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domingo, 22 de fevereiro de 2009

- Três meses da tragédia em Blumenau

22/23/24.......novembro/2008. Para esquecer ou ser lembrado?
Defesa civil, 23 BI, Corpo de Bombeiros, Policia, Hospitais, Secretaria da Saúde, aeronáutica, governos municipal, estadual e federal, todos estão engajados nesta luta de reconstrução, desta que foi a maior tragédia urbana em toda Blumenau e região . Esquecer jamais, pois com ela iremos procurar onde erramos, e trabalhar com projetos na reconstrução. Planejar, e as ações que devemos tornar viável para um futuro melhor para nossa cidade. Temos a obrigação de dar respostas principalmente às futuras gerações. Esta foi a maior tragédia urbana em toda Blumenau e região .

É necessário também separar as coisas, não foi a maior enchente, pois esta ocorreu em 1983 e 1984 – atingindo 15:34m em 1983 e 15:46m em 1984 ,anteriormente teria ocorrido as marcas em 1852 = 16:15m, em 1880= 16:80m e 1911: 16:70m –. Esta de 2008 atingiu a marca de 11:52m em Blumenau. "O que ocorreu foram incalculáveis desmoronamentos, enxurradas em proporções inimagináveis em toda a cidade e região". Sabemos “que essa tragédia de Santa Catarina, anunciada há mais de 150 anos”: as enchentes no Vale do Itajaí ocorrem desde a sua colonização. De 1850 a 1992 ocorreram 66, das quais 11 até 1900, 20 nos 50 anos subseqüentes e 35 nos últimos 43 anos. A população local, principalmente de Blumenau, através das enchentes levou a criar uma cultura de coexistência com as enchentes de pequena magnitude e também a conviver com o uso político das mesmas.

E agora Blumenau, mostra tua cara, mostra que és forte, povo brioso, e como tal qual Fênix, ela ressurgirá.


Mas é necessário que as medidas sejam urgentes, passados três meses a burocracia atrapalha, as verbas estão chegando, e devemos fiscalizar. A prefeitura municipal de Blumenau lançou um pacote de prioridades emergenciais de reconstrução que se iniciará em março. Passarelas importantes como a da Rua Catarina Abreu Coelho e da Rua Santa Terezinha estão de fora, no Progresso.
ARTIGO:Publicado no Jornal de Santa Catarina Sábado e Domingo -Blumenau, 21/22 fevereiro de 2009. Edição nº 11556
Não podemos apanhar de novo!

LAURO EDUARDO BACCA/ Biólogo e ambientalista

Há 156 anos Blumenau e o Vale do Itajaí sofrem com as enchentes. Há 48 anos, Blumenau e Brusque foram duramente golpeados com a violenta enxurrada que se abateu sobre as duas cidades, causando severos prejuízos e perdas de vidas humanas a ambas as comunidades. Há 30 anos, refletindo sobre essa enxurrada, que em Blumenau atingiu principalmente o vale do Garcia, o respeitado empresário blumenauense Udo Schadrack, inconformado com o que via, publicava no Santa o lapidar artigo “Alarma”, no qual alertava de forma contundente para os perigos do agravamento das enxurradas devido aos desmatamentos na região.Enquanto isso, a legislação ambiental dava seus primeiros passos, objetivando ordenar o uso e a ocupação do solo urbano, bem como salvaguardar as florestas protetoras de encostas, nascentes e cursos d’água, para o bem da sociedade.Em 1983, Blumenau foi assolada pela maior enchente dos últimos 72 anos. A fé cega na tecnologia e na arrogante supremacia do homem sobre a natureza fez com que quase ninguém percebesse que as florestas do Vale, na realidade gigantescas esponjas naturais, estavam sumindo a olhos vistos bem ali, ao lado das barragens construídas pelo homem, que deveriam complementar e não substituir o que já fazia a natureza. Muitos milhões de dólares depois, no entanto, havíamos simplesmente trocado seis por meia dúzia.Também foi em 1983 que o morro da Coripós rachou pela primeira vez, num lugar cheio de gente, onde jamais deveria ter-se permitido fixar gente. As pioneiras leis ambientais eram pouco cumpridas.Como se vê com esses poucos exemplos, já apanhamos muitas vezes no passado e deveríamos ter aprendido muito com isso.Então veio a maior das tragédias, o desastre natural de novembro de 2008, com tudo aquilo que todos conhecem. Fomos pegos de surpresa? Pecamos por falta de avisos e alertas? O pioneiro “Alarma” de Udo Schadrack foi considerado? As leis pertinentes a esses casos, nesse tempo todo, foram cumpridas? Os órgãos ambientais e a Defesa Civil foram ouvidos e valorizados? A Educação Ambiental formal e informal foi prestigiada e adaptada à nossa realidade de convivência com desastres naturais? Os estudantes sabem como medir chuvas num pluviômetro artesanal, que pode ser feito ali mesmo, a custo zero, e instalado na maiorias das escolas? A sociedade tem sido bem informada e orientada sobre a inconveniência da ocupação de áreas impróprias? Será que no futuro vamos apanhar de novo?
Arquivo de Adalberto Day – Fotos: Ramon Cunha, Adilson Siegel, João Carlos Day, Sandileine Schmidt, Josiane Hasse, José Geraldo Reis Pfau, Adalberto Day

4 comentários:

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Mauricio Neves disse...

Sábias palavras do Lauro! Abraços.

Luiz Antonio André disse...

Olá Adalberto,
excelente o artigo do Lauro. Pena que com o tempo esquecemos de tudo como já aconteceu anteriormente. Nós cidadãos esquecemos e agredimos mais ainda a natureza e os administradores públicos não estão nem aí.
Grande abraço

Anônimo disse...

Com certeza vamos apanhar novamente, e talvez muito pior.
Se o poder público não impedir as ocupações irregulares teremos mais tragédias pela frente. É necessário aprender com os erros cometidos no passado, pois é a mais pura ignorância repetí-los posteriormente.

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