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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

- A Torcida Farroupilha

Por sugestão  do amigo Airton Gonçalves Ribeiro (Moritz), estamos  apresentando  hoje sobre um fato que nos traz grandes saudades e um pedacinho de nossa história importante:

A TORCIDA FARROUPILHA.

Por/Carlos Braga Mueller
Jornalista e escritor

Antigamente existia em Blumenau uma favela no morro da caixa d'água (onde hoje está a ETA 1 ao lado da ponte de ferro). Esta favela era conhecida como a Farroupilha. Era um tratamento pejorativo, porque farroupilha significa maltrapilho, mas acabou tendo, também, uma característica sentimental.
Acontece que era ali, naqueles toscos barracos na barranca do Rio Itajaí Açú, que estavam os mais apaixonados torcedores do Palmeiras E.C., e por isso foi formada a "Torcida Farroupilha". O interessante é que pobres e ricos se uniam nessa torcida e quando o Palmeiras enfrentava seu arqui rival, o GE.Olímpico, a torcida farroupilha desfilava pela Rua 15 com batuques e bandeiras do clube, em um pré desafio ao time grená da Alameda Rio Branco.
Palmeiras 1975 Em pé - Nelson / Carlinhos / Reinaldo / Coral / Tico / Alcir  Agachados - Piter / Adaozinho / Vava / Afonso / Helinho

Um dos mais proeminentes torcedores era o saudoso advogado Dr. Luiz Navarro Stotz, que desfilava também, e com a camisa alviverde do clube Se não me engano, a favela Farroupilha foi "desativada" pela Prefeitura em 1949, visando "embelezar" a cidade para festejar o seu centenário em 2 de setembro de 1950. A maioria dos moradores foi deslocada para outro morro, o da Rua Araranguá. Estes fragmentos da história eu conto baseado em memórias da minha infância. Pequeno, eu assistia da janela da casa do meu avô, na Rua 15, a torcida desfilar, cantando e batucando em incontida alegria. Aliás, lá em casa todos torciam pelo Palmeiras, desde os tempos em que ele ainda era o Brasil E.C.
Por/José Geraldo Reis Pfau/Públcitário em Blumenau
A origem do futebol, em nosso país foi iniciativa de engenheiros ligados as empresas de estradas de ferro. Era lazer de empregados das ferrovias, desde da sua origem na Inglaterra. Em Blumenau a EFSC e seus diretores certamente incentivaram a criação de um time de futebol que foi o Brasil e depois Palmeiras. Existiam nas cidades junto a linha do trem diversos times chamados “Ferroviários”. Os jogadores do time de futebol trabalhavam nas Estradas de ferro e nas horas vagas, como aqui em Blumenau defendiam a camisa alviverde. Tanto que o time antes da guerra se chamava Brasil, nome com apelo altamente popular.
Essa divisão das torcidas em Blumenau acontecia pois no Palmeiras certamente na sua base era formada de pessoas simples com pouca o quase nenhuma tradição germânica e ligadas de certa forma aos empregos e aos negócios da ou com a Estrada de Ferro. A EFSC era a grande oportunidade social e econômica para alguns Blumenauenses e quem nos procuravam como centro empresarial para “vencer” na vida. Tinha na torcida também profissionais liberais e até empresários, mas o grito de gol mais forte no campo de futebol vinha da "geral". Além da grande quantidade de funcionários e seus familiares que frequentavam o estádio de futebol como quase única opção de lazer. O trabalho na estrada de ferro era um trabalho duro, pesado e simples. Além das chefias poucos eram os estudos que se exigia. Contrastando com o emprego mais qualificado da industria basicamente têxtil que já era predominante. 
O rótulo de “farroupilha” com certeza seria um verdadeiro “orgulho” pois a denominação se identificava com gente simples e acredito que propositalmente contrastante a elite predominante germânica dos patrões. A alegria dos componentes desta torcida era composta das mais diversas raças e nacionalidades que sempre foram características do público que animava e realizava o carnaval e as festas em geral. Por isso batuques, cantorias e alegria extravasada. A Estrada de ferro seria a alternativa de emprego que se apresentava para quem não falava alemão - língua utilizada nas empresas - cujos donos eram quase a totalidade imigrantes alemães.
Os diretores e presidentes do time sempre foram políticos e profissionais conceituados como Dr. Antonio Vitorino Ávila Filho, Abel Ávila dos Santos, e outros ... Como filho de um dos jogadores do Brasil nos anos 40 sei de ver em casa, a irmandade entre os amigos jogadores, do companheirismo e do amor a camisa, da alegria e do grande esforço que faziam, para bem representar o time.
Para saber mais acesse:
Texto de Carlos Braga Mueller e José Geraldo Reis Pfau.
Colaboração : Airton Gonçalves Ribeiro (Moritz)

terça-feira, 9 de agosto de 2011

- As Palmeiras Jerivá

Resolvi com autorização de dona Renate fazer esta postagem de "esclarecimento ?" sobre as palmeiras na Avenida Duque de Caxias (Rua das Palmeiras), pois confesso que não foi assim que aprendi nas escolas que frequentei e FURB – e olha que quem me deu aula foi a diretora atual do arquivo histórico. Entendo também que foi assim que o  (“como diz o/a jornalista Ruca Souza na página 10 do Santa de 4.03.11, onde afirma que as atuais palmeiras reais foram plantadas em 1876”), também tenha aprendido. Fica aberta a discussão.
Adalberto Day
As palmeiras Jerivá da Rua das Palmeiras (Avenida Duque de Caxias)
No ano do centenário de Blumenau a Rua das Palmeiras era ornada de palmeiras jerivá (e não, como diz o/a jornalista Ruca Souza na página 10 do Santa de 4.03.11,  onde afirma que as atuais palmeiras reais foram plantadas em 1876). Achamos que já é tempo de acabarmos com esta heresia que volta e meia aparece na mídia, por isto tomamos a liberdade de mandar este e-mail com cópia para outros interessados na história de Blumenau.   
                                 
Na foto, eu, Renate S. Jensen, hoje Sra. Rolf Odebrecht, com 15 anos, estagiária do Curso de Economia Doméstica do Hospital Santa Catarina.
 (Consta que os jerivazeiros foram substituídos porque os seus coquinhos caíam no chão e atraíam larvas (taturanas). De fato, me lembro que às vezes havia “ilhas” de bichas caminhando pela alameda e as pessoas tinham que dar a volta em torno das mesmas para passar (eu ia buscar o correio para as Schwestern – diaconisas, irmãs  evangélicas -  todas as manhãs).
 No entanto, observamos, décadas depois, que perto de nossa casa, começo do Garcia, no arboreto plantado pelo imigrante Engº Odebrecht, há enormes jerivazeiros que nos últimos 30 anos em que aqui moramos, nunca ocasionaram praga de larvas ...
 Remetem: engenheiro agrônomo Rolf Odebrecht e esposa Renate,
Arquivo Renate Odebrecht

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