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quinta-feira, 27 de maio de 2010

- A descoberta de novas terras

O Brasil era uma imensa floresta virgem até 1526, quando a esquadra portuguesa liderada por Cristovão Jaques aportou em Porto Seguro.
A feitoria instalada na ocasião foi o primeiro núcleo colonizador no país.Nos próximos anos, algumas povoações foram instaladas pelo litoral brasileiro, mas criar um núcleo brasileiro ainda não era interesse da coroa.
Em 1532 Martim Afonso de Souza trouxe a cana-de-açúcar da Ilha da Madeira e introduziu a pecuária, favorecendo a criação da agricultura e pecuária no país.
A partir daí, a Metrópole começou a se interessar em explorar e povoar o grande país.Após abandonar o sistema de Capitanias Hereditárias considerado insatisfatório por Portugal o Brasil recebeu seu primeiro governo-geral, sob as ordens de Tomé de Souza.
Um impulso considerável surgia agora para a colonização. Em 1812 colônias de estrangeiros começam a se instalar no país, e em 1818, a Colônia Leopoldina é instalada na província da Bahia.
O império brasileiro se torna independente em 1822, quando começam a ser planejadas,as políticas de colonização da Região Sul do país.Havia o medo da invasão da fronteira Sul, cobiçada pelos espanhóis. A região era virtualmente inexplorada, e se bem povoada e utilizada pelo imigrante empreendedor, poderia alavancar a economia interna e externa do país, bem como garantir as fronteiras. Também havia a necessidade de trabalhadores voluntários e ativos, já que o trafico e a própria mão-de-obra escrava diminuía.
Assim, seis anos depois, desembarcam os primeiros imigrantes alemães a Santa Catarina, para criar a Colônia de São Pedro de Alcântara.
O empobrecimento da população rural alemã foi fator predominante pra o processo de colonização. Preços e produtos alimentícios aumentaram brutalmente, e,de forma arbitrária. Pra pagar dívidas, muitos vendiam as terras indo trabalhar como serviçais mal pagos, ou nas surgente indústria. Entre 1840 e 1900 partiram ao menos 6 milhões de alemães para outros continentes. O próprio governo alemão estimulava a corrente migratória, já que sabia ser impossível continuar sustentando a população em vertiginoso crescimento.
Farmacêutico
Dr. Blumenau
Entra em cena um obstinado farmacêutico, Hermann Bruno Otto Blumenau. De acordo com a biografia escrita por Sabine Kiefer, que abre a edição de um Alemão nos Trópicos – Dr. Blumenau e a Política Colonizadora do Sul do Brasil,os conflitos com o pai criaram no jovem farmacêutico a necessidade de provar uma capacidade para o empreendimento, de vencer na vida.
O jovem começou a se interessar pelo assunto emigração e colonização quando ainda estava matriculada na Universidade de Erlangen, Alemanha. Na mesma época em Hamburgo, se criava a Sociedade de Proteção aos imigrantes alemães.
O contato entre Blumenau e a sociedade resultou na viagem do farmacêutico ao Brasil,que ocorreu em abril de 1846.Conheceu a situação das pioneiras colônias alemães ao longo do Rio dos Sinos, no Rio Grande do Sul, e depois permaneceu oito meses no Rio de Janeiro. Já dominando a língua portuguesa, visitou em 1847 a Colônia de São Pedro de Alcântara.
De lá, peregrinou a cavalo (e até mesmo a pé em alguns trechos) até a embocadura do Rio Itajaí. Em estado debilitado pela doença, Blumenau precisou porém regressarà sede do império.
Mas já havia encontrado o que buscava nas terras do Sul do país. Associou-se a outro alemão, Ferdinand Hackradt, e junto dele subiu o rio em busca da área ideal para a construção de ranchos à margem do Itajaí-açu.
A área escolhida foi o trecho entre os ribeirões da Velha e Garcia.
Mesmo com a dissolução da sociedade de Proteção aos imigrantes Alemães, , Blumenau não desanimou.
Voltou à Alemanha, vendeu alguns bens, e obteve alguns empréstimos, e tratou de iniciar o trabalho de persuasão, a fim de trazer o maior número possível de emigrantes para sua colônia.
E fundou essa bela cidade de Blumenau.
Para saber mais acesse:
http://adalbertoday.blogspot.com/2008/05/dr-hermann-bruno-otto-blumenau.html
http://adalbertoday.blogspot.com/2008/09/blumenau-158-anos-de-fundao.html
http://adalbertoday.blogspot.com/2007/08/blumenau-e-sua-histria.html
Jornal de Santa Catarina Sábado, 2/setembro/2000 – 150 anos Blumenau;volume 2 – O Passado.
Arquivo Adalberto Day

Um comentário:

Pfau disse...

Adalberto
Gratificante. Parabéns. Tirando os aborrecimentos normais pelo forte envolvimento teu com os problemas da comunidade, você tem algo que conquista as pessoas. Tem sempre a sensibilidade de contribuir, razão pelo seu envolvimento com essas lideranças. Eles precisam ter estas referencias de informações na comunidade para ter noção do conjunto. A tua capacidade, competência e sensibilidade fazem de você um grande líder. Parabéns. Fico contente por ti.
Todas as pessoas têm alguma sensibilidade e notam que tu te preocupas com coisas que não são tuas. Não ganhas nada com isso. Mas te envolves como que o Ribeirão fosse teu. Como se a Rua Progresso fosse tua. Isso é altamente elogiável e único. Eles não têm isso de mais ninguém. Eles próprios não agem assim. Outros - ditos lideres - ficam na retaguarda apenas criticando. Tu vais à luta, tu fala, tu briga, tu recomendas e mudas às coisas.
José Geraldo Reis Pfau/publicitário

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