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sexta-feira, 26 de outubro de 2018

- Getúlio Vargas

Discurso do Presidente
A Palavra do Presidente Getúlio Vargas em Blumenau. No dia 10 de março de 1940, a cidade de Blumenau recebeu a visita do Presidente da República, Getúlio Vargas. Grandes homenagens foram programadas neste dia.
Em frente ao Teatro "Carlos Gomes ". em um palanque armado, o presidente Vargas, o interventor Dr. Nereu Ramos, o interventor municipal José Ferreira da Silva e demais autoridades. assistiram ao desfile do 32" Batalhão de Caçadores, das Escolas. Sociedades Desportivas. Culturais e várias entidades da cidade.
O Presidente da República. impressionado com a multidão que se formou pronunciou 11m discurso eloquente que teve grande repercussão no país. "Não posso deixar de manifestar a minha surpresa e a minha admiração ao penetrar num município como Blumenau. situado no âmago da região colonial e um daqueles a respeito dos quais se dizia que a língua portuguesa era desconhecida e os sentimentos de brasilidade jaziam amortecidos.
Tive exatamente a sensação do contrário. Notei. por toda parte, o entusiasmo espontâneo e luminoso. o sentimento de fraternidade brasileira e de amor à nossa terra, o desejo imenso de viver a nossa vida, como brasileiros.
Tal transformação, que a ninguém seria lícito obscurecer. a testemunhei por toda parte. demonstrada quer nos homens adultos e válidos, como nos moços e nas crianças sobretudo nas crianças que me rodeavam em bandos álacres e que tinham, na profundeza dos olhos azuis e nos acenos cheios de carinho. a efusão inequívoca do sentimento que lhes iam n'alma. enquanto suas cabecinhas douradas ao sol pareciam um trigal maduro. Tive a impressão. ao vê-las. de uma geração nova do Brasil, que se erguia. Este município. um dos menores do Estado. com mil e tantos quilômetros quadrados de superfície. tem mais de 50.000 habitantes. mais de 300 fábricas e uma população operária superior a 12.000 pessoas. Esta capacidade de produção e este desenvolvimento progressista demonstram evidentemente que as correntes emigratórias selecionadas fortalecem a organização nacional. contribuindo com a sua colaboração sadia para o engrandecimento do país. (Palmas).
 
Presidente Getúlio Vargas com o Interventor Nereu Ramos
Há anos passados chegava ao Vale do Itajaí a primeira colônia de povoadores alemães. No vale deserto, no meio de imensas florestas. foram deixados ao abandono. Derrubaram em seguida a floresta. lavraram a terra. Lançaram a semente, construíram suas casas, formaram as lavouras e ergueram o edifício de sua prosperidade. Dir-se-á que custaram muito a assimilar-se à sociedade nacional. a falar a nossa língua. Mas a culpa não foi deles. a culpa foi dos governos que os deixaram isolados na mata, em grandes núcleos. sem comunicações. Aquilo que os colonos de então pediam era o binômio de cuja resultante deveria sair a sua prosperidade. Só pediam duas coisas: escolas e estradas, estradas e escolas. (Palmas.) (muito bem!).
Estradas para que o produto do seu trabalho pudesse ser transportado para os mercados de consumo: para lerem a certeza e a confiança
de que aquilo que produziam não ficaria em abandono. Pediam estradas afim de que. através delas, se carreasse a sua riqueza, produto de seu labor. Pediam escolas, afim de que seus filhos. nascidos no Brasil, que aqui. pela primeira vez, abriram maravilhados os olhos à luz, que é o primeiro amor da vida. procurassem, ao mesmo tempo, harmonizar o seu desdobramento com a natureza que os rodeava mediante a articulação que devia identificá-los no meio em que surgiam. No entanto. a população que prosperava isolada. devido somente ao seu próprio esforço. só tinha uma impressão da existência do governo: era quando este se aproximava dela como algoz para cobrar-lhes impostos ou como mendigo para solicitar-lhe o voto. (Muito bem!). (Aplausos prolongados) O Governo que se aproximava para solicitar votos perdia a respeitabilidade, porque vivia de transigências. E, a troco desses VOTOS não vacilava em desprezar os próprios interesses da nacionalidade. (Palmas) hoje, as coisas mudaram. Os próprios partidos políticos, então simples agremiações regionais, sem finalidades nacionais. foram dissolvidos. O Governo já não se aproxima dos colonos para pedir-lhes votos: O Governo tem por eles sentimentos paternais. e que deles só se aproxima para ampará-los. para dar-lhes justiça, para garantir-lhes o trabalho e a tranquilidade. para a sua economia para aumentar a sua riqueza. (Palmas). Se o Governo dissolveu os partidos políticos porque eram força que encerrava sua atividade nos limites dos Estados, não poderia permitir, também, que elementos estranhos, vindos de fora. procurassem perturbar a tranquilidade das populações coloniais, tentando arrastá-las e organizá-las para o exercício de atividades contrárias aos interesses da Pátria.
Assim como as conveniências da política regionalista não podiam prevalecer. por isso que eram impostas contra a vontade do povo. do mesmo modo os agentes forasteiros não poderiam constranger a população colonial, a qual, por seus interesses. por suas inclinações e pelas tradições de sua vida. é genuinamente brasileira!
Hoje. compreendeis, perfeitamente, o alcance destas medidas. Os países da Europa estão em guerra, e as mais cultas civilizações procuram, mutuamente .se entre destruir. Nós apenas lamentamos esses acontecimentos, mas. de qualquer forma, não tomamos parte nas suas lutas.
o Brasil não é inglês nem alemão. É um país soberano que faz respeitar as suas leis c defende os seus interesses. O Brasil é brasileiro. (Aplausos gerais). Agora, e a população, de origem colonial, que há tantos anos exerce sua atividade no seio da nossa terra. constituída de filhos e netos dos primitivos povoadores, é brasileira. Aqui todos são brasileiros, porque nasceram no Brasil, porque aqui receberam a educação.

O Exército nacional também não pode ser indiferente à educação do elemento de procedência estranha. Nos países novos, as forças militares têm uma alta função educadora c nacionalizante. Pelos quartéis!) passam, todos os anos milhares de jovens que aprendem a servir o Brasil. Por isso as forças militares estão, com justo título, colaborando eficientemente na grande obra da educação nacional. Mas ser brasileiro. não é somente respeitar as leis do Brasil e acatar as suas autoridades. Ser brasileiro é amar o Brasil. É ler o sentimento que lhes permite dizer: "O Brasil nos deu o pão, mas nós lhe daremos o sangue." (Aplausos) É ter o sentimento de brasilidade, pela dedicação, pelo afeto. pelo desejo de concorrer para a realização dessa grande obra, na qual lodos somos chamados a colaborar. porque só assim poderemos contribuir para a marcha ascensional da propriedade e da grandeza da Pátria. (Muito bem!). (Aplausos),"
Para saber mais sobre a visita do Presidente Vargas em Blumenau, acessem:
Revista Blumenau em Cadernos – julho de 1997 Páginas 31/34

5 comentários:

Rubens Heusi disse...

lembro-me tinha meus 8 anos e estava defronte ao Hotel Elite com o colégio

José Alfredo Schierholt disse...

Lembro até detalhes desde março de 1942, ao entrar nno 1º Livro, como se dizia, 1º ano primário na Escola Sagrada Família, em Rolante, RS,de formar fila no pátio da Escola, para cantar o Hino Nacional e outros hinos da Pátria. Na escola havia uma fotografia enorme do Presidente Getúlio Vargas, o que aprendíamos a respeitar. Duas décadas depois, desde meu Estágio, sempre me acompanhou a vida de professor meu Amor à Pátria e meu respeito às autoridades...

Marilene disse...

Tenho comigo, deixado pelo meu pai, um busto de Getúlio, bem estragado, mas que guardo com carinho, por ter sido do meu pau, um homem que lutou pelo crescimento da nossa terra e levou trabalho a muitos, com a construção da represa, luz nas casas e em postes, transmissão de rádio, serraria e de sua oficina de ferreiro. Meu pai, meu exemplo, meu engenheiro nato, meu herói!
Infelizmente, o livro de poesias que li desde meus seis anos de idade, dando conta da morte de Getúlio, desconheço o paradeiro.
Nele, lia os versos ritmados: Getúlio Vargas morreu...!!! E a família aplaudia...
Sequer sabia eu o que era a morte.

Anônimo disse...

Esse ditador (Vargas) teve o fim de todos os tiranos....

Valdir Appel disse...

Bom dia, meu amigo Adalberto, gostaria de convida-lo para o lançamento do livro Para sempre o mais querido, 100 anos do clube esportivo Paysandu, dia 30 de novembro na sede social, após 19 horas, com a presença de grandes craques do passado, como Joel Santana, Ramirez, Palmito, Washington e outros. Venha comemorar o futebol com esta galera, vc vai gostar, abraço, Valdir

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