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sábado, 28 de abril de 2018

- Revivendo a E.I. Garcia


Postagem feita pelo amigo Djalma Fontanella da Silva (foto) no Grupo Antigamente em Blumenau. Os comentários aqui transcritos emocionam a qualquer um que conviveu com esta potência industrial que foi a Empresa Industrial Garcia, primeira indústria Têxtil de Blumenau de 1868, e que chegou em seu “auge” em 1973 com 5.238 empregados. 
Sinto-me inserido nos comentários. Adalberto Day
Empresa Industrial Garcia fundada em 1868 – A imagem de 1970, mostra o poderio da empresa com mais de 5 mil colaboradores. Parque esportivo, cooperativa, parque fabril, Casas populares, Igreja Nossa senhora da Glória e Escola São José (EEB Celso Ramos). Tudo girava em torno a Garcia que incentiva todas as praticas religiosas, educação, Cooperativismo, esporte, lazer e de bons costumes.
Acervo Dalva/Adalberto Day.
1 - Inicio do Complexo Esportivo do Amazonas Futebol Clube;
2 - Cooperativa de Consumo do Empregados da Empresa Industrial Garcia;
3 - Parque Fabril da Empresa Industrial Garcia;
4 - Casas Populares onde moravam alguns dos funcionários da Empresa Industrial Garcia;
5 - Igreja Nossa Senhora da Gloria;
6 – Grupo Escolar São José, posteriormente Conjunto Educacional Governador Celso Ramos.
As participações
Ademar Sestrem
Linda foto! Trabalhei oito anos na EIG. Pena que aquele império se transformou numa pérgula da Coteminas!!
Caro Djalma Fontanella fico feliz por você postar artigos de Blumenau antigamente relativos ao bairro Garcia e adjacências pois até então só se postava fotos e artigos da parte "VIP" da cidade como se os bairros não existissem, e todos se sentiam muito a vontade para comentar o status de Alameda Rio Branco e bairros mais nobres de seus antepassados. Parabéns pela iniciativa!
Djalma Fontanella
A postagem é minha, mas os méritos do Acervo do Adalberto Day.
Tere Nolli
Quem trabalhou na EIG nesse período, lembra daquele carrinho, que ficava na beira da calçada, e vendia uns pastéis deliciosos. Olhem bem para a foto e veja se não é o carrinho que está estacionado ali. Bom, eu coloquei uma lente daí é possível vê-lo......rsrsrs....ele ficava logo na saída da rua Emílio Talmann , só que o carrinho ficava no lado esquerdo de quem vai em direção a rua da Glória.
Ademar Sestrem
Sim Tere Zimmermann comprei muita bananinha ali!!! rsrsrs
Tere Nolli
É mesmo Ademar Sestrem tinha bananinha também. Eu comprei muito pastel e bananinha. Lembro que as 4:30 da manhã quando chegávamos na portaria, as vezes comprávamos um pão com pastel, para comer as 8:30. lembro que eu ficava contando os minutos para chegar essa hora para comer o delicioso pastel. Lembrando que não não era sempre que dava para comprar, pois tínhamos que dar o pagamento todo em casa, e não sobrava nada para nós (eu e minha irmã).
Maria De Fátima Pereira
NÃO ME LEMBRO DO NOME DO SR DO CARRINHO ,MAS O SOBRENONE É BITTENCOURT, A FILHA DELE DALVA E O FILHO TRABALHAVAM NA EMPRESA GARCIA. E TAMBÉM ESTUDARAM NA ESCOLA SÃO JOSÉ.
Djalma Fontanella
Já havia notado aquele carrinho em outras fotos e me lembrado..........quando o Rigon Knop ia lá e comprava amendoim.........foi quando peguei nojo de amendoim......kkkkkkkkkkkk.nem perguntem o que ele fazia....kkkkkkkk
Maria De Fátima Pereira
NÃO PRECISA NEM CONTAR ACHO QUE TODOS SABEM.RSRSRS. ELE JÁ É FALECIDO.
Djalma Fontanella
No topo do morro que ficava atrás da Empresa Industrial Garcia, aquele que esta sem vegetação, foi instalado nos meados da década de 1960 a primeira repetidora de TV de Blumenau, que na ocasião era da TV Paraná Canal 6 de Curitiba.
Lorena Karasinski
Djalma Fontanella. Lembro. Não daria de chamar bem de repetidora. Faziam o que podiam para a época. Assistíamos chuviscos, kkkk Quando melhorava então... 5ª à noite, Missão Impossível e Sábados a tarde, Jovem Guarda. rsrsrs
Djalma Fontanella
O Túnel do tempo, Jornada nas Estrelas, O Fugitivo. Domingo, o Clube do Curumim........
Ivonete Poerner
Acho que o carrinho era do avô do Vilmar da Silva (enfermeiro da Artex), acho que o nome dele era Sr. Novaes. Adalberto Day : (Ivonete esse do senhor Novaes se localizava nas dependências da Cooperativa dos Empregados da Empresa Industrial Garcia, o citado aqui é ao lado do ponto de ônibus em frente a cooperativa).
Osmar Roepcke
Osmar Roepcke Lembro bem de tudo isso inclusive o relógio que ficava em uma torre. Assisti muitos jogos do Amazonas sentado no muro que circundava o campo. Saudades desse tempo.
André Luiz Bonomini
Djalma, só me refresca a memória... ali no nº4 era a Rua 12 de Outubro... confere?
Djalma Fontanella
Djalma Fontanella Sim André luiz 
1967
Carlos Jorge Hiebert Russo
Eu nasci e morei até os 20 anos em uma casa na rua 12 de Outubro identificada com o numero 4, trabalhei de 1965 até 1975 neste parque fabril, meu pai David Hiebert também trabalhou aqui por 25 anos meu irmão Adolfo Hiebert trabalhou neste complexo industrial por 44 anos e tenho um filho que também trabalhou aí por algum tempo. A população que vivia em seu entorno e dependia desta empresa tinha muito orgulho de tudo. Orgulho e respeito pelos diretores, pelo primeiro emprego, pelas casas da fábrica onde morávamos pelo estádio olímpico da fábrica que tínhamos o direito de desfrutar pela Escola São José que virou Celso Ramos pelo campinho do 12 onde disputávamos garrafa de capilé pelo Ribeirão Garcia onde escondido dos pais tomávamos banho, conhecíamos e convivíamos com centenas, milhares de pessoas como se fossemos uma grande família. Esta empresa oferecia berçário para crianças cujas mães eram funcionárias, esta empresa dispunha de medico e dentista e ambulatório para os funcionários e seus familiares isto a mais de 70 anos atrás. Minha memória consegue me levar a cada metro onde viviam e trabalhavam pessoas abnegadas, que produziam riquezas, que tinham respeito entre si, é neste espaço que de mãos de pessoas humildes que se produzia as tolhas e roupas de camas consumidas e admiradas pelo Brasil e exterior. Foi com o salário oriundo do emprego desta maravilhosa fabrica que muitos dos filhos dos funcionários puderam buscar uma instrução superior o que os levou a galgar espaços profissionais importantes na economia do pais, cito como exemplo me irmão Valter Hiebert que aqui trabalhou por alguns anos e chegou a um cargo no alto escalão do Banco Central do Brasil e posteriormente foi Diretor da Caixa Econômica. Eu na adolescência comecei trabalhando na oficina fazendo os trabalhos mais simples e terminei meus últimos anos com Mestre da Fiação. Por estas coisas e mais uma porção de motivos que vou deixar para outros lembrarem. Aqui meu registro e agradecimento ao visionário Adalberto Day que garimpou e guardou este e outros registros da vida de milhares de pessoas. Quanto orgulho deste espaço, quanto orgulho de ser da família da EMPRESA INDUSTRIAL GARCIA
Imagem 1958 - foto batida do Campinho do 12 citado pelo Carlos Russo, mostrando a E.I. Garcia
Marilena Lana
Marilena Lana
Marilena Lana Meu avô e seu irmão vieram da Suíça para montar uma maquina , creio que tear; comprado pela empresa.
Amaram o Brasil, acharam as brasileiras lindas e aqui ficaram.
Meu avô trabalhou 50 anos nesta empresa.
Casou-se com Hildegardt Bernhardt.
Tiveram 11 filhos.
Onde 3 morreram crianças.
Moraram primeiramente nas primeiras casas da empresa, depois foram morar no chamado beco Talmann.
Meus tios, creio que quase todos trabalharam ali.
Eu tenho lindas recordações, e outras até tristes.
Mas o importante, EMOÇÕES EU VIVI...
Pois creio que nós fomos afastados um pouco da família porque meu pai , desde que eu me conheci por gente, foi alcoólatra.
E também na época era muito rígido a forma de casamento.
Minha mãe professava outra religião e não tinha origem alemã.
Que na verdade, hoje vejo um certo ponto de realidade. Não viver num lar de crença diferente, pois é impossível guiar uma carroça sem que os cavalos vão para mesma direção.
Então, também convive neste meio industrial, nas festas no Campo do Amazonas, nas festas de Junho, etc...
Djalma Fontanella
Como era o nome de sua mãe Marilena Lana?
Marilena Lana
Marilena Lana Minha saudosa mãe, Daura de Simas, casada Iten.
Filha de Itapema.
Djalma Fontanella
Pergunto porque minha mãe era muito amiga de uma senhora na rua Emílio Talmann que era de uma religião que não era a católica. 
Airton Gonçalves Ribeiro 
A manifestação do Amigos Carlos Jorge Hiebert Russo, é emocionante para a população que usufruiu das benesses descritas no seu depoimento, convivi estes momentos, estudamos juntos, caminhamos nos mesmos caminhos e trabalhamos na inesquecível EIG, graças ao talento de Adalberto Day estes momentos históricos e felizes possuem o seu registro, não sabíamos e vivíamos imaginando que isto seria eterno e não foi, mas valeu a pena, a memória viaja no tempo e revive estes momentos e parecem sonhos, mas não, foi realidade....saudades lembranças....infelizmente ao término destas memórias somos traídos pela tristeza, não encontramos mais as pessoas que faziam parte deste verdadeiro sonho e muito longe, distante, impossível de termos novamente estes momentos.... tristeza... muita tristeza..
Marli Hornburg
Essa toalha minha mãe ganhou de presente de casamento a 52 anos atrás. ....guardou e me deu de presente pois sempre admirei a estampa maravilhosa, de muito bom gosto daquela época.
Ludgero Amorim 
Que beleza de foto. Muitas saudades.  
Norma Wachholz
Que relíquia ...tudo era valorizado nessa época ...parabéns. 

Face: Antigamente em Blumenau

9 comentários:

Alfredo disse...

Buon giorno, Paz e Bem, dei aula a muitos menores aprendizes da Garcia e, hoje, ilustres cidadãos de Blumenau. Abraços, Alfredo Scottini.

Ivar disse...

Bom dia Adalberto,
Agradeço o envio desta interessante postagem sobra a Empresa Garcia.
Um irmão da minha avó, Gustav Hein, trabalhou na Empresa Garcia de 15 de agosto de 1913 até 31 de março de 1914.
Pediu demissão para vir trabalhar na Alemanha em Berlim, um emprego que conseguiu através do relacionamento do seu pai
Hermann Hein, imigrante alemão que a partir de 1907 trabalhava em Blumenau na EFSC em Itoupava-Seca e que tinha boas relações com os alemães da
Orenstein & Koppel que naqueles anos vieram de Berlim para ajudarem na construção da estrada de ferro de Blumenau a Warnow .
Foi quando os engenheiros da O&K trouxeram também a primeira locomotiva para Blumenau.
Meu bisavô Hermann ajudou a montar esta locomotiva, a famosa “Macuca” e também as duas locomotivas posteriores.
Seu filho Gustav Hein nunca mais voltou a Blumenau e ainda hoje tenho contato com descendentes da família dele aqui na Alemanha.

Para enriquecer o seu acervo de fotos e documentação sobre a Empresa Garcia, envio para a sua livre disposição uma foto-postal que
Gustav Hein levou para Berlim em 1914 e uma cópia do certificado de trabalho dele. Documentos estes que me enviou o neto dele que hoje vive num lugarejo perto de Dresden.

No capítulo sobre a história dos Hein no livro que estou escrevendo sobre as minhas famílias, eu gostaria de aproveitar algumas fotos e informações da postagem do seu amigo
Poderias me conseguir a autorização?

Um forte abraço e saudações de Frankfurt

Ivar Petersen
De Bary Strasse 28
60320 Frankfurt
Deutschland

José Alfredo disse...

Muito interessante esta recordação.
Bom domingo.
Ab.
José Alfredo Schierholt

Sérgio Cunha disse...

Ola Beto. Que historia bonita nos temos do nosso bairro e como as pessoas tem gosto de relembrar essa maravilhosa epoca. Parabens a todos. Abraço.
Sergio Cunha
________________________________________

Valdir Salvador disse...

Alo grande Beto ca estou eu de deste grande Elefante branco alem de ser grande era raro, E.I>G. para quem quer saber o homen do carrinho de lanches dos deliciosos pasteis bolinho de carna e as famosas bananinhas e orelhas de gato, tinha ainda as famosas bolachas Mata -Fome da época, onome domesmo éra Sr Pedro Nvais morava na segunda casa do lado direito da rua do Pfifier, (de propriedade do açogueiro Tieder,) Eu morava na mesma rua do mesmo lado na Quarta Casa,para saber aquele relogio la em cima daquela torre alta tinha uma sirene com o som altisimo e um sino de sua propria fabricação, que quando o sino tocava tres vezes e a sirene apitava alto era sinal de incendio na fabrica ou locais vizinho para chamar os Bombeiros sub sua guarda, atenderam grandes incendios como o Antiga Prefeitura o ano não lembro, tristes lembramças de lembrar quantas moças que perderão se couro cabeludo em maquinas da fiação e tiveram poblemas com as grandes espuladeiras, que bom lembrar da grande figura seu Olegario da coperativa que jogava batatas na aguas do Ribeirão Garcia quando estavamos la tras da cooperativa pescando ha ha ha ha viva ele, viva tambem para o carrocceiro da carrocnha do petiço branco que transportava as compras dos hoperarios que podião pagar quem se lembra da grande greve que se deu na E.I.G, o grande lider como Sr Leopoldo Serilo e outros teve até gas lacimogenio, Minha Irmã tambem la trabalhou Maria Salvador, Ribeirão Garcia quantas violas (peixe) e Cascudos la pegei,Viva ao Sr José Pera organizador das grandes festa de SãoJoão e as festas de 1 de Maio.eu tive o grande prazer de ser um vendedor viajante em todo Norte do Parana atraves da Distribuidora Catarinen-se que revendia too produto ga E.I.G.assisti a inauguração dos dois teares novos com Alta produção era o Malimo e Malipou os nomes substituram as toalhas Bom Dia, outras toalhas com melhores preços para hoteis,muito bem acho que chega para não cansar os amigos senão ia até de manhã falando e escrevendo abraços a todos.Valdir.

Wilson disse...

Tive o prazer do viver nesta época, e jogando no juvenil do Amazonas.
Saudosas lembranças.
Abraço Beto
Wilson Loos

Luis disse...

Grato pela lembrança. Pena que temos poucas empresas com o DNA de Blumenau atualmente. Perdemos o “amor” pelo nome de onde trabalhavamos...
Luis

Barreira disse...

Prezado amigo Adalberto Day, boa noite.
Nos depoimentos destas pessoas fica claro que contribuíram para o crescimento da grandiosa Empresa Industrial Garcia, que faz parte da memoria de Blumenau. Observa-se também que a EI Garcia desde sua fundação já estava muito a frente das demais empresas pelos os benefícios que oferecia aos seus colaboradores. Com isso, todo morador de Blumenau gostaria de trabalhar no parte industrial da EI Garcia. Dentre as manifestações simples e até mesmo singelas, a Marilena Lana fez três afirmações interessantes: “ minha mãe professava outra religião e não tinha origem alemã ”; “ e também na época era muito rígido a forma de casamento ” e concluiu “ pois é impossível guiar uma carroça sem que os cavalos vão para mesma direção”. Podemos concluir que no passado a mulher não tinha muito opção, senão seguir os caminhos da carroça, independente da direção que os cavalos seguirem.
Um grande abraço.
Lourival Barreira.


Marilene disse...

Fiquei com vontade comer do pastel. Aposto que não era engordurado!

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