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quarta-feira, 23 de abril de 2008

- Hermann Wendeburg


Casa em que Hermann Wendeburg residiu de 1858 até 1881, até o seu falecimento. Alameda Duque de Caxias, 78 – Centro - Blumenau.
- Esta casa é um referencial da história administrativa da Colônia Blumenau. Na sala principal dessa casa foram tomadas muitas decisões administrativas importantes. Datada de 1858, é a mais antiga de Blumenau. Aos fundos desta residência, morou Dr. Blumenau em uma casa de madeira que foi destruída pela enchente de 1880.
Os dois amigos: Hermann Blumenau x Hermann Wendeburg
Hoje quero prestar uma justa homenagem a uma personalidade, um tanto esquecida no contexto geral de Blumenau, mas de um valor significativo para toda comunidade blumenauense. Morador próximo onde existe uma Rua que leva o seu nome no Bairro Progresso, sempre tive a curiosidade de saber qual sua participação no desenvolvimento da colônia Blumenau. Quando estava professor, fazia o aluno conhecer primeiro sua Rua, o porquê do nome, para depois ensinar sobre o Bairro, cidade, Município, Estado e federação. Encontrei até dificuldades para obter fotos, que são raríssimas.
- Dr. Hermann Blumenau foi para a Alemanha em 28/03/1865 e casou-se com Berta Luiza Repsold em abril de 1867, retornou á Blumenau em 1869. Durante a sua ausência, que foi de quatro anos, a colônia prosseguiu no seu ritmo normal. Hermann Wendeburg, que imigrara em 1853, era natural da Alemanha, imediatamente após a sua chegada ao estabelecimento, o Dr. Blumenau o nomeara seu “secretário-tesoureiro” Guarda-livros . Nesse posto, permaneceu até a sua morte em 1881.
- Nasceu a 02 de fevereiro de 1826 em Foerste bei Hildesheim (Alemanha) e faleceu em Blumenau às 03 horas da tarde de 13 de janeiro de 1881. Foi Wendeburg quem, em 1865, organizou o Batalhão de Voluntários da Pátria que se destinava à Guerra do Paraguai, e em reconhecimento pelos serviços prestados no recrutamento o Império do Brazil recebeu, na pessoa do Imperador D. Pedro II, a concessão da condecoração da “Ordem da Rosa” (Y)
- Homem inteligente e de relativa cultura, foi escravo do trabalho e do dever. Honesto, digno, produtivo e laborioso, foi colaborador dos mais eficientes do Dr. Blumenau, que o teve sempre na mais alta conta,votando-lhe grande estima e respeito. Diferente no temperamento, Hermann Wendeburg era mais acessível e amável do que o Dr. Blumenau, cujo caráter austero e franco, quase sempre estava mal humorado muitas vezes, o fizera entrar em choque com os colonos. Os Colonos, por isso mesmo, entendiam-se melhor com Wendeburg. Por essa razão, os negócios administrativos da Colônia, sem sofrer solução de continuidade, prosseguiram sem grandes problemas.
Hermann Wendeburg
Foto: AHJFS enviada por Sylvio Zimmermann Neto
História:
- Esta área está inserida no centro histórico da cidade, pois se encontrava num dos primeiros lotes coloniais do Stadtplatz (centro da colônia). Coube à municipalidade, em contrapartida, a conservação e preservação desta área. Com o falecimento de Edith Gaertner em 1967, o imóvel foi incorporado à Fundação Casa Dr. Blumenau, criando-se uma casa-museu, a qual foi denominada “Museu da Família Colonial”. Incorporados a este patrimônio, estão o Horto Edith Gaertner, a Biblioteca Pública Municipal Dr. Fritz Mueller, o Arquivo Histórico Prof. José Ferreira da Silva, o Museu da Família Colonial.
 O complexo museulógico compreende três casas-museu.
O Museu da Família Colonial foi aberto ao público em 1967. Ele tem exercido as funções de guardar e preservar a cultura material de diversas famílias, que moraram em Blumenau ao longo de sua história, interagindo com a comunidade.
Uma delas, construída em 1864, em verdadeiro estilo enxaimel serviu de residência ao comerciante e cônsul da Alemanha em Blumenau, Victor Gaertner e família. Sua esposa Rose Gaertner foi a fundadora do teatro em nossa cidade. A segunda casa, datada de 1858, é atualmente a mais antiga residência existente no Vale do Itajaí e serviu de residência ao imigrante alemão Hermann Wendeburg, que era secretário e guarda-livros do fundador da Colônia. Ali se encontram móveis e objetos dos primeiros moradores. A terceira casa museu foi construída no No início da década de 1900 em estilo germânico e serviu de morada para da família Gaertner. Com o falecimento de Hermann Wendeburg, sua casa foi adquirida pelo imigrante Paulo Schwartzer. Anos depois foi herdada pela filha Edith Schwartzer, a qual era casada com o Otto Rohkohl, cônsul da Alemanha em Blumenau (1919-1939). A última herdeira, Renate Rohkohl Dietrich, ciente da importância deste patrimônio para a história da cidade, doou este patrimônio à municipalidade em 1964 (Registro no 2º Tabelião de Notas, Livro 130, fls.144/145V), com usufruto. Foi tombada a nível estadual como Patrimônio Histórico através da Lei 1.294 de 29 de outubro de 1996. Localização: Alameda Duque de Caxias, 78 – Centro. Fonte: Historia de Blumenau. José Ferreira da Silva 2ª Edição - 1988
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WENDEBURG, Hermann, 31 anos, de Förste, filho de Wilhelm Wendeburg e Elise n. Hölmann, casou aos 08.11.1857 com Jenny Herbst, 22 anos, de Goldberg, filha de August Herbst e Auguste n. Rössel. Testemunhas: ? Hermann faleceu aos 13.01.1881.
Filhos:
F. Paul Eberhard Hermann Wendeburg * 17.02.1857
F. Clara Auguste Wilhelmine Wendeburg * 03.04.1860
F. Edith Julie Emmy Wendeburg * 02.08.1863
F. Anna Eugenie Alma Wendeburg * 05.03.1867
F. Hermann Oswald Wilhelm Wendeburg * 31.07.1870
Ele foi Cavaleiro da Ordem da Rosa.
A filha Clara casou com Joaquim José de Souza Filho, filho de Joaquim José de Souza Corcoroca e Angélica de Souza Corcoroca. Era juiz comissário em Joinville. Em agosto de 1877 morreu afogado ao atravessar um trecho alagado da Estrada em Itajaí, tendo o cavalo em que montava tropicado e caído. Foi empregado da Agência de Terras e Colonização.
O padrinho de batismo de um dos filhos foi um Eberhard Wendeburg – um irmão ?
Seu pai foi o primeiro diretor da Colônia Santa Teresa. VER – dados a seu respeito em “Reisen durch Sud-Amerika” de J. J. von Tschudi, vol. 3, pág. 407. Fazia parte da Comissão de engenheiros. Veio para Blumenau em Março de 1875. A estação de Blumenau foi inaugurada em 9 de julho de 1890. O primeiro agente telegrafista foi João Corcoroca (filho da Clara?).
- Fundação Casa Dr. Blumenau/Arquivo Histórico José Ferreira da Silva/Memorialista Niels Deeke/Marcos Schroeder/Adalberto Day

6 comentários:

Bettina disse...

OBRIGADA !!!!!!!!!!!!!!!!
Leio com frequencia a Coluna
Bettina - Alemanha

Wieland disse...

Parabéns, Adalberto, por homenagear Hermann Wendeburg, uma das figuras, ainda que não propositalmente, mais injustiçadas da história de Blumenau. Por algum motivo, no momento não estou conseguindo acessar o blog, mas tentarei novamente mais tarde. Nos longos períodos em que o Dr. Blumenau se afastava da colônia com o intuito de convencer mais pessoas a emigrar para o Brasil, Wendeburg foi seu diretor interino, e, segundo consta, cumpriu cabalmente todas as tarefas que assumiu. A Alameda Duque de Caxias, nossa Rua das Palmeiras, que já se chamou Rua Dr. Blumenau, no passado também já ostentou o pomposo, porém justo nome de Boulevard Wendeburg. Aliás, o próprio Dr. Blumenau, ainda que tenha dado nome à nossa cidade, deveria ter uma rua mais importante carregando o seu nome. Um grande abraço, Wieland

NIELS DEEKE disse...

Meu Estimado amigo ADALBERTO DAY :

Com jubiloso prazer recebo a sua mensagem informando a inclusão, em sua meritória página histórica, da biografia de Hermann Wendeburg.

Justa, louvável e mui oportuna tal providência, vez que Wendeburg foi, sem favor algum, a segunda pessoa de maior projeção na história local.

Adiante faço constar alguns registros que, faz anos, compilei acerca do seu homenageado. Trata-se de seleções esparsamente recolhidas, ainda pendentes de correções, porquanto ainda constantes de meus alinhavos.

Parabenizando-o pela providencial disponibilização da biografia de Wendeburg, despeço-me

Cordialmente

Niels Deeke, em Bl'au - SC

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Angel Tostes disse...

Excelente postagem, além de resgatar a memória de um benemérito de Blumenau, insere o leitor no espaço físico de sua cidade.
Muito legal a dica de como ensinar ao aluno a saber que é o patrono do logradouros antes de falar do município, assim conhece-se mais o valor dos homens que construíram a história da cidade.
Parabéns!

Paulo Eduardo disse...

Mutio interessante,suas pesquisas históricas são bem completas!! Gostaria então de lhe pedir, uma reportagem sobre as rádios de blumenau das décadas de 40,50 e 60! E também do Cinema blumenauense, das produções e dos locias que existiam. Em relação as rádios, especificamente sobre as rádio-novelas, pois minha avó participou de uma destas, e gostaria de saber sobre a repercussão desta e de outros eventos culturais. Grato!

Maurício da Silva Junior disse...

Sim Adalberto!
Maravilhoso, como todos os seus posts!

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