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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

- João Saldanha em Blumenau


Em histórias de nosso cotidiano, apresentamos o amigo Flávio Monteiro de Mattos é carioca de nascimento e blumenauense por opção.  Texto enviado por Flávio Monteiro de  Mattos.

Neste  ano (2017) comemorou-se o centenário do nascimento do João Saldanha, certamente o mais brilhante comentarista que o Brasil já teve e que, com sua visão aguda, anteviu os percalços que nosso futebol enfrentaria caso não mudasse a forma como era gerida. Certamente para ele, os 7 x 1 que a Alemanha nos impôs na última Copa era “pule de dez”, para parodiar uma de seus bordões. Vale lembrar que seu trabalho à frente da seleção brasileira durante as eliminatórias para a Copa de 1970 foi fundamental para a conquista do tri-campeonato, que de tão consistente não sucumbiu diante das mexidas políticas do Zagallo.

Entre as homenagens que lhe foram prestadas, a editora Lacre republicou o livro “Os Subterrâneos do Futebol”, por ele escrito em 1963, no qual relata com maestria os meandros do futebol brasileiro em sua passagem como treinador do Botafogo, time de coração que sob seu comando tornou-se campeão carioca no longínquo ano de 1959.
Leitura fácil e direta, João expõe suas agruras como técnico de um time que tinha jogadores da expressão de um Nilton Santos, Didi, Amarildo e o genial Garrincha, que não somente entortava os adversários no campo como os dirigentes do clube nas excursões que os times da época eram obrigados a fazer para pagar a folha de salários.
Entre tantas peripécias enfrentadas dentro e fora das quatro linhas, exalta Saldanha que nos mais de duzentos hotéis em diferentes lugares que o Botafogo atuou durante o período em que foi treinador, nunca recebeu sequer uma reclamação de um gerente de hotel de que estaria faltando uma toalha, sabonete ou cinzeiro de qualquer apartamento. Pelo contrário, foram incontáveis as cartas e ofícios existentes enviados pelos proprietários de hotéis ao clube, de elogios e agradecimentos pela preferência do estabelecimento e colocando-se a disposição, exceto de um episódio ocorrido em Santa Catarina e especificamente, Blumenau, que transcrevo a seguir (pág. 231).
“Faltou uma roupinha"
Saldanha

Só uma vez aconteceu uma coisa desagradável. Foi em Blumenau, Santa Catarina, onde fomos fazer uma partida amistosa. Entre a programação de homenagens que nos foram prestadas estava uma visita a certa indústria de tecidos e confecções de lã. Percorremos a fábrica e no final nos ofereceram um drinque acompanhado de um presente para cada um: um pequeno embrulho onde havia dois ou três artigos da indústria. Um par de meias, uma camiseta, etc.
Após a visita, retornamos ao hotel e íamos tomar o ônibus para Curitiba onde pegaríamos o avião para o Rio. Estávamos nos preparativos finais, da saída do hotel, quando chegou o gerente da indústria que visitáramos, e, muito discretamente, chamou-me a um canto e foi dizendo: O senhor desculpe, mas aconteceu uma coisa desagradável. Depois da visita demos por falta de uns artigos especiais de uma encomenda. Além de nós, ninguém mais esteve na “sala de acabamento” – aquela em que eu distribuí aquelas lembranças -, eu não quero afirmar nada... mas talvez alguém tenha levado... por engano ou...
Perguntei-lhe o que havia desaparecido e o homem explicou:
Não é coisa de importância nem de muito valor. É uma encomenda especial. Trata-se de um conjuntinho de lã para criança. É que amanhã é aniversário do neto do dono da fábrica e a senhora dele pediu que fizessem esse conjuntinho. Uma blusa e uma calcinha de lã creme, com um pequeno bordado na blusa. É coisa à toa. Do contrário, eu nem viria aqui incomodar os senhores. É uma coisa tão pequena que pode ter havido um “engano’, desculpou-se o homem, muito gentilmente.
Mão-leve no meio do “circo”
Perguntei ao tal homem se a tal roupinha de criança estaria na mesa grande, onde fora feita distribuição dos presentes, e ele respondeu que não. As peças desaparecidas estavam em uma prateleira grande que havia no fundo da sala de acabamento.
Eu tinha feito a pergunta para me certificar se houvera engano ou má fé. Afinal de contas, alguém poderia ter apanhado a coisa sem querer. Mas, evidentemente, fora roubo. E os que homens tinham feito tudo para nos agradar não estariam ali nos incomodando se não tivessem certeza que a roupinha fora mesmo furtada.
Pedi-lhe que tivesse um pouco de paciência, pois seria muito fácil achar a roupa de criança. Seria feita uma revista nas bagagens e, logicamente, se fosse alguém da delegação, encontraríamos o negócio. Mas avisei-lhe de que a “revista” não iria ser feita no hotel e expliquei por quê: “Se começássemos a batida ali, quem estivesse com a roupa poderia se desfazer com facilidade do troço.” Além do mais, eu estava profundamente interessado em encontrar o ladrão. Andávamos como circo, de cidade em cidade, e seria desagradável um “mão-leve” no meio.
Assim, embarcamos todos no ônibus. As bagagens eram pequenas. Em maioria, maletas de mão, pois a excursão era de poucos dias. Apenas um jogo em Curitiba e o tal jogo em Blumenau. Jogamos na sexta, em Curitiba, dia em que chegamos e, no domingo, em Blumenau, quando sairíamos de novo para o Rio, via Curitiba.
O homem estava de carro e pedi-lhe que acompanhasse o nosso ônibus até a saída da cidade, que era perto. Também havia a intenção de evitar algum vexame maior ou complicações com a polícia.
Mal saímos de Blumenau, uns quinhentos metros adiante na estrada, mandei parar o ônibus e descer todo mundo. O pessoal estranhou o fato. Resmungaram e coisa e tal, mas saíram. Quando todos desceram, eu expliquei o que havia e pedi que quem tivesse mala fechada fizesse o favor de abrir. Todos toparam imediatamente. Chamei o homem da fábrica que tinha chegado em seu carro e fomos abrindo as malas.
Pequeno descuido...
Numa delas estava, realmente, o conjuntinho de lã que havia sido roubado da fábrica. O dono da maleta não era nenhum jogador. A maleta pertencia a um jornalista de Curitiba, um tal de Ferreira, que havia se engajado na delegação quando passáramos na capital paranaense e que iria ficar em sua cidade quando de nossa passagem de volta para o Rio.
Explicou que, naturalmente, tinha havido um equívoco e apanhara, por descuido, outro embrulho. Houve um silêncio meio chato, mas o homem da fábrica estava satisfeito por haver recuperado o presente da criança. Depois de deixar bem claro que o rapaz descuidado não pertencia ao clube, embarcamos no ônibus e prosseguimos viagem.
A única medida tomada foi que achamos mais conveniente que o rapaz distraído tomasse outro ônibus. Um de “carreira” que havia de duas em duas horas, para voltar para sua cidade. Fornecemos-lhe a passagem e lhe desejamos boa viagem. O homem da fábrica, muito atencioso, ainda o conduziu de volta à Blumenau para que tomasse o ônibus no ponto inicial.
Não há condição. Jogador de futebol pode arrumar encrenca dentro de campo com a polícia ou um quebra-pau num cabaré ou num bordel, mas em mais de duzentos ou trezentos hotéis, sei lá, em que passei com a delegação de futebolistas profissionais, jamais tivemos um caso de “descuidos” ou coisas desse tipo.
A porta de vidro
Saldanha

São homens calejados e “vacinados” em relação a viagens. Não ficam no açodamento que é muito comum em certas delegações do chamado esporte amador, que viajam uma vez na vida e outra na morte e que tem dado os maiores vexames em hotéis e aeroportos.
Mas uma briguinha acontece de vez em quando. Uma vez em Lisboa, na porta do hotel, o Amarildo chateou tanto o Chicão que esse, perdendo a paciência, deu-lhe um “cacête” que o Amarildo saiu pela porta de vidro, deixando um buraco que nem desenho animado. Não se machucou, apesar de que o vidro tenha ido para o “vinagre”.
Entrou logo a turma do deixa-disso e a única providência cabível era pedir a conta do prejuízo ao gerente. Até que não ficou muito caro. O vidro foi colocado no mesmo dia e ficou em seis mil e poucos cruzeiros, no ano de 1959. Amarildo, a princípio, achou que o Chicão teria que pagar uma parte, mas por fim, achando-se culpado, pagou sozinho o estrago. Depois daquela, nunca mais chateou ninguém perto de uma porta de vidro.”
Esse livro é leitura obrigatória para os amantes do futebol escrito por aquele que foi o mais laureado cronista esportivo que o Brasil já teve que.


Os Subterrâneos do Futebol, João Saldanha, edição comemorativa, editora Lacre, RJ / 2017. 

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

- Meu bairro querido

O Vale do Garcia
*Adalberto Day
Levarei saudades de ti, mas nunca te esquecerei, muito menos te abandonarei. O bairro que aprendi a AMAR e fui AMADO (e odiado? por 1/2 dúzia que me fortaleceram). As nossas casas todas com belas histórias, em particular na Rua Júlio Heiden, no Progresso por mais tempo ... a última ...veio as lagrimas, uma vida inteira. Adeus! Ficam as saudades, as fotos, as recordações os milhares de amigos.
Me senti incomodado e nos retiramos. Dia 08 setembro/1995 minha referência principal partiu e em 09 de março/2017 a luz que me iluminou que me deu vida, amor, carinho foi juntar-se a ele na vida divina e espiritual. 

Quanto ingênuo eu fui. Precisei chegar à terceira idade para saber que não conseguimos ser amigos de todos, embora me esforçasse para que assim fosse. Então cheguei a conclusão que esses desafetos nos fortalecem! 

Fatores diversos fizeram com que deixássemos este lugar tão encantador. Após viver aqui desde que nasci por anos, dos quais 23 anos e 2 meses na Rua Almirante Saldanha da Gama - Glória, 8 anos e 3 meses na Rua Catarina Abreu Coelho - Progresso, 33 anos , 2 meses e 22 dias  na Rua Júlio Heiden - Progresso.
Minha História
Nasci no entroncamento entre os bairros Final do Garcia, início do Progresso e Glória, na antiga Praça Getúlio Vargas. Trabalhei em RH durante 25 anos nas empresas Garcia e Artex, fui professor (minha eterna gratidão aos alunos e comunidade), palestrante e expositor.
Todos meus queridos amigos se sintam inseridos!
Belas recordações da infância no Clube 12 e do Clube Amazonas, da Escola São José, da maravilha dos Natais em família - do São Nicolau, do bombeiro, meu amigo e querido pai. do tapume, das primas, das goiabeiras e pitangueiras, do pé de laranja, de lima, das pescarias e das peraltices. Da ponte Preta, do Kroba,  do Spitzkopf, das Minas de Prata. ...das brincadeiras, das festas do dia do trabalhador e das festas juninas das empresas Garcia e Artex, da cuca da Oma Ana, do tear ao barulho das lançadeiras...Tec...tec...tec...tec, da sirene para alertar a entrada dos colaboradores da E.I. Garcia, das pescarias, das piavas e carás, do churrasco das igrejas de todo bairro, do Cine Garcia, dos estabelecimentos comerciais, das entidades sociais e do jornal “O GARCIA”. Dos trabalhos comunitários, Salve Schwester Martha” O Anjo Branco”, nossa dedicada e voluntária freira que no século passado contribuiu ativamente de forma filantrópica e humanitária, para com a saúde física e espiritual da população deste Bairro. A Irmã Martha Elisabetha Kunzman, trabalhou no Garcia de 1936?/37 até 1961, 
Saudades da vila, das casas da comunidade, da troca de gibis, jogar bilboquê, Kilica (Bolinha de gude). pião no meio da rua, banhar-se em um ribeirão sem poluição, da Churrascaria do Zé Silvino, da Igreja Nossa Senhora da Glória, das freiras do Grupo escolar São José.
....do Recanto Refugio, e Silvestre, do Rancho do Wily, dos rádios vendidos pelo senhor “Russo” David Hiebert.
Para os moradores, era o local da “Gente do Garcia”. (nome Garcia devido a famílias vindas do Rio Garcia da cidade de Camboriú em 1846, hoje Rio Camboriú).
Como portal de entrada do distrito e de acesso a toda região do Vale do Garcia, a Rua Amazonas, com mais de 5 km é sua principal avenida - detém hoje um vasto e variado comércio e indústrias. Foi conhecido primeiro por estrada geral do Garcia até 1919 e depois a ser a Rua Amazonas dos nossos dias correntes. Devido a esses fatores é comparada a um município.
O Vale do Garcia, possui uma característica de um grande condomínio, talvez por isso ser tão charmoso, encantador e cheio de belas histórias. Foi local a possuir a primeira comunidade organizada em Blumenau, desde 1846, anterior a fundação da cidade. Sempre quem chega ao local, seja por qualquer motivo, se faz necessário seu retorno devido o acesso ser praticamente inexistente para outras localidades . E é essa diferenciação com outros bairros, que representa tanto para a nossa comunidade.
Nele morou Fritz Muller naturalista amigo de Darwin, Sr. Heinrich Krohberger primeiro Eng. de Dr. Blumenau, José Henrique Flores Filho o primeiro (considerado) prefeito de Blumenau, foi o primeiro superintendente municipal de Blumenau 10/01/1883 a 07/01/1887, também residiu por aqui, e assim tantas autoridades e cidadãos importantes.
O Vale do Garcia foi pioneiro na Indústria Têxtil, na Radiodifusão, na corporação de Bombeiros, na Energia Elétrica, na confecção de casas populares, no time de futebol, primeiro e oficial estádio. Segundo o ecólogo Lauro Eduardo Bacca, o Vale do Garcia possui uma área total Urbana (27,60 Km² mais a Rural uns 132 Km²) próximo 160Km² mais de 1/5 do município.
- O Bairro Garcia
Recebeu esta denominação oficial através da lei nº 717, de 28 de abril de 1956, pelo Prefeito Frederico Guilherme Busch Jr.. Até 1956 toda região do Grande Garcia era somente um bairro.
 
História:
Grande Garcia
Depois dividiu-se em mais cinco bairros:
- O Bairro Vila Formosa  O caminho paralelo à margem esquerda do ribeirão Garcia já constava no mapa da colônia Blumenau de 1864, existindo também a demarcação de alguns lotes coloniais. Este caminho atualmente é conhecido por Rua Hermann Huscher. Esta denominação foi dada em homenagem a um grande proprietário de terras no Bairro Vila Formosa, que inaugurou um curtume no dia 7 de janeiro de 1898.
- O Bairro Progresso .O nome Progresso originou-se após as implantações das empresas; Industrial Garcia e Artex – os moradores “diziam quando eram indagados onde residiam, que moravam onde o Progresso estava chegando” referindo-se as industrias. A Rua Progresso tem essa denominação desde 28 de agosto de 1952 – Decreto Lei nº 364 conforme artigo 2º. Antes era conhecido como Alto Garcia ou Garcia Alto e distrito do Jordão. E quem morava onde hoje é a Rua Rui Barbosa dizia que morava no “Krohberger ” ou Krohbergerbach “bach ribeirão”, ou ainda somente “Kroba”, devido a primeira família a morar na região Sr. Heinrich Krohberger, que chegou por aqui por volta de 1858 e falecido em 22 de abril de 1914 que possuía uma grande propriedade era engenheiro, agrimensor prestou serviço em vários governos inclusive com Dr. Blumenau, projetou as primeiras e maiores obras de vulto do município , entre os principais estão a construção das pontes do Garcia e do Salto, igrejas católicas e evangélicas.
- O Bairro Glória foi oficialmente criado através da lei nº 03, de 04 de fevereiro de 1938, Pelo prefeito José Ferreira da Silva, o bairro foi oficializado pelo Prefeito Frederico Guilherme Busch Jr. Através da lei nº 717, de 28 de abril de 1956. .O nome Glória foi colocado em homenagem a um antigo clube musical chamado Glória que existia desde 1920, antes era conhecido com o nome de Specktiefe (palavra de origem alemã que quer dizer caminho lamacento ou gorduroso, lama vermelha).
- O Bairro Valparaiso deve-se o nome ao Loteamento conjunto Valparaiso dado em homenagem a uma cidade chilena. Antônio Zendron havia comprado o lote de João Gebin, em 1920, onde no local havia uma plantação de abacaxi na vertente da direita e mandioca na vertente da esquerda do ribeirão. Com o desmembramento o caminho da roça se tornou a Rua Antônio Zendron, que recebeu a denominação oficial em 28 de agosto de 1952. O bairro ainda é mais conhecido como ZENDRON do que por Valparaiso.
- O Bairro Ribeirão Fresco  No mapa de 1864 já constava o nome de Ribeirão Fresco, antes conhecido como Kuhler Grund – solo Fresco, denominação usada pelos primeiros imigrantes. Observação: o bairro preferiu não participar do Distrito do Garcia, mas é parte integrante do Grande Garcia.
Observação todos os seis bairros foram criados através da lei nº 717 de 28 de abril de 1956, na administração do Prefeito Guilherme Frederico Busch.Jr.
Hoje com o coração partido, contra minha vontade (me senti incomodado e me retirei), mas necessário, nos mudamos para um novo e belo bairro – Vila Nova. 
Haverão muitos que não vão entender nossa decisão, porém tenho minhas razões e posso apresentar (como já mostrei para várias pessoas). Mas nem eu mesmo acredito, porém como disse o amigo Publicitário Zé Geraldo Pfau: "você se tornou um cidadão da cidade". 
http://goo.gl/SurDQ9
Fonte: Acervo particular da Família de Dalva e Adalberto Day
*Adalberto Day cientista social e pesquisador da história. 

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

- Papagaio (a) Chica

CHICA
Oi,Chica! 
A história de nosso personagem começa dia 03 de janeiro de 1999, quando o amigo Lauro Werner nos traz de presente um Papagaio (a) chamada “CHICA”. Não estávamos em casa (eu e minha esposa)  nossa filha recebeu por nós.
O presente foi pela nossa amizade e pelo nosso envolvimento em resolver o problema com o som na Associação Artex  após as 22 horas nos finais de semana, que perturbava por demais nossa comunidade ordeira e trabalhadeira.
Com a ajuda de amigos como Júlio Pitz, Álvaro Luiz dos Santos, Promotor Cezar João Cim, Gilson F. Casas, Associação de Moradores Metajuha -Associação de Moradores das Ruas Emilio Tallmann, Júlio Heiden e Arredores da Associação Artex, então presidente Nivaldo Martins Vieira, Hilário Boos In memorian) e mais presidente da Associação Artex, direção da Coteminas, resolvemos a situação.

Quanto ao Papagaio (a) (nunca tivemos certeza do sexo), veio do Mato Grosso em 26 de setembro de 1996 totalmente depenado, portanto recém nascido, por isso concluímos que tenha nascido em final de julho inicio de agosto de 1996. Nesta data também foi registrado.
Depois de alguns anos recebeu uma nova e mais espaçosa gaiola. Cuidamos muito da Chica durante estes anos que ficou conosco. Era a alegria da criançada e de quem nos visitava. Chegou por aqui falando algumas palavras entre elas: Paco, Chica, Atirei o Pau no Gato e assoviava muito. Durante pouco tempo acrescentou novas palavras e esqueceu Paco. As novas palavras foram: OI, Vem cá vem, Tossir, latir, dar gargalhadas, miar, chamar Beto, Dalva, assoviar o carinhoso, olha que coisa mais gostosa ....Oi Chica, chorava quando apagávamos as luzes.
Sua gaiola ficava sempre aberta, porém não saia de jeito nenhum. Quando eu forçava a saída, logo retornava a seu cantinho que fez dele seu domínio marcando território. Claro que o correto de seu espaço nem chegou a conhecer devido ter sido ”arrancada” provavelmente do ninho de seu habitat natural. Mas quero ressaltar que não compactuo com este tipo de atitude, e quando recebi o meu amigo explicou que ficou com pena que a ave fragilizada viesse a morrer e comprou.
Alguns diziam que não era um papagaio verdadeiro, pois não chamava palavrões, jamais ensinamos.
Era muita “braba (o)” com outras pessoas, comigo era mais simpático (a) e ao meio dia me chamava; “Betooooo” sinal que tinha que levar alguma comida.
Quando o ecólogo Lauro Bacca vinha me visitar eu o (a) escondia em um pequeno lavabo , rs rs rs.
Comia de tudo, sementes como abóbora girassol, amendoins, milho, frutas, e várias comidas caseiras como pão, macarrão, batatas. Adorava atrapalhar algumas entrevistas que concedíamos aos órgãos radiofônicos ou televisionados.
A cada mudança da plumagem guardavámos suas belas penas que eram transformadas em brincos que correram o mundo.
Em suas cores predominavam o verde e amarelo, mas tinha também plumagem azul e  vermelho.
Kiko
Chica tinha um amiguinho para compartilhar suas “bagunças” era uma Calopsita chamado Kiko que também arrastava umas palavras e assoviava muito. Sua gaiola permanecia sempre aberta. Durante o dia dava uma voltas pela gaiola e uma vez por dia vinha me visitar ao lado de nosso computador, sempre andando pelo chão.
CHICA foi embora após estar conosco 18 anos 09 meses e 20 dias ... Saudades! E vejam reencontrou seu irmão Louro e estão se dando muito bem.
Arquivo e texto de Adalberto Day

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

- Incêndio na antiga Prefeitura de Blumenau


HÁ QUASE 60 ANOS FOGO DESTRUÍA PARCIALMENTE A PREFEITURA DE BLUMENAU



Por Carlos Braga Mueller
Jornalista e escritor


No dia 8 de novembro  de 2018 o calendário vai assinalar os 60 anos do incêndio que destruiu parcialmente o prédio onde funcionava a Prefeitura de Blumenau.
Este blog  já postou, em 1º de abril de 2008, um histórico desta tragédia, que na época abalou profundamente a comunidade blumenauense.

Naqueles tempos, eu muito jovem, atuava na PRC-4 Rádio Clube de Blumenau, onde exercia as funções de locutor comercial, que além de ler as propagandas anunciava os programas musicais e ajudava na apresentação dos noticiários.
A PRC-4 tinha seus estúdios no segundo andar do prédio situado na esquina da Rua 15 de Novembro com a Rua Nereu Ramos. Uma sacada permitia que dali se visualizasse a Rua 15 até a Praça Hercílio Luz, onde se situava a Prefeitura.
E entre um intervalo e outro, enquanto rodava um disco, naquela fatídica noite de 8 de novembro de 1958, pouco depois da nove e meia, eu estava na sacada quando vislumbrei um fogaréu pelos lados da Prefeitura.
Pensava-se que o fogo fosse na Casa Koffke, ou na Comercial Schrader, mas logo se constatou: era a Prefeitura que pegava fogo.

DEPOIMENTO DO REPÓRTER REINALDO FERREIRA
Em novembro de 1982,o Jornal de Santa Catarina publicou uma matéria sobre o sinistro, dando destaque ao depoimento de Reinaldo Ferreira, que era chefe do Departamento de Rádio Jornalismo da Rádio Clube de Blumenau na data do incêndio.
Reinado disse o seguinte:
“Juntamente com meu então colega Carlos Braga Mueller, estava, pelas 21,40 horas na sacada do último pavimento do Edifício “A Capital”, na esquina das ruas XV de Novembro e Nereu Ramos, onde funcionavam os estúdios da Rádio Clube de Blumenau, quando este chamou minha atenção para o que parecia ser uma língua de fogo que saía do último andar do prédio da Prefeitura Municipal.
Era o começo do sinistro, que teve em nós dois as duas primeiras testemunhas. De imediato transmiti a notícia em edição extraordinária, pelo “Repórter Catarinense”, e vendo que o fogo aumentava, mandei puxar uma linha direta para a Praça Hercílio Luz, e como espectador privilegiado passei a irradiar todos os lances do trágico acontecimento. Ao mesmo tempo, mandei colocar em cadeia as demais estações das Emissoras Coligadas, e pude fazer uma das mais espetaculares coberturas da minha longa carreira de repórter. Aí está o Carlos Braga Mueller, hoje vereador e candidato a vice-prefeito, que foi quem primeiro teve a atenção chamada para o começo do incêndio. Somos ambos testemunhas oculares da história”, completou Reinaldo Ferreira (Jornal de Santa Catarina, edição de 13/11/1982). 
Antes do incêndio
Dia 08 de novembro 1958
.... um dia após. 
 Acervo Oscar Handke

Durante muitos anos, ajudei Ferreira a apresentar o Repórter Catarinense, um noticiário que detinha enorme audiência e credibilidade.

Na mesma reportagem de 1982, o Jornal de Santa Catarina divulgou interessantes dados sobre os prejuízos causados pelo incêndio, pesquisando notícias da época, que haviam sido publicadas pelos jornais “A Nação”, órgão dos Diários Associados, e “Lume” do jornalista Honorato Tomelin,  que eram editados em Blumenau na década de cinqüenta do século passado e, também, o Relatório do Prefeito de Blumenau, Frederico Guilherme Busch Júnior, referente ao exercício de 1958.
Brigada do Corpo de Bombeiros da EI Garcia que participou no combate as chamas.
A reportagem destacava que o fogo havia sido iniciado no Arquivo Público da Prefeitura, na parte superior, de fácil combustão. Em poucos segundos toda a documentação histórica e administrativa do município era devorada pelo fogo.
Na ocasião, constatou-se o que havia sido salvo: documentos dos 1º e 2º Registros de Imóveis, sob responsabilidade de Roberto Baier e Benjamin Margarida, respectivamente; do 2º Tabelionato de Notas, Cartório da Justiça Trabalhista, sob a responsabilidade de João Gomes da Nóbrega; Cartório do 2º Ofício de Órgãos, Depositário Público e Contador do Juízo, de responsabilidade de Edgar Schneider; Serviço de Armas e Munições, e Serviço de Identificação, este último danificado pela água.
Por outro lado, entre as repartições destruídas e danificadas, encontravam-se o Cartório do Cível e Comércio, parcialmente atingido; Cartório do Registro Cível e de Títulos e Documentos, sob responsabilidade do serventuário Getúlio Braga, que ficou destruído parcialmente, sendo salvos alguns processos; a Inspetoria de Veículos, com danos parciais, a Inspetoria de Terras, grandemente danificada; a Inspetoria Escolar Municipal; parcialmente destruída; a Biblioteca “Dr. Amadeu da Luz”, pertencente ao Fórum, totalmente destruída, e o Cartório Eleitoral, parcialmente destruído, salvando-se o fichário dos eleitores.

Para a história de Blumenau foi um baque terrível: foram destruídos documentos do Arquivo Histórico de valor inestimável.

Curto-circuíto; acidente com cigarro ou fogareiro ? Ou incêndio criminoso ? Para o Dr. Marcílio João da Silva Medeiros, Juiz de Direito da 1ª. Vara da Comarca, não havia
qualquer motivo ou razões que levassem a supor tratar-se de uma ação criminosa.
No seu Relatório de 1958 o então Prefeito Frederico Guilherme Busch Júnior orçou os prejuízos em Cr$ 843.969,60, o que foi coberto quase integralmente pelo seguro.
Reforma da prefeitura atual Fundação Cultural entregue a comunidade em 08 de novembro de 2001.

E então, restou a dúvida: o que fazer ? Reconstruir o que fora destruído pelo fogo ou construir um prédio novo e moderno ?
Durante 43 anos nada foi resolvido. A Prefeitura aninhou-se na parte salva, metade do prédio, seu lado esquerdo. O Fórum e os Cartórios foram transferidos para um prédio antigo,  situado na Alameda Rio Branco, em frente ao Grêmio Esportivo Olímpico.
Somente em 2001 a parte atingida pelo fogo foi reconstruída nos moldes da arquitetura original, passando a abrigar a Fundação Cultural, porque desde 1982 a Prefeitura e a Câmara Municipal de Vereadores já haviam se instalado na Prefeitura nova, na Praça Victor Konder.
Já o que restou do Arquivo Histórico, muito pouco, vem sendo complementado ao correr dos anos por buscas incessantes dos responsáveis pela repartição, juntando pedaços e reconstituindo a história até onde tem sido possível fazê-lo.
Para saber mais acesse:

Arquivo: Carlos Braga Mueller, Acervo Oscar Handke enviado por Marlene Huskes, Dalva e Adalberto Day
Colaboração Carlos Braga Mueller/Jornalista e escritor  

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

- Cheiro de Goiaba


Mais uma participação da escritora, historiadora Urda Alice Klueger, Comentando o seu primeiro dia de aula, na Rua da Glória antiga Escola São José, e que serviu de aprendizado para seu sucesso ainda neste primeiro ano. 

CHEIRO DE GOIABA


No finalzinho de 1959, meu pai nos trouxe de volta para Blumenau, depois de termos morado por quase quatro anos em Balneário Camboriú. Com as confusões que uma mudança acarreta, meus pais perderam a data de matrícula na escola onde eu deveria estudar, e  só houve um jeito de eu não perder o ano: fui matriculada junto com o Primeiro Ano Repetente, na Escola São José, (atual EEB Governador Celso Ramos)  das queridas Irmãs da Providência de Gap, no bairro Garcia, em Blumenau. 
Eu estava assustadíssima naquele dia primeiro de março de 1960, quando me encaminhei para a escola, acompanhada da minha prima Ruth. Usava uniforme novo em folha, e minha mãe havia costurado para mim uma linda pasta de pano vermelho. Naqueles idos, ia-se descalço para a escola. Havia bem uns quatro quilômetros para andarmos, e o fizemos passando por dentro de todas as poças de lama, até que, numa das  tentativas, eu dei a maior escorregada e quase que me espatifo dentro de poça colossal. Tremi nas bases: o que aconteceria se tivesse caído na lama, e chegasse toda suja na escola? Fiquei ainda mais assustada, e me grudei na Ruth, já veterana do segundo ano.
Tudo era novidade, na escola. Minha primeira professora, a querida Dona Maria Pisa, não sabia que havia uma aluna novata na sua turma problemática. Quando digo que a turma era problemática é porque era mesmo – tinha moças e moços na sala, que repetiam o primeiro ano pela sétima, oitava vez. Alguns deles abandonaram a escola pelo meio do ano, pois haviam completado 14 anos e tinha  chegado a sua hora de irem para a fábrica, destino de quase todos no nosso bairro operário.
Achando que todos os alunos eram repetentes e sabiam das coisas, Dona Maria Pisa não deu as informações que se dão aos novatos e, quando bateu o sino para o recreio e a turma se jogou porta afora, eu achei que era para ir para casa. Rapidamente, recolhi meus cadernos na pasta vermelha, e desci as escadas junto com todo o mundo.
Como riram de mim! Formou-se um círculo à minha volta, a gozar da minha cara pela gafe, naquela crueldade ingênua que é tão peculiar às crianças. Minha prima Ruth me acudiu, e  então alguém reparou na minha pasta vermelha – ninguém tinha uma pasta assim,  todos tinham pastas de couro marrom, e a gozação recomeçou.
Foi um começo bem traumático, mas logo passou. Em poucos dias eu estava escrevendo direitinho,  desenhando direitinho, fazendo as lições direitinho. Por estar junto com os repetentes, não tive cartilha – recebi, logo, um primeiro livro de leitura, que li de cabo a rabo no primeiro dia, ao contrário dos outros colegas, que não terminaram de lê-lo até o final  do ano. Creio que, até o fim de março, já estava mais que ambientada na escola, e tenho a maior saudade daquele tempo de março, quando a sala de aula recendia à goiaba.
Todos levávamos lanches, grandes sanduíches de linguiça ou de banana frita, envoltos em guardanapos de pano, pois o papel era raro e o plástico ainda não surgira nas nossas vidas. Havia quem levasse garrafinhas de café, e bananas, e  batatas assadas, e ovos cozidos, mas o ingrediente mais fiel nas nossas merendas, no começo do ano letivo, eram as goiabas, as grandes goiabas verdolengas que todos podiam apanhar nos fundos das próprias casas. Quarenta alunos carregando goiabas nas pastas impregnava o ar da sala de aulas de um enjoativo e maravilhoso cheiro de goiaba. Eu associei para sempre aquele cheiro delicioso aos marços na escola. Por estes dias, ganhei uma linda goiaba verdolenga, e cheirei-a, enlevada: ela me trazia, à primeira cheirada, todos os outros cheiros, o de cadernos novos, o de lápis recém-apontados, o da tinta com a qual o livro de leitura fora impresso, os cheiros de um passado feliz. Tantos anos depois, o aroma de uma goiaba é capaz de me botar de volta numa sala de aula do passado, e de me fazer lembrar da minha pasta vermelha e dos vexames do primeiro dia de aula.
Para quem está curioso com o final da minha aventura, eu conto: passei a perna em todos os repetentes; fui a primeira aluna da sala. Tive a maior das surpresas quando, no final do ano, a Irmã Diretora me mandou em casa, buscar sapatos, para fazer parte da foto que iria ser tirada com os melhores alunos do colégio. Guardo tal foto com o maior carinho – eu acho que ela tem um pouco de cheiro de goiaba.
Blumenau, 22 de fevereiro de 1997.
Urda Alice Klueger
Escritora, historiadora e doutora em Geografia.
Acesse e escolha entre tantas histórias que Urda escreveu:

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

- Clube Náutico Marcílio Dias

Bandeiras de 1920 e 1952 do Amazonas
Amazonas x Marcílio Dias
Antes vamos tentar explicar o porquê desta postagem faço um breve relato sobre o Amazonas Esporte Clube.
O clube Alve – Celeste - ou anilado como era conhecido o Amazonas, fundado por empregados da Empresa Industrial Garcia oficialmente em 19 de setembro de 1919 ,mas já praticavam o futebol desde 1910 com o nome de jogadores do Garcia, era o time proletário do bairro Garcia, teve como primeiro estádio por alguns meses, onde hoje é o batalhão do exercito (23 BI). Depois se transferiu para as proximidades da Rua Ipiranga (conhecida como Rua Mirador), por quase cinco anos, posteriormente por alguns meses, na rua Progresso próximo a Artex, onde existia um bar conhecido como Bar do Iko, e, finalmente, em 1926, mudou-se para o definitivo local, próximo a Empresa Garcia, até ser aterrado impiedosamente pela Artex, em 1974. 

O nome da praça de esportes Amazonense se chamava estádio da Empresa Industrial Garcia, o mais belo de Santa Catarina até então.
Lembro-me com muita tristeza a enxurrada de 31 de outubro de 1961, que destruiu totalmente toda praça esportiva, inclusive o salão, e ali foram encontradas três vitimas fatais presas ao alambrado. O reduto Amazonense ficou em ruínas, tal a violência da água que transbordou do curso normal do ribeirão Garcia, para causar destruição geral e deixar um rastro de calamidade. O gramado praticamente sumiu tal o acumulo de areia, pedras, lama, árvores, móveis, balcão frigorífico, material esportivo, troféus, tudo ficou inutilizado.
Nessa tragédia, tivemos o caso do Soldado Moacir Pinheiro (morador da rua Almirante Saldanha da Gama, bairro Glória)  que acabou caindo próximo a  passarela (pinguela) após tentar atravessa-la, devido a forte correnteza, da hoje rua Hermanan Huscher (Valparaiso) cujo nível da rua era inferior ao da pinguela. Era água pelo joelho, mas ele caiu e foi arrastado para uma cerca de arame próxima onde ficou preso junto ao entulho e veio a óbito na atual rua que empresta seu nome, ( Rua Soldado Moacir Pinheiro) no bairro Garcia em sua homenagem.. 
Outro fato foi uma tentativa feita por um morador da rua Emilio Tallmann, de salvar três crianças que vinham pelo ribeirão abaixo nos destroços da casa em que moravam. Este senhor foi HELMUTH LEYENDECKER que se atirou nas águas barrentas e com muita correnteza. Seu ato de heroísmo não foi suficiente pra salvar as três crianças, pois a ponte com estrutura muita baixa não permitiu, elas foram encontradas mortas no estádio do Amazonas Esporte Clube.
Neste período de recuperação do estádio, que se tornou mais bonito, sediando até competições dos primeiros jogos abertos em Blumenau em 1962, o Amazonas treinava num estádio construído provisoriamente próximo de onde hoje é a praça Getúlio Vargas Nos jogos oficiais, o mando de campo era no estádio do Palmeiras E.C,
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 E aqui entro com relatos sobre o Clube Náutico Marcílio Dias. 
Minutos antes da partida da reinauguração. 
Equipe do C.N. Marcílio Dias.
Em pé: Joel Reis, Sombra, Antoninho, Ivo Mayer, Zé Carlos e Joel Santana;
Agachados: Renê, Dico, Idésio, Aquiles e Ratinho. Um timaço com jogadores que atuaram por várias equipes do Brasil.
Os Gols do Amazonas foram marcados por Mozito e Nicassio. O Jogador Dico que está nesta formação, em 1964 vem jogar no Amazonas para substituir Meyer que havia se transferido para o Grêmio F. Portalegrense em final de 1963. Vale salientar que esta mesma equipe do Marinheiro foi campeã estadual de 1963.

O Estádio foi reinaugurado em 23 de setembro de 1962, com a realização de um jogo amistoso entre o Amazonas e  Marcílio Dias, com a praça esportiva completamente tomada pelos torcedores (quase cinco mil), mas o placar foi desastroso para o Azulão que após fazer um bom primeiro tempo, perde por 6x2 na fase derradeira. Mas nada que ofuscasse o brilho do evento. Os torcedores estavam felizes. 

lance do jogo ....

    Curiosidades
Da vida futebolística Amazonense, alguns momentos a registrar; em 23 de julho de 1939, o torneio que o Brasil (Palmeiras-Bec) realizou para comemorar o 20º aniversário de fundação, o Amazonas teve o prazer de ganhar o 50º troféu de sua existência até aquele momento, vencendo o torneio.
Já nos últimos dias de Amazonas, quando da fusão com a Associação Artex, em um jogo decisivo do campeonato do Sesi, o Amazonas/Associaçao Artex venceu o Moveis Cimo de Rio Negrinho e se tornou campeão Sesiano. Neste jogo tudo previamente combinado, Wilson Siegel atleta, e Adalberto Day, levam a bola do jogo como recordação. Após o término do jogo, o juiz põe a bola em baixo de seu braço, e Siegel vai por trás, e com um leve toque consegue tomar posse da bola e jogá-la por cima do alambrado para mim que a levo direto ao ônibus.
 O principio do fim
Foi a 26 de maio de 1974, um domingo bonito com sol, mas sombrio pela circunstância, que o Amazonas se despediu para sempre do seu magnífico estádio, uma baixada que foi impiedosamente aterrada, pela Artex, em trabalhos de terraplanagem executado por duas possantes maquinas da Construtora Triângulo, o Amazonas vence o Tupi de Gaspar por 3x1, com 2 gols de Bigu e um de Tarcisio Torres, pelo campeonato Taça Governador Colombo Machado Salles. Os últimos jogadores a pisar o gramado do majestoso estádio da Empresa Industrial Garcia, foram: Cavaco, Nena,  Girão, Eloi, Gaspar, e Adir,  Werninha (depois Poroca) Nelsinho,Nilson (Bigo), Tarcisio e Ademir. 
O fim melancólico
A incorporação da Empresa Garcia a Artex em 15 de fevereiro de 1974 marcou o começo do fim de uma era brilhante no esporte blumenauense.
Os dirigentes da Artex acabaram com o clube, mas ergueram um novo e moderno estádio, no antigo campo do América, que anteriormente era conhecido como pasto do Sr. Bernardo Rulenski, seu antigo proprietário. Por volta de 1970, a Artex comprou este local e fundou em 1971 a Associação Artex. O fim foi inevitável, mas trouxe muita revolta por parte de dirigentes, jogadores e torcedores, que ao saber do enceramento das atividades, alguns saquearam a sede e levaram tudo que pudessem, para ter alguma coisa como recordação, sem interferência da direção para o ocorrido, tanto é verdade que nada existe na Associação Artex, que mostre a existência da agremiação sou sabedor deste episódio, pois trabalhava na área de Recursos Humanos, onde possuía acesso a estas informações.
Acervo de Carlos Irapuã Meyer e Adalberto Day Colaboração Luiz Bianchi (Ziza)

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