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terça-feira, 9 de agosto de 2016

- Campinho de chão batido.

Imagem Andre Riodades
REGRAS DO FUTEBOL DE CAMPINHO
(1) Os dois melhores não podem estar no mesmo lado. Logo, eles tiram par-impar e escolhem os times.
(2) Ser escolhido por último é uma grande humilhação.
(3) Um time joga sem camisa.
(4) O pior de cada time vira goleiro, a não ser que tenha alguém que goste de Catar.
(5) Se ninguém aceitar ser goleiro adota-se um rodízio: cada um cata até sofrer um gol.
(6) Quando tem um pênalti, sai o goleiro ruim e entra um bom só pra tentar pegar a cobrança.
(7) Os piores de cada lado ficam na zaga.
(8) O dono da bola joga no mesmo time do melhor jogador.
(9) Não tem juiz.
(10) As faltas são marcadas no grito: se você foi atingido, grite como se tivesse quebrado uma perna e conseguirás a falta.
(11) Se você está no lance e a bola sai pela lateral, grite "nossa" e pegue a bola o mais rápido possível para fazer a cobrança (essa regra também se aplica a "escanteio").
(12) Lesões como destroncar o dedão do pé, ralar o joelho, sangrar o nariz e outras são normais.
(13) Quem chuta a bola para longe tem que buscar.
(14) Lances polêmicos são resolvidos no grito ou, se for o caso, no tapa.
(15) A partida acaba quando todos estão cansados, quando anoitece, ou quando a mãe do dono da bola o manda ir pra casa.
(16) O jogo normalmente vai até 10. “5 muda de lado”.
(17) Troféu garrafas de capilé.
(18) Traves precisam ser trocadas frequentemente, pois quebram ou alguém levou para fazer fogo no fogão.
Lembrou tua infância, então tu foi uma criança normal ...
Autor ;desconhecido
Campinho do 12 ou Morro:
O campo do “12” ou Morro Foto Sábado à tarde, domingo pela manhã sol ou chuva, “vamos ao majestoso¹”  estádio dos eucaliptos o clube “12”, para mais um jogo. Geralmente tínhamos que erguer novas traves, pois o Sr. Hipólito tinha recolhido para queimar em seu fogão a lenha. O pequeno campo do “12” ou Morro se localizava na rua Almirante Saldanha da Gama bairro Glória, próximo às empresas Garcia e Artex em Blumenau. Muitos craques se revelaram nesse pequeno campo, e foram jogar em equipes como Amazonas, Palmeiras, Olímpico e tantos outros. Suas dimensões não ultrapassavam 60x30, mais barro que grama, e foi palco de diversos jogos valendo uma “garrafa de capilé” (troféu da época). Obs.:  O "12" existiu devido a retirada do barro para a aterrar a antiga Praça Getúlio Vargas em 1954. 
Quem teve oportunidade de conhecer esse pequeno espaço de propriedade da Empresa Industrial Garcia, com funcionamento, a partir de 1954 até 1979, jamais esquecerá, pois irá recordar de um gol (“eu fiz alguns de cabeça²”), de machucar o pé ou o dedo no solo irregular, (era comum o atleta atuar descalço). O Nino Valênçio, disse que fez cinco só em um jogo, será? Depois se tornou um dos melhores goleiros da história do Amazonas. Nesse dia o Ziza foi o goleiro, o Dinho, Luizinho, Cao, Egon, Dico, Aurélio, Fininho, Walfrido, Jonas Husadel, Ride, Valter Hiebert , Celesio Berns,Valmor, Edson e o Dedé também jogaram. Essa era a velha guarda, na nova geração até seu final, atuaram os Oliveiras, que só eles davam um time, os Vieira, Massaneiros, Malheiros, Silvas e Fontanelas, os Siegels (Nenê,Ticanca e Bigo), os Cavacos, Oechsler, Day, Moritz, os Galassini (Zinho e Tide) os Izidoros, os Zuchi, Huzadel, os Souza , os Schnaider, e tantos outros. Até você que está lendo este artigo agora, deve ter feito um gol, ou então sabe de um amigo ou parente que diz ter feito pelo menos um. Embora ninguém acredite até o Álvaro Luiz dos Santos (Toureiro) diz ter marcado um. Antes do jogo, o aquecimento era o famoso controle, só valia gol de cabeça. O Silvio Roberto de Oliveira , O Nilton das Silva eram bons também na cabeça e controle. 


¹ majestoso
² de cabeça, Beto Day

Arquivo de Adalberto Day/Andre Riodades colaboração José Geraldo Reis Pfau 

13 comentários:

Nillton Sergio Zuqui disse...

Meu caro Adalberto,
Lembro de cada pé de goiaba,daquele campo pois em quanto os grandes não deixavam nos os pequenos jogar,comiamos as frutas ou íamos buscar a bola que por vezes era jogada pro mato. Mas também tínhamos nossos jogos , normalmente antes ou depois dos adultos,e u lembro que ficávamos contndo os jogadores que vinham chegando e torcendo para faltar alguém , aí então alguém gritava"vem cá o moleque joga aqui até chegar alguém". Com relação as regras acima no texto, eram exatamente desta forma kkkkkkk muito bom ter relembrado tudo isso.

sergio luiz buchmann disse...

Bom dia Prof Adalberto! Bem isso mesmo as regras,as traves,os locais o fim dos jogos, e ate quando o dono da bola estava perdendo acabava com o jogo e ia embora. Aqui tínhamos Turma de baixo x turma do meio x turma d cima o capilé rolava, e altas brigas tbm rs. E pensar os tão poucos craques q chegaram a ser profissional, não termos um time de elite, e nem um estádio digno temos.Dos anos 80 pra k tivemos muitos revelados para o futsal + no futebol mesmo nada. Muita BLÁ,BLÁ,BLÁ e nada sai de concreto,e penso q nunca vai mudar. Verdade amigo o bom é lembrar dos bons e velhos campinhos de barro e o bom e velho capilé.Hoje twittei algo algo sobre a vergonha q esta nosso futebol brasileiro, se vc olhar vai ver minha indignação com essa vergonheira.Grande abraço meu querido.

Rudolf disse...

Adalberto e Pfau
Lembrei meus tempos de infância
Rudolf Polzer

Luis disse...

Adalberto
Sensacional , fiz muitas destas traves e joguei muito neste campinhos.
Morei por muitos anos ao lado da pinguela da Rua Soldado Moacir Pinheiro e ali tínhamos um campinho.
Luis Carlos Koch
Presidente da LBF

Edson disse...

Beto e Pfau.

Tínhamos um campinho que nós mesmos fizemos, pois tivemos que derrubar e plainar o terreno , ali, no início da Pastor Oswaldo Hesse, onde hoje é um centro de treinamento de auto escola.Relembrei tudinho .Era como você descreveu nos mínimos detalhes.Pelo jeito só mudava o endereço, mas as regras eram essas.Bons tempos.Minha geração era de 1967 em diante.Quando em 1973, mudei pra Escola Agrícola, também tínhamos um campinho com cerca de arame farpado em volta, por causa do gado e vez ou outra alguém saía machucado, ou dependendo do estrago, continuava sangrando mesmo.Só tomava o caminho de casa com o pai assoviando pois era hora do jantar.Éramos felizes. Hoje vejo meus filhos, atrás de Pokémon e vejo o que estão perdendo e o que eu ganhei na infância e adolescência.
Abraços e obrigado pelas minhas recordações que nunca mais havia pensado.
Edson
Editor - Revista Bela Vida

Claudio Luiz Ferreira disse...

Muito oportuno o texto professor Adalberto. Sem abusar da nostalgia, jogadores que começavam em campinhos como este desenvolviam muito mais alguns fundamentos do esporte. As condições precárias acabavam exigindo mais técnica e criatividade. Além disso, a parceria e a liberdade eram muito maiores.

A turma atual, que desde sempre jogou em campos regulares - usando uniformes oficiais e chuteira de marca - acabou perdendo parte importante dessa experiência, tão característica do antigo futebol brasileiro.

Para o esporte tem hora marcada, mas o vídeo-game ou celular entram madrugada adentro. A dedicação é à tela e não à bola. Talvez essa filosofia de botequim ajude a explicar por que a bola brasilis anda tão murcha.

Djalma disse...

Bom dia Claudio. Em nome do Adalberto agradeço o seu oportuno comentário. A diversão tinha hora marcada, dia marcado e outras cositas mais, como um regador cheio de agua para tomarmos à cada duas horas de pelada.

Osni disse...


Joguei neste campinho,fica no morro onde morava a Frau Uba que tinha um papagaio falante.As vezes jogávamos por uma garrafa de capile. Bons tempos.
Osni Wilson Melin

Valdir disse...

Como esse bairro [ GARCIA ] nos marcou, difícil achar alguém dizer que não viveu uma infância feliz .nesse bairro.
Valdir Venturini

Walfrido disse...

Que saudades, muitas vezes joguei nesse campinho juntamente com nosso grande amigo que nos deixou.
As traves me, parece que cheguei a velas dessa forma, pois o travessão pregado com um sarrafo era sustentado por dois postes tipo forquilha.
Se não me engano essa trave era na entrada do campinho e atras delas começava a subida do morro.
Na trave dos fundos ficava um pequeno matagal com pequenas arvores com espinhos.
Olhando a trave da entrada, no lado esquerdo haviam alguns pés de eucalipeiros, onde seguidamente as bolas caim.
Fotos raras que eu nunca imaginava existir. Quem teve a felicidade em consegui-las?

Valeu amigão
Walfrido Bachamann

Adilson disse...

mas muito... Agora voltei no tempo. Tínhamos o nosso campinho, na ponta aguda, ali na curva da rua das missões onde hoje tem um posto de combustível. Ali juntava o pessoal da toca da onça, Rua do Valter Schmidt, pedreira e da Lebom Régis.....O problema era quando a bola caia no Rio Itajaí. Era a nado para buscar.....A trave fazíamos com árvore do mato, logo ali perto....Abraço
Adilson da Silva

Nelia Moretti disse...

Meu nome é João Francisco, sou jornalista, resido em Joinville. Fui diretor do Jornal de Santa Catarina, meu e-mail é joaochicosilva@hotmail.com. Gostaria de ter um contato consigo para saber sobre Johann Wendt Dias um dos voluntários blumenauenses que estiveram na Guerra do Paraguai

Marilene disse...

Caríssimo Adalberto, hoje que estou colocando a leitura em dia. Assim sendo, aprendi sobre o verdadeiro futebol.

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