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terça-feira, 7 de setembro de 2010

- Um caso de amor com Gravatá

Introdução:
Nostalgia: "OPA"
Nós em Blumenau temos muito orgulho da cidade de Navegantes, e principalmente do balneário ou praia de Gravatá. Quando garoto nos idos anos de 1965 em diante fomos muito á Navegantes, próximo ao Farol como também em Gravatá. O titulo do artigo do jornal Santa Catarina 02/setembro/2000 é muito feliz, ao relatar sobre a praia de Gravatá. Realmente em toda sua extensão do Farol ao costão em Gravatá, a quantidade de blumenauenses é enorme, eu conheço muita gente....e quem está lendo neste momento com certeza também. Um grande abraço a todos, e "Opa"
Adalberto Day
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A Bela Gravatá
Nada melhor que uma bela praia para refrescar os habitantes de uma cidade conhecida pelas altas temperaturas registradas no Verão. Sem a sorte de possuir um litoral dentro do perímetro urbano, só resta aos blumenauenses procurar um município banhado pelo Atlântico. Apesar de espalharem-se por quase todas as opções entre Barra Velha e Porto Belo, é em Navegantes, na praia de Gravatá, que o maior numero de veranistas vindos de Blumenau se concentra. Para o pesquisador Solon Amásio da Costa, a predileção teve inicio na década de 50, na porta das fábricas de Blumenau.
Segundo Costa, praticamente todos os terrenos em Gravatá, quase deserta na época, pertenciam a um homem chamado Egídio Narciso. “O proprietário da área ia até Blumenau oferecer os terrenos para trabalhadores na porta da fábrica. Como ele facilitava a venda dividindo o valor do imóvel em várias prestações, conseguiu vender quase tudo que tinha exclusivamente para operários blumenauenses”, conta. Porém, acredita Costa, outro fator determinou a presença maciça de veranistas de Blumenau em Gravatá: todo operário tem um patrão que, ao longo do tempo, passou a comprar à vista os terrenos adquiridos à prestação pelo empregado.
Proprietário de uma imobiliária em Gravatá, Geraldo Felipe Santiago Santos, confirma as teorias do pesquisador. Santos calcula que 90% dos negócios que faz há mais de 20 anos são fechados exclusivamente com blumenauenses. Ele acredita que o fato da praia ainda manter um certo ar de isolamento é dos fatores mais atrativos. “Os blumenauenses são meio fechados”, imagina.
Em tom de brincadeira, Santos revela ainda que o local já é chamado de Praia do sapo. É que, segundo ele, os descendentes de alemães falam com sotaque carregado e, quando várias pessoas se cumprimentam simultaneamente, a repetição da saudação “Opa” lembra o coachar de sapos.
Jornal de Santa Catarina, sábado 02 de setembro de 2000 - 150 anos de Blumenau; volume 1 - futuro/presente.
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História de Navegantes
As terras que hoje pertencem ao município de Navegantes, até 1962 eram pertencentes ao município de Itajaí, e este por sua vez até l832 pertenceu a São Francisco do Sul e, a partir desta data até sua emancipação em 1860, pertenceu a Porto Belo. São Francisco do Sul foi a primeira fundação estável criada em 1658, na costa catarinense sob o comando do povoador português Capitão Mor Manoel Lourenço de Andrade, que vindo de São Paulo com alguns companheiros, distribuiu entre eles as terras daquela imensa região que se estendia da Vila de Paranaguá ao atual município de Porto Belo. A esta fundação estavam incorporadas as terras do vale do Itajaí e, por conseguinte Itajaí e Navegantes.
A distribuição das terras coube a João Dias Arzão, as que formariam posteriormente o município de Itajaí, tornando-se o seu primeiro sesmeiro e tomando posse à margem esquerda do rio. Arzão e seus companheiros não vieram apenas colonizar, mas principalmente procurar por minas.
No último decênio do século XVIII, as terras da foz do rio Itajaí já abrigavam cerca de 40 famílias. Os povoadores que descendiam de portugueses paulistas, em maior número, vinham pelas praias de São Francisco, passando por Penha e praia de Itajaí (hoje praia de Navegantes). Os de origem açoriana chegavam procedentes de Desterro, pelo litoral, procurando espaços apropriados para montar as “armações” para a captura de baleias. Oficialmente, a imigração de casais açorianos nas terras do litoral catarinense ocorreu entre 1748 e 1756, embora anteriormente, já houvessem ilhéus aqui se fixado em pequeno número. Estima-se que 6.000 açorianos tenham emigrado, e com sua descendência, ocupado lentamente o litoral catarinense, que pelo Conselho Ultramarino, deveriam ser distribuídos desde São Francisco do Sul até o cerro de São Miguel (em Laguna).
O Navegantes de hoje era uma planície localizada à margem esquerda do rio Itajaí-açu; historicamente foi denominado um pontal de areia entre o rio e o mar e, por ser mais alta, arenosa e menos alagadiça que as terras da margem direita, era através de sua praia que chegavam os imigrantes portugueses, (vicentistas e paulistas) vindos de São Francisco como o primeiro sesmeiro João Dias de Arzão. Nos arquivos da capela de São João Batista de Itapocorói, constam os nomes de mais de quarenta famílias de pescadores e agricultores residentes na praia e nas imediações da margem esquerda da foz do rio Itajaí-açu, já nas últimas décadas de 1700. Navegantes era um povoado da Paróquia do Santíssimo Sacramento de Itajaí, denominado em documentos religiosos e, posteriormente a partir de 1876 quando começaram a funcionar os cartórios, de: ¨Lado Norte do Rio” e mais frequentemente de “Pontal” ou o “Outro Lado do Rio”.
O “Pontal” compreendia a Praia de Itajaí (hoje de Navegantes) onde ficavam os engenhos de farinha; o Arraial do Pontal (hoje bairro São Pedro e Centro) onde se estabeleceram os marítimos e pescadores; e as Terras Férteis onde estavam os lavradores. O Arraial do Pontal localizava-se à margem esquerda do rio, de frente para a Matriz do Santíssimo Sacramento e era habitado por marítimos, pescadores, lavradores de mandioca, comerciantes, carpinteiros, donos de barcos de pesca e trabalhadores do porto; a maioria portugueses ou descendentes deles, tendo-se notícia que as primeiras famílias moradoras eram os Sacavém, Couto, Gaya, Formigal, Rebello, Maia, Hostin, Mafra, Rodrigues, Rodrigues dos Passos; depois chegando de Penha os Vieira e os Alexandrino, de Itajaí vieram os Seara e de Pernamuco os Araújo.
Após muitas sessões de discussão, em 14 de maio de 1962 pela Resolução Nº 2, o município é criado e consequentemente desligado de Itajaí. A Lei Estadual de criação é promulgada na Assembléia Legislativa sob o Nº 828 em 30 de maio de 1962.
A comunidade navegantina recebeu a notícia com muita festa e foguetório, rendendo seu reconhecimento aos fundadores.
A instalação oficial do município de Navegantes ocorreu na mesma data da instalação da nova Paróquia de Nossa Senhora dos Navegantes, no dia 26 de agosto de 1962. A caminhada do novo município seguiu em um processo lento, mas contínuo e progressivo, onde cada liderança política acrescentou a sua parcela de contribuição. Enquanto o primeiro Prefeito (Athanásio) precisou trabalhar nas ruas com os operários, com ferramentas trazidas de sua casa, ocupou como sede da 1ª Prefeitura, uma pequena casa de madeira (situada na frente da Colônia de Pescadores) emprestada e equipada de papel e caneta pelo seu genro, o saudoso empresário Arthur Gaya; os prefeitos posteriores já foram organizando um plano para abertura de ruas, iniciaram o calçamento; impulsionaram a abertura do Aeroporto, e criaram a Bandeira de Município em 1970, reivindicaram a implantação da rede de abastecimento de água em1973 e o Ensino Médio em 1976; e a cidade ganhou o ferry-boat em 1979.
O processo de crescimento que começou tímido, foi se acelerando de tal maneira que atualmente, com uma população estimada em mais de 60 000 habitantes, Navegantes tornou-se uma cidade de pulsante desenvolvimento, preferida pela qualidade de vida e possibilidades de emprego, já que dispõe do privilégio de estar ligada ao mundo por um dos mais modernos e bem equipados portos do país, contar com as linhas aéreas de um aeroporto de expressivo porte, sendo banhada por mais de 10 quilômetros de praia, receber turistas e empresários através de duas rodovias federais (BR 101 e BR 470); dispor de recursos de saúde tanto na rede pública, quanto na excelência de clínicas particulares; ser uma Comarca Judiciária, e ainda dispor de agências formadoras de Educação de Nível Superior, com possibilidades de especializações.
(Pesquisa da Professora Vilma Rebello Mafra, baseada na obra
"O Navegantes Que Eu Conto” de Didymea Lazzaris de Oliveira".

Para saber mais acesse: http://www.navegantes.sc.gov.br/home/

5 comentários:

Alves disse...

Olá Adalberto.
Obrigado pelo gentil e simpático e-mail.
Visitei o seu blog, gostei do que vi e li. Meus cumprimentos.
Em anexo um pps com fotos que fiz de Bruges.
Bom feriado / Alves
Bruxelles / Belgique

Viegas disse...

viegasdacosta @adalbertoday Adalberto, parabéns pelo teu trabalho! Fico feliz que as pessoas estejam descobrindo teus arquivos virtuais e físico.

OSMAR HINKELDEY disse...

Bom dia Adalberto
parabéns pela matéria de destaque sobre Navegantes.
Já sou veranista assíduo desta praia, desde a época de meus pais e agora ainda mais, porque vai a família.
Abraço

Zé Pfau disse...

Adalberto
Quando na propaganda, a gente conversava sobre o cidadão blumenauense. E a gente explicava que o nosso povo (décadas 60,70,80 principalmente) era completamente diferente do Brasil. Nosso operário sempre usava calça social e camisa de botão para trabalhar, com sapato e meia. Ele e toda a família trabalhavam na fabrica, então a renda familiar era boa. Dentro de casa tinha tudo em eletro domésticos. A casa era dele, nunca alugada. Toda de madeira, de janelas com vidro e cortinas. Terreno todo cercado de estaquetas pintadas. Uma garage, uma pequena horta e um galinheiro no fundo da casa com galinhas vermelhas e um galo para ter ovos. Um cachorrinho pelo duro, três bicicletas, uma Brasília (VW) na garage. No fim de semana ele a patroa e o casal de filhos iam de Brasília para Gravatá em Navegantes, onde eles tinham uma casa de veraneio. Eram muito felizes.....
José Geraldo Reis Pfau/publicitário em Blumenau

Cao Zone disse...

Não sei se ainda é assim, mas bem pouco tempo atrás, praia frequentada por "alemães" se caracterizava por possuir apenas alguns bares, pouquíssimos restaurantes e nenhum hotel. Claro eles quando vão á praia levam "tudo" de casa. Pano rápido.


Cao Zone
caozone@uol.com.br

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