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segunda-feira, 7 de julho de 2014

- Bairro Vila Nova

"Vila Nova 21/12/2013" foto: Wieland Lickfeld
História: 
Pela Lei nº 717, de 28 de abril de 1956 foi criado o bairro da Vila Nova, na administração de Frederico Guilherme Busch Junior. Recebeu este nome por ser uma área que começou a ser habitada mais recentemente.
              Um dos primeiros moradores foi Theodoro Holtrup (foto acervo de Wilson Holtrup Santiago) , que implantou o primeiro loteamento em 1924. No ano seguinte foi aberta uma rua e foi denominada de São Francisco; onde em 5 de maio de 1953, teve nova denominação, passando a chamar-se de Rua Theodoro Holtrup.
Theodor Holtrup loteou a região que se tornaria a Vila Nova em terras que antes pertenciam ao colono Mathes.
Theodor Holtrup nasceu em 07/03/1877 e faleceu em 18/05/1939 no Hospital Santa Isabel, por conta de um acidente de trânsito na Rua XV. Ele transportava areia quando o caminhão de um Ziegler abalroou seu veículo. Em 1939 já chamavam o local de Vila Nova.
    "Vila Nova final Década de 50" infelizmente não Recordo o nome de quem postou a fotos, mas baixei do grupo Antigamente em Blumenau (Wieland ") .

A rua principal do bairro denominou-se de Joinville, através do Decreto Lei nº 68 de 18 de agosto de 1942, na administração de Afonso Rabe. 
Vila Nova 1975 - Acervo : Ralf George Herwig
Vila Nova 2009 ": Acervo: Wieland Lickfeld 
Se observa que esta foto e acima formam um ‘Ontem x Hoje’. Ambas foram feitas do alto da Rua Braz Wanka, onde hoje se localiza a Secretaria de Desenvolvimento Regional.

Uma rua conhecida como Gustavo Salinger passou a ser denominada de Almirante Barroso, pelo mesmo Decreto Lei nº 68. A Rua Madeira passa a ser denominada de rua Almirante Tamandaré, através do Decreto Lei nº 68 de 18 de agosto de 1942. O BECO Wehmuth passa ter o nome de rua Imarui em 1972, pela Lei nº 1.839.
A área mais baixa do bairro recebe, com certa frequência, enxurradas e inundações. O ribeirão do Tigre teve sua canalização iniciada em meados da década de 80, quando o diretor do DNOS era o blumenauense Paulo Oscar Baier.
Nos principais corredores de serviços está desenvolvendo-se um intenso comércio, bem como a paisagem urbana está verticalizando com mais intensidade.
          Na rua Casemiro de Abreu encontra-se a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais - APAE, que foi fundada em 25 de março de 1965, por José Ferreira da Silva. Anteriormente esta instituição estava instalada no bairro Garcia, nas imediações do Colégio Estadual Santos Dumont.
          Em 16 de julho de 1970 foi fundada a Paróquia Imaculada Conceição. 
ASPECTOS FÍSICOS E HUMANOS
         "Vila Nova Morro Cachorro 21/Dez/2013" / acervo: Wieland Lickfeld
Localização: Localiza-se na porção central da cidade de Blumenau.
Limites: Norte: Bairros Itoupava Seca e Asilo.
   Sul: Bairro Velha.
   Leste: Bairros Victor Konder e Itoupava Seca 
  Oeste: Bairro Asilo
Superfície: 1,8 Km2 (hum vírgula oito quilômetros quadrados).
Vegetação: Pouca vegetação e de forma esparsa.
Hidrografia: Ribeirão da Velha.
Relevo: 50% é ocupada por morros de baixa altura, tendo o mais importante uma direção Leste-Oeste, com menos de 100m.
Enchente: Das mais de 100  ruas existentes, mais de 40 são atingidas , ou seja 41,18% destas.
População: por volta de 12 mil habitantes em 2014 . 
Texto Adalberto Day/Contribuição especial Wieland Lickfeld

terça-feira, 1 de julho de 2014

- Tiago Splitter

Parabéns  Tiago Splitter
Tiago Splitter, nasceu em Joinville, no dia 01 de Janeiro de 1985. Tiago vai se juntar ao sucesso de outros talentos catarinenses como Ana Moser, Xuxa, Guga  Falcão e outros.
O Brasileiro Tiago Splitter (foto de Artur Moser) é o primeiro e catarinense a conquistar a NBA. Festa foi completa em San Antonio, no Brasil e em Blumenau, pois Tiago Splitter começou sua jornada em Blumenau pela equipe do Ipiranga. Tiago Splitter é blumenauense de coração e adoção.
O San Antonio Spurs é o campeão da temporada 2013/2014 da NBA. No dia 15/junho/2014, a equipe derrotou o Miami Heat por 104 a 87, em casa, e fechou a série melhor de sete partidas em 4 a 1. O pivô Tiago Splitter se tornou o primeiro brasileiro a conquistar a liga americana de basquete.

24/06/2014 | N° 13236 Jornal de Santa Catarina
Entrevista concedida ao jornalista EVERTON SIEMANN
NBA
“Meu sonho é conseguir uma medalha com o Brasil”
Após o inédito título na NBA, Splitter curte os dias de férias ao lado da família em Blumenau
Anunciou a aposentadoria em Fevereiro de 2018
Passadas as festas de celebração pelo inédito título da liga norte-americana de basquete (NBA), a mais importante do mundo, o blumenauense Tiago Splitter está em casa. O pivô do San Antonio Spurs chegou domingo a Blumenau, onde ficará nos próximos dias ao lado da família. Ontem reuniu a imprensa num hotel da cidade para falar sobre o momento que vive, relembrar o passado e projetar o futuro.
Incentivador do esporte, Splitter espera que a conquista dele ajude a fomentar novos talentos para o esporte. Confira o que disse o camisa 22 do Spurs na entrevista a seguir:
Jornal de Santa Catarina - Há uma semana você levantava o troféu Larry O’Brien e entrava para a história da NBA, como o primeiro brasileiro a erguer a taça. Tem noção deste feito?
Tiago Splitter - Ser campeão é bom demais, era uma sonho para mim só estar na NBA. Um título era algo que nunca passou na minha cabeça. Claro que quando você entra na NBA, você pensa nisso, passa a ser um objetivo e jogando no (San Antonio) Spurs ainda mais. Significa alcançar um objetivo na melhor liga do mundo. Grandes jogadores não conseguiram isso e estou muito feliz. Pude dar um gostinho de vitória ao basquete do Brasil, no meio de uma Copa do Mundo, que não é fácil (risos).
Imagem: Rádio Clube de Blumenau
Santa - Mostramos em uma reportagem que aos 12 anos você sonhava em jogar na NBA. Você foi além. Aos 29 anos (2014), qual é o sonho do Tiago Splitter?
Splitter - Existem objetivos e existem sonhos. Agora para mim o sonho é conseguir uma medalha com o Brasil numa Olímpiada ou num Mundial. Quero estar no cenário mundial com a Seleção. Sei que não é fácil, também não foi fácil chegar à NBA e muito menos ser campeão.
Santa - Você foi para a Espanha aos 15 anos. Se no futuro seu filho Benjamin resolver jogar basquete e receber uma proposta parecida, você dará o mesmo apoio que os seus pais te deram?
Splitter - (Risos). Não vai (jogar), não. (Risos). Já pensei nisso. Espero que ele seja maduro o suficiente um dia para tomar uma decisão, mas vou pensar no momento. O que meu pai e minha mãe fizeram, realmente é difícil. Só sendo pai para entender. Na época não tinha ideia do que estava fazendo.
Santa - O basquete masculino de Blumenau passa por um processo de reformulação, inclusive com o seu irmão (Marcelo) à frente do projeto. Qual a sua participação no projeto?
Splitter - Minha participação é passar minha experiência toda que vivi no basquete internacional. Tudo o que vi de escolinhas. A gente tem que começar pela base, com jovens com talento, que tenham uma estrutura legal para treinar. Para que, se uma criança com 9 anos quiser jogar basquete, tenha um lugar para treinar. Hoje em dia não tem. Comecei a jogar com sete, oito anos, porque tinha lugar para isso. Se a gente não começar a ensinar desde pequeno, a gente vai perder muitas crianças.

Santa - Você cresceu admirando o Michael Jordan. Tem noção de que hoje você é o grande ídolo de muitas crianças?
Splitter - É normal, é bom, é legal. Quando comecei, só tinha Joinville jogando a Liga Nacional e comecei a assistir jogos de Joinville, em que o Ricardo (Probst) jogava. E meu pai falava: “ó, esse aqui é de Blumenau”. E ele era ídolo para mim. Jogar uma Liga Nacional era tudo. Ídolos são exemplos, existem e estou feliz de estar nessa posição. Tem que ter responsabilidade.
Santa - Você acredita que esse título pode ajudar a melhorar o basquete brasileiro?
Splitter - Não sei se vai ajudar imediatamente na organização do basquete brasileiro, isso depende de outras coisas. Mas vai dar a consciência de que tudo é possível. Se um menino que veio lá de Blumenau, treinou no Ipiranga nos anos 90, foi campeão da NBA, por que o Brasil não pode crescer de novo, com uma liga que está melhorando? É a única forma de crescer, a gente ter um bom basquete dentro do Brasil. Talvez essa é a grande contribuição que possa dar ao basquete brasileiro.
Santa - Você acha que essa tua conquista vai influenciar meninos e meninas a praticarem basquete?
Splitter - É uma conversa longa essa, mas posso resumir. A gente fala que o Brasil é um país de esporte, mas ainda falta muito esporte nas escolas. A gente tem, mas precisa ter mais. É onde a maioria dos jogadores é formada, a gente precisa de quantidade para sair qualidade. Aqui em Blumenau até é diferente, a gente tem uma cultura de esporte, mas isso precisa ser massificado no Brasil. A gente tem a nossa realidade, com centros esportivos em Blumenau. Se o Brasil inteiro fosse igual a Blumenau, a gente teria mais esporte. Fora o futebol. Falo dos esportes olímpicos.
Santa - Qual análise você faz das possibilidades da Seleção no Mundial?
Splitter - É um grupo complicado, difícil. A gente precisa classificar entre os dois primeiros. Depois a gente tem que ver como serão os cruzamentos com outras chaves. Nós, França, Espanha e Sérvia não querendo desmerecer os outros dois, somos os mais fortes.

EVERTON SIEMANN

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