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domingo, 30 de maio de 2010

- Ônibus em Blumenau e Gaspar

A primeira linha para o Garcia
A circulação do primeiro ônibus no então Bairro Garcia foi um acontecimento especial para os moradores. O ponto de partida da linha, nos anos 40, era no antigo Colégio Luiz Delfino, no Centro, onde se encontrava a estação ferroviária. O ponto final era na Empresa Industrial Garcia. (Fonte: Viagens pela Cidade - O transporte coletivo de Blumenau/Méri Frotscher e Léa Maria Vedana.
Ônibus o "Gostosão"  em frente Rua Antônio Zendron

Ônibus Monobloco E.N.S.Glória
Linha Gaspar Blumenau, por volta de 1948/1951 Foto enviada por Ernesto Deschamps - Gasparense que foi executivo da CDL de Blumenau Os ônibus pertenciam a sua família.
A Jardineira da Auto Viação Catarinense

Para ver História sobre Ônibus em Blumenau, acesse :
http://adalbertoday.blogspot.com/2008/05/frederico-guilherme-busch.html
http://adalbertoday.blogspot.com/2008/02/empresa-nossa-senhora-da-glria.html
http://adalbertoday.blogspot.com/2008/04/auto-viao-catarinense-80-anos-de.html

Arquivo de Adalberto Day/colaboração especial de Ernesto Deschamps e José Geraldo Reis Pfau.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

- A descoberta de novas terras

O Brasil era uma imensa floresta virgem até 1526, quando a esquadra portuguesa liderada por Cristovão Jaques aportou em Porto Seguro.
A feitoria instalada na ocasião foi o primeiro núcleo colonizador no país.Nos próximos anos, algumas povoações foram instaladas pelo litoral brasileiro, mas criar um núcleo brasileiro ainda não era interesse da coroa.
Em 1532 Martim Afonso de Souza trouxe a cana-de-açúcar da Ilha da Madeira e introduziu a pecuária, favorecendo a criação da agricultura e pecuária no país.
A partir daí, a Metrópole começou a se interessar em explorar e povoar o grande país.Após abandonar o sistema de Capitanias Hereditárias considerado insatisfatório por Portugal o Brasil recebeu seu primeiro governo-geral, sob as ordens de Tomé de Souza.
Um impulso considerável surgia agora para a colonização. Em 1812 colônias de estrangeiros começam a se instalar no país, e em 1818, a Colônia Leopoldina é instalada na província da Bahia.
O império brasileiro se torna independente em 1822, quando começam a ser planejadas,as políticas de colonização da Região Sul do país.Havia o medo da invasão da fronteira Sul, cobiçada pelos espanhóis. A região era virtualmente inexplorada, e se bem povoada e utilizada pelo imigrante empreendedor, poderia alavancar a economia interna e externa do país, bem como garantir as fronteiras. Também havia a necessidade de trabalhadores voluntários e ativos, já que o trafico e a própria mão-de-obra escrava diminuía.
Assim, seis anos depois, desembarcam os primeiros imigrantes alemães a Santa Catarina, para criar a Colônia de São Pedro de Alcântara.
O empobrecimento da população rural alemã foi fator predominante pra o processo de colonização. Preços e produtos alimentícios aumentaram brutalmente, e,de forma arbitrária. Pra pagar dívidas, muitos vendiam as terras indo trabalhar como serviçais mal pagos, ou nas surgente indústria. Entre 1840 e 1900 partiram ao menos 6 milhões de alemães para outros continentes. O próprio governo alemão estimulava a corrente migratória, já que sabia ser impossível continuar sustentando a população em vertiginoso crescimento.
Farmacêutico
Dr. Blumenau
Entra em cena um obstinado farmacêutico, Hermann Bruno Otto Blumenau. De acordo com a biografia escrita por Sabine Kiefer, que abre a edição de um Alemão nos Trópicos – Dr. Blumenau e a Política Colonizadora do Sul do Brasil,os conflitos com o pai criaram no jovem farmacêutico a necessidade de provar uma capacidade para o empreendimento, de vencer na vida.
O jovem começou a se interessar pelo assunto emigração e colonização quando ainda estava matriculada na Universidade de Erlangen, Alemanha. Na mesma época em Hamburgo, se criava a Sociedade de Proteção aos imigrantes alemães.
O contato entre Blumenau e a sociedade resultou na viagem do farmacêutico ao Brasil,que ocorreu em abril de 1846.Conheceu a situação das pioneiras colônias alemães ao longo do Rio dos Sinos, no Rio Grande do Sul, e depois permaneceu oito meses no Rio de Janeiro. Já dominando a língua portuguesa, visitou em 1847 a Colônia de São Pedro de Alcântara.
De lá, peregrinou a cavalo (e até mesmo a pé em alguns trechos) até a embocadura do Rio Itajaí. Em estado debilitado pela doença, Blumenau precisou porém regressarà sede do império.
Mas já havia encontrado o que buscava nas terras do Sul do país. Associou-se a outro alemão, Ferdinand Hackradt, e junto dele subiu o rio em busca da área ideal para a construção de ranchos à margem do Itajaí-açu.
A área escolhida foi o trecho entre os ribeirões da Velha e Garcia.
Mesmo com a dissolução da sociedade de Proteção aos imigrantes Alemães, , Blumenau não desanimou.
Voltou à Alemanha, vendeu alguns bens, e obteve alguns empréstimos, e tratou de iniciar o trabalho de persuasão, a fim de trazer o maior número possível de emigrantes para sua colônia.
E fundou essa bela cidade de Blumenau.
Para saber mais acesse:
http://adalbertoday.blogspot.com/2008/05/dr-hermann-bruno-otto-blumenau.html
http://adalbertoday.blogspot.com/2008/09/blumenau-158-anos-de-fundao.html
http://adalbertoday.blogspot.com/2007/08/blumenau-e-sua-histria.html
Jornal de Santa Catarina Sábado, 2/setembro/2000 – 150 anos Blumenau;volume 2 – O Passado.
Arquivo Adalberto Day

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