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segunda-feira, 21 de março de 2011

- Rural "Bombeiros Artex"

Histórias de nosso cotidiano
Texto e fotos enviado por Luciano Luís Gall, que trabalha no grupo Bunge por mais de 20 anos, desde a época da Ceval. Apaixonado pelo veiculo que adquiriu. Luciano me procurou através de vários amigos , entre eles Mauro Ritschel.
 Antes da restauração
Jeep Station Wagon
Por alguns anos este Jeep foi o veículo oficial da guarnição de corpo de bombeiros da Artex em Blumenau.
Lançada em 1946, nos EUA, sob o nome de Jeep Station Wagon, o 4x4 ganhou fama por reunir virtudes como resistência de jipe e conforto de carro de passeio. No Brasil, conhecida sob o nome de Rural começou a ser fabricada, pela Willys Overland, e já sob a responsabilidade da Ford deixou de ser produzida na década de 1970.
Logotipo  da  brigada de incêndio  antes da restauração
O veículo em destaque trata-se de um Willys Overland 1959 que possui uma característica única pelo fato de ser conversível. Utilizada na industria têxtil catarinense, especificamente aqui no vale do Itajai pela empresa Artex, era um dos veículos que compunham a brigada de incêndio da empresa, durante vários anos.
Atualmente o veículo é de propriedade de Luciano Luís Gall, sócio e ex-presidente do Jeep Clube do Balneário Camboriú, amante de veículos 4x4 e um apaixonado em especial pela Rural. A Rural passou por uma restauração total a 8 anos atrás, mantendo as cores da brigada de incêndio. O veículo atualmente é utilizado em momentos de laser pela família e eventualmente é exposto em eventos relacionados a veículos antigos ou viaturas.
Primeira foto após a restauração 
 A Rural  exposta no Shopping Atlântico  (BC)  em  exposição de viaturas
Observações:
A Rural foi adquirida por Luciano Luís Gall, de Sérgio Luiz Simão em 2002, que por sua vez tinha adquirido de Carlos José Lindner em 2001.
Passeio  familiar   na versão  "verão"  - sem a capota - A Rural exposta no Itajaí Shopping (2011) em exposição de viaturas. 
A historia da aquisição do veículo relatada por Luciano.
[...] Em 2001 avistei de longe este veículo circulando pela cidade de Gaspar, e logo fiquei apaixonado. Qual seria o modelo pelo fato de ser conversível.
Durante algumas vezes no trajeto para o trabalho, via o veículo algumas vezes na rodovia Jorge Lacerda.
Certa vez ficou retida na Policia Rodoviária Estadual em Gaspar pelo fato de estar com problemas com a documentação.
Neste momento descobri o nome do proprietário, fiz contato para a compra, porém o mesmo recusou-se a vendê-lo. Passados alguns meses me deparei com o veículo estacionado em Ilhota. Parei para observá-lo e ali desisti de qualquer intenção, pois como o proprietário trabalhava com jardinagem ela estava carregada de esterco. Neste momento minha paixão ficou abalada: "isso não tem mais recuperação".
Decorridos mais algum tempo, o então proprietário me procurou para vendê-la. Como eu tinha recém adquirido outro veiculo não tinha condições de comprá-la, acabei trocando por um Jeep Willys que eu tinha na época e era adorado por minha esposa. Para tentar amenizar o impacto em casa, antes de levar a Rural para casa mandei lavá-la e encerá-la por duas vezes seguidas, porém o aspecto do veiculo não mudou muito.
Ao chegar em casa, o comentário foi "Não acredito que você trocou nosso jeep nesta coisa". Depois dando "tempo ao tempo" com mais alguns ajustes e posteriormente a restauração a ruralzinha passou de "ovelha negra" para o xodó da família.
Da história realatda, passado algum tempo fizemos uma "história em quadrinhos" para alegrar ainda mais o ambiente familiar e rodar em DVD junto com as fotos [...].
Luciano
História:
Por Adalberto Day
- A Empresa Industrial Garcia mantinha uma equipe de bombeiros considerada uma das melhores de Blumenau, que prestaram relevantes serviços à comunidade não só do Grande Garcia, mas de toda Blumenau. Essa equipe de corpo de bombeiros era formada por funcionários da empresa, e que também residiam próximo as casas da própria empresa. O bombeiro era avisado pela sirene que tocava várias vezes e bem forte e, como moravam próximo a empresa, conseguiam ouvir até uma distância de 3 Km. O período de atuação dessa guarnição de bombeiros da Empresa Industrial Garcia, foi anterior a implantação da corporação de bombeiros de Blumenau, que iniciou suas atividades a partir de 13 de agosto de 1958.
Muito organizada, a corporação de Bombeiros da E.I. Garcia atuou de 1930 a 1974, quando da incorporação pela Artex S/A , sendo esta a mais antiga organização de corpo de bombeiros de Blumenau, e não como consta no Livro “ACIB 100 anos construindo Blumenau” ao dar referencias a antiga Fábrica de Gaitas Alfredo Hering como sendo a pioneira. Eu tinha muito orgulho de ter o meu pai, Nicolao Day ( em pé entre FORD 1929 e a Bomba, de braços junto aos quadris), como um dos bombeiros da empresa, profissão muito brilhante e importante para a sociedade.

Para saber mais acesse:
Arquivo: Luciano Luís Gall/Adalberto Day

6 comentários:

Beto Tillmann disse...

Prezado Adalberto,

Com relação a esta foto da Guarnição dos Bombeiros, sempre a vejo na Blog, serve para mater a saudade de meu Avô, João Severino Gomes, o primeiro na foto.
Abraços.
Beto Tillmann

salvador.valdir disse...

Adalberto é um fato lamentalvel, ter que lembrar ação de bravura desta equipe, como o incendio da Prefeitura de Blumenau não me lembro a data cite para mim, mas contrariando seu gosto que voce foi funcionario da empresa Artex eu sou mais os valentes Homens da E.I.Garcia,desculpe isto é so para enticar como dizia nosso grande Horacio, eu inclusive sei onde esta o ford 1927 que era da corporação da Artex, que eu condeno por não ter o capricha de ter um museu de seus erois. abraços Valdir Salvador.

Cao Zone disse...

Prezados/as,
Com a devida vênia do seu Beto, eu também tenho uma pequena história de incêndio, o beco Flores, depois Laguna, perpendicular à rua Pedro Werner, que na Brusque pre-colonial foi a principal travessia do Rio Itajaí-Mirim, justamente na parte central da cidade, a da rua Ruy Barbosa de um lado do rio, com no outro, a rua Lauro Müller, e na continuação a av. Primeiro de Maio, o eixo das indústrias, principalmente as da Renaux e da Schlösser. Eu era criança e sonhava em ser um homem do fogo com o meu carrinho de bombeiros da fábrica de brinquedos Estrela. Quando numa madrugada daquelas, parecia que finalmente o grande incêndio da nossa bucólica via estava em formação, pois da direção da casa do seu Maneca Medeiro vinha o alarme, em alto e bom som:
-Fogo, fogo, fogo...
O seu Aviz, e mesmo pelo motivo de trabalhar no local com a sua empresa engarrafadora de bebidas, continha o mais moderno serviço de bombeamento de água de toda a região, que consistia em uma dúzia de baldes, no tamanho de uns 7 ou 8 litros, que passariam de mãos em mãos, desde o poço tocado por bolinete, até o local das chamas, processo esse que aquela zelosa família já tinha deflagrado para combater as chamas da casa vizinha.
Para a devida compreensão dos fatos, seria também necessário saber que essa aprazível região, consistia de moradores das mais diversas origens, como os portugueses já mencionados, Aviz e Medeiro; os italianos, Morelli, Venturelli, Ardigò; o francês Formont; o alemão Appel, o polaco Imianovisk, entre outras raças. Numa autêntica comunidade tipo Torre de Babel em sua fase final de construção.
Mas do tal do fogo, fogo, fogo do seu Maneca, entre mortos e feridos todos se salvaram vivos e ilesos, já que não passava na verdade de:
-Fofo, Fofo, Fofo...
O nome do filho dele, que depois de mais de vinte anos perambulando pelo mundo, cismou de voltar para casa naquela madrugada. E o coração do pai aflito veio à janela exprimir seu sentimento.
Abraços,
Cao

Luisa disse...

Luisa_Rolim @adalbertoday Sou apaixonada por curiosidades e história e to amando teu blog =)

Osni W.Melin disse...

É uma matéria e tanto esta do Botocudos,mas a dos Bombeiros da E I G traz recordações,pois me lembro de seu pai como bombeiro,tinha um incêndio na E.I.G. e como soava a sirene,que todos nós das proximidade escutávamos,fui ver e me lembro do seu pai atuando junto com os demais,como também em treino que eles faziam,inclusive ensinando aos bombeiros da ARTEX. esta matéria também é ótima.
Osni W.Melin

Prof. Wieland Lickfeld disse...

Caro Adalberto, lembro bem desta Rural Willys estacionada, na década de 1990, na garagem do prédio onde moro, no bairro Vila Nova. Foi no tempo que pertenceu ao meu amigo Cazé, Carlos José Ilha Lindner. Parabéns pelo post. Grande abraço, Wieland Lickfeld

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