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quinta-feira, 4 de junho de 2020

- Toca da Onça

Toca da Onça 
Várias versões.

A rua Henrique Reif era conhecida como Toca da Onça. Segundo relato de antigos moradores, conta-se que por volta de 1953, Alfredo Kath, Eugênio Klein, Ernesto Schoenau e David Bolch saíram, num domingo, para caçar uma fera que estava matando os animais domésticos e, somente na segunda-feira, os cachorros encontraram a toca da onça, onde por volta das 4 horas da tarde, conseguiram matar a onça no morro do abacaxi. O animal foi levado em seguida para o G. E.  Olímpico onde foi rematado o couro.
Antes Bairro Fortaleza, atualmente chamado de bairro Nova Esperança.
Em Blumenau há uma localidade conhecida por Toca da Onça logo após ao
anteriormente existente paredão de pedras na curva à margem esquerda do Itajaí Açu, defronte ao bairro Boa Vista, (Morro da Banana-antigas terras de Carl Rischbieter- o cervejeiro) o qual nos primórdios, antes de desbastado, quando descia abrupto até a beira do rio, obstava a comunicação por terra - não sendo via carroçável, nem mesmo permitindo a passagem de bestas - entre a Itoupava Norte e a Ponta Aguda. Recebeu, a dita pedreira, o nome de Fortaleza topônimo que com o passar dos anos foi transferido, qual metástase, para a região significativamente mais ao norte e que atualmente designa, impropriamente, a nova região por Bairro da Fortaleza. Portanto o dito local Toca da Onça, situava-se pouco a montante da antiga Fortaleza (como já dito, na atualidade designam local muito a jusante) , ou seja nas redondezas da localização da fábrica da coca-cola e 2º distrito policial. Entretanto o topônimo Toca da Onça é há longa data empregado e, malgrado nossas pesquisas, não conseguimos descobrir, com precisão, sua origem e talvez alguém ainda possa esclarecer a razão desta denominação. Sem embargo, e considerando que não se conseguiu localizar a transcrição, tentaremos passar, de memória, um antigo caso de caçada à onça que parece consta de alguma das muitas e interessantes reportagens de autoria do Sr. Harry Zuege. Constaria que, no distante passado, o colono Sr. Spernau vinha percebendo, seguidamente, o desaparecimento de galinhas no seu curral. Teria resolvido acabar com o bichano e para tanto armou-se de espingarda supondo que o causador fosse um gato do mato, ou no máximo, uma jaguatirica, tendo antes preparado artifícios que denunciassem a presença de animal no galinheiro e, pela madrugada, percebeu os sinais denunciadores da presença estranha no local.
Desacompanhado, dirigiu-se ao rancho e deu com uma enorme onça (esses felinos costumam pesar mais de cem quilos) na sua frente e, afobado, disparou a arma, mesmo que não provida de tiro suficientemente potente. A onça ferida fugiu, entretanto, dia seguinte teriam conseguido localizá-la com cachorros e dado cabo do animal. Na história o que mais chamou a atenção foram as localizações. Ora, pela descrição o local da casa de Spernau deveria ser nas imediações da atual rua Mal. Rondon, na Itoupava Norte, entretanto por volta de 1975, havia um Sr. Spernau, nome aliás pouco comum, que residia no exato prédio que presentemente (1995) abriga o 2º distrito policial, bem no início da dita Toca da Onça. E como esse Sr. Spernau, na época em que lemos o artigo indagamos relativamente a precessão de seus antepassados como residentes na Toca da Onça, informando-o do motivo de nossa curiosidade, entretanto, o indagado informou-nos desconhecer a historia, dizendo ainda que seus pais o precederam residindo naquele lugar, deixando-nos em dúvida para liquidar de vez a charada . Teria essa onça uma enorme legítima pintada fêmea de 90 kg, medindo dois metros e meio da cabeça à ponta da cauda, foi morta, por dez homens que deflagraram mais de 25 tiros, exatamente naquele local (Toca da Onça) e a acreditaram como fugida de algum circo. lhe deram um tiro com uma espingardinha 32 que a pôs tonta - chumbaram-na com os pica-paus, e foi necessário aplicar-lhe o tiro de misericórdia. A partir de então o topônimo vingou e passou a ser empregada a expressão Toca da Onça para denominar aquela localidade.
Texto Niels Deeke
Vejam o Vídeo da TV NSC
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6 comentários:

Zuqui disse...

Meu caro Adalberto!!
Sim, conheço aquele local,pois no passado atendia clientes nesta localidade, e a história por eles relatados é muito parecida com está
aqui no seu mais primoroso e rico texto. Todavia, eu particularmente prefiro acreditar em seu texto em vez das histórias corriqueiras.
Parabéns pelo texto.

Urda disse...

Ai, Adalberto, tadinha da onça...
Urda Alice Klueger

Theodor disse...

Bom dia Adalberto !
Tudo bem ?!
Muito interessante a história, abrangendo todos os bastidores que deram o apelido ao local ! Um mundo que parece tão diferente do nosso hoje, mas com o qual temos conexões ! Obrigado pela oportunidade em conhecer melhor esta história !
Estou conversando bastante com o Michel Honório da Silva que escreveu o livro (lançando-o ano passado): "COMBATES NA CIDADE: POMERODE, DE DISTRITO A MUNICÍPIO" e descobrindo/discutindo o que levou a, para mim estranha, emancipação de Pomerode. Está sendo muito interessante e revelador.
Um abraço, Theodor.

Barreira disse...

Caro amigo Adalberto Day, boa tarde. Foi com satisfação e alegria que recebi seu e-mail com a matéria " Toca da Onça". O assunto como você descreveu teve uma repercussão muito grande, além de ter sido muito comentada houve até uma dúvida de quem realmente havia matado a onça. Porém, para mim que sou defensor dos animais não concordo com estas caçadas, principalmente no final da matéria a foto do animal abatido como se fosse um troféu. Aliás em um dos comentários de seus seguidores também ressaltou que não entendeu a foto do pobre animal morto, você não tem nada com isto apenas comentou nome da rua, o que interessa é saber se você sua família está bem de saúde e felizes.
Espero que você entenda meu comentário, um grande abraço.
Lourival Barreira.-SP
Ex goleiro campeão pelo GE Olímpico em 1964

sergio luiz buchmann disse...

Boa tarde querido Professor e amigo! Excelente texto. Ao imaginar a evolução dos tempos e o crescimento da região,Ponta Aguda,Itou Norte,e Morro do Abacaxi e Toca da Onça,sensacional.Morro do Abacaxi e Toca da Onça nos anos 70 quando trabalhei no PROBST Íamos jogar o saudoso futebol de salão,melhor que o futsal de hoje rs,levávamos funcionários naquela região. Já nos anos 80 depois das grandes enchente,eu trabalhando na Arapuã muitas vezes ajudava a fazer entregas no Morro do Abacaxi e Toca da Onça,que tinha uma rua muito estreita que saia na Rua Lúcio Esteves,Tribess,Fortaleza se não me engana o nome,hoje com uma estrada ampla maravilhosa.No Morro do Abacaxi e Toca da Onça na chapada tinha um campo de futebol que a muitos anos joguei por diversas vezes lá. Obrigado meu amigo por sempre nos trazer tão valiosas lembranças. Grande abraço!!!

Rogério disse...

Rogério de Borba Seu Alfredo, como era chamado, trabalhei na Cremer quando ele era diretor, foi meu chefe e também foi chefe do meu pai. Um homem sério, de postura, mas um grande homem. Quando comecei a namorar minha esposa em 1986 descobri que ele era um grande amigo do avô dela, o Sr. Abraão Benigno, então um dia fomos visitar o avô dela e encontrei o Seu Alfredo na casa do avô, então ele me disse: pode namorar a neta do meu amigo, você é um rapaz do bem. Parece que ele nos abençoou, estamos casados a 32 anos.

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