A Imagem de 1941 - mostra o Brasil de Blumenau fundado em 19 de Julho de 1919 (Olímpico e Amazonas também foram fundados neste ano) campeão citadino de Futebol. Em 1943 por determinação governamental, devido a segunda grande guerra mundial, os clubes com nome de estados, países, e outros tiveram que alterar seus nomes. O Brasil mudou para Palmeiras Esporte Clube - até que em 1980 mudou para BEC - Blumenau Esporte Clube. Foto cedida gentilmente por José Geraldo Reis Pfau que por sua vez recebeu do amigo do filho do Cardoso la de Rio do Sul. O Pai do Zé Pfau está na foto, é o primeiro pela ordem Osmênio Pfau. terça-feira, 31 de julho de 2007
- BRASIL - Campeão de Blumenau em 1941
A Imagem de 1941 - mostra o Brasil de Blumenau fundado em 19 de Julho de 1919 (Olímpico e Amazonas também foram fundados neste ano) campeão citadino de Futebol. Em 1943 por determinação governamental, devido a segunda grande guerra mundial, os clubes com nome de estados, países, e outros tiveram que alterar seus nomes. O Brasil mudou para Palmeiras Esporte Clube - até que em 1980 mudou para BEC - Blumenau Esporte Clube. Foto cedida gentilmente por José Geraldo Reis Pfau que por sua vez recebeu do amigo do filho do Cardoso la de Rio do Sul. O Pai do Zé Pfau está na foto, é o primeiro pela ordem Osmênio Pfau. segunda-feira, 30 de julho de 2007
- "O Menino Santo"
A Casa em que morou o "Menino Santo
“O Caso Menino Santo” Por volta de 1954, no então conhecido Beco Tallmann no Garcia, hoje Rua Emílio Tallmann bairro Progresso 406, houve o conhecido “Caso do menino Santo”. Ficava no inicio da Rua Emílio Tallmann próximo a subida da encosta do morro que do acesso a Rua Centenário. Esse episódio do suposto “menino Santo” de nome (não divulgo a pedido) que teria proporcionado curas, milagres, através de aparições de Nossa Senhora Fátima, quando o menino subia ao telhado da residência (supostamente aparecia em um abacateiro ali existente) de seu pai ,"que segundo as Histórias a mim relatadas", tramou essa farsa, juntamente com sua esposa que era a principal articuladora do episódio, para se beneficiar monetariamente, conseguindo excelentes lucros . No local foi erguida uma gruta próxima ao barranco, para os devotos pedirem através de oferendas, algum tipo de ajuda. Vinham romarias de todas as localidades de Santa Catarina. Os caminhões com romeiros, faziam filas e estacionavam em frente ao estádio do Amazonas. Eram abandonadas dúzias de muletas e aparelhos ortopédico deixados por pessoas, supostamente curados pelo “milagre” do menino santo. Alguns peregrinos levam folhas do abacateiro, e barro pensando ser tudo santo. Mesmo depois que foi desativado a gruta, fieis vinham à noite pedir ajuda a imagem e depositavam dinheiro, que segundo o novo morador,que quando foi morar ali, ainda permanecia a gruta, seus filhos usavam o dinheiro para comprar alguma coisa, sorvetes, balas e outros. Contam os moradores que residiam próximos que em certa ocasião quando foi anunciada uma suposta aparição de Nossa Senhora, se acumulou em torno de 6000 peregrinos (número aproximado calculado pela Policia). Comentam também que houve casos de óbitos de pessoas com sérios problemas de saúde, que ao esperar não resistiram. Esses peregrinos causavam transtornos à vida dos pacatos moradores da então pequena localidade, que viviam trancados em suas residências, com medo de invasões e pedintes que se acumulavam aos montes. Alguns moradores ganhavam alguns dividendos, vendendo feijoada preparada no local. Outros lucravam com a venda até de água. Então elaboram um abaixo assinado para a retirada dessa família do bairro, e também por acreditarem que tudo não passava de uma farsa. O objetivo foi alcançado, esta família foi para Curitiba (por volta de 1956) acusados de charlatanismo, mas a gruta permaneceu até o meados década 19(60).
Adendo de Valter Hiebert:
Esse menino é o Vilmar Schmidt, o famoso menino santo.
Adendo de Valter Hiebert:
Esse menino é o Vilmar Schmidt, o famoso menino santo.
A imagem ao fundo é de Nossa Senhora, aquele que ele dizia ver no bambuzal que
ficava nos fundos da cooperativa. Ele estudava no turno da manhã.
O
teatrinho era na hora do almoço quando a turma geral saia. Ele apontava para o
bambuzal e dizia estar vendo a santa e nós não víamos nada.
Era
a hora que eu tinha chegado em casa e ia levar a marmita com o almoço de meu
pai na sala 14, onde ele trabalhava até às 13,30 horas
Não vejo porque
omitir o nome do "santo", pois todos conheceram o Vilmar Schmidt. Ele
era meu colega na EPSJ (Escola São José, hoje Celso Ramos. Seu pai Antônio um dos 3
(três) eletricistas da EIG. Nome do pai Antônio e da mãe Carmem.
Todos os dias, perto do meio dia, voltando para casa depois
da aula, para cruzar a "ponte de balanço" que existia ao lado da
cooperativa da EIG, era necessário chamar algum "valentão" que
trabalhasse na EIG. O motivo era que o Vilmar alegava ver Nossa Senhora
Aparecida no alto daquele bambuzal que ficava a direita do outro lado do rio.
Ele tinha medo de cruzar sozinho a tal ponte, não o fazia sem estar acompanhado
de alguém forte e valentão. Lembro que um dos acompanhantes foi um dos
Massaneiros. Aquele bambuzal era onde tirávamos nossas varas de pescar e nunca
alguém viu nada. Quando ele dizia estar vendo a Santa no bambuzal, jamais
alguém que estivesse junto viu alguma coisa, inclusive eu. As pessoas
perguntavam: "por que ter medo de Nossa Senhora ?" Se ela ali
estivesse certamente estaria protegendo, jamais o contrário.
Contudo, aquele ritual continuou.
A seguir começou a receber clientes na casa que até hoje
existe, naquele tempo era a última a direita, hoje a penúltima antes da súbita
para o centenário. A capela era onde hoje está aquela última casa. Era tamanha
a romaria que a policia tinha que comandar o fluxo de pessoas na ponte de
balanço. Durante um tempo num sentido depois em outro.
Os milagres eram realizados no quarto da frente da casa, na
cama do casal. Como criança curiosa consegui assistir uma tentativa de cura ao
vivo. Entrei pelo quintal do vizinho, era o armazém do Francisco Oliveira (esse
deve ter muitas historias para contar),pulei a cerca e fui espiar pela janela
da casa, cuja cortina estava com um fresta aberta. A cena: o Sr. Guerreiro
(trabalhava na EIG), que tinha uma perna bem mais curta que outra, estava
deitado na cama, dois homens seguravam os braços e dois puxavam a perna mais
curta, com muita violência. O Vilmar estava deitado no peito do Sr. Guerreiro,
que urrava de dor. O "Menino Santo" rezava ou falava alguma coisa que
não me recordo, pois guardei somente os gritos do Sr. Guerreiro. Um dos que puxava
era o "Boião" , me parece o Osmar Seiler e outro o tal Massaneiro que
passava com ele na ponte.
O Sr. Guerreiro continuo com o mesmo problema ou talvez até
maior. Com o sucesso da empreitada o Vilmar não compareceu mais às aulas e
depois do fechamento do centro de cura ele desapareceu, nunca mais tive
noticias dele nem do irmão mais novo que ele tinha.
Seria interessante ouvir as pessoas citadas e fazer um relato
de uma história que foi marcante à época.
O nosso bambuzal continuou nos dando belas varas com as quais
tudo mundo do bairro pescou por muitos anos. Jamais alguma vara veio santificada,
pois os peixes foram rareando até que ninguém pescasse graças ao
"bicho" homem que acha ser o rio uma lixeira de pública.
Arquivo de Dalva e Adalberto Day
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