“A Educação é a base de tudo, e a Cultura a base da Educação”

Seja bem-vindo (a) e faça uma boa pesquisa.

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

- Paróquia Evangélica Blumenau Centro

- A história de Blumenau nos remete aos primeiros 17 colonizadores e a Dr. Blumenau, todos evangélicos. A igreja se situa justamente onde era o centro da cidade na época , na Avenida Duque de Caxias, ou Rua das Palmeiras, onde morou Dr. Blumenau, mais propriamente no início da Rua Amazonas, em um local privilegiado e bonito desde sua instalação.
Paróquia Evangélica Blumenau Centro Sínodo Vale do Itajaí.
Endereço: Rua Amazonas, 119 Blumenau - Santa Catarina.
História
- Quando os 17 primeiros imigrantes, luteranos, chegaram a Blumenau, no dia 2 de setembro de 1850, logo trataram de deixar fincados os princípios e fundamentos da igreja alemã. Em primeiro lugar se preocuparam com a justa distribuição de terras e com o início de uma nova caminhada. Desde o primeiro domingo o Dr. Hermann Bruno Otto Blumenau reunia os imigrantes no Galpão dos Imigrantes e celebrava o culto.
- O lançamento da pedra fundamental da primeira igreja evangélica luterana do Vale do Itajaí aconteceu no dia 23 de setembro de 1868. Em 23 de setembro de 1877, os luteranos celebravam a inauguração do templo que passou a ser denominado de “Igreja do Espírito Santo”. O Pastor Rudolph Hesse (foto) atendeu os imigrantes do Vale do Itajaí, desde 1857, e ainda coordenou trabalhos nas áreas da educação e formação escolar. Conforme a colônia foi crescendo viu-se a necessidade de mais assistência espiritual, por isso novas comunidades foram criadas por toda a região de Blumenau.
- A Fundação da Paróquia Evangélica Blumenau Centro - coincide com a fundação da Comunidade Evangélica de Blumenau, em 09 de agosto de 1857, quando o Pastor Rudolph Oswald Hesse celebrou o primeiro culto no Vale do Itajaí. Este é o dia que foi fixado como data da fundação da comunidade Evangélica de Blumenau.
- A construção da igreja, se deu em forma octogonal e estilo neogótico. A igreja apresenta apenas uma torre de sinos, originalmente foi construída sem a torre sendo que na época era proibido por lei que os evangélicos construíssem templos com torre ou instalassem sinos, pois o catolicismo era a religião oficial do Império. A igreja contempla o sino mais antigo de Blumenau (em uso). O sino foi fabricado em Bochum (Alemanha) em 1873 e colocado na torre após a construção da mesma, em 1929. Projetada pelo engenheiro Heinrich Krohberger.

                 Fotos 2021 - Uma Igreja Renovada                              
Adendo importante para compreensão:
A Igreja Luterana do Espírito Santo de Blumenau, Santa Catarina, construída em 1877 a mando do Imperador Dom Pedro II, foi um dos primeiros templos Luteranos do Brasil
A primeira congregação luterana fundada oficialmente no Brasil foi estabilizada durante o Império, especialmente com a Imigração de colonos alemães no Sul. Foi após a Constituição de 1824, que a Pratica de outras Religiões além da Católica deixou de ser crime no País
Desde a fundação da cidade de Blumenau pelos colonos alemães, entre os períodos de 1850 a 1857, não havia nenhum pastor na comunidade Luterana. A convite pelo Dr. Blumenau, o Pastor Oswald Rudolf August Hesse (1820-1879) e sua esposa Wanda Putke Hesse (1830-1905) embarca na Alemanha saindo do Porto de Hamburgo, no dia 7 de maio de 1857 com o Navio Caroline, junto com sua esposa e seus filhos Jorge Hesse com quatro anos e Maria Hesse com três anos. O primeiro culto protestante da colônia de Blumenau aconteceu no dia 9 de agosto de 1857 em um barracão de madeira, cujo salão foi transformado em templo
Com a aprovação de D. Pedro II no dia 10 de novembro de 1865, através do decreto imperial, foi mandado construir um templo Luterano em Blumenau.
A Igreja Luterana do Espírito Santo de Blumenau demorou quase 10 anos para ser erigida, face á escassez de verbas provenientes do Império. No dia 23 de setembro de 1877, um sermão de satisfação e júbilo inaugurou o espaço tão esperado pelos luteranos.,
No dia 25 de novembro de 1879, o pastor acabou falecendo e ficou como legado suas intensas pregações a esperança e o conforto que os colonos necessitavam. Fonte: Colônia de Blumenau. No Sul do Brasil. Por Gilberto Schimdt Gerlach/Bruno Kilian Kadletz e Marcondes Marchetti

Arquivo: Adalberto Day/ Livro 150 anos de presença Luterana no Vale do Itajaí; Editora Otto Kuhr –Setembro de 2000;BlumenauOnline.

domingo, 10 de outubro de 2021

- Gratidão e reconhecimento

"Gratidão e reconhecimento"
Abro meu coração 💓 ao meu trabalho de pesquisas e agradecer os resultados alcançados, abaixo transcritos. Muita #Gratidão!

Em primeiro lugar agradecer a Deus pela minha memória, onde reviro os meus guardados do passado e reproduzo, a família esposa e filhas pelo apoio e construção deste enorme trabalho da História de Blumenau, aos meus pais Augusta e Nicolao Day, minha avó Ana Deschamps, esses que foram meus primeiros professores. Também a toda comunidade que de maneira geral repassaram seus conhecimentos os quais utilizei.

Blog criado em 21/07/2007 para saber mais clique Aqui

Adalberto Beto Day "BLUGARCIENSE"
Cientista Social e pesquisador da história em Blumenau. Professor e 25 anos de experiências em RH – Recursos Humanos. 

  1. Blogger: mais de 3.000.000 milhões de acessos as postagens;
  2. Postagens no Blog: mais de 1100, quase 10 mil comentários;
  3. Meu Canal no Youtube, mais de 20 vídeos registrados;
  4. Face book: fotos e vídeos. com milhares de visualizações;
  5. Mostras em toda a cidade: foram algumas dezenas entre 1993 até 2019;
  6. Jornal de SC (NSC), Folha de Blumenau, DC, "O Garcia", e outros em diversas cidades de SC, Brasil e Alemanha; mais de 1000 inserções das quais mais de 525 no Jornal de Santa Catarina, obs.: não consegui todos exemplares ; 
  7. Acompanhamentos e participações em diversos trabalhos desde graduação, pós graduação, mestrado e doutorado;
  8. Livros e Revistas: mais de 120 citações. Prefácio e textos;
  9. Palestras motivacionais, sobre a história de Blumenau: mais de 100;
  10. Moção, Homenagens, placas inclusive do Governo Estadual: mais de 20;
  11. Com orgulho intitulado presidente de honra do Amazonas Esporte Clube e Ministro do #Reino do Garcia;
  12. Colaborei em implantar e fundar diversas Associações de Bairros;
  13. Trabalhos comunitários mais de 50: Destaque, abertura e pavimentação das Ruas Emilio Tallmann, Júlio Heiden, e transversais, obra de orgulho e com citação do nome AGG – Schwester Marta que foi aprovado na comissão e câmara de vereadores que já havia aprovado o nome de Vereador Mauricio Pacheco, e conseguimos reverter;
  14. Algumas pessoas que contribuíram para meu conhecimento e possuem destaques em Blumenau e no mundo, para sucesso em meu trabalho principalmente no Blog. ReferenciasProfessora e historiadora Sueli Maria Vanzuita Petry; Jornalista/escritor, Carlos Braga Mueller; Memorialista Niels Deeke; Biólogo Lauro Eduardo Bacca; Memorialista, pesquisador. Wieland Lickfeld; Dom Bertrand Orleães e Bragança - bisneto da Princesa Isabel; escritor, pesquisador e cinéfilo Gilberto Gerlach; Publicitário, José Geraldo Reis Pfau; Pesquisador, Diretor das empresas EIG e Cremer, vice prefeito, Alfredo Iten; diretor da EIG e DICATESA, Ernesto Stodieck Jr.; memorialista e estudioso Werner Henrique Tonjes; Rubens Heusi; Coronel da NASA projeto Apollo Prof. José Manoel Luís da Silva Diretor do OACEP e Presidente do CACEP; Comunicador Antunes Severo; escritor  Flávio Monteiro de Mattos é carioca de nascimento e blumenauense por opção; o médico, escritor, apresentador e ex-Secretário de Saúde de Blumenau, Luiz Eduardo Caminha; Dr. Cezar Zillig, Neurologista em Blumenau; Ex jogadores Zico e Roberto Dinamite. Professora e Escritora Urda Alice Klueger; Valter Hiebert Empresas Artex, Empresa Industrial Garcia, Cia Hering, Coteminas.

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

- Morro do Cachorro

Niels e Adalberto
Depoimento (2010) do memorialista e amigo Niels Deeke ((Nascido 20/agosto/1937 faleceu em 16/novembro/2013 aos 76 anos– Filho de Hercílio Deeke, prefeito em Blumenau gestões - 1951/1955 e 1961/1966 - e  esposa Joana Jensen Deeke (falecida em 15/09/2020 aos 74 anos).
Pois é Adalberto.... com o teu precioso Blog, consegues trazer à baila questões históricas as vezes mal compreendidas pelos blumenauenses, e, ainda menos entendidas por alguns ¨aves de arribação¨ - os que para cá transmigraram na esperança de aqui encontrarem o ¨Eldorado¨ de suas existências.

Tenho para mim que um dos requisitos basilares para a profunda compreensão das antecedências históricas e o correto entendimento da plena contextura de uma específica região, importa na observação coeva (temporânea) aos episódios determinantes da construção dos fatos, motivos que os provocaram e consequências. Ressalvadas, por evidente, interpretações canhestras, capciosas ou aleivosas, as quais, infelizmente, ocorrem aos borbotões. A evidência do que afirmo pode ser comprovada como verdadeira, quando. um pesquisador que se preze, ao visar o relato um acontecimento histórico do qual não foi coparticipe, recorre aos préstimos de alguma ¨ testemunha ocular¨ do fato, ou de fonte insofismavelmente fidedigna.

História não se faz, não se cria, consigna-se o fato.   

Bem.... na questão de confrontações territoriais, é necessário primeiro definir a correta acepção dos termos, conforme. a seguir:

Limite é o termo que define a separação entre os municípios

Divisa :  serve para define a separação entre dois estados federados.

Fronteira :  estabelece a separação Países  ( soberanos).

A questão dos limites intermunicipais de Blumenau não é simples de relatar, comentá-los implicaria em longo trabalho, com mais de mil páginas, mesmo que seja condensado o assunto.

Houve, e suponho que ainda há, no anedotário popular diversos ¨contos folclóricos¨ mencionando as infinitas esdrúxulas maneiras de como estabeleceram nossos limites em Blumenau. Verdadeiras piadas que fariam desabar de riso o mais sisudo ouvinte ou leitor.

Foto divulgação
Quanto ao Morro do Cachorro, tal denominação oficial como topônimo não foi aceita pelo IBGE, quando procederam o registro dos limites do Município. Não me recordo o ano em que tal aconteceu, porém lembro-me muito bem de ter discutido com meu saudoso Pai – o velho Hercílio Deeke, também, este assunto da não aceitação da denominação Morro do Cachorro pelo IBGE, isto pelo menos até os anos 1955 e depois em 1960/61 a situação perdurou e não imagino se persiste ainda hoje.

Para fins estatísticos o promontório era então dito MORRO CAROLINA , - Morro do Cachorro era denominação popular, e  tida pelo IBGE ,como também  pelos geógrafos  barnabés, como  ¨jocosa¨ .

Ciente estou de que na atualidade o Morro Carolina é designativo de uma elevação mediana existente ao sopé do dito Morro do Cachorro, elevação que é atravessada pela ¨Estrada Carolina, esta estrada municipal que   ao atingir a elevação máxima, passa a percorrer território do município de Gaspar. Conheci razoavelmente e região, porquanto o avô de minha mulher, FRITZ PASOLD (-I –F1N1: Fritz Pasold, nascido em 07/5/1886. e falecido em 19/12/1944 em Itoupava Central. Foi agricultor e pecuarista em Morro Carolina. Casado com Frieda Beck nascida a 01/01/1890 e falecida a 04/6/1931) foi o morador no ponto culminante no Morro Carolina, e a parte leste de seu terreno, integrou o posterior emancipado município de Gaspar.  Era, porém, como dito, um Morro geminado ao do Cachorro, e existente em seu sopé, melhor dizendo um estágio (degrau) do Morro do   Cachorro.

Ademais todo o frontal sul, oeste e noroeste e o platô do cume do Morro do Cachorro foi até 1972, propriedade particular escriturada de meu sogro Wolfgang Jensen. A antiga TV Coligadas que no topo do Morro do Cachorro instalou suas antenas e repetidoras, ainda em 1972 ou 73, agraciou meu sogro pela cessão do terreno com concorrida churrascada – mais de 400 comensais deslocaram-se até lá.

As ádvenas arribadas na nossa querida Blumenau e que hoje (2010) pontificam como saberetes de ideologias, conspurcando nosso Templo da Saber - A Furb - deveriam registrar a iconoclastia praticada por alguns políticos - aqui mandatários – mas forasteiros provenientes de outras plagas - que de Blumenau entendiam bulhufas,–valha-me Deus........por tanta inépcia........

Estrada Carolina  :  O nome desta estrada foi na década de 1970 cancelado, passando aquela antiga via a ser denominada  “rua  Wilhlem Knaesel” -Cep.89.063-180, com início á rua Gustavo Zimmernann nº 7.731.Certamente a substituição teve motivação política, quando o burgomestre desejou  cativar prosélitos  na  família do  novo homenageado. Na década de 1980/90 a denominação “Estrada Carolina”  ressurge, popularmente,  para os lados do Belchior, já no município de Gaspar, como designação para o acesso, via Fidelis,  alcançando as cascatas  naturais  e “campings” de lazer  dentre os quais um foi denominado “Cascata Carolina”, que homenageia, evocando,  Carolina Kay Jensen, esposa do pioneiro fundador da Cia. Jensen Agricultura Ind. e Com  :LR II F 1 :   RUDOLF WILHELM HARRO JENS JENSEN, (LR II.F1) nascido a 22/6/1846  (Domingo), em Woehrden ( no continente fronteiro à ilha de Pellworm), Süderdithmarschen, Schleswig –Holstein setentrional, Frísia do Norte,” Nordfriesland”,  a sudoeste da Dinamarca e falecido, aos 53 anos incompletos, a 23.3.1899 em Itoupava Central, Blumenau.

Sintetizando: Morro do Cachorro – como denominação oficial do topônimo não existia, mas sim o Morro Carolina, com elevação de 857 m de altitude.

Em todos os seus Relatórios dos Negócios Administrativos do Município de Blumenau, referentes aos diversos exercícios em que esteve à testa da Municipalidade, Hercílio Deeke, sempre registrou as seguintes

Limites para o Município de Blumenau :

I – Com o Município de Massaranduba: Começa no ponto em que o divisor de águas entre os rio Putanga e Jaraguá encontra a linha que une as cabeceiras dos rios Aurora e Itoupava-Rega ; continua pelo divisor das águas dos rios Itoupava-Rega e Humberto até a nascente do ribeirão Treze de Maio ; por este abaixo  até a sua foz no rio Massaranduba  ;daí por uma linha seca  até a nascente do 3º Braço, afluente do Braço do Oeste; continua pelo divisor de águas da Carolina.  

II - Com o Município de Gaspar :  Começa no ponto mais alto do Morro Carolina; segue pelo divisor de águas entre os afluentes dos rios Itoupava e  Luis Alves e pelo que fica entre os rios Fortaleza  e Belchior  até o seu extremo sul; desse ponto, segue por uma linha seca  até a foz do ribeirão Elesbão. Por este acima, até a sua nascente; daí, continua pelo divisor de águas entre os afluentes dos rios Garcia  e Gaspar Grande, até encontrar o divisor de aguas entre os afluentes dos rios Itajaí Açu e Itajaí Mirim, conhecido pelo nome de Serra do Itajaí. 

III- Com o Município de Indaial  :  ........... 

IV – Com o Município de Pomerode:.....................

Se agora os apedeutas interpretam MORRO DA CAROLINA como sendo outro que NÃO o MORRO DO CACHORRO, é problema dos que desconhecem os fatos.

Enfim o atual Morro do Cachorro está entranhado com cerca de mais 50% de seu território no município de Blumenau. Todo o visual que tem do Morro, com Ponto de Fuga a partir do centro de Blumenau, da Itoupava-Seca ou da Itoupava-Central, pertence a Blumenau.

Muito mais, aliás imensamente mais eu teria para comentar, mas creio ter satisfeito algo da indagação.

Cá estanco para não esbordar – limites, divisas ou fronteiras do razoável.

Com forte abraço,

Niels

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Fim da msg.

Para saber sobre Niels Deeke Acesse:

https://adalbertoday.blogspot.com/2011/01/o-dia-em-que-visitamos-o-dr-niels-deeke.html

 

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