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sexta-feira, 10 de junho de 2011

- Ilhas Urbanas

Refúgios de vida no Itajaí-Açu
Série de reportagens que começa neste fim de semana, quando se comemora o Dia do Meio Ambiente, aborda a diversidade de fauna e flora nas 60 ilhas fluviais de Blumenau, além de contar histórias de pessoas que as escolheram como recanto de sossego em meio à cidade Refúgio.
Aos poucos o barulho dos carros é abafado pelo canto de pica-paus do campo, pichochós, tapicurus-de-cara-pelada e viuvinhas. Em vez da paisagem vertical de concreto, árvores de todo tipo: laranjeiras, limoeiros, jabuticabeiras, araçás, pés de café. No chão, rastros frescos de tatu, preás, capivaras, furões, lontras e tamanduás-mirins. A fauna e a flora do Rio Itajaí-Açu em Blumenau, nos 12 quilômetros entre o limite com Indaial e a foz do Ribeirão Itoupava, embelezam 60 ilhas, que somam 380 mil metros quadrados – o equivalente a 46 campos oficiais de futebol.

Deslumbramento. São sete ilhas principais, a maior com 98 mil metros quadrados. Todas são propriedades privadas, dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) definida pelo município em 1999. Além da vegetação e dos animais, a força do Itajaí-Açu esculpiu rochas, criou pequenas cachoeiras. Árvores com até 20 metros de altura tentam esconder o contraste com o azul do céu. A figueira, uma das árvores símbolos de Blumenau, é presença frequente ao lado de palmitos, perobas, embaúvas e guamirins.
Mapa: http://www.clicrbs.com.br/pdf/11187327.pdf

– Estas ilhas são fantásticas, abrigam uma diversidade muito grande de espécies. A mata ciliar forma um corredor de meio ambiente amplamente usado pelos animais – aponta o biólogo da Furb Carlos Eduardo Zimmermann, ressaltando que estes refúgios no rio são usados como pouseiro noturno para as aves.

Elas nos protegem das cheias

Preservação. Por entre as estreitas picadas na mata fechada, apenas galhos e troncos mais finos estão no chão, derrubados pelo vento. Engenheiro florestal da Furb e um dos participantes do estudo que originou o decreto da APA, Júlio César Refosco destaca que as ilhas fluviais são um bem natural, formado pela deposição de materiais:
– Elas fazem parte de um equilíbrio necessário para o Rio Itajaí-Açu. Sem as ilhas, seria impossível prever o que poderia ocorrer em termos de fluxo da água.
O engenheiro hidrólogo da Furb Ademar Cordeiro lembra que, alterando a composição das ilhas, a velocidade da água do rio aumenta, podendo causar alagamentos e enchentes com maior intensidade. Até mesmo os peixes podem ser afetados com a mudança da configuração do rio.
– Se mexer na ilha, pode alterar todo o ecossistema local.
TEXTO: ÂNDERSON SILVA|FOTOS: GILMAR DE SOUZA
anderson.silva@santa.com.br
gilmar.souza@santa.com.br
ILHAS URBANAS
Especialistas defendem projeto de visitação nas principais ilhas
As belezas naturais escondidas nas ilhas, conhecidas por poucos, poderiam virar atrativo para visitação de blumenauenses e até para turistas. O engenheiro florestal da Furb Júlio César Refosco aponta que o Itajaí-Açu tem sido tratado com descaso. Ele recorda que a prefeitura chegou a propor a criação de um parque aquático no rio, mas que o projeto ficou para trás.

Uma das três ilhas próximas à Usina do Salto, por exemplo, esconde pequenas cachoeiras formadas pelas rochas. O biólogo Carlos Eduardo Zimmermann acredita que o local é um dos que poderiam ser explorados para visitação.

– Estas ilhas poderiam muito bem receber pessoas por meio de caminhos pré-estabelecidos e passarelas. Já que foi definida a área de preservação, é necessário que seja dado mais cuidado e proteção – afirma o biólogo.
A gerente de Unidades de Conservação da Fundação Municipal de Meio Ambiente (Faema), Priscila Fernanda Guedes, conta que até o final do ano está previsto começar o plano de manejo nas oito áreas de preservação de Blumenau. O presidente da autarquia, Robson Tomasoni, explica que será um documento técnico que estabelece regras para uso do espaço. Não há, neste momento, intenção de criar espaço de visitação. O trabalho também servirá, segundo Priscila, para atualizar o estudo de espécies existentes nestes locais. A pesquisa que embasou a criação da Área de Proteção Ambiental é de 1999 e, quando comparado ao plano de manejo, mostrará a evolução das espécies.

A vida nas ilhas

O estudo elaborado pela Faema para criação da Área de Preservação Ambiental, em 1999, a pesquisa do professor Carlos Zimmermann sobre as aves que habitam as ilhas fluviais, de 2006 a 2008, e o levantamento ambiental feito pela empresa Sotepa na ilha onde passará a Ponte do Badenfurt apontam a riqueza ecológica dos 12 quilômetros do Itajaí-Açu entre o limite com Indaial e o Ribeirão Itoupava, em Blumenau:

http://www.clicrbs.com.br/jsc/sc/impressa/4,186,3336607,17259
Publicado no Jornal de Santa Catarina
04/06/2011 | N° 12271
Sugestão de postagem José Geraldo Reis Pfau/publicitário em Blumenau

4 comentários:

Horst disse...

Muito curioso, é bom saber disso


Horst

Djalma disse...

Boa tarde. Ja havia visto a reportagem . Muinto boa.

Santos disse...

Oi Beto. Mais uma historia interessante. Quanto a essas ilhas ali mencionadas, acho que não conheço nenhuma. Mesmo porque nunca divulgam essas coisas que considero interessantes para nosso turismo de Blumenau, que, infelizmente já morreu ha tempo por falta de interesse dos governantes.
E.A.Santos

Prof. Wieland Lickfeld disse...

Caro Adalberto, há muito tempo uma reportagem do Santa não me surpreendia tanto quanto esta que deu origem ao seu post. Por estarem um pouco escondidas da vista de quem passa por aquelas paragens, mal percebemos a sua existência. Bela matéria e lindíssima imagem. Abraço, Wieland Lickfeld

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