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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

- O primeiro Acidente de trânsito Fatal em Blumenau

 (Foto Ricardo Guilherme)

O trânsito de Blumenau: O primeiro acidente fatal
Também é quase inacreditável que, em 1887, alguém pudesse morrer por acidente de trânsito em Blumenau, entretanto o "Blumenauer Zeitung" de 1° de outubro de 1887, noticiou o atropelamento, da viúva Johanna Dankwardt, de 56 anos, no dia 23 de setembro, e que veio a falecer no dia 25 do mesmo mês, apesar do socorro médico imediato. Na época, não havia calçadas nem acostamento para pedestres e o boleeiro da carruagem do Conde von Koppy, talvez não tivesse tido tempo de desviar a carruagem e Johanna não tivesse ouvido a aproximação do veículo. Johanna era governanta da casa do comerciante Hermann Hering e era muito estimada e prestativa. A nota do jornal finaliza com a advertência: "que este fato sirva de lição, pois o constante aumento de veículos em nossa rua principal, acidentes semelhantes poderão ocorrer com freqüência".(5)

"A introdução de novos meios de transporte em Blumenau deu-se no contexto em que se desenvolvia a pequena indústria e se rompia o isolamento da economia do Vale do Itajaí. Pouco a pouco se expandia a divisão de trabalho entre campo e cidade, a agricultura comercial substitui a de subsistência, e surgia uma classe burguesa que acumulava capital e começava a expressar, a através de novos hábitos e aquisições de bens, a opulência".(6)

O jornal Der Urwaldsbote de 26 de setembro de 1903, em sua coluna de notícias locais anunciava com grande entusiasmo a chegada do primeiro automóvel a Blumenau, sendo o fato para o jornal um indício de que a cidade estava dando passos significativos rumo à civilização. Quando o automóvel surgiu, o mesmo jornal prevê o "fim da era das bicicletas", mas as condições econômicas da maioria da população não permitiam que desfrutassem o conforto dos automóveis, privilégios de poucos.

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(5)Koormann. Edith. (volume 1) pg. 67.
(6)SINGER. Paul. Blumenau. Desenvolvimento econômico e evolução urbana. São Paulo: Editora Nacional, 1968. p. 118. Cf. FROTSCHER. Méri. Encantos e Desencantos: Novos Meios de transporte no início do século em Blumenau. In: Blumenau em Cadernos. Tomo XL. N. 7. Julho. 1999. p. 54.

- José Henrique Flores Filho  o primeiro (considerado) prefeito de Blumenau , foi o primeiro superintendente municipal de Blumenau 10/01/1883 a 07/01/1887. Nasceu em 26/12/1842 em Itajaí e faleceu em 18/3/1891 em Blumenau. Também morreu em um acidente de trânsito.

Morto prematuramente em acidente com sua Aranha, na Estrada Geral do Garcia - atual Rua Amazonas sem deixar descendentes. Morava no Garcia, atual Rua Amazonas.

Faleceu no dia 18 de março de 1891, vítima de um desastre quando se dirigia de aranha (charrete), da repartição para sua residência.

http://adalbertoday.blogspot.com/2011/04/jose-henrique-flores-filho.html

SETERB:
http://www.blumenau.sc.gov.br/gxpsites/hgxpp001.aspx?1,1,28,O,P,0,PAG;CONC;54;3;D;1471;1;PAG;,

Colaboração José Geraldo Reis Pfau
Arquivo Adalberto Day

9 comentários:

Piñeiro disse...

Saudações Azul Marinho
Nobre Alberto
Novamente nos surpreende com suas histórias. A do primeiro acidente é ótima.
Meus parabéns;

José Luiz Piñeiro
Guarda Municipal de Trânsito
Reestruturação da Guarda Já

OKTOBERBLOG disse...

Parabéns pela excelente matéria, Adalberto. Um resgate histórico de nossa cidade!
Ricardo Brandes / Escritor

Adriana T disse...

Muito interessante.

Cao Zone disse...

Prezado prof. Adalberto, são exatamente de pequenos relatos assim que se forma a grande história de uma cidade. Parabéns.
Diante desse inusitado primeiro acidente fatal de trânsito em Blumenau, não poderia deixar de me lembrar naquele que é considerado o primeiro acidente de carro do Brasil. Salvo, evidentemente, algumas ressalvas, a coisa aconteceu mais ou menos assim:
José do Patrocínio, além do grande abolicionista, e prestigioso jornalista, também fora importador, em 1903, de um automóvel da marca francesa Serpollet, modelo a vapor, e registrado como o segundo automóvel a rodar no Brasil, já que o primeiro fora aquele da família de Santos Dumont, em 1892. Quando José do Patrocínio dava aulas de condução ao seu amigo Olavo Bilac, o mesmo, não sendo assim nem um Fitipaldi, logo o bateu, aparentemente, na primeira árvore que teimou em não sair do seu trajeto, lá pelos lados da rua da Passagem, no bairro de Botafogo, daqui da cidade do Rio de Janeiro. Olavo, como todos nós sabemos, era mais dado a ouvir estrelas, do que dirigir. Se esse fervoroso encontro da árvore com o automóvel teve versos do famoso poeta, eu desconheço. Embora acredite na possibilidade. Abraços. Cao

Prof. Wieland Lickfeld disse...

Olá, Adalberto, isso prova que não é de hoje que blumenauense é mau motorista...e mau pedestre também. A população cresceu e com ela o número de carros e acidentes. E não é por falta de educação para o trânsito, pois todos aprendem as regras para o bom convívio no trânsito em casa, na escola, na auto-escola, etc. Gastar dinheiro público com educação para o trânsito depois de emitida a CNH é uma ofensa ao bom motorista, pois o trabalho educativo já foi feito. Quem avança o sinal, não respeita a faixa de pedestres, estaciona e ultrapassa em local proibido, dirige embriagado, não utiliza a seta, fala ao celular enquanto dirige, etc., não o faz por falta de educação, mas por opção. Não é, portanto, mal-educado: é bandido! E bandido tem que pagar multa ou ser preso, cf. a gravidade do delito ou crime que cometeu. A defesa crônica que o Brasil faz à impunidade é responsável pelas desgraças que vemos no trânsito. A indústria da multa não existe; é a muleta de quem defende a impunidade do infrator. Que se pague as campanhas educativas exclusivamente com recursos oriundos de multas, e que se multe, sem dó, todos aqueles que, desobedecendo deliberadamente as normas de trânsito, são uma ofensa aos bons motoristas e um risco à sociedade. Punição educa, sim. Só não educa a quem não quer ser educado. Infelizmente ainda estamos muito longe de ser um povo realmente civilizado. Desculpe o desabafo, mas transito diariamente pelas ruas da minha querida cidade e vejo, a todo momento, os absurdos acontecendo impunemente. Grande abraço!

Bueno disse...

LPCBueno Bueno

Adalbertoday É, seo Beto: "Na época (1887) não havia calçadas..." e ainda hoje muitas ruas continuam sem calçadas...e a lição continua.

Paulo Roberto Bornhofen disse...

Nunca mais parou...

Abraços,

Paulo

Osmar Hinkeldey disse...

Olá Adalberto

Interessante este resgate histórico do primeiro acidente de trânsito com vítima.
Curioso é que aconteceu com uma carruagem...
abraço

Santos disse...

Muito interessante Beto, essa do acidente de transito. Parece incrível que ha 124 anos atrás pudesse ter havido um acidente de transito em Blumenau com consequencias fatais. Parece ate uma piada mas aconteceu. Esse seu arquivo é impressionante mesmo. Tem de tudo. Parabéns e um grande abraço.
E.A.Santos

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