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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

- Beto Carrero - O que Blumenau perdeu

- Resolvi publicar o artigo escrito pelo ex Prefeito de Blumenau Felix Christiano Theiss, para que mais pessoas tenham acesso – como também saber do grande empreendimento que Blumenau perdeu na época, por não ousar, coisa que Beto Carrero tinha de sobra.
FELIX THEISS/EX-PREFEITO DE BLUMENAU E CONSULTOR
- Conheci João Batista Sérgio Murad ainda muito jovem, com a minha idade, aos 33 anos, na prefeitura de Blumenau. Ele ainda não tinha escritório aqui e vinha com muita freqüência de São Paulo, editando inicialmente um folder, fazendo o marketing inteligente, principalmente de nossas têxteis e cristalerias. E a prefeitura tinha que participar, pois era a forma mais barata de se levar o nome e a marca Blumenau para todo o Brasil. Quando ele instalou escritório na Rua Itajaí, no início da década de 80, procurando valorizar o estilo enxaimel na própria construção, a JBA Murad já era, sem sombra de dúvidas, a melhor empresa de comunicação do Estado. Ele era um fã ardoroso da arquitetura germânica. Empolgou-se com a lei de incentivos à construção típica, para não só preservar, mas reavivar com novas construções no estilo, erguendo uma cidade diferente das brasileiras. O que mais lamento hoje é que Blumenau não soube valorizar seu sonho de construir aqui o maior parque temático da América Latina. Ele quis construir na Itoupava Central, em terras da falida Cia. Jensen este parque. Pediu duas coisas à prefeitura: a doação de uma parte do terreno - ele compraria terrenos vizinhos - e a ampliação do Aeroporto Quero-Quero. Lembro-me que não era um investimento fora do alcance da prefeitura. Havíamos pago cifras maiores, dez anos antes, para adquirir os terrenos do Complexo do Sesi e a área para construção da nova prefeitura. Mas o visionário não encontrou um prefeito com capacidade de enxergar um grande projeto para a área de serviços, dentro da vocação turística da cidade.Blumenau estava entrando em outra área de serviços, que era o parque tecnológico da informática, e nossos setores fortes da década de 70, o têxtil e o cristaleiro, já começavam a mostrar fragilidades. E aí faltou outro apoio indispensável ao Sérgio Murad. As nossas instituições, hoje tão fortes na proatividade e no estímulo às boas iniciativas, na época também não acreditaram nas idéias "loucas" de Beto Carrero, que falava em mais de mil novos empregos. Acib, CDL, sindicatos patronais, clubes de serviço e outras entidades não souberam articular uma ação para reter o sonho de um visionário em Blumenau.O jovem, amargurado pela descrença no seu sonho, triste e solitário, foi para o município de Gaspar. Lá, uma enchente mostrou a temeridade de seu projeto. Depois de ter feito investimentos frustrados, foi atrás de outra área próxima de um aeroporto e da BR-101, Penha. O Parque Beto Carrero World fala por si da competência deste saudoso empresário. Em 16 anos, é um dos maiores do mundo e já atraiu mais de 10 milhões de visitantes de todo o Brasil e do Exterior. Que estas lições do passado sirvam para uma grande reflexão: Blumenau tem que pensar grande e buscar soluções ousadas para seus desafios futuros. O poder público e a iniciativa privada têm que se irmanar e construir juntos uma nova Blumenau.
Arquivo/texto introdução/Adalberto Day
Artigo publicado no Jornal de Santa Catarina dia 04 de fevereiro de 2008

3 comentários:

Solange disse...

Boa tarde,

Sr. Adalberto como está .....visitei seu blog, o Sr. e sua equipe estão de parabéns, todos os blumenauense deveriam conhecer..... já que a historia de nossa cidade é formada por desbravadores....pessoas como o Sr. ....que amam nossa cidade jardim...


Abraços e sucesso !!!

Solange

Adilson Siegel - Ticanca disse...

O cidadão Sérgio Murad, "Beto Carrero", tinha uma visão e um sonho muito a frente ao seu tempo. Com certeza absoluta, o maior visionário que tive o privilégio de conhecer pessoalmente.

Mais triste que a sua perda (faz parte da vida), é continuar achando ainda hoje que Blumenau tem vocação turística, com comércio fechado aos domingos e feriados, restaurantes fechados no natal e ano novo, que o Stamtisch atrapalha o comércio da Rua XV, entre tantas outras demonstrações claras de cidade ainda provinciana com bom marketing.

Rose disse...

Boa noite! Lendo tudo isso eu me pergunto :Por que Blumenaenu é só oktoberfest? Nada contra a festa em si!mas no que ela se transformou! E lendo essa matéria vejo que infelizmente por aqui sonhos ousados não são bem vindos!A não ser que seja sobre oktoberfest aí não tem problema!! Minha cidade jardim que já foi bela e loura! Hoje é sinônimo de chopp e bagunça... Triste isso

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