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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

- Os 140 anos da Empresa Garcia

A imagem de 1967 mostra a Empresa Industrial Garcia, em Blumenau. A companhia foi incorporada à Artex em 1974 e hoje é a Coteminas. Inicialmente, a empresa chamava-se Johann Heirich Grevsmuhl & Cia. Foi fundada em 1868 por Johann Heinrich Grevsmuhl, August Sandner e Johann Gauche. (Foto: Arquivo de Adalberto Day)
Publicado na coluna ALMANAQUE DO VALE do jornalista Sérgio Antonello - 15/12/2008 edição nº 11496
História
A primeira indústria que se instalou no bairro e mais antiga de Blumenau, foi a Ex-Empresa Industrial Garcia em 1868, na Rua Amazonas nº 4906 – CGC – 82.647.298, fundada por Johann Heinrich Grevsmuhl (que possuía em suas terras que depois foram vendidas para Garcia e Artex, uma roça de aipim com um moinho para fubá e engenho de serra) August Sandner, Johann Gauche,( Confirmado no Documentário da CIA. Hering por ocasião de seu centenário em 1980) associaram-se com um tecelão, conhecido como Lipmann (já possuía teares desde 1865) que ajudou a montar alguns teares e deram impulso na primeira indústria têxtil de Blumenau, com o nome de “Johann Henirich Grevsmuhl & Cia.” Este era o nome da pequenina tecelagem - ganhou diplomas em duas grandes exposições internacionais e algumas medalhas, na Europa. Uma dessas exposições foi no ano de 1873, em Viena (Áustria) e a outra teria sido em Paris. Em 1876 esta pequena empresa extinguiu-se.. Esses considerados fundadores foram os antecessores, de Gustav Roeder.Pouca gente sabe que a Empresa Industrial Garcia teve como primeira edificação, bem em frente à Portaria da ARTEX – (Toália - Coteminas), onde subia para a antiga cantina, em uma casa de madeira, de Grevsmuhl.
. Em 1883 juntamente com sua esposa, Roeder retorna ao Garcia dando um impulso grande no desenvolvimento da Empresa adotando o nome de “Tecelagem de Tecidos Roeder”, (antes em 1882, Roeder, juntamente com Heinrich Hadlich e Johann Karsten, fundara a Empresa KARSTEN ). Em 1896 Roeder sofria um grande golpe com o falecimento da esposa, que era, incontestavelmente, a alma comercial da empresa, ela dirigia os negócios da fábrica, sendo que grande parte do capital lhe pertencia. Com o seu desaparecimento a empresa entrou em fase de decadência, os negócios diminuíram sensivelmente, Roeder viu-se então forçado em princípios de 1900, a promover a liquidação da Empresa. Assumiu a direção da Empresa Nicolau Malburg, que não foi mais feliz que seu antecessor, tanto que poucos meses após, não conseguindo melhorar a situação, foram forçados a vender a fábrica a uma sociedade da qual faziam parte Heinrich Probst, Frederico Busch e Hermann Sachtleben. Em 1906 faleceu Heinrich Probst, substituindo-o na direção da empresa, seu Filho Júlio Probst. Neste mesmo ano, havendo se retirado o sócio Frederico Busch, constituiu-se numa nova firma com a denominação “Probst & Sachtleben”. Em 1913 a Empresa foi transformada em Sociedade Anônima, adotando a denominação “Empresa Industrial Garcia & Probst”. Fabrica de Fiação e Tecelagem – Tinturaria – Fundição – Serraria – Olaria - -Oficina Mecânica – Marcenaria - Ferraria. A empresa colocou o nome de Garcia em homenagem a primeira família a residir no bairro conhecido como gente do Garcia. a ex E.I.Garcia já foi também conhecida pela fabricação de maquinário agrícola e de sinos para Igrejas. Otto Huber técnico austríaco trouxe idéias não só para a tecelagem, mas também foi responsável pela implantação do prédio com três pavimentos. Em janeiro de 1918 verificou-se a nova alteração no nome da firma com a retirada do seu maior acionista JÚLIO PROBST. Na constituição da nova sociedade, verificou-se a entrada de capitais de Curitiba Grupo Hauer (permanecendo até o final da Empresa), passando definitivamente a denominar-se “Empresa Industrial Garcia S/A”. Os operários desta empresa eram em sua maioria, moradores do bairro e filhos e parentes de empregados, pois facilitava a locomoção até o parque fabril, por residirem perto da empresa. Isso ocorria, devido às estradas serem esburacadas, empoeiradas e lamacentas, principalmente as Ruas Amazonas e Glória, por esse motivo à empresa de ônibus “Empresa Coletivo Ultich Ltda.” (antes existiam outros particulares que faziam transporte urbano), negava-se a realizar esse trajeto.
Arquivo de Adalberto Day

6 comentários:

Adilson Siegel - Ticanca disse...

Só seu blog para mostrar o final da Rua Amazonas e o comecinho da Rua da Glória junto a antiga praça Getúlio Vargas.
Neste pedacinho do abençoado de terra, passei dias de uma infância imensamente feliz, ingênua, pura como não se vive mais nos dias atuais.
Que surpresa maravilhosa esta foto. Nasci, me criei e morei até meus 20 anos bem nesta esquina.
Saudades que o destino quis sufocar com o aterro desta área mas que jamais será possível esquecer lugar tão especial guardado na minha mente e no meu coração.

Edemar Annuseck disse...

Boa tarde amigo Adalberto



Muito boa a matéria dos 140 anos da EIG. Aliás dizer que suas matérias são boas é “chover no molhado”. Vou ver se tomo um tempo para ver o video do programa que você participou na TV Galega.




Um grande abraço

Fernando disse...

Prezado Sr. Adalberto Day,

Atrávés da dica de minha mãe, que leu uma reportagem do Sr. em um Jornal, acabei acessando
seu blog. Primeiramente, gostaria de parabenizá-lo pelo excelente trabalho e pela diversidade
de informações no Site.

Minha mãe é filha do Sr. Osvaldo Schoenfelder, que morava numa casa logo ao lado do Cine Garcia, onde
hoje é a torre da igreja. Meu avô Osvaldo, tinha uma barbearia. Se não me engano também teve uma
sorveteria (se desejar, temos uma foto da casa).

Segundo minha mãe, pelo estilo é quase certo que a pessoa que aparece na foto em frente
ao cine (canto direito) seja ele. Meu tataravô (não lembro ao certo, talvez o pai dele), pelo
lado de minha avó materna foi o Capt. Victor von Gilsa, que liderou os volutários de
Blumenau na Guerra do Paraguai.

Tenho 32 anos, moro em Indaial e trabalho na Cremer. Minha noiva Letícia Liene Régis também
conhece o Sr., foi sua aluna na escola. Nas horas de folga, como hobbie eu, meu pai e mais um
amigo mantemos o site www.indaial.com.br.

Gostariamos de convidá-lo a visitar nosso site de fotos antigas de Indaial
http://www.indaial.com.br/artigos/saudosa/ É o trabalho de um ano de pesquisa.
Fernando Passold

Heliene disse...

1865 vindos da Alemanha/Braunschweig/Helmstedt os Irmaos CARL PROBST e HENRIQUE PROBST filhos de JOHANNA KLOGER E FRIEDRICH PROBST chegaram em Blumenau. CARL PROBST,meu bisavo nasceu em 1836 e se casou em Blumenau com JOHANNE KOECKEY LIESENBERG em 08.01.1880.Tiveram com filhos LUIZ, GUILHERME., BERTHA, EMILLIA, EDWIRNG, E RUDOLFO PROBST /meu avo/ que nasceu em BL. em 1883.Casou com OLGA PLASTER . Tiveram como filhos JULIO ,WALTER,NANY e ROLAND PROBST /meu pai. Meu avo rRUDOLFO seu irmao LUIZ ERAM fabricantes de bebidas. TENHO UM EXEMPLAR DA GARRAFA COM O SEU NOIME. .Depois morou na APIUNA e com a vinda da ESTRADA DE FERRO foi morar em RIO DO SUL na BARRAGEM como fabricante de bebidas a famosa GASOSA COR DE ROSA com as garrafas e tampas de porcelanas vindas da ALEMANH A. Com a seg unda guerra mundial tudo ficou dificil para a fabricacao. Informacoes familiares recebidas por parentes.Meu pai filho mais novo ja falecido hoje estaria com 91 anos. QUALQUER informacao agradeceria. oO tempo passa ou melhor nos passamos e nao podemos perder a nossa historia msem deixar para os mais novos.OBRIGADA.

Anônimo disse...

na sei se acrescenta algo, nasci na barragem em Rio do Sul e conheci os Probst, deve ser dessa geração.

Fernando Liesenberg disse...

Prezada Heliene,

você que fez o comentário sobre os Probst e citou a Johanne Koechy Liesenberg. A Johanne Koechy Liesenberg era a segunda filha do casal Christoph Liesenberg e Johanna Liesenberg nascida Jahn. Este casal veio da Alemanha para Blumenau no ano de 1857, com seus dois primeiros filhos, Carl e a Johanne, e se instalaram na Itoupava Norte. A Johanne Liesenberg inicialmente casou-se com um Koechy, da qual ficou viúva. O casal Christoph e Johanna ainda tiveram mais dois filhos já aqui em Blumenau, Rudolph e Gustav.

É bom saber o paradeiro de alguém da família, mesmo tão distante. Espero que você possa ler esta mensagem, pois não consegui seu e-mail aqui no blog para enviar diretamente para você. Ou que o autor/dono do blog consiga entrar em contato com você para lhe passar essa informação.

Um abraço,
Fernando Liesenberg.
E-mail: fernando.liesenberg@gmail.com

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