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domingo, 22 de novembro de 2009

- Um ano da maior tragédia urbana do Brasil

22/23/24/novembro de 2008, a maior tragédia urbana e o caos se instala em Blumenau.
Após mais de três meses de chuvas, Blumenau e região é acometida da maior catástrofe que uma cidade pode vivenciar.
Obs: em 12,13,14/janeiro de 2011, chuvas intensas, precipitações de grande vulto provocam  a maior tragédia Urbana no Brasil - ocorre na região serrana do estado do Rio de Janeiro - Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis com algumas centenas de vitimas fatais.  As cidades mais atingidas são Teresópolis, Nova Friburgo, Petrópolis, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), choveu cerca de 300 mm em 24 horas na região.
Foram momentos difíceis, que jamais será esquecido por nossa brava gente. Povo ordeiro que rapidamente começa sua reconstrução particular. Verbas prometidas demoram a chegar entraves políticos e burocráticos, e pouca coisa foi feito até hoje em relação ao todo. Algumas pontes foram reconstruídas e outras novas foram executadas.
Rua Júlio Heiden 23/nov.2008
Rua Júlio Heiden, nov./2008 e 20nov./2009
Ao completar um ano da tragédia, nenhuma casa foi entregue aos desabrigados e as áreas que eram consideradas impróprias, as comunidades afetadas retornam e o perigo continua. Como entender este descaso? Eu não consigo compreender... Foram adquiridos vários terrenos para a construção, mas somente no próximo ano, serão entregues as primeiras unidades.
No bairro Progresso em relação às estradas e pontes, foram executados trabalhos importantíssimos e com mais qualidades. Podemos dizer que houve uma boa recuperação. Porém nas encostas dos morros, nada ou pouco foi feito, nas ruas Progresso (curva do cemitério e próximo ao posto Bruno), Emilio Tallmann,Júlio Heiden.
Não vou aqui me alongar muito, pois a minha intenção é colaborar, entendo as dificuldades, mas é necessário mais ação. As verbas deveriam ser repassadas às prefeituras. Se assim fosse, com certeza haveria muito menos o perigo do “superfaturamento”, e muitas mais obras seriam realizadas e com mais rapidez.
Apenas vou mostrar um pouco do que observo todos os dias aqui em frente a minha residência, e na Rua Júlio Heiden,onde resido. Digitando textos de meu trabalho, como este,, visualizo a curva do cemitério, que se tornou uma novela. “Enquanto isso aqui na curva do cemitério no Progresso”...cai barro...tira...barro...cai barro...tira barro, alguém lucra com isso, ou estou errado? E a mesma coisa se repete a cada chuva. Caso não seja tomado providencias urgente, parte ou quase toda curva do cemitério no Progresso vem abaixo. E assim parte da rua, que está para ruir e acontecer uma tragédia. É só verificar as fendas que estão aumentando e se aprofundando abaixo da camada asfáltica.
No dia 03/nov./2009, liguei para a rádio Nereu Ramos, programa Espaço Comunitário do radialista Joelson dos Santos, relatando todos os fatos, inclusive sobre as faixas de segurança que são inexistentes neste instante em toda região do Progresso. Solicitei aos amigos José Carlos de Oliveira e Isaias Izidoro, diretores da SETERB, para que providenciassem novamente a passagem do transporte coletivo pela Rua Júlio Heiden, já que a estrada oferece condições de trafegabilidade neste instante. Imediatamente a solicitação foi providenciada, e os ônibus voltaram a circular a partir do dia 05/nov.
Passarela da rua Catarina Abreu Coelho, com acesso a rua Júlio Heiden. Na imagem a esquerda do dia 23/nov./2008, e a direita do dia 22/nov./2009. Recuperada em madeira e cabo de aço, a comunidade ficou feliz, mas lamenta que mais uma vez o prefeito João Paulo Kleinubing não cumpriu com sua promessa de fazê-la de concreto.
Passarela da Rua Santa Maria com acesso ao Canto do Rio
Ponte Victorino Goll, com acesso a Rua Bruno Schreiber
A construção da Passarela do Canto do Rio e Ponte Victorino Goll, foi um esforço em conjunto com a prefeitura, governo estadual, e principalmente da comunidade da Associação de Moradores da Santa Maria, presidida por Maurício  Goll. Ambas muito bem planejadas e executadas.
Deixo para o caro amigo leitor acessar os links , caso queira saber mais, e recordar aqueles dias fatídicos.
Arquivo de : Mauricio Goll e Adalberto Day cientista social e pesquisador da história
“Blumenau 1927: Indígenas e colonos alemães”.

Colaboração: Angeline Tostes

11 comentários:

Pomerode News disse...

Realmente quem mora aqui na região sabe o que aconteceu, quem imaginava-se que iriamos enfrentar uma enchente. Só para lembrar uma semana antes no dia 15 de novembro de 2008 tinhamos um sol forte um final de semana bom para curtir uma praia soque semana depois SC chora no domingo demanhã com quase 10 metros em Blumenau, morros desmanchando como sorvete a maior tragédia que o estado já enfrentou no ano em que fez 25 anos daquela que até novembro era considerada a maior enchente de SC a de 1983. SC novamente chora ver tanta destruição, quem ve as fotos de 1983 não acredita que o Rio Itajai subio tanto 15,34cm mas na época não houve tantos deslizamentos e tantas mortes soque a de 1983 foi a mais longa enchente já a do ano passado não demorou tanto mas a destruição que causaou não e explicavel. Não esquecendo em junho de 2008 a Jornal de Santa Catarina publicou uma matéria sobre os 25 anos da enchente de 1983 e colocou a seguinte frase: "e se fosse hoje? estariamos preparados para enfrentar novamente uma enchente como a de 83? a resposta já obtivemos em novembro de 2008.

Blog Pomerode News - POMERODE - SC
A cidade de Pomerode bem informada!

Djalma Fontanella disse...

Passado estes dias após a enchente, muinta coisa foi feito.Ou vejamos: Não foi feito nada pelo governo federeal.....ops.desculpem o ato falho.....O Lula sobrevoou a região, chorou enfrente as cameras de TV, prometeu e nada.Prometeu munodos e fundos . A Ideli veio, falou, esbravejou,e nada, e olha que ano que vem ela é cadidata ao Governo Estadual, portanto, fiquem atentos com isto.A Prefeitura sim, esta falhou e muinto.Por mais que tenha feito, e reconhecemos que fez, não pode ficar omisso frente ao que o governo federal promete e não cumpre.E isto o João Paulo vai sentir na proxima eleição para prefeito qdo não vai conseguir eleger seu sucessor. Ja não teria se elegido se tivesse aumentado os onibus urbanos antes das eleições passada. Isto não é uma critica a nenhum partido politico e sim a um homem publico.Temos que ser dignos, fiéis a quem nos rodeiam. Não podemos comemorar um ano de tragédia e apenas nos lembrarmos do que foi prometido e não foi feito.Lembremo-nos sim de quem prometeu e não cumprio.Muintos ainda não conseguiram se reerguer depois daqueles dias e quem sabem conseguiram. Mas temos sim que nos lebrrar das promessas não cumpridas,e mais ainda, de quem as fez.

!Sim, nós podemos! disse...

Foi horrível. Queremos apagar da nossa memória.
É lamentável a lentidão da administração pública para com as comunidades mais afastadas do centro. Bem, aqui no centro por cima parece tudo bonito, mas toda vez que chove é aquela inundação.
Ainda bem que temos a internet para relatar e saber o que está acontecendo nos bairros, imaginem o quanto devem ter sofrido as vítimas de 1983, quando a comunicação era mais lenta. Se hoje com tudo que se tem acesso os governantes não estão nem aí, imaginem naquela época...
É preciso não esquecer, é preciso cobrar melhorias!

Marilia disse...

Parece mentira! O tempo, depois que se fica velho, anda muito, muito mais rápido

Paulo França disse...

ARTIGO
É preciso planejar para prevenir Após a maior catástrofe da história de Santa Catarina, concluídas as etapas de socorro e de limpeza, o processo de reconstrução avança, as obras estão sendo executadas e debatidas com a sociedade.

Nesta época de reflexão, ficam marcadas em nossa memória as consequências da enchente de 83/84, que nos fez ocupar as encostas dos morros como garantia de segurança contra as cheias. Uma reação que não recebeu a análise devida e que anos depois veio nos mostrar a importância do planejamento diante da ocupação das terras no Vale do Itajaí.

É preciso planejar. Ainda em 83/84, o Rio Itajaí-Açu teve menos de 20% da dragagem executada, o que gerou um fluxo incontrolável das águas nas cheias seguintes. A ponte da Rua Capinzal, a única que permaneceu com os pilares no meio do Ribeirão Garcia, recebe agora um olhar pensando no futuro. Na última semana, a estrutura começou a ser demolida para dar espaço a uma nova ponte mais adequada para as futuras possíveis catástrofes que tenhamos que enfrentar.

A tragédia de 2008 veio nos mostrar a necessidade de uma formação cultural sólida sobre a importância de prevenir. Com tudo o que vivenciamos, precisamos aprender que nossa força para a reconstrução precisa também ser direcionada à prevenção, para que todos nós possamos usufruir das belezas do Vale do Itajaí, cultivando os valores de desenvolvimento sustentável e qualidade de vida.

Isto é possível com atuação conjunta do poder público e sociedade organizada em um amplo debate sobre a importância de prevenir as catástrofes, ou pelo menos minimizar seus efeitos. O Japão, por exemplo, convive com os terremotos e os Estados Unidos, com os furacões. Nesses países, toda a sociedade se organiza para prevenir as consequências destes fenômenos climáticos. E agora é a nossa vez de pensar assim.

O reconhecimento da sociedade pelos verdadeiros financiadores da reconstrução não está acontecendo. Eles não estão sendo valorizados nas divulgações sobre os resultados das ações de reconstrução. São os contribuintes que geram 100% do que está sendo utilizado para reconstruir nossa região, nosso Estado. É preciso reconhecer que o poder público apenas administra os recursos da sociedade, mas que todos nós somos os responsáveis pela reconstrução e pelas ações que definirão nosso futuro.

PAULO FRANÇA|Secretário de Estado de Desenvolvimento Regional de Blumenau

Publicado no Jornal de Santa Catarina Edição 11792 de 23nov/2009

Anônimo disse...

Airton Gonçalves Ribeiro

Prezado amigo de Infância e até esta data:

Lamentável, me solidarizo de forma consternada pelo sofrimento dos nossos conterrâneos de Blumenau, em particular da Rua Progresso, onde residi na minha infância, permanecendo ali, na Rua Santa Terezinha até 1976.
Convenhamos leio atento os comentários postados neste seu artigo e em determinados temas concordo plenamente.
A enchente faz parte do cotidiano do povo blumenauense, ou não, pode demorar mais ou menos mas ela ocorre. Isto não podemos negar, e a destruição é total, além da perda irreparável de vidas preciosas dos nossos conterrâneos.
Prezado Djalma Fontanella, que imagino conhecer e muito, você está correto em suas ponderações, a imprensa alardeiam a enchente por todo o universo, vi,testemunhei o Cabrini realizando uma reportagem com transmissão ao vivo, chorando, mas e daí, os blumenauenses e também os itajaienses que também sofremos com as cheias continuam desprotegidos. Mas, como disseste não só o Cabrini chorou o Lula, Ideli e tantos outros e o que se planeja para o futuro, paliativos não resolvem esse trágico problema. Precisamos sim de um plano macro que resolva a situação. Day, parabéns, não esmoreça irmão, manda porrete no lombo desses político "chorões". Por falar nisso estive em São Paulo e um taxista ainda lembra do Amim, sabes porque? Ele viu reportagem em horário nobre (1984), com o Amim de botas em Blumenau e chorando copiosamente, este choro o levou ao Senado, colheu alguns votos como canditado a Presidencia da Republica, falso, repugnante. Lenha Day, não esmoreça, nossos conterrâneos talvez tenham somente você como uma voz atuante para que a sua dor seja percebida por estes falso chorões. Que saudades de Evaldo Moritz, Antonio Sestrem, Rodolfo Sestrem, Vitório Pfiffer, Romario da Conceição Badia, Piranha, Ferreirinha, Afonso de Oliveira, Waldir do sindicato, Mário Manske, o Shippman (precisas falar dele, chutava muito forte, uma patada)e por aí afora, tantos, e agora Deusdith de Souza (visitei o interior da cidade com ele, é de arrepiar), Gaspar, e tantos outros, acho que não conseguem fazer nada, o prefeito de vocês é duro na queda, e não podem reclamar o elegeram por duas vezes, acho que não está realizando muita coisa, e como viaja, hein? ou é impressão minha, se for desculpe.....Saudades mesmo.....

Hamilton disse...

Amigo Adalberto!

Acuso o recebimento do teu e-mail dando destaque para um ano da catastrofe, e quero te dizer que só estou atrasado na resposta do e-mail, pois quanto aos textos e imagens li de imediato.
me desculpa pela demora, mas parabenizo pelo trabalho, sempre voltado a historia e as coisas que marcam nossa cidade.
parabéns.
Hamilton Antonio

Santos disse...

Oi Beto, boa noite. É impressionante o seu empenho e dedicação incansavel para ver tudo funcionando aí na sua região.Imagina-se até que tudo o que ocorre nessas redondezas você connsidera acontecendo dentro da sua propriedade, tal é o seu extremo interesse em melhorar tudo. Importante é que as autoridades o respeitam e o acatam por motivos óbvios. Bonito mesmo é ver que essa gente o considera como uma esperança para todos, e alguem a quem podem recorrer para solucionar esses problemas que surgiram ha um ano. É gratificante essa influência sua, quando sua comunidade acompanha pari passu
os melhoramentos que vão surgindo, embora algumas ainda com falhas, e podem comentar entre eles: graças ao Beto... Sei que você muitas noites tem dormido mal pensando nisso tudo, mas, acho que tambem tem dormido muitas noites um sono tranquilo por saber um dever cumprido e um resultado de sua incansavel luta. Pode ficar certo de uma coisa Beto, mais tarde, quando isso tudo estiver resolvido, tudo consertado e embelezado e esse povo estiver feliz, haverá um monumento lhe prestando uma justa homenagem.Um grande abraço meu em nome dessa feliz comunidade por possuir em seu meio alguem da sua envergadura.
E.A.SAntos

Angeline disse...

Adalberto,
Que essa sua importante postagem, sirva para alertar as autoridades desse país, para que sejam responsáveis.
Nâo adianta fazer política com a vida das pessoas, é preciso ter responsabilidade e tratar o mal pela raiz.

Abs

Angeline

OSMAR HINKELDEY disse...

Prezado Adalberto, bom dia
gostei do seu comentário. Não só relembrar a catástrofe, mas também mostrar alguns serviços de restauração. Muito bom isto.
Também creio que acerta o secretário Paulo França, quando diz que precisamos planejar. De fato, os desastres climáticos são periódicos nesta região, daí a necessidade de planejar para a prevenção de tragédias maiores.
Neste sentido, a comunidade também tem que se conscientizar cada vez mais, para conviver em harmonia com a natureza e cobrar responsabilidade do poder público na adminitração da cidade. Política é coisa séria.
Um grande abraço

Urda disse...

Meu, Adalberto, só hoje li e vi as fotos. Céus, a gente nunca poderá esquecer, penso.
Feliz Ano Novo mesmo assim,
Urda.

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