio Piratini a Exposição do Centenário Farroupilha: O percurso das obras de Augusto Luiz de Freitas e Lucilio de Albuquerque” de Marlene Ourique do Nascimento.

Deixo também o link de um vídeo no Youtube mostrando imagens do evento: https://www.youtube.com/watch?v=SPebr1XVVIc.

Verifiquei fotos das sedes municipais de Blumenau e Itajaí e ao observar sua arquitetura, percebi que a arquitetura dos prédios passa longe de qualquer semelhança com o prédio das imagens.

            Por último a título de uma confirmação oficial, mandei e-mail para o arquivo Prof. José Ferreira da Silva e obtive a resposta que o arquivo desconhecia a foto, tampouco tinha alguma relação com Blumenau, e que qualquer elemento do período nazista é sempre tentando estabelecer alguma ligação com o vale do Itajaí e região ou Santa Catarina. Liguei para o Centro de Documentação história e a resposta foi o que eu pensava: a imagem não existe em seus arquivos e não tem nenhuma ligação com Itajaí.

            Finalmente o trabalho de Juliano da Cunha Reginato: “A Produção Fotográfica da Exposição do Centenário Farroupilha: Visualidades de um Evento” que traz uma farta documentação fotográfica do evento, não deixa dúvidas ao mostrar as imagens do pavilhão de Santa Catarina. Entrei em contato com ele e o parecer dele foi de que a foto pertence a Exposição Farroupilha de 1935, inclusive ele apontou alguns pontos para isso:

1º - Arquitetura do prédio (pavilhão); 2º Padrão paisagístico usado no parque; 3º Mobiliário - Bancos do parque. Alguns ainda estão até hoje lá e são esses mesmo da foto e 4º Localização da bandeira. Em outras fotos do evento você percebe que ela ficava mesmo na frente do pavilhão deste estado. Apontou ainda que o fotógrafo provavelmente foi Olavo Dutra.

Apesar de todos os indícios apontarem que não houve nenhuma bandeira com o símbolo nazista representando Santa Catarina na Exposição farroupilha, não esquecer do crime nazista é fundamental para a garantia da dignidade humana.

 

CORRÊA, Carlos Humberto. Um estado entre duas Repúblicas: a Revolução de 30 e a política catarinense até 35. Florianópolis: Editora da UFSC; Assembleia legislativa de Santa Catarina, 1984. 

GINZBURG, Carlo. Sinais – Raízes de um Paradigma Indiciário. In: Mitos, emblemas, sinais: morfologia e história. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.

GIOVANAZ, Marlene Maria. Um Passeio pelo Parque Farroupilha e pela Exposição do Centenário. Textura (Canoas), v. 13, p. 75-81, 2006.

NASCIMENTO, Marlene. Ourique. Do Palácio Piratini a Exposição do Centenário Farroupilha: O percurso das obras de Augusto Luiz de Freitas e Lucilio de Albuquerque. In: II Encontro História, Imagem e Cultura Visual, 2013, Porto Alegre. Anais do II Encontro História, Imagem e Cultura Visual, 2013.

REGINATO, Juliano da Cunha. A produção fotográfica da Exposição do Centenário Farroupilha: visualidades de um evento. 2010. 259 p. Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Campinas, SP. Disponível em: https://hdl.handle.net/20.500.12733/1612465. Acesso em: 5 fev. 2023.  

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

- Rachel de Queiroz

RACHEL DE QUEIROZ NÃO GOSTAVA DE OLHOS AZUIS. NEM DE BLUMENAU ! 

Claro que naquela época a realidade era outra, mas que não deveria ser assim. Muitos pós guerra vieram com ódio, outros com revoltas, mesmo alemães contra alemães. Então os comentários da nossa grande Rachel da época refletia uma realidade, do qual sofreu protestos seu pronunciamento.
Também creio que depois ela possa ter refletido e pensado de outra forma.
Adalberto Day

Por Carlos Braga Mueller


 Não se pode negar: entre as mulheres que desenvolveram  seus pendores literários e intelectuais no Brasil a  escritora Rachel de Queiroz foi imbatível.  

 Mas houve época em que ela, escrevendo semanalmente na  revista "O Cruzeiro", naquele tempo a mais importante do  país, resolveu assestar sua pena contra os "olhos azuis"  dos blumenauenses e demais moradores da região do Vale do  Itajaí.  

 O QUE RACHEL ESCREVEU:
 No artigo que escreveu sob o título "Olhos Azuis" e que  foi publicado no dia 19 de março de 1949, entre outras  considerações, Rachel começa dizendo: "Nem parecem olhos de brasileiros aqueles olhos azuis com  que nos fitam as gentes de certas zonas do sul."
Rachel de Queiroz
 Depois assevera:
 "Quem anda pela chamada "zona alemã" dos estados do sul, e  especialmente pelo "Vale do Itajaí", em SC, a sensação  que tem  é de estar em país estrangeiro, e país  estrangeiro inamistoso."
 Revela também sua preocupação pela presença alemã por  esta região, escrevendo:
 "Se há, pois, quisto racial ainda em plena exuberância,  é aquele. Aquilo não é Brasil, ou se o é, é Brasil  transviado. Brasil em mãos alheias".
 Ao final, a escritora recomenda:
 "Alguém tem que dar um jeito nesse problema enquanto ele  não se vira drama."  

 AS REPERCUSSÕES EM BLUMENAU
 Claro que a leitura deste artigo na mais importante revista  brasileira criou um nó na garganta de todos em Blumenau.
 O prefeito, que era Frederico Guilherme Busch Jr., enviou  carta à escritora, repudiando as críticas.
 A Câmara Municipal de Vereadores recebeu cópia desta  carta e por proposição do então vereador Herbert Georg  foi aprovado um requerimento de protesto contra o artigo de  Rachel de Queiroz.
 A Câmara de Vereadores de Indaial apoiou a posição dos  colegas blumenauenses, o mesmo acontecendo no legislativo de  Brusque.
 Não só Blumenau, mas o Vale do Itajaí estava em pé de  guerra contra a escritora.
 Na Câmara Federal, o deputado blumenauense Max Tavares D'Amaral  fez um veemente pronunciamento, também protestando contra  as colocações da escritora.
 Mas ela não estava nem aí para os protestos !
 Escreveu ainda outro artigo desairoso contra os alemães de  Blumenau, desta vez intitulado "Nacionalização do Vale do  Itajaí", invocando depoimentos de militares que durante a  segunda guerra mundial participaram do processo de  "nacionalização" da região. Esta nova investida foi  publicada no jornal carioca "Diário de Notícias" de 3 de  abril de 1949.   

 CICATRIZES
 Depois disso, Rachel de Queiroz ainda escreveu sua coluna durante  muitos anos na revista "O Cruzeiro", sempre na última  página. Era nordestina, como nordestino era Assis  Chateaubriand, dono da revista e do grupo de jornais,  rádios e televisões conhecido como "Diários Associados",  ao qual pertencia, inclusive, o jornal diário "A Nação",  de Blumenau.
 Não se tiram seus méritos: foi uma respeitável escritora  e a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de  Letras, em 1977.
 Morreu em 4 de novembro de 2003.
 Embora mereça todo o nosso respeito como intelectual, não  se pode negar: daquele triste embate entre Rachel e  Blumenau, em 1949,  restaram muitas cicatrizes, embora os  mais novos nunca tenham tomado conhecimento desta  história. 
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AINDA O CASO RACHEL DE QUEIROZ.

DOCUMENTO HISTÓRICO: ATA DA REUNIÃO DOS VEREADORES REVELA INDIGNAÇÃO DO LEGISLATIVO.

Reproduzimos a ata da  sessão da Câmara Municipal de Vereadores de Blumenau, realizada no dia 29 de março de 1949, que foi presidida pelo vereador Guilherme Jensen.
 Nela, é feita referência ao ofício que o prefeito Frederico Guilherme Busch Jr. acabara de enviar à escritora Rachel de Queiroz, manifestando inconformidade com a crônica que ela escrevera na revista O Cruzeiro de 19 de março de 1949, criticando a germanidade de Blumenau e do Vale do Itajaí.

A ata também registra o requerimento do vereador Herbert Georg, reproduzindo o seu teor. Este "voto de repulsa" foi enviado em seguida para a escritora, como "reforço" ao documento que o prefeito já havia encaminhado.
Também as Câmaras Municipais de Indaial e Brusque votaram requerimentos de protesto contra a matéria "Olhos Azuis", publicada na revista "O Cruzeiro", pois o ataque de Rachel de Queiroz não ficou restrito a Blumenau; estendeu-se a toda a comunidade do Vale do Itajaí.

Esta ata está registrada no Livro de Atas das Reuniões da Câmara Municipal de Vereadores de Blumenau, que se encontra no Arquivo Histórico "Prof. José Ferreira da Silva".
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ADENDO
Ao pesquisar e redigir este trabalho sobre a escritora Rachel de Queiroz, e a refrega que houve entre ela, Blumenau  e o Vale do Itajaí a partir de 1949, não tivemos a intenção de rebuscar, ou atiçar,  antigas mágoas ou cicatrizes que o fato gerou.
Apenas narramos um fato público e notório, que faz parte da nossa história.
Porém algumas colocações e opiniões expressas nos comentários dos internautas, apostas no anexo,  mostram que ainda restam amargas lembranças deste episódio, ocorrido há 52 anos !
Não é exclusividade nossa amargar pela eternidade os maus momentos que  alguém ou uma comunidade tenham vivenciado.
Que o digam os paraguaios, até hoje, 140 anos depois, com uma derrota entalada na garganta contra os brasileiros e a "Tríplice Aliança"! Mas a análise cuidadosa dos depoimentos dos nossos leitores mostra que a história é imutável, embora os seus protagonistas possam, depois, até mudar de posição, ou opinião.
Cabe aos historiadores separar o joio do trigo.
Nós, jornalistas, costumamos contar a história, como o fizemos neste artigo, embasados em documentos oficiais e reportagens da época.
Infelizmente, nem tudo são flores !

Blumenau, 04 de agosto de 2011.
Carlos Braga Mueller/Jornalista e escritor

   (Fontes: Revista "Blumenau em Cadernos", atas da Câmara  Municipal de Blumenau, edições da época dos jornais  diários "Cidade de Blumenau" e "A Nação").
Arquivo/Carlos Braga Mueller/John Pereira e Adalberto Day  

- Nossos “Olhos Azuis”

Mais uma bela colaboração de Carlos Braga Mueller/Jornalista e escritor.

Mas como em 1949 ela (Rachel de Queiroz)  fez um julgamento bastante discutível sobre Blumenau e o Vale do Itajaí, deixando-o registrado nas páginas de uma importante revista, optou também por enfrentar as represálias, que logo vieram.
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Claro que naquela época a realidade era outra, mas que não deveria ser assim. Muitos pós-guerra vieram com ódio, outros com revoltas, mesmo alemães contra alemães. Então os comentários da nossa grande Rachel da época refletia uma realidade, do qual sofreu protestos seu pronunciamento.
Também creio que depois ela possa ter refletido e pensado de outra forma.
Adalberto Day



Por Carlos Braga Mueller

AINDA RACHEL DE QUEIROZ E OS NOSSOS "OLHOS AZUIS"

Como fizemos questão de lembrar no artigo anterior sobre o assunto, nossa intenção ao reviver este episódio da história de Blumenau é apenas a de contar fatos que aconteceram ... e que em determinado momento foram marcantes para a comunidade.
Volto a enfatizar: temos o mais profundo respeito pela brilhante carreira que Rachel de Queiroz trilhou no campo da literatura brasileira.

Mas como em 1949 ela fez um julgamento bastante discutível sobre Blumenau e o Vale do Itajaí, deixando-o registrado nas páginas de uma importante revista, optou também por enfrentar as represálias, que logo vieram.
Analisando todos os comentários que nos chegaram, e que não foram poucos, nota-se que há, sim, interesse dos internautas em conhecer um pouco mais do que aconteceu em Blumenau há quase 53 anos, então conhecida como "terra de alemães".
Entendemos, pois, oportuno reproduzir aqui o artigo "Olhos Azuis", de Rachel de Queiroz, por ter sido o estopim de toda a briga que se seguiu entre a escritora e a cidade de Blumenau.
Em nosso comentário postado no dia 29/07/2011, apresentamos apenas alguns trechos do que ela escreveu, mas para uma análise mais profunda, é bom que se leia a crônica na íntegra.
"Olhos Azuis", publicado pela revista "O Cruzeiro" no dia 19 de março de 1949, foi reproduzido pela revista histórico-cultural "Blumenau em Cadernos", no seu Tomo XLIII, edição n° 05/06 de Maio/Junho de 2002, páginas 23 e 24.
Este o seu teor:
"Nem parecem olhos de brasileiros aqueles olhos azuis que nos fitam as gentes de certas zonas do sul. Tão claros, tão arianos, brigando muitas vezes com a pinta de sangue negro que o seu dono já possa ter de mistura e que se revela no cabelo ou na feição mulata, ou, quando o tipo branco permanece fixo, brigando com a fala mansa de caipira, com o descanso, a gentileza, o pé no chão, e outras características tão nitidamente nacionais.
Isso porém se registra em alguns casos, em algumas regiões. Há outras em que os olhos estrangeiros combinam com tudo o mais do indivíduo, e de brasileira aquela gente não tem nada, só mesmo o direito que a constituição lhe dá de brasileiros se chamarem porque aqui nasceram - naturalmente, não por seu gosto.

Quem anda pela chamada "zona alemã" dos estados do sul, e especialmente pelo "Vale do Itajaí", em SC, a sensação que tem é de estar em país estrangeiro, e país estrangeiro inamistoso. E essa sensação nos é transmitida não só pela cor do cabelo e dos olhos dos habitantes, não só pelos nomes que se ostentam nas placas das lojas e dos consultórios, não só pelo estilo arquitetônico, é, antes e acima de tudo, pela fala daquela gente.

O brasileiro do Vale do Itajaí quando fala língua nacional, fala-a como um estrangeiro. Fala-a como a falaria qualquer alemão com poucos anos de Brasil, em certos casos nem assim a sabe falar. Fala mal, com sintaxe germânica, com uma pavorosa pronúncia germânica, e fala-a principalmente com um desinteresse, um descaso tal como devem falar os ingleses coloniais o dialeto dos cafres, pouco e péssimo, apenas o suficiente para se fazerem entendidos pelos nativos nas suas transações obrigatórias.
Isto, a língua é o obstáculo principal. Mas sente-se que existe, além da língua, um outro obstáculo mais sutil a separar brasileiros e teuto-brasileiros do Vale do Itajaí. Seria forte chamar desprezo o que eles sentem pelos habitantes do resto do Brasil - mas diabo é que não encontro outra palavra mais amena. É, entretanto, um desprezo disfarçado, uma espécie de desprezo atencioso, porque depois do trabalho de "nacionalização do Vale do Itajaí", e, mormente depois da guerra e da derrota nazista, os alemães dali já não se atrevem a assumir abertamente a sua antiga atitude de super-homens. A impressão que se tem é que eles se encolhem, mas ainda rosnam. São obsequiosos, corteses, talvez até solícitos. Conversam-se em alemão num grupo de rua e lhes passa por perto um ostensivo brasileiro de pele morena, eles mudam de língua enquanto o brasileiro passa e trocam qualquer palavra em português. Porém mal o brasileiro se afasta dez passos, logo eles juntam as cabeças e tornam a engrolar conspirativamente na sua língua de gringo.
O grosso deles vive naturalmente nas cidades de Joinville, Blumenau, Pomerode (que o governo tentou inutilmente crismar para Rio do Testo), Brusque. De Brusque para lá acham que fica a fronteira da sua nação: sentimento esse que foi muito bem traduzido pelo dono da principal confeitaria de Brusque, um alemão mal encarado que não sei se nasceu aqui, mas que em todo caso fala um português infame, e que nos declarou textualmente: "Se os senhores querem conhecer SC, podem ir embora daqui, o resto, Itajaí, Florianópolis, só tem sujeira lá".
Rachel de Queiroz
Se há, pois, quisto racial ainda em plena exuberância é aquele. Aquilo não é Brasil, ou se o é, é Brasil transviado, Brasil em mãos alheias. Vivem os seus habitantes como se fora em terras da Europa e o pouco amor que reina entre as cidades nacionais e alemãs é "evidente" alarmante. Do lado dos alemães eles não se atrevem a falar a gente com tanta franqueza, mas os catarinenses, especialmente os de Itajaí e Florianópolis, não escondem o seu rancor, por aqueles a quem chamam de "galegos". Vivem os nacionais para um lado, vivem os alemães para o outro, quase tão separados quanto negros e brancos nos EUA. Até praias os alemães tem separadas: que o digam as lindas areias de Cabeçudas ou Camboriú, onde se não fosse o sol brasileiro, a gente pensaria estar às margens do mar do norte.
Alguém tem que dar um jeito nesse problema enquanto ele não se vira drama. A fórmula de solução é, entretanto difícil e, pelo menos até agora, parece que ainda não foi encontrada. E enquanto se espera o jeito, as crianças que nascem no vale do Itajaí continuam aprendendo o alemão como língua pátria, se batizando em alemão, lendo em alemão, pensando em alemão, vivendo e morrendo em alemão. "

(Fonte: Revista "O Cruzeiro", 19.03.1949, nº 19, transcrito in "Blumenau em Cadernos" - Tomo XLIII - N. 05/06 - Maio/Junho - 2002).

A POSIÇÃO DO PREFEITO DE BLUMENAU
Representando a repulsa da comunidade blumenauense, o Prefeito de Blumenau na época, Frederico Guilherme Busch Jr., enviou à escritora Rachel de Queiroz uma carta de desagravo.
Este foi o teor da correspondência de Busch Jr.:

"Prefeitura Municipal de Blumenau, em 26 de março de 1949.
À Sra. Rachel de Queiroz
Redação de "O Cruzeiro"
Rua do Lavradio, 2202
Rio de Janeiro

Prezada Senhora,
Como Prefeito Municipal de Blumenau, foi com profundo pesar que tomei conhecimento da sua crônica sob o título "Olhos Azuis" inserto no "O Cruzeiro" de 19 do corrente.
Lamento sinceramente que V.S., que como escritora é sobejamente conhecida no Vale do Itajaí, tenha manifestado opinião tão pouco lisonjeira sobre nossa população, demonstrando completo desconhecimento dos sentimentos de brasilidade que norteiam nossa patriótica população, sentimentos estes que absolutamente não mais podem ser postos em dúvida, sob pena de se cometer erro gravíssimo, imperdoável e injustificável.
Venho, portanto, protestar veementemente contra as referências de V. autoria, lastimando que sua brevíssima passagem por nossa cidade não lhe permitisse uma análise mais profunda, mais serena, mais justa e mais honesta sobre o povo blumenauense, do qual, como Prefeito, só posso me orgulhar e que, pelo seu amor à Pátria, a Ordem e ao Trabalho, honra SC e o Brasil.

Atenciosas Saudações

Frederico Guilherme Busch Jr. (foto)
Prefeito Municipal
*****************
(reprodução publicada no jornal "Cidade de Blumenau - Diário Matutino", edição de 30 de março de 1949, quarta-feira, Ano XXV, nº 96, primeira página)
O Prefeito enviou cópia deste ofício à Câmara Municipal de Vereadores, e na reunião daquele poder legislativo, em 29 de março de 1949, o mesmo foi registrado e lido em plenário.

A POSIÇÃO DA CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE BLUMENAU
Por proposição do vereador Herbert Georg foi então discutido e aprovado um requerimento de protesto contra o artigo "Olhos Azuis" de Rachel de Queiroz, publicado na revista "O Cruzeiro".

Aprovaram a moção, além do autor Herbert Georg, os seguintes vereadores presentes naquela reunião: Guilherme Jensen, Emilio Jurk, João Durval Müller, Gerhard Neufert, Erwin Zastrow, Hercílio Deeke, Otto Hennings, Afonso Balsini e Antônio Cândido de Figueiredo.

O documento tinha a seguinte redação:
Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal de Blumenau.
Requeiro que, de acordo com o Regimento Interno e consultados os senhores Vereadores, seja aprovado o seguinte voto de protesto:
A Câmara Municipal de Blumenau, representando os legítimos interesses e aspirações, bem como interpretando o pensar e sentir do seu povo laborioso, ordeiro, bom e patriótico, protesta veementemente contra as informações inverídicas e tendenciosas contidas no artigo intitulado "Olhos Azuis", de autoria da escritora patrícia Rachel de Queiroz, publicado na revista "O Cruzeiro" de 19 de março do corrente ano. Requer, ainda, que este protesto seja encaminhado à escritora Rachel de Queiroz e comunicado à redação da revista "O Cruzeiro". Finalizando, requer que o teor deste protesto seja encaminhado a todas as Câmaras Municiais do Vale do Itajaí, juntamente com um apelo da Câmara Municipal de Blumenau, a fim de que, igualmente, protestem junto a escritora Rachel de Queiroz pelas expressões com que redigiu aquele artigo, que demonstra desconhecimento completo dos sentimentos de patriotismo dos brasileiros do Vale do Itajaí.

(documento publicado no jornal diário "A Nação" de Blumenau, órgão dos Diários Associados, na edição n° 72, ano V, no dia 31 de março de 1949, quinta-feira).

Acesse para saber mais a primeira postagem sobre Rachel de Queiroz :

Carlos Braga Mueller/Jornalista e escritor
(“Fontes: Blumenau em Cadernos”, no seu Tomo XLIII, edição n° 05/06 de Maio/Junho de 2002, páginas 23 e 24.
Arquivo/Carlos Braga Mueller/John Pereira e Adalberto Day

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

- O último Olímpico e Palmeiras

Nos últimos anos nas década de 1940 até 1970, o clássico principal da cidade de Blumenau era entre as equipes do Grêmio Esportivo OlímpicoPalmeiras Esporte Clube.
Nesses período existiam outras grande equipes em Blumenau, o Amazonas Esporte Clube do Bairro Garcia que chegou a dominar muitas vezes o cenário esportivo da região, e assim o Guarani da Itoupava Norte que levantou o titulo citadino em 1963, A Sociedade Desportiva Vasto Verde do Bairro da Velha.
Tarcísio Torres com a camisa do Flamengo e do Olímpico. Encerrou sua carreira entre 1972 e 1974 no Glorioso Amazonas Esporte Clube
Dérbi Olímpico e Palmeiras o derradeiro.
Tarcísio Torres marca o último gol do derradeiro jogo entre G.E. Olímpico e Palmeiras de Blumenau
Bons Tempos
O último clássico entre Palmeiras e Olímpico, de Blumenau foi realizado no dia 22 de novembro de 1970. Nessa ocasião o G.E. Olímpico encerra as atividades de seu futebol profissional. Vários jogares do clube grená, vão vestir a camisa do arquirrival Palmeiras. Entre Ele Tarcísio Torres que havia marcado o último gol desse confronto, Mauro Longo, Britinho, Coral, Rubinho e outros.
 O assíduo leitor Rafael Dalagnolo do Jornal Santa, fez uma pertinente pesquisa sobre esta partida e brinda a coluna com o histórico momento.
Coluna Passe Livre comandada por Cláudio Holzer.
Relato
Transcrevi as matérias publicadas no jornal A Nação do dia 22 de novembro e do dia 24 de novembro de 1970 (a cobertura da “pelejá”, como dizia na época). Procurei manter a grafia exatamente como a do jornal.
Rafael Dalagnolo, de Blumenau

“O quadro palmeirense embora sempre inferiorizada nas ações, deu conta do recado até levar, no curto período de 120 segundos, os tentos que praticamente deitaram por terra as suas pretensões no maior espetáculo do esporte de Blumenauense”. Isso aconteceu no tempo inicial. Aos 36 minutos, Jorginho envolveu ao lateral Adalberto e ergueu centro que o avante Sado escorou com certeiro golpe de cabeça.
            Aos 38, dono da situação no setor direto de sua retaguarda, ao invés de tocar a bola pela lateral, entendeu o zagueiro Krueger de recuá-la para o zagueiro Jorge. Fê-lo defeituosamente, oferecendo a Tarcísio , atento ao lance, a chance de apanhar a esfera e desferir arremesso indefensável ao fundo das malhas.
            “O Olímpico tratou de segurar a vantagem na segunda etapa, sem se perturbar com as manobras mal organizadas pelos palmeirenses”.
OLIMPICO: Batista, Coral, Brito, Jairzão e Gonzaga; Mauro e Chiquinho; Jorginho (Gauchinho), Sado, Tarcísio e Rubinho.
PALMEIRAS: Jorge, Osvaldo, Krueger, Edgar Lopes e Adalberto; Gentil e Luiz Carlos; Zinho, Leal (Anísio), Parobê e Oreco.
Placar:
                      Olímpico   2 x 0    Palmeiras 
Local: Baixada em Blumenau estádio do Olímpico.
Para saber mais sobre a história das duas agremiações, clique nos links:
Acervo Adalberto Day

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