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domingo, 5 de abril de 2020

- Curiosidades sobre o Amazonas

Bandeira do Amazonas de 1920 e 1952
1) O clube Alvi Celeste - ou anilado como era conhecido o Amazonas, fundado (oficialmente em 19 de setembro de 1919) por empregados da Empresa Industrial Garcia, já praticavam o futebol desde o início do século 20 (1909), era o time proletário do bairro Garcia.
23 BI - Traves do Amazonas estão ali desde 1974
Teve como primeiro estádio por alguns meses, onde hoje é o 23 BI (as traves quando do encerramento do Clube, foi para o Batalhão). Depois se transferiu para as proximidades da Rua Ipiranga (conhecida como Rua Mirador), por quase cinco anos, posteriormente por alguns meses, na rua Progresso próximo a Artex, onde existiu Bar do Barth e depois Bar e Comércio conhecido como Bar do Iko.
E, finalmente, em 1926, mudou-se para o definitivo local, próximo a Empresa Garcia, até ser aterrado pela Artex, em 1974. O último jogo no estádio foi dia 26 de maio de 1974. Amazonas 3x1 Tupi.
O nome da praça de esportes Amazonense, se chamava Estádio da Empresa Industrial Garcia, o mais belo de Santa Catarina até então.
O Clube era conhecido como o Time Anilado do Garcia ou Alvi Anil e  Alviceleste.
2) Conta a história que a camisa tinha as cores azul anil e branca. Como (se "comprava" ou adquiria-se) no máximo 2 uniformes por ano, confeccionados na Cia. Hering, e tecido algodão, quando lavadas, até a metade do ano Alvi Anil, depois no segundo semestre, era chamado de Alviceleste, devido desbotar.
3) Durante a segunda guerra, todos os clubes do Brasil que tinham nome de estados, cidades, ou alguma semelhança com o nazismo e fascismo tiveram que mudar de nome, e o Amazonas durante um período, chamou-se Aimoré. Depois, a partir de 02 de junho de 1952, passou a denominar-se tão somente Amazona Esporte Clube O cartório não aceitava mais Amazonas), retirando-se a letra (S) Pouca gente sabe disso, pois na realidade continuou até o seu fim definitivo, em janeiro de 1975, com o nome original.
 4) Por Volta de 1957, o time aspirante do Amazonas, se preparando para mais um jogo do campeonato, fica postado junto ao gramado e diante de sua torcida para uma famosa foto.
Foto batida no estádio do Amazonas no Bairro Garcia: da (E) para (D) em pé : Nino, (Bidico o menino), Amálio de Souza,, Lino Cestari e Célio, Chimbica e Massagista Valmor T. Victorino.
Agachados: Diretor Sylvio de Oliveira, Hércilio Machado, Curuca, João Massaneiro, Boião e Nelinho Reinert.
O time devidamente perfilado, eis que um jogador que não aparece na foto. O jogador conhecido como Costinha, correu ao banheiro após uma “diarreia”. Notem na foto que o local está vago e aos fundos aproveitando a deixa, aparece o menino Bidico.
5) A história registra (jornais da época) grandes goleadas aplicadas durante os anos de 1919 a 1944, vejam alguns resultados : 6x1 no Caxias de Joinville, 7x3 no Brusquense (Carlos Renaux, 9x0 no Paysandu, 5x1 no Marcílio Dias, chegando na ocasião a desafiar a Seleção Catarinense e derrotando-a pelo escore de 4x2.
aplicou pesadíssimas goleadas em adversários de categoria, como ocorreu em 18 de dezembro de 1938. Na tarde daquele dia, no seu belo estádio formando o onze anilado com Henrique; José Pera; Chiquito; Ada; Bóia; e Wehmuth; Alfredinho; Nena Poli; Leopoldo Cirilo; Olimpio e Seiler, o Amazonas aplicou uma terrível goleada no Brasil (Palmeiras-BEC) 9 x 1 foi o placar com gols de Bóia 2, Alfredinho 2, Nena Poli 2, Leopoldo Cirilo, Olimpio e Seiler 1 cada. Também nesse ano aconteceu a maior goleada imposta pelo Amazonas ao Blumenauense (Olímpico) 6 x 2 foi o placar.
6) Em 1939, o Grêmio Esportivo Olímpico promoveu um torneio no dia 09 e 10 de abril para a inauguração de seu estádio. O Amazonas sagrou-se campeão do 1º torneio disputado neste estádio.
- Em 1958 o Amazonas vence com facilidade a liga de amador, o placar mais elástico foi 11x0 no Floresta de Pomerode com quatro gols de Filipinho e vence também o torneio inicio no estádio da baixada.
- No dia 1º de setembro de 1961, o Amazonas perde por 1x0 na prorrogação para o Olímpico, com o estádio lotado a torcida Amazonense divide as arquibancadas com o rival. O Amazonas jogava melhor mais sofre o gol e perde o título, o empate daria o título ao clube Alviceleste.
Com o gol de Oriô, morre ao lado, onde estávamos na arquibancada, um torcedor fanático do Olímpico, (meu pai e eu estávamos presentes).
- Em 1962 o Amazonas é campeão na baixada (Estádio do Olímpico) do torneio inicio da LBF.
7) "Dizem os mais idosos, que jogou por aqui algumas partidas, o jogador Patesko, jogador do Botafogo do R.J., que também jogou na Seleção Brasileira”.
Como esquecer os gols de bicicleta do Filipinho, e aquele gol de calcanhar que o Dico fez contra o Palmeiras, as arrancadas fulminantes do Meyer, que quase sempre se transformava em gols, o Célinho, Dulfes artilheiros natos, Nilson (Bigo – maior artilheiro da história do clube) era zagueiro, fazia tantos gols que foi jogar de centro avante assim como tantos outros artilheiros que passaram pelo Amazonas.
8) Da vida futebolística Amazonense, alguns momentos ainda a registrar; em 23 de julho de 1939, o torneio que o Brasil (Palmeiras-Bec) realizou para comemorar o 20º aniversário de fundação, o Amazonas teve o prazer de ganhar o 50º troféu de sua existência até aquele momento, vencendo o torneio.
9) Certa vez por volta de 1957, após uma vitória de 2x1 sobre o seu arquirrival do bairro, o já extinto time do Progresso, os jogadores do Amazonas vieram a pé do campo do Progresso (hoje Canto do Rio), cantando a seguinte marchinha :
Passa pra lá; Passa pra cá;
 Arreda do caminho que o Amazonas quer passar; 
Nosso goleiro é um destemido; Os nossos beques de real valor; 
Alfaria vai chutando pra frente; 
E a nossa linha vai marcando gol.
Conta o Sr. Mauro Malheiros, do tempo em que atuava pelo Amazonas.
10) Já nos últimos dias de Amazonas 1974, quando da fusão com a Associação Artex, em um jogo decisivo do campeonato do Sesi, o Amazonas/Associação Artex venceu o Moveis Cimo de Rio Negrinho no Estádio do Guarani da Itoupava Norte e se tornou campeão Estadual Sesiano.
Neste jogo tudo previamente combinado, Wilson Siegel (Nene) atleta, e Adalberto Beto Day, levam a bola do jogo como recordação. Após o término do jogo, o juiz põe a bola em baixo de seu braço, e Siegel vai por trás, e com um leve toque consegue tomar posse da bola e jogá-la por cima do alambrado para mim que a levo direto ao ônibus. Essa bola (marca Drible)  foi a festa no campinho “12” onde jogávamos aos sábados a tarde  e aos domingos pela manhã.
11) O último jogo do Amazonas em seu magnifico estádio foi dia 26 de maio de 1974, Amazonas 3x1 Tupi, com 2 gols de Nilson Siegel (Bigo) e 1 de Tarcisio. Neste dia derradeiro, histórico e triste, a equipe que atuou pela última vez em seu estádio foram: Os últimos jogadores a pisar o gramado do majestoso estádio da Empresa Industrial Garcia, foram: Gaspar, Girão, Eloi, Luiz Pereira o Nena, e Adir, Nelsinho e Cavaco, Werninha (depois Poroca), Nilson (Bigo), Tarcisio e Ademir.
12A última conquista do Amazonas
A conquista derradeira com o nome de Amazonas foi em 1974, na Taça Governador Colombo Machado Salles, também disputado pelo União, Marcilio Dias, Carlos Renaux, Tupi e Humaitá. A campanha do Amazonas, que treinava na atual associação Artex, antigo pasto do Sr. Bernardo Rulenski, se desenvolveu em maus e bons momentos, culminando com a conquista a 14 de julho 1974, ao vencer o Humaitá, por 5x1 no estádio do Palmeiras. Só o avante Nilson (Bigo) fez quatro gols, que serviu para compensar a tristeza pela perda do seu estádio, o outro foi de Tigi (José Egidio de Borba).
Neste jogo derradeiro o Amazonas formou com Gaspar, Girão,Luiz Pereira (Nena), Vilmar e Assunção, Cavaco e Nelsinho, Werninha, Nilson (Bigo) Tarcisio torres e Ademir. Também atuaram Deusdith, Eloi, Adir, e Tigi.
Para saber a história leiam:
Texto e fotos Adalberto Day Cientista social e pesquisador da história.

10 comentários:

Rocha disse...

Muito legal!
Antonio Rocha

Zuqui disse...

Meu caro Adalberto!! Quão feliz fico em ler estes textos que nos alimentam de histórias fantásticas. Principalmente quando o assunto é o nosso saudoso Amazonas (com ou sem o S). Nós, moradores do bairro não podemos esquecer estas cores acima citadas. Que saudades do campinho "12" , sim, eu e mais alguns amigos íamos lá ver vcs jogar com o intuito de faltar alguém então sermos chamados para completar o time. Mas não éramos agraciados com isso, sempre estava completo, então ficávamos contentes em ir buscar a bola quando saía fora do campo. Descia do pé de goiaba e corria para buscar a bola. Que é bem verdade saia pouco do campo, pois tinha muita gente boa de bola lá. Então brincávamos com nossas próprias bolas as "dente de leite", antes e depois do jogo dos grandalhões de bola, assim chamávamos. Parabéns, mais um excelente texto.

Marilene disse...

Gostei dos relatos.
Hoje já não gosto do futebol que os clubes oferecem.
Melhores jogadores do Brasil são as crianças nas quadras de escolas, nos cubinhos...
Estes merecem o honra ao mérito.
Acho lindo e sempre procuro assistir.

Samuel disse...

Adalberto, muitíssimo obrigado, mais uma vez!
Fico feliz que existam pessoas, como você, no nosso País, que preservam com tanto carinho a nossa História.
Parabéns pelo seu grandioso trabalho.
Um grande abraço!
Samuel Levy Gonçalves

Ilson disse...

Boa noite Sr. Adalberto, estive conversando com o Samuel que trocou algumas idéias sobre o Amazonas. Gostaria de parabenizá-lo pelo excelente arquivo. Seu blog é sensacional. O senhor me fez viajar no tempo, relembrando conquistas do nosso querido Amazonas. Quero lhe perguntar, como faço para adquirir uma camisa do clube.

Desde já agradeço pela atenção e peço que continue com esse trabalho incrível, que só enriquece a história de nossa cidade.


Ilson Athayde

Henrique disse...

Henrique Santos O melhor de Blumenau e mais querido do Reino do Garcia

Álvaro disse...

Alvaro Santos A história me surpreendeu ontem mais uma vez, depois de falar com um jovem de 25 anos e ver o carinho quê ele têm pelo Amazonas é incrível, só porquê seu pai era apaixonado ele se diz torcedor Amazonas E.C

Henrique disse...

Henrique Santos Blog Adalberto Day jamais será esquecido, gostei da ideia de montar a seleção do Amazonas de todos os tempos, seria muito bom para relembrar e ver as opinioes

Leticia disse...

Leticia Robson Tempo bom , ainda melhor recordar um pouco da história do Garcia , não tem preço

Samuel disse...

Samuel Levy Gonçalves Me sinto honrado em poder ter conhecido sobre a história do Amazonas Esporte Clube e, também, conhecido mais sobre Blumenau.
Obrigado, Adalberto Day, por ter me proporcionado o prazer de fazer o TIME DE BOTÃO, pois sem sua ajuda não seria fácil ter a escalação com tanta precisão. Foi uma homenagem simples, mas feita de coração.
Em breve, após passar a crise do Covid-19, terei a Camisa do Alviceleste do Garcia, com toda certeza.
Obrigado, também, ao meu amigo, Ilson Athayde, por ter me "apresentado" ao Amazonas.
Um grande abraço a todos!

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