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quarta-feira, 27 de julho de 2016

- Carta de um blumenauense

Hoje abro meu coração com muito orgulho para apresentar uma dessas centenas de comentários que recebo e compartilhar com todos os cidadãos de Blumenau e região. Em especial ao Wieland Lickfeld , Carlos Braga Mueller, Professora Sueli Petry, Urda A. Klueger, Theodor Darius, Claus Jensen, Djalma Fontanella da Silva filho que assim como milhares de blumenauenses amam esta cidade – “Blumenau cidade que eu amo”.
 
Blumenau 1964
filho pródigo
Querido Prof. Day
Já há algum tempo conheço o seu blog, o qual acompanho, e assisti a algumas das suas entrevistas, que são verdadeiras aulas. Admiro o belo trabalho que o Sr. realiza pela preservação da memória de Blumenau. Tenho uma história um tanto particular e um caso de amor muito especial com esta cidade; para explicar melhor gostaria de apresentar uma breve biografia minha. Atrevo-me a apelar, então, para a sua boa vontade e paciência, para que a leia na íntegra, logo abaixo.

Meu nome é Luiz Henrique da Silva e Sebastião; sou jornalista de profissão, pesquisador e bacharelando em Filosofia pelo Mosteiro de São Bento de São Paulo. O nome no meu e-mail – talvez o Sr. o estranhe – é porque trabalho para a Arquidiocese de São Paulo (Igreja Católica) desde o ano 2007, como jornalista e editor, redator, revisor e diagramador de uma série de obras e também em veículos de comunicação, inclusive no órgão oficial da própria Arquidiocese, o jornal “O São Paulo”. Além disso, presto serviço para editoras nestas mesmas áreas. Sou, resumindo, um profissional de comunicação já há quase três décadas, o que me realiza como profissional e também pessoalmente.
 Blumenau rua Ângelo Dia 1970
Acontece que sou natural de certo município muito especial do Estado de Santa Catarina, chamado Blumenau. Mas (e o ‘mas’ é triste) eu vim para São Paulo ainda criança pequena, com meus três ou quatro anos de idade, trazido por meus pais, que precisaram migrar para esta gigantesca e desumana selva de concreto por questões financeiras: uma situação de urgência. Havia a ideia de retornar um dia, todavia meus pais acabaram permanecendo por aqui toda a vida, até hoje (45 anos depois, 2016). Meu pai Altino da Silva faleceu recentemente, ao final do ano 2012, aos 87 de idade, vítima de um aneurisma abdominal, e ainda no leito de morte dizia que, se ficasse bom, gostaria de voltar a ver Blumenau pelo menos mais uma vez. Porém em nossa vida tivemos fases difíceis, e esse retorno, por muitos anos, não foi possível. Depois, foi sempre adiado, por um motivo ou outro, e, assim, meu querido velhinho morreu sem realizar o sonho antigo.

Bem, o que interessa dizer é que eu mesmo, ainda que tenha sido trazido para cá sem ser consultado, fui desde sempre educado como um legítimo blumenauense. De fato, cresci ouvindo inúmeras histórias de uma cidade como que encantada, maravilhosa, onde tudo eram mais bonito e diferente do lugar onde eu agora vivia: dizia minha mãe Marlene Vieira da Silva, que nesse lugar de sonhos as ruas eram sempre limpas e ladeadas por canteiros de flores; os habitantes eram belos, gentis e civilizados, bem mais que aqui na megalópole; havia um rio bonito e limpo, que refletia o céu e a luz do sol, cortando toda esta beleza, e montes verdes encantadores que a cercavam... Uma cidade ensolarada, de habitações parecidas com casas de bonecas (só que de verdade), com flores nos parapeitos e pinheiros nos quintais, onde pessoas boas, decentes e honestas viviam em paz suas vidas simples e felizes...

Claro que a saudade dos meus velhos fazia com que exagerassem nas descrições e nas histórias da sua terra natal, mas o Sr. pode imaginar o efeito que elas tinham na minha cabecinha de criança e o quanto estimulavam a minha imaginação.

Assim eu cresci. Já adolescente, toda vez que algum filme ou comercial da TV mostrava uma bela cidade ou paisagem, minha mãe sempre exclamava: “Parece Blumenau!”, ou então: “Blumenau é mais bonito!”... Mas aqui em São Paulo era tudo tão diferente... Tão mais triste, árido, cinza, sem vida.
 
Em toda época de Natal, minha mãe me contava longamente, ano após ano, como era encantado o Natal em Blumenau; falava do modo como a cidade era toda enfeitada, com carinho e grande capricho; como as crianças penduravam suas meias na janela e os homens se vestiam de São Nicolau e saíam pelas ruas distribuindo guloseimas... Meu próprio pai, vestido assim e com um saco de balas e doces, entrou em casa de minha mãe, ainda criança (ele era bem mais velho do que ela) e pô-la no colo a perguntar se tinha sido uma boa menina naquele ano. E embora em São Paulo não tivesse nada disso, ela tentava manter essas tradições todas, fazendo-me pendurar a meia na janela (que ela furtivamente, à noite, na véspera de São Nicolau, enchia de doces, para o meu deleite na manhã seguinte), cozinhando aquelas bolachinhas com cobertura colorida e formatos natalinos, decorando galhos no quintal com algodão para imitar neve... Já na época de Páscoa eram as famosas “casquinhas” de ovos, pintadas artesanalmente, que eram carinhosamente guardadas, dos ovos que comíamos o ano inteiro. Tudo à moda blumenauense. 

Sim, apesar de eu ter sido criado em São Paulo, a quarta ou quinta maior metrópole do planeta, fui sempre educado como catarinense, mais especificamente como cidadão blumenauense, à base de cucas, pão caseiro, ovo quente todas as manhãs (gema mole, como a ‘oma’ fazia), repolho azedo no almoço, feijão preto, sagu de sobremesa. E eu falei, até os meus 8 ou 9 anos de idade, naquele sotaque delicioso, meio cantado (‘Vás lá? Então porque viesse aqui?’), o qual, afinal, me esforcei muito para perder na escola, porque  meus coleguinhas riam de mim. Com muito custo troquei o “tu” pelo “você”.

Segundo minha mãe, da sua parte tenho avó alemã e avô português, açoriano, embora ela lamentavelmente não tenha guardado dados históricos familiares mais precisos. Já meu pai era um bom brasileiro; minha mãe dizia que ele tinha sangue “bugre”, embora ele não gostasse de falar sobre isso. Foi jogador de futebol profissional e treinador do Palmeiras Esporte Clube. Quantas e quantas narrativas das suas muitas aventuras e peripécias eu ouvi, muitas delas envolvendo aparições fantasmagóricas noturnas nas pontes da Blumenau de antigamente...
Blumenau 2008
Enfim, peço perdão por tanta divagação. Todo esse preâmbulo foi só para dizer o quanto amei Blumenau a minha vida inteira, ao menos em minha imaginação, ainda que não me lembrasse de praticamente nada dos seus traços, mesmo que mal tenha conhecido suas ruas e seus encantos, dos quais apenas cresci ouvindo falar – e falar sempre tão apaixonadamente. 

O tempo se passou. Vindo de família humilde, eu nunca tive nada fácil, não recebi grandes oportunidades nesta vida; precisei, como se diz, “correr atrás” das coisas. Quando eu era ainda muito jovem (16 para 17 anos), os meus pais, que desde que me lembro sempre brigaram muito, acabaram se separando. Foi um grande sofrimento. As coisas ficaram mais difíceis e também mais tristes para mim. Precisei trabalhar cedo, para ajudar minha mãe, agora só, a pagar as contas em casa. Conforme eu crescia, via o quanto a vida era dura, e por certo ainda mais dura na selva de concreto e vidro onde se respira fumaça e onde, com o passar do tempo, passamos a achar normal viver com medo de assalto, ver crianças abandonadas, aos montes, dormindo imundas debaixo de cada viaduto, e pilhas humanas jogadas pelas calçadas, de gente drogada e desesperançada, ou ainda ter alguém a lhe pedir dinheiro o tempo todo, seja dentro dos ônibus ou pelas ruas.


Não me entenda mal pelas referências negativas que faço à antiga “terra da garoa”. Eu vivi muita coisa boa aqui em São Paulo, esta gigante que me acolheu e me deu muitas oportunidades; mas não posso negar a sua cruel realidade, que eu vi de muito perto. Foi em meio a este cenário áspero que eu amadureci e me estabeleci profissionalmente, casei-me, constituí família... E foi assim, aos poucos, sem perceber, que eu fui me esquecendo daquela terra de sonhos da qual tanto ouvira falar durante toda a minha infância e adolescência, de todas aquelas histórias encantadoras.

Depois de algum tempo, acho que comecei a pensar que a minha tal cidade de origem, idílica e tão encantadora, não existia na vida real, ao menos não da maneira como me havia sido apresentada. Que era tudo fantasia dos meus pais. Não podia existir nada assim, neste nosso país tão complicado. Assim foi até o ano 2013, quando, após um ano de trabalho muito estressante, minha esposa me deu um ultimato: ela precisava viajar no final do ano, e não bastava simplesmente ir à praia (nem eu gosto de praia) ou a algum lugar próximo. Ela queria conhecer, ao menos, algum outro Estado do Brasil. Ela, que gosta de natureza e de apreciar paisagens exuberantes, respirar ar puro, nadar em cachoeiras e coisas do tipo, pesquisava cidades do interior das Minas Gerais para passarmos alguns dias relaxantes. Eu, não sei bem por que, não me encantava com a ideia.
Blumenau 2010
Por fim, de um jeito completamente espontâneo, num belo final de tarde nos encontramos, logo após o trabalho, e resolvemos ir à rodoviária do Tietê, passear entre os estandes das companhias de viagens para procurar ideias de destinos para o nosso passeio, para ver se nos decidíamos. Caminhamos por algum tempo pelos corredores, procurando lugares interessantes para conhecer. E assim, sem planejar, sem combinar nada, sem mesmo pensar nisso, nos deparamos com uma placa singela onde se lia: “Joinville, Jaraguá do Sul, Blumenau...”. Estávamos no lugar “errado”, porque pensávamos em Minas, sentido Norte, e não Sul de São Paulo. Mas aí minha esposa – que viu a placa primeiro – exclamou: “Olha! A sua cidade!”...

Eu olhei aquela placa e o nome “Blumenau” me saltou aos olhos, como se ganhasse vida própria. Num segundo mágico, uma enxurrada de lembranças e emoções me veio à mente, um turbilhão de memórias esquecidas, há muito engavetadas ou varridas para baixo do tapete em algum canto escuro de minha mente. Foi como um despertar! E antes que eu pudesse comentar qualquer coisa, ela, que é sulista também, do Estado do Paraná, disse logo: “E se fôssemos para lá, conhecer a sua terra natal? Seria uma aventura diferente, algo que faríamos por impulso, um jeito de fugir da rotina, como eu quero!”...

De minha parte, mal deixei que ela concluísse a frase. Sem refletir, respondi de bate-pronto, com empolgação: “Isso! Vamos para Blumenau!”... Sentia-me como se voltasse a velha infância, sentia como que uma lufada de ar fresco em meio à rotina estressante do que tinha sido a minha vida nos últimos anos. Assim, sem pensar em mais nada, compramos aquelas passagens já para o dia seguinte, e quando dei pela coisa, estávamos a bordo de um ônibus confortável viajando para a terra encantada dos meus sonhos de infância. Não sabíamos o que esperar nem o que encontraríamos pela frente. Não tínhamos sequer reserva em hotel algum! Queríamos mesmo uma aventura.

Bem, este é o fim da minha história. Um final feliz e um recomeço para mim. Voltei a Blumenau depois de uma vida inteira sentindo-me um “estranho no ninho” numa cidade que eu nunca assumi como minha, e algo muito estranho e totalmente inesperado aconteceu: ao reencontrar as minhas raízes, senti-me totalmente em casa! Senti, no mais profundo do meu ser, que estava no meu lugar, entre a minha gente, a minha grande família, o meu lar! Experimentei uma avassaladora sensação de reencontro, de alguém que estivera perdido por um longo, longo tempo, e finalmente se reencontrava. 

Sou totalmente incapaz de descrever o que este reencontro com Blumenau – com o seu sotaque, suas flores, seu melhor chope e melhor cerveja do mundo, com a Pia Batismal onde fui batizado na Catedral São Paulo Apóstolo, sua gente acolhedora e sempre sorridente e tudo o mais – causou em mim. Foi não apenas a improvável confirmação de todas as histórias fantásticas que eu sempre ouvira, mas a superação de todas elas. Sim, tudo era como eu sempre imaginara desde criança, porém ainda melhor, e muito melhor! Casualmente, esta primeira visita ocorreu na época de Natal, e lá estavam os enfeites, os homens vestidos de São Nicolau, as bolachinhas coloridas da minha infância... Além das ruas floridas e das casas de bonecas que parecem saídas de um sonho ou de um tempo que não volta mais.

Amor à primeira (segunda) vista! Foi sofrido  ter que retornar para São Paulo. Depois dessa primeira experiência inesquecível, voltamos várias vezes; volto sempre que posso. Minha casa e meu ambiente de trabalho estão repletos de souvenires de Blumenau, de canecas na estante e escrivaninha a brasões na parede, além dos livros sobre a cidade. Senti e sinto um orgulho muito puro e autêntico de ser blumenauense.
***************
Finalmente, o motivo desta longa mensagem, que espero não o tenha cansado demais: falando da maneira mais resumida possível, quero dizer que eu tenho planos bem sólidos para lançar um periódico impresso de alta qualidade que farei circular pelas ruas de Blumenau, em forma de revista mensal, que contaria, em partes, a história da cidade e regiões vizinhas, e traria também a cobertura das notícias locais mais importantes e de maior interesse da população. Creio que Blumenau carece de algo assim. Tenho certeza de que este projeto será um grande sucesso e que se sustentará por si próprio muito facilmente, porque teria uma grande quantidade de anunciantes e patrocinadores (tenho vasta experiência na área, sei como fazer e estou bem motivado). 

Como o Sr. já pode imaginar, eu gostaria muito de contar com uma participação sua, com o seu conhecimento inestimável da história, da cultura, dos costumes e tradições desta terra “mágica”. 

Bem, tudo isto foi apenas para me apresentar e apresentar as minhas intenções. Agora que não sou mais um estranho, gostaria de saber se seria possível marcarmos uma entrevista assim que possível.

Desde já agradeço pela atenção e deixo um fraterno abraço,
Aguardo o vosso retorno
Henrique Sebastião
Associação Laical S. Próspero
Tel.s: (11) 3569-1292 / 9-4966-5406 

21 comentários:

Shirley disse...

Bom dia Primo!
Nossa, que bacanudo!!!! Você realmente merece todo o reconhecimento pela sua dedicação e amor pela história!
Parabéns!
Bjokas de saudades!

Shirley Day Kleine
Secretaria de Desenvolvimento Social
Gerência de Gestão Social
Vigilância Socioassistencial

zepfau@pfau.com.br disse...

Belo e emocionante depoimento. Parabéns.

Zé Pfau
Publicitário.

Adilson Siegel disse...

Henrique Sebastião,
Que relato fantástico.
Sou Blumenauense nascido, criado e vivendo aqui e me senti honrado por isso.
Confesso, fui as lágrimas lendo sua narrativa.
Você procurou a pessoa certa, o Sr. Adalberto Day, amigo de infância certamente poderá contribuir e muito com o seu projeto.
Pode contar com a minha kodesta contribuição.
Blumenau é encantadora desde sempre.

Nillton Sergio Zuqui disse...

Meu caro Alberto,
Como sempre falo, seus textos(ou os que nos encaminha) são fantásticos sempre aprendemos um pouco mais sobre as pessoas ,sobre nossa cidade.
É muito bom nos Blumenauenses sabermos de relatos assim, não esquecerem o que aqui fora feito, concordo com o comentário do meu ídolo Adilson Siegel, parabéns mais uma vez.

Urda disse...

Oi, Adalberto, muito bom relato, principalmente de grande qualidade literária. Sugira ao autor fazer uma assinatura de “Blumenau em Cadernos”!
Grande abraço,
Urda A. Kluger

Sidnei Moisés Dalfovo disse...

Realmente emocionante este relato!
Profissionalmente viajo bastante, mas nada como voltar para casa.
Como sinto falta de verde e flores nas cidades onde estou a trabalho.
Em Teresina(PI) vi apenas uma única casa com um belo jardim. Não me contive e cumprimentei a dona da casa que esta na frente da mesma.
Na outras cidades as algum verde, mas nada como aqui.
Enfim. Blumenau é Blumenau e me sinto orgulhoso de fato de ser daqui.
Que nossos visitantes sempre sintam e respirem este nosso ar de beleza desta BelaBlu.

Maestrinho disse...

Que legal beto
Parabéns
Abração
L.C. Maestri

Carlos Braga Mueller. disse...

Beto,

Muito sincero o depoimento do blumenauense Henrique Sebastião.
E é claro que estaremos todos dispostos a colaborar na empreitada de lançar uma revista sobre a nossa cidade.

Abs

Braga Mueller

Theodor Darius disse...

"Legal Henrique,
muito bacana o seu compartilhamento. São Paulo é uma cidade que merece respeito e admiração, gosto de visitá-la pois abre horizontes.
Mas que bom que nutres tanto estima por Blumenau, realmente uma cidade diferente, bonita e especial. O Adalberto me conhece bem, sabe que a curto muito, inclusive organizando turismo interno com grupos, pois vejo que a oferece grande potencial e até um desafio a todos para ser "re-descoberta". Aqueles que se propõe a isto terão grandes surpresas.
Boas visitas por aqui e sucesso em seus projetos,
um abraço, Theodor Darius."

Helga disse...

Gostei muito de ler.
Desejo-lhe uma boa noite, Sr. Day!
Helga Erbe Kamp

Henrique Sebastião disse...

Queridos amigos e irmãos blumenauenses, em especial Adilson Siegel, Nilton Zuqui, Zé Pfau e Sidnei Dalfovo, que se declararam emocionados: os senhores de emocionaram com o meu relato e eu com a vossa reação! Se consegui transmitir algo do meu amor pela nossa cidade, fico satisfeito.

Em tempo: gostaria de dizer que me encontrarei realmente ocupadíssimo nestas próximas semanas, mas assim que possível gostaria de retomar o assunto deste projeto de uma revista que contasse a história de Blumenau e que também promovesse a cidade e seus cidadãos ilustres, além de servir como guia cultural para o povo blumenauense. Tenho o projeto já praticamente pronto (para um material de alto nível) e larga experiência editorial; porém, mais importante do que isso é que este seria um trabalho que eu assumiria com muito amor e muita paixão – e sei que o amor e a paixão são os principais combustíveis para o sucesso.

Então até breve e um abraço fraterno!

Marilene disse...

Saudosismo saudável!

sergio luiz buchmann disse...

Bom dia Prof Adalberto. Fantástico o texto de Luiz Henrique da Silva um Blumenauense que viveu nossa infância nos contos de seus pais. Ele em seus relatos citou sem tirar nem por as maravilhas que aconteceram aqui nos anos que já (não voltam mais.)Se bem que ainda temos lugares com os jardins floridos, e os pinheiros no quintal das casas, tbm ainda temos as omas que fazem os doces de Natal,, ou bolachas citas por ele.Fiquei feliz pelos relatos de nosso conterrâneo, muito mais feliz por ele ter voltado a rever Blumenau, mesmo não sendo a Blumenau relatada pelos contos de seus pais. E que volte outras vezes q temos ainda inúmeras maravilhas em no bela cidade. Não deixe de nos passar a entrevista que possivelmente fornecera ao Sr Luiz Henrique da Silva e Sebastião.ABRAÇO QUERIDO AMIGO!

Maria Aparecida Girardi disse...

Fiquei realmente impressionada com este texto!!!Uma pessoa q não conheceu Blumenau ..mas vive
um amor lindo pela nossa cidade!!!Parabéns Luiz Henrique da Silva Sebastião!!!

Valdir sALVADOR disse...

ALO BLUMENAU QUEM VIU E QUEM NAO VIU, É ISTO EM FRETE.....
] TUDO AI. E VAMOS

Wieland Lickfeld disse...

Querido irmão Luiz Henrique! Tocado, assim como outros que aqui já se manifestaram, quero agradecê-lo pela belíssima homenagem feita à nossa cidade. Ela tem sido muito maltratada em certos aspectos nos últimos tempos, então as lembranças da sua infância e juventude, e da educação exemplar que recebeu, expressos com tanto carinho, de uma forma apaixonada, quase poética, estou seguro, fazem muito bem a ela e a todos nós. Como não sorrir ao viajar no tempo e recordar a nossa própria história ao conhecer a sua? Impossível! Muito obrigado novamente e que Deus o abençoe em sua jornada, e a todos os seus queridos. Quando vier conversar com o Adalberto, se me permitirem, aparecerei na hora do café com cuca...e com a cuca, ok? Abração blumenauense!

Henrique Sebastião disse...

Caríssimos Sr. Lickfeld, Buchmann, Sra. Girardi e irmãos blumenauenses,

Fico realmente feliz com os vossos comentários! Quando escrevi esta carta, não imaginava que seria publicada pelo querido Prof. Day, e menos ainda imaginei que tantas gente querida se sentiria identificada. Muito obrigado!

Aproveito para informar que nasceu meu filho, no último dia 27, e que se encontra neste momento internado na U.T.I., pois aspirou líquido amniótico contaminado ao nascer e seus pulmõezinhos ficaram parcialmente comprometidos. Passou alguns dias entubado, respirando por aparelhos, mas agora já se livrou deles e se recupera muito bem, graças ao Bom Deus. Se puderem, dediquem uma oração por esta pequenina alma; é com este menino que pretendo fazer o caminho de vota, de São Paulo à Blumenau, a terra mágica de minha origem!

E, bem, se os políticos andam maltratando Blumenau, como disseram, serei mais um a lutar para que voltem os bons tempos. Observei, numa de minhas últimas visitas, que começava a aparecer lixo jogado na via pública (embalagens, papéis, garrafas descartáveis), coisa que não vi na primeira vez, há três anos (o cuidado com a cidade foi algo que me encantou). Pois eu pretendo organizar grupos de moradores a sair para catar o lixo jogado nas ruas, especialmente no centro, para dar o exemplo a todos, especialmente àqueles que vem de outros Estados morar aí e não têm o mesmo cuidado ou a mesma educação que recebemos. Iniciativas deste tipo foram implantadas por associações de moradores em alguns bairros aqui de São Paulo e surtiram ótimo resultado, apesar da grande dificuldade que é o gigantismo da megalópole.

Um abraço fraterno a todos e até breve, se Deus quiser!

ricon ações mercadológicas disse...

Fantástica narrativa, lagrimas correram dos olhos... pois sou um blumenauense que viveu por 50 anos em Blumenau e hoje estou 15 anos fora da minha cidade natal... sinto saudades...

Djalma disse...

Bom dia. Isto chega à ser um relato poético de quem, mesmo morando longe desde sempre, nunca deixou de gostar e admirar a sua terra natal. Blumenau é assim. Encantadora, cheia de problemas. Mas sempre encantadora.

Eleonora disse...

Adalberto e Henrique
Linda história de amor a Blumenau. Seu reconhecimento é merecido. Agradeço pelas histórias que me envia, tenho 171 arquivadas.
Eleonora Pereira Goll

Clinica Innovare disse...

Boa noite,Sr. Sebastião Henrique professor Adalberto Day:

Sou mineiro e Valadarense e senti uma grande alegria em ler suas reminiscências e fiquei muito emocionado em ler esse seu depoimento. Bastante atrasado, é verdade... Mas, como é bom a gente lembrar do tempo que tínhamos vidas simples, com muitos amigos e apesar das dificuldades dos tempos de outrora, como eu e toda minha família fomos felizes. Sua história relembrou-me os tempos que morei em Alexânia-GO., época de parte de infância e início de adolescência. Há anos retornei ao meu estado de Minas, residindo em minha cidade natal e continuo feliz em todos os lugares que morei aqui no meu Estado. Tenho para rememorar boas e velhas histórias vividas e estórias ouvidas por nossos recantos mineiros. Além daqui, reencontrei há cerca de 06 (seis) anos, o meu segundo lugar na pequena cidadezinha de São Félix de Minas-MG., onde tenho meu cantinho rural e sei que tenho muitos amigos sinceros. Parabéns, meus amigos, pelos trabalhos que ambos vem realizando. Sejam felizes. Sempre! Abraços cordiais a ambos. Comendor.Dr. Mario de Oliveira e Silva Filho.

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