"A Educação é a base de tudo, e a Cultura é a base da Educação"

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segunda-feira, 19 de outubro de 2020

- Clube Náutico América

Nosso Remo  forte antes e agora
História:
Nosso querido e tradicional C.N. América foi fundado em 20 de outubro de 1920 e desde então acumula grande números de títulos, na atividade do REMO, como o de campeão sul americano, campeão brasileiro, estadual e até títulos internacionais.
A iniciativa de fundação deste tradicional clube, partiu do Juiz de Direito Amadeu da Luz a partir de 28 de março de 1920.
O Clube tradicional de Blumenau está em uma luta incansável para resgatar sua história brilhante e retomar com tudo no Remo esportivo não só de Santa Catarina, mas de Brasil.
Nacionalmente foi incansável adversário de famosos como os Clubes de Regatas do Rio; Flamengo, Botafogo Vasco da Gama, São Cristovão e (outros de outros estados) e em Santa Catarina dos ( Clube de Regatas Aldo Luz (1918) e Clube de Regatas Francisco Martinelli - (1915) Clube Náutico Riachuelo - (1915)) de Florianópolis. As atividades esportivas no Rio Itajaí Açu sempre foi um programa de final de semana dos blumenauenses. A presença de remadores na raia do Rio quase todos os dias acontece até hoje.(graças a incansável capacidade de seus dirigentes na manutenção desta atividade)
Fundos da Sede do Clube Náutico América, onde hoje ergue-se o esqueleto de concreto do prédio inacabado. As janelas abertas davam para o Rio Itajaí Açu 1951.
Imagem por volta de 1930 Mulheres com a Bandeira Brasileira a (E) e
bandeira suástica a (D) Foto: Sérgio da Silva
Além das atividades esportivas, o Clube Nautico América, em boa memória, foi uma das nossas importantes sociedades na metade do século 20, que proporcionou grandes bailes e alegres e movimentados eventos (foto do Carnaval de 1935). A Sociedade blumenauense frequentou alegres tardes e noitadas com as atividades no clube cuja privilegiada localização lhe proporciona a proximidade ao porto, praça Hercílio Luz (hoje Biergarten) e frente a majestosa vista para a Rua das Palmeiras, uma das espetaculares e tradicionais atrações da cidade.
Regata em 1927 - Imagem Sérgio da Silva
Da (E) para (D) Não identificado, Nilton Russi , Rumbeira da Orquestra de Ruy Rey, Ruy Rey, Sebastião Cruz, presidente do Clube Náutico América
O Clube que honrosamente representou pelo Remo Blumenau está em uma luta incansável para resgatar sua história brilhante e retomar com tudo no Remo esportivo, orgulhosamente, não só de Santa Catarina, mas de Brasil.
A busca de um ideal para o Clube, provar que a modalidade de Remo e um esporte olímpico e que é viável em Blumenau, devido a diversos fatores, material humano, um rio espetacular para treinamento que em poucos lugares do Brasil temos um Clube tão bem localizado para treinamento.
Um povo hospitaleiro e guerreiro, temos que honrar os nossos antepassados. Uma sede que dê condições dignas á estes bravos atletas e dirigentes.
Ata de Fundação
Em outubro do ano de 1920 um grupo de rapazes, tendo a frente João Kersanach, idealizaram a fundação de uma agremiação náutica, com o aproveitamento do Rio Itajaí-Açú que corta a cidade de Blumenau, para a pratica do saudável exercício do Remo.
Remadores nas ioles, fundos da Praça Hercílio Luz, Porto Fluvial.
Aos fundos se vê o lendário Hotel Holetz -1952
Foi escolhido um barracão existente atrás da velha prefeitura municipal no Ribeirão Fresco, servindo ao mesmo tempo de sede, sendo transferido mais tarde para um outro barracão no local onde hoje se encontra a nova construção de dois pavimentos.
Os fundadores são: João Kersanach, Roberto Baier,Antônio Cândido de Figueiredo,Adolfo Wollstein, Paulo Grossenbacher, Victorino Braga, Carlos Souto, Cláudio Buechler, Alfredo Buechele, Edmundo Pozer, Oto Abry, Arnoldo Kumm, Reinaldo Phlmann, Walter Berner e outros.
No dia 7 de setembro de 1921 foi realizado o batismo dos tres primeiros barcos, sendo as Yoles "NAHYD", "Nina" e "Luz".Tendo aumentado consideravelmente o quadro social, e o entusiasmo pelo remo, urgia a instalação de uma nova sede com conforto ee higiene. Não estando o Clube a levantar um empréstimo, o saudoso Victor Hering ofereceu-se a custear a construção, tendo havido a festada cumieira em agosto de 1932. O Clube Náutico América já foi o centro polarizador da Sociedade Blumenauense , com seu salão de danças, servindo para eleições e convenções bem como abrigo dos flagelados atingidos pelas enchentes.
Praticou-se também o Bolão e o Tiro , e a Natação.
Presidentes do Clube Náutico América:
- 1920 a 1929 = João Kersanack
- 1920 a 1930 = Roberto Grossenbacher
- 1930 a 1931 = Leonardo Petrelli
- 1931 a 1932 = Claudio Buechler
- 1932 a 1934 = Victor Hering
- 1934 a 1936 = João Medeiros Junior
- 1936 a 1938 = Alfredo Buechele
- 1938 a 1939 = Alfredo campos
- 1940 a 1942 = Victor Hering
- 1943 a 1944 = Anto V.Avila F.
- 1945 a 1945 = Adolfo Wollstein
- 1946 a 1946 = Acrisio Moreira da Costa
- 1947 a 1947 = Victorino Braga
- 1948 a 1949 = Pedro Reis Junior.
- 1950 a 1950 = Manoel Pereira Junior
- 1951 a 1951 = Hiundlmeyer Castro Pêra
- 1952 a 1960 = Sebastião Cruz
- 1961 a 1965 = Erico Muller
- 1965 a 1968 = J.C.Ubiratan da Silva Jotahy
- 1969 a 1970 = Guido Kranbeck
- 1970 a 1974 = Carlos Ubiratan da Silva Jothay
- 1974 a 1978 = Hans Jürgen Post
- 1978 a 1998 = J.C.Ubiratan da Silva Jotahy
- 1998 a 2000 = Rolf Kroesfeld
- 2000 a 03/01 = Rolf Kroesfeld
- 2001 a 2002 = Sérgio da Silva
- 2002 a 2004 = Sérgio da Silva
- 2004 a 2006 = Aléssio da Silva
- 2006 a 2008 = Sérgio da Silva
- 2008 a 06/09 = Rolf Kroesfeld
- 2009 a 2012 = Sérgio da Silva
- 2012 a 2016 = Rafael Burgonovo    
- 2016 a 2020 = Henrique Willecke Passold
Sebastião Cruz sendo entrevistado pelo então locutor Álvaro Correia.
Obs:
Localização Rua XV de novembro,74 fundos - entrada da cidade, o esqueleto cinzento do Edifício América deixa feia a paisagem do Centro Histórico. Assim está ali desde 1979 (O inicio das obras se deu em 1977)  para abrigar a sede do Clube Náutico América, a construção embargada - pelo MPF - Ministério Público Federal em Blumenau (SC) O MPF se baseia no Código Florestal, que estabelece como APP a faixa de 100 metros ao longo do Itajaí-Açu, impedindo qualquer construção. A demolição da antiga sede foi em 1972 e no ano de 1977 o inicio da construção do prédio inacabado.

Mai um capitulo da história da demolição do Ed. América.
O terreno foi doado pelo estado ao Clube Náutico América, em 1936 e desde lá essa novela vem se arrastando. O terreno doado é de 1408 metros quadrado.
Cronologia da vergonha estabelecia:
1936: A Assembleia Legislativa aprova que doa o terreno do Estado ao CN América de Blumenau.
1937: O titulo de concessão da área é homologado pelo Governador Nereu Ramos, e o CN América se instala no mesmo ano.
1962: É lavrada a escritura publica finalizando a doação do terreno e entregue a concessão ao clube.
1977: A RB Planejamento ganha a permuta para construir um prédio residencial. A obra começa mais é interrompida por ferir o Plano diretor e vira área de utilidade pública.
1985: Com o novo plano diretor, o projeto muda para um hotel com 18 andares.
1986: Recomeçam as obras do Ed. América.
1997: Por falta de verbas a RB Planejamentos paralisa as obras. A Itacolomi Incorporações Imobiliárias Ltda. Se interessa em investir no projeto.
1997 até 2006: A obra tem pequenos avanços na construção chegando aos 10 andares.
2007: Falta mão de obra na construção civil
2008: Ministério Público entra na justiça para que seja procedida a demolição do edifício, alegando que o prédio está em área de Preservação Ambiental. IBAMA pede o embrago da obra e a obra é paralisada.
2011: Dia 10 de outubro a ustiça Federal determina a demolição do Ed. América.
Podendo o processo de demolição durar até 6 anos.
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Quarta-feira 20/10/2010 Jornal de Santa Catarina
ARTIGO
Clube Náutico América, 90 anos de atividades Ao final da primeira década do Século 20, o Clube Náutico Marcílio Dias, de Itajaí, com o idealizador, doutor Amadeu da Luz, resolveu subir o Rio Itajaí-Açu com a intenção de criar uma nova sociedade recreativa e desportiva náutica. Essa ideia foi concretizada apenas em 1920, mais precisamente no dia 20 de outubro daquele, com a constituição do Clube Náutico América, instalado no início da Rua XV de Novembro, em Blumenau.
Tendo como fundadores João Kersanack, Roberto Bayer e mais alguns amigos, essa sociedade vingou, tanto social quanto desportivamente. Durante muitos anos, despontou com títulos e vitórias nas modalidades de natação e remo, revelando grandes talentos no esporte. Teve destaque também como clube social, onde a juventude curtia as matinés dançantes promovidas no amplo salão da sede do clube. Eleições também eram realizadas nas instalações do clube.
Logo, a vontade de reestilizar a antiga sede social, dando ares de modernidade e praticidade, foi colocada no papel. No entanto, devido a inúmeros obstáculos e problemas burocráticos, essa ideia foi barrada quando a antiga sede já não existia mais, e, em seu lugar, já havia uma nova edificação. O sonho da efetiva realização e concretização de uma nova sede ainda permanece, mesmo passados quase 40 anos.
Ainda assim, nutrido por muita garra, dedicação e perseverança, o América está novamente ganhando destaque no remo nos níveis estadual, nacional e também internacional. Não é porque não tenhamos uma estrutura adequada que desistiremos dos nossos ideais.
Por isso, estamos animados com a chegada dos 90 anos do clube. Agradecemos de coração a todos os atletas, todos os sócios e colaboradores, patrocinadores, membros da diretoria e àqueles que de alguma forma fizeram parte da história do Clube Náutico América.
Muito obrigado, Blumenau!
SÉRGIO DA SILVA
Presidente do Clube Náutico América
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Para saber mais acesse:
Arquivo de Sergio da Silva/José Geraldo Reis Pfau/Lauro Cordeiro /Luiz Henrique Pfau/Edemar Annuseck/Adalberto Day

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

- Professor

       
Jornal que ajudei a montar - O nome foi minha sugestão.
Professor Adalberto Day   
Meu Primeiro dia!
Quando comecei a lecionar foi um momento espetacular de minha vida. No primeiro dia quando subia a rampa de acesso a E.E.B.M. Pedro II no Canto do Rio Progresso-Blumenau fui ovacionado por centenas de alunos que me aplaudiram mesmo sem ter ainda iniciado ou adentrado a uma sala de aula. Fiquei emocionado. Uma calorosa recepção que por instantes não entendi, depois pude perceber que a comunidade local era muito receptiva, cordial, calorosa com as pessoas e principalmente com os professores (bons tempos!). 
          Trouxe para sala de aula, minha formação acadêmica Bacharel e Licenciatura como cientista social e pesquisador da história, como também na bagagem 25 anos de RH – Recursos Humanos na Empresa Industrial Garcia e Artex.
Foram momentos raros de ensinamentos e aprendizado. Ganhei o carinho e o respeito dos alunos, direção, comunidade. Todos os dias ao adentrar no educandário, cumprimentava o porteiro Sr. João Batista de Oliveira, mais conhecido como “Sr. Cordeiro”. 
Pintura representa E.I. Garcia em 1912
     O carinho dele para comigo e sua generosidade foram tão grandes que me presenteou com pinturas que fazia com serragens e restos de pequenas madeiras. Estava ali ele sempre atento e prestativo, um homem que frequentou os bancos acadêmicos, em Minas Gerais na faculdade de Mineralogia. Perseguido pela ditadura esteve em cuba e região do caribe onde pôde se refugiar. Seu conhecimento era enorme.  Aprendi muito com ele, e o levei para as salas de aula palestrar história e conhecimentos gerais.
Mas antes de passar pelo Sr. Cordeiro, alunos me acompanhavam pelo caminho todos os dias. No interior da Escola, era muito amigo não só do porteiro (vigia), mas das merendeiras que faziam uma refeição, café por demais saborosas. Procurava ser amigo de todos inclusive dos professores.
No recreio muitas vezes jogava bafo com alunos e nas folgas entre uma aula vaga, jogava futebol de salão, vôlei e basquete.
No final de tarde, enquanto aguardava a aula noturna, sentava junto aos bancos do pátio da escola e ali era rodeado por alunos de todas as idades, desde os mais novinhos com quatro cinco anos que queriam me conhecer e depois mais tarde ser meu aluno.
Dei aula com muita satisfação e o mesmo carinho na E.E.B.E Padre José Mauricio, também no Progresso, onde pude apresentar meus projetos, pesquisas e feiras de Mostras Escolares. Também apresentei estes trabalhos de mostras e pesquisas em diversos educandários de toda região e Blumenau.
Adalberto Day Lecionando
           Ser ou não professor!
Diria que ainda sou e com muito orgulho. Só não estou professor em algum educandário. No entanto o que seria ser um professor?
Professor ou docente é uma pessoa que ensina uma Ciência. Arte, técnica, ou outro conhecimento.    Para o exercício dessa profissão, requer-se qualificações acadêmicas e pedagógicas, para que consiga transmitir/ensinar a matéria de estudo da melhor forma possível ao aluno.
É uma das profissões mais antigas e mais importantes, tendo em vista que as demais, na sua maioria, dependem dela. Já  Platão, na sua obra A República  , alertava para a importância do papel do professor na formação do cidadão.  
A Educação, sabemos, é dever do Estado e, vemos com os "bons olhos da esperança", que um dia cada criança, futuros cidadãos brasileiros, possam ver isso se tornar realidade.
Diante de tanta desordem institucional, não podemos permanecer passivos, de braços cruzados, precisamos participar, deixar de ser omissos. A sociedade sem participação é fraca, oprimida, e desunida, torna-se palco das discussões mais polêmicas, de intrigas, todos sabem o que falta, mas não encontram o caminho. A forma de fazer, e as soluções não saem do chão, por falta de iniciativa e liderança. Precisamos ser organizados, idéias as mais diversas, diferenças de toda ordem fazem parte de qualquer grupo social. Ao juntar-se a fé, a esperança de cada indivíduo, podemos dizer que vivenciamos a verdadeira fraternidade, sonhada por todos nós. Não devemos cair no descrédito, isso fará com que percamos a esperança. Vamos fazer nossa parte.
          Professor é aquele que ensina, respeita, se dedica e aprende com seus alunos. Nossos pais (ou familiares) foram nossos primeiros mestres, e com eles aprendemos a primeira história, aquela que seria (será) a história de nossa vida, nossa formação. Mas nosso aprendizado caseiro não é o suficiente, precisamos nos aprimorar e estudar na escola da vida e nos bancos escolares. 
Nem sempre nossos pais, nossos primeiros contatos com o mundo, o que nos ensinaram seria uma verdade absoluta. O que seria a verdade? A verdade é aquilo que aprendemos, mas nem sempre o que nos foi repassado é verdadeiro. A verdade absoluta não existe, e nossos primeiros contatos nos ensinaram aquilo que sabiam e aprenderam.
Dizia aos meus alunos: Estou aqui para “ensinar e aprender”, sim isto mesmo, aprendemos muito com os alunos.
Desde 1998 aposentado, posso desfrutar do carinho de ex alunos quase que diariamente. Com muito orgulho ouço deles sua satisfação em dizer que contribuí com sua formação e em suas carreiras promissoras. Alguns deles, advogados, dentistas, professores de História, Geografia, enfim várias atividades profissionais. Apresentam-me esposas, filhos e até netos.
Certo dia estávamos em uma Pizzaria, quando chega até nossa mesa um menino querendo me conhecer. Perguntei quem era ele, e respondeu ser filho de um ex aluno e que seu pai "sempre mencionava meu nome com orgulho".
Aluna nota "10" Gicelle dos Santos, após 18 anos mostrando trabalho por mim solicitado em 1994.  Imagem de 21/04/2012
Como aposentado profiro palestras em educandários, empresas, entidades, faço pesquisas, acompanho trabalhos de graduação, pós-graduação, mestrado e doutorado em todas as universidades particular e federal. Colaboro também com todas as equipes de gincaneiros  GCB e com sua organização.
Adalberto Day cientista social e pesquisador da história em Blumenau. Arquivo de Adalberto Day.

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

domingo, 4 de outubro de 2020

- Adalberto Day - Mesa de bar 1

Programa na TV Galega Blumenau Mesa de Bar - Com Altair Pimpão dia 13 de dezembro 2009

Quem abrir pelo Celular ir mais abaixo onde está escrito em Azul  Página Inicial: Clicar em Visualizar versão para Web, e você poderá assistir o vídeo.

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

- JASC - Jogos Abertos de SC

2020
60º JASC 2020:  A etapa estadual dos Jogos Abertos será (seria) realizada de 17 a 23 de novembro em sedes múltiplas, tendo Brusque, cidade-berço do evento ,como principal sede desta sexagésima edição. Balneário Camboriú e Rio do Sul também sediarão competições. Florianópolis, Blumenau e Timbó, cada cidade receberá uma modalidade. Devido a Pandemia foi cancelado.

59º JASC

JASC de 2019 Foi realizado nas cidades de Indaial, Timbó, Pomerode   de 01 a 10
 de Novembro/2019.  #Blumenau Campeão Geral dos JASC/2019. 

                           
Devido os problemas atmosféricos ocorrido na região de Tubarão os JASC 2016 não foi realizado.
JASC


53º JASC – Jogos abertos de Santa Catarina em Blumenau de 20 a 30 de novembro/2013. 
Imagem FESPORTE -Enviada por Theodor Darius. 

Alguns Cartazes dos JASC. 
Colaboração radialista Amauri Pereira
Morreu na manhã desta sexta-feira (11/04/2014), Rubens José Facchini, 76 anos, um dos criadores dos Jogos Abertos de Santa Catarina. Ele foi uma das três vítimas do grave acidente no quilômetro 40 da BR-470, em Gaspar. Conforme informações da Polícia Rodoviária Federal, dois caminhões se chocaram e, sem seguida, pegaram fogo. O acidente aconteceu próximo ao restaurante Lá Terra e envolveu dois caminhões, uma van e um carro.
Jogos abertos de 1962 em Blumenau – Estádio do Amazonas (foto) preparado exclusivamente para esses jogos, após ser destruído totalmente na enxurrada violenta de 31/outubro de 1961.
Em 1962 foi realizado pela primeira vez os JASC em Blumenau, e um dos locais das competições era o magnífico Estádio do Amazonas do Bairro Garcia. Ainda garotinho pude acompanhar principalmente as modalidades de Atletismo e Ciclismo. Recordo-me muito bem do Waldemar Thiago, da família Boos e Dias do Amazonas, Belz e do próprio Thiago pelo Olímpico e tantos outros extraordinários atletas. 
Blumenau sempre teve grandes atletas em todas as modalidades. Quero aqui destacar o nome de Waldemar Thiago de Souza (foto), como atleta símbolo. A história de Waldemar Thiago de Souza confunde-se com a do atletismo catarinense. Nascido em 1926, na localidade de Espinheiro (Ilhota), veio para Blumenau ainda jovem. Durante décadas foi o quase que imbatível atleta fundista de 5 mil e 10 mil metros. Representou Santa Catarina pelo Brasil, levando o nome de Blumenau além-fronteiras na década de 40. Um derrame tirou Waldemar Thiago das pistas, mas não freou o crescimento da semente por ele plantada. Faleceu no dia 17 de março de 2007, aos 81 anos.
História:
Os Jogos Abertos de Santa Catarina foram criados em Brusque pelo desportista e empresário brusquense Arthur Schlösser (foto) e tiveram sua primeira realização em Brusque no período de 7 a 12 de agosto de 1960. Em 1956 Arthur Schlösser esteve em São Paulo colhendo informações e inteirando-se dos Jogos Abertos do Interior, que são realizados anualmente no estado de São Paulo, com a finalidade de criar em Santa Catarina uma competição semelhante. Em 1957, 1958 e 1959 Arthur Schlösser custeou parte da ida das equipes da Sociedade Esportiva Bandeirante de Brusque aos Jogos Abertos do Interior, nas cidades paulistas de São Carlos, Piracicaba e Santo André, a fim de obter mais subsídios para que tivesse reais condições de criar os Jogos Abertos de Santa Catarina. 
Na cidade de São Carlos em 1957 os dirigentes brusquenses mantiveram na Comissão Central Organizadora contato com Baby Barioni que fundou no ano de 1936 na cidade paulista de Monte Alto os Jogos Abertos do Interior.
 Neste encontro os dirigentes brusquenses expressaram a Baby Barioni que na cidade de Brusque Arthur Schlösser pretendia realizar uma competição nos moldes dos Jogos Abertos do Interior. Além de fornecer regulamento, formulários e material, Baby Barioni nos solicitou que incentivássemos e auxiliássemos Arthur Schlösser a criar os Jogos Abertos em Santa Catarina. Desde 1957 Arthur Schösser Vinha mantendo entendimentos e reuniões com desportistas e autoridades brusquenses para a fundação dos Jogos Abertos de Santa Catarina, incluindo sua primeira disputa no ano de 1960 como parte integrante oficial das comemorações do Centenário de Brusque. Em 1958, 1959 e até o início dos primeiros JASC, as reuniões comandadas por Arthur Schlösser - eleito Presidente da CCO - Comissão Central Organizadora - foram sendo realizadas regularmente, inicialmente no escritório de Arthur Schlösser, depois na S.E. Bandeirante, e por fim na sede da CCO no 1º andar do Edifício Centenário no centro de Brusque. O grande mérito de Arthur Schlösser não ficou tão somente na criação dos Jogos Abertos de Santa Catarina, mas sim na sua dedicação e consideráveis gastos para que a competição não sofresse solução de continuidade.
QUEM FOI ARTHUR SCHLÖSSER:
Arthur Schlösser, "Pai dos Jogos Abertos de Santa Catarina" nasceu em Brusque em 26-5-1916 e faleceu em 28/10/1969. Casou com Regina Scheidemantel, e teve os filhos Roberto (já falecido) e Elisa. Foi Presidente da Sociedade Esportiva Bandeirante - onde foram realizados em 1960 os primeiros Jogos Abertos de Santa Catarina, e sempre participou de sua Diretoria e Conselho Deliberativo. Arthur Schlösser jogou futebol no Sport Club Brusquense, depois Clube Atlético Carlos Renaux. Foi atleta da S.E. Bandeirante de Brusque nas modalidades de ginástica, punhobol, tênis, voleibol e basquetebol. Participou da criação e incentivou o intercâmbio com Clubes de São Paulo, Joinville e Blumenau através da S.E. Bandeirante. O Ginásio de Esportes da S.E. Bandeirante, inaugurado por ocasião dos VI Jogos Abertos de Santa Catarina realizados em 1965 em Brusque, foi iniciativa de Arthur Schlosser que destinou substancial auxílio para sua construção, não tendo Arthur aceitado que fosse colocado o seu nome ao Ginásio de Esportes, conforme era desejo da Diretoria e do Conselho Deliberativo da S.E. Bandeirante. Arthur Schlosser Foi Presidente do Rotary Clube de Brusque na gestão 1955/1956, sendo formado em fiação tecelagem, iniciando em 1-10-1941 suas atividades na Cia. Industrial Schlosser, onde chegou a ocupar o cargo de Superintendente. 
Acervo: Valdir Appel
Observação.:
Em 1983 não foram realizados os JASC, devido a grande enchente que assolou toda região do Vale do Itajaí.Os jogos Abertos de 2008, teve seu início, mas foi cancelado devido a tragédia ocorrida em novembro de 2008 em toda região. Em 2016 não foram realizados os JASC devido problemas climáticos (tragédia)  na região de Tubarão.
Lista dos campeões gerais:
- Blumenau = 42 vezes - 1962,  1964,1965, 1967 a 1982, 1984 a 1991, 1994 a 2000 e de 2003 a 2007, 2013, 2018, 2019.
- Florianópolis8  vezes - 1960, 1961, 2001 ,2002, 2009,2010,2011,2012 
- Joinville = 4 vezes 1963, 1966, 1992 e 1993
- Itajaí = 3 vezes - 2014, 2015, 2017
Observação: Blumenau foi campeão em 24 edições seguidas: 1967/1982 (1983 não foi realizado) 1984/1991. Em 2020 também cancelado os JASC devido a Pandemia do Corona vírus - Covid-'9.
 Arquivo de Amauri Pereira/Adalberto Day 

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

- Alvorada Festiva no dia de Santo Antônio

 TRADIÇÕES BLUMENAUENSES ... QUE NÃO EXISTEM MAIS! 

ALVORADA FESTIVA NO DIA DE SANTO ANTÔNIO 

por Carlos Braga Mueller/Jornalista e Escritor em Blumenau

O Colégio Santo Antônio de Blumenau tem uma história mais que centenária. Mais recentemente, lhe acrescentaram no nome o adendo Colégio Bom Jesus, o que na trajetória desse exemplar educandário não se constituiu em nenhuma novidade.


Isso porque, fundado em 1877 pelo então pároco da comunidade católica de Blumenau, Padre José Maria Jacobs, ele foi solenemente batizado de "Colégio São Paulo".

Padre Jacobs
Colégio São Paulo, em 1885. Posteriormente chamou-se Colégio Santo Antônio e hoje é Bom Jesus Santo Antônio. (Foto Arquivo de Walmor Erwin Belz)

Em 1892, premido pelas circunstâncias, e isso é outra história, Padre Jacobs deixou Blumenau e transferiu a paróquia de São Paulo Apóstolo e o Colégio para os padres franciscanos da Província da Imaculada Conceição.

O educandário recebeu então o nome de Colégio Franciscano Santo Antônio.

Com o correr dos anos o colégio foi firmando tradição de ser um dos melhores do Estado de Santa Catarina, rivalizando apenas com o Colégio Catarinense de Florianópolis.

As famílias mais abastadas matriculavam seus filhos em um desses colégios. O Santo Antônio aceitava apenas alunos do sexo masculino.

Mantinha internato e os jovens vinham de longe para frequentar suas aulas, ministradas pelos franciscanos e pelos professores que foram sendo contratados.

Fonte: Fundação Cultural de Blumenau / Arquivo Histórico José Ferreira da Silva / História Concreta/Imagem de 1928
Não era novidade que muitos jovens de Florianópolis fossem internados e frequentassem o colégio.
Colégio Santo Antônio em 1950 
Colombo Machado Salles, governador de Santa Catarina de 1971 a 1975, foi um de seus alunos.
Bom Jesus Santo Antônio
Em meados dos anos 80 ele veio a Blumenau e esteve no Teatro Carlos Gomes. Na condição de gerente do teatro eu o recepcionei. Fomos até a sacada do salão de festas, de onde podia se descortinar a rua 15 de Novembro. Ele olhou então para a direita e viu o conjunto de prédios do Santo Antônio.

E então, Colombo Salles me deu um depoimento emocionado: havia frequentado o colégio em sua juventude e guardava doces recordações desse tempo. Lembrava até das sessões semanais de cinema que eram realizadas para os alunos.

Lenda, ou não, muitos reclamavam que quando o filme mostrava um beijo na tela, o esforçado franciscano ao lado do projetor colocava a mão na frente da lente, impedindo que os "inocentes" alunos vissem essa cena, considerada imprópria para menores.

ALVORADA  ERA TRADIÇÃO

A fanfarra do Santo Antônio foi, durante muito tempo, reconhecidamente a mais organizada de Blumenau.

Seus integrantes, em seus brancos fardamentos, desfilavam orgulhosamente e garbosos, como no dia 7 de Setembro.

Mas havia outra ocasião especial em que eles se apresentavam. E ao contrário da parada do Dia da Pátria, não havia público nas calçadas para aplaudi-los.

Era no dia consagrado ao padroeiro do colégio, 13 de junho, dia de Santo Antônio.

Às seis horas da manhã a fanfarra realizava uma "alvorada festiva", desfilando pela Rua 15 de Novembro, fazendo despertar com seus acordes todos aqueles que moravam na principal via pública da cidade. Eu era um deles, porque em minha infância morei muitos anos com minhas tias e meu avô Thomé Braga na Rua 15 de Novembro, nº 600, em um casarão de linhas arquitetônicas portuguesas que possuía quatro andares, infelizmente demolido para dar lugar ao Edifício Mauá.

Minhas tias me acordavam e pela janela eu acompanhava a passagem da fanfarra quando o dia ainda não havia clareado. Os postes da iluminação pública eram também mudas testemunhas desse tradicional mini desfile que se repetia ano após ano na madrugada do dia 13 de junho.

Ficou em minha memória, gravada para sempre, essa imagem. Anos depois, em 1958, me formei técnico em contabilidade no Santo Antônio, considerado então um dos melhores formadores de contadores do país, orgulho que acompanhou durante muitos anos os responsáveis pelo Colégio.

Texto: Carlos Braga Mueller/Jornalista e Escritor em Blumenau

Fotos: Adalberto Day/Fonte: Fundação Cultural de Blumenau – Arquivo Histórico José Ferreira da Silva 

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

- Professor Oswaldo Husadel

 
Professor Oswaldo Husadel, meu amado tio!

Nascimento: 09/01/1918

Falecimento. 14/11/2004

Cidade natal.: Biguaçu - SC

Por Sylvio Zimmermann Neto

Saudades do tio Husa.

Diz o Drummond que “sentimos saudade de certos momentos da nossa vida e de certos momentos de pessoas que passaram por ela”.

Todos nós de alguma forma fomos influenciados por alguém. Acho que eu sempre gostei de praticar esportes porque fui inspirado por um grande professor, um apaixonado pelo esporte - o professor Husadel.

Eu tinha o prazer e a honra de chamá-lo de tio Husa! Ele era irmão da minha avó e foi o primeiro professor de Educação Física formado em Santa Catarina.

Os momentos com o professor Husadel deixam saudades. Ele era divertido, brincalhão e muito ativo. Ele contava histórias da época que era militar no Rio de Janeiro, durante o Governo Vargas, das corridas com saco de cimento nas costas, aliás, sempre pensei nesta cena, e também sempre nos incentivava a praticar esportes.

Na adolescência destacou-se a nível estadual no atletismo e ganhou uma bolsa de estudos do Exército, onde foi fazer o curso superior na Escola Militar da Praia Vermelha, na URCA. Terminou a graduação em 1941, quando retornou para Florianópolis. Ele ficou no Exército até 1948. No Estado ele foi o primeiro professor de Educação Física formado.

Além de Florianópolis, ele também trabalhou em Lages, Blumenau e Balneário Camboriú. Tio Husa foi um dos idealizadores e organizadores dos Jogos Abertos de Santa Catarina e participou de todas as edições até falecer, em 2004.

Professor Oswaldo Hudasel em 1969 com a então Miss/Blumenau/Santa Catarina e do Brasil Husadel foi seu professor na EEB - Pedro II. 

Muitos dos meus professores foram alunos do meu tio e sempre falavam deste fato com orgulho. Recentemente recebi uma foto do amigo Adalberto Day Blog Adalberto Day na infância com o Professor Husadel. Depois de se aposentar, em 1978, ele criou um grupo de ginástica na praia. Participou do grupo até o fim da vida como professor de educação física.

Minha saudosa avó sempre que se referia a ele chamava de “meu mano amado”. Tio Husa, receba aí no céu o nosso carinho e o reconhecimento.

Adendo: Adalberto Day

Professor Oswaldo Husadel foi meu primeiro professor de Educação Física no Clube Amazonas E.C, por volta de 1963/64. Foi e sempre será referência e um de meus ídolos. Sempre com sua prancheta em mãos  com suas anotações. Era professor de vários esportes: Basquete, Atletismo, e competições onde ele premiava com uma "bebida chamada  Laranjinha " para os vencedores. Seu coração era tão grande. e generoso que acabava pagando para todos. Contava que chorou com a derrota do Brasil na decisão da Copa do Mundo de 1950 no maracanã. Já dizia ele na época que tinha mais de 200 mil pessoas presentes. Além disso tudo, nos ensinava português, Matemática e conhecimentos gerais. Aprendi muito. Obrigado Professor Husadel e ao Sylvio por este resgate importante e merecido!

Texto: Sylvio Zimmermann Neto/Vereador/foi presidente da Fundação Cultural de Blumenau. Fotos Sylvio Zimmermann Neto/Valdir Rosa e Adalberto Day

Para saber mais acesse:  http://sylviozimmermann.com.br/

terça-feira, 8 de setembro de 2020

- Armin Zimmermann

 GALERIA BLUMENAU

 por Carlos Braga Mueller - Jornalista e Escritor


E
sta "galeria" tem a honra de destacar nomes de blumenauenses, aqui nascidos ou que adotaram nossa terra como sua, e que pelas suas ações ficaram na história do município.

ARMIN ZIMMERMANN, UM BLUMENAUENSE QUE FOI CHEFE DO ESTADO MAIOR DAS FORÇAS ARMADAS FEDERAIS DA ALEMANHA

(FOTO DIVULGAÇÃO DO ALMIRANTE ARMIN)
Filho de Erich Zimmermann, um professor alemão que lecionava na Neue Deutsche Schule (Escola Alemã) de Blumenau no início do século XX, e de GenI Altenburg, de tradicional família blumenauense, Armin Zimmermann nasceu no dia 23 de dezembro de 1917 no então pacato município de Blumenau.

Em 1919 a família mudou-se para São Paulo, onde o professor Erich tinha um contrato para lecionar no Colégio Visconde de Porto Seguro.

Em 1927 esse contrato acabou e a família viajou para a Alemanha, onde Erich continuou a lecionar, desta feita em Leipzig.

Armin desde cedo interessou-se pelas atividades náuticas.

Conta-se que em 1924 o cruzador alemão Von der Tann ancorou no Porto de Santos. Entre as centenas de pessoas que foram à recepção estava também o professor Zimmermann com seus dois filhos, dos quais o mais moço, Armin, então com apenas sete anos de idade teve despertado seu entusiasmo pela marinha. Tanto assim que em 1937, então com 20 anos, ingressou na Marinha Alemã. Em 1939 já era ajudante de um Almirante que comandava uma frota de captadores de minas.

Uma biografia oficial fornecida pelo Ministério da Defesa da Alemanha nos anos setenta dava a lista de seus postos: 1937, entrou para a Marinha; do início da 2a. Guerra Mundial até 1943, passou de cadete a tenente e a comandante de um caça minas. Nos dois anos seguintes foi comandante de um esquadrão de caça minas. Quando a guerra acabou foi feito prisioneiro pelos ingleses. Libertado em dezembro de 1945, teve uma carreira rápida até ser promovido a Almirante em 1972, o posto mais alto da hierarquia militar alemã.

De 1957 a 1960 foi Adido Militar em Londres e Dublin.

De 1962 a 1963, exerceu um Comando no Quartel General da OTAN.

De 1970 a 1972 foi Comandante em Chefe da Frota Alemã.

De 1º de abril de 1972 a 30 de novembro de 1976, quando morreu, ocupou as funções de Chefe do Estado Maior das Forças Armadas Federais da Alemanha.

Seu falecimento ocorreu na cidade de Bonn. Estava com apenas 58 anos de idade. 

VISITA A BLUMENAU

No dia 21 de novembro de 1974, já como Chefe do Estado Maior das Forças Armadas Federais da Alemanha, Armin Zimmermann visitou Blumenau, sua terra natal. Foi carinhosamente recepcionado pela comunidade blumenauense, recebendo merecidas homenagens tendo a frente o então prefeito Felix Theiss.

HOMENAGEM PÓSTUMA

Perpetuando seu nome na história blumenauense, uma via pública situada no bairro Itoupava Norte, em Blumenau, foi nominada de "Rua Almirante Armin Zimmermann". 

Fontes: 

- Revista "Blumenau em Cadernos", Tomos XV (novembro 1974) e XXVII (agosto 1986);

- Revista "Realidade" (setembro 1972), artigo "De Blumenau ao comando das tropas alemãs".

Para acessar tudo que o Jornalista e escritor Carlos Braga Mueller escreveu em meu blogger acesse o link:

https://adalbertoday.blogspot.com/2008/01/artigos-carlos-braga-mueller.html  

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