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sábado, 7 de janeiro de 2023

- Roberto Dinamite em Blumenau

A imagem é de 04 dezembro/1983, mostra Adalberto Beto Day junto ao craque Roberto Dinamite, em plena Rua XV de Novembro em Blumenau, dia chuvoso. Quem levou Dinamite para ir ao encontro do público, foi o então prefeito  Dalto dos Reis.
Foto de Adalberto Day
Roberto dinamite o maior artilheiro da história do Clube de Regatas Vasco da Gama, jogou em Blumenau, no estádio do SESI.  no dia 08/dezembro/1983. O Placar foi Vasco 4x0 BEC, eu assisti junto com meu irmão João Carlos Day e meu amigo Cornélio de Souza.
A imagem de 1974, mostra Roberto Dinamite, Gérson (o canhotinha de ouro), e mais ao fundo Zanata
Roberto Dinamite: a explosão do Gol
Dinamite, o maior artilheiro do Vasco do campeonato carioca e do campeonato brasileiro
Carlos Roberto de Oliveira nasceu em 13 de abril de 1954, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. Faleceu em 08 de Janeiro de 2023 ás 10:50, de câncer nos intestinos. O velório foi no estádio Vasco da Gama, mais conhecido como São Januário, Milhares de torcedores de todos os Clubes compareceram. O sepultamento foi na cidade de Duque de Caxias RJ, dia 10 de janeiro 2023.
Antes de chegar ao Vasco da Gama, Roberto, com doze anos, era conhecido pelo apelido Calu e era o artilheiro do Esporte Clube São Bento. Mais tarde levado ao Vasco da Gama foi uma das revelações das divisões de base onde sua técnica foi aperfeiçoada ao longo do tempo.
Antes de ser Roberto Dinamite, ele era apenas o Calu de Duque de Caxias.
Sua estreia entre os profissionais não foi das melhores. Dinamite entrou no segundo tempo da derrota por 1 a 0 para o Bahia, dia 14 de novembro daquele ano. Classificado para a segunda fase do Brasileiro, apesar da derrota, o Vasco enfrentaria o Atlético-MG e Roberto seria titular. O surgimento do apelido veio no dia anterior à partida. Os jornalistas Eliomário Valente e Aparício Pires, deram a ideia e o Jornal dos Sports apostou e lançou na manchete: "Vasco escala garoto-dinamite".
A expectativa da torcida e da mídia era imensa, mas Roberto não foi bem e acabou substituído. No jogo seguinte, contra o Internacional, o Vasco já vencia por 1 a 0 quando Roberto entrou em campo para driblar quatro marcadores e fazer um lindo gol, o seu primeiro como profissional No dia seguinte, o Jornal dos Sports estampava na manchete: Garoto Dinamite explodiu! Assim, surgia o maior ídolo da história do clube.
Em 1980 foi negociado com o Barcelona da Espanha. Mas ficou pouco tempo, cerca de três meses, retornando ao clube que o consagrou. A volta foi marcada pela histórica partida frente ao Corinthians Paulista, no Maracanã, em jogo válido pelo campeonato brasileiro de 1980. Neste dia, 24 de maio, Roberto fez os cinco gols da partida na vitória vascaína por 5 a 2, diante de um público superior a 107 mil espectadores.
Zico - Bebeto - Roberto
Despedida de Roberto Dinamite - Data: Quarta-feira, 24 de março de 1993.
Estádio: Maracanã, Vasco 0x2 Deportivo La Coruña
Os dois amigos: Roberto Dinamite e Zico
Marcou 754 gols em 20 anos. Foi também duas vezes artilheiro do Campeonato Brasileiro com 190 gols o que lhe dá o direito de ostentar o título de maior goleador da história dessa competição – Maior artilheiro da história do Campeonato Estadual do RJ (279 gols) – Maior artilheiro da história de São Januário (184 gols)
Roberto é o maior artilheiro da história do Vasco, com 708 gols, e o que mais vestiu a camisa do clube, 1022: O último gol marcado pelo Vasco foi em 26 de outubro de 1992 - Vasco 1 x 0 Goytacaz, em São Januário, pelo campeonato carioca. Fez 26 gola com a camisa da seleção brasileira.
Dinamite após um cruzamento de Zanata dá um lençol em Osmar do Botafogo,
Sem a bola ir ao gramado faz um dos gols mais lindo da história do Maracanã.
Após ser protagonista da conquista do quinto título invicto de campeão carioca pelo Vasco em 1992, anunciou o encerramento da sua longa e notável carreira. Um jogo de despedida foi programado para a noite de 24 de março de 1993, uma quarta-feira. O adversário convidado foi o clube espanhol Deportivo La Coruña, para onde recentemente havia se transferido o ex-ídolo vascaíno Bebeto. Foi uma partida especial, pois Zico, eterno ídolo da torcida do Flamengo, vestiu a camisa do Vasco. Diante de um público de 28.926 pessoas, Roberto Dinamite se despedia como jogador..
Na política foi eleito Vereador da cidade do Rio de Janeiro em 1992, Deputado Estadual em 1994, e reeleito em 1998, 2002 e 2006.
Estátua de ROBERTO Dinamite 28 04 22
Em 27 de junho de 2008, Roberto Dinamite é eleito presidente do Vasco. Como oposicionista venceu a eleição com 140 votos contra 103 do candidato da situação, Amadeu Pinta da Rocha, apoiado pelo presidente interino Eurico Miranda. O pleito começou por volta das 21h20 da sexta-feira e terminou depois das 2h da madrugada do sábado, na sede náutica do clube, na Lagoa Rodrigo de Freitas, na zona sul do Rio de Janeiro.
Arquivo de Adalberto Day

quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

- Alda Niemeyer

Sra. Alda Niemeyer 
Hoje vamos conhecer um pouco da biografia de uma ilustre personalidade, mulher forte e doce, que muitas vezes apesar dos desafios materiais, sua palavra é superação. Falamos da Sra. Alda Schlemm Niemeyer. 
Por Angelina Wittmann.
A Sra. Alda nasceu em Joinville, em 18 de maio de 1920, depois foi residir em Curitiba, com sua família, onde passou sua infância e juventude. 
Sua mãe chamava-se Wanda (Família Müller - Curitiba - PR) e seu pai - primeiro casamento da Sra. Wanda - chamava-se Sr. Frederico Alexandre Schlemm - família de Joinville - SC.
Sra. Alda tinha como pai, o segundo esposo da Sra. Wanda - Sr. Max Alfred Bayer, pois o conhecia desde tenra idade.
A Sra. Wanda Müller casou-se em junho de 1918 com o Sr. Frederico A. Schlemm e a família residiam na cidade de Joinville. Sr. Schlemm faleceu logo após o nascimento da irmãzinha da Sra. Alda -Marthali.
Após o falecimento do marido, Sra. Wanda mudou-se com suas filhas, para a casa paterna, situada na capital do Paraná. De acordo com registros de família, a casa dos Müller, em Curitiba era grande, com um grande jardim com muitas árvores, canteiros de flores, quadra de tênis, garagem, viveiro de pássaros, galinheiro, etc. Dona Alda se lembra do jardim, onde floriam rosas e dálias.
As meninas, de acordo com relato de Dona Alda, viviam no paraíso, na casa de seus avós Müller.  A propriedade da família estava localizada onde hoje está o Shopping Müller - Curitiba. Dona Alda disse-nos, em nosso último encontro, que a casa dos avós ainda existe. Dona Alda continuou contando que ela e sua irmã - Marthali recebiam, com muita frequência, vestidos e sapatos novos.
Só não apreciavam muito, pois eram sempre idênticos. Seus vestidos e de sua irmã eram confeccionados por sua mãe - Sra. Wanda e por sua Vó  Muschel.
Dona Alda, sua irmã Marthali e sua mãe - Sra. Wanda
Foto acervo da Sr.a Alda.
"Eu vivia confiante no meu ambiente e acreditava em tudo. infelizmente sou assim até hoje. Minha crença infantil daquela época não conhecia limites. assim pude ser encontrada, certo dia, sentada numa cadeirinha no quintal. Não arredava os olhos da porta da cozinha. Alguém havia dito que aquele dia era o da Ascensão de Maria. E eu não poderia perder o voo de nossa cozinheira Maria em direção ao céu." Conta a Sra. Alda.
Em 1925, a Sra. Wanda casa-se pela segunda vez com o Sr. Bayer. Dona Alda tinha 5 anos de idade. Sr. Bayer era funcionário do Banco alemão Transatlântico, que tinha uma agência em Curitiba, mais tarde foi incorporado a Caixa Econômica Federal - durante a II Guerra Mundial, onde se aposentou.
Sra. Alda em 1939 quando embarcou para a Alemanha
Foto acervo da Sra. Alda 
Com o auxílio do Consulado Alemão, muitos jovens  viajaram, em 1939, para a Alemanha. Dona Alda e sua irmã Marthali conseguiram se engajar neste intercâmbio. Sua mãe Wanda viajou algumas semanas mais tarde.
O navio da Sra. Wanda, foi o último que atracou no porto de Hamburgo, antes da II Guerra Mundial. As três passagens, já pagas pelo Sr. Beyer, de nada adiantaram, para que as três pudessem retornar para o Brasil - Dona Alda, sua irmã Marthali e sua mãe Sra. Wanda ficaram impedidas de retornar ao Brasil, em função da guerra, que iniciou neste mesmo ano de 1939. Permaneceram, forçosamente, na Alemanha por nove anos.
Durante a II Guerra Mundial, trabalharam na Alemanha, muitas vezes pelo alimento. Dona Alda trabalhou como enfermeira com um cirurgião-dentista e na Cruz Vermelha - trabalho voluntário feminino, com idade entre 20 e 30 anos.

"As aventura de mamãe Wanda, Alda e Marthali durante a II Guerra Mundial encheriam um livro a parte e os leitores tanto poderiam rir, como chorar. Mas, este é um texto que eu não quero escrever. Há lembranças que até hoje me assolam e enquanto não as superei...Marthali"
Dona Alda escreveu na forma de versos, sobre sua mãe - Sra. Wanda - contando um pouco dos tempos na Alemanha, durante o período de guerra
Alguns versos:
Papai sozinho em casa ficou,
reclamando da solidão, pois
suas estrelas - lá se foram!

Dortmund foi o primeiro destino,
onde muito aconteceu.
Neve e gelo - e geada dói!

Alda corre, sempre afobada,
No consultório pra lá e cá...
Cheira forte a antissépticos!

Wanda para alimentar a família,
das quatro as sete da matina,
esperando em filas -  paciente!

Wanda perambula pelas florestas,
e logo acha o que procura.
Encontra cogumelos - colhe amoras!

Bela Dortmund, polvilhada de negro,
frequentemente importunada pelos ingleses.
As bombas retumbam - sempre durante a noite!

Era intenção deste textinho
retratar alegrias deste nosso globo.
Mas ao lado de momentos felizes,
muita tristeza pôde ser observada.

Wanda presenciou esta realidade,
viu bombas, viu a terra  estremecer.
Mas Ulrich recebe o máximo de cuidados
Enquanto a Alemanha está sendo ocupada.

Dresden então foi destruída,
mas só depois de longos dias,
Veio a notícia: - Estamos vivos!
Iremos nos juntar a vocês em breve!

Para o desespero e pavor das moças e mulheres
eis que surgem os russos no lugarejo.
Sob muito medo o tempo passa,
e após semanas a feliz notícia:
- o remanejamento dos estrangeiros.
Aprendemos  odiar os campos de refugiados
ruínas de fábricas, depósitos abandonados.
Nos sentíamos como dentro de ratoeiras,
sempre mordidos por percevejos, 
que coabitavam como fazendo parte
daquela massa de gente estranha.

Vagões de gado nos levaram por final,
ao que parecia uma Babel, até Bamberg,
onde americanos nos recepcionaram,
ao ocuparmos um caminhão carvoeiro,
e até carrinho de nenê foi carregado!
Desta maneira alcançamos
o quartel general da UNRRA.
Deste campo de refugiados
muitos sul-americanos encontramos.
"De volta ao lar" era nosso lema 
e para i inferno o CIC.
A Sra. Wanda foia última, das três a retornar ao Brasil - em 1948

Em 1947, Dona Alda retornou ao Brasil com os dois filhos -Ulli e Aldo - Rudi nasceu em Curitiba em, 1950. Seu marido - Günter, chegou ao Brasil no ano de 1949, e tinha como profissão, desenhista gráfico e pintor. Ficou conhecido no cenário cultural e das artes plásticas - em Curitiba.
Dona Alda se casou com o Sr. Günter Hermann Schierz na Alemanha com o qual teve três filhos: Ulrich, Aldo Mathias e Rudolfo Frederico Germano.
Em 1950 Dona Alda se separou do Sr. Günter Hermann Schierz. Em 1956, viúva do Sr. Schierz, Dona Alda casou-se com o médico - Sr. Érico R. Niemeyer e teve mais três filhos: Ronald Alexander (Ronny), Maria Beatriz e Sylvia. O casal Niemeyer mudou para Blumenau no final da década de 60 do século passado. Dona Alda completou 55 anos de matrimônio com o Dr. Niemeyer, quando ele veio a falecer em 4 de outubro de 2003, com 77 anos.
Em Blumenau, a Sra. Alda desenvolveu trabalhos, junto à comunidade, na área social e cultural. Seu marido atuou como médico e ela o acompanhava nas atividades.
Inicialmente como enfermeira, posteriormente, em obras assistenciais. A Sra. Alda foi professora de yoga

Nos anos 70 do século passado, ingressou no radioamadorismo. Pertence ao Clube de Radioamadores de Blumenau, desde 1976, como membro ativo, exercendo vários cargos. Sra. Alda participou da primeira expedição feminina, realizada no Brasil - Ilha Comprida-SP, em 1998.
Como radioamadora, se destacou na divulgação da vida e obra do Padre-cientista Roberto Landell de Moura, a nível nacional e na Europa.
Traduziu, para o idioma alemão, o livro - O outro lado das telecomunicações - A saga do Padre Landell de B. Hamilton Almeida. O livro foi lançado em Dortmund, na Alemanha, em maio de 1995. Pelos trabalhos feitos em torno da obra sobre a vida do Padre Moura, recebeu a comenda da Ordem de Radioamadores Padre Roberto Landell de Moura.

Dona Alda foi igualmente incansável durante as grandes enchentes de 1983 e 1984, época em que sequer se imaginava a existência de câmeras digitais, celulares e computadores. Mal e mal funcionavam os telefones fixos. Ela considera seu trabalho mais relevante, no período em que, atuou como radioamadora e auxiliou nas enchentes da década de 80.  
eu trabalho foi publicado, em 1995, na obra, a qual é coautora: S.O.S. Enchente - Um Vale Pede Socorro (Edição esgotada). O livro é um relato documental e fotográfico das atividades radioamadorísticas durante as enchentes de 1983 e 1984.
A Sra. Alda participou, igualmente, do grupo de teatro amador do C.C. 25 de Julho de Blumenau. Auxiliou na montagem de inúmeras peças de teatro, no idioma alemão. A Sra. Alda aprecia, defende as artes e a cultura de seus antepassados. Neste ano de 2014, completou 40 anos - participando diretamente da organização e participação do Programa dos encerramentos das atividades dos grupos culturais do C.C. 25 de Julho de Blumenau.
Foto batida por Dona Alda durante a reunião Nacional do Partido Nacional-Socialista em Nuremberg, setembro de 1936 - antes de iniciar a II Guerra Mundial. 
Tendo viajado para a Alemanha, naquele verão para ver as Olimpíadas, ela permaneceu no país por mais alguns meses, e esteve presente em Nürnberg. 
Na ocasião, ela conseguiu espremeu-se entre as pessoas que se aglomeravam pelo caminho, percorrido pelos automóveis oficiais, conseguindo tirar esta foto com sua câmera Agfa Box 44. A foto mostra Hitler em seu Mercedes, acompanhado de Hermann Goering (Luftwaffe) e Erich Raeder (Kriegsmarine), saudando a multidão.
Em 1976, segundo ela “tarde, mas não tarde demais”, ingressou no radioamadorismo, hobby que a transformou em referência nacional e internacional no mundo das comunicações.
A enchente de 1983 veio comprovar seu empenho na Defesa Civil: tendo a própria casa inundada, vovó Alda (como é conhecida no rádio) instalou suas antenas sobre o prédio da então EMBRATEL. De lá conseguiu mobilizar ações de apoio vitais para a cidade de Blumenau: trazer vacinas através da Força Aérea, conquistar a doação de milhares de litros de água potável, conseguir remédios, roupas e alimentos, inclusive muitas toneladas em donativos de radioamadores amigos da Alemanha. Ajudou a estabelecer a comunicação entre órgãos oficiais, mas também possibilitou ajuda a particulares.
Para saber mais acesse clicando em:
Direto a todas as informações sobre a Senhora Alda Niemeyer clique no link abaixo com belo texto produzido por Angelina Wittmann, fotos, vídeos de impressionar. Um conteúdo perfeito, uma biografia invejável da Senhora Alda:
Adalberto Day/cientista social e pesquisador da história

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