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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

- O pastor dos colonizadores


A presença do pastor Rudolf Oswald Hesse foi fundamental para a formação social e espiritual da colônia de Blumenau. Nas primeiras décadas da imigração, quando as grandes dificuldades geradas pela falta de dinheiro, de estrutura e pela força inclemente da natureza castigavam a alma do colono alemão, Hesse trouxe o conforto e a esperança para o núcleo de imigrantes. Afinal, seis anos após a chegada, ainda tinham um grande e árduo caminho a percorrer em sua vida pessoal e comunitária.
O pastor nasceu dia 11 de outubro de 1820, em Reinswalde, perto de Sorau, no reino da Prússia. Seu pai, Friedrich August Hesse, era professor no local. Dos anos de 1835 a 1840, Oswald frequentou o ginásio de Sorau. Depois cursou a universidade de Breslau, onde se formou em Filosofia e Teologia.
Desde a fundação da colônia em 1850 até julho de 1857 não houve pastor na colônia. Com perseverança, muito trabalho e dedicação, orientou por 22 anos as almas luteranas da cidade. Quando chegou, ainda não existiam igrejas. As humildes casas dos colonos e o barracão de recepção aos novos imigrantes serviam para a celebração dos cultos.
Através de insistentes solicitações, Doutor Blumenau finalmente conseguiu o auxilio do governo imperial na construção de um templo para os cultos. Em 23 de setembro de 1868, na cerimonia de lançamento da pedra fundamental da primeira igreja evangélica, o pastor Oswald Hesse proferiu um sermão radiante, que acabou se eternizando dentro da comunidade luterana da Colônia. Foi encerrado na pedra fundamental, como documento da história de Blumenau. A primeira Igreja evangélica da colônia e do Vale do Itajaí foi construída no Badenfurt e inaugurada no dia 07/07/1872.
A prédica do pastor elaborada para aquela ocasião tinha como base o texto bíblico de Romanos 12, 1-6.
                  
A Igreja do Espirito Santo demorou quase 10 anos para ser erigida, face á escassez de verbas provenientes do Império. Mas, ao menos, a longa espera inspirou um dos grandes momentos do orador Oswald Hesse. No dia 23 de setembro de 1877, um sermão de satisfação e júbilo inaugurou o espaço tão esperado pelos luteranos. Infelizmente, os sermões de Hesse só ecoariam no templo por pouco mais de dois anos a Igreja recebeu o Nome de  Espirito Santo. No entanto, a comunidade evangélica de Blumenau tem como data oficial de fundação o dia 09/08/1857, pelo fato  de neste dia o pastor Hesse ter realizado o primeiro culto em Blumenau em um barracão e provavelmente a comunidade reunida ouviu a prédica do Evangelho segundo Lucas 16,1-12.    
               Em 25 de novembro de 1879, o pastor acabou falecendo.
“Hesse oferecia em suas intensas pregações a esperança e o  conforto que os colonos necessitavam”.
Oswaldo podia ser lembrado pelos 910 matrimônios, 3. 794 batizados e 1.995 confirmações que celebrou em 22 anos. Mas o que ficou na memória da comunidade foi o personagem de espirito alegre e liberal , que exalava o humor e a esperança nas rodas de conversas. Também ficaram as atividades humanitárias. Era o primeiro a auxiliar os espíritos castigados e desamparados da colônia. Sua influencia foi fundamental na construção de novas igrejas e das novas comunidades evangélicas que surgiram.
Junto com a evolução espiritual, veio também o desenvolvimento da vida cultural e social do município. Hesse, por exemplo, teve papel fundamental na criação da Sociedade de Canto Germânia, uma precursora da Sociedade Dramático - Musical Carlos Gomes.
O pastor também foi personagem capital da educação, criando em 1862, a casa d’escola, habitações que eram utilizadas no ensino das crianças,  Ela se situava na colina onde atualmente está a Igreja Evangélica-Luterana do município, na Rua Amazonas. 
Reprodução Jornal de Santa Catarina, sábado 2 de setembro de 2000; 150 Anos Blumenau; Volume 3 – Personagens, lugares e construções;AHJFS

3 comentários:

Nilton Sergio Zuqui disse...

Bom dia meu Caro Adalberto.
Agora entendi a origem do nome da tão famosa rua de Blumenau(Pastor Oswaldo Hesse) como esquecer a rua do escoteiro, a rua das primeiras enchentes, a rua que da acesso do bairro gloria para o centro etc....Muito bom o texto...

Dr. José Victor Iten disse...

Bom dia amigo Beto

Hoje farei uma análise de números a partir do seu artigo.

O Pastor chegou em 1856 e faleceu em 1879, 23 anos após.
Neste período realizou 3.794 batizado, média de 13 por mês.
Aprofundando este dado, podemos imaginar a situação na época: Logo após, 6 anos após a chegada de Dr. Blumenau, tínhamos em média, 164 nascimentos anuais que dava umas 4 salas de aula novas anuais.
É impressionante estes números, pois havia uma densidade geográfica ascendente bastante grande.
Continuando a analise, de forma não científica, porém com base nos dados apresentados, podemos concluir que com os 910 matrimônios no período, havia no período uma média de 4,1 filhos por casal.
E este números são somente dos Luteranos, vinculados a Igreja da Confissão Luterana do Brasil.

GRANDE ABRAÇOS AMIGO ADALBERTO DAY

Tania Guahyba disse...

Caro Sr. Adalberto.

Parabéns pelo Blog, excelente!
Tenho buscado informações sobre minha genealogia...
Meu sobrenome é Guahyba por parte de pai (RJ), mas meu avô por parte de mãe: Manoel Thimoteo Machado é de santa Maria no Rio Grande do sul.
Tenho uma foto que achei na internet há muitos anos sobre o vapor Guahyba, que creio que meus bisavós vieram da Alemanha para o RS.
gostaria de ver esta foto de novo, mas não acho em nenhum site... Na época eu achei a foto do vapor Guahyba na biografia de Emil Stange.
Hoje no google eu vi que Erich Stange escreveu um livro : "Memoraízes Históricas de Indaial".
O senhor tem este livro?
Nele se encontra a foto do vapor Guahyba no quanl Emil emigrou para o Brasil?
Ficarei muito feliz com sua resposta, seja ela qual for.
Muito obrigada pela atenção.
Tânia Guahyba

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