Blumenau
e as Balas e figurinhas “ Zequinha”
Faço
esta postagem pois fez parte da minha infância e de muitos blumenauenses. Assim
como eu muita gente colecionou as belas figurinhas do “Zequinha”
VOCÊ
CONHECE O ZEQUINHA?, por Anthony Leahy
A fábrica de doces "A Brandinha" foi fundada na década de 1920 por
quatro irmãos poloneses - Francisco, João, Antônio e Eduardo Sobania - que
idealizaram e lançaram, em 1929, as Balas Zequinha, onde as balas eram
embrulhadas em um papel com o desenho de um palhaço exercendo as mais diversas
profissões e situações.
Inicialmente foi desenhada uma série de 30 figurinhas e posteriormente expandido até 50, pelo desenhista Alberto Thiele da Impressora Paranaense, na forma de palhaço careca, de boca aumentada pela maquiagem, gravata borboleta e sapatos tipo lancha. Virou figurinha-papel de bala, sob inspiração das balas Piolim, que eram embrulhadas em caricaturas do palhaço paulista Piolim. Somente quando Paulo Carlos Rohrbach assume a responsabilidade do desenho é que a coleção passa a ter 200 figurinhas.
Em 1948 foi vendida aos irmãos Francheschi (Franceschi & Cia Ltda, de Romar e Radi Franceschi) e, posteriormente, em 1955, assume a fábrica Elisio Gabardo e Plácido Massochetto.
Em 1967 Zigmundo Zavatski compra o direito da marca e a relança. Em1986, a J. J. Promoções, de
Jeferson Zavatski e João Iensen, recomeça a explorar a marca "Balas
Zequinha", oferecendo pacotes de figurinhas com as figurinhas do Zequinha
junto com doces, já para preencher álbum próprio.
Apesar dos diversos proprietários, o personagem Zequinha - o mais curitibano de todos os piás - resistiu ao tempo tornando-se um dos grandes ícones paranaense do Século XX.
Em 1979 , o Governo do Paraná lança a campanha do clube do Zequinha , para melhorar a arrecadação de ICM, com algumas figuras já adaptadas aos novos tempos (ecologia, trânsito, etc). Foi feita uma releitura do visual do personagem, mordernizando-o, mas sem ofender o conceito original.
Zequinha ensinou às gerações de piás e gurias paranaenses a contar até 200 e gerou inesquecíveis rodadas de jogo do bafo e um sem número de trocas das figurinhas repetidas na porta dos cinemas e no recreio das escolas.
As Balas Zequinha marcaram de forma indelével a memória de gerações de paranaenses. Todos se recordam, nitidamente, do afã de obter os 200 números (a número 200 era “Zequinha distribuindo”) para ganhar o prêmio máximo, a bicicleta, ou de descobrir, no verso do desenho, o carimbo e o selo da Receita Federal dando direito aos prêmios, entre os quais bolas de futebol e bonecas, lanternas elétricas e porta-níquéis
Das Balas Zequinhas sobraram os doces.
Inicialmente foi desenhada uma série de 30 figurinhas e posteriormente expandido até 50, pelo desenhista Alberto Thiele da Impressora Paranaense, na forma de palhaço careca, de boca aumentada pela maquiagem, gravata borboleta e sapatos tipo lancha. Virou figurinha-papel de bala, sob inspiração das balas Piolim, que eram embrulhadas em caricaturas do palhaço paulista Piolim. Somente quando Paulo Carlos Rohrbach assume a responsabilidade do desenho é que a coleção passa a ter 200 figurinhas.
Em 1948 foi vendida aos irmãos Francheschi (Franceschi & Cia Ltda, de Romar e Radi Franceschi) e, posteriormente, em 1955, assume a fábrica Elisio Gabardo e Plácido Massochetto.
Em 1967 Zigmundo Zavatski compra o direito da marca e a relança. Em
Apesar dos diversos proprietários, o personagem Zequinha - o mais curitibano de todos os piás - resistiu ao tempo tornando-se um dos grandes ícones paranaense do Século XX.
Em 1979 , o Governo do Paraná lança a campanha do clube do Zequinha , para melhorar a arrecadação de ICM, com algumas figuras já adaptadas aos novos tempos (ecologia, trânsito, etc). Foi feita uma releitura do visual do personagem, mordernizando-o, mas sem ofender o conceito original.
Zequinha ensinou às gerações de piás e gurias paranaenses a contar até 200 e gerou inesquecíveis rodadas de jogo do bafo e um sem número de trocas das figurinhas repetidas na porta dos cinemas e no recreio das escolas.
As Balas Zequinha marcaram de forma indelével a memória de gerações de paranaenses. Todos se recordam, nitidamente, do afã de obter os 200 números (a número 200 era “Zequinha distribuindo”) para ganhar o prêmio máximo, a bicicleta, ou de descobrir, no verso do desenho, o carimbo e o selo da Receita Federal dando direito aos prêmios, entre os quais bolas de futebol e bonecas, lanternas elétricas e porta-níquéis
Das Balas Zequinhas sobraram os doces.
Onde esteve, onde estará o Zéquinha da infância curitibana?
E quem fez parte do “Clube do Zequinha”?
Zequinha nasceu em 1929. Foi criado pelo desenhista Alberto
Thiele, da Impressora Paranaense, na forma de palhaço careca, de boca aumentada
pela maquiagem, gravata borboleta e sapatos tipo lancha.
Virou figurinha-papel de bala, sob inspiração da balas Piolim,
que eram embrulhadas em caricaturas do palhaço paulista Piolim.
Um dos fundadores da fábrica de doces "A Brandinha",
Francisco Sobania, teve a ideia de utilizar os desenhos como papéis de bala,
encomendando uma coleção inicial de 30 figurinhas à gráfica. Thiele desenhou
esta série inicial e a expandiu até o número 50. Depois a coleção passou a ter
200 figurinhas, sendo as restantes desenhadas por Paulo Carlos Rohrbach.
Em 1948, a ideia foi comprada
pela firma Irmãos Franceschi & Cia Ltda, de Romar e Radi Franceschi, irmãos
que mantiveram a coleção e a patente até 1955. As figurinhas marcaram a
infância curitibana, no afã de obter os 200 números para ganhar o prêmio
máximo, a bicicleta, ou de descobrir, no verso do desenho, o carimbo - e o selo
da Receita Federal - dando direito aos prêmios, entre os quais bolas de futebol
e bonecas, lanternas elétricas e porta-niqueis.
As
figurinhas - e a de n.º 200 era "Zequinha distribuindo" - embrulhavam balas
de açúcar com essência de frutas, de formato quadrado. A embalagem era feita à
mão, por 75 moças, e o consumo exigia uma produção diária de 1200 quilos de
balas, ou 360 mil balas, distribuídas em todo o Estado do Paraná. As balas eram
distribuídas em latas com capacidade para 100 quilos. A cada tonelada era
incluída uma bala embrulhada na figurinha n.º 200.
Quando ficava difícil se livrar dos números duplos, nas trocas
entre os piás e no jogo do bafo, havia as matinadas no Cine Curitiba, onde os
colecionadores trocavam 100 duplas por um prêmio. Conforme testemunho de Ronei
Franceschi, filho de Romar, "essas matinadas serviam para tirar de
circulação figurinhas muito repetidas. Eram o 'Banco Central' da época".
Dos Franceschi, a marca passou à firma E. J. Gabardo e
Massocheto. Comparando os desenhos das várias séries, Rohrbach diz que "da
primeira série dos Irmãos Sobania à última, de Gabardo e Massocheto, houve
poucas modificações. Na figurinha "Na ressaca" dos Sobania, Zequinha
usa óculos, que desaparecem na versão Franceschi. A maior mudança foi o sorriso
do Zequinha nas edições Gabardo e Massocheto. Até então, a personagem era
"séria". Também se americanizou o "Quininha Papai Noel",
nesta edição".
Em 1967, a
marca de Gabardo e Massocheto é vendida a Zigmundo Zavatski, que relança no
mercado as figurinhas das Balas Zequinha. Em 1979, o Governo do Paraná lança a
campanha do "Clube do Zequinha", através da Secretaria de Finanças,
para melhorar a arrecadação de ICM. Alguns temas foram adaptados ao tempo, como
preocupação ecológica, educação de trânsito etc. A personagem ganhou novo
aspecto visual, tentando conservar algumas características originais.
Em 1986,
a J. J. Promoções, de Jeferson Zavatski e João Iensen,
recomeçou a explorar a marca "Balas Zequinha", mantendo pacotes de
figurinhas com a personagem, anexados a doces, para preencher álbum próprio.
Zequinha, jamais envelhece na memória
curitibana, ensinou gerações de piás e gurias a contar até 200 mais depressa do
que a escola conseguia ensinar. Marcou inesquecíveis rodadas de jogo do bafo e
um sem número de trocas das figurinhas repetidas, na porta do cinema e no
recreio da escola. Ensinou aos curitibanos os ofícios. É parte fundamental no
aprendizado do ofício de ser curitibano.
Já não eram mais balas, mas era uma
sensação doce mesmo assim, colecionar aquela tão íntima e só curitibana mania.
Hoje podemos encontrar álbuns quase
completos vendidos em sites, por verdadeiras mixarias, e que graça tem
comprar um álbum completo ou semicompleto; o que realmente valia era a diversão
de montar um, com seu esforço, dia a dia, a surpresa que vinha num envelope
fechado, as brincadeiras e trocas entre os amigos... é a mesma coisa que construir
um sonho com suas próprias mãos, ou, talvez, montar um desenho animado
pré-definido, porém o sabor é puramente infantil e íntimo, daquela época.
Para os que não vivenciaram isso naquela
época, certamente, não perceberão a importância de uma brincadeira que não tem
barulho de laser, nem destruição, nem sangue, nem animação gráfica, mas
que nos tornavam semente de uma geração apaixonada por nossa cidade
“Zequinha”
virou relíquia para colecionadores
O personagem principal, um palhaço chamado Zequinha, nasceu, originalmente, no ano de 1929 em uma fábrica de doces, onde as balas, feitas apenas de “açúcar e água” como descreveu um colecionador, eram embrulhadas num papel com o desenho de Zequinha exercendo inúmeras profissões e apresentando-se em várias situações.
Quando a campanha foi lançada, algumas mudanças na parte estética do personagem foram feitas. Figurinhas foram excluídas e outras, adaptadas de acordo com o contexto paranaense. Segundo dados do Instituto Memória, a maioria das crianças aprenderam a contar até 200 através da diversão em colecionar as figurinhas do palhaço e completar seu álbum. Trocas na porta das escolas e jogos de bafo, também eram comuns.
Criação
Zeno José Otto, profissional na área de marketing e publicidade e propaganda, criou a agência P.A.Z, localizadaem Curitiba. Estando
à frente do atendimento, planejamento, diretoria de criação e diretoria de
arte, Otto participou do ICM do Zequinha, na década de 80. Conforme ele mesmo
descreve, a campanha “foi o maior sucesso de propaganda governamental do
Paraná”.
Campanha criada pelo Governo
do Paraná, denominada “clube do Zequinha”, que trazia o personagem de um
palhaço intensificando a cultura do estado, fez o álbum e as figurinhas virarem
raridade após 27 anos
Com o objetivo de melhorar a
arrecadação do ICM (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias), o Governo do
Estado do Paraná lançou uma campanha do Clube do Zequinha. Era necessário ter
Cr$ 1.000,00 (mil cruzeiros) em notas fiscais, para trocá-las por um envelope
com 20 figurinhas.O personagem principal, um palhaço chamado Zequinha, nasceu, originalmente, no ano de 1929 em uma fábrica de doces, onde as balas, feitas apenas de “açúcar e água” como descreveu um colecionador, eram embrulhadas num papel com o desenho de Zequinha exercendo inúmeras profissões e apresentando-se em várias situações.
Quando a campanha foi lançada, algumas mudanças na parte estética do personagem foram feitas. Figurinhas foram excluídas e outras, adaptadas de acordo com o contexto paranaense. Segundo dados do Instituto Memória, a maioria das crianças aprenderam a contar até 200 através da diversão em colecionar as figurinhas do palhaço e completar seu álbum. Trocas na porta das escolas e jogos de bafo, também eram comuns.
Zeno José Otto, profissional na área de marketing e publicidade e propaganda, criou a agência P.A.Z, localizada









