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sexta-feira, 10 de setembro de 2021

- A Escola da Vida

MINHA VIDA PROFISSIONAL
ADALBERTO DAY
CIENTISTA SOCIAL, PESQUISADOR E PROFESSOR.
Faço um breve relato da minha infância e parte da vida profissional.
Aprendi desde criança com meus pais e avós a ter bons hábitos, trabalhos caseiros, bons costumes. Uma verdadeira lição de vida! Muitos ao lerem esta crônica sentir-se-ão inseridos no contexto.    
Hoje olho para trás e vejo que os problemas eram na verdade, os degraus para me levar à vitória. Então concluo que minhas sequelas, são os troféus de minha vitória.
Garcia                   Artex                            Souza Cruz
Revista Manchete de Outubro de 1966 -  Colaboração Guenter Georg

           1968-1992
Fui criado e educado aprendendo a obedecer, respeitar, e servir.
Este era o ambiente familiar em toda comunidade que era cooperativa, prestativa, e em sua maioria trabalhava nas Indústrias do bairro Garcia, a Empresa Industrial Garcia, Artex, e Souza Cruz. Meus bisavós vieram da Alemanha, tanto do lado paterno (Day) como materno (Deschamps), e estabeleceram-se  inicialmente em Brusque e Gaspar respectivamente. Porém as origens dos meus antepassados são Ingleses (com pezinho na Irlanda) e Franceses. 
          Um jovem ao ingressar em uma empresa deveria ter todas as qualidades citadas, de preferência deveriam ser “alienados nos processos políticos, religiosos, e da realidade do mundo”. Criava-se a mentalidade de servos e quem fosse despedido ou recebesse carta branca (nome dado a quem fosse demitido), era considerado pela comunidade mau caráter, elemento "vagabundo", pessoa por vezes não grata. Saber que um cidadão perdeu seu emprego era coisa de “outro mundo”.
     Imbuído deste espírito ou princípios “básicos de qualificação”?, ingressei em 05/07/1968 na Empresa Industrial Garcia, no setor de expedição, faturamento, vendas e a partir de 1971 em recursos humanos. Foram anos de plena ditadura militar, inclusive os ex presidentes Castello Branco, Ernesto Geisel, Figueiredo, Ministro Delfim Netto, visitaram o bairro Garcia/Progresso
           Para muitos uma fase de crescimento tecnológico e de nação perante o mundo. Para outros uma fase negra da história do Brasil. Cabe a cada cidadão analisar sem ranços políticos. Minha concepção ditadura existiu antes e pós-militares, a tal ditadura “Branca”. Muitos não sabem usar a democracia achando ser anarquia e assim o caos social se estabelece.
Assistencialismo
Tínhamos assistência médica e odontológica, creche, cursos de alfabetização e um excelente centro de treinamento, a melhor praça esportiva até o final da década de 60 (Séc. XX) do estado de Santa Catarina, o Amazonas Esporte Clube.
Nesta praça esportiva eram realizados vários tipos de modalidades esportivas, atletismo, basquete, vôlei, ciclismo, futebol e outros. Também eram realizadas anualmente festas, como comemoração do dia do trabalhador com diversas atrações e sorteio de bicicletas e outros prêmios tanto para funcionários como também seus filhos, festa junina, e festa natalina sempre com presentes a todos empregados e filhos.
Boa parte dos colaboradores moravam em casas produzidas pelos próprios funcionários da marcenaria, com toda infraestrutura, coleta de lixo feito pela Empresa Industrial Garcia e saneamento básico, pagando um aluguel simbólico (centavos). Depois estas casas (a partir de 1966) foram vendidas a preços razoáveis aos empregados que então começaram uma nova fase de reformas pinturas e até os primeiros comércios começam a aparecer, como a loja Prosdócimo em 1967 na casa do Sr. Edelui Massaneiro, e Calçados Hass em 1971 na residência do Sr. José de Oliveira. Também existia a cooperativa dos empregados, onde os funcionários podiam comprar, e ser descontado em seu próprio holerite (envelope de pagamento).
Os empregados recebiam 2 kg de retalhos por “Zero Faltas” assiduidade ao trabalho.  Nas calamidades as duas empresas Artex e Garcia sempre foram muito prestativas aos seus colaboradores, exemplo foram a enchentes de 1983/84 e várias  enxurradas no Grande Garcia.
O tempo passa ... última volta do ponteiro
          O tempo passava e percebia que os fatos mencionados não eram bem assim, o próprio sistema organizacional divergia de ideias melhores para o bom desenvolvimento interno nas empresas. Constatei que nem sempre aqueles que conseguiam uma posição melhor profissionalmente eram os mais capazes, os mais qualificados ou inteligentes, mas sim em muitos casos os pelegos e alienados da vida cotidiana e que viviam prejudicando os colegas  e atropelando seu semelhante que se destacava, como também algumas famílias de nomes conhecidas da região que tinham seus "privilégios".
Eram realizados avaliações de cargos, muitas vezes por pessoas despreparadas e anualmente, quando deveria ser diariamente. Nessas avaliações nem sempre prevalecia a verdade, pois o avaliador com receio de perder o seu cargo, fazia uma avaliação duvidosa.
Nos testes de promoções vários concorriam, mas nem sempre o melhor era promovido, já existia o "candidato preferencial", apenas dava-se oportunidade aos demais para que o mesmo “participasse”, e pensasse que era inferior ao “vencedor ”.
Como trabalhava em Recursos Humanos, tinha acesso a esse tipo de informações, não sendo surpresa para muitos funcionários que desconfiavam e comentavam essa prática enganosa.
          Procurava sempre colaborar com meus “superiores” e colegas de trabalho, na expectativa de conseguir melhores posições profissionais. Principalmente a partir da incorporação da Empresa Industrial Garcia a Artex em fevereiro de 1974, exercia uma posição intermediária entre a chefia e colegas de trabalho, era o “coringa” que ensinava e substituía todos inclusive a chefia, e como trabalho principal Orientador Ocupacional.
          Em algum momento fui considerado líder negativo, por ter pensamentos sociais diferentes do empregador, e que não “vestia a camisa” (se não vestia é por que não me davam para vesti-la) claro que isso não é verdade, pois em 25 anos de empresa, muito colaborei e fui correto com meus superiores. Os anos iam se passando e cada vez mais me decepcionando, mas com esperanças.
Fusão Artex/Garcia em 1974
Fusão: o começo do fim
Acompanhei a fusão das duas empresas Artex e Garcia.
Na Empresa Industrial Garcia, o Sr. Ernesto Stodieck Jr. Que trabalhou de 1940 até 1967, teve uma liderança e conseguiu um grande impulso para o desenvolvimento não só da empresa como também da comunidade (anteriormente João Medeiros Jr. foi um grande diretor da EIG.  fundador da PRC 4 Rádio Clube de Blumenau e Radioamadorismo em Santa Catarina). Stodieck colaborou  na construção da Igreja Nossa Senhora da Glória e do Grupo Escolar São José (atual Celso Ramos) na Rua da Glória, como também a construção em maior escala a partir de 1941 de novas casas populares (ultrapassando a 240 unidades), tal como foi Gustav Roeder, e o os pioneiros desta grande organização Johann Henrich Gresvmuhl, Johann Gauche e August Sandner. O Suíço Otto Huber, foi um dos grandes colaboradores da EIG, Foi dele a modernidade em edifícios com três pavimentos que trouxe da Europa e  pôde implantar na empresa e cobrir com telhados as instalações. Sim de telhados tradicionais, já que desde a fundação em 1868 até 1926, para economizar energia elétrica, os telhados da empresa eram de vidros resistentes. 
    Na Artex com a fusão boa parte dos  empregados da Empresa Industrial Garcia, passaram por “humilhações” com poucas perspectivas de sucesso profissional, muitos foram demitidos ou solicitaram desligamento. Fizeram questão de aterrar para sempre o magnifico estádio do Amazonas (a partir de Abril de 1974), e acabar com o clube em janeiro de 1975.
       Além dos pioneiros Otto Huber que trabalhou por mais de 30 anos na Empresa Industrial Garcia, Theóphilo B. Zadrozny (nascido na Polônia e não Brusque como muitos pensam)  e Max Rudolf Wuesch que também trabalhou na E.I Garcia por 20 anos, a família Zadrozny (Arno, Carlos Curt, Júlio, Norberto Ingo) souberam erguer a maior industria têxtil da América latina. 
Arno Zadrozny estava sendo preparado para substituir seu pai Theóphilo no comando da organização, porém faleceu prematuramente no dia 26 de dezembro de 1965 aos 45 anos. Com isso seu irmão Carlos Curt Zadrozny foi o preparado para assumir.
Mas quando chamaram diretores técnicos para administrar a empresa, e com a implantação do sistema rodízio a partir de 1984, a empresa começou sua fase de declínio no cenário nacional e mundial. Na época o sistema rodízio foi implantado para aumentar a produção e a criação de novos empregos, era visto como uma boa alternativa para o momento difícil que passava o setor econômico nacional. Deveria ser temporário, mas não foi. Ao contrário que os diretores da empresa pensavam, nunca fui contra o sistema, mas avaliava a situação como caótica para a organização. Muitos empregados se revoltaram, igreja e comunidade em geral.   Boa parte dos empregados insatisfeitos solicitaram demissão da empresa. No mês de dezembro de 1986, 110 empregados qualificados solicitaram demissão e em janeiro de 1987 mais 107 fizeram o mesmo. Um número recorde em nossa cidade de Blumenau e Santa Catarina. Imagine uma empresa perder 217 funcionários em sua maioria altamente qualificados, o “baque” que isso proporcionou. Vários desses cidadãos que solicitaram a demissão ou se estabeleceram por conta própria com enorme sucesso, ou ingressaram em outras empresas, que os receberam de braços abertos pela experiência profissional. Infelizmente neste período a Artex teve dificuldades de contratar bons profissionais que não queriam trabalhar na organização.

“O empregado que não faltasse o mês todo recebia uma compensação financeira e até alimentícia, 15% a mais em seu contra cheque, se faltasse um dia sem justificativa 5% e se as faltas ultrapassem dois dias, não recebia nenhum beneficio”.
Outros que permaneceram foram cumpridores de seus deveres, mas sempre no aguardo de uma solução conciliatória entre as partes. No entanto boa parcela dos colaboradores agiu com desprezo para com a empresa, não produzindo com boa qualidade, danificando materiais, faltas em excesso, causando sérios prejuízos à corporação. Em 1986 (cinquentenário da empresa) foi construído uma piscina semiolímpica e um grande complexo esportivo, para lazer dos empregados, mas nada desses benefícios foram suficientes para amenizar o descontentamento de quem trabalhava nesse sistema. Mesmo assim os problemas de qualidade e assiduidade continuaram. Na intenção de “forçar” o empregado a aceitar, o assistencialismo foi enorme, em datas comemorativas exemplo dia das mães das mulheres, eram oferecidas nas igrejas (Nossa Senhora da Glória, Santa Isabel e Santo Antônio) rosas a cada mãe ou mulher. Mas não era isso que cada família queria, para elas o dia “Sagrado de domingo” deveria ser mantido. E assim também pelo Natal, Páscoa e outros.
Associação Artex
Toda esta situação fez com que a Artex, declinasse ainda mais no cenário nacional e mundial, na sua posição de maior empresa da América Latina no ramo Têxtil.
A Greve
“Em 12 de março de 1989, deflagrou-se uma grande greve dos trabalhadores têxteis, culminando com uma passeata do centro até a empresa Artex, quando então, os trabalhadores não só da Artex, mas de todas as indústrias, solicitaram o término do sistema rodízio, como também melhores salários.”.  
Esta greve perdurou até dia 19 de março, quando houve um esfriamento (Continuou mais dois dias) justamente em um dia que houve um jogo importante entre Blumenau e Figueirense, os grevistas em boa parte foram assistir o jogo.
Trabalhadores  em plena rua Amazonas em massa dirigindo-se para frente dos portões da Artex - Foto:  CHARLES SCHWANKE
É bom salientar que nesta época, o Presidente do Sindicato Têxtil Osmar Zimmermann, tinha recém assumido a presidência em fevereiro de 1989, e diante de tamanha multidão mais de 10 mil em frente ao sindicato, não restou alternativa a não ser dar apoio à greve em assembleia realizada na oportunidade. Também na época os salários eram melhores que nos anos 90 e no inicio dos anos 2000, o motivo principal foi salários baixos em algumas empresas, e devido ao sistema rodízio. Os empregados retornaram ao trabalho e receberam menos de reposição salarial que o oferecido ou previsto pelos empresários.
Plebiscito
Com a greve, a Artex, permitiu que o sindicato realizasse um plebiscito para saber da continuidade ou não do sistema rodízio. Este plebiscito teve como resultado, o fim do sistema, já que a maioria dos empregados votou contrario a continuidade.   
 Na realidade sou sabedor que a empresa iria acabar com o sistema rodizio e o plebiscito foi o estopim, amenizando o impacto dos comentários as demissões necessárias com a desativação do sistema.
Consequência
Mais de 450 empregados perderam o emprego, durante os meses de março e abril de 1989, (no final de 1988, com a desativação da Fiação FIGA e FIBLU, mais de 800 empregados foram desligados da corporação) trazendo grande prejuízo não só à empresa, mas deles próprios e de toda a comunidade. Em 14 de outubro de 1990 houve uma grande enxurrada em todo o Garcia, que também atingiu violentamente o parque fabril da Artex, causando enormes prejuízos onde balançou com a estrutura econômica da empresa.
     Em setembro de 1994 a família Zadrozny perde o controle acionário da empresa, que  é vendida para o grupo GP Investimentos (Garantia Partners- sócios do Banco Garantia), lavrado em ata em 28 de abril de 1995, desaparecendo o nome Fabrica de Artefatos Têxteis S/A .ARTEX – para então somente ARTEX S/A . Em 01 de junho de 2000, a empresa é novamente vendida desta vez ao Grupo Coteminas - e doravante a empresa passou a possuir uma nova razão social passando a denominar-se Toália S/A - Indústria Têxtil . - Filial da Empresa Toália de João Pessoa – Paraíba, mas ainda com participação do grupo Garantia. A ex empresa Artex S/A muda de razão social para atender interesses próprios e de seus acionistas, com o nome de Kualá S/A em junho de 2000. E finalmente em 09 novembro de 2001, o grupo Garantia, sai do controle acionário, e a empresa adota o nome de COTEMINAS – Companhia de Tecidos Norte de Minas. E finalmente em 06 de janeiro de 2006, COTEMINAS S/A.
Este é um pequeno relato de alguém que colaborou, tinha raízes, pois morava próximo a empresa (60 metros), atualmente como cientista social e pesquisador da história, preservo a história do bairro e das duas empresas, por carinho, gratidão e necessidade de um resgate histórico do grande Garcia, pois a empresa desativou todo acervo magnífico que possuía. Posso dizer que sinto orgulho de ter trabalhado nestas duas empresas que foram uma grande Escola da Vida e me projetar como cidadão.
          Por divergências de opiniões e pensamentos, preferi negociar meu desligamento em 03/12/1992, sem mágoas  a organização (por mais que aqui possa transparecer - lembrando sempre que sou pesquisador e cientista social) por isso preservo um acervo particular de um resgate histórico que começou, por volta de 1960, podendo dizer com orgulho que essas duas empresas, foram à alavanca para o progresso não só do bairro como também de Blumenau.
          1993 - dias atuais
Então fui lecionar, encontrei pessoas que me apoiaram, direção, comunidade, alunos, fui muito  bem recebido, apesar do descaso das autoridades com o ensino. Adorei ser professor de História, Filosofia, Geografia, Sociologia no ensino médio e fundamental, um cargo digno. Sinto muito orgulho de ainda ser chamado de “Professor”.
Trabalhei com palestras de Motivação Profissional e elaborando planilhas e apostilas para vários palestrantes ... Bons tempos.
Hoje aposentado profiro palestras (a partir de 2012 com problemas sérios de saúde, comecei a diminuir minhas atividades) sobre história de Blumenau e em especial do Grande Garcia, em Universidades, entidades de ensino em geral, 23 BI, turismo, empresas. A própria empresa que me demitiu, me contratou para palestras, mostras e outros, mostrando o reconhecimento do trabalho que desenvolvia.
Trabalho com pesquisas, dou entrevistas em rádios, TVs, participo de trabalhos desde graduação até doutorado/mestrado, escrevo para diversos livros e revistas, como também jornais. Já participei de vários vídeos, seriados e outros. 

Blumenau, Janeiro de 1993 – com inserções em 2001 , 2003 e alguns adendos em 2014 , 2015 e 2019.
Atenciosamente
Adalberto Day/Cientista social e pesquisador da história.
Arquivo de Dalva e Adalberto Day 

16 comentários:

Dr. Leal disse...

Prezado Adalberto Day,
Recebi o texto de sua autobiografia profissional, A Escola da Vida e agradeço a remessa. Parabéns, pelo excelente texto, importante contribuição para compor o grande mosaico da história blumenazuense.
Li, com atenção, toda a sua brava e dedicada história de trabalho junto à Empresa Garcia, exemplo e referência do processo de industrialização, principalmente na área têxtil, da cidade de Blumenau.
Fui professor de Direito Penal da Furb, por mais de 25 anos, inclusive Diretor de sua Faculdade de Direito.
Admiro e devo muito à comunidade de Blumenau. Por isso, foi muito bom ler o seu interessante texto e conhecer um pouco mais da história dessa cidade, tão importante para o Vale do Itajaí e o Estado de Santa Catarina.
Um abraço.
JJLeal

Ericson disse...

Ericson Rodrigo Da Silva Grande professor, muitas lembranças boas que o senhor nos proporcionou e nos ensinou

Wieland Lickfeld disse...

Olá, Adalberto, muito obrigado por compartilhar tantos detalhes sobre a sua vida e sua trajetória profissional, e pela coragem de não omitir, como é comum observar, questões que muitos consideram tabu. Que Deus lhe conceda, no novo ano de vida recém iniciado, muita força e saúde para que possa seguir se dedicando àquilo que tanto lhe dá prazer: a família e a História. Grande abraço e muitas felicidades!

Henry disse...

Segundo, sua, AUTOBIOGRAFIA, muito bom sempre ouvir e fatos quais nos remetem ao passado, os tempos de I E G, de pois ARTEX, a antiga Souza Cruz, o velho CINE GARCIA, ( nosso parque de diversão, tudo muito bom e maravilhoso.
Meus mais Sinceros PARABÉNS.

UM GRANDE ABRAÇO.
Henry G. Spring

Alexandre Farias disse...

Parabéns pelo relato e trajetória, mestre. Belo e precioso registro e resgate histórico.
Um forte abraço desse admirador de Florianópolis. Feliz Páscoa, Alexandre Farias.

Flavio Monteiro de Mattos disse...

Prezado Amigo Adalberto Day,

Sua autobiografia vem comprovar que tudo que se depreende ao ter contato com sua pessoa - a educação, correção e elevado espírito do bem servir -, estão fundamentados nos ensinamentos adquiridos desde sua tenra idade e que, por você, foram levados vida afora.

Como em oportunidades anteriores, certamente teríamos um Brasil mais justo e equânime se em cada um dos mais de 5.500 municípios espalhados de norte a sul do Brasil houvesse pelo menos um com a sua árdua tarefa de preservação de nossa memória e costumes!

Parabéns e grande abraço deste seu admirador,

Flavio Monteiro de Mattos

Zuqui disse...

Meu caro Adalberto!!
Quantas saudades tenho deste tempo, saudoso Amazonas, nosso eterno campo do doze (onde íamos somente assitir jogos, os adultos não deixavam nos jogar rsrs). Tempos difíceis estes momentos da greve, lembro destas passeatas, eu deixei a empresa neste ano 1989.No ano seguinte mudaria o governo brasileiro.
Começava o então"Caçador de Marajás), mas que momentos bons vivemos em nosso grandioso bairro Garcia, nossos banhos de Rio,que saudades. Muito obrigado por manter oxigenada nossa memória com estes belos textos. Aliás, você foi professor de meu querido Maicon Zuqui, que hoje tem uma de suas formações técnico têxtil.

Chris disse...

Interessante aprender com o passado.

Unknown disse...

Olá Adalberto,
Fiquei feliz em ler seu comentário.
Por seu sobrenome, somos parentes.
Visto que sou neto de Olga Day. Do qual os pais dela também vieram da Alemanha.
Podemos conversar um pouco no futuro e descobrir qual o grau de parentesco que temos.
Um grande abraço
Jonathan

Carlos disse...

Carlos Alberto Cardozo
Blog Adalberto Day seu Adalberto meu professor querido jamais vou esquecer suas aulas te admiro muito e melhor te respeito como pessoa iluminada que o mestre é te reverencio meu amigo e professor amem

Jadir disse...


Superfã
Jadir Booz
Relembrando As histórias do bairro Garcia e suas mudanças
Abraço Beto.

Marlene disse...

Marlene Pereira
Adalberto conheço você e sua irmã Doris trabalhei com ela na fiação da EIG e conheci tbm seus pais .Que dera que os jovens de hoje tivesse e fosse como você sabedoria e.vontade de vencer e vencer . grande abraço

Maurino disse...

Maurino Lizandro Eu trabalhava na Cremer uma das melhores empresa de blumenau.a greve feita pelo sindicato. Que e uma porcaria que nao devia de existir. La comessou á falência das empresas. Que eram orgulho de nos blumenauense

Catarina disse...


Superfã
Catarina Tecla Mistura Muitas coisas boas , mas essa para mim foi muito triste e até passei medo.
Jamais vou esquecer, era um domingo e a gente não sabendo de nada, e chegando em casa , e muita gente em frente de casa, dai que fomos saber que se tratava de uma greve. Sempre tenho muito respeito com o próximo, mas foram dias de muito medo eu passei, porque a gente com comércio tivemos que fechar, e foram uns dias muito triste para minha maneira de pensar e ver muitas coisas , já que eu moro encima. Mas passou e é como você relatou, tivemos lembranças ruim também...
Obrigada pelo relato...

Gilberto disse...



Superfã
Gilberto Peters Olá...trabalhei nesta época na SSP (Setor de Segurança Patrimonial),nesta data todos que aderiram à greve marcharam em direção da Artex,eu estava dentro da Portaria Jardim com todos os portões fechados e com vários Policiais militares dentro dos vestiários de prontidão. Confesso que passamos medo imaginando uma invasão por parte dos manifestantes. 10 dias de sufoco!

Eliete disse...

Eliete Benvenutti Eu presencie está greve. Enfrente a sul fabril.Gravida na época precisando trabalhar, e pessoas não queriam deixar entra, fui empurrada, mal tratada, nunca vou me esquecer. Mas trabalhei todos os dias. Sindicato só para fazer algazarra. Sou contra greve, acho que a pessoa quando acha necessário, pode ir direto conversar com o supervisor e pedir aumento. O que vi depois foi muita gente perdendo o emprego. E o sindicato nem ai

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