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sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

- O Bairro da Velha


Rua João Pessoa na década de 1920
- O bairro da VELHA foi criado pela Lei nº 717, de 28 de abril de 1956 na administração de Frederico Guilherme Busch Júnior.
A Lei Complementar nº. 83, que fixou o Novo Perímetro Urbano da cidade de Blumenau, aprovada e sancionada com data 08 de junho de 1995, permitiu que a área urbana do bairro Velha fosse reduzido com o intuito de preservar os morros de uso inadequado e especialmente de ocupação clandestina. 
Com a promulgação da Lei Complementar nº. 489 em 25 de novembro de 2004, que Fixou o Novo Perímetro Urbano do Município de Blumenau – Sede e do Distrito de Vila Itoupava e estabeleceu a Nova Divisão de Bairros, o bairro Velha teve sua área reduzida novamente, perdendo áreas na criação dos bairros Água Verde, Passo Manso, e para a formação dos bairros Velha Central e Velha Grande; embora ganhou área quando seu perímetro, na rua José Reuter, foi aumentado até a divisa com o município de Indaial.
História:
- Alguns historiadores também apresentam a versão de que existia uma família de cognome Velha, antes da criação da Colônia Dr. Blumenau. O ribeirão Velha já constava no mapa da Colônia Dr. Blumenau do ano de 1864. As terras foram compradas pelo Dr. Blumenau que posteriormente as vendeu a Gustavo Stutzer, em 1879, quando começou a ser ocupada. Estas terras do bairro Velha eram conhecidas por Velhapast e o atual ribeirão da Jararaca chamava-se de Scharakenback. Velha provém, de uma senhora idosa, que morava nas imediações onde hoje é a Vila Germânica, que tinha como referência ser conhecida como a Velha , mas outra lenda que era contada antes de existir o arquivo histórico, diz que o nome originário, devido há existência de duas serrarias , a primeira onde hoje é o Bairro Velha, outra no Garcia. A do Bairro Garcia era mais nova, então quando alguém ia à serraria no Garcia solicitar algum serviço, ou procurar os donos, ou comprar alguma madeira, não encontrada, os atendentes diziam “aqui não temos, mas lá na Velha (serraria) deve ter, dando origem ao nome do Bairro da Velha”. - Mas este era o lado mitológico e que deve ser preservado, porém já em 1832 oficialmente antes da fundação da cidade de Blumenau, quando essas terras pertenciam a comarca de Porto Belo e depois a comarca de Itajaí, na região onde é São Francisco, as terras requeridas já constava o nome de Ribeirão da Velha, provenientes de uma família de sobrenome Velha, que por aqui residiu e logo perdeu-se contato. - Outra versão segundo o memorialista Sr. Niels Deeke, uma senhora idosa já em 1821 era dona de terras nas imediações da foz do Ribeirão velha, e que explorava através de um estaleiro, a retirada de madeiras. O nome dessa “velha” era Feliciana Coutinho”.
Em terras de Silva Guimarães, adquiridas em 1844, as margens do ribeirão da Velha, os primeiros imigrantes, de forma provisória, alojaram-se em ranchos. Posteriormente, estas terras foram compradas pelo Dr. Blumenau. Até o ano de 1960 considerava-se um bairro, essencialmente, residencial e com base econômica na agropecuária. A partir desta década muitas indústrias se instalaram e vários loteamentos residenciais foram criados, desenvolvendo, desta forma, o comércio e a prestação de serviço. De forma bastante visível este crescimento foi notado, principalmente, após as enchentes de 1983 e 1984.
Ribeirão da Velha:
Adendo do Ecólogo Lauro Eduardo Bacca 
Segue uma rápida descrição topológica do Vale do ribeirão da Velha:  
O rib. da Velha nasce a cerca de 650 m acima do nível do mar, ao norte de um morro de 710 m de altitude que faz parte do maciço do Spitzkopf, mas não chega a ser o Spitzkopf propriamente dito. Em linha reta, a nascente do Rib. da Velha dista apenas 1,5 km do pico do Spitzkopf.
Vizinho das nascentes do rib. da Velha a Leste fica o vale do rib. Caetés, que nasce no Spitzkopf e é afluente da margem esquerda do Garcia. Já o vizinho de Oeste é o ribeirão mais conhecido como Espingarda, afluente da margem esquerda do rio Encano, mas que consta no mapa do IBGE como rib. Caçador. Daí para o Norte o Vale do Velha, por vários km, faz divisa com o Vale do Encano, sempre em Indaial a Oeste. A leste as divisas são com vales do Encano do Garcia, depois rib. Krooberger, da rua Rui Barbosa, Rib. Zendron e vale do Rib. bom Retiro. 

Na altura da confluência com o Rib. Velha Central, o Rib. da Velha deixa de correr predominantemente para o Norte e dá uma guinada geral para o Leste-Nordeste, fazendo divisas com os pequenos vales dos ribeirões Branco, dos Macacos e do Salto Weissbach, além do rib do Tigre e outros menores, até sua foz no rio Itajaí Açu entre a Prefeitura de Blumenau e a Ponte Metálida de Estrada de Ferro Santa Catarina.

Agora a estimativa expedita da distância percorrida pelas águas desde a nascente mais distante até a foz, baseada no mapa IBGE 1:50.000:
- da nascente até:
- a confluência com o córrego Gebien, cerca de ... 5,5 km;
- a confluência com o rib. do Cego, cerca de ...... 10,1 km;
- a confluência com o rib. do Gato, cerca de ....... 11,5 km;
- a confluência com o rib. da Velha Central, .........13,1 km;
- ponte da rua Gustavo Budag, cerca de ............. 18,8 km;
- ponte da rua Sete Setembro/Corpo Bombeiros . 21,7 km e
- até sua Foz no Itajaí Açu ................................. 22,7 km.
Como a avaliação é muito aproximada, pode-se dizer que o comprimento total do Rib. da Velha gira entre 20 e 25 km, claro, contando todos os meandros visíveis no mapa mais um fator de correção por conta dos meandros e curvas muito pequenas não visíveis no mapa.

Este ônibus da foto pertencia à Empresa Wolfram
- Curiosidades: em 1950 quando da comemoração do centenário de Blumenau, cogitou-se a mudança do nome do bairro para; Bairro Centenário. Em 1969, houve também uma tentativa de mudar o nome para Bairro da Vera, uma homenagem a Vera Fischer eleita miss Brasil, que nasceu no bairro Velha.
Fonte: Prefeitura municipal de Blumenau/ SEPLAN Secretaria Municipal de Planejamento Urbano. Guia de Santa Catarina – Blumenau Online - Adalberto Day/: Niels Deeke memorialista e pesquisador da história.

8 comentários:

Anônimo disse...

Sensacional - Aprendi mais uma.
O ribeirão Jararaca o povo que falava errado dizia lá no "jararacumbá"
-Scharakenback - nunca entendi o porquê de juntar o jararaca com o "cumbá"
- está explicado é mais uma das alterações na junção da língua alemão e do português.
Nossas gírias.
Cito sempre o "nix funcioniam" = o nix (que não sei escrever) do alemão é "não" e "funcioniam" é funciona - então seria uma tal de "currupela" ou uma modificação do português para juntar com o alemão.
Legal. Bairro de mulher bonita - miss Brasil - Vera Fischer, Ingrid Budag... No meu conceito é um bairro de alemão alegre, festeiro, engraçado, barrigudo, vermelhão hahahahahaha...brincadeirinha.
José Geraldo Reis Pfau.

Anônimo disse...

Email: chyynttia@bol.com.br

Mensagem: queria saber mais sobre a família kertichka o que poderem escrever para mim ficarei muito grata

Anônimo disse...

Amigo Adalberto,
Muito bom recordar a história da Velha, bairro onde morei muitos anos.
E vendo a foto daquele ônibus, lembrei-me da "frota" que nos anos 60 atendia os moradores da Velha:
Os ônibus mais antigos da Empresa Wolfram, se não me engano eram o 2 e o 5. Os mais modernos receberam os números 7 e 9. Depois veio o
11. E no meio disso tudo tinha um ônibus bem pequeno, o 4, apelidado carinhosamente de Jararaca. Ele meio que voava, numa época em que veículos parecidos, no Rio, eram chamados de "Lotações". Tenho a impressão que o da foto que foi publicada hoje é o Jararaca.
Abraços do
Braga Mueller

Anônimo disse...

Caro Amigo Adalberto, muito bem feito os comentarios ref ao Bairro mda Velha, mas eu especialmente teria uma sugestão a fazer para voce não nos castigar tanto ( digo os idosos) faça tuas reportagens em letras um pouquinho maiores ficaria bem mais facil para ler os ultimos anos sem ir ao médico pedir um par de oculos. grato abraços Valdir Salvador.

Janete disse...

Caro amigo Adalberto, parabéns por nos passar mais uma história de Blumenau. Grande abraço!!

Zuqui disse...

Meu caro Adalberto,
Que lindo texto, rica história do nosso querido bairro da velha.
Lembro muito que quando jovem íamos no salão do Concórdia nas soares de Domingo. E vínhamos apé até o García porque perdíamos o ônibus. Mas as garotas na época valia muito caminhar.

Marilene disse...

Caríssimo amigo Professor Adalberto, sempre observo que o Garcia está presente em Blumenau como um dos maiores centros das atenções históricas.
Muito interessante!

João disse...

Joao Carlos Machado Rosa Nasci e vivi boa parte neste lugar meus pais moravam na rua Helma Buetner minha irmã ainda mora na mesma casa dos meus pais me lembro do bar do Osvaldo Correia barbearia do Rufino casa Tomio tempo bom este quantas saudades atualmente moro próximo ao ag do Garcia na rua OTTO Huber

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