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segunda-feira, 6 de agosto de 2018

- C. N. Ipiranga e América

Sim isso mesmo Blumenau teve duas grandes equipes de Remo.
Curiosidades de uma época
-  O Patrão Nos anos que antecederam a segunda guerra mundial, O' remo era um esporte muito praticado. Havia em Blumenau dois clubes" sendo um situado na descida para o porto fluvial entre o Jardim e a firma Breitkopf (local anterior). O Clube Náutico América como era chamado, não só se dedicava eficazmente à prática do remo. como promovia festas sociais com bailes que marcaram época. S.C. Wahle 1995. No Natal, Carnaval, Páscoa, Pentecostes, aniversário do Clube, etc., os .banes não raro varavam a madrugada afora, alcançando o café da manhã. O outro clube, conhecido por Clube Náutico Ipiranga, com sede própria situado na Itoupava Seca, também conhecido pela aplicada prática do remo, era conhecido também pelas boas festas com animados bailes, muito frequentados peia mocidade de Blumenau. Na prática do remo havia uma" grande rivalidade entre Blumenau e ltoupava-Seca. Na estatística final, talvez o lpiranga levasse uma certa vantagem em número de vitórias. " Havia no América guarnições tradicionais, como a dos Otte que durante muitos anos permaneceram juntas " Talvez, o Sr. Sebald Otte, seja um dos que melhor conheceu as atividades do remo do América.
O América chegou a vencer páreos até em Montevidéu. Duas pessoas fizeram época, uma no América e outra no Ipiranga. Trata-se dos patrões. No América foi durante algum tempo patrão João Kracick Neto. Bubi como era conhecido, era um moço sempre alegre e de um raro bom humor. Trabalhava no Banco Nacional do Comércio. Como não via condições de progredir na vida em Blumenau, transferiu-se para o mesmo Banco em Curitiba. Lá além de suas atividades no Banco, conseguiu-se eleger presidente do sindicato dos bancários. Fez o ginásio em curso noturno, e prestou exame vestibular para direito. Uma vez formado em direito, passou a exerc1er a advocacia, acumulando a presidência do sindicato. Aos poucos entrou, na política onde depois de alguns anos foi eleito vereador por diversas vezes. Chegou a presidente da câmara dos vereadores, e numa determinada ocasião com o afastamento do prefeito passou a assumir a prefeitura ", de Curitiba.
O patrão do Ipiranga na época era Carlos Haser, mecânico-encanador, que trabalhava nas oficinas de Estrada de Ferro Santa Catarina, na manutenção das Locomotivas, principalmente relacionado com o sistema de vapor. Carlos Raser era uma pessoa de pequena estatura, franzina e o tipo ideal para patrão de remo. Era um cidadão alemão que, embora casado com uma blumenauense, achava que deveria voltar à Alemanha, pois o nazismo encontrava-se em pleno apogeu. Mas, como para tantos outros, terminada a guerra, tratou de voltar ao Brasil. Embora, fosse casado com brasileira e ter filhos brasileiros, na volta ficou retido na ilha das Flores no Rio de Janeiro, para ver o seu aproveitamento. Foi nesta ocasião, que ele foi selecionado por uma comissão da Companhia Siderúrgica Nacional de Volta Redonda, para trabalhar na Usina como encanador de linhas de vapor. O sistema de vapor, estendia-se por vários quilômetros. Quando eu assumi o departamento de manutenção mecânica na CSN em Volta Redonda, Carlos Haser reconheceu-me e ficou muito satisfeito por ficar subordinado a um blumenauense. Com reformulação dos quadros de pessoal, passou a assumir a responsabilidade de todo o sistema de vapor nas funções de encarregado geral, onde prestou relevantes serviços até a sua aposentadoria.
Revista Blumenau em Cadernos – Fevereiro de 1997 nº 2 – páginas 37,38.
Para saber mais acesse:

7 comentários:

Gervásio disse...

Minhas imagens de infância incluem as cenas desse registro histórico. Parabéns!
Gervásio T. da Luz

Nillton Sergio Zuqui disse...

Meu caro Adalberto,
Sim, sabia da existência destes clubes praticantes de tal modalidade. Porém lamentável não termos apoio para sequência com a nova geração que poderia estar na ativa, uma bela história, parabéns!!

Edmundo disse...

Edmundo Edi Na década de 50 eu assisti muitos treinos no rio Itajaí Açu quando meus amigos Harry Whitte e Waldemar e Edgar Annuseck participavam das regatas

Mauro disse...


Mauro Bremer

Em resposta a @adalbertoday
Meu amigo, Rolf Kreutzfeld, atleta do Clube Náutico América, foi Campeão Catarinense, Brasileiro e Sul-americano. Blumenauense da gema.

Valdir disse...

Valdir Salvador Amigo Beto quem não do américa Salão com frequência também dos pobres e humildes,com aquele belo chafariz na frente e outro lado da rua o famoso primeiro mercado de Blumenau Carlos Kofke, da unica Aula de Dança professor leckcher, eu era seu auxiliar,falando no Clube Náutico America faça o favor de nos esclarecer mais detalhadamente sobre a situação do seu prédio ou edifício em construção hora esqueleto, que esta semana foi novamente ameaçado a uma implosão, sopor causa de 6 metros quadrados com invasão do terreno da marinha e como fica a Av Castelo Branco????? (Beira Rio)//// aguardo seu trabalho em favor aos curiosos do ploblema ha ha ha abraços Valdir.

Lorena disse...

Lorena Karasinski Todos os Domingos eu era acordada pelo som do timoneiro marcando o compasso dos remos. Deu saudades.
Sim Blog Adalberto Day. Eu morava em frente as Lojas Hering e os fundos da nossa casa dava para o Rio Itajaí Açu. Vivenciei muitas coisas morando no centro naquela época. De 1946 até 1966 quando então casei.

SILO LÍRICO - Poemas, Contos, Crônicas e Outras disse...

Adalberto, o teu blog é maravilhoso! Nos traz coisas esquecidas no baú da memória e como recordar é viver, revivo e vivo emocionalmente, minha juventude em Blumenau. Claro que lembro do América! Mas o que mais me emocionou foi o comentário da leitora Lorena, quando resgata em meu pensamento as casas de frente para a Rua Quinze e fundos ao Rio Itajaí aonde em uma dessas casas de dois pisos eu tive uma namorada que amei de paixão - o meu sonho era trazer uma "bateirazinha" de Armação do Itapocoróy, minha terra, para saindo do ribeirão Garcia, ir até à frente da janela da amada e lá fundear para esperar o seu primeiro espreguiçar em sua janela. Há juventude belíssima... Minha gratidão, Adalberto! Grande abraço. Laerte

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