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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

- Dr. Blumenau retorna à Alemanha 1866


- Dr. Blumenau visita sua terra natal Alemanha em 1866. Apesar da Ida de Dr. Blumenau a Alemanha, não foi possível incrementar a imigração, e o número de colonos entrados foi relativamente insignificante.
Continuaram os trabalhos de aplainamento do local e transporte de material para a construção das igrejas católicas e protestantes, já iniciadas.
- A imagem mostra a residência que foi de Hermann Wendeburg – amigo de Dr. Blumenau e vice-diretor da colônia, que morou nesta residência de 1858 até 1881. Dr. Blumenau morou aos fundos desta residência, em uma casa de madeira, com sua esposa Bertha Repsold (Foto).
O Dr. Blumenau casou-se em 1867, na Alemanha com Berta Repsold, filha de Jorge Repsold, fabricantes de instrumentos óticos.
Nesse mesmo ano, Dr. Blumenau compareceu, com uma representação brilhantíssima, à exposição Universal de Paris. O Dr. Blumenau que se encontrava na Europa, orientou a organização das mostras de produtos da colônia, de dados estatísticos em quadros bem elaborados, que serviram, no mesmo tempo que de atestados de pujança da colônia e da atividade dês seus habitantes, de um veiculo de propaganda inteligente e eficiente.
O Júri supremo conferiu a colônia Blumenau um dos 12 grandes prêmios: Diploma de honra,medalha de ouro e 10 mil francos em dinheiro, que não foram recebidos senão anos mais tarde.
Ainda em 1867 o governo da Prússia nomeou seu cônsul na colônia, o Sr. Vitor Gaetrtner, sobrinho de Dr. Blumenau. Em fevereiro, o presidente da Provincia, Dr, Adolfo de Barros, visitou a colônia que, em maio seguinte, também recebeu a visita do ex-presidente da Província, Dr. Inácio da Cunha Galvão.
Começaram os trabalhos de exploração e abertura de um caminho que ligasse a sede da colônia Blumenau à de Brusque, instalada pelo governo provincial às margens do Itajaí Mirim. Esse caminho não seguia o atual traçado por Gaspar e Barracão, mas partia da sede da colônia pela margem direita do ribeirão Garcia passando pelas minas de chumbo.
- A imagem mostra a Casa que morou Dr. Blumenau. Esta casa foi completamente destruída pela enchente de 1880.
- Após viver trinta e quatro anos em Blumenau, seu fundador partiu em definitivo para a Alemanha, onde veio a falecer em 30 de outubro de 1899, aos 79 anos de idade.

Durante todo esse ano e o seguinte, Hermann Wendeburg manteve-se na direção da colônia, como substituto de Dr. Blumenau. Era um digno representante do fundador, honesto, , ativo, inteligente,parcimonioso nos gastos, , minucioso no emprego das verbas,enfim, um homem capaz de substituir Dr. Blumenau onde quer que a experiência, o conselho e a orientação do fundador se fizesse necessário. Foram solenemente colocadas as pedras fundamentais das igrejas católica em 20 de setembro de 1868, e protestante dia 23 do mesmo mês e ano. Neste ano o pastoreio d”almas continuava sob a orientação do Pastor Oswaldo Hesse, enquanto que os católicos tinhsm como vigário o Padre Antônio Zielimski, substituto do Padre Gattone.
- Casa em que Hermann Wendeburg residiu de 1858 até 1881, até o seu falecimento. Alameda Duque de Caxias, 78 – Centro - Blumenau. - Esta casa é um referencial da história administrativa da Colônia Blumenau. Na sala principal dessa casa foram tomadas muitas decisões administrativas importantes. Datada de 1858, é a mais antiga de Blumenau. Na realidade são duas casas encostadas, a de Wendeburg é a primeira a esquerda. Atual Museu Colonial de Blumenau.
Nesse ano de 1868, o aumento de imigração foi enorme. Entraram 1866 imigrantes vindos diretamente de Hamburgo, de sorte que, com eles, a população da colônia ascendeu a 526 almas. Esse acréscimo forçou o governo a mandar para a colônia uma comissão de engenheiros e agrimensores, para que não se demorasse a instalação definitiva dos colonos recém chegados em seus respectivos lotes. Em 23 de novembro de 1869 regressa o Dr. Blumenau da Alemanha, reassumindo a direção da colônia.
Para saber mais acesse:
- Dr. Hermann Bruno Otto Blumenau
- Hermann Wendeburg
Dados extraídos do livro feito pela passagem do Centenário de Blumenau em 1950/edição da comissão de festejos/Arquivo de Adalberto Day

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