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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

- Jornal “O GARCIA” Edição nº 15

Introdução: Adalberto Day
- Nesta edição de Novembro/dezembro/2009, o jornal, continua com belas matérias.
- Os destaques desta edição são para as Seguintes matérias:
Capa: Feliz Natal e um ano novo cheio de saúde e felicidades: - Artigos: Cantinho da Saudade, O Tapume, página 3 - Imagem do mês: Ford A 1929, página 3 – Taça jornal O GARCIA, conhece seu campeão, página 2 – Instituto Gene libera a primeira parcela ds 120 mil às empresas, 5 – O Mais novo vereador do Garcia, Mauricio Goll, página, 6 – Poeta do Garcia: Fabiano de Souza, página 8.


- O Tapume
História
Em 1860, com a chegada do imigrante alemão Johann Heinrich Grevsmuhl, o Vale do Garcia tomava novo impulso. Em 1868 Grevsmuhl, August Sandner, Johann Gauche, associaram-se com um tecelão, conhecido como Lipmann (já possuía teares desde 1865) que ajudou a montar alguns teares e deram impulso na primeira indústria têxtil de Blumenau, com o nome de “Johann Heirich Grevsmuhl & Cia. ” Este era o nome da pequenina tecelagem – Que mais tarde seria a Empresa Industrial Garcia
Não satisfeito com os trabalhos agrícolas, passa a explorar a madeira da região, constituindo uma serraria, e com o represamento do Ribeirão Garcia, pode instalar uma atafona movida a força da roda d' água, (energia elétrica veio em definitivo para o bairro somente por volta de 1914) que ficava próximo as duas Empresas Garcia e Artex, em 1924 foi ligeiramente alterado. Por volta de 1938 foi colocada uma nova camada de cimento pela Empresa Industrial Garcia, (o Tapume como ficou conhecido), Rua Emílio Tallmann (antes conhecido como Beco Tallmann).
E foi assim que surgiu o famoso tapume as margens do Ribeirão Garcia. O acesso era feito por algumas ruas transversais da Rua Emilio Tallmann, entre elas :Treze Tilias, e Altamira. A partir dos anos 50, este local foi uma opção para a comunidade banhar-se, principalmente para quem não tinha condições de ir à praia, era raras piscinas em clubes. Foi a alegria geral não só da garotada como também dos adultos. Vinham pessoas de todos os cantos da cidade. O cidadão mais ilustre, que esteve neste local fazendo propaganda de toalhas da marca Artex, foi Edson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé, em agosto de 1961. Por existir em alguns pontos muita profundidade, vários banhistas pereceram afogados.

O Tapume foi demolido após a grande enxurrada de 14/outubro/1990, que assolou todo Distrito do Garcia, com 21 vitimas fatais. No ano seguinte o fato se repete no dia 15 de novembro. A comunidade da Rua Emílio Tallmann e região solicita sua retirada, por entender que daria mais velocidade as águas, com isso evitaria novas enxurradas. Para muitos poderia ser uma solução encontrada, mas em Nov/2008 novamente o pesadelo toma conta da região.
Adalberto Day cientista social e pesquisador da História

A Imagem do mês Expediente:

- O FORD A 1929
A imagem do mês mostra Ford A 1929, pertencente a guarnição de corpo de Bombeiros da Empresa Industrial Garcia, depois Artex - Este Ford prestou relevantes serviços a toda comunidade blumenauense, inclusive no incêndio na antiga prefeitura em novembro de 1958. Foi vendido ao senhor Alfredo Gonçalves da Luz em setembro de 1999, pela empresa Artex.
Arquivo de Adalberto Day

- Grande Agência Publicitária Ltda
- Gerente comercial e fotos: Carlos Ubiratan
- Jornalista Responsável: Fernando Gonzaga
- Diagramação : Yuri Apolônio
- Distribuição Tiragem : mensal e gratuita
- Circulação : Distrito do Garcia, Centro, Velha. Itoupava Seca e Região
- Endereço: Rua Ignácio dos Santos,83 – Bairro Glória - Blumenau SC
- Contatos:
- Fone: (47) 3329 2143
Arquivo: Carlos Ubiratan/Adalberto Day

11 comentários:

Lauro Bacca disse...

Excelente e conciso histórico do tapume, Adalberto. Não sabia que ele era tão antigo (a primeira construção era já de concreto ou de madeira?).
Interessante que o laudo do IPT da FURB no pós-tragédia de 1990 atestou que o tapume influenciaria apenas as pequenas enxurradas, não fazendo diferença com as grandes, e parece que foi isso que aconteceu, não?

Baitabraço,
Bacca

Marilia disse...

Beto, já salvei no meu arquivo. Adorei o carro de Bombeiro
Marilia RJ

!Sim, nós podemos! disse...

Muito interessante mais essa edição d'O Garcia.
Sobre a Ford: eu sempre achei os carros da Ford os melhores. E vale comentar que esta fabricante foi a única gigante americana que não precisou recorrer ao dinheiro do governo para atravessar a crise.
Esse FORD A1929 da foto é muito lindo, eu já vi uma versão dele em preto.
Cícero Nogueira

Silvio Kohler disse...

Excelente o post caro amigo Adalberto.
Parabéns.

Urda Alice Klueger disse...

Valeu, Adalberto! Li aqui em Cochabamba, comecando a voltar! Abracao,
Urda.

Teresinha disse...

Beto

Quantas lembranças desse tapume.....foi lá que aprendi a nadar, foi lá que quase morri afogada eu e minhas duas irmãs mais velhas, foi lá que me encontrava com meu ex marido quando namorávamos.

Mas graças a Deus por ter aprendido a nadar no tapume eu e a minha filha estamos hoje vivas. Há dez anos caímos no mar em Quatro Ilhas, perto de um costão. O mar estava muito agitado e veio uma enorme onda e nos jogou pra dentro do mar. Minha filha sabia nadar porque de pequenina já matriculei na natação. Conseguimos então nadar para perto das pedras, apesar de termos sofrido várias escoriações, que me deixou cicatrizes nas pernas.

Beto, eu era pequenina devia ter uns oito ou nove anos. E foi na margem direita acima do tapume, havia um poço bem fundo perto da margem. No meio do rio tomávamos pé, depois fazíamos uma corrida nadando do meio do rio até a margem passando por cima do poço para ver quem chegava primeiro. Á profundidade ali no poço era mais de 2 metros. Uma vez vi um homem medindo, ele foi bem ao meio do poço ficou em pé e se deixou ir ao fundo com um dos braços levantados. Somente as pontinhas dos dedos ficaram de fora.

Então fizemos a corrida, mas chegando à altura do poço, eu e minhas irmãs (acho que nós nos esbarramos dentro da água) fomos pro fundo e não conseguíamos mais sair. Depois de não sei quanto tempo conseguimos sair e nos agarramos no capim da margem. Escondemos essa história de minha mãe a pedido do meu pai durante muitos anos. Foi um episódio que nunca esquecemos. Contamos a ela quando já éramos moças, senão ela não ia deixar mais ir ao tapume.

Tenho muito medo da água. Hoje não entro mais na água quando não sei a profundidade. Na praia vou até só a altura do joelho.

É sério não estou inventando isso não... pode perguntar pro meu pai ele lembra bem disso.

Teresinha Zimmermann

Laércio disse...

Caro amigo Day.
Tenho recebido muitas notícias do seu blog.
Mas esse do tapume da Artex me trouxe na lembrança aqueles momentos que tínhamos oportundiade de ir nos banhar no tapume da Artex.
Lembro ao amigo, que efetivamente era a praia que frequentávamos no verão de Blumenau nos idos de 1950/60.
Mas posso lhe garantir que o local era muito bom e bem frequentado pela comunidade e lá também marcávamos aqueles encontros com nossas paquera da época.
Morando em Gaspar por 40 anos, boa lembrança para mim que carrego no coração todos os amigos que deixei e tenho no Garcia.
Recebam todos o meu abraço e a você parabéns pela divulgação de coisas tão lindas dos tempos idos do glorioso Amazonas.
Abraços.
Laércio Moritz.

Santos disse...

O Beto. Ao tomar conhecimentpo do conteudo dom seu BLOG que menciona O Tapume, alí numa altura, vc menciona que na época não havia picinas na cidade, então, muita gente ia refrescar-se no ribeirão Garcia, que possuia águas cristalinas e convidativas. Lembro-me que, lá pelos anos de l946, quando fui visitar uma namorada que residia próximo as margens do ribeirão, ela vinha chegando com a irmã de um banho refrescante no ribeirão, com os cabelos ainda molhados. Interessante que isso era muito comun. Até eu experimentei essa delícia de um banho no ribeirão. A construção desses tapumes tbm era muito comun, principalmente para criação de peixes. Como tudo mudou e ficou na grata lembrança. Veio a poluição dos ribeirões, principalmente pelas industrias, como acontecia aqui no Ribeirão da Velha. Esse (ex-ribeirão) que passa nos fundos de minha residência, foi o principal motivo para eu adquirir na época (1957)este terreno para a construção de minha residência atual. Suas águas cristalinas, tambem eram convite para um banho refrescante e uma pescariazinha. E como era piscoso esse ribeirão. Eu utilizava um balaio para apanhar os camarões que iriam servir de isca para minhas saudosas pescarias no Itajaí Açu. Havia competição de pesca ao robalo e cheguei a conquiistar alguns premios. Meu grande companheiro de pescaria era o Ramiro Ruediger, homenageado atualmente pela construção de um parque em sua memória. Eu mencionei acima -ex-ribeirão- com justa razão, pois, acompanhei pari-passo a sua poluição pelas indústrias da região. Eu assistia chocado e revoltado o ribeirão tomar cores diversas. Podia-se dizer que em cada dia da semana ele apresentava uma cor diferente, conforme os corantes que as indústrias utilizavam. Só muito mais tarde é que as autoridades passaram a exigir o tratamento desses poluentes. Não bastasse a ação das indústrias, vieram as poluições pelo despejo de esgotos diretamente nos ribeirões. É triste isso tudo, ver-se a natureza ser assassinada aos poucos. Isso é assunto para ir muito longe por isso, vou dar uma paradinha e desejar a você uma muito boa noite de descanso.

Maria disse...

Senhor Adalberto desculpe-me, mas fiquei uns dias sem abrir computador.
Já passei adiante este seu artigo, por sinal muito interessante.
Eu desconhecia este detalhe, já havia ouvido falar, mas não sabia o que era o tapume nem sua origem.
Agradeço e considero importante este seu trabalho de resgatar a nossa Historia, eu aprecio receber informações assim.
Maria Cecília Sada

Tere. disse...

Beto, outra recordação me veio ao ler o texto sobre o tapume:
Numa bela manhã de verão, o sol já estava escaldante lá pelas 10:00. Essa era a hora boa para irmos tomar um banho no tapume, porque a tarde íamos para a escola. Ao chegar na beirada do refrescante rio, bem onde as águas faziam uma enorme espuma por causa da queda do tapume via-se uma festa das piavas prateadas. Elas saltavam no ar e o sol as fazia brilhar mais ainda, pareciam que eram mesmo de prata.Elas tentavam , muitas em vão, subir o tapume. Ficavam então dançando junto com a espuma branquinha daquele lindo rio.Mais tarde o rio começou a mudar de cor, não era mais transparente e límpido, cada dia era uma cor diferente,vermelho, verde, amarelo,azul.Eu, na minha inocência infantil até achava bonito aquele colorido. Não sabia ainda que aquelas tintas jogadas pelas industrias da região, estavam matando o nosso rio e nossas piavinhas prateadas.
Um abraço.

Dani disse...

Fiquei muito feliz ao me deparar com seu scrap no orkut, na comunidade da Vila, falando sobre seu blog, e mais feliz ainda quando vi que se tratava dessa riqueza de detalhes da hist´ria do nosso lugar. Parabéns
Daniela Schmidt

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