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quinta-feira, 5 de junho de 2008

- O Centenário de Franz Krepsky

Histórias do nosso cotidiano

- Hoje 05 de junho de 2008 - o Senhor Franz Krepsky completa 100 anos de vida.
Morador do Distrito do Garcia – Bairro Progresso, na localidade do Jordão.
Nota: Pioneiro Adventista Franz Krepsky faleceu na noite passada (12 de Agosto/2009) aos 101 anos de idade.
Uma bela história que faço questão de fazer a postagem, pela dedicação ao trabalho e principalmente à família.
Sr. Franz nasceu em Blumenau no dia o5 de junho de 1908, na localidade do alto Jordão onde seu pai mantinha uma serraria e um pequeno moinho de milho.
- Filho de Oskar Krepsky e de Ida Kruger Krepsky.
Cursou até o segundo ano primário.
- Aos 18 anos de idade, seu pai o encaminhou para a casa de sua tia em São Paulo, para verificar nas lojas de som, se era verdade que ao girar um simples botão, aumentar e reduzir o volume de um rádio, pois na época isso era incompreensível.
Serviu no Comando do 13º. Batalhão de Caçadores, sediado em Joinville-SC no período de 11/02/1932 a 25/04/1933.
- Casou-se em 25 de março de 1931 com Elsa Belz Krepsky (11/04;1912 -13/02/2001). Tiveram cinco filhos – Verônica, Ilka, Waltraud, Ingo,Marlene - quatro genros e uma nora – 15 netos e 23 bisnetos.
Profissões – até 1932, agricultor e madeireiro na serraria do pai. De 26/04/1933 a 31/081934 trabalhou de jardineiro a domicilio, inclusive certos dias no Hospital Santa Catarina.
-Em 01/09/1934 foi admitido oficialmente no Hospital Santa Catarina de Blumenau – SC., onde exerceu as funções de jardineiro, enfermeiro,pedreiro, marceneiro, encanador, eletricista e outras funções correlatas.
-Aposentou-se em 30/11/1972 com 38 anos de contribuição e 64 anos de idade, porém, continuou trabalhando no mesmo emprego até 17/12/1999. Portanto, 65 anos de serviços prestados na mesma empresa, e com 91 anos de idade.
- Foram muitas as homenagens; principalmente, destacamos, há de 25 anos prestados na empresa, e, as placas de prata em homenagem aos seus aniversários; e a de 27/06/2000 em comemoração aos 80 anos do Hospital Santa Catarina, fundado em 1920. Notadamente, quando ele começou a trabalhar, o Hospital tinha apenas 14 anos de existência. Quando completou 61 anos de trabalho ininterrupto no Hospital Santa Catarina, da Comunidade Evangélica de Blumenau, ele foi reconhecido pela mais alta corte de Justiça do Trabalho do país, TST; que em cerimônia especial em Brasília, condecorou-o no dia 11/08/1995, com a ORDEM DO MÉRITO, NO GRAU DE CAVALHEIRO, DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO.
Da mesma forma, foi homenageado em 14/09/1995, num ato solene; no qual lhe foi entregue placas comemorativas e o brasão da cidade, pela então, Câmara de Vereadores de Blumenau e pelo então, Prefeito Municipal de Blumenau.
Em 24/02/2001, recebeu uma homenagem da Conferência Geral da Igreja Adventista do 7º Dia; do Departamento do Ministério de Família; com sede em Washington – USA. , que aqui veio representado pelo seu Vice Presidente. Léo Ranzolin, entregando-lhe uma placa comemorativa aos seus 70 anos de casado.
Modo de Vida – Levou uma vida de lutas e trabalho. Porém, temente a Deus. Gostava de dormir cedo e levantar cedo. É semi-Vegetariano, gosta de peixes e vez ou outra, carne de frango. Não nega comer todos os dias bananas, e de sua plantação; gosta ainda, de laranjas, maças, leite e de seus derivados, principalmente, na época de suas próprias vaquinhas. Admira um bom prato de batata-doce, com molho e verduras em geral, principalmente quando era de sua própria produção. Gostava de ler, praticamente todos os dias à noite, antes de dormir e seu livro preferido e de cabeceira era a Bíblia Sagrada. Seu veiculo preferido era a sua bicicleta, com a qual andou até os 92 anos de idade, praticamente 4 Km., todos dias. Não teve veiculo motorizado, mas se orgulha ter comprado, quando ainda jovem, o primeiro Mercedes Bens, que era a marca de sua primeira bicicleta, pela qual pagou 45% a mais do que o preço de um carro daquela época, visto que era complicado ter um carro, pela falta de Postos de combustível e de rodovias. Nunca teve vícios. (fumo ou álcool).
Agradecimentos – Agradeço a Deus, minha saudosa esposa, meus filhos, minha família, a Sociedade Evangélica de Blumenau – Hospital Santa Catarina, todos os meus parentes, todos os meus amigos, vizinhos, conhecidos e as Igrejas Adventistas em geral, principalmente as de Blumenau (Igreja Alemã) e a de Gaspar Alto Central.
Arquivo: Ingo Krepsky/Adalberto Day

4 comentários:

Airton Gonçalves Ribeiro "Moritz" disse...

Parabéns pela reportagem, exemplo de vida este cidadão, orgulha seus conterrâneos, e que tenha ainda muitos anos de vida, principalmente o alto Garcia, Jordão onde conhecemos muitas familias dentre as quais ainda lembro, dos Alfarth, Riffel, Beviam, Boos, Muller, Benigno, Bianchi, Nuss, Shimith, Loos, Zabel, Fath, Petters, e tantas outras famílias que não me ocorrem no momento, mas, que merecem a mesma consideração daqueles aqui mencionados.Abraços

cenario_controladoria@hotmail.com
Airton

Elaine Alfarth Lopes disse...

Tive a grata satisfação de ser prima desse anjo! e hoje pesquisando vi sua justa homenagem! Obrigado Adalberto por esse orgulho de ler suas palavras!!!
Mas!
faltou mencionar aqui seu maior orgulho, orgulho esse que ele levou em algumas caixinhas na homengem de 95, eram seus brinquedinhos... brinquedinhos esse que ele produzia no silencio dos duendes, para que como um anjo no Natal ele entregasse as crianças e assim se sentisse como sempre um Nicolau!

Sinto saudades de tudo e de todos! principalmente dos Riffel e dos Loos, tempos e pessoas que nao voltam mais!

Patricia disse...

Patricia Schwanke Parente de meu avô materno, Udo Krepsky.
Rafael Eduardo Werlich Meu avô veio tratar dos olhos no Hospital Santa Catarina, na década de 30/40 e para pagar o tratamento fazia serviços no Hospital, juntamente com o Sr. Franz Krepsky. Um dos serviços que ele fez foi construir um chiqueiro nos fundos do Hospital e também serviços de jardinagem. Meu avô hoje com 93 anos ainda se lembra do Sr. Krepsky naquela época...
Patricia Schwanke Entrando nos quartos do Hospital Sta Catarina, existem cruzes de madeira. Uma em cada quarto. Foram feitas por ele. Pena não tê-lo conhecido pessoalmente. Descobri a pouco tempo o parentesco dele com nossa família Krepsky. Uma história triste, mas fico feliz em poder ter conhecimento dela agora.

James disse...

James Robert Krepsky ....me lembro deste incansável colaborador do Hospital Sta Catarina,ia muito lá fazer visitas ao Dr.Agobar e Dr.Iran que por incrível que pareça também não estão mais entre nós,com esse depoimento vejo que também estou ficando idoso....que coisa....

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