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terça-feira, 24 de dezembro de 2013

- Como surgiu o pinheirinho de Natal em Blumenau




Em histórias dos Natais uma contribuição importante e exclusiva de Carlos Braga Mueller/escritor e jornalista em Blumenau.

COMO A ARAUCÁRIA BRASILEIRA TRANFORMOU-SE NO PINHEIRINHO DE NATAL EM BLUMENAU
Vale a pena relembrar um fato narrado por um antigo morador de Blumenau, no qual, através de carta enviada a uma irmã na Alemanha, ele conta como a criatividade preenchia o vazio e a saudade da velha pátria europeia.
Acostumados a festejar o Natal na Europa em torno do presépio e do pinheiro do Tirol, os imigrantes usavam  aqui galhos da mata nativa para substituir o tradicional pinheirinho, até que o administrador e fundador da Colônia, Hermann Blumenau, teve uma ideia verdadeiramente luminosa, como revela o imigrante Otto na carta enviada a sua irmã, da qual extraímos trecho em que ele se refere ao Natal.
Pinheiro Tirol (europeu) foto reprodução
A tradução foi feita pelo historiador Frederico Kilian e publicada no Tomo XV da revista histórica Blumenau em Cadernos.
Otto (não foi revelado seu sobrenome), motivado pela saudade e pela emoção, escreveu:
Blumenau, em 1º de janeiro de 1867.

"Querida Irmã !
........ Já estamos aqui pouco mais de cinco anos e neste ano tivemos o nosso primeiro pinheirinho de natal.
Araucária Brasileira - Foto reprodução
Mas não é o pinheirinho alemão "Abies pectinata", mas sim uma árvore com folhas aciculares mais duras; nasce no planalto, a "Araucária brasiliensis", que foi introduzida aqui na colônia pelo próprio Dr. Blumenau, que arranjou as sementes da zona serrana. Cresce muito ligeiro e dentro de quatro a cinco anos já pode ser cortada para servir de árvore de natal.
Nos anos anteriores, nossa árvore de natal era um arbusto ou pequena árvore com galhinhos simétricos e que enfeitamos com pequenas fitas de cores, cortadas de restos de fazenda, com as quais prendíamos aos ramos as flores das múltiplas orquídeas que aqui abundam; e pendurávamos, em falta das costumeiras gulodices (doces, maçãs e peras) as frutas que nascem aqui, como bananas, cachos de uvas maduras e várias frutas silvestres.
Também não faltavam as velinhas de cera,  pois além das abelhas domésticas, já introduzidas na colônia, existem ainda aqui nas matas abelhas de várias espécies, que se alojam nos troncos ocos das árvores e que produzem uma cera escura, mas que serve para fazer velas.
Assim, em todos os anos não deixamos de ter a nossa árvore de natal, mesmo nos três primeiros anos, em que a vida era dura de fato.
 Como moravam os colonos (Blumenau 1870). Foto reprodução
Mas a festa do nascimento do Menino Jesus nos viu em torno da tradicional árvore de natal, reunidos em louvor ao nosso Deus e unidos no propósito de não desanimar, e de crer na bondade divina, que nos foi anunciada há dezoito séculos pelos anjos com o cântico "Gloria in Excelsis".
E neste dia, em que um novo ano despontou no firmamento, encimado pela bela constelação do Cruzeiro do Sul, símbolo da paz neste céu tropical, quero retribuir os votos de felicidades que nos enviastes com tua carta e dar-te a certeza de que aqui estamos, com a Graça de Deus,  vivendo felizes e contentes por sabermos que nossos sacrifícios serão para o bem de nossos filhos e para o progresso desta terra, que lhes escolhemos para sua pátria, que também já é nossa, pois abriga o nosso lar e nos dá a oportunidade de vivermos em paz e liberdade.
Receba e transmita a todos os teus os abraços afetuosos de teu irmão, que muito te estima.
Otto."
Arquivo Adalberto Day e Carlos Braga Mueller 

domingo, 22 de dezembro de 2013

- Os estímulos do Natal

Os estímulos do Natal
(Antonio de Andrade*)

    O que acontece com as pessoas na época do Natal e fim de ano? Parece que elas conseguem superar o egoísmo de suas vidas, a competição desenfreada que parece ser o dia-a-dia durante o ano, com um viver individualista e com medo dos outros, passando a agir como se fossem outro tipo de pessoa, revelando um lado emocional mais sensível, com interesse pelas pessoas e com vontade de agradá-las, o que provoca uma mudança marcante: elas começam a dar estímulos positivos às outras pessoas.
    Parece que todo mundo fica tocado pelo espírito do Natal de convivência cristã, fazendo desabrochar algumas  características humanas saudáveis que durante todo o ano ficaram guardadas lá no fundo do baú da personalidade da maioria das pessoas. Quando chega a época do Natal, as pessoas começam a abrir o coração para os outros, estendendo suas mãos com bondade, com gestos de apoio, solidariedade e amizade, com sentimentos de paz e união fraterna. As pessoas ficam mais alegres, com sentimentos de otimismo, com mais esperança e com expectativa de um ano novo melhor. Parece que descobrem mais beleza na vida e vivem sorrindo para os outros e para suas próprias vidas, como se estivessem na vida a passeio. Há uma nova energia, muito positiva, entre as pessoas e aquele horizonte de felicidade que era olhado de longe, durante todo o ano, parece que agora está juntinho de todo mundo e todos querem reparti-lo uns com os outros. É como se todos tivessem descoberto a Fonte da Felicidade e estivessem repartindo com os outros essa felicidade!
    A cada final de ano que chega, as pessoas expressam seus sentimentos de um Feliz Natal aos outros e um Ano Novo cheio de sucesso e felicidade, dando a eles novo ânimo e nova dose de coragem para viverem suas vidas. Estão expressando suas vontades de que tudo caminhe otimamente bem para todo mundo e que cada pessoa encontre a tão buscada felicidade. Assim, na época do Natal, criam um mundo de amor, de paz, de alegria e de felicidade com os estímulos que dão e que também recebem, pois as pessoas ficam mais felizes quando recebem estímulos adequados e em quantidade suficiente.
    Essa vivência do espírito de Natal é uma amostra saudável e feliz do que os seres humanos poderiam viver em cada dia do resto do ano, se também nesses outros dias, continuassem a dar esses estímulos importantes para a felicidade das pessoas. A felicidade, para os seres humanos é algo muito importante e cada pessoa a define de um modo, vivendo-a a seu modo. A felicidade é a essência de suas vidas e seriam muito mais felizes se a compartilhassem com as outras pessoas, cada dia, todo dia! Quanto mais felicidade derem às outras pessoas, mais felicidade receberão de volta! Isso se aprende praticando e cada uma é que tem que praticar, aprendendo a não guardar seus estímulos positivos para ocasiões especiais, como é o Natal e Ano Novo, vivendo com as pessoas como se todo dia do ano fosse, na realidade, uma ocasião especial.
    Contribua, com suas ações, para que a felicidade, o amor, a alegria e o entusiasmo sejam alguns dos propósitos dos habitantes humanos deste planeta Terra. Comece a praticar os ideais de convivência harmoniosa e de boa vontade para com os seres humanos, contagiando positivamente outras pessoas e estas também a mais outras. Quando todo mundo estiver praticando isso, nosso mundo, com certeza, será muito melhor!
    Há muito o que fazer para que isso aconteça! Por isso, que tal começar a praticar agora mesmo, espalhando alegria, o entusiasmo pela vida e felicidade para as pessoas? Um sorriso amigo, um elogio, um carinho, algumas palavras cordiais ou de amor não custam nada, você os tem dentro de si em fonte inesgotável! Esqueça que os outros não agem assim! Como diz aquele ditado, "ser feliz significa que, provavelmente, você terá que sair da fila e marchar ao som do seu próprio tambor". Vamos lá, faça a sua parte! Um amigo meu tem um curioso estilo de fazer a parte dele: ele tem uma aparência muito boa que chama a atenção das mulheres na rua e ele costuma dar uma piscada junto com um sorriso, somente para as mulheres que ele acha sem charme, feias ou que estão com uma expressão triste, tentando fazê-las sentir um pouco de valorização, melhorando a autoimagem delas, tentando colocar um sorriso no rosto delas. É o seu modo de fazer alguma coisa, espalhando um pouco de alegria pelas pessoas...
    E já que é época de Natal, receba prezado/a leitor, os meus estímulos positivos, o meu abraço fraterno e votos de que seja muito mais feliz e realizado/a, todos os dias do novo ano de 2014.  
     * Antonio de Andrade
 Escritor, Jornalista, com formação em Psicologia  
Arquivo de Adalberto Day

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