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"A educação é a base de tudo, e a cultura é a base da educação"

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

- Natal Alles Blau em Blumenau



Novamente podemos apreciar uma bela decoração nas principais ruas de Blumenau em 2009. A secretaria de Turismo/Prefeitura de Blumenau e CDL,vem se esforçando, para que a cada ano possamos evoluir e quem sabe em um futuro breve, chegarmos próximo as festividades natalinas da cidade de Gramado RS, que se inspirou em nossa cidade. Todos os órgãos gestores de nossa cidade se envolveram em um esforço grandioso de recuperação desde a tragédia de nov./2008, para que a economia possa girar.
Este ano já estivemos em Gramado, assistindo aos eventos natalinos, e posso dizer em breve seremos idênticos ou melhor que eles, “foi de nós que copiaram em 1986”.


O Natal na minha Infância.
Meus avós, pais todos cultivam essa tradição que representa o nascimento de Jesus. A cidade se enfeitava, os presépios eram sempre as atrações principais, acompanhada do “bom velhinho”.
- Mas as festas natalinas começavam mais cedo, no dia 6 de dezembro, onde a figura de Bispo Nicolau, que viveu e pontificou na cidade de Myra, na Turquia, no século quatro. São Nicolau era rico, mas costumava ajudar pessoas pobres, que estivesse em dificuldades financeiras, colocando sacos de moedas, nas chaminés das casas. Uma vez ao atirar pela chaminé, essas moedas teriam entrando em uma meia, daí o termo “pé de Meia”. E foi assim que aprendi com minha avó Ana e meus pais, que a figura do Papai Noel teria se inspirado no Bispo Nicolau.


- No dia 24 de dezembro véspera de Natal, já cedo íamos ao mato cortar uma arvore (ou na casa do Senhor Djalma e Ingeborg (Inha) Fontanella da Silva, ou ainda na Frau Bachmann, mãe do meu amigo Walfrido – da antiga Rua 12 de outubro) para depois durante a tarde enfeita-la com bolas coloridas e como não havia luzes “piscas-piscas” eram colocados velinhas também coloridas para iluminar o pinheiro. Muita alegria e confraternização entre os moradores das Ruas próximas onde morávamos: Almirante Saldanha da Gama, da Glória, 12 de outubro, Belo Horizonte, Progresso, e Vila. Mas um natal desses não foi tão bonito, pois uma velinha de cera ao cair nas vestes de nossa vizinha e colega Sandra, pegou fogo em suas vestes e lhe causou graves queimaduras em seu pequeno corpo, já que era uma garotinha de uns 10 anos. Era um dia especial, se colocava a arvore somente no dia 24, devido ao calor sempre predominante, a ramas murchavam facilmente.
- Em nossas ruas do bairro Garcia e Glória, eram colocados enfeites coloridos em toda extensão das vias públicas, da Rua Amazonas e Rua da Glória. Também havia sempre um presépio em forma de personagens de tamanho natural, colocado na antiga Praça Getulio Vargas, no início do Progresso, Glória e final do Garcia. E as músicas natalinas que ouvíamos bem cedo provenientes dos auto-falantes da casa Nº. 111 da Rua 12 de Outubro, residência do Senhor David Hiebert, mais conhecido como Russo, (hoje praça Getulio Vargas).


LOJAS HM - Hermes Macedo -década 70
- Essa era a década principalmente dos anos de 1960, esperávamos ansiosos os presentes, que naquela época era raro, era costume os pais dar o mesmo presente, durante alguns dias, e depois os guardava para o ano seguinte. Da mesma forma as bonecas eram recolhidos alguns dias antes do Natal, e as mães as vestiam com roupinhas novas, para dar novamente as filhas na noite véspera do Natal. Os carrinhos eram todos de madeira, mas a bola para jogar o ano inteiro no clube doze (no Morro) há essa não podia faltar, e não era recolhida, ganhava todos os anos.

- E o presépio lindo que data de 1950, era da minha avó Ana, guardamos em nossa residência desde 1976 quando nos casamos e “tomamos posse desta tão linda ornamentação”. A confraternização era linda entre os moradores, em nossa aldeia social, morávamos nas casas pertencentes a E.I.Garcia. Não Faltavam os lindos cantos natalinos, pura nostalgia e que cultivamos nos dias de hoje mantendo a tradição.


História
Há 16 séculos na Turquia, havia um menino rico que não suportava ver a miséria existente. Então decidiu distribuir brinquedos, alimentos, roupas.
O Papai Noel foi inspirado no Bispo Nicolau, que viveu e pontificou na cidade de Myra, na Turquia, no século 4. São Nicolau era rico, mas costumava a ajudar pessoas pobres, que estivesse em dificuldades financeiras, colocando sacos de moedas, nas chaminés das casas. Uma vez ao atirar pela chaminé, essas moedas teriam entrando em uma meia, daí o termo “pé de Meia”.


Quando cresceu se tornou bispo “São Nicolau” (dia de São Nicolau comemorado em 06 de dezembro) e continuou com sua generosidade. Foi através dele que surgiu a lenda do Papai Noel na Finlândia, já com trenó, renas, descendo as montanhas geladas. Mas foi na França que surge o termo “Papai Noel” depois imitado pelos Italianos que antes chamavam o bom velhinho de “Babbo Natale”. O Cartão de Natal surgiu na Inglaterra em 1843. Mas foi em 1849 que começam a serem comercializados, tornando-se populares. A figura do Papai Noel, foi elaborado pelo cartunista Thomas Nast, da revista Harper”s Weekly em 1881.

                                   Prefeitura de Blumenau dez/2009
A tradição de arvores de Natal foi a partir do século XVI em 1525 na Alemanha, pelo pastor protestante Martinho Lutero.. Já o presépio acredita-se é desde o século 8 em Roma, e mais tarde em 1223 São Francisco de Assis fez o primeiro presépio vivo que se tem noticia. O dia 25 de dezembro começou a se comemorar o nascimento de Jesus a partir do ano 353, até então eram em diversas datas.
Noite feliz

A canção mais popular da noite de Natal nasceu na Áustria, em 1818. Na cidade de Arnsdorf, ratos entravam no órgão da igreja e roeram os foles. Preocupado com a possibilidade de uma noite de Natal sem música, o padre Joseph Mohr saiu atrás de um instrumento que pudesse substituir o antigo. Em suas peregrinações, começou a imaginar como teria sido a noite em Belém. Fez anotações e procurou o músico Franz Gruber para que as transformasse em melodia.A versão brasileira da canção também foi feita por um religioso: o Frei Pedro Sinzig. Também nascido na Áustria, em 1876, estudou música em sua terra natal e veio morar na cidade de Salvador, na Bahia, em 1893. O frei naturalizou-se brasileiro em 1898 e se destacou como um grande incentivador da música religiosa no país. Em 1941, criou a revista Música Sacra e fundou a Escola de Música Sacra, na cidade de Petrópolis, Rio de Janeiro. Frei Pedro é autor de várias músicas do mesmo estilo e livros sobre o assunto e também atuou como consultor e conselheiro de muitos compositores, inclusive de Villa-Lobos, que dedicou a ele a canção "Missa S. Sebastião". Frei Pedro morreu na Alemanha em 1952.


Mensagem:
Dentro de alguns dias, um ano novo vai chegar a esta estação. Se não puder ser seu maquinista, seja o seu mais divertido passageiro. Procure um lugar próximo a janela e desfrute cada uma das paisagens que o tempo lhe oferecer com o prazer de quem realiza a primeira viagem. Não se assuste com os abismos, nem com as curvas que não lhe deixam ver os caminhos que estão por vir. Procure curtir a viagem da vida observando cada arbusto, cada riacho, beiras de estrada e tons mutantes da paisagem. Descobre o mapa e planeje roteiros. Preste atenção em cada ponto de parada e fique atento ao apito de partida. E quando decidir descer na estação onde a esperança lhe acenou, não hesite. Desembarque nela os seus sonhos. Feliz Natal e feliz ano de 2010
Arquivo de José Geraldo Reis Pfau /Pfau Comunicação e Adalberto Day


domingo, 20 de dezembro de 2009

- Programa Mesa de Bar TV Galega de Blumenau, parte 2


Programa Mesa de Bar
Hoje dia 20/dezembro/2009, estarei participando do Programa Mesa de Bar, na BTV canal 7 - TV Galega de Blumenau.
 Segunda Parte
Apresentador Sr. Altair Carlos Pimpão. O Programa gravado, vai ao ar nos dias 20/dez/2009 as 21hrs, reprise dias 21/dez/ - 11hrs e 23/dez -14hrs.
____________________
Nota de esclarecimento:

Caros amigos leitores do Blog.
A segunda parte do programa Mesa de Bar, com minha presença/participação que era para ser exibido neste domingo 20/dez./2009, lamentavelmente não foi ao ar conforme combinado previamente com a emissora, frustrando centenas de amigos.


Criei a expectativa, no blog, no Twitter, por e-mails, enviei Newsletter para centenas de contatos, além de telefonemas... Ligamos para a emissora, e nos foi dito que deveríamos ligar na segunda-feira, para mais informações.


Adalberto Day/cientista social e pesquisador da história


Convido a todos assistirem ao programa, conto minha trajetória desde a infância até os dias atuais.
Nesta segunda parte, falo principalmente da vida escolar, e do cotidiano da infância, clube Amazonas, Clube Canto do Rio, Nosso clubinho 12 ou morro, meus amigos Vida Profissional, Empresas Garcia e Artex. 23 BI, Venda do Colégio Celso Ramos, Vapor Blumenau, estrada de ferro, festas populares, Menino Santo, Tapume.
Quero agradecer o convite feito pelo senhor Altair Carlos Pimpão. Uma cópia do Programa ficará arquivado no arquivo histórico José Ferreira da Silva, a disposição da comunidade para pesquisas.
Link para assistir ao vivo...
http://www.tvgalega.com.br/hpn/aovivo/index.php
Arquivo: Adalberto Day

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

- Curiosidades da TV Coligadas


Mais uma participação exclusiva e especial do renomado escritor, jornalista e colunista, Carlos Braga Mueller (Foto), que hoje nos relata sobre Curiosidades da TV Coligadas


Por Carlos Braga Mueller:
- Blumenau teve sua primeira estação de televisão inaugurada no dia 1º de setembro de 1969. E lá se vão 40 anos!
Além de ser a primeira daqui, a TV Coligadas foi também a pioneira do Estado de Santa Catarina.
E muitos fatos interessantes marcaram os tempos de pioneirismo.
O programa “Mulheres em Vanguarda” começou a ser apresentado em novembro de 1969; portanto, foi pioneiro também. E a equipe que o apresentava era formado por Valmira Siemann, Lane Wirt, Dagmar Pollmann e Vanja Siemann. Dagmar, infelizmente, não está mais entre nós.


No dia 30 de novembro último (30/11/2009), Valmira, Vanja e Lane reuniram a imprensa, autoridades, ex-apresentadores da TV Coligadas, amigos e familiares, para comemorar as 4 décadas do lançamento do programa “Mulheres em
Vanguarda”.
 Neste encontro, conversando com Vanja, ela me mostrou uma das fotos em exposição, na qual ela usava um vestido que, como contou, foi o mesmo que usou para ir recepcionar dois artistas da Globo no Aeroporto de Itajaí.

O grande sucesso da época era a novela “Irmãos Coragem” e estavam vindo para Blumenau os atores Carlos Eduardo Dolabella e Cláudio Cavalcanti, que faziam parte do elenco.
 Esta primeira versão da novela, ainda em preto e branco, foi ao ar de junho de 1970 a junho de 1971 e teve um total de 328 capítulos.
 Foi escrita pela inesquecível Janete Clair, dirigida por Daniel Filho e Milton Gonçalves, e trazia no elenco nomes de peso da dramaturgia da Globo.
 Os três Irmãos Coragem eram Tarcísio Meira (João), Cláudio Marzo (Duda) e Cláudio Cavalcanti (Jerônimo), e no elenco estavam ainda Glória Menezes, Regina Duarte, Zilka Salaberry, Gilberto Martinho e Carlos Eduardo Dolabella. Este, roubava as cenas no papel do delegado Diogo Falcão.
 Já naquela época o Jornal Nacional era também líder em audiência, porque os telespectadores ficavam aguardando a novela, que começava às 20 horas, e assistindo o noticiário. Eu era o apresentador do JN regional e logo depois entrava a novela.
 Pois bem. Este era o cenário vivido pela televisão brasileira nos anos 70/71 e Blumenau e Santa Catarina participavam dele, através da programação da TV Coligadas.
 Pode-se imaginar a expectativa das fãs quando souberam que Jerônimo Coragem e o Delegado Falcão estariam aqui, ao vivo.


Vanja foi ao aeroporto de Itajaí recepcionar os dois em nome da TV Coligadas.
 Gravou uma entrevista com eles e... na hora de partir para Blumenau, cadê a mala do Dolabella ? Procura daqui, procura dali, e nada.
 Algumas fãs se aglomeravam por perto, dispostas a abraçar e beijar os atores.
Dolabella, nervoso, depois de procurar por todos os cantos e reclamar na administração do aeroporto, conformou-se em seguir para Blumenau sem mala mesmo.


Vanja despediu-se e soube, depois, o que aconteceu.
 Os atores chegaram aqui e hospedaram-se no Grande Hotel.
 Estavam começando a se preparar para uma boa relaxada quando ligam da portaria para o apartamento. Era o recepcionista:
 - Está aqui alguém que quer falar com o Sr. Carlos Dolabella.
 - É da TV ?
 - Não, respondeu o solícito funcionário do hotel.
 - Não atendo ninguém, respondeu contrariado o ator, de cuecas, sem mala.....
 O recepcionista agradeceu e logo em seguida ligou de novo:
 - Acharam sua mala senhor Dolabella. A pessoa veio trazê-la e está aqui na recepção.
 Dolabella vestiu-se e mandou-se para o térreo do hotel.
 E não é que era mesmo a mala dele ?
 Uma jovem espevitada jogou-se nos braços do ator quando ele apareceu, beijou suas faces e pediu um autógrafo. Depois, estalou mais dois beijos no rosto dele, e afastando-se, gritou:
 - Quem roubou a mala fui eu. Lá no aeroporto. Só assim, pude vê-lo de perto e beijá-lo. Tchau.
 Vanja riu muito ao contar-me esta travessura da apaixonada fã das novelas da Globo. Não pude deixar de rir também.
 Texto Carlos Braga Mueller/Jornalista e escritor/ Arquivo: Adalberto Day

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

- A Confeitaria Tonjes




Em histórias de nosso cotidiano, apresentamos hoje o amigo Werner Henrique Tönjes (Significa Antônio) (foto), traduzindo o texto que enviou ao jornal alemão Wilhelmshaven.
Também fotos atuais e antigas da famosa Confeitaria Tonjes, anexo restaurante, fundada em 1933, por Anna Tönjes (falecida em 1946) e seus filhos Hans e Heinrich Gehardus. Com o falecimento de Heinrich Gehardus em 12 de junho de 1968, seu filho Werner Tönjes continuou até 31 de novembro 1979, quando o estabelecimento fechou suas portas, após 46 anos de relevantes serviços prestados a comunidade.

Jornal alemão Wilhelmshaven
O jornal é da cidade portuária de WILHELMSHAVEN, Alemanha; de sábado, 28 de março de 1970 (Em homenagem ao Imperador Wilhelm que a fundou e Haven significando porto);
Tradução : Werner Henrique Tonjes



Foto acima: Confeitaria Tonjes em 1974

Frisio (Frisia região Norte da Europa-Tribo Nórdica) de Rüstringen caminha por Blumenau. Jornal Wilhelmshaven, sábado, 28 de março de 1970. A cidade com a população de 125 mil habitantes foi fundada pelo Dr. Hermann Otto Blumenau há 120 anos , desde o princípio usufruiu da benevolência e proteção de sua Majestade Dom Pedro II. Na virada de maiores ondas migratórias veio no ano 1924 Heinrich Tönjes de Wilhelmshaven para Blumenau;ele fundou um firma e padaria de doces e salgados; seu filho Henrique ampliou a casa que se situa defronte a igreja católica para uma confeitaria Isso era naquela época um empreendimento arrojado pois a colônia no Itajaí não era muito confortável. Carroças de agricultores e carros de mola dominavam a paisagem, onde pouca vida na sociedade era cultivada. Porém com o passar dos tempos, a confeitaria Tönjes, que na língua portuguesa pronunciou-se como Tenjes, teve o seu movimento aumentado. Logo a casa era pequena demais. Os frequentadores na década de 30 sentavam-se em cadeiras de vime antes de dirigir-se às suas moradias, como em Paris nos Boulevards. Atrás das casas, passa o rio Itajaí-Açu. Movimento de barcos animam a paisagem. Árvores majestosas ornamentam as margens. Essa linda vista foi aproveitada pela família Tönjes para construir uma varanda para os seus clientes. Há oito anos, o panorama da cidade transformou-se. Às margens do rio construiram-se muitos edificios.


Antiga Confeitaria Tonjes:Fotos  dez/2009
Em 1963 terminou-se a construção da torre da igreja católica dominante ponto de referência da cidade. Ali pertinho anexou a familia Tönjes o “Jardim de Verão”. Esse é um aprazível local de reunião dos blumenauenses de todos os segmentos da sociedade e se discutem animadamente os fatos do dia. No Tönjes , a gelada cerveja escura é tão gostosa como o café gelado berlinense,o apfelstrudel com chantilly ou os sonhos berlinenses.
Durante o aprendizado escolar de Werner Tönjes as escolas alemãs foram fechadas. Quem falasse o idioma alemão publicamente era encarcerado. Atualmente também normalizou-se tudo em Blumenau. Werner Tönjes recorda-se sempre da Alemanha, de Wilhelmshaven e também da Holtermannstrasse onde seus antepassados viveram.
Seu avô dirigia a casa do parque, ela situava-se onde hoje se localiza o parque de patinação. Nas colunas foto de Heinrich Tönjes,nascido em 1886 e que em 1924 emigrou para o Brasil e fundou a confeitaria Tönjes. Ao lado, doces oferecidos ao público.



Brasão
Bem em cima: brasão de Santa Catarina; a seguir brasão de Blumenau; bem nítido de se ver: depois um cavalo branco que é o terceiro da esquerda pra direita do estado alemão da baixa saxônia ;em seguida o brasão do guerreiro nórdico símbolo da cidade portuária de wilhelmshaven Dois brasões brasileiros e depois os dois brasões alemães. Depois o entalhe de madeira com o nome da cidade wilhelmshaven, a data da vinda da família Tonjes para Blumenau 1924 e ANNO DOMINI, 1924 A.D.
O entalhe de madeira foi colocado em 2009 , a palavra WILHELMSHAVEN tem uma característica própria, as letras são colocadas de modo que indicam aceleração e progresso , o porto é um dos maiores da Europa em containeres.



Década de 50 da confeitaria Tonjes


Foto do terraço com vista para o "verde do barranco" na margem direita do rio Itajaí Açú, hoje avenida Castelo Branco .


Doces na vitrine, 1963


1973  folheto da época

Cardápio


Envelope personalizado
Arquivo e tradução Werner H.Tonjes/Adalberto Day

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

- Jornal Folha de Blumenau, Olímpico x Santos


Almanaque do Esporte

A imagem de 30 de agosto de 1961, enviada pelo colaborador da coluna Adalberto Day, mostra os times do Olímpico e do Santos, antes do clássico jogo entre as equipes. A lista dos jogadores, da esquerda para a direita, em pé: Formiga, Garoto, Calvet, Aduci Vidal, Zito, Romeu, Figueiró, Hélio, Mauro, Laércio, Nazareno e Nilson Greul. Agachados: Tite, Miltinho, Jorge, Valdir, Cabralzinho, Orio, Pelé, Rizada, Pepe, Mauro Longo e Macedo. O Santos venceu o jogo por 8 a 0 com cinco gols de Pelé.

Publicado no Jornal Folha de Blumenau coluna Almanaque do Esporte, do jornalista Jean Laurindo , sábado 12/Dezembro/2009 - edição nº 350


Pelé em lance com Nilson Gruel, na baixada


Estádio da Baixada  que o Rei Pelé atuou em 30/08/1961
Arquivo Adalberto Day cientista social e pesquisador


domingo, 13 de dezembro de 2009

- Programa Mesa de Bar TV Galega de Blumenau, parte 1


Programa Mesa de Bar
Hoje dia 13/dezembro/2009, estarei participando do Programa Mesa de Bar, na BTV canal 7 - TV Galega de Blumenau. Apresentador Sr. Altair Carlos Pimpão. O Programa gravado vai ao ar nos dias 13/dez/2009 as 21hrs, reprise dias 14/dez/ - 11hrs e 16/dez -14hrs.


Convido a todos assistirem ao programa, conto minha trajetória desde a infância até os dias atuais.

Altair Carlos Pimpão e Adalberto Day
22/outubro/2009


Nesta primeira parte, falo principalmente da vida escolar, Família, e do cotidiano da infância, clube Amazonas, Cine Garcia, Vida Profissional, Empresas Garcia e Artex.
No Próximo domingo dia 20/12/09, assista a parte 2
Link para assistir ao vivo...
http://www.tvgalega.com.br/hpn/aovivo/index.php
Arquivo: Adalberto Day

sábado, 12 de dezembro de 2009

- Decoração de Natal


A imagem do final da década de 60 mostra a decoração natalina da antiga Lojas Hermes Macedo. A Loja HM localizava-se no alto da Rua XV de Novembro, uma das mais tradicionais de Blumenau. (Foto: Arquivo de José Geraldo Reis Pfau e Adalberto Day)

Publicado no Jornal de Santa Catarina – sábado 12/12/2009, coluna ALMANAQUE DO VALE do jornalista Sérgio Antonello
Arquivo de José Geraldo Reis Pfau/Pfau Comunicações/ Adalberto Day

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

- Desfile Natal Alles Blau e visite a Casa do Papai Noel




Colaboração:José Geraldo Reis Pfau

- Dr. Amadeu Felipe da Luz

Por Valdir Campos




Um Ilustre Blumenauense
Falar sobre o perfil de Amadeu da Luz é focalizar o principio de austeridade personificada numa empolgante figura de magistrado.
Nascido em Blumenau no dia 13 de setembro de 1892, foi um autentico descendente de seu honrado e venerando pai, o eminente Dr. Hercílio Pedro da Luz, e guardou no coração todas as sublimes virtudes de sua ilustre progenitora, Dona Etelvina Ferreira da Luz, virtudes consubstanciadas num extremado amor a família.
Iniciando seus estudos no colégio Divino Providencia”, em Florianópolis, mais tarde no Ginásio Catarinense, e depois ao Colégio Abílio no Rio de Janeiro.
Satisfazendo os desejos paternos, foi para Porto Alegre, ingressando na Faculdade de medicina.. Mas acabou cursando mesmo a Faculdade de Ciências Jurídicas “Teixeira de Freitas no Rio de Janeiro”
Depois já Bacharel foi nomeado Promotor Público de Araranguá, pelo então governador do Estado, General Felipe Schmidt, cargo em que exerceu durante um ano. Depois exerceu o cargo de Juiz de Direito de Canoinhas e Palhoça, alcançando em 1920 por merecimento, sua designação para Blumenau, onde por mais de uma década, presidiu aos destinos judiciários da comarca,já então a mais movimentada e importante do Estado.Amadeu da Luz foi a personificação da bondade, da honradez e da cultura da Gente de Santa Catarina. E seu coração bateu e pulsou sempre com amor e carinho a cidade de Blumenau, que o viu nascer.
Sempre teve a veneração e o carinho de toda sociedade blumenauense.
 O velório do juiz

 A imagem mostra o velório do Dr. Amadeu da Luz , em 2 de setembro de 1934. Ele foi juiz da Comarca de Blumenau. As pessoas se aglomeraram na Rua XV de Novembro e no espaço existente entre o Hotel Holetz (Hoje Grande Hotel). Ao fundo no centro o antigo Porto,próximo ao Biergarten. Vêem-se ainda a ponte sobre o Ribeirão Garcia e, a direita o antigo prédio do Fórum e da prefeitura de Blumenau. Essa era a forma moderna de condução dos velórios, até meados dos anos 1960.
Arquivo: Adalberto  Day

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

- Jornal “O GARCIA” Edição nº 15


Introdução: Adalberto Day
- Nesta edição de Novembro/dezembro/2009, o jornal, continua com belas matérias.
- Os destaques desta edição são para as Seguintes matérias:
Capa: Feliz Natal e um ano novo cheio de saúde e felicidades: - Artigos: Cantinho da Saudade, O Tapume, página 3 - Imagem do mês: Ford A 1929, página 3 – Taça jornal O GARCIA, conhece seu campeão, página 2 – Instituto Gene libera a primeira parcela ds 120 mil às empresas, 5 – O Mais novo vereador do Garcia, Mauricio Goll, página, 6 – Poeta do Garcia: Fabiano de Souza, página 8.




- O Tapume
História
Em 1860, com a chegada do imigrante alemão Johann Heinrich Grevsmuhl, o Vale do Garcia tomava novo impulso. Em 1868 Grevsmuhl, August Sandner, Johann Gauche, associaram-se com um tecelão, conhecido como Lipmann (já possuía teares desde 1865) que ajudou a montar alguns teares e deram impulso na primeira indústria têxtil de Blumenau, com o nome de “Johann Heirich Grevsmuhl & Cia. ” Este era o nome da pequenina tecelagem – Que mais tarde seria a Empresa Industrial Garcia
Não satisfeito com os trabalhos agrícolas, passa a explorar a madeira da região, constituindo uma serraria, e com o represamento do Ribeirão Garcia, pode instalar uma atafona movida a força da roda d' água, (energia elétrica veio em definitivo para o bairro somente por volta de 1914) que ficava próximo as duas Empresas Garcia e Artex, em 1924 foi ligeiramente alterado. Por volta de 1938 foi colocada uma nova camada de cimento pela Empresa Industrial Garcia, (o Tapume como ficou conhecido), Rua Emílio Tallmann (antes conhecido como Beco Tallmann).
E foi assim que surgiu o famoso tapume as margens do Ribeirão Garcia. O acesso era feito por algumas ruas transversais da Rua Emilio Tallmann, entre elas :Treze Tilias, e Altamira. A partir dos anos 50, este local foi uma opção para a comunidade banhar-se, principalmente para quem não tinha condições de ir à praia, era raras piscinas em clubes. Foi a alegria geral não só da garotada como também dos adultos. Vinham pessoas de todos os cantos da cidade. O cidadão mais ilustre, que esteve neste local fazendo propaganda de toalhas da marca Artex, foi Edson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé, em agosto de 1961. Por existir em alguns pontos muita profundidade, vários banhistas pereceram afogados.

O Tapume foi demolido após a grande enxurrada de 14/outubro/1990, que assolou todo Distrito do Garcia, com 21 vitimas fatais. No ano seguinte o fato se repete no dia 15 de novembro. A comunidade da Rua Emílio Tallmann e região solicita sua retirada, por entender que daria mais velocidade as águas, com isso evitaria novas enxurradas. Para muitos poderia ser uma solução encontrada, mas em Nov/2008 novamente o pesadelo toma conta da região.
Adalberto Day cientista social e pesquisador da História


A Imagem do mês Expediente:

- O FORD A 1929
A imagem do mês mostra Ford A 1929, pertencente a guarnição de corpo de Bombeiros da Empresa Industrial Garcia, depois Artex - Este Ford prestou relevantes serviços a toda comunidade blumenauense, inclusive no incêndio na antiga prefeitura em novembro de 1958. Foi vendido ao senhor Alfredo Gonçalves da Luz em setembro de 1999, pela empresa Artex.
Arquivo de Adalberto Day

- Grande Agência Publicitária Ltda
- Gerente comercial e fotos: Carlos Ubiratan
- Jornalista Responsável: Fernando Gonzaga
- Diagramação : Yuri Apolônio
- Distribuição Tiragem : mensal e gratuita
- Circulação : Distrito do Garcia, Centro, Velha. Itoupava Seca e Região
- Endereço: Rua Ignácio dos Santos,83 – Bairro Glória - Blumenau SC
- Site :
http://www.jornalogarcia.com.br/
- Contatos: ogarcia@grandeagencia.com.br
- Fone: (47) 3329 2143
Arquivo: Carlos Ubiratan/Adalberto Day


domingo, 6 de dezembro de 2009

- Dia de São Nicolau

SÃO NICOLAU, O PATRONO DAS CRIANÇAS.

Mais uma participação exclusiva e especial do renomado escritor, jornalista e colunista, Carlos Braga Mueller, que hoje nos relata sobre São Nicolau.
Por Carlos Braga Mueller


Dia 6 de dezembro é o dia de São Nicolau, um bispo que viveu há cerca de 350 anos. Nascido na Turquia, foi canonizado e, pelas suas ações, tornou-se um símbolo ligado ao nascimento de Jesus.
São Nicolau é reconhecido pela igreja católica como o verdadeiro Papai Noel, personagem envolto por muitas lendas. Uma delas diz que um dia o bispo Nicolau presenteou três irmãs com um saco de moedas de ouro, o qual ele teria jogado pela chaminé da casa da família. Com este dote, as jovens conseguiram livrar-se da prostituição e encontraram bons casamentos.
No Brasil, principalmente nas regiões colonizadas pelos alemães, se comemorava com ênfase até alguns anos atrás, o dia de São Nicolau: 6 de dezembro.


À noite, as crianças colocavam seus sapatinhos na janela e na manhã seguinte, lá estavam, chocolate e balas, como um presente deixado pelo Nicolau. Eu mesmo, criança, passei por esta belíssima experiência.
É pena que aos poucos esta tradição foi sendo deixada de lado.
Mas em alguns países, como a Holanda, o Dia de São Nicolau é comemorado de forma mais intensa do que o próprio Natal.
Foi em 1931 que a poderosa Coca Cola lançou nos Estados Unidos uma nova versão do Papai Noel, conhecido lá como Santa Claus.
E é esta versão a que chegou aos nossos dias, sendo explorada pelo mercantilismo que domina os natais, deixando praticamente de lado o mais importante: a comemoração do nascimento do Menino-Deus.
Voltando um pouco no tempo, lembramo-nos de que a mais marcante destas manifestações em Blumenau era a chegada do Papai Noel, realizada durante muitos anos pela loja Hermes Macedo.

Em frente as Lojas HM - Hermes Macedo
Nos anos 70, as crianças aguardavam ansiosamente o desfile do Papai Noel HM.
A HM montava sempre um portal natalino em frente à loja, na Rua 15 de Novembro, e num sábado à tarde de dezembro acontecia o desfile.

Blumenau

Outras cidades onde a HM possuia filiais também recebiam o desfile. Lembro-me que depois do alegre sábado à tarde em Blumenau, eu levava meus filhos pequenos para assistirem o mesmo desfile, em Itajaí, no dia seguinte, domingo pela manhã.
Arrisco-me a dizer que jamais alguém criticou aquela organização por explorar comercialmente o Natal, tão bela era a demonstração de receber o Papai Noel na cidade.
E hoje em dia, quando se realizam festivos desfiles patrocinados pelo comércio, o “Natal em Blumenau”, nos vêm a lembrança o tradicional Papai Noel HM dos anos 70.
Deixou saudades!
Arquivo de José Geral Reis Pfau e Adalberto Day

sábado, 5 de dezembro de 2009

- Jornal Folha de Blumenau, Valdir Appel


Almanaque do Esporte


A imagem de 1963 mostra o goleiro Valdir Appel (Chiquinho) nascido em Brusque com a camisa do Paysandu de Brusque. Valdir jogou no Vasco da Gama de 1966 até 1972, e em diversos outros clubes do Brasil. O Blumenau Esporte Clube é uma das equipes em que o goleiro teve passagem.


Publicado no Jornal Folha de Blumenau coluna Almanaque do Esporte, do jornalista Jean Laurindo , sábado 05/Dezembro/2009 - edição nº 347
Arquivo Adalberto Day pesquisador e cientista social


Vasco 1966 – Primeira partida que Valdir o Chiquinho vestiu a camisa cruzmaltina. Em pé: Valdir, Ari, Brito, Alcir, Fontana e Oldair; Agachados: Nado, Paulo Mata, Célio, Danilo Menezes e Zézinho.


Vasco 1969.  Em pé: Valdir, Moacir, Brito, Alcir, Eberval e Fidélis; Agachados:Adilson,Silvinho, Buglê, Walfrido e Nado.
Arquivo de Valdir Appel e Adalberto Day

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

- Urda Alice Klueger

Exclusivo:dados extraídos do memorial documentado da Escritora Urda Alice Klueger

Urda Alice Klueger é, de ambas as suas famílias, da primeira geração a nascer fora da agricultura. Descende de agricultores vários, colonizadores ou não. Seu pai, Roland Klueger, neto de um alemão imigrante e filho de uma imigrante lituana, nasce no então já município de Blumenau/SC, onde se cria na labuta da terra, sendo dela afastado quando a Segunda Guerra Mundial o leva para o Exército e o tira do seu amanho.
A mãe de Urda, Minervina Klueger, nascida Soares de Souza, descendia de antigos agricultores da região do grande município de Tijucas/SC, e é também no período da Segunda Guerra Mundial que vai aportar a Blumenau, atraída pela crescente industrialização da região, coisa iniciada já desde os princípios do século XX, e vai ocupar um posto na indústria têxtil. Há que se acrescentar que as tantas centenas de pessoas que a essa altura trocavam a vida da lavoura pela da fábrica já estavam a cumprir um desígnio governamental e capitalista:
A criança Urda Alice Klueger vai guardar intensamente suas lembranças desde os três anos de idade. Mesmo na vida adulta, ela tem muito vivas as cenas, as impressões e as sensações daquele inverno, outono e primavera de quando tinha tal idade, sensações e impressões que envolvem desde a fragrância e a luminosidade de morangos maduros na horta familiar, até a sensação mágica que era ver os raios de sol rasgarem a névoa das manhãs daquele setembro. Um mundo muito mágico se descortina para a menina, um mundo que vai resultar, ao longo da vida, em inúmeros escritos. Tal magia vai se acentuar com o cultuamento das festas de Natal e de Páscoa por sua gente.

A ESCOLA


A Escola São José, situada ao lado da Igreja Nossa Senhora da Glória, no bairro Garcia(Glória), Blumenau/SC, fora criada a partir de doações da comunidade e era gerida pela comunidade, tendo um diferencial, portanto, em relação às escolas públicas e particulares que existiam na época, na cidade. Fora a comunidade quem contratara as Irmãs da Providência, que eram as responsáveis pelo ensino na escola, e que no Brasil tinham vindo da cidade de Itajubá/MG, mas que tinham ascendência francesa. Fora na França que a ordem fora fundada por um religioso chamado Beato João Martinho, que depois se dirigira à China como missionário, e a presença de diversas coisas francesas e mineiras eram uma constante na vida do colégio situado em colono bairro operário de ascendência alemã, onde tais novidades funcionavam como um sopro vivificante. Vale lembrar que o colégio fora construído com as doações das comunidades católica e luterana do bairro, e que era freqüentado pelas crianças de ambas as religiões, e de outras, se as houvesse.
Quando a mãe de Urda se dirige ao colégio para matriculá-la, já havia passado o período de matrículas e não havia mais vagas no então chamado “primeiro ano”. Como a menina já estava prestes a fazer oito anos, dizia o bom senso que ela não poderia esperar por mais um ano para começar a frequentar a escola, e a solução encontrada pela mesma foi matricular a nova aluna junto com o primeiro ano repetente, sala que reunia todos os alunos que de alguma forma não conseguiam a aprovação anual para passar para a série subseqüente. Alguns dos alunos já estavam a seis ou sete anos repetindo o primeiro ano, e naquele 1960 completaram 14 anos e saíram da escola para irem trabalhar nas fábricas, sem estarem, absolutamente, sequer alfabetizados.
A professora daquela turma era a Dona Maria Pisa, de origem italiana, natural da vizinha cidade de Ascurra/SC, experiente professora que sabia orquestrar um certo caos que havia naquela sala problemática. Ela tinha a informação de que todos os alunos eram repetentes, e a presença de uma aluna novata foi-lhe uma surpresa, mas que ela soube administrar muito bem.
A Irmã Maria Conceição, diretora da escola, avisara à mãe de Urda que havia necessidade de a menina ser alfabetizada antes de começarem as aulas, para que pudesse acompanhar o primeiro ano repetente, e tal fora feito rapidamente, em algumas semanas. Como aquela sala era considerada “alfabetizada”, não recebia ela uma cartilha de alfabetização, como então se fazia com alunos iniciantes, e Urda não chegou a ter tal experiência. Recebeu logo um “primeiro livro de leitura”, e com a parca e rápida alfabetização que tivera, levou o livro para casa e o leu inteiramente no primeiro dia, não se limitando às lições escolares, mas lendo a introdução, comentários e tudo o mais que houvesse no livro, enquanto seus colegas repetentes, na maioria, chegaram ao final do ano sem terem conseguido ler todas as lições. Começara, assim, para Urda, a grande aventura da leitura, coisa que a acompanharia por toda a vida.
Aquele primeiro ano ficou na lembrança de Urda como um tempo um pouco confuso, em que participou de uma peça de teatro realizada no colégio (As velhas), relacionou-se com muitas crianças e jovens de diversos pensamentos e procedências, que havia na sua sala de aula, procurou fazer todas as coisas que a paciente professora esperava de cada um deles – e que teve a imensa surpresa, no final do ano, de ser chamada para tirar a fotografia oficial dos alunos que tinham tirado o primeiro lugar em cada classe.
Nas férias de final de ano ela já sabia o suficiente para ler O Inferno, de Dante, que vinha na revista A família cristã, não se limitando, mais, a ficar admirando as ilustrações. Na verdade, já estava lendo tudo a que tinha acesso, tanto livros quanto a própria natureza, e tal incluía as trovoadas, as enxurradas, as variações das estações, os Natais, as brincadeiras com os primos – enfim, o mundo era um livro aberto para muitas leituras, e Urda se servia dele para criar um grande arsenal de sensações e experiências que mais tarde lhe facilitariam muito a escrita de muitas centenas de textos e de milhares de páginas.
Os anos seguintes foram de normalidade na escola. As segunda, terceira e quarta séries foram com alunos não repetentes, com professoras freiras (Irmã Rosária, Irmã Simone e Irmã Adalgisa) que se dedicavam às suas classes com as pedagogias corretas para cada idade. Havia uma classificação mensal dos alunos, onde Urda recebia, invariavelmente, o título de primeira aluna da sala. No único mês em que perdeu tal título para outra criança (já não se lembra em qual ano) tomou um susto – era possível ter outros alunos à sua frente – e ela teve como que uma tomada de consciência prematura, onde se deu conta de que, para manter a posição que tinha na escola não havia apenas que deixar a vida seguir: era necessária muita aplicação e estudo para manter sua situação privilegiada.

E aqueles breves anos passaram, com Urda sempre estudando e lendo muito. Lia tudo o que havia na sua casa (inclusive diversos romances católicos que ainda tinham o “Imprimatur” da igreja, coisa oriunda lá da Contra-Reforma do século XVI) e que lhe deram vislumbres da História, pois eram romances que abordavam a revolução mexicana e tempos medievais, entre outros, e lia o que havia nos vizinhos, nos parentes, e na própria escola, o que incluía as enciclopédias Barsa e Delta Larousse inteiras. A própria escola era uma incentivadora da leitura, e os alunos conheciam importantes poemas e outros textos, além de cantos de diversas regiões do Brasil e também em outras línguas, como o espanhol e o italiano. Tanto culturas diversas chegaram à menina através das aulas de canto, como também mistérios de outras línguas: no futuro, em ocasiões em que precisou entender línguas diferentes em viagens, por exemplo, muito lhe valeram o conhecimento de frases e entonações trazidas à tona desde lá das mais distantes lembranças da escola. Ela crê, até hoje, que sua escola primária foi de grande excelência.

O ACIDENTE

Na imagem acima de 1963 (Local do acidente) mostramos a partir da Rua 12 de outubro uma antiga transversal da Rua da Glória, onde hoje verificamos uma mudança significativa. Com a demolição das casas, e o ribeirão Grevsmuhl desaparecendo com as tubulações, é construída a nova Praça Getulio Vargas, o Terminal Garcia, e o CSU – Centro Social Urbano e outros pontos comerciais.

Rua 12 de Outubro
Urda Alice Klueger foi a oradora da turma que se formou no curso primário da Escola São José em 1963, tendo redigido, sozinha, o discurso. Sua professora ficou bastante admirada por ela não ter pedido ajuda para tal.
Após a formatura, ainda haveria uma festinha e algumas atividades no colégio, e as crianças já formadas ainda iam até lá para ensaiar algumas coisas – foi numa dessas tardes que Urda, saindo do colégio com uma bicicleta emprestada, sofreu grave acidente, caindo de uma ponte dentro de um ribeirão, quebrando o tornozelo em mais de um lugar. Após permanecer alguns dias no hospital, a menina amargou um verão de gesso, sem as naturais travessuras da idade, ficando com sequelas que a acompanhariam pelo resto da vida.
Foi um verão inteiro de apenas leituras – sua mãe a carregava no colo até a sombra de uma árvore, a colocava sobre uma colcha e lhe deixava um livro, normalmente algo piedoso, que era o que a Igreja Católica recomendava. Foi naquele verão que Urda vai passar a se interessar cada vez mais pela França, principalmente depois de ler a história de um santo católico chamado João Vianney, homem humilde, que vivia com sobriedade, mas que foi um grande pensador. Sua biografia estava recheada de vívidas paisagens e costumes franceses, e a menina passa a se interessar cada vez mais por aquele país. Naquela ocasião, ela tinha 11 anos - seu sonho de consumo era chegar aos 12 anos, quando então poderia se associar à Biblioteca Pública Municipal Dr. Fritz Mueller, da sua cidade de Blumenau.

No final daquele verão, quando ficou livre do gesso, Urda estava com o tornozelo irremediavelmente torto, e nos dois anos seguintes, sem conseguir firmar bem o pé no chão, sofrendo muitas quedas, ficou sob o cuidado de massagistas, que faziam o que se sabia naquela altura para resolver um caso assim. Dois anos de aula foram perdidos, mas Urda crê que ganhou, e muito, ficando em casa lendo durante aquele período. Já que não podia andar com segurança, a menina acostumou-se a usar da bicicleta com segurança, e montada em tal veículo, num instante passou o tomar o rumo da Biblioteca Pública, que agora, com 12 anos, conquistara o direito de frequentar. Só se podia pegar um livro emprestado por vez, e então Urda ia lá quase todos os dias trocar de livro. Ela se lembra como começou a ler pela seção infantojuvenil da Biblioteca, que era composta de diversas prateleiras – lia os livros por prateleira, um depois do outro – em pouco tempo, esgotara aquela seção e passara para os livros para adultos.
Ela não conseguia dormir enquanto não terminasse o livro que estava na sua casa, o que criava sérios problemas com a sua mãe. Inúmeras vezes ela disfarçou, fez que dormia, esperou a própria mãe dormir, para então voltar a acender a luz e terminar o livro. Era este o motivo que fazia com que sua mãe não permitisse que ela fosse à Biblioteca Pública todos os dias – a mãe exigia certos dias de folga, onde ela deveria fazer outras coisas. Urda guardou, no entanto, os muitos mistérios vistos e lidos na natureza e na vida durante suas idas e vindas à Biblioteca, como as coisas da natureza, as mudanças das estações, a análise das casas e seus jardins, para as quais imaginava histórias, durante suas andanças de bicicletas. Algumas vistas de morros distantes, que ela classificava como que “da cor da nostalgia”, como que lhe tiravam o fôlego e lhe faziam disparar o coração – preparava, ela, os cenários para seus futuros livros e outros escritos.
Depois que passou tal fase de ler “por prateleira” foi que Urda se deu conta de quanta coisa inútil e sem valor ela lera – e também, de como no meio de tantas coisas sem importância, foram surgindo os livros que realmente valiam à pena: Dostoiewski, Érico Veríssimo, dentre tantos outros. O saldo foi positivo: aqueles anos lhe trariam conhecimentos que ela não teria adquirido de outra forma.
Vale aqui citar um fato acontecido mais de 30 anos depois, referente àquele acidente de infância: num dia em que estava sem assunto para a crônica de jornal onde trabalhava, Urda contou, em parcas 80 linhas, o que então acontecera, sob o título de “Por causa do Papai Noel”. Mais tarde tal texto foi publicado em um dos seus livros de crônicas, e despertou o interesse da cineasta Mara Salla, que criou o filme homônimo (curta metragem de 15 minutos) a respeito do acidente de Urda, filme que foi premiadíssimo, tendo participado de mais de 40 festivais no Brasil, além de um festival em Lisboa/Portugal, Moscou/Rússia e Seul/Coréia.
Arquivo : Urda Alice Klueger e Adalberto Day

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

- Flâmula comemorativa

A imagem de 1971 mostra a flâmula comemorativa ao primeiro aniversário do Centro Social Mundo Jovem. O grupo se reunia na sede, atrás da Igreja Nossa Senhora da Glória (Bairro Glória, em Blumenau). O grupo promovia integração social, cultural e esportiva para os jovens de toda a comunidade do Garcia. Tinha dança, teatro e, principalmente, integração com grupos de outras cidades. Os eventos ocorreram no início dos anos 70, perdurando até meados da década de 80. (Foto: Arquivo de Adalberto Day e Eliane Day)

Publicado no Jornal de Santa Catarina – Segunda-feira 01/12/2009, coluna ALMANAQUE DO VALE do jornalista Sérgio Antonello


segunda-feira, 30 de novembro de 2009

- Jornal Folha de Blumenau, Palmeiras


Almanaque do esporte


No espaço desta semana, o amigo Adalberto Day disponibiliza a imagem do time do Palmeiras, pentacampeão da Liga Blumenauense de Desportos (LBD), entre 1944 e 1948. A imagem é da mesma década de 1940 e reúne o elenco da época. Em pé da esquerda para a direita: Babão, Meireles, Teixeirinha, Augusto, Abreu, José Pêra (técnico); agachados: Bóia, Pfau, Juca, Bergo, Schrmann e Zico.



Publicado no Jornal Folha de Blumenau coluna Almanaque do Esporte, do jornalista Jean Laurindo , sábado28/Novembro/2009 - edição nº 344
Arquivo de Adalberto Day