"A Educação é a base de tudo, e a Cultura é a base da Educação"

Seja Bem-Vindo e faça uma boa pesquisa!

domingo, 13 de abril de 2008

- Auto Viação Catarinense e sua histórias




- A Empresa de ônibus Auto Viação Catarinense Ltda, a mais antiga empresa de transporte de passageiros no Brasil – A mais antiga no ramo do Brasil, e fundada em Blumenau, onde sua sede permaneceu até 2001, vindo a transferir-se para Florianópolis.
História
De todos os registros legais relativos a companhias de transporte rodoviário de passageiros no Brasil, o mais antigo, feito em 1928, se refere à “Empreza Auto Aviação Hahn, Hass & Darius”, embrião da atual Auto Viação Catarinense. Portanto, a tradicional companhia de Santa Catarina é a mais antiga do Brasil.

Desde o momento em que criaram sua empresa de ônibus, Theodor Darius, imigrante alemão, João Hahn, imiigrante Húngaro, e Adolfo Hass brasileiro, estabeleceram, embora não formalmente, uma regra fundamental de comportamento para sua atuação. Eles diziam: “O importante são as pessoas”. Contudo, mesmo com muito esforço, não dá para imaginar como se processavam, naquela época, os primeiros serviços oferecidos pela Hahn, Hass & Darius. O que dá para saber, e ficou documentado, é que sua primeira linha foi entre as cidades catarinenses de Blumenau e Florianópolis, passando por Itajaí e Tijucas. A primeira jardineira – um auto-ônibus Rugby 6 cilindros – foi preservada. Depois de cuidadoso trabalho de restauração, faz parte, hoje, do acervo histórico da Catarinense.

No principio, eram feitas apenas duas viagens por semana, porque os 160 quilômetros de estradas entre as duas cidades eram todos de terra e quase intransitáveis. Ficavam ainda piores quando chovia. Partia-se de Blumenau às quartas e sextas feiras, sempre às 8 horas da manhã, mas não havia horário certo para a chegada à capital do Estado. De Florianópolis, as viagens eram iniciadas as quartas e sábados, às 9 horas.
- O inicio das atividades da empresa revolucionou o transporte na região. Até então, a ligação mais rápida e confortável entre Blumenau e Florianópolis era feita por automóvel de aluguel. Pagavam-se 200 mil reis, o que quer dizer que só as pessoas abastadas podiam fazer a viagem. Já a tarifa cobrada desde o inicio pela nova empresa era de 30 mil reis, e os donos do serviço ainda deixavam alguma margem para negociação.
Diante do visível sucesso do negocio, aconteceram duas coisas. Primeiro, a agencia bancaria local logo ofereceu credito para que os sócios comprassem o segundo ônibus. Foi iniciada então uma nova linha, entre Blumenau e Porto Alegre, com percurso mais previsível: não havia poeira, mas muita umidade, e a viagem só podiam ser feitas com a maré baixa, já que a pista era a areia das praias. E, segundo, apareceram concorrentes. Na época, não havia nenhuma regulamentação ou sistema de concessão, de modo que a posse das linhas somente podia ser mantida à custa de muita garra e bons serviços.
“Começou então uma luta renhida. Mas como nos mantivemos corretos e pontuais nos nossos compromissos, vencemos após alguns anos”, escreveria o alemão Theodor Darius em 1933.
A foto é sensacional e mostra a pequena “Jardineira” que foi o ponto inicial desses 80 anos ao lado dos modernos ônibus.
CATARINENSE
- Não se sabe exatamente quando a sociedade assumiu a denominação de Auto Viação Catarinense, mas há um documento segundo o qual, no dia 18 de fevereiro de 1933, a Junta Comercial de Santa Catarina acolheu e registrou a transformação da empresa em sociedade por cotas de responsabilidade limitada. A essa altura, ela já completará cinco anos de atividades e contava, além dos três diretores, com 17 funcionários e frota de 11 ônibus. Era a única a percorrer todas as principais rodovias de Santa Catarina.
Em setembro de 1937, ela foi transformada em sociedade anônima, com capital nominal de 700 contos de réis.
- No inicio da Segunda Guerra Mundial, período em que o governo brasileiro fez violentas pressões para que imigrantes alemães, italianos e japoneses se desfizessem de seus negócios e propriedades, o controle acionário da empresa foi transferido para um grupo de empresários de Brusque, Santa Catarina, o qual esteve à frente dos negócios até 1963. Nesse ano, alguns empresários de Curitiba assumiram o comando da Catarinense, mas no fim da década de 1960 a maioria do capital voltou às mãos de outro grupo de Blumenau, liderado por Oswaldo Friedler e Lourival Friedler.

- Imagem da Festa da passagem dos 80 anos de fundação da Auto Viação Catarinense realizada na Alameda Casa Rosa . A esquerda: Debora Urias de Sousa Vieira e Eng° Fábio Antunes Vieira ,ao centro: Lenivaldo Rodrigues Leal e Irani Duarte Leal, a direita :Kátia Góes Cavalcanti de Vasconcelos e Dr. Antonio Fernando de Vasconcellos .
- Ao longo dos seus 80 anos de atividades, a Catarinense sempre se empenhou na construção de uma marca de qualidade, ancorada na prestação de serviços de alto nível, na idoneidade e, acima de tudo, no respeito ao usuário. Hoje, suas linhas se cruzam em todo o Estado de Santa Catarina e chegam ao Paraná, a São Paulo e ao Paraguai. Mensalmente, são transportados mais de 600 mil passageiros. Aqueles 17 empregados contados em 1933 deram lugar ao quadro atual, de mais de 1.200 funcionários.
Fotos arquivo: Revista Abrati 12/2007 nº 51 - Auto Viação Catarinense, Theodor Darius / Lenivaldo Rodrigues Leal/Dalva e Adalberto Day

9 comentários:

Rainer Seibel disse...

Muiiiito bom ... grande abraço professor.



Rainer Seibel

Auto Viação Catarinense Ltda

Depto. Compras

Edemar Annuseck disse...

Muito boa à matéria sobre a Auto Viação Catarinense. O Raul Darius filho de um dos fundadores é meu amigo. Trabalhamos juntos na Nereu e joguei como goleiro no time de futsal do Banmércio que ele dirigia. Ele na época estava louco para comprar a Catarinense que estava na mão dos Fiedler. A 1001 ainda é a dona da Catarinense ou voltou para os Fiedler. Aliás, tive um grande amigo na Catarinense o Dr. Marcos Buechler que foi vice-governador do Estado e que lamentavelmente faleceu. Viajei muitas vezes pela Catarinense de Blumenau e Curitiba e Curitiba a Blumenau. Na época sem asfalto a viagem era bem demorada mas para nós crianças era uma festa.



Edemar

Sayonara disse...

Professor, muito obrigada pela bela homenagem. Nos sentimos lisonjeados por termos nossa história contada pelo senhor. Abraços

Sayonara Dutra
Depto. de RH
Auto Viação Catarinense

Theodor Darius disse...

PARABÉNS Sr. Adalberto !

Muito legal a reportagem !

Estive participando do jantar comemorativo lá em Fpolis, o qual foi muito especial. Lhe conto os detalhes em nosso encontro na viagem SUPER PARANÁ dias 26-27/04.

Um forte abraço, Theodor.

FLAVIO disse...

Embora tenha lido tardiamente o excelente artigo, quero registrar a minha emoção por ter podido rever a história e, especialmente, ao meu tio João Hahn, que foi um sujeito simplesmente espetacular.
Parabéns.

Professora Marli de Oliveira Santos disse...

Olá. Sou professora e meu nome é Marli e estou escrevendo um livro sobre a história dos transportes e precisarei de fotos antigas e o que vc tiver sobre a catarinense. Isso contribuiria e muito para meu trabalho. Sou de Tubarão - SC. Favor entrar em contato comigo no email: marlicedup@hotmail.com.
Obrigada e fico no aguardo.

Anônimo disse...

Olá foi a 2ª vez que encontrei o teu espaço online e gostei imenso!Bom Projecto!
Cumps

Schlitinha disse...

Marli, seu email não confere, meu pai trabalhou na Catarinense e pode te ajudar em algumas coisas deste ramo.



schlitinha@hotmail.com

Janete disse...

Bela história. Encantada com a pequena "jardineira".

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...