“A Educação é a base de tudo, e a Cultura a base da Educação”

Seja bem-vindo (a) e faça uma boa pesquisa.

terça-feira, 3 de abril de 2018

- Balas "Zequinha"

Blumenau e as Balas e figurinhas “ Zequinha”
Faço esta postagem pois fez parte da minha infância e de muitos blumenauenses. Assim como eu muita gente colecionou as belas figurinhas do “Zequinha”
VOCÊ CONHECE O ZEQUINHA?, por Anthony Leahy
A fábrica de doces "A Brandinha" foi fundada na década de 1920 por quatro irmãos poloneses - Francisco, João, Antônio e Eduardo Sobania - que idealizaram e lançaram, em 1929, as Balas Zequinha, onde as balas eram embrulhadas em um papel com o desenho de um palhaço exercendo as mais diversas profissões e situações.
Inicialmente foi desenhada uma série de 30 figurinhas e posteriormente expandido até 50, pelo desenhista Alberto Thiele da Impressora Paranaense, na forma de palhaço careca, de boca aumentada pela maquiagem, gravata borboleta e sapatos tipo lancha. Virou figurinha-papel de bala, sob inspiração das balas Piolim, que eram embrulhadas em caricaturas do palhaço paulista Piolim. Somente quando Paulo Carlos Rohrbach assume a responsabilidade do desenho é que a coleção passa a ter 200 figurinhas.
Em 1948 foi vendida aos irmãos Francheschi (Franceschi & Cia Ltda, de Romar e Radi Franceschi) e, posteriormente, em 1955, assume a fábrica Elisio Gabardo e Plácido Massochetto.
Em 1967 Zigmundo Zavatski compra o direito da marca e a relança. Em 1986, a J. J. Promoções, de Jeferson Zavatski e João Iensen, recomeça a explorar a marca "Balas Zequinha", oferecendo pacotes de figurinhas com as figurinhas do Zequinha junto com doces, já para preencher álbum próprio.
Apesar dos diversos proprietários, o personagem Zequinha - o mais curitibano de todos os piás - resistiu ao tempo tornando-se um dos grandes ícones paranaense do Século XX.
Em 1979 , o Governo do Paraná lança a campanha do clube do Zequinha , para melhorar a arrecadação de ICM, com algumas figuras já adaptadas aos novos tempos (ecologia, trânsito, etc). Foi feita uma releitura do visual do personagem, mordernizando-o, mas sem ofender o conceito original.

Zequinha ensinou às gerações de piás e gurias paranaenses a contar até 200 e gerou inesquecíveis rodadas de jogo do bafo e um sem número de trocas das figurinhas repetidas na porta dos cinemas e no recreio das escolas.
As Balas Zequinha marcaram de forma indelével a memória de gerações de paranaenses. Todos se recordam, nitidamente, do afã de obter os 200 números (a número 200 era “Zequinha distribuindo”) para ganhar o prêmio máximo, a bicicleta, ou de descobrir, no verso do desenho, o carimbo e o selo da Receita Federal dando direito aos prêmios, entre os quais bolas de futebol e bonecas, lanternas elétricas e porta-níquéis

Das Balas Zequinhas sobraram os doces. 
Onde esteve, onde estará o Zéquinha da infância curitibana?
E quem fez parte do “Clube do Zequinha”? 
Zequinha nasceu em 1929. Foi criado pelo desenhista Alberto Thiele, da Impressora Paranaense, na forma de palhaço careca, de boca aumentada pela maquiagem, gravata borboleta e sapatos tipo lancha.
Virou figurinha-papel de bala, sob inspiração da balas Piolim, que eram embrulhadas em caricaturas do palhaço paulista Piolim.
 
Um dos fundadores da fábrica de doces "A Brandinha", Francisco Sobania, teve a ideia de utilizar os desenhos como papéis de bala, encomendando uma coleção inicial de 30 figurinhas à gráfica. Thiele desenhou esta série inicial e a expandiu até o número 50. Depois a coleção passou a ter 200 figurinhas, sendo as restantes desenhadas por Paulo Carlos Rohrbach.
  
Em 1948, a ideia foi comprada pela firma Irmãos Franceschi & Cia Ltda, de Romar e Radi Franceschi, irmãos que mantiveram a coleção e a patente até 1955. As figurinhas marcaram a infância curitibana, no afã de obter os 200 números para ganhar o prêmio máximo, a bicicleta, ou de descobrir, no verso do desenho, o carimbo - e o selo da Receita Federal - dando direito aos prêmios, entre os quais bolas de futebol e bonecas, lanternas elétricas e porta-niqueis.
 As figurinhas - e a de n.º 200 era "Zequinha distribuindo" - embrulhavam balas de açúcar com essência de frutas, de formato quadrado. A embalagem era feita à mão, por 75 moças, e o consumo exigia uma produção diária de 1200 quilos de balas, ou 360 mil balas, distribuídas em todo o Estado do Paraná. As balas eram distribuídas em latas com capacidade para 100 quilos. A cada tonelada era incluída uma bala embrulhada na figurinha n.º 200. 
Quando ficava difícil se livrar dos números duplos, nas trocas entre os piás e no jogo do bafo, havia as matinadas no Cine Curitiba, onde os colecionadores trocavam 100 duplas por um prêmio. Conforme testemunho de Ronei Franceschi, filho de Romar, "essas matinadas serviam para tirar de circulação figurinhas muito repetidas. Eram o 'Banco Central' da época".
 Dos Franceschi, a marca passou à firma E. J. Gabardo e Massocheto. Comparando os desenhos das várias séries, Rohrbach diz que "da primeira série dos Irmãos Sobania à última, de Gabardo e Massocheto, houve poucas modificações. Na figurinha "Na ressaca" dos Sobania, Zequinha usa óculos, que desaparecem na versão Franceschi. A maior mudança foi o sorriso do Zequinha nas edições Gabardo e Massocheto. Até então, a personagem era "séria". Também se americanizou o "Quininha Papai Noel", nesta edição". 
 
Em 1967, a marca de Gabardo e Massocheto é vendida a Zigmundo Zavatski, que relança no mercado as figurinhas das Balas Zequinha. Em 1979, o Governo do Paraná lança a campanha do "Clube do Zequinha", através da Secretaria de Finanças, para melhorar a arrecadação de ICM. Alguns temas foram adaptados ao tempo, como preocupação ecológica, educação de trânsito etc. A personagem ganhou novo aspecto visual, tentando conservar algumas características originais. 
 Em 1986, a J. J. Promoções, de Jeferson Zavatski e João Iensen, recomeçou a explorar a marca "Balas Zequinha", mantendo pacotes de figurinhas com a personagem, anexados a doces, para preencher álbum próprio.
 Zequinha, jamais envelhece na memória curitibana, ensinou gerações de piás e gurias a contar até 200 mais depressa do que a escola conseguia ensinar. Marcou inesquecíveis rodadas de jogo do bafo e um sem número de trocas das figurinhas repetidas, na porta do cinema e no recreio da escola. Ensinou aos curitibanos os ofícios. É parte fundamental no aprendizado do ofício de ser curitibano. 
Já não eram mais balas, mas era uma sensação doce mesmo assim, colecionar aquela tão íntima e só curitibana mania.
 
Hoje podemos encontrar álbuns quase completos vendidos em sites, por verdadeiras mixarias, e que graça tem comprar um álbum completo ou semicompleto; o que realmente valia era a diversão de montar um, com seu esforço, dia a dia, a surpresa que vinha num envelope fechado, as brincadeiras e trocas entre os amigos... é a mesma coisa que construir um sonho com suas próprias mãos, ou, talvez, montar um desenho animado pré-definido, porém o sabor é puramente infantil e íntimo, daquela época.
 
Para os que não vivenciaram isso naquela época, certamente, não perceberão a importância de uma brincadeira que não tem barulho de laser, nem destruição, nem sangue, nem animação gráfica, mas que nos tornavam semente de uma geração apaixonada por nossa cidade
“Zequinha” virou relíquia para colecionadores
 

  Campanha criada pelo Governo do Paraná, denominada “clube do Zequinha”, que trazia o personagem de um palhaço intensificando a cultura do estado, fez o álbum e as figurinhas virarem raridade após 27 anos 
    Com o objetivo de melhorar a arrecadação do ICM (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias), o Governo do Estado do Paraná lançou uma campanha do Clube do Zequinha. Era necessário ter Cr$ 1.000,00 (mil cruzeiros) em notas fiscais, para trocá-las por um envelope com 20 figurinhas.
  O personagem principal, um palhaço chamado Zequinha, nasceu, originalmente, no ano de 1929 em uma fábrica de doces, onde as balas, feitas apenas de “açúcar e água” como descreveu um colecionador, eram embrulhadas num papel com o desenho de Zequinha exercendo inúmeras profissões e apresentando-se em várias situações.
 
  Quando a campanha foi lançada, algumas mudanças na parte estética do personagem foram feitas. Figurinhas foram excluídas e outras, adaptadas de acordo com o contexto paranaense. Segundo dados do Instituto Memória, a maioria das crianças aprenderam a contar até 200 através da diversão em colecionar as figurinhas do palhaço e completar seu álbum. Trocas na porta das escolas e jogos de bafo, também eram comuns.

  Criação  
  Zeno José Otto, profissional na área de marketing e publicidade e propaganda, criou a agência P.A.Z, localizada em Curitiba. Estando à frente do atendimento, planejamento, diretoria de criação e diretoria de arte, Otto participou do ICM do Zequinha, na década de 80. Conforme ele mesmo descreve, a campanha “foi o maior sucesso de propaganda governamental do Paraná”.

sábado, 31 de março de 2018

- Feliz Páscoa

Colaboração do amigo Sérgio Cunha
HISTORIAS DA INFÂNCIA
Reprodução

FELIZ PÁSCOA:
Fröhliche Ostern, se fala em alemão para Feliz Páscoa. Farei uma breve descrição, para aquelas pessoas que conhecem aquela região hoje, saberem como ela era antigamente. A época era por volta de 1963. Ali onde é a Cooper Garcia, não tinha nada (veja foto abaixo). Somente um barranco, no topo desse barranco tinha uma árvore bem grande, que pendia sobre a rua. Na beirada do barranco, tinha uma cerca de arame farpado para evitar que pessoas e também cavalos, vacas que pastavam, viessem a cair.
Morávamos na rua Emílio Tallmann. Nosso caminho até a Igreja (Kirche) Nossa Senhora da Glória, era percorrer essa rua, passar na ponte que existia ali ao lado da antiga Cooperativa da Empresa Industrial Garcia, passar no meio da fábrica até na Praça, aí virar a esquerda em direção à rua da Glória e chegar na igreja.
Estávamos indo a missa de domingo de Páscoa, de manhã bem cedinho, eu e a tia Martha. A gente sempre saía ali pelas 5:30, para não chegar atrasados. A missa começava ás 6 horas. Nesses dias próximos da Páscoa e nesse horário, ainda era escurinho e também friozinho e o clima anunciava que logo entraríamos no inverno (Wintera).
Exatamente quando estávamos passando ali, naquele domingo, em frente da grande árvore (grosse Baum), sentimos que passou por nós tirando um “fininho” e quase nos atropelou, um vulto do tamanho de um homem, com bastante velocidade, causando vento ao passar e também aquele “arrepio na espinha”. Perguntamos um ao outro: O que foi isso? Não sei! Olhamos para trás, para ver melhor, e o vulto já estava voltando em nossa direção. Demos uma corridinha para evitar que colidisse conosco. Paramos, aguçamos nossa visão e percebemos com dificuldade que o vulto estava pendurado na arvore por uma corda.
Em seguida ouvimos gargalhadas vindas do barranco, onde estava a arvore. Uuufa, era um Judas! Um grupo de jovens, moleques, haviam feito um boneco de pano que representava Judas e o penduraram na arvore para assustar quem passasse, e se deleitavam dando gargalhadas pelo nosso susto e aflição.
Apressamos o passo em direção a igreja, pois o padre João costumava ser pontual. Quando voltamos para casa, ao passar pelo local, vimos que o boneco tinha sido queimado, destroçado e jazia espalhado pelas beiradas da estrada.
Feliz Páscoa a todos
Sergio Cunha - 09/02/2018
Rua da Glória onde estava a árvore, logo depois onde é a atual Cooper
Foto: Acervo Adalberto Day

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...