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terça-feira, 11 de novembro de 2008

- A ponte da Rua Santa Maria


Ponte Rua Santa Maria, próximo ao nº 4200, Recanto Silvestre.
Já temos o projeto da ponte Santa Maria : - Empresa - A+C ARQUITETURA LTDA Responsável Arquiteto Alfredo Lindner Junior.
Introdução:
Wieland Lickfeld
Por entender ser a região da Nova Rússia, localizada no Bairro Progresso, um patrimônio ambiental e turístico do Distrito do Garcia, no município de Blumenau, venho me sensibilizar com este projeto arquitetônico. Com certeza terá o apoio da maioria absoluta da comunidade e, principalmente, dos turistas que vêm em grande número para esta região. Buscaremos forças junto aos poderes legislativo e executivo para que seja realizado. Às pessoas que porventura não concordam com o projeto, o meu respeito, porém este é o último recanto da nossa região em que temos a possibilidade de realizar tal empreendimento. Neste mesmo local outrora existiu uma ponte nos moldes a que se propõe o projeto, que foi destruída por uma grande enxurrada. Uma de suas cabeceiras teve que ser refeita com cimento, alterando suas características originais. Conforme mostra a foto, anteriormente a cabeceira tinha pedras à vista. Já tivemos outros exemplos de pontes no estilo proposto, sendo uma delas a que dava acesso à Rua Rui Barbosa, conhecida como Ponte Preta (foto acima com cobertura), e que foi demolida e substituída em 1978 pela atual, de concreto. :
MINUTA DO PROJETO
PONTE DA RUA SANTA MARIA
ASPECTOS DA COMUNIDADE NOVA RÚSSIA
Os registros históricos de Blumenau relatam sobre um início de ocupação da localidade com atividades de exploração dos recursos naturais. Tem se registros históricos de Minas de Prata em um trecho da Comunidade Nova Rússia que foram logo desativadas. Documentos históricos do arquivo oficial do município descrevem um inglês com um escravo, procurando ouro, por volta de 1830. Pouco ouro foi encontrado. A busca pelo ouro foi desistida por causa de ataques indígenas.
Em 1880 o escravo retorna, garimpa e vende ouro na cidade. O filho do inglês Jüngler Albion tentou garimpar e não encontrou o veio principal, abandonando posteriormente, a empreitada.
Em 1896 foi iniciada a exploração de chumbo, enxofre cobre zinco e prata, porém não havendo aproveitamento econômico destes minérios, foi abandonada a atividade no local.
Na Nova Rússia existiam duas serrarias, nas décadas de 40 e 50, que eram impulsionadas pela água do ribeirão Garcia. Em 1916 pesquisadores americanos cavam galerias nesta região, obtendo pouco sucesso.
Nova Rússia atualmente é uma comunidade pitorestíca de caminhos rústicos, de belas casas de campo, de água límpida e cristalina, ladeada de um Verde Vale de profundo corte com inclinação muitas vezes de 90° graus com vegetação secundária em estágio avançado da Floresta Atlântica onde percorre o Rio Garcia, com muitos sítios e recantos que possuem jardins floridos misturados a bromélias, orquídeas e espécies da avifauna e mastofauna, algumas espécies raras ou ameaçadas de extinção. Alguns recantos promovem atividades de turismo de natureza e lazer como o Recanto Silvestre com 250.000 m² de área.
A comunidade Blumenauense conta com uma Estação de Tratamento de Água – ETA III situada na Comunidade da Nova Rússia, onde capta está água de boa qualidade e de tratamento de baixa concentração quanto a inclusão de produtos químicos para tornar a água potável visto ser a mesma de baixo potencial poluidor. A ETA III do rio Garcia produz a comunidade Blumenauense 300 litros por segundo em contra-ponto a ETA I do rio Itajaí-Açú que produz 35 litros por segundos.
ASPECTOS DO BAIRRO DA COMUNIDADE NOVA RÚSSIA
Constam no mapa da Colônia de Blumenau de 1864 os caminhos que margeavam os ribeirões Alto Garcia, Jordão e Caeté, bem como os lotes demarcados. O Distrito do Jordão era composto por 18 lotes e o do Caeté por 12 lotes.
PESQUISA COM OS MORADORES DA NOVA RÚSSIA
Em busca da história oral da Comunidade Nova Rússia num processo de adequação à equipamentos urbanísticos que tenham harmonia com o local e sintonia com a proposta histórico-ambiental da Comunidade da Nova Rússia que está nas imediações do entorno do Parque Nacional Serra do Itajaí, identificamos um local que possui um peculiar turismo de natureza: com recantos naturais, pousadas, pesque-pague, artesanato, restaurantes,produtos coloniais e uma cultura tipicamente alemã.
Busca-se então a identificação e investigação das necessidades e clames da Comunidade bem como a importância do resgate e preservação da cultura e história ambiental de um povo em suas obras deixadas e a manutenção das características culturais de suas construções nas obras públicas vindouras.
Em pesquisa realizada com moradores da Rua Santa Maria sobre futura substituição de duas pontes de madeira por novas pontes, constatou-se opiniões divergentes entre seus representantes. Nesta pesquisa procurou-se saber a real validade e viabilidade da construção das referidas pontes acima citadas, sendo que no momento nenhum projeto foi apresentado aos mesmos.
Foi discutido em primeiro plano, o tipo de estatura, as dimensões, a iluminação, a sinalização das pontes e o possível impacto ambiental na região.
OS RELATOS
O Senhor Mário Pavesi – Presidente da ONG Nova Rússia Preservada, admite estar contente com as atuais pontes de madeira e não vê a necessidade de substituí-las. Mas caso isto seja necessário, no seu entender as novas pontes deveriam seguir a idéia original de uma ponte com cobertura de madeira, manter os pilares e a cabeceiras de pedra, usar pouca iluminação e sinalizar a capacidade das pontes.
O Senhor Ademar Kriepner – Presidente da Associação de Moradores da Nova Rússia prioriza o alargamento das vias públicas e a instalação urgente de uma rede telefônica na região, sendo que aceita qualquer tipo de ponte sem que afete o meio ambiente e pede o alargamento da pista.
O Senhor Hercílio Phiffer (já falecido) – proprietário do Recanto Silvestre, morador antigo da região, historicamente e geograficamente envolvido em uma das pontes, enfatiza que a ponte correta para o local seria uma ponte de concreto com cobertura de madeira e telhas de barro. Pede para modificar se possível o traçado da rua com relação a posição da ponte esperando assim haver um trânsito melhor de veículos no
A Senhora Maria Phiffer irmã de Hercílio Phiffer cita uma enchente em 1953 com parte da ponte destruída que levou a uma primeira reforma. Fala também que a ponte atual foi construída antes de 1951. Solicita ela que a ponte tenha maior raio de largura no sentido centro para melhorar o trânsito de ônibus e caminhão.
O Senhor Maurício Goll – Presidente da Associação dos Moradores da Rua Santa Maria diz que para a região das pontes a idéia é de se construir pontes de concreto com largura mínima de 6,0 metros com passeio e bem sinalizados. Aceita a idéia de se fazer ponte com cobertura de madeira e telhas desde que seus associados assim a desejam.
Herr Rautemberg que nasceu e mora no local e foi registrado num engenho por Inspetor de Quarteirão e sua esposa de sobrenome Phiffer nasceu e morou na casa na frente da ponte, citam que ficaram 100 dias sem trânsito devido a enchente que arrancou a ponte, Cita também que a Escola foi construída em 1948.
A senhora Edeltrud Reimann, moradora da Rua Santa Maria, nº 9910 afirma que a ponte das proximidades da propriedade da família Phiffer foi arrastada pelas águas, nos meados da década de 40. O caso levou a reconstrução da ponte onde o mestre de obras era o Senhor Gustavo Krug, não sabendo dizer se a obra era de algum órgão público, ou de alguma prestadora particular
Uma das poucas pontes cobertas em Blumenau, a do Salto
PESQUISA DE REGISTRO HSITÓRICO SOBRE AS PONTES E A ESCOLA DA LOCALIDADE

Em 1938 foi construída a Escola Básica Municipal Margarida Freygang na localidade de Nova Rússia com 24 alunos matriculados de acordo com Relatório de Prefeito José Ferreira da Silva – Gestão 1938 à 1940.. A ponte de acesso provavelmente foi construída pelas serrarias da localidade.
Na Gestão do Exmo Sr. Prefeito Hercílio Deeke 1951 á 1954 foi construída pela Prefeitura a ponte com suas cabeceiras de pedras e pilastras na localidade Nova Rússia com vão superior a 15 metros.. Também a ponte de acesso a Escola B.M.Margarida Freygang na Mina da Prata foi construída na Gestão do Hercílio Deeke .
Em 1961 uma grande enchente que resultou em uma enxurrada na localidade, destruiu a ponte (Relatório de Prefeito Hercílio Deeke, sendo reconstruída com vão de 13 metros e com largura de 4 metros.
CONCLUSÕES
Em pesquisa feita in loco com os relatos da história oral da comunidade local, os registros históricos do arquivo oficial da Fundação Cultural e do Departamento de Informações do IPPUB, cruzando-se os dados conclui-se que a ponte nas proximidades da propriedade da família Phiffer foi construída em 1940 pela comunidade que possuía duas serrarias e sofreu o primeiro conserto de vigamento pela Prefeitura Municipal na Administração do Exmo Senhor Prefeito Afonso Rabe, em 1941 devido a uma enxurrada na época.O prefeito Afonso Rabe faz o primeiro reparo de vigamento na ponte em 1941, conforme Relatório de Prefeitos, 1941, provavelmente a ponte foi construída por moradores da localidade pois na década de 40 e 50 tinham duas serrarias.
Sendo que em 1951 foi reconstruída a ponte nos moldes do governo municipal da época com suas cabeceiras de pedras com vão superior a 15 metros – Gestão do Exmo Sr. Prefeito Municipal Hercílio Deeke. Em 1938 foi construída a Escola Básica Municipal Margarida Freygang com 24 alunos matriculados. A ponte de acesso a escola, nesta época, deve ter sido construída pelas serrarias da localidade.
Em 1951 também a ponte de acesso a Escola B.M.Margarida Freygang na Mina da Prata foi reconstruída pela Prefeitura Municipal na Gestão do prefeito Hercílio Deeke nos moldes da época cabeceiras de pedras e pranchas de madeiras.
Os moradores esperam soluções para as pontes atuais de madeira, porque elas estão com suas pistas de rolamento em estado precário e quase sem proteção lateral.
Quanto ao impacto ambiental nas condições atuais de topografia e vegetação serão mínimas, já que um novo projeto de ponte não afetará o curso d`´agua, não modificara o relevo do solo e nem se retirara espécies da vegetação sucessional secundária da Mata Atlântica no local. O tipo arquitetônico de ponte deve respeitar o modelo de ponte que era construído pela comunidade tipicamente alemã, porém utilizando como base de vigamento o concreto armado, sendo está à reivindicação da comunidade.
- ETAPA 1 = BNU 24/05/04
- ETAPA 2 = BNU 16/06/04
- Secretario Distrital do Garcia
- Coordenação: Pedro Prim Secretário Distrital Adjunto
- Coleta de Informações Etapa 1: Engenheiro Jerry Boos – SEDIG
Coleta de informações e elaboração do documento Etapa 2: Bióloga e Educadora Ambiental Juceli T.C. Zunino - SEDIG
Arquivo: Pedro Prim e Adalberto Day

2 comentários:

Ricardo Stodieck disse...

Boa Tarde Adalberto
Li a matéria, gostei.Não conhecia a maior parte dos detalhes que pesquisastes.
Tens como enviar uma foto do novo projeto ?
Abraço e boa semana.
Ricardo

Vereador Vanderlei disse...

Adalberto, já fazem anos que esta reivindicação tem o meu apoio. Sabes que na disputa dos "parcos" recursos e, por vezes, na ordem de prioridades, algumas acabam ficando para depois.

Espero um dia poder concretizar a reserva que enquanto vereador fiz. Gostaria que a ponte fosse denominada de "Ponte do Fifa" em homenagem a luta daquele amigo por esta ponte.

Como não tenho visto muitas possibilidades com recursos ou projetos advindos da administração local, tenho articulado com outras esferas.

Me disponho a fazer um levantamento do que já foi proposto e lhe passar. Prova disto, é o último documento que trabalhei, datado de 06.11.2008.

Só não dou publicidade, sem antes ter a segurança da reserva dos recursos.

Não passo ou penso uma vez naquela região, sem lembrar daquela ponte que lá temos. È uma vergonha para Blumenau. Nossos recantos naturais e nossa população merecem mais.


Valeu.

Estamos na luta. Nossa cidade real precisa de muito mais e pode muito mais.

Quem sabe uma hora possamos discorrer mais sobre nossas demandas e bandeiras, sejam para Blumenau, seja, no sentido geral.

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