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sábado, 3 de julho de 2010

- Confeitaria Tonjes


A imagem da década de 50, mostra a antiga Confeitaria, Bar e restaurante Tonjes, localizada em frente à torre da Catedral São Paulo Apostolo em Blumenau. Fundada em 1933, por Anna Tönjes e seus filhos Hans e Heirinch Gehardeus. Com o falecimento de Heirinch Gehardeus em 1968, seu filho Werner Tönjes continuou até 31 de novembro1979, quando a firma foi repassada para o Dr.Godo Goemann; - após relevantes serviços prestados a comunidade.
Arquivo de Werner H.Tonjes/Adalberto Day
Publicado no Jornal de Santa Catarina – 30/06/2010 coluna ALMANAQUE DO VALE
A varanda foi feita por volta de 1940, e revestida com tijolinhos a vista em 1976.
História:
No ano 1924 Heinrich Tönjes de Wilhelmshaven para Blumenau;ele fundou um firma e padaria de doces e salgados;seu filho Henrique ampliou a casa que se situa defronte a igreja (catedral São Paulo Apóstolo) católica para uma confeitaria Isso era naquela época um empreendimento arrojado pois a colônia no Itajaí não era muito confortavel. Carroças de agricultores e carros de mola dominavam a paisagem, onde pouca vida na sociedade era cultivada. Porém com o passar dos tempos, a confeitaria Tönjes, que na lingua portuguesa pronunciou-se como Tenjes, teve o seu movimento aumentado. Logo a casa era pequena demais. Os frequentadores na década de 30 sentavam-se em cadeiras de vime antes de dirigi-se às suas moradias, como em Paris nos Boulevards.Atrás das casas,passa o rio Itajaí. Movimento de barcos animam a paisagem. Árvores majestosas ornamentam as margens. Essa linda vista foi aproveitada pela familia Tönjes para contruir uma varanda para os seus clientes. Ali pertinho anexou a familia Tönjes o “Jardim de Verão”. Esse era é um aprazível local de reunião dos blumenauenses de todos os segmentos da sociedade e se discutem animadamente os fatos do dia. No Tönjes , a gelada cerveja escura é tão gostosa como o café gelado berlinense,o apfelstrudel com chantilly ou os sonhos berlinenses.Durante o aprendizado escolar de Werner Tönjes as escolas alemãs foram fechadas.
Brasão
Na imagem atual e interior da antiga confeitaria, segue-se dois brasões brasileiros e dois brasões alemães; brasão de Santa Catarina; a seguir brasão de Blumenau; depois um cavalo branco do estado alemão da baixa saxônia ;em seguida o brasão do guerreiro nórdico símbolo da cidade portuária de wilhelmshaven Depois o entalhe de madeira com o nome da cidade wilhelmshaven, a data da vinda da família Tonjes para Blumenau 1924 e ANNO DOMINI, 1924 A.D.

O entalhe de madeira foi colocado em 2009, a palavra WILHELMSHAVEN tem uma característica própria, as letras são colocadas de modo que indicam aceleração e progresso , o porto é um dos maiores da Europa em containers.
A partir de 1º de dezembro de 1979 a confeitaria chamou-se de Blumental do Dr.Godo Goemann que introduziu também o prato pizza. A firma foi repassada para o Dr.Godo Goemann .A confeitaria Blumental mudou de proprietários três vezes aproximadamente até 1986
A História foi nos relatada por Werner Henrique Tonjes

5 comentários:

Anônimo disse...

Sic transit glória mundi diziam os romanos, assim passa a glória no mundo. A Confeitaria tornou-se famosa pela qualidade dos seus doces e por servir chá com fogareiro e o café com absorvedor de manchas nos pires. Contribuiu em sua época para divulgar nossa Blumenau conforme reportagens em jornais do Brasil e da Alemanha presentemente arquivadas.Atualmente estou no You Tube como "wernerfrisio"divulgando a cidade. Grato, senhor Adalberto pela postagem e de seu incansável labor em prol da cidade. WHT

Anônimo disse...

Olá, gostaria de saber se essa foi a primeira confeitaria de Blumenau?
sou estudante de gastronomia em Joinville, e estou interessada a saber sobre as primeiras confeitarias da região. Grata, Elisa

Werner Henrique Tönjes disse...

A Tönjes foi uma das confeitarias blumenauenses. A cidade sempre foi famosa no Brasil pelas suas confeitarias de tradição alemã. A Tönjes não foi a primeira e não será a última.

goyta disse...

Aqui vai uma amostra do quanto a Tönjes era boa: não sou de Blumenau, moro em São Paulo, mas sou originalmente mineiro de Belo Horizonte e era adolescente em 1976, quando visitei Blumenau nas férias, com minha mãe. Hoje fiz uma compra pela Internet de uma empresa de Blumenau e isso me deu memórias nostálgicas dessa cidade lindíssima e com o povo mais simpático, gentil e hospitaleiro que já vi. E em pleno 2020, fiquei com curiosidade de saber o que aconteceu com a Tönjes, porque mesmo depois de 44 anos, ainda me lembro nitidamente do lugar e do nome -- e com saudades!

Não fiquei conhecendo propriamente a confeitaria, porque durante o dia íamos passear e comíamos em outros lugares, mas ficamos hospedados no hotel Himmelblau (que também procurei e vi que continua firme e forte), que ficava a apenas 300 metros da Tönjes e apesar de ótimo, não tinha restaurante. Na recepção nos indicaram a Tönjes como restaurante para jantar, e adoramos tanto que não quisemos saber de outra coisa: jantamos TODAS AS NOITES lá e não enjoamos!

Comida deliciosa, com um previsível toque alemão, mas sem nada daquela comida pesada e grosseira dos restaurantes alemães usuais no Brasil -- tudo com um toque de delicadeza e finesse. Decoração linda, despretensiosa e aconchegante, com muitas antiguidades mas sem ficar pesada, e serviço impecável, mas muito simpático. Lembro-me até do cachorrinho Pinscher que ficava lá fazendo a alegria dos clientes - creio que se chamava Tüppe ou algo assim. Era um lugar que fazia muito mais que apenas alimentar os clientes -- a gente saía de lá feliz e de bem com a vida. Era um lugar que distribuía AMOR. Até hoje nunca vi um restaurante de astral e vibrações tão boas.

Pena que acabou, mas ainda sou grato pela experiência e pelas doces memórias.

Unknown disse...

É muito importante se atualizar com a história da nossa Blumenau...e a panificadora faz parte dessa história... parabéns ... Werner

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