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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

- O Crime da Mala!

Blumenau,9 maio de 1955.
O CRIME DA MALA em Blumenau
A população desta cidade continua vivamente impressionada com o “Crime da Mala”, praticado pelo dentista Emílio Martins¹ contra Nemo Pacher. O fato já foi divulgado pela imprensa, com todos os detalhes.
Concluiu o relatório policial que houve premeditação no crime de latrocínio. O dentista atraiu a vitima  ao seu consultório para roubá-la. Com uma “chave Inglesa” vibrou violentas pancadas instantaneamente. A seguir colocou o cadáver dentro de uma mala (com o objetivo de ocultar o crime) em que iria, com toda a certeza, enterrá-la com o seu conteúdo macabro, em algum terreno baldio. Quando, porém, pretendia colocar o cadáver de Pacher na mala, um vizinho, Osny Borges, que ouvira os gritos da vitima, e que mora no pavimento superior ao consultório dentário, foi ver o que estava sucedendo. A porta do consultório não estava fechada a chave. Osny colocou a mão na maçaneta e abriu a porta. Foi, então, que presenciou o quadro horroroso.
Imediatamente abandonou o local e avisou a Polícia, que prendeu o bárbaro assassino, que confessou friamente o seu hediondo crime. (M).
Enviado por  André Mrozkowski  jornal A NAÇÃO, edição de 3 de maio de 1955
CONDENADO Á REVELIA
BLUMENAU, 19. O Tribunal de Júri condenou, à revelia, o dentista Emílio Martins, a 25 anos de prisão. Como se recorda, Emílio, em maio do corrente ano, atraiu ao seu gabinete dentário o cidadão Nemo Pacher, que sabia possuir a quantia de 145 mil cruzeiros, assassinando-o e roubando aquela importância. O dentista foi preso e recolhido à cadeia pública de onde, dois meses após, fugiu, sendo, por isso, julgado à revelia. (M)
O Crime aconteceu na edificação da Rua João Pessoa, esquina com rua Mafra. O Assassino foi capturado tentando fugir pelo beco Tijucas (hoje Rua Tijucas), próximo ao local do crime.

¹ Emilio Martins foi condenado e cumpria pena na penitenciária em Florianópolis.   
MRoeck Röck O CRIME DA MALA EM BLUMENAU.
(Correio da Manhã - Rio de Janeiro - Terça Feira - 10 de maio de 1955. pag 20/30.
MRoeck Röck Correio da Manhã - Rio de Janeiro - Domingo -20 de Novembro de 1955 pg. 10/114.
"CONDENADO À REVELIA"

Grupo Antigamente em Blumenau enviado por José Geraldo Reis Pfau.

10 comentários:

André disse...


Muito legal a matéria, Beto.
Há alguns anos fui na Biblioteca Municipal ler sobre o caso no "A Nação".
Fizemos até uma prova da madrugada inspirada no caso.
No anexo, uma foto que tirei em 2004, quando ainda havia um estúdio fotográfico no local, que, agora, está bem diferente.
abraço
André Mrozkowski

sergio luiz buchmann disse...

Bom dia Professor Adalberto.Eu lendo esse texto, me veio a mente outros crimes q na época, que no surpreendia. Do menino Fagner, ou Fakner,Do Jorginho no beco filho do taxista q foi condenado na época a 94 anos de prisão.A mãe dava entrevista na Radio ao saudoso Rodolfo Sestrem.Citei esses tbm por serem coisas raras de acontecer. Nos últimos dois dias tivemos 2 assassinatos, um q chocou do Fulano q matou a esposa e enterrou nos fundos da casa, o outro q levou bala por 6 bandidos,sem sabermos motivo aparente.E outros como a Morte no Alfredo Gonçalves aqui em minha rua, onde imprensa contou uma historia infundada do crime,Motivos q não correspondem a verdade.É amigo, e querido professor,estamos em uma época que nada mais nos surpreende.Abração!!!

Henry disse...

É quando pia, ouvi muito deste crime, depois quando trabalhava na oficina de meu pai, ou até mesmo na oficina da E I G, a turma falava da chave inglesa.
Henry G. Spring

Nillton Sergio Zuqui disse...

Meu caro Adalberto,
Fico feliz por já estar circulando o Jornal mencionado no texto acima,mas a história do crime da mala pra mim é novidade, veja vc que as pessoas cultas e já com formação também cometem crimes,de natureza absurda.

Nillton Sergio Zuqui disse...

Meu caro Adalberto,
Fico feliz por já estar circulando o Jornal mencionado no texto acima,mas a história do crime da mala pra mim é novidade, veja vc que as pessoas cultas e já com formação também cometem crimes,de natureza absurda.

wieland lickfeld disse...

Caro Adalberto, conheço a história da coleção da Edith Kormann e confesso que nunca entendi como este sujeito conseguiu escapar. Olhando para o nosso sistema carcerário, parece tratar-se de uma vocação nociva da nossa cidade. Lamentável! Grande abraço!

James disse...

ADALBERTO- Minha Mãe e meu Pai conheciam muito o NEMO que dizem era uma pessoa muito boa e estimada em Rodeio., de onde vem toda a minha Familia. Ele morava no RODEIO 12 e meus Pais no RODEIO 100 que era a SEDE. Isso chocou enormemente toda aquela população, não acostumada a crimes desta natureza e com crueldade nunca vista por aqui.
Meu sogro, na época Escrivão de Policia (Abilio de Oliveira) me falava deste caso....Parece-me que os dois, EMILIO e NEMO, já tinham alguma RUSGA por coisa de corrida de cavalos, muito comuns naquela época em Rodeio, e Indaial...Mas isso foi um fato que não foi atrelado ao caso , porque era conhecido apenas nos bastidores, por pessoas como meu sogro e meu Pai...Na realidade deve ter sido mais pelo dinheiro que seu comentário cita...Uma coisa incrível na época e lembro que quando eu pequeno ia todo ano a Rodeio passar ferias, sentia um calafrio ao passar no ENGENHO DE ARROZ da familia de NEMO PACHER, onde parece-me que seu Caixão(fechado) teria sido exposto na ocasião do velório...Isso do velório ali, posso estar enganado pois foi ha muito tempo...mas está registrado na minha memória...
James Locatelli

Barreira disse...

Prezado amigo Adalberto, boa noite.
Incrível, os crimes se repetem ao longo dos anos. "O Crime da Mala" aqui em São Paulo já tive várias versões e, em situações diversas. O motivo quase sempre envolve sentimentos de crueldade e falta de amor entre os seres humanos. O fato na época foi estarrecedor em se tratando de Blumenau, onde predomina o respeito, amor ao próximo e por ser um povo com muita religiosidade.
Mas o que importa aqui é fato jornalístico, que deu maior ênfase ao crime bárbaro que ocorreu naquela oportunidade, fato este que faz parte da história de nossa querida Blumenau.
Parabéns pela matéria.
Um grande abraço
Lourival Barreira. SP
Ex goleiro do G.E. Olímpico

Urda disse...

Hehe, Adalberto, parabéns! Sabe que eu me lembro? Tinha 3 anos!
Bom carnaval,
Urda Alice Klueger

Santos disse...

Oi amigo Beto. Lembro-me do episódio, que causou um grande impacto na sociedade. Mas, o amigo talvez (como sempre) deve estar mais bem informado sobre o assunto e, possivelmente, poderá informar-me se o assassino continua cumprindo pena.. Afirmativo meu amigo? É que muitas vezes a justiça acaba relaxando e não demora muito o assassino está novamente na sociedade. Um grande abraço meu amigo, e obrigado por mais essa.
Eutraclinio A. dos Santos

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