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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

- Meu natal inesquecível

Em histórias de nossos natais inesquecíveis, apresento o texto de Dalva Day, relatando o Natal de 1963, e seu presente inesquecível.

Lembro-me com saudades, dos natais de minha infância. 
Não tínhamos preocupações maiores. Os preparativos para o natal eram organizados pela nossa mãe, já nos meses anteriores a dezembro. Ela fazia deliciosos docinhos de natal, decorados com mistura de claras e bolinhas coloridas. Misteriosamente sumiam nossas bonecas algumas bonecas de louça a minha já era de plástico, as conhecidas bonecas da Estrela, ganha pelo meu pai em uma festa de igreja , era linda de vestido azul de “tuli.”
Se perguntássemos sobre as nossas bonecas, nossa mãe respondia que elas tinham ido fazer uma viagem, ou estavam hospitalizadas. 
Em nossa ingenuidade acreditávamos, mesmo que todo ano era a mesma coisa. Era lindo ver o mês de dezembro chegar. 
Férias, podíamos brincar em frente da casa das 18:00 horas às 20:00 horas, meninas podiam ficar pulando corda (fúria) jogavam mata soldado, jogo da amarelinha, enquanto que os meninos jogavam bola (peladas), andavam de bicicletas, jogo de trave.
Bastava às mães chamarem os filhos no horário determinado, que todos obedeciam e voltavam felizes para casa, tomávamos banho, dar benção aos pais e ir dormir.
Em geral as famílias possuíam proles numerosas e na época de natal os pais davam a seus filhos um presente simbólico. 
Lembro-me quando meu irmão ganhou um relógio de pulso na era dos movidos a corda . Em outro natal, minha irmã mais velha recebeu uma pulseira de ouro.
Lembro-me como se fosse hoje, quando recebi o meu presente de natal que ficou na minha memória. Estávamos de mudança para a nova casa. Meus pais construíram a casa em três anos, onde seria o lar da família. Mesmo que todos nos estudávamos no colégio da Sagrada Família, conseguiram realizar o sonho deles de construir a casa própria.
Nada estava planejado para a mudança oficial para a nova casa, mas no dia 23 de dezembro, todos os filhos combinaram em fazer nós mesmos a mudança. Cada um começou igual a “formiguinhas”, levamos as coisas menores e as que nosso tamanho permitia.
Quando nosso pai chegou do expediente do 23 BI, já estávamos decorando a casa e a árvore de natal natural de uns 2,50 metros de altura. Não houve alternativa, decidiu-se que iríamos passar o natal na casa nova.
Só o fato da mudança já nós deixava eufórico. 
Original de 1963
Mas chegou a minha vez de receber o meu “presentão”.
Meus pais conversaram com o meu padrinho Osmar Simas que construía móveis e encomendaram uma replica do estofado (sofá) para minha casa de boneca. Acredito ser o meu melhor natal de infância, pois além da casa nova, do meu estofado também papai Noel veio em novembro com a cegonha e trouxe mais uma irmãzinha.
Enquanto aguardávamos o Papai Noel chegar, tínhamos que nos comportar, ajudar nas tarefas caseiras, “para que ele pudesse fazer sua avaliação sobre merecer ou não receber o presente de natal”. Recebíamos todos os anos nossas bonecas que voltavam das “viagens” ou do “hospital”, sempre renovadas com roupas bonitas e cabelos penteados, pois as costureiras as deixavam um “brinco” de belas.
Outra lembrança que guardo com carinho, foi aos 13 anos, quando ganhei uma coleção de dicionário de línguas estrangeiras, pois também estava cursando o ginásio e queira saber falar outros idiomas.
Hoje ainda conservo meu 1º presente surpresa que recordo com carinho, que no dia 24 de dezembro/2013  estará completando 50 anos.
Nossas filhas brincaram muito com ele e espero que um dia eu possa ver nossos futuros netos (as) brincarem com meu lindo “joguinho de estofados”.

Texto Dalva Day/ Arquivo de Dalva e Adalberto Day 

18 comentários:

Archille disse...

Beto e Dalva
E como brinquei amo esse sofá!! kkk
Adorei a postagem! linda a história vou ler pra mãe a noite
*Tua mãe deve lembrar da mudança...ela era a que agitava a gente a fazer essas coisas...ela sempre estava pronta para aprontar...kakaka...sempre foi uma grande irmã, praticamente nos criava.
Archille e *Dalva

Anônimo disse...

Amei esta linda historia de natal....parabens e que Deus abencoe sempre os seus natais.abracos Arlete.

Elaine disse...

Oiii tioo e tiaaa.... como brincamos nesse sofá... e no sotão da casa azul do tio era ainda mais legal, parecia mesmo uma casinha...Me sentia adulta quando a mãe me deixou ir "sozinha " na casa da Lui brincar... tempos maravilhosos. Bjos e parabéns tia pelas lindas palavras. Bjosss
Elaine Janke

zepfau@pfau.com.br disse...

Parabéns pela historinha de natal. Seu roteiro conseguiu nos transportar para o cenário e demonstrou exatamente como eram os natais em nossas casas. Muito bom.
Para a Sra. Dalva, para seu esposo Beto e para os demais familiares o votos de boas festas.
José Geraldo Reis Pfau & família.

Henry disse...

Olá, Adalberto
Tudo e todos bem?
NATAL!
Nesta época todos tinham respeito e entendimento pelo NATAL, porque grande parte dos lares tinham famílias Cristãs, hoje é comercial que predomina.
Um abraço.
Henry Georg Spring

Carlos A. Salles de Oliveira disse...

Uma linda história de uma fantástica mulher, que teve uma maravilhosa família, que viveram muitos e muitos Natais lindos e inesquecíveis e, que continuou reproduzindo-os com a sua nova família, marido e filhas, até os dias de hoje.
Só podia ser a DALVA DAY, a mulher que tem ajudado com maestria, alegria e coragem, a construir esta grande obra sobre a história de toda a região do Grande Garcia, junto com o Grande Mestre, Historiador e Cientista Social, seu marido ADALBERTO DAY e, que também a ajuda na complexa tarefa da reprodução desses maravilhosos Natais até os dias de hoje.
Aos grandes amigos da FAMÍLIA DALVA E BETO DAY SÓ TENHO A DESEJAR ESTE FELIZ E MARAVILHOSO NATAL... PARA SEMPRE.
Com um grande abraço do amigo,

CarlosASallesOliveira

Urda disse...

Que lindo! Parabéns à Dalva!
Urda Alice Klueger

Nelson Pamplona disse...

Prezado Adalberto e Dalva
Desejo-lhes um Feliz Natal e prospero Ano Novo. extensivo a todos seus familiares.
Um abraço e parabéns pela sua dedicação na preservação da memoria da Cidade de Blumenau.
Nelson V.Pamplona

OKTOBERBLOG disse...

Muito interessante os relatos dos bons tempos do natal e das tradições, onde "presentes simbólicos" tinham a importância de marcar por toda uma vida! Parabéns e um feliz natal e próspero ano novo, com paz, saúde e muita luz sempre!
Ricardo Brandes / @OktoberBlog

Osmar Hinkeldey disse...

Boa tarde

que bonito este relato de infância da sua esposa.
me lembrou também do meu, tudo era mistério, só podíamos entrar na sala no dia 24 após as 18:00 hs e então chegava o papai-noel..., era um clima de muita magia, inocência, mas que fazia bem para a gente. Hoje o papai noel perdeu a sua graça, é tudo muito comercial...
abraços

Vângela Queiroz disse...

É uma pena que a cada ano a essência do Natal está se perdendo. Que relato lindo.

Ivonete disse...

Olá Adalberto/Dalva

Como é bom recordar. Lembro-me bem da casa nova e também da casa velha de vocês.
Bons tempos aqueles, em que se a gente espiasse, o Papai Noel (Nicolau), não traria nada para nós. Não tínhamos porta na sala, somente uma cortina. Mas, por respeito nenhum de nós espiava. Nossas bonecas eram sempre as mesmas, mas com roupagem diferente (sempre tecidos da EIG). Minha mãe fazia com bastante babados. Só tomávamos refrigerantes no Natal. A famosa "CAÇULINHA", que o meu pai colocava no tanque com barras de gelo, que ele comprava. Bons tempos aqueles. Éramos felizes.
Ivonete Poerner

Nilton S. Zuqui disse...

Adalberto e Dalva,
Que linda historia, pois me coloco diante de minha infância, e consigo me lembrar de um carrinho(pé na tabua)assim era chamado, na cor vermelha muito lindo , e na vila SESTREM onde passamos parte daquela idade linda , tempos puros em que acreditávamos quando chegava NATAL , de que realmente havia motivos de sobra para tais confraternizações, é sempre muito bom ler estas historias, parabéns...

Valdir Salvador disse...

Alo amigo Beto, pois é engraçado lembraa esperar o bom Vélhinho pois demorava muito,r os dias da vesperas de Natl, porque os dias eram tão longos, a gente capinava toda a frente da casa os terrenos para receber o Papai Noél, e o capim crecia ligeiro que quase não dava para ver o bom velhinho chegar, o bom era reconhecer o esforço dos Pais que mal ganhavam na época e conseguiam nos alegrar com pequenos presentes, chega nãoconsigo mas falar. beijos e abraços, um Felis Natal a todos. Valdir Salvador

Wieland Lickfeld disse...

Lembrar coisas boas de Natais passados sempre é muito bom. Que Deus abençoe o tempo de Advento e Natal da Família Day. Grande abraço a todos!

lilisou disse...

Viajei, nas lembranças..Muito bom..Feliz aquele que um dia viveu overdadeiro espirito natalino..assim como eu..

Klaus W. Dietrich disse...

Uma linda e carinhosa história de Natal. Desejo à você Dalva, e todos da sua família, assim como amigos, um Feliz Natal, recheado de Paz, Felicidade e Saúde.

Karla disse...

Muito bom o texto amigo e nos reporta a pureza do Natal singelo e simples de antes...saudade de algo mais ; de um Natal com um Papai Noel dentro do nosso coração..saudade da simplicidade que nos envolvia de fantasia...hoje tudo tem cheiro de consumo.
Parabéns pelo texto
Karla @kfprofa

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