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segunda-feira, 19 de abril de 2010

- Projeto Indígena

Educação para a revitalização da língua e da cultura Laklanõ/Xokleng

Texto sobre Indígenas do amigo Carlos Odilon.
Carlos Odilon da Costa.( Professor de escola pública, mestre em Educação pela FURB Blumenau SC, com a pesquisa Autonomia em Paulo Freire e a Educação Indígena, pesquisador do grupo Educogitans Mestrado em Educação FURB.)

No ano de 2009 o professor Ernesto Jacob Keim inscreveu o projeto referente a Educação Indígena da Universidade Regional de Blumenau FURB, por intermédio do grupo de pesquisa do Mestrado em Educação Educogitans, no processo seletivo Capes/ Observatório da Educação Indígena, um programa nacional voltado ao desenvolvimento de estudos e pesquisas que priorizem a formação de professores e gestores educacionais para territórios ocupados por povos indígenas e que escolhe os melhores projetos a nível nacional, que de certa forma contribuirá com a valorização da cultura indígena.
Foto: Reunião Aldeia Coqueiro
O projeto foi aprovado juntamente com mais 16 projetos de outras Universidades, com o seguinte título: “Planejamento Pedagógico-Didático e Formação Intercultural de Professores para a Revitalização da Língua e da Cultura Laklanô/Xokleng nas Escolas Indígenas Laklanô e Bugio em Santa Catarina”, este projeto é coordenado pelo professor Jacob e que tem como foco o Povo Laklanô, que se constituiu com os remanescentes do povo Xokleng, juntamente com indígenas dos povos Guarani e Kaigang. O interesse dos pesquisadores no Povo Laklanô se dá pelo fato de que eles existem há aproximadamente 3.000 anos na região do Vale do Itajaí Açú, na condição de povo nômade, que tinha como hábito fazer duas migrações anuais, passando o inverno no litoral e o verão na serra e no planalto. Vivem hoje na Reserva Duque de Caxias, localizada entre os municípios de Doutor Pedrinho, José Boiteux, Victor Meireles e Taió.
Atualmente segundo as lideranças indígenas da localidade, um grande desafio é como manter a identidade e a cultura de pertencimento, em um mundo cada vez mais globalizado fragmentário? Os próprios indígenas percebem que seus jovens e crianças não possuem mais acesso aos saberes e cultura tradicionais, para agravar existem “aldeias” na Terra Indígena Laklanô, que quase 90% não falam mais o Laklanô/Xokleng, nesse sentido, para muitos indígenas, eles estão vivendo um momento desafiador, nas palavras de Paulo Freire: “Situação Limite”, ou algo deverá ser feito para que revitalize a cultura (inédito viável) , ou o na terão mais esperanças quanto a futuro de seu povo. O Projeto nasce a partir do olhar, de revitalizar a língua e a cultura Laklanô/Xokleng dentro de uma perspectiva ética-vital, ou seja, os indígenas serão sujeitos no projeto e não objetos, este projeto será totalmente revertido para os povos indígenas da Terra Laklanô. Pensamos que o local pó excelência para desencadear este processo, passa pela Escola. A escola nos próximos anos terá a missão de ser o inicio de um processo maior que visa influenciar as comunidades em seu entorno, os aknos serão formados, dentro de uma visão de colaboração e participação na comunidade e preservando a cultura e a língua Laklanô/Xokleng.
Foto: Ponte para Aldeia Toldo
O projeto já teve início e as primeiras ações foram as seguintes:Após algumas reuniões de nosso grupo, em particular a pessoa do professor Jacob e as lideranças indígenas de todas “Aldeias” do Território Indígena e o povo das comunidades, foi liberada nossa entrada no território Indígena, para iniciarmos o projeto. Nos dias dias 19, 20 e 21 de Fevereiro visitamos a Terra Indígena para a aplicarmos um questionário sócio/cultural/econômico.
No primeiro dia houve uma reunião com o cacique presidente Aniel e os demais caciques na sede as FUNAI em José Boiteux. A pesquisa foi desenvolvida ao longo dos três dias contemplou as aldeias: Pavão, Palmerinha, Bugio, Figueira, Toldo e Sede. A Aldeia Coqueiro foi realizada uma semana após esta data. Está pesquisa de campo nos ajudará a conduzir o projeto. A partir da pesquisa veremos como poderemos criar a formação para os professores indígenas, seja no curso de especialização que será ofertado para eles, ou até mesmo no ambiente virtual que está em fase de construção. Os professores indígenas foram escolhidos pelas lideranças das Aldeias, são seis no total. Eles terão a missão de multiplicar o conhecimento construído no curso de formação para os outros professores. A pesquisa também servrá comoum marco referencial para a comunidade, conhecer e entender um pouco mas da dinâmica social/econômica que eles vivem.

Foto: Ponte caída que era o acesso para o povo Guarani da Aldeia Toldo
Após este primeiro levantamento foi realizado um encontro nas dependências da FURB no dia 26 de março conferência de lançamento do programa “Educação para a revitalização da língua e da cultura Laklanõ/Xokleng”, com o tema "Dor e culpa e a diversidade cultural”. O palestrante convidado foi o professor pesquisador da USP Antonio Joaquim Severino. Diversas atividades aconteceram durante todo o dia 26 de março, com a participação de indígenas da reserva Duque de Caxias. Para as 17h 30, os organizadores programaram uma feira de artesanato indígena, que aconteceu no hall térreo do Bloco I, também no campus 1 da Universidade.Acreditamos que este projeto sem sombra de dúvida de certa forma poderá ajudar aos povos indígenas de nossa região na construção de uma vida melhor para as comunidades existentes e assim a revitalização de cultura indígena passa pela manutenção língua no caso, os Laklanô/Xokleng, em tempos de globalização a preservação de identidade torna-se um elemento importantíssimo para garantir que as futuras gerações desses povos autóctones possam ser vividas e contadas.
Texto e arquivo de Carlos Odilon da Costa

4 comentários:

Carlos Odilon da Costa disse...

Prezado Adalberto, em tempos de gobalização e fragmentação de identidades, esperamos que este projeto possa ser útil aos indígenas...abraços

Walmor disse...

walmorriesling É verdade, @adalbertoday, que os colonizadores espantaram os índios gritando Xô, klengs?
Através do Twitter
Maravilha de trabalho. Estamos na torcida por este projeto.

Mariana disse...

Gostei muito! Pena que a educação ainda não percebe a importância de projetos como este em nossa cidade que cada vez mais apresenta o processo intercultural ao qual estamos envolvidos. E nossos alunos em um grupo bem miscigenado com aspectos das culturas indígenas e afrodescendentes cada vez maior em nossas escolas. Parabéns! Gostei muito! Mariana da Silva (Mestrado em Educação - FURB)
(mariana.encina@gmail.com)

neusa disse...

PARABENS PROFESSOR ODILON GOSTEI SEU TRABALHO E IMPORTANTE PRESCISAMOS DIVULGAR ESSE TRABALHO E QUE ELE TENHA MUITO SUCESSO ABRAÇOS

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